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Lume Brando

19
Jun19

Curso online de fotografia de comida: o meu feedback [e um bolo delicioso]

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Se só vieram por causa da receita do bolo, é melhor fazerem scroll e apanhá-la ali em baixo. Mas se gostam de fotografia de comida tanto como eu, o que conto já a seguir talvez seja do vosso interesse ;)

 

Já aqui tinha falado, e quem me segue no Instagram tem acompanhado, que este ano decidi fazer um curso online de fotografia de comida e food styling. No final de 2018, descobri o blog The Little Plantation e comecei a seguir a sua autora, Kimberly Espinel, no Instagram e no Facebook. Apesar de eu ligar cada vez menos ao Facebook, é aqui que a Kimberly, que vive em Londres, dinamiza um grupo fechado, reunindo uma simpática comunidade à volta dos temas de food photography e food styling e de tópicos complementares, tais como dicas para crescer no Instagram, como cobrar um trabalho de fotografia, etc.

 

Gosto muito do trabalho consistente da Kimberly e da forma simpática, generosa e entusiástica com que partilha as suas ideias e o seu conhecimento sobre esta área. Quando me apercebi que ministrava cursos online, pedi mais informações e não demorei muito a inscrever-me. Sei que há muitos outros bloggers e fotógrafos a disponibilizar cursos online de fotografia de comida, mas sinceramente não pesquisei nem fiz comparativos. Gostei da abordagem da Kimberly, o preço pareceu-me razoável, estava decidido.

 

O curso está estruturado em 5 aulas + 1 aula opcional sobre Instagram. Os temas vão desde técnica fotográfica à composição e ao food styling, passando pela teoria da cor e pela edição em Lightroom (foi a minha aula favorita) e o mais interessante é que as aulas são "presenciais": através da app Zoom (tipo Skype), vemos e falamos com a Kimberly podendo ainda interagir com os outros alunos. Recebemos com antecedência o plano de cada aula, com a "teoria", e depois na aula a Kimberly fala mais detalhadamente sobre esses conteúdos e responde às nossas questões. Há trabalhos de casa e um trabalho maior, final, que é discutido depois numa sessão individual, sendo-nos dado bastante tempo para concretizar o projeto.

 

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As fotos deste post fazem parte desse "final assignment". Fazer o curso foi uma decisão acertada, uma experiência fantástica, que recomendo. Obrigou-me a fotografar coisas diferentes, de ângulos diferentes. Obrigou-me a praticar. Nunca foi tão fácil como hoje aprendermos o que quer que seja sozinhos. Há artigos, vídeos, tutoriais... não faltam recursos grátis na internet para aprender a fotografar melhor, mas eu adoro aprender com pessoas, gosto da interação direta, é mais enriquecedor. Ficamos mais comprometidos, dedicamo-nos mais. Fosse eu rica e inscrevia-me já noutro curso.

 

Voltando ao trabalho final, cada aluno teve de começar por apresentar um mood board (fiz o meu no Pinterest, podem vê-lo aqui.), este devia contemplar diferentes ângulos (de frente, de cima, 3/4) e imagens ao alto e ao baixo. Depois de feita a sessão, guiada pelo tal mood board, e editadas as fotos, selecionei as que queria apresentar à Kimberly, enviei-as e, na já referida sessão 1-2-1, falámos sobre elas, sobre as dificuldades e dúvidas que tive, e recebi o seu feedback sincero, que incluiu tanto elogios como várias críticas construtivas. Estas fotos ainda não estão no nível que eu gostaria, mas se olhar para imagens minhas antigas (e não é preciso recuar muito no tempo), sinto que tenho evoluído e isso deixa-me mais confiante.

 

Escolhi um bolo para "estrela" do projeto final, porque é das coisas que mais gosto de cozinhar e fotografar e é o tipo de receita que as pessoas mais associam ao Lume Brando. Um bolo de iogurte e limão, recheado e coberto com um creme de mascarpone, natas e framboesas. Espero que não só gostem das fotografias, como da receita, que partilho mais abaixo.

 

E se quiserem saber mais sobre fotografia de comida, food styling, food blogging, redes sociais, criatividade e outros tópicos associados, não deixem de ouvir o podcast da Kimberly, chamado Eat Capture Share, já com duas temporadas. Eat Capture Share é também o nome da sua comunidade no Facebook e a hashtag #EatCaptureShare é a que une as participações nos interessantes desafios de fotografia que costuma organizar no Instagram.

 

Vamos ao bolo?

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BOLO DE IOGURTE E LIMÃO COM COBERTURA E RECHEIO DE MASCARPONE E FRAMBOESAS

 

Para o bolo:

1 iogurte grego natural

130 g de açúcar amarelo

3 ovos

80 g de azeite extravirgem

Raspa e sumo de 1/2 limão

150 g de farinha peneirada

1 colher de sopa de fermento em pó

1 pitada de sal

 

Para a calda:

Sumo de dois limões

Açúcar amarelo a gosto

 

Para o recheio e cobertura:

2 embalagens de queijo mascarpone (deve estar bem frio)

1 embalagem de natas (devem estar bem frias - mínimo 12 horas no frigorífico)

Coulis de framboesa qb*

Cerca de 2 colheres de sopa de açúcar ou a gosto

Framboesas frescas  - cerca de 250 g

 

Untar bem e forrar o fundo de duas formas com 14 ou 16 cm de diâmetro com papel vegetal. Voltar a untar com manteiga/polvilhar com farinha.

Ligar o forno nos 180º

Separar as gemas das claras. Bater estas em castelo, com uma pitada de sal.

Juntar às gemas o açúcar e bater bem. Adicionar o iogurte, o azeite, o sumo e a raspa de limão. Mexer bem. Envolver as claras em castelo e, por fim, envolver a farinha e o fermento peneirados (eu costumo peneirar diretamente para a massa do bolo, ao mesmo tempo que vou envolvendo).

Dividir pelas formas e levar ao forno durante cerca de 25-30 minutos - vigiar e fazer o teste do palito para confirmar que estão cozidos.

Desenformar os bolos sobre uma rede forrada com papel vegetal e deixar arrefecer.

Para preparar o creme do recheio e cobertura, bater com a batedeira elétrica as natas, o mascarpone e o açúcar, até estar bem uniforme e macio. A meio do processo, juntar um pouco de sumo de limão, que ajudará a tornar o creme mais firme. Por fim, ir juntando umas colheres de sobremesa de coulis e continuar a bater, até atingir o tom de rosa pretendido e provando para ver se necessita de adoçar mais (eu acho que o mascarpone não pede muito açúcar, mas o ideal é provarem e ajustarem ao vosso gosto). O coulis que sobrar, podem servir depois com o bolo.

Entretanto fazer a calda com o sumo de limão e o açúcar. Deixar borbulhar lentamente até atingir um ponto fraco.

Colocar um dos bolos no prato de servir, picá-lo com um palito e regar com metade da calda. Colocar uma camada de creme de mascarpone e framboesa, espalhar algumas framboesas e tapá-las com mais creme, reservando framboesas para a decoração final. Colocar o outro bolo por cima. Picar e regar com a restante calda. Cubrir o bolo com o creme e acabar de decorá-lo ao vosso gosto. O bolo fica melhor no dia seguinte, por isso, o ideal é fazê-lo de véspera e guardá-lo no frigorífico.

 

*Leve ao lume cerca de 200 g de framboesas congeladas. Deixe cozinhar bem até ficarem desfeitas e largarem todo o sumo, deixando este reduzir um pouco. Passe por um coador, descarte as grainhas e reserve o coulis, que para esta receita deve ser usado frio.

 

MAIS RECEITAS DE BOLOS DE FESTA:

Bolo de banana, caramelo e chocolate

Bolo anjo de limão

Bolo de abóbora e especiarias

Bolo de chocolate e grão-de-bico

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Bolo de cenoura e noz com cobertura de queijo-creme

Dobos Torte simplificado

 

04
Mai19

Profiteroles com recheio de limão e cobertura de chocolate branco [para o Dia da Mãe]

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Amanhã é o Dia da Mãe. Como acontece há já vários anos, o almoço será cá em casa, com as nossas mães e irmãos. 

 

Somos uns felizardos por ainda podermos juntar todos à mesa, sendo que a pessoa mais velha - o meu pai - já fez 80 anos este ano.

 

Gosto muito deste dia. Sendo eu mãe, poderia querer celebrá-lo de outra forma, indo almoçar fora, por exemplo, para não ter trabalho. Mas para mim faz mais sentido assim. Gosto de preparar uma mesa bonita, ter ser sempre jarras com flores naturais, apresentar uma sobremesa especial. Uma forma de mimar as mães da minha vida, que ainda hoje nos recebem mais vezes do que as vezes que as recebemos a elas.

 

Normalmente é a partir do Dia da Mãe que a primavera se instala definitivamente cá em casa. O bom tempo que costuma fazer-se sentir já não volta atrás (pelo menos já não voltamos aos casacos grossos), há uma energia boa no ar e na rua ouvem-se as vozes alegres de universitários trajados a caminho da Queima. Maio é um mês que começa bem e que segue em festa, com vários aniversários na família. E não há nada melhor do que ter motivos para celebrar.

 

Para o almoço de amanhã, pensei em fazer uns profiteroles mimosos, recheados com creme de lemon curd e mascarpone e uma cobertura simples de chocolate branco. Uma experiência que tinha tudo para dar certo e as expectativas confirmaram-se: combinação deliciosa (pelo menos para os fãs de sobremesas de limão, como eu).

 

E ficaram com um aspeto tão doce e delicado, não concordam? Sei que sou suspeita, mas acho-os perfeitos tendo em conta a ocasião. Feliz Dia da Mãe!

 

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PROFITEROLES COM RECHEIO DE LIMÃO E COBERTURA DE CHOCOLATE BRANCO

 

Para cerca de 30 profiteroles tamanho médio/normal

 

Para a massa:

180 ml de água

70 ml de azeite

100 g de farinha sem fermento

3 ovos

1 pedaço de casca de limão

1 pitada de sal

1 pitada de açúcar

 

Para o recheio:

200 g de queijo mascarpone

240 g de lemon curd (veja a receita aqui)

 

Para a cobertura:

120 g de chocolate branco

Óleo vegetal qb

Um pouco de corante rosa ou beterraba em pó

 

Se não tiver lemon curd feito, deve começar por aí, para que tenha tempo de refrigerar.

 

Para fazer os profiteroles, coloque num tacho a água, o azeite, o sal, o açúcar e a casca de limão e leve ao lume. Assim que ferver, descarte o limão e junte a farinha toda de uma vez. Mexa bem com a colher de pau, até a massa formar uma espécie de bola lisa e descolar-se das paredes do tacho, o que deve demorar uns dois ou três minutos. Retire do lume e passe para a taça da batedeira. Deixe arrefecer uns 10 minutos, ligue a batedeira numa velocidade média (se tiver, use a pá das massas e não a ‘pinha’ das claras em castelo) e vá acrescentando os ovos, um a um, continuando a bater para os incorporar bem. A massa estará pronta quando estiver uniforme, brilhante e macia.

 

Pré-aqueça o forno nos 210º (se for usar os dois níveis de forno ao mesmo tempo, reduza para 190º e coloque na função ventoinha).

 

Um tabuleiro não deve chegar, por isso forre dois tabuleiros de forno com papel vegetal (use um pouco de massa para colar as pontas do papel ao tabuleiro).

 

Coloque a massa num saco de pasteleiro equipado com um bico largo liso e faça os profiteroles. Com a ponta do dedo indicador molhada, pressione ligeiramente o centro dos profiteroles, para abater o eventual ‘bico’ com que tenham ficado.

 

Leve ao forno cerca de 20 minutos, sem abrir a porta durante a cozedura. Depois de cozidos, mantenha-os no forno até arrefecerem, com a porta entreaberta (use o cabo de uma colher de pau ou um pano de cozinha dobrado para criar a frincha na porta do forno). Guarde-os numa caixa hermética até serem recheados e cobertos.

 

Prepare a cobertura levando a derreter o chocolate branco em banho-maria. Junte um pouco de óleo vegetal e mexa bem, para torná-lo mais fluído. Se lhe quiser dar um tom rosado, junte umas gotinhas de corante rosa ou cerca de uma colher de café de beterraba em pó, mexendo bem (eu não tinha corante rosa em casa e então lembrei-me de um frasquinho de beterraba em pó que tinha comprado na Kinda Home; a cor não fica totalmente uniforme, mas acho consegui o efeito pretendido e o sabor não comprometeu; no entanto, se tivesse corante, teria usado o corante).

 

Prepare o recheio, batendo bem o mascarpone com o lemon curd.

 

Com uma faca de serrilha abra os profiteroles a meio (cuidado para que as partes não fiquem separadas). Com uma colher de chá encha a cavidade com creme de limão. Por fim coloque um pouco do chocolate branco em cima de cada profiterole.

 

Leve ao frigorífico umas duas horas antes de servir.

 

IMAGENS E RECEITAS DE OUTROS DIAS DA MÃE:

 

23
Jan19

45 [e o bolo de limão mais fofo e húmido de sempre]

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Fiz anos a semana passada. Um número gordo que sempre associei às pessoas "mais velhas". Sinto isso desde que fiz quarenta. Parece que a idade não encaixa, não me sinto como sempre pensei que se sentiriam as pessoas com mais de quarenta: maduras, sérias, sábias.

 

Pelo contrário, sinto-me uma miúda, alguém que não se leva demasiado a sério, com muito para aprender. Que diabo, quarenta era a idade das mães, das tias, daquela vizinha já com filhos grandes. Como é que, de repente, eu própria já tenho 45?!

 

Bom, o cartão de cidadão não engana e foi já há uma semana que soprei essas velas todas. E na verdade, apesar do número custar um nadinha a engolir, não podia estar mais feliz. Tenho uma família fantástica, incluindo um marido e dois filhos maravilhosos, amigos, faço o que gosto, tenho o que preciso e, este ano, até a meteorologia resolveu dar-me um dia de sol (quando fiz quarenta, por exemplo, o tempo estava péssimo, chovia imenso). Não me posso queixar, pois não?

 

Para celebrar, fiz um bolo de limão diferente mas delicioso. Diferente porque decidi cozer a massa de bolo de anjo (ou angel food cake) numa forma alta normal, ou seja, sem buraco/ sem chaminé.

 

Adoro a textura e a humidade deste bolo, que a tradição manda cozer numa forma de alumínio com chaminé e com umas "patinhas", que servem para que, depois de cozido, ele fique a arrefecer na forma, virado ao contrário, mas com ar a circular por baixo. Como não tenho uma forma dessas, sempre fiz o bolo numa forma de chaminé tipo pão de ló e depois colocava a forma virada para baixo, com a chaminé apoiada num frasco estreito, para ficar acima da superfície (para verem o meu bolo de anjo coberto com doce de ovos e ver a receita original, cliquem aqui.)

 

Desta vez queria um bolo relativamente alto e liso e resolvi arriscar. Troquei ainda a baunilha da receita original por raspa de limão. Depois de frio e desenformado (mais abaixo, na descrição da receita, explico como fiz para que o ar circulasse debaixo da forma durante o arrefecimento), barreio-o todo com um creme de mascarpone e lemon curd. D-e-l-i-c-i-o--s-o!

 

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A única desvantagem que senti ao usar esta forma foi que o bolo abate um pouco no topo, no centro. Mas como a ideia era decorar, enchi a cavidade de creme e não dá para notar ;)

 

Esta é uma receita para um bolo relativamente grande e não é muito fácil dividir em duas para fazer apenas metade, por isso o que fiz foi cozer dois bolos: o outro cobri-o com doce de ovos, na continuação dos festejos 🙈. Afinal, se o número é grande, que se celebre em grande também 😆.

 

Ah, se experimentarem este bolo, digam-me como correu. Podem deixar um comentário aqui, no facebook ou no Instagram, como preferirem ;)

 

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BOLO ANJO DE LIMÃO COM COBERTURA DE MASCARPONE E LEMON CURD

 

Para a massa:

Adaptado do livro "Martha Stweart's Baking Handbook"

 

Estas quantidades dão para 1 bolo grande ou 2 bolos pequenos (usei 1 forma com 16 cm de diâmetro e outra com 14 cm, ambas altas - 10 cm de altura)

 

1 chávena de farinha sem fermento
1 + 1/2 chávenas de açúcar 
13 claras L à temp. ambiente 
1 colher de sopa de água morna
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de cremor tártaro
2 colheres de sopa de raspa de limão

(chávena de 250 ml de capacidade)

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Se for usar formas normais, sem buraco, forre o fundo com papel vegetal (mas não unte - para este bolo não se deve untar as formas).

Usando duas taças, peneire a farinha umas duas ou três vezes e reserve.
Na taça da batedeira eléctrica, bata as claras com a água morna em veloc. baixa, até ficar em espuma. Junte o sal e o cremor tártaro. Bater em velocidade média-alta, até surgirem picos macios, cerca de 3 minutos. Com a batedeira a trabalhar, junte as raspas de limão e o açúcar, colher a colher, até a mistura ficar bem espessa e brilhante, cerca de 2 minutos (não bata demasiado, não deve ficar seco).
Nessa taça, se for grande, ou transferindo as claras para uma taça maior, envolva a farinha nas claras, com uma espátula de borracha, em 6 vezes.
Verta a massa para a(s) forma(s) e passe uma faca pela massa, para retirar bolsas de ar.

Alise e leve ao forno cerca de 25/30 minutos (formas pequenas) ou 40 minutos (forma grande de buraco), no nível médio do forno.

Está pronto quando a massa estiver bem dourada e quando, se pressionar levemente com os dedos, voltar rapidamente à forma inicial.
Retire do forno e inverta as formas sobre uma rede de arrefecimento, idealmente um pouco levantada da superfície, para permitir que o ar circule por baixo (eu coloquei a rede sobre duas taças. Se usar forma de buraco, apoie a chaminé sobre um frasco estreito.
Deixe arrefecer completamente (cerca de 1h30/2 horas). Passe uma espátula fina à volta da forma para soltar o bolo. Desenforme para o prato de servir. 

 

Para a cobertura:

1 emb. de queijo mascarpone

Lemon curd a gosto*

 

Bata o mascarpone em chantilly e junte lemon curd até obter o sabor desejado (aí umas 5 ou 6 colheres de sopa generosas).

Com a ajuda de uma espátula, barre o bolo com este creme. Se quiser, decore com rodelas de limão e sirva o bolo com mais lemon curd.

 

*LEMON CURD

2 ovos L

100 ml de sumo de limão

140 g de açúcar

50 g de manteiga à temperatura ambiente

1 colher de sopa de raspa de limão

 

Num tachinho de fundo espesso, misture bem os ovos com o açúcar e o sumo de limão. Leve ao lume médio, mexendo sempre com um batedor de varas, para não ganhar grumos, até engrossar, o que deve demorar menos de 10 minutos (deve ficar um creme não demasiado espesso, uniforme e brilhante, que irá ficar mais consistente depois de arrefecido). Retire do lume e incorpore a manteiga e a raspa de limão. Espere um ou dois minutos e mexa com um batedor e varas, até a manteiga estar bem derretida e bem distribuída pelo creme. Verta para frascos limpos, deixe arrefecer, tape e guarde no frigorífico até usar. Conserva-se bem tapado no frigorífico cerca de 15 dias.

 

MAIS RECEITAS DOCES COM LIMÃO:

18
Dez18

Paris-Brest de castanha e mascarpone [e a história desta sobremesa francesa]

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No post anterior, falei no meu desejo de em 2019 experimentar receitas que tenho listadas há muito, como alguns pratos clássicos que por um ou outro motivo nunca cozinhei. Uma delas era o Paris-Brest, uma sobremesa francesa elaborada com massa choux. Com esta massa já fiz profiteroles (tenho uma receita no meu livro, "Estava tudo ótimo!") e já fiz éclairs. Mas nunca tinha experimentado fazer o Paris-Brest. 

 

Sempre que ouvia falar neste clássico da pastelaria francesa, achava que o nome se devia a um qualquer itinerário de comboio, entre Paris e uma cidade russa, talvez porque associasse a sua forma circular a uma pista de comboio de brincar. Mas sabem uma coisa? Estava redondamente enganada (trocadilho 100% acidental ;)!

 

Afinal, a forma da sobremesa pretende lembrar a roda de uma bicicleta, tendo sido criada por um pasteleiro chamado Louis Durand, em 1910, a pedido do fundador e organizador de uma importante prova de ciclismo entre Paris e a cidade francesa de Brest. A sobremesa fez imenso sucesso logo na altura, nomeadamente entre os ciclistas, devido ao aporte calórico que lhes oferecia. O recheio original terá sido um creme praliné, uma espécie de creme pasteleiro com amêndoas ou avelãs, mas depressa começaram a surgir variações.

 

Aliás, o Paris-Brest que me fez antecipar este projeto foi o incrível Paris-Brest de framboesa que vi no Instagram da Zoë François. Quando o vi, pensei: parece uma coroa, por que não transformá-lo numa sobremesa natalícia? Daí a chegar ao recheio de castanha, não demorou muito. E pronto, a minha primeira resolução para 2019 começou a ser cumprida ainda em 2018. E parece que bem cumprida: fez bastante sucesso e desconfio que até ao réveillon ainda vão sair mais Paris-Brests desta cozinha...

 

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PARIS-BREST COM RECHEIO DE CASTANHA E MASCARPONE

 

Para a massa:

(Segui a receita da massa de profiteroles do meu livro, que é feita com água e azeite, sem leite ou manteiga, mas podem usar qualquer outra receita de massa choux)

 

180 ml de água

70 ml de azeite

100 g de farinha sem fermento

3 ovos à temp. ambiente

1 pitada de sal

1 pitada de açúcar

Ovo para pincelar

Amêndoas laminadas ou palitadas

 

Para o recheio:

200 g de creme/doce de castanha (usei da marca Bonne Maman)

200 g de mascarpone bem frio

140 g de natas para bater bem frias

1 fio de sumo de limão

 

Açúcar em pó para decorar

Molho de chocolate para servir (opcional mas recomendável!)

 

Comece por fazer a massa: leve um tacho ao lume com a água, o azeite, o sal e o açúcar.

Assim que começar a fervilhar, adicione a farinha toda de uma vez e mexa bem com uma colher de pau. Vá mexendo até se formar uma bola de massa uniforme que se descola do tacho, o que deve demorar poucos minutos.

Retire do lume e passe a massa para a taça da batedeira elétrica, deixando-a arrefecer durante cerca de 10 minutos.

Pré-aqueça o forno nos 210º.

Numa folha de papel vegetal, marque bem, com um lápis, um círculo com cerca de 16 cm de diâmetro. Forre um tabuleiro com esta folha virada ao contrário.

Ligue a batedeira numa velocidade média (preferencialmente com o acessório das massas e não das claras em castelo), e vá juntando os ovos, um a um, batendo sempre até obter uma massa macia, brilhante e uniforme.

Coloque a massa num saco munido de um bico pasteleiro liso (o meu bico tinha 1 cm de diâmetro) e faça um círculo de massa sobre a marcação do papel. De seguida, faça um novo círculo de massa no interior do círculo e colado a este. Termine com um círculo por cima da união dos dois primeiros (podem ver como se faz nos destaques das stories da Zoë François, ou então num dos muitos vídeos que há no YouTube).

 

Com a massa sobrante pode fazer um Paris-Brest mais pequeno ou alguns profiteroles.

 

Pincele a massa com ovo batido, salpique com amêndoas laminadas ou palitadas e leve ao forno durante cerca de 20-22 minutos ou até se aperceber que está bem insuflado e que descola bem do papel (sinal de que está bem cozido).

Entreabra a porta do forno (coloque um pano de cozinha dobrado ou o cabo de uma colher de pau para criar uma frincha) e deixe arrefecer lá dentro.

 

Para o recheio, coloque na taça da batedeira o queijo mascarpone e as natas e comece a bater para obter chantilly. A meio, adicione um fio de sumo de limão (ajuda a prender). Quando estiver bem firme, junte aos poucos o doce de castanha e continue a bater (vá provando e ajustando a quantidade de doce de castanha ao seu gosto). Deve obter um creme macio mas espesso.

Entretanto, corte o Paris-Brest a meio com uma faca de serrilha (corte pela união do círculo de cima aos de baixo).

Coloque o creme de castanha numa saco munido de um bico pasteleiro em estrela e disponha creme por toda a base do Paris-Brest. Coloque a tampa de massa e polvilhe com açúcar em pó. Repita o processo com os profiteroles ou a outra coroa.

 

Eu servi com molho de chocolate e aconselho (basta derreter no microondas alguns quadrados de chocolate preto ou de culinária com um pouco de leite, mexer bem e já está!).

 

Nota: esta é uma sobremesa que se deve comer no próprio dia; se pretender cozer a massa de véspera, guarde-a depois numa caixa hermética e no dia leve-a de novo ao forno durante alguns minutos; o ideal é rechear apenas antes de servir, para que a massa se mantenha seca e crocante. Caso esteja recheado e não vá servir logo,  guarde no frigorífico.

 

Receita atualizada em 22/12/2018.

 

OUTRAS SOBREMESAS E DOCES BONITOS PARA O NATAL:

Bavaroise de chocolate e café

Coroa de Bolo Inglês

Alperces com chocolate negro

Minipavlovas de café

Pavlova tradicional

Bolo de chocolate, gengibre e especiarias

30
Out18

Bolo de abóbora e especiarias recheado e coberto com creme de mascarpone e chocolate [Halloween 2018]

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Sim, este é um post a propósito do Halloween. Mas vamos deixar de lado a polémica sobre esta ser uma tradição importada e demasiado ligada a fins comerciais, ok? Cada um, em sua casa, fará o que de melhor entender sobre a data. E não, infelizmente, aqui para os meus lados não se celebra o Pão por Deus, uma tradição de que só tive conhecimento há poucos anos e de que a maior parte das pessoas à minha volta nunca ouviu falar (o que não deixa de ser curioso e triste, visto ser uma tradição em muitas terras portuguesas, sobretudo da região do Oeste e até da Galiza, que não está longe).

 

Em relação ao Halloween, apenas posso dar o exemplo do que se passa por aqui: não celebramos a rigor (ou seja, não faço nenhum jantar temático, nem me fantasio, nem sequer encorajo os meus filhos a fazê-lo), mas se eles me pedirem para ir em rusga fazer o "Doçura e Travessura", eu acho piada e permito, até porque é mais um momento de brincadeira e convívio com os amigos (mas peço-lhes para não serem malvados com quem não abre a porta ou não se abasteceu de guloseimas!). E tento ter sempre alguns chocolates para oferecer aos grupos que me possam tocar à campainha.

 

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Também é verdade que gosto de assinalar o Halloween aqui no blogue, sobretudo porque serve de pretexto para cozinhar algo divertido. Este ano, decidi fazer um bolo. Um bolo com um ingrediente que faz todo o sentido tendo em conta a época e a ocasião, mas que nunca tinha experimentado num bolo: abóbora. Adorei o resultado e asseguro-vos de que não precisam de ser fãs do Halloween para o fazerem. A massa é húmida e saborosa, e a mistura do chocolate com o creme de natas e mascarpone - do recheio e da cobertura - eleva-o a outro nível. Não assustador, mas viciante!

 

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BOLO DE ABÓBORA E ESPECIARIAS COM COBERTURA E RECHEIO DE CHOCOLATE E MASCARPONE

 

Para a massa

(adaptado do blogue Broma Bakery)

Chávena = 250 ml de capacidade

 

1 chávena bem cheia de puré de abóbora menina

(para obter este puré cozi a vapor cerca de 750 g de abóbora - pesada com a casca - e escorri)

1 chávena bem cheia de açúcar amarelo

1 chávena rasa de azeite extravirgem

4 ovos (de preferência caseiros ou biológicos - o bolo fica mais húmido)

1 colher de café de essência de baunilha

2 chávenas rasas de farinha sem fermento

2 colheres de chá de fermento em pó

1,5 colheres de chá de bicarbonato de sódio

1 boa pitada de canela

1 boa pitada de noz-moscada

1 pitada de sal

 

Para o recheio e cobertura

1 emb. de mascarpone (250 g)

1 emb. de queijo quark (250 g)

1 emb. de natas para bater (200 ml)

2 colheres de sopa de açúcar amarelo (ou a gosto)

1 colher de café de essência de baunilha

Algumas gotas de sumo de limão

120 g de chocolate de culinária

Leite qb

 

Para a decoração (opcional)

100 g de sucedâneo de chocolate branco para fundir

Palitos médios

Confeitos "olhos" de açúcar

 

Se quiser fazer os fantasmas, o melhor é começar por aí.

Leve o sucedâneo de chocolate branco a derreter em banho-maria.

Estenda uma folha de papel vegetal sobre a bancada de trabalho e desenhe algumas figuras de fantasma com o tamanho pretendido (não é obrigatório, pois é muito fácil ir dando forma aos fantasmas com a colher). Se fizer os desenhos, vire a folha ao contrário.

Com o chocolate bem derretido e uniforme, e com a ajuda de uma colher, vá desenhado os fantasmas na folha de papel vegetal. Coloque um palito a meio de cada fantasma e cubra-o com mais chocolate. Decore com os olhos de açúcar e deixe solidificar (se estiver com pressa, coloque a folha de vegetal sobre um tabuleiro e leve ao frigorífico). No fundo, esta é a mesma técnica das nuvens que estão no meu livro - "Estava Tudo Ótimo!", na página 64.

 

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Forre com papel vegetal o fundo de duas formas redondas com 18 cm de diâmetro e unte muito bem com manteiga, polvilhando com farinha.

Numa taça, junte os ovos, o azeite, o açúcar amarelo, o puré de abóbora e a baunilha.

Noutra taça, junte a farinha, o fermento, o bicarbonato e ainda o sal, a canela e a noz-moscada.

Vá juntando, aos poucos, os secos à mistura de líquidos.

Distribua pelas formas e leve a cozer durante cerca de 30 minutos ou até um palito sair seco.

Retire do forno e leve a arrefecer sobre uma rede (eu gosto de forrar a rede com papel vegetal, para impedir que os bolos fiquem agarrados nas reentrâncias da rede). Deixe arrefecer.

 

Entretanto prepare a cobertura e o recheio.

Leve a derreter o chocolate em banho-maria com um pouco de leite. Junte mais leite, aos poucos, até obter uma consistência espessa mas espalhável. Reserve.

Coloque na taça da batedeira, as natas (que devem estar bem frias), o mascarpone, o quark, a essência de baunilha e o açúcar. Bata bem e quando estiver a engrossar junte umas gotinhas de limão, para ajudar a "prender" ainda mais.

 

Para montar e decorar:

Corte cada bolo em duas metades.

Coloque uma metade no prato de servir, com a parte do miolo virado para cima, e espalhe um pouco da mistura de mascarpone. Tape com a outra metade (com a parte do miolo virado para baixo). Barre com uma camada do chocolate derretido com leite. Coloque por cima outra metade do bolo e volte a rechear com a mistura do mascarpone. Tape com a última metade de bolo e barre todo o bolo com o creme de mascarpone.

Leve ao frio cerca de 30 minutos e volte depois a barrar com o creme sobrante, para ficar mais perfeito.

Leve de novo ao frio, idealmente durante uma hora.

Se o creme de chocolate tiver endurecido, volte a aquecer em banho-maria e deixe-o amornar.

Retire o bolo do frio e espalhe uma boa camada de chocolate por cima, fazendo-o escorrer pelas laterais do bolo de forma alternada, com umas "lágrimas" mais compridas e outras mais curtas.

Deixe endurecer um pouco e decore com os fantasmas.

 

OUTRAS RECEITAS DE HALLOWEEN:

01
Jun18

Mini-cheesecakes de cereja e framboesa [para celebrar o Dia da Criança]

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O Dia da Criança é celebrado em diferentes datas por todo o mundo. Gosto que em Portugal seja a 1 de junho porque o bom tempo costuma ser garantido (hoje, só para me deixar fica mal, a meteorologia já nos brindou com chuviscos e temperaturas pouco primaveris). Num dia de sol há mais possibilidades de oferecermos aos miúdos atividades ao ar livre e há uma atmosfera mais descontraída e brincalhona no ar.

 

Mas o Dia da Criança não é apenas um dia de brincadeira e pretexto para mimar os mais novos. É também uma data em que nos devemos lembrar que há milhões de crianças em todo o mundo que não vão poder celebrá-lo. Uma realidade que não é de agora e que levou à Declaração Universal dos Direitos das Crianças pela ONU, em novembro de 1959, mais tarde desenvolvida e aperfeiçada na Convenção sobre os Direitos das Crianças, assinada em 1989.

 

Os meus rapazes já são adolescente e pré-adolescente, mas espero que nunca abandonem algumas das melhores coisas de ser criança: a curiosidade, a capacidade de alimentar o sonho, a alegria genuína, a bondade, e até uma certa inocência, que ajuda a que o mundo pareça um lugar bem mais apetecível.

 

Apesar de não assinalarmos o Dia da Criança com pompa e circunstância - não lhes damos presentes, por exemplo - todos os anos costumo preparar uma receita diferente e partilhá-la aqui no blogue. Como esta semana me ofereceram uma caixa de deliciosas cerejas de Resende, desta vez foram elas o mote. Até porque são um dos frutos que mais associo à minha infância: quem não se lembra de brincar com as cerejas e pendurá-las nas orelhas a fazer de brincos? Eu adorava fazer isso. E a seguir comê-las, claro.

 

E depois as cerejas são tão fotogénicas, que deixam qualquer sobremesa irresistível. Estes cheesecake em versão mini, perfeitos para comer à colher, não são exceção. Vaidosos e gulosos, são uma ótima sobremesa para preparar este fim de semana. A pensar nos miúdos e não só...

 

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MINI-CHEESECAKES DE CEREJA E FRAMBOESA

Inspirados numa receita de Martha Stewart

 

Para 9

 

Para a base:

70 g de bolacha maria integral

30 g de manteiga derretida

 

Para o recheio

250 g de queijo creme

¾ de chávena de açúcar amarelo (ou a gosto, depende um pouco da acidez do queijo que usamos)

1 ovo L (usei um ovo caseiro e por isso ficaram tão amarelinhos ;)

1 colher de café de extrato de baunilha

1 pitada de sal

  

Para o coulis de cereja e framboesa:

70 g de cerejas descaroçadas e framboesas  (ou apenas um dos frutos)

1 colher de sobremesa rasa de açúcar amarelo (ou a gosto)

 

Pré-aqueça o forno nos 170º. Num robot de cozinha triture as bolachas e junte-lhes a manteiga derretida, formando uma espécie de areia fina húmida. Divida pelo fundo de 9 formas de papel colocadas num tabuleiro de queques – use o pilão de um almofariz para nivelar e comprimir esta base de bolacha.

Leve ao forno durante cerca de 5 minutos. Retire e deixe arrefecer.

Entretanto triture os frutos vermelhos e passe-os através de um coador fino, para obter um molho suave e homogéneo - talvez precise, a meio do processo, de empurrar o que fica agarrado na parede do copo e voltar a triturar. Junte a este coulis 1 colher de sobremesa de açúcar amarelo (ou a gosto). Reserve.

Com a ajuda de uma batedeira, misture o queijo creme com o açúcar e a pitada de sal. Junte a baunilha e o ovo e bata um pouco até estar homogéneo.

Distribua a mistura do queijo creme pelas formas de papel onde já colocou a base de bolacha. Com uma colher de café, verta algumas gotas do coulis de cereja e framboesa na superfície dos cheesecakes e, com a ponta de um palito, desenhe algumas espirais irregulares. Pode ser que não use o coulis todo, mas menos quantidade de fruta é difícil de triturar no robot).

Coloque o tabuleiro dos queques num tabuleiro de forno e encha o tabuleiro com água a ferver até cerca de metade da altura dos cheesecakes (eu prefiro encher o tabuleiro já no forno). Leve ao forno durante cerca de 30 minutos, rodando com cuidado os tabuleiros a meio da cozedura.

Retire do forno e com cuidado retire o tabuleiro de queques do tabuleiro com a água. Deixe arrefecer os cheesecake na forma sobre uma rede. Leve ao frio durante cerca de 4 horas antes de servir.

 

Nota: a textura é muito suave e ainda que se possam comer à mão, retirando o papel, recomendo servir com uma colher.

 

Mais receitas giras para o Dia da Criança

24
Mai18

Bolo de banana, caramelo e chocolate [e a magia dos bolos bonitos]

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Há muito que não fazia um bolo alto, bonito, guloso. Normalmente faço-os para os aniversários da família, mas, ultimamente, ou não temos celebrado em casa ou outras pessoas têm ficado responsáveis pelo bolo da festa.

 

Já tinha saudades. Um bolo tem sempre algo de mágico. Símbolo de celebração, de gratidão, de mimo ou indulgência. E de desafio também. Há sobremesas vistosas, tentadoras e rebuscadas, mas o resultado final nunca me inquieta tanto como num bolo.

 

Fazer um bolo implica sempre um sentimento misto de excitação e ansiedade: será que untei bem a forma? Será que vai cozer por todo? E se fica seco? Será que vai desenformar bem e ficar perfeitinho? Depois vem a fase da escolha do prato, da decoração e dos detalhes, por mais simples que sejam. E apesar desta vez não haver nenhuma razão especial para fazer um bolo, ninguém a quem surpreender, soube-me bem olhar para o resultado final e ver que ficou tal como o tinha imaginado. Um orgulhinho bom, ainda que um pouco pateta: na verdade, é só um bolo!

 

Um bolo que comecei a magicar quando dei conta de que as bananas da fruteira estavam a ficar muito maduras (um dos sinais empíricos mais certeiros de que os dias estão mais quentes é as bananas amadurecerem a uma velocidade supersónica). Depois comecei a pensar nos sabores que tradicionalmente combinam com este fruto, como o chocolate, o caramelo, o coco... 

 

Para a massa peguei numa receita de cupcakes de caramelo do meu livro e decidi introduzir-lhe vários updates: a adição da banana e do chocolate negro, azeite em vez de manteiga, açúcar de coco em vez de açúcar normal... o recheio e a cobertura é uma mistura de mascarpone e crème fraîche adoçada apenas com o caramelo que sobrou de caramelizar as bananas, mas já explico tudo na receita.

 

Como quase todos os bolos - se não mesmo todos - este também fica melhor no dia seguinte, por isso façam-no e decorem-no de véspera, guardando-no frigorífico. Gostei tanto do aspeto final do bolo, entre o rústico e o sofisticado, que me custou imenso parti-lo. Mas valeu a pena espetar-lhe a faca: sei que sou suspeita, mas... ficou delicioso!

 

 

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BOLO DE BANANA, CARAMELO E CHOCOLATE COM RECHEIO DE MASCARPONE E BANANA CARAMELIZADA

 

Para a massa:

3 ovos caseiros

120 g de azeite extravirgem suave

1 banana madura esmagada

100 g de açúcar de coco

135 g de farinha sem fermento

1,5 colheres de chá de fermento em pó

50 g de chocolate negro picado grosseiramente

110 de açúcar de coco + água qb + 90 ml de leite morno (usei magro) - para fazer o molho de caramelo

 

Para o recheio e cobertura:

4 bananas maduras

1 fio de sumo de limão

1 colher de sobremesa de óleo de coco

2 colheres de sopa de açúcar de coco

1 ou 2 colheres de sopa de água

1 embalagem de mascarpone bem frio (250 g)

1 embalagem de crème fraîche ou natas p/ bater bem frias (200 g)

Lascas e raspas de chocolate e lascas de coco para decorar

 

Comece por preparar o caramelo para a massa dos bolos: leve o açúcar ao lume, junte um pouco de água, só para cobrir e ajudar a dissolver, e deixe caramelizar - o ideal é fazer isto num tachinho com tampa e deixar caramelizar tapado para manter a humidade; vá destapando e vigiando, sem mexer. Quando estiver a borbulhar e bem dourado, com cherinho a caramelo, retire do lume e junte com cuidado o leite morno, mexendo com um batedor de varas (vai borbulhar bastante, o tacho não deve ser muito baixo, para não se queimar).

 

Entretanto ligue o forno nos 180º e unte muito bem três formas de bolo redondas com 14 cm de diâmetro, forrando os fundos com papel vegetal e voltando a untar e a polvilhar com farinha (em alternativa, pode usar spray desmoldante).

 

Numa taça grande, bata o azeite com o açúcar e a banana esmagada. Junte os ovos, mexa bem e adicione a mistura de leite e caramelo. Envolva a farinha peneirada e o fermento. Por último, envolva o chocolate picado.

 

Divida pelas três formas e leve a cozer durante cerca de 30 minutos - vá vigiando e faça o teste do palito, para saber se estão cozidos. Passe uma faca pelas laterais das formas para soltar os bolos e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal.

 

Para caramelizar as bananas, corte-as em rodelas e regue-as com um fio de limão para não oxidarem. Numa frigideira grande antiaderente, coloque o óleo de coco, o açúcar e um pouco de água, deixe derreter e caramelizar um pouco. Junte as rodelas de banana e deixe-as caramelizar, virando-as a meio do processo - a ideia é manterem-se inteiras. Retire as rodelas com cuidado, com um escorredor, para um prato forrado com papel vegetal e aproveite o líquido/caramelo que ficou na frigideira - deve obter cerca de 2 colheres de sopa bem cheias de caramelo líquido. Deixe arrefecer.

 

Para fazer as lascas de chocolate, derreta 30 g de chocolate negro em banho-maria e espalhe-o sobre papel vegetal, alisando com uma espátula. Leve ao frigorífico até endurecer.

 

Entretanto, bata o mascarpone com o crème fraîche ou as natas (que devem ter várias horas de frigorífico) num chantilly firme, sem açúcar. Quase no final, junte o caramelo que sobrou de caramelizar as bananas e volte a bater até estar bem ligado.

 

Para montar e decorar o bolo: coloque um dos bolos no prato de servir e espalhe uma boa camada do creme de mascarpone. Espalhe algumas rodelas de banana e coloque outro bolo em cima. Repita com uma camada de creme de mascarpone e outra de rodelas de banana. Coloque em cima o último bolo, faça uma camada generosa e relativamente uniforme com o creme de mascarpone e decore com mais algumas rodelas de banana, lascas de chocolate (parta o chocolate entretanto endurecido de forma irregular em pequenos estilhaços) e lascas de coco torrado.

 

Termine com raspas de chocolate feitas na hora (se não for para servir logo, pode deixar a decoração do topo para pouco tempo antes de servir - as raspas, sobretudo, faça-as e espalhe-as apenas antes de servir, para não serem absorvidas pelo creme).

 

Mais bolos de festa:

06
Dez17

O peixe que veio do frio [Bacalhau da Islândia à moda da minha mãe]

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Já há muito que queria partilhar convosco uma das receitas de família que me são mais queridas. O “Bacalhau coberto” da minha mãe - e o nome do prato é mesmo assim, curto e simples - é uma instituição. Desde pequena que o vejo a ser servido na véspera de Natal - feito sobretudo a pensar nos mais novos, que torciam o nariz ao bacalhau cozido com todos. Mimos de mãe e de avó.

 

E se é verdade que volta e meia a minha mãe prepara esta receita, é no Natal e nos dias mais frios que esta comida de conforto nos sabe melhor. Desafiada pelo Bacalhau da Islândia a apresentar uma receita onde o fiel amigo fosse a estrela*, lembrei-me então de cozinhar o ‘Bacalhau coberto’, elogiado por todos os que já o provaram. Uma receita que tem atravessado gerações, pois a minha mãe aprendeu a fazê-la com a minha avó paterna.

 

É natural que a minha mãe lhe tenha dado o seu toque pessoal e eu, depois de apontar a receita, decidi também introduzir um ou outro detalhe, que não altera em nada a sua essência: puré, cebolada em azeite generoso, bacalhau cozido lascado, ovo cozido, puré, azeitonas. Ou seja, um empadão de bacalhau, mas que já a minha avó Luísa designava por “Bacalhau coberto”.

 

A qualidade do bacalhau é essencial para a qualidade final da receita e com o Bacalhau da Islândia, não há como não ficar um prato delicioso. Não é à toa que lhe chamam “o melhor bacalhau do mundo”. Pescado de forma sustentável nas águas geladas islandesas e salgado de acordo com o saber transmitido de geração em geração nas aldeias piscatórias desta ilha do norte da Europa, o Bacalhau da Islândia apresenta uma lasca perfeita e um sabor irrepreensível, depois de corretamente demolhado.

 

Um peixe que nos chega de um país frio e cheio de maravilhas naturais (a Islândia está no topo da minha wishlist de viagens), e que vem aquecer as nossas mesas com um mundo de possibilidades em termos de receitas. Este “Bacalhau coberto” é apenas uma das mil e uma formas de cozinhar este ingrediente nobre, e o meu desejo é que que sirva de mote para momentos felizes à volta da mesa.

 

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BACALHAU COBERTO

 

Para 5/6 pessoas

 

Para o puré:

1 kg de batatas descascadas e cortadas aos pedaços

200 g de cenoura descascada e ralada

400 ml de leite meio-gordo

Sal, pimenta preta e noz-moscada qb

1 colher de sopa bem cheia de manteiga

 

Para o recheio:

3 lombos de Bacalhau da Islândia demolhado

4 dentes de alho

2 folhas de louro

1 cebola pequena + 2 cebolas grandes

3 ovos

2 colheres de sopa de pimento vermelho em conserva

Azeite

 

Para finalizar:

1 ovo batido

1 punhado de azeitonas descaroçadas

 

Comece por fazer o puré, usando um robot de cozinha ou uma panela tradicional. Leve a cozer no leite a batata e a cenoura (esta deve ser ralada, para que fique cozida ao mesmo tempo que a batata), temperando com sal, pimenta preta e noz-moscada. Quando estiver tudo bem cozido, junte a manteiga e reduza a puré.

 

Entretanto leve a cozer os lombos de bacalhau com um dente de alho esmagado, uma cebola e uma folha de louro. Noutro tacho com água, leve a cozer três ovos – coloque na água um fio de vinagre para que depois seja mais fácil descascá-los.

 

Numa frigideira ou tacho baixo e largo, coloque um bom fundo de azeite e leve a refogar as restantes cebolas cortadas em meias-luas e os restantes dentes de alho laminados e uma folha de louro. Deixe cozinhar até a cebola estar bem macia e a ficar translúcida.

 

Pré-aqueça o forno nos 180º. Antes de começar a montar o empadão, lasque o bacalhau, eliminando peles e espinhas e descasque e parta os ovos em rodelas.

 

Pincele uma assadeira com azeite e faça uma camada com cerca de metade do puré. Regue com a maior parte da cebolada e faça uma camada com as lascas do bacalhau. Disponha por cima as rodelas de ovo cozido, espalhe tirinhas de pimento vermelho assado em conserva e salpique com mais um pouco da cebolada. Tape com o restante puré.

 

Espalhe por cima algumas azeitonas descaroçadas e pincele com ovo batido. Leve ao forno até sentir que está bem quente, a borbulhar e com uma cor dourada. Sirva com legumes cozidos.

 

Notas:

- Este é daqueles pratos práticos de forno, que pode ser preparado com antecedência e depois é só colocar no forno, sem stress ou cozinha desarrumada;

- Continuo sem cozinha (e sem casa, na verdade). Esta sessão fotográfica foi, por isso, feita em casa dos meus pais. O que, tendo em conta a receita, fez todo o sentido ;)

 

*Post em parceria com Bacalhau da Islândia

 

 

 

 

 

07
Jul17

Criançada de férias [e umas espetadinhas saudáveis de salsichas Nobre]

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Pestinhas de férias aí por casa? Por aqui, sim!

E se todos os anos costuma ser complicado conseguir trabalhar em casa com os dois sempre a solicitarem a mãe (ou a pegarem-se), este ano, pela primeira vez, senti que estão bastante autónomos e que já não chamam por mim de cinco em cinco minutos. Nem tudo é mau na pré-adolescência.

 

Preparam o(s) lanche(s) sozinhos - estão na fase em que a fome é algo permanente e precisam de comer de hora em hora, o que chega a ser desesperante. Não sei se por aí é igual, mas os meus, com 10 e 12 anos, passado uma hora de terem almoçado, já estão a dizer "Tenho fome" e pouco depois, disparam a pergunta sacramental: "Mãe, o que vai ser o jantar?" E é nesta altura que penso que sou uma mãe e dona de casa péssima, que não planeio nada com tempo, porque não faço a mínima ideia do que vou cozinhar na refeição seguinte 😂

 

Bem, felizmente há soluções que nos ajudam a preparar qualquer coisa em três tempos sem ficarmos com peso na consciência por não serem saudáveis. É o caso das novas salsichas com baixo teor de gordura de frango e de peru da Nobre. Uma gama de salsichas com menos de 3% de gordura, sem aditivos, nem lactose, nem glúten. E quem são os miúdos que não gostam de salsichas?

 

A pensar nos mais novos (mas não só!) bem como nesta época em que apetece conviver e aproveitar os dias compridos, preparei estas mini-espetadas de salsicha com tomate-cereja e de salsicha com abacaxi. Muito fáceis e rápidas de fazer, dão vida a uma mesa de verão.

 

Bom fim de semana!

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MINI-ESPETADAS DE SALSICHA COM TOMATE-CEREJA E ABACAXI

 

Para cerca de 30

 

1 embalagem (zona de frios) de salsichas 100% frango ou 100% peru baixo teor de gordura Nobre

15 tomatinhos cereja

Cerca de 1/4 de abacaxi

Pimenta preta acabada de moer qb

Sal qb

Azeite qb

1 dente de alho

1 fio de sumo de limão

1/2 dúzia de folhas de manjericão, mais algumas para servir

 

Vai precisar ainda de 30 palitos pequenos

 

Descasque e corte o abacaxi em pequenos pedaços. Lave os tomates-cereja.

Corte as salsichas em rodelas.

Monte as espetadinhas, fazendo metade de salsicha e tomate-cereja e a outra metade de salsicha e abacaxi.

Aqueça ao lume um grelhador ou frigideira antiaderente grande, unte com azeite e disponha as espetadinhas. Tempere-as com um pouco de sal e pimenta preta. Deixe cozinhar até ganharem cor e começarem a caramelizar.

Sirva as espetadinhas salpicadas com um azeite aromatizado com alho e manjericão (não se vê na foto, mas fica ótimo): no almofariz, coloque duas ou três colheres de sopa de azeite, 1 fio de sumo de limão, 1 dente de alho picadinho e o manjericão também picado. Triture tudo muito bem e regue por cima das espetadas.

 

 

 

05
Jul17

O azar e a sorte [e um gelado de cenoura diferente]

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Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei a trabalhar para o livro ["Estava Tudo Ótimo!, lançado em outubro do ano passado], foi comprar um disco de armazenamento de dados externo. O meu maior medo era perder as imagens das sessões fotográficas que fazia e que tanto trabalho me davam.

 

Outra das medidas que tomei foi a de aumentar a memória do meu portátil. Assim, podia manter as fotos no computador e ter uma cópia das mesmas no disco externo, não fosse o diabo tecê-las. E assim aconteceu durante cerca de um ano e meio, que foi o tempo de gestação do projeto. Assim que entreguei todo o material fotográfico à editora, suspirei de alívio. Mas por essa altura, depois de mais de duas mil imagens em máxima resolução descarregadas para o computador, este começou a arrastar-se, não sei se também fruto da idade. Não conseguia trabalhar e tive de fazer uma limpeza radical. Com as imagens para o livro entregues, certifiquei-me de que tinha passado tudo para o disco, mesmo as fotos que não tinham sido escolhidas, e apaguei-as do computador.

 

Passado poucos meses, o disco avariou-se. Não conseguia abrir as pastas, parecia ter desaparecido tudo, um desespero. Era também no disco que estavam as fotos das férias mais recentes, as fotos das últimas festas de aniversário dos miúdos e de muitas outras ocasiões importantes. Levado o disco a especialistas, a única solução, segundo aqueles, era tentar uma recuperação de dados que, no caso de ser bem sucedida, custaria cerca de mil euros. Fiquei destroçada. Mas concluí que não era sensato gastar tanto dinheiro, mesmo que parte da nossa memória visual familiar ficasse para sempre perdida.

 

Mas se é verdade que fiquei inconsolável na altura, senti-me ao mesmo tempo aliviada. Só pensava na sorte que tinha tido em não ter perdido nenhum do trabalho para o livro ao longo do processo. Em cada sessão, para além das fotos ao conjunto das receitas, fotograva cada uma delas individualmente e chegava a fazer mais de uma dúzia de disparos em cada uma. Tinha por isso outras imagens deste gelado de cenoura que vos trago hoje. Mas só sobraram estas: as selecionadas para figurar no livro.

 

Com o calor a pedir coisas fresquinhas, achei que o facto de ter apenas duas fotos do gelado não era desculpa para não publicar a receita no blogue. E aqui está ela: um gelado de cenoura diferente, feito com iogurtes de soja e adoçado com xarope de agave. Para os mais gulosos, segue uma receita de um molho de chocolate pecaminoso, que fica igualmente bem com crepes e panquecas. E que no meio dos nossos azares, haja sempre uma pontinha de sorte!

 

gelado_cenoura1.jpg

 

GELADO DE CENOURA

[sem lactose]

 

 Faz cerca de 800 ml de gelado

 

400 g de cenoura (pesada depois de descascada)

1 pau de canela

1 pedaço de casca de laranja

20 ml de licor de laranja

2 iogurtes de soja naturais

5-6 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante

  

Com antecedência, coza as cenouras partidas às rodelas num tacho com água, um pau de canela, a casca e o licor de laranja. Quando estiverem bem macias (deve demorar cerca de 1 hora e 15 minutos), escorra e deixe arrefecer. Depois de frias, coloque-as num saco plástico limpo e leve ao congelador.

Quando quiser fazer o gelado, retire o saco das cenouras do congelador e bata com ele na bancada da cozinha para que as rodelas se soltem. Coloque-as num robot de cozinha, juntamente com os dois iogurtes de soja e a geleia de agave. Triture muito bem até obter um gelado uniforme e macio. Está pronto a servir, de preferência com um fio de molho de chocolate por cima.

 

Notas:

- Pode trocar os iogurtes de soja por iogurtes naturais tipo grego;

- A geleia de agave é um adoçante com baixo índice glicémico e uma alternativa ao mel para quem segue uma dieta vegan, no entanto, à semelhança do açúcar deve ser consumido com moderação, pois apresenta elevado teor de frutose; o seu poder adoçante é superior ao açúcar, por isso tenha atenção ao usá-lo;

- Pode congelar o gelado depois de pronto, mas uma vez que não leva natas e não foi à máquina de fazer gelados, nunca ficará tão cremoso como acabado de fazer.

 

__________________________________________________

 

MOLHO DE CHOCOLATE

Receita do Chef Luís Francisco

 

250 ml de açúcar

125 ml de água

1 pedaço de casca de limão

1 pau de canela

50 g de cacau em pó

1/2 colher de sopa de manteiga

  

Num tachinho de fundo espesso coloque a água, o açúcar, o pau de canela e a casca de limão. Leve ao lume em temperatura média ou média-alta, e deixe ficar, sem mexer. Vá estando atento, e assim que começar a fervilhar, com bolhas por toda a superfície, conte três minutos. Retire do lume e descarte o pau de canela e a casca de limão. Junte o cacau em pó (o tacho não deve ser muito baixo, pois neste passo a calda tem tendência a subir) e mexa bem com um batedor de varas até o cacau estar bem dissolvido. Leve de novo ao lume até ferver e mexendo sempre. Retire do lume e junte a manteiga, mexendo até estar bem derretida e envolvida por todo. Coe e guarde num frasco hermético. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico. Dura várias semanas. Sempre que quiser usar, aqueça a porção de molho necessário e coe-o antes de servir para eliminar eventuais cristais de açúcar.

 

 

Teresa Rebelo

foto do autor

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