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Lume Brando

16
Out18

Caldo verde de batata-doce [para o Dia Mundial da Alimentação]

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Hoje celebra-se o Dia Mundial da Alimentação. Esta é uma iniciativa organizada pela FAO - Food and Agriculture Organization, estrutura das Nações Unidas dedicada às questões da nutrição e da alimentação. O dia 16 de outubro não foi escolhido por acaso: é a data da fundação da FAO, em 1945. O programa "ZeroHunger World - by 2030 is possible" é o grande mote das celebrações deste ano. O objetivo é sensibilizar e unir esforços para que daqui a menos de 15 anos possamos receber a notícia de que a fome, mesmo no país mais pobre do mundo, foi finalmente erradicada.

 

Para nós, privilegiados, que temos tantos produtos e tanta abundância à nossa disposição, a alimentação é muito mais do que uma questão de sobrevivência. É uma componente social e cultural muito presente nas nossas vidas. É fonte de conforto, de saúde, e de indulgência também. É tradição e é saber que passa de geração em geração. E é criatividade e mudança.

 

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Para assinalar a data, resolvi fazer uma sopa. Porque a sopa é um prato simples mas com um poder nutritivo e de aconchego assinalável. E porque nós, portugueses, temos a confeção e o consumo de sopas no nosso ADN culinário. Eis então um caldo verde, que representa a tradição, mas feito com batata-doce, que simboliza a evolução e a mudança. O salpicão crocante, esse, não só homenageia os produtos regionais portugueses, como remete para aquele pequeno "pecado" que, cometido com moderação, torna o ato de comer um verdadeiro momento de felicidade.

 

Se quiserem participar neste movimento de dimensão global, usem nas vossas partilhas nas redes sociais as hashtags #ZeroHunger e #WFD2018.

 

Mais abaixo encontram a receita deste caldo verde. Feliz Dia Mundial da Alimentação! 

 

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CALDO VERDE DE BATATA-DOCE

A partir da receita de Caldo Verde à Minhota do livro "Cozinha Tradicional Portuguesa",

de Maria de Lourdes Modesto

 

Para 4 doses generosas

 

180 g de couve galega segada para Caldo Verde

1 cebola média

600 g de batata-doce*

2 dentes de alho

4 rodelas de salpicão

75 ml de azeite extravirgem + para servir

1,5 litros de água

Sal q.b.

Broa de milho para servir

 

Leve ao lume 1,5 litros de água com a batata-doce partida em pedaços, a cebola partida em quartos, os dentes de alho, sal e metade da quantidade do azeite.

Deixe cozinhar em lume médio cerca de 30 minutos ou até os ingredientes estarem bem cozidos.

Se achar que a couve é rija, dê-lhe uma cozedura num tacho à parte e reserve.

Entretanto, pique grosseiramente as rodelas de salpicão e leve-as ao lume numa frigideira antiaderente, de forma a salteá-lo e a torná-lo crocante. Retire e escorra sobre papel de cozinha.

Triture a sopa, obtendo um creme.

Junte a couve e, se esta já estiver cozinhada, deixe apenas ferver mais uns dois minutos.

Sirva quente com um fio generoso de azeite e pedacinhos de salpicão crocante, com fatias de broa a acompanhar.

 

* Usei batata-doce branca porque quis que o aspeto fosse idêntico ao do caldo verde tradiconal, mas pode usar-se batata-doce laranja.

 

28
Set18

Pizza de uvas americanas assadas com queijo de cabra [e uma doce viagem à infância]

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Esta semana chegou-me cá a casa um cesto de uvas, da casta popularmente chamada de "americana". Estas uvas não se conseguem comprar nos supermercados ou nas frutarias e julgo que mesmo em muitas casas e quintas com vinhas, já quase não há esta variedade, pelas razões que explico mais à frente.

 

Estas uvas têm uma pele grossa, que sai facilmente (ainda que eu coma o bago completo) e um sabor característico, mais forte do que as uvas de mesa mais comuns. Mal levei uma à boca, lembrei-me de imediato dos finais de verão da minha infância, em que íamos vindimar a casa dos meus avós maternos. Era pequena, julgo que foi ainda antes de entrar na primária, idade que me vedava o acesso aos escadotes de madeira, periclitantemente encostados aos troncos das vides. Mas lembro-me de ajudar a carregar os canistréis e de andar por ali, entretidíssima com toda aquela animação. O ponto alto era quando me davam a provar o vinho doce. Isso é que era uma emoção, sentia-me uma rapariga crescida. Afinal, estava a beber vinho, certo?

 

Recordo-me de na altura ouvir qualquer coisa sobre ser proibido ter esta casta plantada ou pelo menos fazer vinho com estas uvas, uma vez que esse vinho, conhecido pelo nome de "morangueiro", fazia mal à saúde. Isso levou a que estas uvas fossem desaparecendo, até mesmo dos pequenos quintais. Depois de uma breve pesquisa, descobri que mais do que motivos sérios ligados à segurança alimentar, o que esteve por detrás da proibição foram interesses comerciais: a uva americana produzia-se mais facilmente e em maior quantidade do que as castas europeias, permitindo produzir a bebida em maiores quantidades e a preços mais competitivos, pese embora a sua qualidade não fosse extraordinária.

 

Mas deixemos as políticas económicas de parte e voltemos ao mais importante: esta espécie de pizza, ótima para servir como entrada ou petisco numa refeição informal. Podem usar outro tipo de uvas "tintas", mas se tiverem alguém que vos possa oferecer uns cachos de uva americana (estas estavam especialmente doces, perfeitas), não hesitem: o resultado da mistura destas uvas com o alecrim e o queijo de cabra é fenomenal. 

 

Podem também optar por não fazer pizza, mas servir as uvas assadas em tostas, com um pouco de queijo esfarelado por cima. Fica igualmente bom. Quanto à massa de pizza, adaptei ligeiramente a receita do livro base da Bimby, enriquecendo-a com sementes trituradas para lhe dar crocância, mas podem usar a vossa massa de pizza favorita ou até mesmo massa de compra, se estiverem sem tempo.

 

Espero que gostem tanto desta combinação como eu. E se experimentarem, deixem um comentário, adoraria poder ouvir o vosso feedback.

 

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PIZZA DE UVAS AMERICANAS ASSADAS COM QUEIJO DE CABRA

Para 2 pizzas/ 8 pessoas, como entrada

 

400 g de massa de pizza

375 g de bagos de uvas tintas, idealmente 'americanas'

4 ou 5 colheres de sopa de queijo ricotta, rqueijão ou queijo creme

100 g de queijo chèvre

Alecrim fresco qb (não é opcional, faz toda a diferença!)

Sal qb

Pimenta preta acabada de moer

Azeite qb

 

Ligue o forno nos 220º.

 

Lave bem os bagos de uva e coloque-os num tabuleiro de ir ao forno, temperados com um fio de azeite, sal e pimenta preta. Junte ainda algumas folhinhas de alecrim fresco e envolva bem. Leve ao forno durante cerca de 15 minutos ou até estarem murchas, a largar a pele e o tabuleiro já estiver com imenso sumo. Retire e deixe arrefecer.

 

Estenda a massa em duas pizzas médias ou faça minipizzas. Coloque nos tabuleiros apropriados e pincele-as com azeite.

Baixando a temperatura do forno para os 200º, leve-as ao forno para uma pré-cozedura (eu faço isto em todas as minhas pizzas, pois gosto da massa crocante), durante cerca de 8 minutos. Retire do forno, deixe arrefecer um pouco.

 

Barre as pizzas com o ricotta ou outro queijo similar.

Espalhe alguns pedacinhos de queijo chèvre.

Espalhe agora as uvas, deixando as "agulhas" do alecrim e a maior parte do sumo no tabuleiro.

Termine com mais chèvre esfarelado e leve ao forno durante cerca de 10-15 minutos ou até o queijo estar a borbulhar e a ficar dourado.

Parta em fatias e sirva.

Se desejar, pode acompanhar com rúcula: em salada ou como topping.

 

Outras receitas de pizza:

Pizza fácil com abóbora e curgete

Minicalzones de espelta

 

10
Mai18

Massa fresca de espinafres caseira [e as coisas cronicamente adiadas]

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Conhecem bem esta maquineta, certo? Pois bem, tenho uma cá em casa. Ainda com o plástico protetor e na caixa original. Por estrear, portanto. Há quanto anos? Há uns oito, bem à vontade.

 

Quantas vezes pensei em fazer massa fresca? Várias.

Quantas vezes fiz? Nenhuma. Ou melhor, nenhuma até à semana passada e descontando o workshop de massas frescas que fiz há uns anos na Escola de Hotelaria do Porto.

 

Em todo o caso ainda não foi desta que fiz massa fresca à séria. Ainda não foi desta que estreei a máquina.

 

Infelizmente isto não me aconteceu só com a massa fresca. Há inúmeras receitas que volta e meia penso em experimentar, mas depois acabo por cair na rotina e cozinhar muitas vezes a mesma coisa. Uma vergonha para quem se diz ser viciada em livros e revistas de cozinha. Digam-me por favor que não estou sozinha! 

 

A epifania da semana passada foi fruto de ter visto um episódio do Jamie em que ele fez estes "pici" (há quem diga que não são "pici" mas sim "trofie"). Estão no livro "Receitas Saudáveis para toda a família", que eu gostava de ter, mas não tenho (pode ser que o meu Pai Natal leia este post).

 

Antes de passarmos à receita, devo dizer que a textura desta pasta que parece feijão-verde não é perfeita, fica um pouco chewy, mas é tão simples e está tão carregada de espinafres, que isso passa a ser um detalhe com pouca importância. Mas a melhor prova de que vale a pena fazê-la e repeti-la é o facto dos meus dois adolescentes a terem devorado e a terem elogiado, sendo eles atualmente os meus comensais mais exigentes.

 

A versão das fotos, servida com um salteado de legumes, foi o meu almoço no dia em que fiz a massa. À noite, servi-a com molho de tomate caseiro e foi mesmo um sucesso.

 

Agora que ganhei um pouco de alento, acho que já não falta muito tempo para desembrulhar a máquina...

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MASSA FRESCA DE ESPINAFRES FÁCIL C/ LEGUMES SALTEADOS

 

Para a massa (receita de Jamie Oliver):

300 de farinha T55 sem fermento (se tiver acesso a farinha italiana 00, ainda melhor)

200 g de espinafres baby (1 saco + 1 pouco)

 

Para o salteado de legumes:

(usei quantidades a olho, para cerca de 1/4 da massa obtida)

 

Alho

Cebola

Courgete

Pimento vermelho e amarelo

Tomate cereja

Azeite extravirgem

Vinho branco (opcional)

Piripiri em pó

Sal

Para servir: queijo parmesão, nozes/pinhões e manjericão (não tinha manjericão mas teria sido um ótimo acrescento) 

 

Para fazer a massa vai precisar de um robot de cozinha ou de um processador de alimentos, tipo liquidificador, potente.

Coloque a farinha no robot, junte as folhas de espinafres e triture até obter uma massa moldável: já está!

Retire e forme uma bola com a massa.

Enfarinhe a superfície de trabalho e vá tirando pedacinhos de massa de tamanho de berlindes: comece por fazer uma bolinha e depois estique-as até obter uma espécie de "minhoca", o que vai demorar pelo menos meia hora - se tiver ajudantes para esta tarefa, melhor!

 

Para o salteado de legumes, leve um fio de azeite a aquecer numa frigideira.

Junte a cebola e depois o dente de alho. Deixe cozinhar um pouco e junte a courgete e os pimentos cortados em cubos. De seguida adicione o tomate cereja cortado em metades. Tempere com um pouco de sal e piripiri.

Refresque com um pouco de vinho branco e deixe que os tomates comecem a murchar e a largar os sucos.

Entretanto, coloque ao lume uma panela com água e sal. Quando estiver a ferver, insira a massa e coza durante uns 10-15 minutos (achei o tempo que a receita original menciona - 5 minutos - insuficiente).

Se achar que o salteado está a ficar seco, junte-lhe um pouco de água da cozedura da massa. Prove e retifique os temperos.

Escorra bem a massa (reservando alguma água) e junte-a ao salteado, envolvendo bem e juntando um pouco mais de água da cozedura se achar necessário.

Junte um pouco de quejo parmesão ralado, envolva bem e sirva sapicado com o manjericão, os frutos secos e mais parmesão para quem quiser.

 

Mais receitas com legumes:

27
Abr18

Nachos caseiros [ou um viva aos fins de tarde luminosos]

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Provavelmente, quando este texto for publicado o dia vai estar cinzento e chuvoso. Afinal, estamos em abril, mês de meteorologia incerta. Mas os últimos dias foram tão generosos em termos de sol, que já só penso naqueles fins de tarde preguiçosos, que mesmo durante a semana, em dias de trabalho, permitem uma pausa de dolce far niente na varanda.

 

Uma cerveja gelada ou um copo de vinho branco fresquinho, uns petiscos, o sol a pôr-se devagarinho e não preciso de mais nada para um momento perfeito. Melhor, só se os salgadinhos ou os petiscos forem caseiros, certo?

 

Uma das minhas entradas preferidas para o tempo mais quente é o guacamole (podem clicar aqui para ver a minha receita de guacamole), servido com nachos. Acontece que estes aperitivos de compra são tudo menos saudáveis, sobretudo devido ao elevado teor de sal.

 

A boa notícia é que é muito, muito fácil, fazer nachos caseiros! Descobri isso ao experimentar uma receita de crackers de milho que a Teresa Cameira, de A Cozinha da Ovelha Negra, partilhou no Instagram.

 

A minha versão não leva sementes de linhaça moída (porque não li a receita direito e só reparei depois) e é mais condimentada, mas esta é uma receita que permite muitas variações nas especiarias e nas ervas. E é incrivelmente rápida de fazer.

 

Ficam muito saborosos e estaladiços, numa palavra: viciantes! E como vem aí o fim de semana, nem sequer temos a desculpa da falta de tempo para usar aperitivos de compra 😝

 

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NACHOS CASEIROS

(a partir de uma receita de Teresa Cameira/ A Cozinha da Ovelha Negra)

 

140 g de farinha de milho

60 g de azeite suave

60 g de água

1 colher de chá de sal fino

1 colher de chá de caril em pó (vai reforçar o tom amarelo dos nachos)

1 colher de chá de paprika fumada

1 boa pitada de pimenta preta acabada de moer

1 colher de sopa de coentros secos

 

Ligue o forno nos 190º.

Numa taça misture todos os ingredientes e forme uma bola (fica uma massa um pouco quebradiça, mas não se preocupe). Divida em duas partes.

Coloque uma das metades no centro de uma folha de papel vegetal, dê-lhe a forma de um quadrado achatado.

Cubra com outra folha de papel vegetal e estique a massa com o rolo, até obter uma espessura entre 1 e 2 mm.

Retire a folha de papel vegetal de cima, passe para um tabuleiro de ir ao forno e, com uma faca, faça marcas na massa: faça um quadriculado grande e depois marque linhas na diagonal, de forma a obter triângulos.

Leve ao forno entre 12 e 15 minutos - vá vigiando.

Retire e deixe arrefecer.

Repita com a restante massa.

Sirva de seguida ou guarde em frascos herméticos.

 

Para ver a receita de guacamole, é só clicar aqui.

 

Mais receitas de salgadinhos e petiscos:

 

09
Mar18

Cook for Syria [Receita de almôndegas de frango e amêndoa no forno]

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Nos últimos dias, as notícias sobre a terrível situação que se vive na Síria foram particularmente chocantes. Segundo um balanço noticiado no início desta semana, os ataques que têm assolado Ghouta Oriental desde o dia 22 de fevereiro já mataram 800 civis, sendo que 177 eram crianças. A somar às centenas de milhares de mortos e refugiados desde que o conflito começou. A somar aos que morreram ontem e que vão continuar a morrer amanhã. Uma guerra hedionda que parece impossível estar a acontecer em pleno século XXI.

 

É impossível ficar indiferente a este drama, ainda que o sentimento seja de impotência. E de alívio egoísta: que sortudos somos em ter nascido num país pacífico. Nem sequer ouso imaginar o sofrimento das famílias sírias ao longo dos últimos sete anos. Famílias para quem o simples ato de cozinhar e partilhar uma refeição tornou-se um luxo inacessível: por falta de condições, por falta de alimentos ou porque simplesmente já não há família.

 

Apesar de só os políticos e os diretamente envolvidos no conflito sírio poderem pôr-lhe um fim, há pequenos gestos de solidariedade que podem contribuir para apoiar as vitimas e foi nisso que pensaram Clerkenwell Boy - um famoso foodie e instagrammer australiano a viver em Londres, e Serena Guen, fundadora da revista Suitcase. Juntos idealizaram o projeto #cookforsyria, tendo mobilizado para a causa uma montanha de chefs e bloggers de cozinha. O livro Cook for Syria é a face mais visível dessa iniciativa, cujo resultado das vendas reverte para o programa de ajuda humanitária na Síria da Unicef.

 

Quando estive em Londres, em novembro passado, tive a sorte de passar pelo Old Spitalfileds Market no momento em que estava a decorrer um evento ligado ao projeto, com venda de bolos e do livro. Comprei um exemplar e achei que por estes dias fazia todo o sentido explorá-lo e homenagear a cozinha síria, que é tão rica e aromática, com tantos ingredientes de que eu gosto.

 

As receitas do livro não são necessariamente receitas tradicionais sírias, mas sim receitas inspiradas na gastronomia síria e nos seus ingredientes, criadas por dezenas de bloggers de cozinha e chefs - há até uma receita do chef português radicado em Londres Nuno Mendes.

 

Escolhi para primeira experiência umas almôndegas de frango e amêndoa, servidas com um molho feito com manteiga de amêndoa - que fiz pela primeira vez - e caldo de galinha. Um contributo para o livro de Ameelia Freer, que foi um sucesso cá em casa.

 

Antes de passarmos à receita, queria só deixar mais duas sugestões de como apoiar o povo sírio: comprando outro livro solidário, este disponível em português: "Uma Sopa para a Síria" ou indo ao restaurante Mezze, em Lisboa, um interessante projeto da Associação Pão a Pão que visa a integração de refugiados sírios e do Médio Oriente no nosso país.

 

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ALMÔNDEGAS DE FRANGO E AMÊNDOA NO FORNO [COM MOLHO DE MANTEIGA DE AMÊNDOA]

Ligeiramente adaptado do livro #CookForSyria

 

Para o molho de amêndoa

150 ml de caldo de galinha quente*

100 g de manteiga de amêndoa**

Raspa de 1 limão

Sal qb

 

Para as almôndegas (25-30 unidades)

500 g de carne de coxas e pernas de frango*** picadas no robot de cozinha

(equivalente a umas 4 pernas completas)

1 ovo batido

1/2 talo fino de alho francês picado 

4 colheres de sopa de farinha de amêndoa (moí miolo de amêndoa, parte dela com pele, na Bimby)

2 colheres de sopa de coentros frescos picados

1 colher de chá de coentros secos

1 colher de chá de cominhos moídos

Pimenta preta acabada de moer qb

Sal qb

Azeite para pincelar

 

Comece por preparar o molho: junte lentamente o caldo quente à manteiga de amêndoa. No início vai parecer que a manteiga está a engrossar, mas continue a adicionar caldo e a mexer com um batedor de varas, até ficar com a consistência macia de natas espesssas. Junte-lhe a raspa do limão, retifique o sal se achar necessário e reserve.

 

Para as almôndegas, ligue o forno nos 200º e forre um tabuleiro com papel vegetal.

Junte todos os ingredientes numa taça grande. Humedeça as mãos e faça bolinhas do tamanho de brigadeiros.

Disponha-as no tabuleiro e pincele-as com azeite.

Leve ao forno durante cerca de 15-20 minutos.

Entretanto aqueça de novo o molho, mas lentamente: se aquecer rapidamente a alta temperatura, o molho irá transformar-se numa pasta!

Sirva bem quente com uma salada de alfaces ou legumes verdes cozidos e arroz branco.

 

* Eu usei os ossos das pernas e das coxas do frango para fazer o caldo, juntando numa panela grande 2 cenouras partidas aos pedaços, 1 folha de louro, 1/2 talo de alho-francês, 1 cebola, 2 dentes de alho, um raminho de salsa, um fio de azeite, pimenta preta qb, sal e sal de aipo qb. Cobri com água e deixei cozer lentamente até ter reduzido bastante, aí umas duas horas. Coei e guardei num frasco - com o que sobrou vou fazer um risotto.

 

** Para fazer a manteiga de amênda, coloque no robot de cozinha duas chávenas de miolo de amêndoa sem pele, levemente tostado. Triture, empurrando de vez em quando para baixo o que ficar agarrado às paredes do copo. O processo deve demorar uns 15-20 minutos. Está pronto quando atingir uma textura bem macia. Pode juntar um pouco de azeite ou óleo vegetal, para ajudar a triturar melhor e ficar mais cremoso. Tempere com sal, volte a triturar, retire e reserve. 

 

*** Pode fazer as almôndegas com peitos de frango em vez de pernas completas, no entanto, para além da carne destas ser mais suculenta, pode aproveitar os ossos para fazer o caldo, como expliquei em cima; para não ter o trabalho que eu tive de desossar as pernas, peça no talho para o fazerem e não se esqueça de pedir os ossos ;)

 

Mais receitas inspiradas na gastronomia de outros países:

 

11
Dez17

Sugestão de presente caseiro para o Natal [Alperces com chocolate negro]

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Parece-me incrível que faltem apenas duas semanas para o Natal. Normalmente, começo a entrar no espírito da quadra de cada ano fazendo muitos planos: de decoração, de receitas para as festas de família, de presentes comestíveis. Mas depois, os dias começam a atropelar-se e nunca consigo fazer tudo o que tinha idealizado.

 

Este ano, com o atraso das obras que estamos a fazer no nosso apartamento – era suposto já estarem prontas, mas ainda nem sequer sei se poderei acordar no dia de Natal em casa, o que me tem deixado os nervos em franja - os planos ficaram ainda mais em suspenso.

 

Estando a viver em casa de um dos meus irmãos, tenho uma cozinha à minha disposição, mas fazem-me falta as minhas coisas, o meu forno, as minhas formas, os meus utensílios. Digamos que trouxe comigo um kit de sobrevivência, mas estou limitada a receitas mais simples, sobretudo no que toca a bolos e sobremesas.

 

Fazer bolachas, por exemplo, não é muito prático, pois não tenho uma grande área de trabalho. Pelo que andei a pensar numa lembrança de Natal que não exigisse grande “produção”, mas que fosse deliciosa. E aqui está ela: alperces secos banhados em chocolate negro.

 

Aviso já de que são altamente viciantes, por isso sugiro que façam uma dose bem generosa, para poderem ficar com alguns. Pensando bem, nem é preciso o pretexto do Natal e dos presentes para experimentar esta coisa boa: estes alperces com chocolate funcionam na perfeição como um snack ou como um pequeno mimo para acompanhar o café. Yummy!

 

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ALPERCES SECOS COM CHOCOLATE NEGRO

Para 50

 

50 alperces secos – cerca de 400 g

160 g de chocolate negro

 

Forre um tabuleiro com papel vegetal. Leve a derreter o chocolate em banho-maria.

Mergulhe metade de cada alperce no chocolate e coloque a secar sobre o papel vegetal. Repita com os restantes alperces. Deixe secar bem o chocolate antes de guardá-los em frascos ou sacos de celofane.

 

07
Jul17

Criançada de férias [e umas espetadinhas saudáveis de salsichas Nobre]

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Pestinhas de férias aí por casa? Por aqui, sim!

E se todos os anos costuma ser complicado conseguir trabalhar em casa com os dois sempre a solicitarem a mãe (ou a pegarem-se), este ano, pela primeira vez, senti que estão bastante autónomos e que já não chamam por mim de cinco em cinco minutos. Nem tudo é mau na pré-adolescência.

 

Preparam o(s) lanche(s) sozinhos - estão na fase em que a fome é algo permanente e precisam de comer de hora em hora, o que chega a ser desesperante. Não sei se por aí é igual, mas os meus, com 10 e 12 anos, passado uma hora de terem almoçado, já estão a dizer "Tenho fome" e pouco depois, disparam a pergunta sacramental: "Mãe, o que vai ser o jantar?" E é nesta altura que penso que sou uma mãe e dona de casa péssima, que não planeio nada com tempo, porque não faço a mínima ideia do que vou cozinhar na refeição seguinte 😂

 

Bem, felizmente há soluções que nos ajudam a preparar qualquer coisa em três tempos sem ficarmos com peso na consciência por não serem saudáveis. É o caso das novas salsichas com baixo teor de gordura de frango e de peru da Nobre. Uma gama de salsichas com menos de 3% de gordura, sem aditivos, nem lactose, nem glúten. E quem são os miúdos que não gostam de salsichas?

 

A pensar nos mais novos (mas não só!) bem como nesta época em que apetece conviver e aproveitar os dias compridos, preparei estas mini-espetadas de salsicha com tomate-cereja e de salsicha com abacaxi. Muito fáceis e rápidas de fazer, dão vida a uma mesa de verão.

 

Bom fim de semana!

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MINI-ESPETADAS DE SALSICHA COM TOMATE-CEREJA E ABACAXI

 

Para cerca de 30

 

1 embalagem (zona de frios) de salsichas 100% frango ou 100% peru baixo teor de gordura Nobre

15 tomatinhos cereja

Cerca de 1/4 de abacaxi

Pimenta preta acabada de moer qb

Sal qb

Azeite qb

1 dente de alho

1 fio de sumo de limão

1/2 dúzia de folhas de manjericão, mais algumas para servir

 

Vai precisar ainda de 30 palitos pequenos

 

Descasque e corte o abacaxi em pequenos pedaços. Lave os tomates-cereja.

Corte as salsichas em rodelas.

Monte as espetadinhas, fazendo metade de salsicha e tomate-cereja e a outra metade de salsicha e abacaxi.

Aqueça ao lume um grelhador ou frigideira antiaderente grande, unte com azeite e disponha as espetadinhas. Tempere-as com um pouco de sal e pimenta preta. Deixe cozinhar até ganharem cor e começarem a caramelizar.

Sirva as espetadinhas salpicadas com um azeite aromatizado com alho e manjericão (não se vê na foto, mas fica ótimo): no almofariz, coloque duas ou três colheres de sopa de azeite, 1 fio de sumo de limão, 1 dente de alho picadinho e o manjericão também picado. Triture tudo muito bem e regue por cima das espetadas.

 

 

 

05
Jul17

O azar e a sorte [e um gelado de cenoura diferente]

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Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei a trabalhar para o livro ["Estava Tudo Ótimo!, lançado em outubro do ano passado], foi comprar um disco de armazenamento de dados externo. O meu maior medo era perder as imagens das sessões fotográficas que fazia e que tanto trabalho me davam.

 

Outra das medidas que tomei foi a de aumentar a memória do meu portátil. Assim, podia manter as fotos no computador e ter uma cópia das mesmas no disco externo, não fosse o diabo tecê-las. E assim aconteceu durante cerca de um ano e meio, que foi o tempo de gestação do projeto. Assim que entreguei todo o material fotográfico à editora, suspirei de alívio. Mas por essa altura, depois de mais de duas mil imagens em máxima resolução descarregadas para o computador, este começou a arrastar-se, não sei se também fruto da idade. Não conseguia trabalhar e tive de fazer uma limpeza radical. Com as imagens para o livro entregues, certifiquei-me de que tinha passado tudo para o disco, mesmo as fotos que não tinham sido escolhidas, e apaguei-as do computador.

 

Passado poucos meses, o disco avariou-se. Não conseguia abrir as pastas, parecia ter desaparecido tudo, um desespero. Era também no disco que estavam as fotos das férias mais recentes, as fotos das últimas festas de aniversário dos miúdos e de muitas outras ocasiões importantes. Levado o disco a especialistas, a única solução, segundo aqueles, era tentar uma recuperação de dados que, no caso de ser bem sucedida, custaria cerca de mil euros. Fiquei destroçada. Mas concluí que não era sensato gastar tanto dinheiro, mesmo que parte da nossa memória visual familiar ficasse para sempre perdida.

 

Mas se é verdade que fiquei inconsolável na altura, senti-me ao mesmo tempo aliviada. Só pensava na sorte que tinha tido em não ter perdido nenhum do trabalho para o livro ao longo do processo. Em cada sessão, para além das fotos ao conjunto das receitas, fotograva cada uma delas individualmente e chegava a fazer mais de uma dúzia de disparos em cada uma. Tinha por isso outras imagens deste gelado de cenoura que vos trago hoje. Mas só sobraram estas: as selecionadas para figurar no livro.

 

Com o calor a pedir coisas fresquinhas, achei que o facto de ter apenas duas fotos do gelado não era desculpa para não publicar a receita no blogue. E aqui está ela: um gelado de cenoura diferente, feito com iogurtes de soja e adoçado com xarope de agave. Para os mais gulosos, segue uma receita de um molho de chocolate pecaminoso, que fica igualmente bem com crepes e panquecas. E que no meio dos nossos azares, haja sempre uma pontinha de sorte!

 

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GELADO DE CENOURA

[sem lactose]

 

 Faz cerca de 800 ml de gelado

 

400 g de cenoura (pesada depois de descascada)

1 pau de canela

1 pedaço de casca de laranja

20 ml de licor de laranja

2 iogurtes de soja naturais

5-6 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante

  

Com antecedência, coza as cenouras partidas às rodelas num tacho com água, um pau de canela, a casca e o licor de laranja. Quando estiverem bem macias (deve demorar cerca de 1 hora e 15 minutos), escorra e deixe arrefecer. Depois de frias, coloque-as num saco plástico limpo e leve ao congelador.

Quando quiser fazer o gelado, retire o saco das cenouras do congelador e bata com ele na bancada da cozinha para que as rodelas se soltem. Coloque-as num robot de cozinha, juntamente com os dois iogurtes de soja e a geleia de agave. Triture muito bem até obter um gelado uniforme e macio. Está pronto a servir, de preferência com um fio de molho de chocolate por cima.

 

Notas:

- Pode trocar os iogurtes de soja por iogurtes naturais tipo grego;

- A geleia de agave é um adoçante com baixo índice glicémico e uma alternativa ao mel para quem segue uma dieta vegan, no entanto, à semelhança do açúcar deve ser consumido com moderação, pois apresenta elevado teor de frutose; o seu poder adoçante é superior ao açúcar, por isso tenha atenção ao usá-lo;

- Pode congelar o gelado depois de pronto, mas uma vez que não leva natas e não foi à máquina de fazer gelados, nunca ficará tão cremoso como acabado de fazer.

 

__________________________________________________

 

MOLHO DE CHOCOLATE

Receita do Chef Luís Francisco

 

250 ml de açúcar

125 ml de água

1 pedaço de casca de limão

1 pau de canela

50 g de cacau em pó

1/2 colher de sopa de manteiga

  

Num tachinho de fundo espesso coloque a água, o açúcar, o pau de canela e a casca de limão. Leve ao lume em temperatura média ou média-alta, e deixe ficar, sem mexer. Vá estando atento, e assim que começar a fervilhar, com bolhas por toda a superfície, conte três minutos. Retire do lume e descarte o pau de canela e a casca de limão. Junte o cacau em pó (o tacho não deve ser muito baixo, pois neste passo a calda tem tendência a subir) e mexa bem com um batedor de varas até o cacau estar bem dissolvido. Leve de novo ao lume até ferver e mexendo sempre. Retire do lume e junte a manteiga, mexendo até estar bem derretida e envolvida por todo. Coe e guarde num frasco hermético. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico. Dura várias semanas. Sempre que quiser usar, aqueça a porção de molho necessário e coe-o antes de servir para eliminar eventuais cristais de açúcar.

 

 

14
Jun17

O Jamie e a beterraba [Carpaccio de beterraba com queijo fresco e molho de iogurte]

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Catorze. Catorze livros de Jamie Oliver nas minhas atafulhadas prateleiras da cozinha. Na verdade não tenho livros de cozinha apenas na cozinha. Tenho-os espalhados pela sala, na consola da entrada, na cómoda do hall, na mesinha de cabeceira e até em cima do cesto da roupa na casa de banho.

 

Tenho andado a contá-los, a fotografá-los e a mostrá-los na minha conta de Instagram, na rubrica "Um livro por dia". E já lá vão 82 (já agora, quem quiser contribuir para a minha coleção, está à vontade 😂).

 

Voltando aos livros do Jamie, não pensem que os tenho todos. Quase. Ultimamente tem sido difícil acompanhar o mediático chef inglês: ainda há pouco tempo saiu o "Receitas Saudáveis para Toda a Família", que não tenho, e já se prepara para lançar, em agosto, um livro de receitas só com 5 ingredientes. Aguardo com bastante interesse este último, porque, apesar de adorar o Jamie, confesso que às vezes fico desanimada com a enorme quantidade de ingredientes que, por norma, as suas receitas pedem.

 

Não é o caso deste carpaccio de beterraba do seu livro "As Receitas de Natal" - neste caso fui eu que juntei mais ingredientes à receita original. Já tinha feito uma vez esta salada, mas na altura não consegui fotografar, para além de um registo com o telemóvel que coloquei no Instagram. Mas esta semana, quando recebi uma beterraba linda, ainda com a rama, no cabaz da Prove que recebo quinzenalmente, pensei de imediato em voltar a esta receita, até para poder partilhá-la aqui.

 

A beterraba entrou na minha vida só há alguns anos. Em casa dos meus pais, nunca se comeu beterraba. Mas o meu marido adora e por isso comecei aos poucos a introduzi-la nas refeições cá de casa. Comecei por comprá-la já cozida e uma das minhas formas favoritas de comê-la é cozida, em salada, com laranja. Nos dias frios, gosto de juntá-la a um assado de legumes. Mas agora também a como crua e, para isso, esta salada é maravilhosa. E perfeita para estes dias de calor, pois para mim, quanto mais fresca, melhor.

 

No livro, o Jamie sugere que se acompanhe o carpaccio com queijo de cabra (e pão), por isso, como tinha um queijo fresco de cabra no frigorífico, esfarelei-o por cima. Para um toque crocante, juntei amêndoa laminada tostada.

 

Dica final: prepare a salada com algumas horas antecedência (à exceção da rúcula e da amêndoa, que deve juntar apenas antes de servir) e guarde-a no frigorífico. Para além de ficar fresquinha, os sabores vão ficar mais pronunciados.

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CARPACCIO DE BETERRABA COM QUEIJO FRESCO DE CABRA E MOLHO DE IOGURTE

Adaptado do livro "As Receitas de Natal de Jamie Oliver"

 

Para 3/4 pessoas como entrada

 

1/2 beterraba grande ou 1 beterraba média (crua)

1/2 limão

2 a 3 colheres de sopa de azeite extravirgem

2 colheres de sopa de vinagre balsâmico

1/2 a 1 iogurte natural

1 colher de chá de molho inglês

1 colher de sopa de mostarda

1 queijo fresco de cabra pequeno

1 mão-cheia de rúcula

2 colheres de sopa de amêndoa laminada

 

Lave, descasque e corte a beterraba em fatias muito finas com a ajuda de uma mandolina.

Coloque a beterraba numa taça juntamente com o vinagre balsâmico, um fio de azeite e um pouco de sumo de limão. Mexa para envolver todas as fatias no tempero. Pode deixar assim alguns minutos.

Para o molho, misture o iogurte, o restante azeite, a mostarda, o molho inglês e o resto do limão espremido.

Mexa bem, prove e retifique algum ingredientes, se achar necessário.

Numa travessa, disponha as fatias de beterraba, espalhe o queijo fresco por cima e umas colheradas de molho. Tape e guarde no frigorífico. Antes de servir, espalhe a rúcula e as amêndoas e leve à mesa a taça do molho, para quem quiser acrescentar.

 

Outras receitas com beterraba: 

Carpaccio de beterraba com laranja

Gratinado de beterraba e outros vegetais

Salada de beterraba e cenoura

Cevadotto de beterraba

Salada de beterraba, laranja, agrião e queijo de cabra

 

 

 

 

16
Mai17

Um livro especial [e uma tarte de amêndoa, requeijão e espinafres]

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Como já disse aqui várias vezes, o blogue trouxe-me o privilégio de conhecer muitas pessoas com quem de outra forma dificilmente me viria a cruzar. Uma dessas pessoas inspiradoras e cheias de talento é a Maria João Clavel, autora do blogue Clavel's Cook. A nossa amizade e o meu reconhecimento pelo seu trabalho não é de agora, tem já vários anos. Desde que os nossos blogues nos aproximaram, já tivemos a oportunidade de nos encontrar em diversas ocasiões e até de trabalhar juntas, como foi o caso dos eventos solidários Uma cozinha pela Vida e as duas edições do Cozinha de Blogs (boas recordações!)

 

Nessa altura, o blogue ainda era para a Maria João um hobby, mas já se percebia bem a sua paixão pela cozinha, a sua capacidade empreendedora e o seu talento para a fotografia. A sua evolução consistente e o sucesso que tem alcançado só pode surpreender quem não a conhece - após ter deixado de dar aulas, dedica-se de corpo e alma à sua escola de cozinha e agência de comunicação na área da culinária, abraçando projetos com marcas nacionais de referência, a Clavel's Kitchen.

 

No meio de tanta coisa boa que tem feito, tinha de haver um livro. E é desse livro apetitoso - "12 Ingredientes, 60 Receitas para Toda a Famíla", lançado em abril passado - que tirei a receita que vos trago hoje. Uma tarte de amêndoa, espinafres e ricota (que substituí por requeijão de cabra) leve e saborosa, com uma massa integral caseira que ficou aprovadíssima. Acompanhada de uma salada e de um molho de tomate caseiro (que não aparece nas fotografias), serviu de jantar cá em casa um destes dias.

 

Mas confesso que foi difícil escolher uma receita do livro, pois apetece fazer todas. Para a próxima, talvez vá para uma receita doce. Os bombons de amêndoa e chocolate, os cupcakes de abóboa e canela ou para o original bolo de ervilha, que o Célio do Sweet Gula experimentou e diz ter ficar delicioso. Bem, acho que vou é folhear o livro outra vez...

 

tarte-amendoa-espinafres-requeijao_2.jpg

 

TARTE INTEGRAL DE AMÊNDOA COM REQUEIJÃO E ESPINAFRES

(Ligeiramente adaptado do livro "12 Ingredientes, 60 Receitas para Toda a Família")

 

Para a massa

150 g de farinha de trigo

150 g de farinha de trigo integral

70 ml de azeite

140 ml de água

1/2 colher de chá de sal

1 colher de chá de sementes de sésamo

 

Para o recheio e cobertura

250 g de requeijão de cabra

230 g de espinafres

1 dente de alho picado

120 g de amêndoa laminada

Sal qb

Pimenta preta qb

Azeite virgem extra qb

Ovo para pincelar

Alecrim para decorar

 

Comece por fazer a massa.

Coloque todos os ingredientes numa taça e amasse até estar bem ligado e obter uma massa homogénea.

Envolva em película aderente e leve ao frigorífico durante cerca de uma hora.

Entretanto aqueça o forno nos 180º.

Salteie os espinafres num fio de azeite só até murcharem.

Desfaça o requeijão, temperando-o com um fio de azeite, um pouco de sal, pimenta preta e o alho picado. Misture bem.

Retire a massa do frio, estique bem a massa numa superfície enfarinhada e forre uma tarteira. Se quiser, faça uma decoração com massa à volta da tarte (eu bem tentei imitar o entrançado da receita original, mas ficou muito tosco 😂).

Pincele toda a massa com o ovo batido e leve ao forno durante cerca de 10 minutos para 'impermeabilizá-la.

Retire do forno, espalhe os espinafres e por cima o requeijão.

Espalhe a amêndoa laminada e leve ao forno durante cerca de 25 minutos ou até estar bem dourada, com as amêndoas bem tostadinhas.

Acompanhe com uma salada de verdes e regue com um fio de azeite antes de servir. Ou então faça como eu: acompanhe igualmente com salada, mas com o bónus de um espesso molho de tomate caseiro: delicioso!

 

Nota: como estiquei a massa muito fina e usei uma forma não muito grande, sobrou-me massa, que usei depois como base de pizza.

 

Teresa Rebelo

foto do autor

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