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Lume Brando

10
Jan20

Gnudi [ou almôndegas de requeijão - Diz-me o que lês #24]

Jamie e a Cozinha Italiana

Gnudi (almôndegas de requeijão)

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #24

"Jamie e a Cozinha Italiana - Uma viagem ao coração de Itália" - Jamie Oliver - Porto Editora

 

Ainda que já tenha sido mais popular - as notícias sobre o insucesso financeiro de alguns dos seus projetos contribuíram para essa 'queda' - Jamie Oliver dispensa apresentações. E se há alguém que sabe fazer livros de cozinha, é seguramente este chef inglês e a sua equipa.

 

Pelas minhas contas, este é já o 22º livro de Jamie. E não é o primeiro a abordar a cozinha italiana. A paixão de Jamie Oliver por esta gastronomia é conhecida, muito por influência da sua passagem pelo restaurante River Café, no início da sua carreira, e também pela sua longa e forte amizade com Gennaro Contaldo, com quem, aliás, viajou por toda a Itália para fazer este livro.

 

Ainda que os sabores e as técnicas culinárias italianas estejam, de alguma forma, presentes em todos os seus livros, nos volumes "Jamie Does...", onde surge um capítulo dedicado a Itália, e no "Jamie's Italy", o seu amor por esta cozinha tinha sido já destacado. Tanto que quando me apercebi do lançamento deste livro, o meu primeiro pensamento foi "O quê? Mais um sobre Itália?" 🤪

Jamie e a Cozinha Italiana

 

Mas se é verdade que Jamie e a sua equipa sabem baralhar e dar de novo como ninguém - são peritos em reaproveitar receitas, alterando-lhes pequenos detalhes e apresentando-as com novas roupagens, como se fossem inéditas - também é certo que a riqueza e a capacidade de sedução dos sabores italianos prestam-se a isso mesmo, sem nunca nos cansarem.

 

Este é um livro à Jamie: grande formato, capa dura, 410 páginas, fotos maravilhosas de David Loftus - um dos melhores fotógrafos de comida do mundo (cuja carreira e sucesso são indissociáveis da sua parceria de anos e anos com Jamie), mais de 200 receitas, bem escrito, design gráfico irrepreensível.

 

O índice divide-se pelos seguintes capítulos:

  • Introdução
  • Antipasti
  • Saladas
  • Sopas
  • Massas
  • Arroz e Dumplings
  • Carne
  • Peixe
  • Acompanhamentos
  • Pão & Afins
  • Sobremesas
  • As bases

 

Um dos aspetos mais bonitos do livro (ainda que noutros dos seus livros Jamie já o tenha feito), é o facto nos dar a conhecer várias "nonnas" - "avós" italianas que cozinham magistralmente e há anos para as suas famílias e/ou pequenos restaurantes, partilhando algumas das suas receitas e dicas.

 

Jamie e a Cozinha Italiana

A receita que escolhi para testar, e que segue mais abaixo, foi a de "gnudi", que no italiano da Toscana significa "nu". O nome deve-se ao facto de serem feitos apenas com ricotta (usei requeijão), um recheio clássico dos raviolli, ou seja, é como se fossem raviolli "nus", sem a massa 😉.

 

Resumindo: "Jamie e a Cozinha Italiana" não é um livro inovador, nem no tema, nem no tipo de receitas, a que o Jamie Oliver nos habituou nos seus livros anteriores. No entanto, nota-se uma certa simplicidade, sobretudo no número de ingredientes das receitas e nos métodos de confeção, que me agradou bastante. É um livro muito bem feito, daqueles que se folheia com muito prazer e onde se colam post-its em quase todas as páginas.

 

Como sempre, esta rubrica teve o apoio da Livraria Bertrand 💛 em cuja loja online podem saber mais e comprar o livro >>> Bertrand online*

 

*Link afiliado

Gnudi (almôndegas de requeijão)

GNUDI [Almôndegas de requeijão]

Ligeiramente adaptado do livro "Jamie e a Cozinha italiana", de Jamie Oliver

 

Para 3 - 4 pessoas

 

500 de requeijão

50 g de parmesão ralado + um pouco para polvilhar no final

500 g de sêmola de milho para polenta

1 pitada de sal

1 pitada de pimenta preta acabada de moer

750 ml de molho de tomate caseiro

100 g de nabiças ou brócolos

Noz moscada para ralar na altura

 

De véspera, fazer as bolinhas:

- Colocar a farinha para polenta num prato fundo

- Escorrer o requeijão, desfazê-lo e misturá-lo com o parmesão ralado finamente e um pouco de sal e pimenta preta acabada de moer

- Fazer bolinhas (um pouco mais pequenas do que as almôndegas tradicionais) e passâ-las pela polenta, colocando-as noutra assadeira.

- Verter a polenta sobre as almôndegas, para cobri-las

- Levar ao frigorífico - mínimo 8 horas - sem tapar

 

No dia seguinte:

- Ligar o forno nos 180ºC

- Dar uma fervura aos brócolos ou às nabiças (devem ficar al dente)

- Colocar o molho de tomate num prato relativamente fundo de ir ao forno

- Dispôr as almôndegas, sacudindo o excesso de polenta

- Dispor os brócolos ou as nabiças

- Polvilhar com noz moscada e queijo parmesão ralado

- Levar ao forno até borbulhar e as almôndegas ficarem crocantes e tostadinhas

 

Servir com umas boas fatias de pão rústico.

 

Nota: nas fotos, está o resultado dos gnudi seguindo a receita original, que diz para se cozerem os mesmos em água com sal e passá-los por manteiga e noz moscada antes de se levarem ao forno no molho de tomate. No entanto, achei difícil este processo (os meus gnudi - prefiro chamar-lhes almôndegas - começaram a desfazer-se). Como não cozi todos, resolvi levar alguns ao forno sem cozer antes mas igualmente numa cama de molho de tomate, mantendo a capa de polenta (que desaparece na água de cozedura). Ficaram deliciosos e ainda melhores do que os primeiros, pois a polenta dá ao prato um contraste de texturas fantástico.

Gnudi (almôndegas de requeijão)

OUTRAS RECEITAS COM INSPIRAÇÃO ITALIANA:

07
Ago17

Das coisas boas do verão: petiscos [tomate cereja com bacon]

tomate_cereja_assado_bacon.jpg

 

Não é que não se possa petiscar em qualquer altura do ano. Claro que pode (e deve). Mas é no verão que petiscar sabe melhor, seja fora, numa qualquer esplanada à beira-mar, seja em casa, de preferência na varanda ou no jardim. Neste caso, se os petiscos forem caseiros e derem pouco trabalho a preparar, tanto melhor.

 

É o caso destas espetadinhas de tomate cereja com bacon, uma das minhas receitas salgadas preferidas do livro, e que agora ganha um espaço aqui no blogue.

 

O único senão é o facto de ficarem melhores feitas no forno (já sabem que, para mim, praticamente todos os dias são dias de forno, independentemente da temperatura que está lá fora 😂 ), mas também podem fazê-las numa frigideira.

 

Juntem os amigos e a família, façam uma dose generosa destas espetadinhas, juntem-lhes uma boa salada, umas boas fatias de pão saloio, mais um ou outro petisco e uma taça de fruta fesca e está pronta uma deliciosa e descontraída refeição de verão.

 

TOMATE-CEREJA-bacon.jpg

TOMATE CEREJA ASSADO COM BACON

 

Para cerca de 25-30 espetadinhas:

 

300 g de tomate cereja pequeno

15 fatias finas e compridas de bacon sem osso

Pimenta preta qb

Sal qb

Ervas aromáticas qb (orégãos, tomilho, mistura mediterrânica ou outras)

Azeite qb

 

Ligue o forno nos 200º. Lave os tomates cereja, seque-os e coloque-os numa taça. Tempere-os com um fio de azeite, pimenta preta, uma pitada de sal e as ervas aromáticas. Corte cada fatia de bacon a meio, no sentido da largura, e envolva cada tomate cereja em meia fatia de bacon. Prenda com um palito e coloque num tabuleiro anti-aderente. Leve a assar durante cerca de 12 minutos ou até o bacon estar estaladiço e o tomate tiver começado a enrugar. Pode virar as espetadinhas a meio, para ficarem uniformes. Sirva quente ou morno.

 

Notas:

- Se não quiser ligar o forno, cozinhe as espetadas numa frigideira anti-aderente, em lume não muito alto para dar tempo a que os tomates comecem a murchar sem que o bacon fique demasiado cozinhado;

- Ultimamente tenho usado o bacon de forma diferente e julgo que resulta ainda melhor: em vez de cortar as fatias à largura, corto no sentido do comprimento, obtendo duas tiras compridas e enrolo cada tira à volta de um tomate; desta forma o tomate fica mais à vista e as espetadas ficam mais bonitas;

 

 

 

Teresa Rebelo

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