Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lume Brando

15
Jan20

Bolo de lim√£o merengado [porque hoje quem manda sou eu ūüėĀ]

bolo_charlotte2.jpg

bolo_charlotte6.jpg

 

O ano passado foi assim.

Este ano, voltei a dar ao meu anivers√°rio o sabor do lim√£o. Afinal, √© o meu ingrediente favorito para bolos e sobremesas. E hoje, quem manda sou eu ūü§©

 

A-D-O-R-O esta forma de bolo [modelo 'Charlotte' da Nordic Ware], que me veio parar √†s m√£os atrav√©s da loja lecuine.com¬†No instagram j√° tinha partilhado uma foto de um bolo de laranja, cenoura e chocolate em que a tinha usado e, depois da vers√£o que vos trago hoje, continuo com imensas ideias para outras combina√ß√Ķes vistosas nesta forma incr√≠vel.

 

Para a massa, adaptei [ou melhor, simplifiquei ainda mais] a receita de bolo de lim√£o merengado do livro "Um bolo por semana" de Rita Nascimento, aka La Dolce Rita. Depois, reguei-o com uma calda¬† de lim√£o e a√ß√ļcar, enchi a cavidade da forma com lemon curd*, fazendo com que escorresse pelas laterais, e por fim decorei com uma camada generosa de merengue sui√ßo* que queimei com o ma√ßarico.

 

Pode parecer complicado, mas não é! Se forem fãs de limão, como eu, guardem esta receita e ponham-na em prática assim que conseguirem: prometo que não se irão arrepender.

 

*Também encontram estas receitas no meu livro "Estava tudo ótimo!".

bolo_charlotte1.jpg

O MEU BOLO DE LIMÃO MERENGADO

 

Para o bolo:

200 g de a√ß√ļcar

Raspas de 1 lim√£o grande

4 ovos

1 iogurte natural

120 ml de azeite extravirgem

180 g de farinha sem fermento

1 colher de chá de fermento em pó

 

Para a calda:

Sumo de 1 lim√£o + a mesma quantidade de √°gua

4 colheres de sopa de a√ß√ļcar¬†

 

Para o lemon curd:

2 ovos L
100 ml de sumo de lim√£o
140 g de a√ß√ļcar
50 g de manteiga à temperatura ambiente
1 colher de sopa de raspa de lim√£o

 

Para o merengue suiço

2 claras de ovos L

90 g de a√ß√ļcar

 

Comece por fazer o lemon curd (pode faz√™-lo com alguns v√°rios dias de anteced√™ncia e mant√™-lo guardado bem fechado no frigor√≠fico): num tachinho de fundo espesso, misture bem os ovos com o a√ß√ļcar e o sumo de lim√£o. Leve ao lume m√©dio, mexendo sempre com um batedor de varas, para n√£o ganhar grumos, at√© engrossar, o que deve demorar menos de 10 minutos (deve ficar um creme n√£o demasiado espesso, uniforme e brilhante, que ir√° ficar mais consistente depois de arrefecido). Retire do lume e incorpore a manteiga e a raspa de lim√£o. Espere um ou dois minutos e mexa com um batedor e varas, at√© a manteiga estar bem derretida e bem distribu√≠da pelo creme. Verta para frascos limpos, deixe arrefecer, tape e guarde no frigor√≠fico at√© usar. Conserva-se bem tapado no frigor√≠fico cerca de 15 dias.

 

Para o bolo, comece por ligar o forno nos 180¬ļC.

Unte muito bem a forma (idealmente, deve usar-se a forma 'Charlotte' da Nordic Ware, no entanto, pode usar-se uma forma redonda normal, com 20 cm de di√Ęmetro e, depois de cozido e arrefecido, abre-se uma cavidade no bolo, retirando massa e criando espa√ßo para o lemon curd).

Numa ta√ßa, bata o a√ß√ļcar com o iogurte e as raspas de lim√£o

Junte os ovos e bata bem.

Adicione o azeite e mexa bem.

Peneire a farinha e o fermento para a taça e envolva com cuidado.

Verta para a forma e deixe cozer cerca de 40 minutos ou até um palito sair limpo.

Retire, deixe arrefecer um pouco e desenforme.

 

Fa√ßa a calda, misturando o a√ß√ļcar com o sumo de lim√£o e a √°gua e levando ao lume uns 5 minutos, at√© engrossar um pouco.

Pique o bolo j√° frio e regue com a calda quente. Deixe arrefecer.

Entretanto, prepare o merengue sui√ßo: na ta√ßa da batedeira junte as claras e o a√ß√ļcar e leve ao lume em banho-maria (a ta√ßa das claras n√£o deve tocar na √°gua da panela). V√° mexendo sempre at√© o a√ß√ļcar se ter dissolvido e a mistura estar quente ao toque.

Leve a taça para a batedeira e comece a bater, primeiro numa velocidade baixa e depois em velocidade média alta, até o merengue ter quase arrefecido e ficar brilhante, uniforme e bastante firme - no total serão cerca de 7 minutos a bater.

Para decorar o bolo, espalhe uma dose generosa de lemon curd na cavidade do bolo (√© prov√°vel que lhe sobre lemon curd), fazendo escorrer pelas laterais, e espalhe por cima o merengue, dando-lhe uma forma algo r√ļstica (se preferir, pode usar bico pasteleiro, como fiz com o chocolate aqui).

Queime a gosto com o maçarico.

 

Pode fazer o bolo e regá-lo com a calda de véspera (fica ainda melhor). No dia, faça o merengue e siga os passos descritos acima.

bolo_charlotte5.jpg

MAIS RECEITAS - DELICIOSAS! - COM LIMÃO:

 

 

09
Jan20

Tarte de leite-creme e t√Ęngeras [Feliz Vinte-vinte!]

tarte_leite_creme_laranja_4.jpegtarte_leite_creme_laranja_7.jpeg

Feliz Ano Novo!

Por aqui, o começo de 2020 faz-se com fruta da época.

 

No fim de semana passado, trouxe do pomar dos meus pais um cesto cheio de t√Ęngeras. Por muito que goste de com√™-las ao natural (apesar de terem muitas sementes) ou beber o seu sumo, √© imposs√≠vel n√£o querer usar algumas em bolos ou sobremesas.

 

J√° agora, e por que sei que n√£o √© uma variedade muito comum, cito o que a Infop√©dia diz sobre a¬†t√Ęngera: "citrino de cor laranja e polpa cor de laranja, forma achatada, sumarento e adocicado, de tamanho maior do que a tangerina e menor do que a laranja vulgar, resultante de hibrida√ß√£o da tangerineira (Citrus retuclata) com a laranjeira-doce (Citrus sinensis)."

 

tarte_leite_creme_laranja_5.jpeg

 

Não foi fácil escolher a receita. Ou melhor, foi difícil fugir do típico bolo, que é o que nos vem logo à cabeça quando temos esta fartura de citrinos. Mas queria experimentar algo diferente e lembrei-me da receita de Tarte de leite-creme com baunilha e citrinos do livro "Tartes Caseiras", de Linda Lomelino.

 

Repliquei a receita com alguns ajustes (a receita original leva laranjas sanguíneas e toranjas, por exemplo) e partilho-a de seguida, com os votos de um feliz e doce vinte-vinte!

 

tarte_leite_creme_laranja_11.jpeg

TARTE DE LEITE-CREME E T√āNGERAS

Ligeiramente adaptado do livro "Tarte Caseiras" de Linda Lomelino

 

Para a massa:

1 ch√°vena de farinha de trigo sem fermento (cerca de 140 g)

2 colheres de sopa de a√ß√ļcar (usei mascavado)

1/4 de colher de ch√° de sal

100 g de manteiga derretida

 

Para o recheio:

1 vagem de baunilha (n√£o usei)

3 colheres de sopa de a√ß√ļcar (usei 1,5 colheres de mascavado e 1,5 colheres de a√ß√ļcar baunilhado*)

1 + 1/4 de chávenas de natas (de preferência das mais líquidas, que não são para bater)

1 colher de ch√° de raspa de t√Ęngeras

6 colheres de sopa de sumo de t√Ęngeras

4 gemas

4 colheres de sopa de a√ß√ļcar mascavado

12 - 16¬† rodelas de t√Ęngera, sem casca e sem sementes.

 

Ligue o forno nos 175¬ļC.

Prepare uma forma de tarte retangular com cerca de 10 cm x 35 cm.

Coloque numa ta√ßa a farinha, o a√ß√ļcar, o sal e a manteiga derretida.

Primeiro mexa com um garfo e depois trabalhe a massa com as pontas dos dedos até ficar suave e uniforme.

Com esta massa, forre o fundo e os lados de uma forma de fundo amovível retangular, com cerca de 10 cm x 35 cm, espalhando bem e calcando com os dedos.

Pique com um garfo e leve a cozer durante cerca de 22 minutos. Retire do forno e reduza a temperatura deste para os 150¬ļC.

Entretanto, prepare o recheio.

Abra a vagem de baunilha (se for usar) no sentido do comprimento e raspe as sementes.

Coloque as sementes e a vagem num tacho, juntamente com as natas, metade do a√ß√ļcar e a raspa das t√Ęngeras.

Leve ao lume até fervilhar.

Adicione o sumo de t√Ęngera e junte as gemas, previamente batidas com o restante a√ß√ļcar.

Deixe arrefecer.

Quando a base e o recheio estiverem praticamente frios, coloque a tarteira na prateleira central do forno, coe a mistura das natas e verta-a sobre a tarteira.

Deixe cozer durante cerca de 35 minutos. 

Retire do forno (o centro ainda deve estar pouco firme), deixe arrefecer e leve ao frigorífico pelo menos duas horas.

Entretanto descasque e parta as t√Ęngeras (ou os citrinos que est√° a usar), retirando-lhes as sementes com cuidado.

Espalhe duas colheres de sopa de a√ß√ļcar sobre a tarte e queime com um ma√ßarico.

Disponha as rodelas de t√Ęngera, polvilhe com o restante a√ß√ļcar e volte a queimar.

Est√° pronta a servir.

 

*Como n√£o tinha baunilha em vagem, substitu√≠ parte do a√ß√ļcar por a√ß√ļcar baunilhado (de compra, que me tinha sido oferecido), no entanto achei que o sabor ficou um nadinha artificial, pelo que aconselho a n√£o usarem, caso tamb√©m n√£o tenham a baunilha.

tarte_leite_creme_laranja_8.jpg

OUTRAS RECEITAS COM CITRINOS:

 

20
Dez19

Leite-creme do Cantinho do Avillez [Diz-me o que lês #21]

Leite-creme do Cantinho do Avillez

Livro "Cantinho do Avillez - As receitas"

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #21

"Cantinho do Avillez - As receitas" - José Avillez - Esfera dos Livros

 

Ser√° que quando v√™em um livro de um chef, de receitas de pratos servidos no seu restaurante, ficam com a mesma d√ļvida que eu? A de que as receitas que fazem no restaurante podem n√£o ser exatamente iguais √†s que est√£o no livro? Bem, nunca saberemos ūüėÜ At√© porque a mesm√≠ssima receita, feita por duas pessoas diferentes, sobretudo se uma dessas pessoas √© um profissional, nunca vai sair igual. E √© por isso que tenho d√ļvidas de que o meu leite-creme tenha sa√≠do t√£o bom como o do restaurante...

 

O Cantinho do Avillez ( o do Chiado), foi o primeiro restaurante em nome pr√≥prio de Jos√© Avillez, o mais consagrado dos chefs portugueses, tendo aberto as suas portas em setembro de 2011. Hoje s√£o j√° quatro os Cantinhos: Chiado, Parque das Na√ß√Ķes, Porto e Cascais. Que se juntam numa extensa lista a outros projetos de Jos√© Avillez, como o duplamente estrelado Belcanto, a Cantina Peruana, o Bairro ou o Mini Bar [que tamb√©m j√° se estendeu ao Porto], passando pela Tasca, no Dubai.

 

Livro "Cantinho do Avillez - As receitas"

 

O Jos√© Avillez talvez seja um dos meus chefs portugueses preferidos [logo a seguir ao Vasco Coelho Santos, do Euskalduna ūüėČ]. Primeiro, porque o acho genuinamente simp√°tico. Quando fui a primeira vez ao Cantinho do Avillez do Porto, foi o chef que nos abriu a porta, recebendo-nos com um sorriso, entusiasmo e amabilidade surpreendentes. Depois, porque j√° li e ouvi muitas das suas entrevistas - como esta, no podcast "Cada um sabe de si" - e gosto do seu discurso, da sua forma de encarar o trabalho de equipa, da sua hist√≥ria de vida.

 

Apesar deste meu apreço, ainda não tinha nenhum livro dele. Para esta rubrica, que como sempre conta com o apoio da Bertrand, optei pelo "Cantinho do Avillez - As Receitas", já na sexta edição. Para além de ser um dos seus primeiros livros (se não mesmo o primeiro, mas não posso precisar), o tipo de cozinha praticada no Cantinho não me parece demasiado rebuscada para replicar em casa, sendo um livro a que facilmente podemos dar uso.

 

Este é um livro bilingue - português e inglês. As receitas fazem ou fizeram parte da carta do restaurante e estão agrupadas nos capítulos:

  • Cocktails
  • Entradas
  • Pregos
  • Pratos
  • Sobremesas

N√£o s√£o muitas: apenas 40 receitas, no total.

 

Em termos gráficos, o livro é do mais simples que há. Acho até a encadernação demasiado básica, sem qualquer badana (aquela tira extra da capa e da contracapa que dobra para dentro, normalmente com informação sobre o autor), o que o torna frágil, sobretudo se tivermos em conta que é um livro para ser manuseado numa cozinha.

Livro "Cantinho do Avillez - As receitas"

 

Quanto √†s receitas, parecem-me bem descritas e entre elas podemos encontrar as famosas 'Lascas de bacalhau, migas soltas, ovo a baixa temperatura e azeitonas explosivas', os 'Camar√Ķes √† Bulh√£o Pato', as 'Vieiras na frigideira com cogumelos e batata-doce de Aljezur', o 'Bife √† Cantinho', a ic√≥nica sobremesa 'Avel√£ ao cubo'¬†ou o 'Leite-creme de laranja e baunilha' cuja receita partilho mais abaixo.

 

Resumindo: "Cantinho do Avillez - As receitas" n√£o √© um livro extraordin√°rio, diria at√© que √© um livro modesto, tanto em termos de conte√ļdo, como em termos de produ√ß√£o gr√°fica. √Č um livro que vale pelas receitas em si e pela carga simb√≥lica associada, conferida pelo prest√≠gio do chef Avillez e deste seu restaurante. As fotos s√£o bonitas, mas um pouco ba√ßas, devido ao papel escolhido, de cor creme. Este livro √©, no entanto, um √≥timo aliado para os foodies e todos aqueles que gostam de surpreender os convidados em casa, com receitas ao mesmo tempo simples mas com um toque de sofistica√ß√£o.

 

Querem saber mais sobre o livro? Espreitem aqui >>> Livraria Bertrand

Leite-creme do Cantinho do Avillez

Leite-creme do Cantinho do Avillez

LEITE-CREME DO CANTINHO DO AVILLEZ - COM LARANJA E BAUNILHA

Receita de José Avillez no livro "Cantinho do Avillez - As receitas"

[A receita é supostamente para 4 doses, mas eu consegui apenas 3]

 

50 ml de leite

300 ml de natas

55 g de a√ß√ļcar demerara (usei mascavado)

4 gemas de ovo

2 colheres de sopa de sumo de laranja

1 a 2 vagens de baunilha

Casca de laranja (sem a parte branca) qb

A√ß√ļcar demerara para polvilhar e queimar (usei a√ß√ļcar mascavado)

 

Ligar o forno nos 150¬ļC.

Num tacho, levar o leite ao lume com 100 ml de natas e a casca de laranja.

Abrir a vagem de baunilha, raspar as sementes e adicionar tudo ao tacho do leite e natas.

Deixar esta mistura fervilhar.

Numa ta√ßa, bater as gemas com o a√ß√ļcar.

Retirar o tacho do lume, juntar as restantes natas e o sumo de laranja.

Adicionar esta mistura, aos poucos, √† ta√ßa das gemas e a√ß√ļcar.

Distribuir pelas taças e levar ao lume num tabuleiro ou assadeira, que deve encher com água quente até metade da altura das taças.

Cozer durante cerca de 40 minutos (o creme deve sair ainda pouco firme no centro, ir√° solidificar ao arrefecer).

Depois de frias, guarde as taças no frigorífico até 3 dias.

Antes de servir, polvilhe com a√ß√ļcar e queime com um ma√ßarico de cozinha.

Leite-creme do Cantinho do Avillez

 

Nota: apesar de ter seguido a receita à risca, fiquei com a impressão de que a textura não ficou perfeita, achei que devia ter ficado mais cremoso (será que cozeu demasiado?). Em todo o caso, de sabor ficou bastante agradável.

 

MAIS SOBREMESAS DO #DIZMEOQUELÊS:

 

28
Nov19

Bolo de arroz [ou um regresso √† inf√Ęncia]

Bolo de arroz

Bolo de arroz

 

√Č raro seguir uma receita de fio a pavio, sem omitir um ingrediente ou substitu√≠-lo por outro, ou sem ignorar ou acrescentar um passo. √Č mais forte do que eu ūü§∑‚Äć‚ôÄÔłŹ

 

Mesmo na rubrica #Dizmeoquelês tenho alguma dificuldade em ser 100% fiel à receita do livro. Ou porque não tenho um ou outro ingrediente em casa, ou porque há um determinado procedimento que foge aos meus hábitos culinários. Mas nestes bolos de arroz, não mudei rigorosamente nada em relação à receita da Rita Nascimento, aka La Dolce Rita.

 

Por isso, não tinha pensado em publicá-la aqui. No entanto, como foram vários os pedidos que me fizeram no Instagram para partilhar a receita, aqui está ela: a receita dos bolos de arroz. Uma receita que me recuar aos lanches no café ou na pastelaria quando era pequena (que eram um pouco raros, na verdade, e talvez por isso me tenham marcado), com a minha mãe, a minha avó Maria ou com as minhas tias. E em que éramos aconselhados a evitar os bolos com creme (acho que a minha primeira bola de Berlim ou o meu primeiro Napoleão, comi-os já praticamente adulta) e a optar por uma torrada, um bico de pato com fiambre, um croissant simples ou... um bolo de arroz!

 

[Houve também muita gente que me perguntou onde tinha comprado as forminhas de papel. Foi aqui, no Cantinho dos Paladares, e compram-se em embalagens de 12 unidades].

 

Bolo de arroz

BOLOS DE ARROZ

Receita do livro "Uma pastelaria em casa", de La Dolce Rita

Para 8-10 bolos de arroz (nestas formas)

 

150 g manteiga

180 g de a√ß√ļcar

3 ovos

150 g farinha T55 sem fermento

100 g de farinha de arroz

1 colher de chá de fermento em pó para bolos

100 ml de leite

A√ß√ļcar para polvilhar qb

 

Ligar o forno nos 180¬ļ.

Bater a manteiga amolecida com o a√ß√ļcar at√© ficar em creme (usei a batedeira el√©trica).

Juntar os ovos e incorporar bem (usei a batedeira elétrica).

Acrescentar as farinhas e o fermento e por fim, juntar o leite (usei a batedeira elétrica, numa velocidade baixa).

Verter para as formas - encher cerca de 3/4 de cada forma.

Polvilhar o topo de cada bolo com cerca de 1 colher de ch√° rasa de a√ß√ļcar (para ganhar a capa crocante - no meu caso, houve algum a√ß√ļcar que n√£o derreteu/solidificou).

Levar a cozer entre 15 a 20 minutos - fazer o teste do palito, que deve sair limpo.

 

OUTRAS RECEITAS PARA REGRESSAR √Ä INF√āNCIA:

22
Nov19

Rahmschmarren a la Koschina - receita austríaca [Diz-me o que lês #17]

Receita austríaca rahm schmarren

Livro Casal Mistério

 

Ap√≥s um inesperado e chato extravio de livros, o "Diz-me o que l√™s, dir-te-ei o que comes", rubrica que conta com o apoio da livraria Bertrand, est√° de volta com um livro muito apetitoso. Acreditam que este √© j√° o 17¬ļ livro de cozinha a passar por aqui, desde que esta aventura come√ßou, h√° pouco mais de quatro meses? Se me seguem no Instagram, sabem que de vez em quando lan√ßo uns passatempos com livros da rubrica. Se gostavam de ter este livro, fiquem atentos: quem sabe n√£o tenho um exemplar para oferecer?ūüėČ

 

Livro Casal Mistério

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #17

"As 99 Melhores Receitas do Casal Mistério" - Casal Mistério - Editora Manuscrito

 

Para quem gosta e procura informa√ß√£o sobre temas ligados √† cozinha, √†s receitas e aos restaurantes, o site do Casal Mist√©rio n√£o √© segredo [gostaram deste trocadilho? ūüôą].

Ningu√©m sabe quem est√° por detr√°s deste projeto, mas sabe-se que o blog, criado h√° cinco anos, conta com milhares e milhares de visualiza√ß√Ķes, tem mais de 200 mil seguidores no Instagram e mais de 300 mil no Facebook, e recebeu por v√°rias vezes o pr√©mio de "Melhor blog de culin√°ria" no concurso 'Blogs do Ano' da Media Capital.

 

Na verdade, o Casal Mistério não é um blog de culinária como a maioria dos blogs de culinária, sendo mais "curadores" de receitas do que "criadores". E isto leva-me a um dos aspetos que me intrigou neste livro (que é já o terceiro lançado pelo Casal Mistério). Muitas das receitas, se não mesmo a maioria, são receitas que foram publicadas no blog mas retiradas de outros sites e blogs e que no Casal Mistério surgem acompanhadas dos devidos créditos. Mas no livro isso não acontece. Nem na introdução, nem nos agradecimentos, nem nas páginas das receitas encontro qualquer referência à sua origem.

 

Sei que o Casal Mist√©rio teve o trabalho de as traduzir e provavelmente adaptar, e foram magistralmente fotografadas pela talentosa Maria Mid√Ķes.¬†Mesmo assim, n√£o seria de fazer uma refer√™ncia √†s vers√Ķes originais?

 

Deixando este pequeno "mist√©rio" de lado, devo dizer-vos que o livro √© j√° um dos meus favoritos desta rubrica. √Č bonito, est√° bem escrito - com os apontamentos de humor caracter√≠sticos do Casal Mist√©rio - e as receitas, selecionadas por serem as mais populares do blog - s√£o muito variadas e apelativas.

 

Livro Casal Mistério

 

Na verdade, são 99 receitas mais 16 receitas extra, generosamente disponibilizadas por 16 chefs de cozinha famosos, incluindo a da sobremesa do chef austríaco Dieter Koschina, responsável pelo restaurante algarvio Vila Joya, e que escolhi para experimentar e publicar aqui.

 

São 8 os capítulos em que as receitas estão agrupadas:

  • Para nos fazer levantar da cama
  • Para enganar a fome
  • Para partilhar com os amigos
  • Para comer em fam√≠lia
  • Para levar para o trabalho
  • Para n√£o engordar
  • Para a desgra√ßa [o meu cap√≠tulo preferido ūüėÜ]
  • As receitas que os chefs fazem em casa

 

Smoothies e panquecas. Brownies, cheesecakes e bolachas. Entradas f√°ceis e vistosas. Pratos reconfortantes. Sugest√Ķes r√°pidas e com poucos ingredientes. Sandu√≠ches, saladas e outras propostas saud√°veis. Bolos gulosos: h√° de tudo aqui.

 

E h√° ainda as imagens maravilhosas da Maria Mid√Ķes. Tive a oportunidade de conhecer a simp√°tica Maria h√° uns anos, num workshop de fotografia de comida na Clavel's Kitchen, e sou absolutamente f√£ do seu trabalho [j√° agora: uma das raz√Ķes por que escolhi fazer o Rahmschmarren √© que as receitas dos chefs n√£o surgem fotografadas, e assim n√£o tenho de comparar as minhas com as da Maria, ahahahah].

 

Resumindo: o¬†livro "As 99 Melhores Receitas do Casal Mist√©rio" √© um valor seguro. A abordagem gr√°fica √© simples mas 'eye-catching' e as receitas est√£o bem descritas. Apresenta receitas para os v√°rios momentos do dia e para v√°rias necessidades (receitas mais ou menos cal√≥ricas) sendo por isso um livro abrangente, que vamos querer ter sempre √† m√£o. As fotografias da Maria Mid√Ķes... essas s√£o a cereja no topo do livro.

 

Saber mais e comprar "As 99 Melhores Receitas do Casal Mistério" >>> Livraria Bertrand*

Rahm schmarren - receita austríaca

RAHMSCHMARREN A LA KOSCHINA

Receita do Chef Dieter Koschina no livro "As 99 melhores receitas do Casal Mistério"

Esta √© uma receita tradicional austr√≠aca, aqui com o toque do chef, que sugere servi-la com pur√© de ma√ß√£. Tentei saber mais sobre esta sobremesa de conforto - uma esp√©cie de panqueca fofa gigante - mas todos os sites que encontrei estavam em alem√£o e n√£o me apeteceu ir ao google tradutor ūü§™

 

Para o "bolo":

300 g de natas

50 g de a√ß√ļcar em p√≥

60 g de gemas de ovo (4 ovos pequenos)

50 g de amido de milho

1 copo de shot de rum

Raspa de lim√£o qb

90 g de claras de ovo

60 g de a√ß√ļcar (+ algum para a carameliza√ß√£o final)

1 colher média de manteiga (+ alguma para a caramelização final)

 

Para o puré de maçã:

Maçãs (usei 3 grandes)

A√ß√ļcar qb (n√£o usei)

Sumo de lim√£o qb

Baunilha qb (usei umas gotinhas de essência)

Canela em pó qb

 

Começar por fazer o puré de maçã: cozer as maçãs lentamente num fundo de água. Triturar e juntar os restantes ingredientes a gosto.

Ligue o forno nos 180¬ļ.

Com um batedor de varas, misturar bem as natas, o a√ß√ļcar em p√≥, as gemas, o amido, a raspa de lim√£o e o rum.

Bater em castelo as claras com os 60 g de a√ß√ļcar e juntar ao preparado anterior.

Levar ao lume uma frigideira grande que possa ir ao forno e derreter nela a manteiga, espalhando-a por toda a frigideira. Verter nela a massa do "bolo" e levar ao forno durante cerca de 30 minutos.

Assim que estiver bem dourado, retirar do forno e fazer um quadriculado na massa (schmarren significa algo como "desfeito" ).

De seguida, a receita diz para barrar com "manteiga e a√ß√ļcar caramelizado". Confesso que n√£o percebi bem como isto se fazia, mas depois de ver este v√≠deo¬†percebi que deve colocar-se mais um pouco de manteiga e a√ß√ļcar noutra frigideira e passar para a√≠ os pedacinhos de "bolo", deixando caramelizar.¬†Servir com o pur√© de ma√ß√£.

A rom√£ √© um acrescento meu, porque... torna qualquer qualquer prato mais fotog√©nico ūüėČ

 

MAIS RECEITAS DOCES DA RUBRICA "DIZ-ME O QUE LÊS":

 

*Link afiliado

 

21
Nov19

Receita de jesuítas [versão 'seminaristas']

Jesuítas

Jesuítas

 

Quem resiste a um jesu√≠ta? [n√£o falo dos religiosos da Companhia de Jesus, que esses devem ser deixados sossegados na sua miss√£o ūüėĄ]. Falo do cl√°ssico da pastelaria portuguesa, feito de camadas de massa folhada, doce de ovos e uma capa crocante de a√ß√ļcar e canela.

 

Apesar de não ser consensual a sua origem, a teoria mais consistente situa-a na centenária Confeitaria Moura, em Santo Tirso, que continua a fabricar os jesuítas mais famosos do país, e que tem a receita original patenteada. Reza a história que a iguaria foi criada em 1892 por um pasteleiro espanhol, que havia sido contratado pela dita pastelaria tirsense, e que a terá batizado desta forma em homenagem aos monges para quem tinha trabalhado em Bilbau.

 

Lendas e teorias √† parte, o certo √© que o pastel depressa ganhou fama e come√ßou a ser reproduzido em pastelarias um pouco por todo o pa√≠s. E com varia√ß√Ķes quanto ao seu tamanho: o gigante d√° pelo nome de "cardeal", e os pequenos, como os que vos trago aqui, s√£o os "seminaristas". Faz sentido, certo?¬†

 

Durante muito tempo, achei que fazer os jesuítas em casa seria complicadíssimo, mas decobri que afinal é simples e rápido até. Claro, desde que usemos massa folhada de compra e já tenhamos o doce de ovos pronto (que se faz facilmente, mas que precisa de arrefecer antes de ser barrado na massa folhada).

 

Querem tirar a prova? A receita de jesuítas segue abaixo (e vão encontrá-la numa espécie de passo a passo nos meus stories no instagram >>> Lume Brando).

 

Jesuítas

 

JESU√ćTAS - VERS√ÉO 'SEMINARISTAS' (MINI)

Para cerca de 26

 

1 placa de massa folhada retangular fresca

Cerca de 10 colheres de sopa de doce de ovos*

25 g de clara de ovo

130-150 g de a√ß√ļcar em p√≥

Fio de sumo de lim√£o

Canela em pó qb

 

Ligar o forno nos 190¬ļ.

Desenrolar a massa folhada e cortar ao meio no sentido do comprimento.

Barrar cada metade dessas tiras largas, no sentido do comprimento, com doce de ovos.

Dobrar a parte da massa sem doce sobre a parte com doce.

Cortar em trapézios (cerca de 12 ou 13 trapézios em cada tira) e passá-los para um tabuleiro forrado com papel vegetal.

Numa ta√ßa e com um batedor de varas, misturar a clara com o a√ß√ļcar em p√≥ -¬† juntar o a√ß√ļcar aos poucos pois pode n√£o ser necess√°rio usar todo. Juntar um fio de sumo de lim√£o e canela em p√≥ a gosto (costumo adicionar cerca de uma colher de ch√° bem cheia). Deve obter-se um glac√© grosso, espesso e pastoso, mas "espalh√°vel". Adicionar um pouco mais de sumo de lim√£o se achar que est√° demasiado pastoso, ou mais a√ß√ļcar em p√≥ se estiver demasiado flu√≠do.

Cubrir cada trapézio com glacé, com a ajuda de uma colher pequena.

Levar ao forno durante uns 15/20 minutos - ir espreitando e retirar quando a massa tiver folhado e apresentarem uma cor ao seu gosto.

Se repararem, os meus ficaram um pouco p√°lidos (mas deliciosos, diga-se!), se gostarem deles um pouco mais escuros, basta deixarem mais um pouco no forno!

_______________________________________________________________________________________________

*DOCE DE OVOS

Adaptado de uma receita do Chef Luís Francisco

6 gemas + 1 ovo inteiro

250 g de a√ß√ļcar

125 g de √°gua

1 pedaço de casca de limão

1 pau de canela

 

Num tachinho, ¬†levar ao lume a √°gua, o a√ß√ļcar e os aromatizantes (lim√£o e canela).¬†Sem mexer, deixar levantar fervura. Quando come√ßar a borbulhar (bolhas grandes em toda a superf√≠cie da calda), contar 3 minutos. Retirar do lume, descartar o lim√£o e a canela e verter em fio sobre as gemas e o ovo previamente desfeitos numa ta√ßa de metal, mexendo sempre. Coar para o tacho e levar ao lume at√© engrossar, cerca de 10 minutos, mexendo sempre para n√£o ganhar grumos e sem deixar ferver. Colocar num frasco, deixar arrefecer e conservar no frigor√≠fico (dura v√°rias semanas, se n√£o meses).

 

OUTRAS RECEITAS GULOSAS:

 

13
Nov19

Pão de maçã [Uma receita com outono dentro]

Pão de maçã

Pão de maçã

 

Eu refilo com a chuva. Irrito-me com a mudança da hora. Desespero com a luz natural que acaba num abrir e fechar de olhos. Adio a mudança do guarda-roupa porque não gosto da roupa da época. Mas reconheço que o outono tem o seu charme.

 

O cen√°rio que nos √© dado pelas √°rvores vestidas de m√ļltiplos castanhos e dourados √© m√°gico.

E os ingredientes da época são deliciosos, fotogénicos, e reconfortantes: as castanhas, as abóboras, os diospiros, as romãs, a maçã...

 

Todos os anos, um primo oferece-me uma caixa enorme de maçãs vindas de Carrazeda de Ansiães. E são tão boas, firme e doces. Para além de comê-las ao natural - seria um pecado não fazê-lo - algumas são transformadas em doces e sobremesas. Como este 'apple bread' ou pão de maçã [na verdade é um bolo!]. Uma receita que grita outono por todos os lados e me faz reconciliar com esta altura do ano.

 

Pão de maçã

PÃO DE MAÇÃ

[rende bastante, a quantidade de bolos depende do tamanho da forma; no meu caso, consegui fazer 4 bolos relativamente pequenos]

 

4 maçãs grandes

1 ch√°vena rasa de a√ß√ļcar amarelo

2 ovos grandes

1/2 ch√°vena de azeite

3 ch√°venas rasas de farinha sem fermento

1 ch√°vena de frutos secos [nozes fica muito bem]

1 ch√°vena de uvas passas ou sultanas

1 colher de sopa de fermento em pó

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de canela em pó

1/2 colher de ch√° de noz moscada

1 pitada de sal

 

Ch√°vena = 250 ml capacidade

 

Pr√©-aque√ßa o forno nos 180¬ļ.

Unte 2 formas de bolo inglês médias ou 4 pequenas.

Descasque as maçãs e rale-as grosseiramente num ralador (uso este ralador)

Junte o a√ß√ļcar, envolva e reserve uns 10 ou 15 minutos at√© o a√ß√ļcar dissolver e ter ganho l√≠quido.

Junte os ovos, o azeite, os frutos secos e as sultanas ou as uvas passas (se usar passas, pique-as grosseiramente)

Adicione a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela, o sal e a noz moscada, envolvendo sem bater.

Verta para as formas e leve a cozer cerca de 45 minutos - irá demorar menos se as formas forem pequenas ou mais alguns minutos se forem maiores. Faça o teste do palito para conferir.

 

MAIS RECEITAS DELICIOSAS E F√ĀCEIS COM MA√á√É:

 

25
Out19

Bolo de coco, manga e clementina [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #15 ]

Bolo de coco, manga e clementina

Bolo de coco, manga e clementinaBolo de coco, manga e clementina

 

O interesse e a curiosidade por uma alimenta√ß√£o √† base de vegetais s√£o cada vez mais comuns e, se d√ļvidas houvesse sobre a import√Ęncia desta tend√™ncia, bastaria olhar para as prateleiras das livrarias. Nos √ļltimos tempos, temos assistido ao lan√ßamento em catadupa de livros dedicados √† dieta vegetariana, nomeadamente ao regime 100% vegetariano ou vegan. J√° falei de alguns deles aqui [no final do post, encontram os links para esses posts], e esta semana, na rubrica "Diz-me o que l√™s, dir-te-ei o que comes", trago mais um livro "verde" acabadinho de sair do forno!

 

[Por falar em forno, mais abaixo encontram o Bolo de coco, manga e clementina, a primeira receita do livro que escolhi e testei - na vers√£o original, com laranja em vez de clementina.]

 

Bolo de coco, manga e clementina

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #15

"Cozinha Vegetariana R√°pida e Pr√°tica" - Gabriela Oliveira - ArtePlural Edi√ß√Ķes

 

De acordo com a capa do livro, Gabriela Oliveira √© a autora dos livros de receitas vegetarianas mais vendidos em Portugal, sendo este o seu 6¬ļ livro de culin√°ria em cinco anos [o que eu acho um feito incr√≠vel, devo dizer].

 

Vegetariana há mais de 20 anos, Gabriela não só tem feito um trabalho notável no desenvolvimento de receitas, como tem partilhado o seu saber e experiência em muitos workshops e showcookings, tendo aberto recentemente a Academia Vegan - um espaço de formação totalmente dedicado à cozinha 100% vegetal, em Lisboa.

 

Se costumam passar por aqui, sabem que eu n√£o sou vegan, nem sequer vegetariana. No entanto, tenho aumentado c√° em casa o n√ļmero de refei√ß√Ķes sem prote√≠na animal. E se √© certo que me custaria seguir uma dieta vegan, n√£o coloco de parte optar por um vegetarianismo que n√£o exclua os ovos e os derivados do leite.¬†

 

√Č por isso que gosto tanto de livros de cozinha vegetariana como dos que versam sobre a dieta "omn√≠vora", desde que estejam bem estruturados, bem escritos, sejam visualmente apelativos e prometam pratos deliciosos. Porque a verdade √© que eu ADORO vegetais.

 

Bolo de coco, manga e clementina

 

Se há coisa que não falta neste livro são receitas: 100 receitas no total, divididas pelos seguintes capítulos:

  • Pequeno-almo√ßo e lanche
  • Snacks e refei√ß√Ķes ligeiras
  • Sopas e Saladas Nutritivas
  • Pratos principais (na frigideira e na ca√ßarola)
  • Doces momentos

 

Nas p√°ginas iniciais do livro, para al√©m de se apresentar, Gabriela tece¬†algumas considera√ß√Ķes sobre alimenta√ß√£o e sustentabilidade e fornece informa√ß√£o sobre os diferentes tipos de vegetarianismo, ingredientes mais usados neste regime alimentar e respetivos perfis nutricionais e ainda dicas sobre prepara√ß√£o e conserva√ß√£o dos alimentos, sem esquecer um miniguia de como planear as refei√ß√Ķes e evitar o desperd√≠cio.

 

As receitas s√£o, de uma maneira geral, bastante apelativas e originais. Os "Croquetes de tremo√ßo", a "Bolonhesa de couve-flor e noz", a "Omoleta de aveia" ou o "Fricass√© de castanhas e espargos" s√£o bons exemplos. No entanto, algumas incluem produtos processados como "chouri√ßo de soja", "salsichas vegetais", "queijo vegan" ou "alheira de cogumelos" e confesso que estes produtos me fazem alguma confus√£o. Nunca os provei, h√° que referir, e por isso talvez esteja a ser preconceituosa (j√° agora, se tiverem alguma opini√£o ou feedback sobre a utiliza√ß√£o destes produtos, digam coisas nos coment√°rios ūüėČ).

 

J√° tenho v√°rias receitas salgadas do livro marcadas, para experimentar em breve, mas os bolos despertaram de forma especial a minha aten√ß√£o porque, apesar n√£o levarem ovos, manteiga ou outros ingredientes t√≠picos da pastelaria tradicional, t√™m um aspeto bastante semelhante [basta ver o bolo deste post - diriam que √© um bolo sem ovos? ūüėČ ]

 

Curiosos sobre o livro? Saibam mais na Bertrand Livreiros Online, onde até ao final do dia de hoje [25/10/2019] encontram descontos de 20% a 40% em todos os livros, incluindo nas "novidades"!

 

Agora siga para a receita deste bolo vegan [Gabriela Oliveira prefere o termo 100% vegetal] de coco, manga e clementina, que ficou aprovadíssimo à primeira.

 

Bolo de coco, manga e clementina

Bolo de coco, manga e clementina

 

BOLO DE COCO, MANGA E CLEMENTINA [VEGAN]

Ligeiramente adaptado do livro "Cozinha vegetariana r√°pida e pr√°tica"

 

1 manga pequena e madura (200 g de polpa)

2 clementinas - raspa e sumo

1 colher de sopa de sumo de lim√£o

1 ch√°vena de leite de aveia (ou outro leite vegetal)

1/3 de chávena de azeite extravirgem (ou óleo de coco derretido ou óleo de girassol)

1 ch√°vena de a√ß√ļcar mascavado (150 g)

2 ch√°venas de farinha de espelta*

1 colher de sopa de linhaça moída

1 ch√°vena de coco ralado

1 colher de sopa de fermento em pó

1/2 colher de café de bicarbonato de sódio

1 pitada de sal

Coco ralado e lascas de coco tostadas para decorar (opcional)

Molho de chocolate para servir (opcional)

 

Ligue o forno nos 180¬ļ.

Unte bem com azeite e polvilhe com farinha uma forma quadrada com cerca de 20 cm x 20 cm e forre o seu fundo com papel vegetal.

Triture a polpa da manga e coloque-a numa taça.

Junte a raspa e o sumo de clementina, o sumo de lim√£o, o leite de aveia e o azeite, e mexa com o batedor de varas.

Adicione o a√ß√ļcar, a farinha, o coco ralado, o sal, a linha√ßa, o fermento e o bicarbonato. Envolva bem e verta para a forma previamente preparada.

Leve a cozer entre 35 a 40 minutos (tenha em conta que se usar uma forma maior, o bolo vai ficar mais baixo e vai cozer mais depressa).

Desenforme, deixe arrefecer e cubra o topo com coco ralado e as lascas de coco tostadas.

Para uma experiência mais gulosa, sirva com molho de chocolate.

 

*Para uma vers√£o sem gl√ļten e de acordo com a receita original, substitua as 2 ch√°venas de farinha de espelta por 1/2 ch√°vena de farinha de aveia, 1/2 ch√°vena de farinha de milho, 1 ch√°vena de farinha de arroz integral e 1 colher de sopa de ps√≠lio em p√≥ (para ajudar a ligar).

 

GOSTARAM DESTE POST? SE SIM, ESPREITEM ESTES TAMB√ČM:

 

10
Out19

Bolo de pastel de nata [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #13]

Bolo de pastel de nata

Bolo de pastel de nata

 

Quem me conhece sabe, que apesar de eu cozinhar de tudo e partilhar aqui receitas diversificadas, a minha paix√£o s√£o os bolos. Por isso, quando dei conta de que a Rita Nascimento, aka La Dolce Rita, tinha lan√ßado um livro novo s√≥ com receitas de bolos, pensei logo em traz√™-lo ao #dizmeoquel√™s - esta rubrica de que gosto tanto e que s√≥ √© poss√≠vel gra√ßas a uma parceria com a Bertrand Livreiros ūüß°

 

Vieram cá só pela receita de Bolo de pastel de nata? Então façam scroll, que vão encontrá-la mais abaixo. Mas aposto que se forem gulosos como eu, vão querer saber mais sobre o livro, certo? Vamos a isso.

 

Bolo de pastel de nata

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE_EI O QUE COMES #13

"Um bolo por semana - 52 receitas para um ano de bolos" - Rita Nascimento - ArtePlural

Este é já o quarto livro da Rita, que toda a gente conhece do seu canal de sucesso no Youtube, o "La Dolce Rita" onde, através de vídeos simpáticos e bastante elucidativos, partilha as mais variadas receitas de pastelaria.

 

Os livros da Rita são um êxito [para além deste, tenho o "Uma pastelaria em casa" e já folheei os outros dois] e percebe-se por quê: são bastante objetivos e claros, sem deixarem de ser apelativos. As fotos, por exemplo, não apresentam uma produção complexa ou composição elaborada, são sobretudo "close-ups" dos bolos e das sobremesas, mas são luminosas e deixam-nos invariavelmente de água na boca.

 

Este √ļltimo tem apenas algumas semanas de prateleira (saiu para as livrarias a 4 de outubro), mas tenho a certeza de que vai ser mais um best-seller. Um dos segredos √© a experi√™ncia da Rita, sustentada por forma√ß√£o espec√≠fica na √°rea. Munida de todo o saber te√≥rico, a Rita tem uma capacidade incr√≠vel de transformar esse conhecimento em m√©todos e formula√ß√Ķes mais simples, para que todos em casa possamos facilmente elaborar receitas supostamente complexas [a Rita n√£o sabe, mas tem aqui uma grande f√£ ‚̧ԳŹ]

 

Livro "Um bolo por semana"

 

O tom próximo, alegre e descontraído, que a Rita usa tanto nos vídeos como no livro, ajudam a compor esta fórmula de sucesso, agora espelhada numa edição dedicada apenas a essa trave mestra da pastelaria caseira: os bolos.

 

S√£o 52 receitas de bolos, para que ao longo de um ano n√£o tenhamos de repetir receitas. E para que os resultados saiam perfeitos, o livro inclui, para al√©m das receitas, informa√ß√£o sobre ingredientes, utens√≠lios e dicas a ter em conta na hora de meter a m√£o na massa [incluindo a "Palavra de boleira" da Rita: coment√°rios e sugest√Ķes relativamente a cada receita].

 

Quanto ao tipo de bolos, estes dividem-se nas seguintes categorias:

  • Bolos b√°sicos e simples
  • Bolos arom√°ticos e reconfortantes
  • Bolos gulosos e para dias de festa

 

Existe ainda um cap√≠tulo com receitas auxiliares: cremes e complementos para coberturas e recheios. Para que possam fazer as vossas combina√ß√Ķes e assim, em vez de 52 bolos, terem quantas receitas a vossa imagina√ß√£o ditar!

Livro "Um bolo por semana"

 

A par de alguns cl√°ssicos, como o 'Bundt de chocolate', o "Bolo ingl√™s", o "Bolo de claras" ou o "Bolo de anan√°s caramelizado", a Rita prop√Ķe-nos receitas originais e outras menos conhecidas, como o "Bolo de pastel de nata" que vos trago hoje (receita mais abaixo), o "Bolo tiramisu", o "Bolo tecomaleco", o "Bolo tr√™s leches" ou o "Bolo de chocolate crocante sem forno".

 

Só vos digo uma coisa: no dia em que tiverem o livro na mão, garanto-vos que vão querer fazer TODAS as receitas!  Estão em pulgas por esse momento? Saibam mais sobre o livro aqui >>> na livraria Bertrand online.

 

Resumindo:  "Um bolo por semana" é daqueles livros que não pode faltar na prateleira de alguém que adora mimar a família e os amigos com um bolo, seja de vez em quando, seja todas as semanas. O design gráfico do livro é funcional e apelativo, com boas fotografias, tiradas pela Rita. As receitas parecem ser todas acessíveis e estão bem escritas e detalhadas. O que eu mudaria? Em vez de referir o 'volume da massa' obtida em cada receita, mencionaria o tamanho mais adequado das formas a utilizar. De resto, o livro está de se devorar "página a página"!

 

Agora, sem mais demoras, a receita do delicioso Bolo de pastel de nata.

Bolo de pastel de nata

BOLO DE PASTEL DE NATA

Receita original: livro "Um bolo por semana" de Rita Nascimento

 

Para o bolo

3 ovos

100 g de a√ß√ļcar

75 g de farinha sem fermento

1/2 colher de chá de canela em pó

1 base redonda de massa folhada

A√ß√ļcar mascavado qb (e ma√ßarico) para decorar no final*

 

Para o creme pasteleiro

300 ml de leite meio-gordo

3 gemas

50 g de a√ß√ļcar

25 g de amido de milho

25 g de manteiga fria

1 pau de canela

1 pedaço grande de casca de limão

 

Para a calda

150 ml de √°gua

150 ml de a√ß√ļcar

1 pedaço grande de casca de limão

 

Comece por fazer o creme pasteleiro.

Coloque num pequeno tacho o leite, o pau de canela e a casca de lim√£o e leve ao lume.

Numa ta√ßa, junte as gemas, o a√ß√ļcar e o amido de milho e mexa bem com as varas.

Quando o leite começar a fervilhar, descarte a canela e o limão e verta-o, aos poucos, sobre o preparado anterior, mexendo bem com as varas.

Deite esta mistura no tacho e leve de novo ao lume, mexendo sempre até começar a engrossar. Continue a mexer com as varas cerca de dois minutos após já estar a engrossar e ter começado a fervilhar.

Retire do lume e incorpore a manteiga partida em pedaços. Mexa até a manteiga derreter e ficar homogéneo. Passe para uma taça limpa e tape com película aderente ("colando" esta à superfície do creme, para não entrar ar e assim evitar que ganhe uma crosta).

Deixe arrefecer um pouco e leve ao frigorífico. Ele vai endurecer no frigorífico, por isso, antes de usar, bata-o na batedeira elétrica até ficar com uma consistência cremosa e uniforme.

 

Entretanto faça o bolo.

Unte muito bem e polvilhe com farinha uma forma redonda (usei uma com 18 cm de di√Ęmetro). Forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/enfarinhar.

Ligue o forno nos 180¬ļ.

Com a batedeira el√©trica, bata os ovos com o a√ß√ļcar durante uns 5 minutos, ou at√© a mistura ficar esbranqui√ßada e com o dobro do volume.

Peneire a farinha e junte-a, com a canela, ao preparado anterior, em duas ou tr√™s adi√ß√Ķes, envolvendo suavemente.

Verta para a forma e leve ao forno durante cerca de 20 minutos ou até um palito sair seco do centro do bolo.

Solte a massa das laterais da forma com a ajuda de uma faca e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal. Deixe arrefecer completamente antes de o abrir ao meio.

N√£o desligue o forno e leve a cozer a base de massa folhada sobre papel vegetal e picada com um garfo. Deve demorar uns 20-25 minutos a ficar folhada e douradinha. Deixe arrefecer.

 

Enquanto o bolo est√° no forno, fa√ßa a calda: leve a ferver a √°gua com o a√ß√ļcar e a casca de lim√£o at√© o a√ß√ļcar estar bem derretido. Deixe ferver durante alguns segundos e est√° pronto. Deixe que arrefe√ßa.

 

Para montar o bolo:

- Coloque a forma do bolo que usou sobre a massa folhada, sem pressionar, e com uma faca corte um círculo a toda a volta; reserve o círculo e esfarele as sobras, reservando-as numa taça;

- Parta o bolo a meio e coloque a metade de baixo no prato de servir. Regue com metade da calda e espalhe uma camada de creme de pasteleiro (que deve ter sido batido com a batedeira elétrica depois de ter estado no frigorífico);

- Coloque o disco de massa folhada por cima e volte a fazer uma camada de creme pasteleiro (atenção: não usem demasiado creme nestas camadas de recheio, se não ficam sem creme para barrar todo o bolo);

- Tape com a outra metade do bolo e regue esta com a restante calda;

- Por fim, barre todo o bolo com o restante creme pasteleiro;

- Espalhe a√ß√ļcar mascavado no topo do bolo e queime com um ma√ßarico (opcional)*

- Decore as laterais com as aparas de massa folhada.

 

*A receita original fala em a√ß√ļcar em p√≥, mas comigo n√£o resultou; para conseguir o efeito "leite creme queimado", tive de usar a√ß√ļcar mascavado; o creme pasteleiro vai ganhar umas fendas, devido ao calor do ma√ßarico, mas √© normal.

 

Nota final: este bolo deve ser comido no dia em que é feito, para garantir uma massa folhada seca e crocante; em todo o caso, guardei o que sobrou no frigorífico e comeu-se bem no dia seguinte ;)

 

GOSTARAM DESTA RECEITA? SE SIM, ESPREITEM ESTAS TAMB√ČM:

 

30
Set19

Lava cakes de lim√£o [#lemonloverforever]

Lava cake de lim√£o

Lava cakes de lim√£o

 

Eis a melhor experi√™ncia na cozinha das √ļltimas semanas.

Há vários nomes para este tipo de sobremesa, que consiste num queque com o interior líquido, sendo de chocolate a versão mais comum. Bolinho de lava, vulcão, fondant, demi-cuit, petit gateau... é à escolha do guloso.

 

Quando vi esta vers√£o de lim√£o no livro "A Sentada", de Sandra Nobre, livro de que falei aqui recentemente, neste post, fiquei logo de olhos arregalados e com uma vontade gigantesca de experiment√°-la. Realmente, por que nunca tinha pensado que era poss√≠vel fazer uma vers√£o assim, de lim√£o? E logo eu que sou do team #lemonloverforever ūüíõ

 

Não consegui adiar muito o teste e aqui está o resultado. Simplesmente maravilhoso. Mas atenção: os queques têm que ficar cozidos no ponto, ou seja, nem demasiados cozidos - o que significa não sobrar massa líquida para escorrer quando se abrem, nem demasiado crus, que se desfaçam ao desenformar... Um aspeto essencial, para que a receita corra bem, são as formas. Eu tenho umas parecidas com estas, compradas há já uns anos no Jumbo [agora Auchan] e portaram-se lindamente.

[Atualização: no Auchan podem encontrar umas formas parecidas com as minhas, espreitem aqui]

 

Aten√ß√£o que n√£o √© uma receita meiga em termos cal√≥ricos: leva chocolate branco, manteiga, a√ß√ļcar, lemon curd... Digamos que √© daqueles casos em que se perdoa o mal que faz, pelo bem que sabe ūü§™

 

Lava cakes de lim√£o

Lava cakes de lim√£o

LAVA CAKES DE LIMÃO
Adaptado do livro "A sentada", de Sandra Nobre

 

Para 6 unidades

120 g de chocolate branco

100 g de manteiga

85 g de farinha

50 g de a√ß√ļcar em p√≥¬†

1 pitada de sal

4 ovos + 4 gemas

230 g de lemon curd*

1/2 ch√° de extrato de baunilha

A√ß√ļcar em p√≥, frutos vermelhos e hortel√£ para decorar e servir.

 

*Para o lemon curd  [esta é a minha receita]

2 ovos L

100 ml de sumo de lim√£o

140 g de a√ß√ļcar

50 g de manteiga à temperatura ambiente

1 colher de sopa de raspa de lim√£o

 

Comece por fazer o lemon curd (que pode já estar feito de véspera ou até há mais tempo).

Num tachinho de fundo espesso, misture bem os ovos com o a√ß√ļcar e o sumo de lim√£o. Leve ao lume m√©dio, mexendo sempre com um batedor de varas, para n√£o ganhar grumos, at√© engrossar, o que deve demorar menos de 10 minutos (deve ficar um creme n√£o demasiado espesso, uniforme e brilhante, que ir√° ficar mais consistente depois de arrefecido). Retire do lume e incorpore a manteiga e a raspa de lim√£o. Espere um ou dois minutos e mexa com um batedor e varas, at√© a manteiga estar bem derretida e bem distribu√≠da pelo creme. Verta para frascos limpos, deixe arrefecer, tape e guarde no frigor√≠fico at√© usar. Conserva-se durante cerca de 15 dias, se bem tapado e guardado no frigor√≠fico.

 

Para fazer os lava cakes, comece por ligar o forno nos 220¬ļ.

Unte muito bem e polvilhe com farinha 6 forminhas altas de queque ou pudim - idealmente, tipo estas -  ou aplique generosamente spray desmoldante. Coloque-as num tabuleiro de ir ao forno (assim vai ser mais prático transportá-las para o forno).

Numa taça grande sobre uma panela com água (mas sem a água tocar no recipiente de cima), leve ao lume a derreter o chocolate branco com a manteiga.

Adicione os restantes ingredientes: farinha, a√ß√ļcar em p√≥, sal, ovos, gemas, lemon curd (que deve estar frio) e baunilha. Misture bem, sem bater demasiado.

Divida este preparado pelas formas até 3/4 e leve ao forno durante cerca de 10 minutos. Vá espreitando: os bolinhos devem ficar dourados nas bordas e a querer desenformar, notando-se ainda que o centro está fluído... Pensem como costuma funcionar o vosso forno e decidam se devem deixar mais ou menos do que os 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer uns minutos antes de desenformar (soltando a massa da forma com a ajuda de uma faca) para os pratinhos de servir.

Sirva ainda mornos polvilhados com a√ß√ļcar em p√≥ e alguns frutos vermelhos a decorar.

Se sobrarem, guarde no frigorífico (aguentam uns 2-3 dias) e aqueça um pouco no microondas antes de servir. Não experimentei congelá-los, mas imagino que funcione: no dia em que os quisesse consumir, retirava-os com alguma antecedência do congelador e aquecia-os no microondas antes de servir.

 

#lemonloversforever COMO EU? SE SIM, VÃO ADORAR ESTAS RECEITAS:

 

Teresa Rebelo

foto do autor

Sigam-me

TOP 100 Food Bloggers

TOP 15 Blogs de Culin√°ria Portugueses

Featured on

Bloglovin

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2004
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D