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Lume Brando

23
Jul19

Quadrados de aveia, pêssego e framboesa [e um forno que nunca para]

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Adoro sobremesas de forno com fruta. Bolos, crumbles, galettes... E no verão há tanta fruta - e tanta fruta que se adapta a sobremesas - que o meu forno praticamente não tira férias.

 

É certo que o calor tem sido por estes dias suportável, mas acreditem que já me aconteceu estar com o forno ligado, com 35ºC lá fora e pouco menos dentro de casa... Vício. Gulodice. Ou disparate. Vocês escolhem 😅

 

Desta vez, resolvi fazer uns quadrados [os americanos chamam-lhes "bars"] de pêssego e framboesa, com crumble, adaptando uma receita do blog Halfbaked Harvest que me tinha ficado debaixo de olho.

 

A variação de texturas - base e topo crocante, interior macio e húmido - é para mim o melhor destes quadrados, muito fáceis de fazer. Dêem-me meio quadrado destes e um café, e estarei no céu. Mesmo que o céu esteja a debitar mais de 30º à sombra.

 

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QUADRADOS DE AVEIA, PÊSSEGO E FRAMBOESA

[Adaptado de Halfbaked Harvest]

 

Para cerca de 12 quadrados

1 chávena de flocos de aveia

3/4 de chávena de farinha

1/2 chávena de açúcar mascavado claro

1/2 colher de chá de fermento em pó para bolos

100 g de manteiga fria

+

1 chávena de pêssego partido em cubos (2 pêssegos grandes)

1 chávena de framboesas

1 a 2 colheres de sopa de açúcar mascavado claro (a depender da acidez da fruta)

3 colheres de sopa de doce de pêssego ou de framboesa

Raspa de 1/2 limão

1 colher de café de extrato ou baunilha

Chávena = 250 ml de capacidade

 

Forre com papel vegetal uma forma retangular com cerca de 16 cm x 24 cm.

Ligue o forno nos 180º.

Comece por preparar a massa da base e que vai servir também para o crumble: na taça do processador ou da batedeira, junte a aveia, a farinha, o fermento, açúcar e a manteiga.

Bata até se ter formado uma areia grossa, que se une quando pressionada.

Use cerca de 2/3 dessa massa para forrar a base da forma, calcando bem e formando uma base compacta. Reserve a massa sobrante.

Leve ao forno cerca de 10-12 minutos.

Entretanto, descasque e parta os pêssegos e lave as framboesas.

Coloque esta fruta numa taça e junte a farinha, o açúcar, o extrato de baunilha e a raspa de limão.

Retire a forma do forno e espalhe a fruta.

Distribua pedacinhos de doce de pêssego ou framboesa por todo.

Por fim, esfarele a massa sobrante por cima.

Leve ao forno durante cerca de 45 minutos (nos últimos minutos, talvez sinta necessidade de ligar a ventoinha, para fazer a fruta borbulhar e o crumble ganhar uma cor dourada bonita).

Retire do forno e deixe arrefecer bem, antes de partir e servir.

 

SE GOSTOU DESTE DOCE, TAMBÉM VAI GOSTAR DESTES:

 

08
Jul19

Fruta da época [receita de galette-crumble de ameixa]

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Verão tímido este. Será que o facto do tempo andar menos soalheiro e quente do que é habitual para esta altura, tem relação com a qualidade das ameixas deste ano?

 

De facto, o problema não é a quantidade. No quintal dos meus pais, as ameixoeiras [pela minha pesquisa também se pode dizer "ameixeiras" ou "ameixieiras"] mostraram-se, nos últimos dias, carregadíssimas de fruta. Tanto que um dos ramos até se partiu, devido ao peso. Mas as ameixas são pequeninas e o sabor e a textura estão um pouco distantes da maravilha de outras colheitas.

 

O prazer de comê-las à dentada fica assim um pouco comprometido, mas aqui em casa nada se perde. Em breve irei fazer doce - tenho uma receita de doce de ameixa aqui no blog - mas entretanto já comecei a escoá-las através desta tarte rústica. Indecisa entre fazer uma galette - o meu tipo favorito de tarte - ou um crumble, resolvi fazer os dois!

 

Suculenta e vibrante, atinge o auge acompanhada por uma bola de gelado...

 

[Escrevo este post quando já não tenho nem uma migalha desta coisa boa, por isso, passemos rápido à receita, para poder afastar-me destas imagens 🤪!]

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GALETTE - CRUMBLE DE AMEIXA

 

Para a massa:

120 g de farinha de espelta integral

30 g de farinha T55 sem fermento

50 g de manteiga fria partida em pedaços

1 colher de chá de açúcar amarelo

1 ovo pequeno

Leite para pincelar o rebordo antes de ir ao forno

 

Para o recheio:

800 g de ameixas

1,5 colheres de sopa de farinha

3 colheres de sopa de açúcar amarelo - ou a gosto

 

Para o crumble:

65 g de farinha T55 sem fermento

35 g de manteiga fria

40 g de açúcar

 

Começar por fazer a massa. Colocar todos os ingredientes numa taça grande e amassar com as pontas dos dedos até obter uma massa moldável. Formar uma bola achatada, envolver em película aderente e levar a frigorífico durante cerca de 30 minutos.

Lavar e descaroçar as ameixas (não descasquei). As minhas eram tão pequenas que não senti necessidade de partir em pedaços - quando muito parti a meio. Juntar o açúcar e a farinha e envolver bem.

Para o crumble, colocar todos os ingredientes numa taça e misturá-los com a ponta dos dedos até obter uma areia grossa. Reservar.

Ligar o forno nos 170º.

Retirar a massa do frio, esticar sobre uma superfície enfarinhada e dar-lhe uma forma arredondada.

Transferir a base de massa para um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.

Espalhar a fruta pela base de massa, deixando um rebordo livre com cerca de 2,5 cm a toda a volta. Dobrar o rebordo de forma a "fechar" a galette.

Espalhar o crumble por cima da fruta e pincelar o rebordo da galette com leite.

Levar ao forno durante cerca de 1 hora/ 1hora e 10 m ou até a massa estar bem dourada e firme e a fruta a borbulhar e a largar sumo.

 

MAIS RECEITAS DE GALETTE:

 

 

24
Mai19

Galette de ruibarbo e maçã [ruibarbo: fruta ou legume?]

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Se perguntar à minha mãe se conhece ou já ouviu falar em ruibarbo, a resposta vai ser um não convicto, acompanhado daquele franzir de testa involuntário de quem reage a algo que lhe soa estranho. Julgo que, de uma forma geral, será assim com todas as mães, pais e avós da geração dos meus. Ou pelo menos aqui no norte, onde não se conhece qualquer tradição no cultivo deste legume, que por ser bastante ácido é mais usado em sobremesas do que em salgados.

Sim, o ruibarbo é um legume, originário da Ásia, muito utilizado para fins medicinais, destacando-se a sua riqueza vitamínica. Uma outra utilização comum é em chá, indicado para auxiliar a digestão.

Eu própria só há uns anos é que descobri o ruibarbo, ao ver receitas em livros e revistas estrangeiras que o incluíam. Por isso, não imaginam como fiquei feliz assim que o pude cozinhar pela primeira vez, quando a querida Naida Folgado*, do blog Frango do Campo, me ofereceu uns caules, da sua horta, e com os quais fiz este bolo (caso cliquem, peço desculpas pelo aspeto do post, é muito antigo e não consigo editá-lo).

Das mesmas mãos generosas, chegou-me nova remessa de ruibarbo no fim de semana que passou. Desta vez, experimentei fazer uma galette, o meu tipo de tarte favorito. E ficou tão boa! Combinado com a dose certa de açúcar, o ruibarbo oferece-nos um delicioso travo agridoce e a sua textura macia, após a cozedura, contrasta muito bem com o crocante da massa (a massa que usei aqui é uma receita que faço algumas vezes, com uma ou outra alteração; desta vez ficou ainda mais estaladiça, porque lhe juntei um pouco de farinha de polenta bergamasca.

Sei que não é fácil encontrar ruibarbo (ou então é muito caro), mas se tiverem a oportunidade de poder cozinhá-lo e prová-lo, aproveitem-na! Ah, e não se esqueçam de que as folhas têm de ser descartadas: com elevados índices de ácido oxálico, as folhas são tóxicas e podem mesmo matar se consumidas em grandes quantidades.

*Sabiam que a Naida tem um site novo, dedicado aos seus serviços de food photography e food styling? Espreitem! E se puderem, não percam o seu workshop do dia 2 de junho em Espinho, no bonito espaço Humor ao Lume.

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GALETTE DE RUIBARBO E MAÇÃ

Para a massa:

120 g de farinha s/ fermento

40 g de farinha de milho para polenta (não instantânea) ou sêmola de milho

50 g de manteiga fria partida em pedaços

1 colher de chá de açúcar amarelo + 1 pouco para polvilhar

1 ovo pequeno

Ovo batido para pincelar

 

Para o recheio:

450 g de caules de ruibarbo, limpos e partidos em cubos

150 g de maçã descascada e partida em cubos

3-4 colheres de sopa de açúcar amarelo

2 colheres de sopa de farinha sem fermento

Sumo de 1 laranja

Opcional: açúcar em pó para polvilhar antes de servir

 

Comece por fazer a massa: coloque todos os ingredientes numa taça grande e amasse com as pontas dos dedos até obter uma massa moldável (se achar que está muito dura ou pouco ligada pode juntar umas gotas de água fria). Forme uma bola achatada, envolva em película aderente e leve a frigorífico durante cerca de 30 minutos.

Numa taça, junte o ruibarbo, a maçã, o açúcar, e o sumo de laranja. Envolva bem e deixe "marinar" enquanto a massa está no frigorífico.

Entretanto ligue o forno nos 170º.

Estenda e estique a massa numa superfície enfarinhada dando-lhe uma forma arredondada.

Escorra e descarte o líquido que se tiver formado na taça do ruibarbo, junte 2 colheres de sopa rasas de farinha na taça e envolva bem o ruibarbo e a maçã.

Verta a mistura de ruibarbo e maçã no centro da massa, espalhando-a para os lados mas mantendo livre a toda a volta uma borda com cerca de 3 cm. Dobre essa borda para cima, para fechar a galette, fazendo umas "pregas" a toda a volta, para a massa assentar e colar melhor. Pincele o rebordo com ovo batido e polvilhe com açúcar amarelo. Leve ao forno entre 1h a 1h e 10 minutos ou até a massa estar bem firme e bem dourada.

 

MAIS RECEITAS DE GALETTE:

12
Nov18

Bolo de maçã com molho de caramelo salgado [e o aconchego que o outono pede]

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Veio mais tarde do que se esperava, mas chegou. Começou algo tímido, mas este fim de semana mostrou a sua raça. Falo do outono, essa estação que faz a natureza vestir-se de mil tons de castanho, laranja e dourado.

 

Ainda que goste muito do verão, pela atmosfera descontraída e leve que traz, as minhas estações favoritas são as de transição, a primavera e o outono. Se por um lado costumam ser mais meigas no que à meteorologia diz respeito, por outro reservam para si as cores mais bonitas do ano, seja sob a forma de flores viçosas ou de folhas à merçê do vento.

 

E depois temos os frutos e legumes da época, aguardados com mais expectativa e emoção na primavera e no outono, por romperem com a estação que se despede.

 

Como acontece quase sempre por esta altura, também este ano me chegou cá a casa uma caixa de maçãs vindas de Trás-os-Montes. E por muito boas e doces que sejam para comer ao natural, a verdade é que o forno chama por mim e diz-me que o melhor é gastar algumas em bolos e sobremesas, não vá o diabo tecê-las (ler "apodrecê-las" - o que seria tão lamentável quanto altamente improvável).

 

Assim, com o forno ligado e um cheirinho bom a invadir a casa é mais fácil esquecer que o outono tem um lado b (e que o mundo podia ser um lugar bem mais bonito). Quando chove, faz frio ou o dia está da cor do chumbo, agarro-me ao aconchego das receitas de forno, seja um bolo, uma tarte ou um assado suculento.

 

E vocês? Qual a vossa receita favorita para quando bate aquele desconfortozinho dos dias cinzentos? Aposto que este bolo de maçã com molho de caramelo salgado podia ir para a vossa lista ;)

 

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BOLO DE MAÇÃ COM MOLHO DE CARAMELO SALGADO

Chávena = 250 ml de capacidade

 

2 maçãs grandes raladas em cru

3/4 de chávena de açúcar amarelo

1 chávena mal cheia de azeite extravirgem

4 ovos (de preferência caseiros ou biológicos - o bolo fica mais húmido)

1 colher de café de essência de baunilha

2 chávenas rasas de farinha sem fermento

2 colheres de chá de fermento em pó

1,5 colheres de chá de bicarbonato de sódio

1 boa pitada de canela

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Unte muito bem/polvilhe com farinha uma forma de "bundt" (forma redonda com chaminé).

Numa taça, junte os ovos, o azeite, o açúcar amarelo, a maçã ralada e a baunilha.

Noutra taça, junte a farinha, o fermento, o bicarbonato e a canela.

Vá juntando, aos poucos, os secos à mistura de líquidos.

Verta na forma e leve a cozer durante cerca de 40 minutos ou até um palito sair seco.

Retire do forno e desenforme com cuidado (eu passo uma faca de manteiga pelas laterais da forma e pela chaminé, de forma a descolar o bolo e a garantir que sai direitinho. Leve a arrefecer sobre uma rede forrada com papel vegetal ou sobre o prato de servir. Deixe arrefecer.

 

Molho de caramelo salgado

(receitas no meu livro "Estava Tudo Ótimo!")

 

Versão rápida:

 12 caramelos de nata

Água qb

1 pitada de sal ou flor de sal

 

Leve os caramelos ao lume num tachinho de fundo espesso. Junte cerca de uma colher de sopa de água e vá mexendo com o batedor de varas, até os caramelos estarem derretidos. Se achar que está muito espesso, junte mais um pouco de água – a ideia é obter um molho de caramelo nem muito grosso, nem muito fluído. Tempere com o sal e está pronto a usar.

 

Versão normal:

3 colheres de sopa de açúcar (branco, amarelo ou de coco)

3 colheres de sopa de água

3 colheres de sopa de natas

1 pitada de sal ou flor de sal

 

Leve o açúcar e a água ao lume num tacho de fundo espesso. Tape, para manter a humidade e assim o açúcar não cristalizar. Passado cerca de 10 minutos, levante a tampa e vá vigiando a cor do caramelo, tapando e destapando, sem nunca cair na tenção de mexer. Desligue assim que tiver adquirido um tom dourado âmbar e sentir o cheiro bom do caramelo. Lembre-se que se deixar demasiado tempo ao lume e ficar demasiado escuro, vai ficar com sabor amargo. Junte as natas com cuidado (vai borbulhar bastante) e mexa bem com um batedor de varas. Junte o sal, volte a mexer, e está pronto a usar.

Acrescentado em 20/11/2018: para este bolo, aconselho a dobrar qualquer uma das receitas de caramelo.

Notas:

- Qualquer um dos caramelos fica mais espesso com o passar do tempo. Se não for usá-lo de imediato, talvez necessite de o aquecer na hora e juntar mais um pouco de água ou de natas;

- Outra técnica para que o açúcar não cristalize quando está a caramelizar é manter ao pé do fogão uma taça com água e um pincel e ir pincelando com água as laterais internas do tacho, junto ao açúcar.

 

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MAIS RECEITAS COM MAÇÃ:

 

11
Out18

Tarte de maçã escondida [ou a que sabe o outono?]

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Hoje choveu por aqui. Ontem fez bastante vento e já não consegui sair à rua sem casaco, ainda que continue de manga curta por baixo. Aos poucos, a meteorologia de outono vai ficando conforme os nossos livros da primária a pintavam, ainda que por períodos mais curtos ou intermitentes, com algumas situações atípicas pelo meio.

 

Eu, que em tempos gostei da ideia de ter uma família maior, confesso que às vezes fico aterrorizada em pensar no que a geração mais nova vai ter de enfrentar em termos de mudanças climáticas, e concluo que ter dois filhos a ter de lidar com isso é mais do que suficiente. E obviamente que penso que faço pouco para combater o problema.

 

Usar guardanapos de pano, levar um saco de casa para as compras (às vezes esqueço-me) ou evitar colocar os legumes e as frutas em sacos plásticos no supermercado (abacaxi, melão e curgetes, por exemplo, já não coloco em sacos, e por isso evito ir a hipermercados, para não ter de pesar as peças antes e colar-lhes uma etiqueta), não é muito para o estado em que as coisas estão e espero conseguir começar a contribuir com mais, ou melhor dizendo, com menos.

 

Mas falemos dos sabores do outono perfeito. Do outono que chega em tons castanhos e dourados e nos deixa a antecipar tardes no sofá, com o forno ligado. O meu outono perfeito sabe a castanhas assadas, a tangerinas (gosto das agrestes, ácidas), a diospiros com canela, abóboras gratinadas e, claro, a tartes de maçã. Ou a várias coisas com maçã, desde crumbles a gelado de maçã assada, passando por bolos, tortas e até entradas originais. Mas há qualquer coisa de mágico nas tartes de maçã, não concordam? Fazem parte do meu imaginário de conforto, de comida caseira, de felicidade sonhada ao ler os livros de quadradinhos da Disney - quem se lembra das tartes da Vovó Donalda?

 

Esta versão que hoje trago é mais saudável que outras versões aqui do blog. Por quê? Porque leva menos massa e a massa é feita de farinha de aveia, farinha de espelta integral e azeite. No recheio não resisti a usar um pouco de manteiga, o que lhe dá aquele sabor irresistível. E leva um pouco de gengibre, para ajudar a combater e prevenir as constipações típicas desta época. Numa palavra: deliciosa.

 

E o vosso outono perfeito, a que sabe?

 

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TARTE DE MAÇÃ ESCONDIDA

6/8 fatias

 

Para a massa:

80 g de farinha de aveia

80 g de farinha de espelta integral

35 g de azeite extravirgem

70 g de água fria

1 pitada de sal

 

Para o recheio:

5 maçãs descascadas e partidas em cubinhos

1 colher de açúcar mascavado escuro

3 colheres de sopa de açúcar amarelo

Um fio de limão para regar as maçãs descascadas

Canela em pó qb

Um pedacinho de gengibre fresco ralado

50 g de manteiga

Ovo batido para pincelar

Açúcar em pó para finalizar (opcional)

 

Começar por fazer a massa: juntar todos os ingredientes numa taça e amassar formando uma bola. Achatar em forma de disco, envolver em película e levar ao frigorífico durante cerca de 1 hora.

Entretanto preparar o recheio: adicionar aos cubos de maçã, para além do fio de limão, o açúcar, a canela e o gengibre.

Levar ao lume com a manteiga e deixar cozinhar até a maçã amolecer, cerca de 25 minutos (vai depender da maçã que utilizar, os cubos devem ficar soft, mas não desfeitos).

Pré-aquecer o forno nos 170º.

Colocar o recheio num prato de ir ao forno (o meu tem 20 cm de diâmetro na parte mais larga).

Numa superfície enfarinhada, esticar a massa até ficar relativamente fina, cerca de dois milímetros de espessura.

Cobrir o prato com a massa (e com as sobras fazer decorações, se o desejar).

Pincelar com ovo e levar a cozer cerca de uma hora ou até a massa ficar firme ao toque.

É boa morna ou fria e, se forem muito gulosos, já sabem que uma bola de gelado faz-lhe uma ótima companhia.

 

OUTRAS RECEITAS DELICIOSAS COM MAÇÃ:

06
Fev17

Feliz é quem faz bolos ao domingo [Bolo de ananás e cenoura]

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Um domingo de inverno caseiro pede bolo - caseiro - para o lanche. Foi o caso de ontem, em que a meteorologia, ainda que um pouco menos agreste do que no sábado, convidava ao sofá. Como quase sempre, gastei mais tempo a decidir a receita do bolo, do que a fazê-lo. Peguei em livros e revistas, revi receitas marcadas com post-its, assinalei outras receitas, fui buscar mais livros, inventariei mentalmente os ingredientes que tinha em casa e, finalmente, decidi que o bolo a fazer seria o de cenoura e ananás do Livro de Cozinha, de Matt Preston, de que já vos falei neste post.

 

Podia ter pegado numa receita de sempre ou tentado criar uma, mas sempre que tenho um pouco mais de tempo gosto de dar uso à coleção de livros e revistas  - até para ganhar argumentos de que preciso de aumentá-la!

 

De facto, há muito que não tinha um domingo tão sossegado e soube mesmo bem dedicar, sem stress, algum tempo a experimentar uma receita nova. Adaptei-a ligeiramente (achei a quantidade de gordura - óleo de coco que substituí por azeite - um pouco exagerada, por exemplo) e para a cobertura de queijo creme segui uma versão que já costumo usar, com proporções dos ingredientes ligeiramente diferentes. O resultado foi um bolo húmido, aromático e perfeito para um lanche preguiçoso de domingo, com a chuva a bater nas vidraças.

 

Boa semana!

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BOLO CLÁSSICO DE ANANÁS E CENOURA

Ligeiramente adaptado de Livro de Cozinha - Matt Preston

 

250 g de farinha de trigo T55 sem fermento

2 colheres de chá de fermento em pó

1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá rasa de canela em pó

1/2 colher de noz moscada em pó ou ralada

100 g de azeite extravirgem suave/frutado e com pouca acidez

4 ovos

190 g de açúcar mascavado

420 g de ananás em lata (pesado já depois de escorrido)

200 g de cenoura ralada

 

Para a cobertura

Receita também neste post

 

125 g de queijo creme

40 g de manteiga à temperatura ambiente

250 g de açúcar em pó

 

Para decorar - opcional

Abacaxi cristalizado em pedaços

 

Comece por preparar o bolo.

Unte/polvilhe uma forma redonda entre 22 cm e 24 cm de diâmetro, forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar.

Pré-aqueça o forno nos 180º

Descasque e rale as cenouras. Reserve.

Abra a lata do ananás em conserva e pese o ananás escorrido. Parta-o em pedaços e reserve.

Peneire a farinha, o fermento e o bicarbonato. Junte a canela e a noz moscada.

Numa taça grande, bata bem os ovos com o açúcar, até ficarem bem espumosos.

Junte o azeite e bata bem. Junte à mistura dos ovos, açúcar e azeite o ananás e a cenoura. Mexa bem.

Por fim, envolva a mistura dos secos (farinha, fermento...).

Verta para a forma e leve a cozer durante cerca de 50 minutos.

Faça o teste do palito para verificar se está cozido: se não sair massa agarrada, está pronto.

Solte o bolo das laterais da forma com uma faca de manteiga, desenforme e deixe arrefecer completamente.

 

Para fazer a cobertura, bata muito bem com a batedeira elétrica a manteiga e o queijo creme.

Depois, comece a juntar o açúcar em pó aos poucos, até obter uma consistência espessa mas macia. Barre o topo do bolo e decore com pedaços de abacaxi cristalizado.

 

 

 

22
Nov16

Amor ao lume [Doce de romã e maçã]

 

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O fim de semana que passou foi um típico fim de semana de outono. Frio, chuva e, inevitavelmente, aquela humidade típica do Porto que por mais casacos que uma pessoa vista, entranha-se por todo o lado. Liguei o aquecimento em casa, pela primeira vez, e aproveitei a tarde preguiçosa de domingo para dar uso às romãs que tinha apanhado na quinta dos meus sogros no outro fim de semana.

 

Estas romãs são muito ácidas. Eu não me importo nada com isso, dão um sumo delicioso, para os meus gostos, mas a verdade é que sou a única cá em casa capaz de as comer. Decidi então cozinhar qualquer coisa com elas e pedi sugestões no Instagram.

 

Fazer vinagre, fazer doce, fazer chutney, servir com açúcar e vinho de Porto à sobremesa: foram várias as dicas recebidas, mas acabei por escolher o doce, seguindo o conselho de juntar maçãs, por causa da pectina. O resultado? Um doce perfeito, que superou completamente as minhas expectativas: apesar de fazer doces e compotas de vez em quando, não sou nenhuma especialista e penso sempre que não vai ficar tão bom como eu gostaria.

 

Claro que houve vários fatores que ajudaram a que o doce tenha saído no ponto, desde logo ter sido feito numa panela de ferro fundido. Julgo que foi a primeira vez que usei uma Le Creuset para fazer doce e fiquei rendida. Costumo fazer na Bimby, que é uma ótima solução quando não queremos ou não podemos estar sempre a vigiar.

 

Depois, o facto de ter sido feito com tempo. Fazer com tempo significa fazer com amor. Nos últimos tempos, não tenho tido muitas oportunidades para cozinhar com esta entrega e soube-me bem ter a panela destapada ao lume e, sem pressa, ir vigiando, ir mexendo, ir sentindo o aroma que se espalhava na cozinha.

 

Depois, foi só casar o doce com um pouco de requeijão. E o meu humor reconciliou-se de imediato com o tempo lá fora. Como uma amiga minha diz, na sua hashtag preferida, #nocéuhádisto.

 

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DOCE DE ROMÃ E MAÇÃ

 

350 ml de sumo de romã*

580 g de maçãs, pesadas já descascadas e sem caroço

480 g de açúcar

1 tira de casca de limão

1 pau de canela

Cascas e caroços de duas ou três maçãs

 

Embrulhe as cascas e os caroços de maçã num pedaço de gaze ou mousseline, atando bem e formando uma espécie de saquinho.

Junte todos os outros ingredientes numa panela de fundo espesso e leve ao lume médio.

Mexa bem e junte o saquinho com as cascas e os caroços de maçã - pode, por exemplo, atá-lo numa colher de pau e pousar a colher na panela, de forma a que o saco fique mergulhado no doce. É nas cascas e nos caroços da maçã que há mais pectina e isto vai ajudar a que o doce espesse e fique com melhor textura. Reduza para o mínimo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Deve demorar entre 1h30 a 2 horas a ficar no ponto.

Ao fim deste tempo, achei que estava pronto mas que ainda havia ainda pedaços notórios de maçã. Como gosto de doces mais uniformes, descartei a casca de limão e o pau de canela e ralei grosseiramente com a varinha mágica. Deixei ferver novamente e passei para frascos limpos.

 

*Retirei os bagos às romãs, triturei-os na Bimby e coei o sumo; para 350 ml de sumo, deve precisar de duas a três romãs.

06
Nov13

A primeira vez que cozinhei ruibarbo. // My first experience with rhubarb.

 



























































































 

Se a vida te der ruibarbo faz... compota de ruibarbo.
Não! Faz tarte de ruibarbo. Ou melhor, crumble de ruibarbo. Não, não, não! Faz antes bolo de ruibarbo.

Confesso que foi assim que fiquei, indecisa, quando recebi este lindo molho de caules de ruibarbo, cortesia da querida Naida, do Frango do Campo, que o cultiva no seu jardim.

Era a primeira vez que ia cozinhar com ruibarbo e apetecia-me fazer tudo.
A escolha acabou por recair numa receita de rhubarb crumb bars, do site da Martha Stewart, que adaptei ligeiramente, e numa compota de ruibarbo e morango que publicarei noutro post.

Gostei muito deste bolo. Adoro bolos com diferentes texturas e este faz quase o pleno: massa húmida e doce, frutos sumarentos e ácidos, cobertura crocante.

A acidez é a principal característica do ruibarbo, por isso é tão usado em sobremesas, garantindo esse alto contraste entre o ácido e o doce, que eu adoro.

Se um dia a vida vos der ruibarbo, não importa que tipo de receita vão seguir: larguem tudo e enfiem-se na cozinha...

//


If life gives you rhubarb... make rhubarb jam.
No! Make rhubarb pie. Or rather, rhubarb crumble . No, no, no! Make rhubarb cake.

I confess I was feeling something like that, absolutely undecided, when I've received this lovely amount of rhubarb stalks. Courtesy of dear Naida, from Frango do Campo, who grows rhubarb in her garden.

It was the first time I was going to cook with rhubarb and I felt like doing everything. 
The choice turned out to lie in a rhubarb crumb bars recipe, from Martha Stewart's site, that I've adapted slightly, and rhubarb and strawberry jam, which I'll show you in another post.

I really enjoyed this cake. I love cakes with a lot of different textures and this one has almost everything: moist and sweet batter, juicy and acidic fruits, crunchy topping.

Acidity is the main feature of rhubarb, and this explains why is so used in desserts: because it ensures a delightful contrast between acid and sweet.

So, if one day life gives you rhubarb, no matter what kind of recipe you'll follow: just let go of everything and slip away to the kitchen...




























Bolo-crumble de ruibarbo
(adaptado daqui)

200 g de ruibarbo
70 g de frutos vermelhos congelados
100 g de manteiga
1 chávena* de farinha sem fermento
1/2 colher de chá de fermento para bolos
1 pitada de sal
1 chávena* de açúcar amarelo
1 colher de açúcar mascavado claro
2 ovos L
1 pitada de sal

Para crumble da cobertura:
70 g de manteiga
1 chávena* de farinha sem fermento (3/4 + 1/4)
1/2 chávena* de açúcar mascavado claro

*chávena de 250 ml de capacidade

Coloque os frutos vermelhos a descongelar.
Unte e polvilhe com farinha uma forma quadrada relativamente pequena (idealmente 18x18 ou 20x20), forre com papel vegetal e unte/polvilhe novamente.
Ligue o forno nos 180º.
Prepare a cobertura: misture a manteiga e o açúcar, junte a farinha e amasse com os dedos até obter uma textura de migalhas grossas. Reserve no frigorífico.
Lave e corte os caules de ruibarbo em cubos.
Numa taça, junte o ruibarbo e os frutos vermelhos, já praticamente descongelados. Junte 1/4 de farinha e a colher de sopa de açúcar mascavado e envolva.
Noutra taça, bata bem, com um batedor de varas ou batedeira eléctrica, a manteiga e o açúcar amarelo. Junte os ovos, um a um. Noutra taça misture a restante farinha, o sal e o fermento e junte estes secos, aos poucos, à mistura anterior.
Verta para a forma, espalhe por cima a fruta e termine com a massa de crumble que tinha reservado no frigorífico.
Leve ao forno cerca de 55 minutos ou até estar bem dourado e a fruta macia (se fizer o teste do palito, este não precisa de sair completamente limpo, pode trazer agarradas algumas migalhas de bolo...).

//


Rhubarb crumb cake
(adapted from here)

200 g of rhubarb
70 g of frozen red fruit
100 g butter
1 cup plain flour
1/2 teaspoon baking powder
1 pinch of salt
1 cup of light brown sugar + 1 tablespoon
2 large eggs 
1 pinch of salt

For the crumble topping:
70 g butter
1 cup plain flour (3/ 4 + 1/4)
1/2 cup light brown sugar

Thaw the red fruit.
Grease and dust with flour a square mold ( ideally 18x18 or 20x20 ), line with parchment paper and grease/ dust again.
Preheat the oven to 350 ºF .
Prepare the topping: mix the butter and sugar, add the flour and knead with your fingers until you get a coarse crumb texture. Refrigerate.
Wash and cut the rhubarb stalks into cubes.
In a bowl, combine the rhubarb and red fruit. Add 1 /4 tablespoon flour and 1 tablespoon brown sugar and coat the fruit and the rhubarb with this mixture.
In another bowl, whisk (or use an electric mixer) butter and brown sugar. Add the eggs, one by one.
In another bowl, mix the remaining flour, salt and baking powder and add slowly these dry ingredientes to the butter/eggs mixture.
Pour into the mold, spread over the fruit and the rhubarb and top with the crumble dough you've refrigerated.
Bake about 55 minutes or until golden and the fruit is soft (if you do the toothpick test, this doesn't need to go out completely clean, it can bring some moist cake crumbs attached... ).



01
Nov13

Uma salada fria de Outono // Autumn cold salad.


Eu sei, seu sei que ultimamente tem apetecido coisas mais quentes, mas na verdade esta salada é tão boa, que até por estes dias sabe bem. Na verdade, é uma salada para todo o ano, desde que se encontrem laranjas sumarentas à venda. Se possível das algarvias, o que nesta época não é difícil de encontrar (pelo menos nas frutarias, nas feiras e nos mercados; nos hipermercados é outra história, infelizmente).





Aos bocadinhos vou gostando cada vez mais de beterraba e descobri que a beterraba comprada já cozida é mais suave do que quando a cozinhamos em casa, vá-se lá saber porquê (espero que não seja por conter aditivos ou conservantes...).

Se usarmos beterraba comprada, é uma salada que se prepara em menos de 10 minutos. Depois, é só colocar algum tempo no frigorífico, se der tempo, e polvilhar com a amêndoa torrada antes de servir.
Garanto-vos que vai fazer sucesso no próximo jantar aí em casa: desde que a fiz para mim num dia da semana passada ao almoço, já repeti várias vezes!

Para outras receitas de salada com laranja e beterraba é só clicar aqui e aqui.

//


Well, actually this is a good salad to eat all year round, since there are juicy oranges in the market. Oranges from Algarve, if possible, which these days shouldn't be hard to find.

Through baby steps, I'm learning how to enjoy beetroot and I've found that pre-cooked beetroot has a milder flavor than when we cook it at home (I hope it isn't due additives or preservatives ...).

If we use pre-cooked beetroot, this salad will only take a few minutes to prepare. Then just take it to the fridge, if you have time, and sprinkle with toasted flaked almonds before serving.
I assure you it will be a huge success next time you have guests for dinner: since I prepared it for my own lunch, last week, I've been repeating it several times!

For another orange and beetroot salad recipe just click here and here.








































Carpaccio de laranja e beterraba com queijo de cabra
Para dois

1/2 beterraba cozida
2 laranjas
1/2 queijo de cabra
2 colheres de sobremesa de amêndoa laminada torrada
Mel
Azeite extra virgem
Flor de sal
Pimenta preta acabada de moer

Lamine a beterraba o mais fino que conseguir.
Lave e descasque as laranjas com uma faca - cortando as duas pontas e retirando tiras de casca a toda a volta, ficando só com a polpa da laranja, sem partes brancas. Vá colocando as cascas num prato fundo ou taça, para depois aproveitar o sumo.
Lamine as laranjas o mais fino que conseguir.
Num prato de servir, intercale rodelas de laranja com rodelas de beterraba.
Para fazer o molho, misture a gosto o mel, o azeite, o sal, a pimenta e um pouco de sumo de laranja (o que estiver na taça das cascas, podendo espremer ainda as pontas da laranja).
Mexa bem e verta por cima da salada. Espalhe pedacinhos de queijo e leve ao frigorífico até servir.
Entretanto toste a amêndoa laminada numa frigideira anti-aderente e deixe arrefecer.
Antes de servir, salpique a salada com a amêndoa.

//


Orange and beetroot carpaccio with goat cheese
For two

1/2 pre-cooked beetroot
2 oranges
1/2 goat cheese
2 teaspoons toasted sliced ??almonds
Honey
Extra virgin olive oil
Fleur de sel
Freshly ground black pepper

Slice beetroot as thin as you can.
Wash and peel the oranges with a knife - cutting off the two ends and removing strips of peel all the way around, leaving only the pulp of the orange, without the white skin. Put the peel in a deep dish or bowl and set aside.
Slice oranges as thin as you can.
In a serving plate, arranje the orange and beetroot slices, overlapping them slightly.
To make the dressing, mix, in your favourite proportions, the honey, olive oil, salt, pepper and a little orange juice (use the one that is in the bowl where you put the orange peel and squeeze the ends of the orange).
Stir well and pour over the salad. Spread small chunks of cheese and refrigerate until serving.
Meanwhile toast the sliced ??almonds in a non-stick pan and let cool.
Before serving, sprinkle salad with almonds.


25
Out13

An apple a day keeps the doctor away.


Maçãs e forno são uma boa combinação para aligeirar o tom cinzento dos últimos dias.
Esta semana recebi de um primo uma caixa enorme de maçãs deliciosas, vindas de Trás-os-Montes e, inevitavelmente, à minha cabeça só chegavam receitas de forno.





Crumbles, bolos, tartes... mas para usar apenas uma pequena quantidade das maçãs, pois são tão boas, que seria um crime não comer a maior parte delas ao natural e se possível à dentada.

Esta tarte, feita a partir de fotos e de combinações de ingredientes guardadas de forma caótica no meu imaginário, ficou muito boa. E muito leve. Tão leve, que se eu na altura tivesse uma bola de gelado de nata ou baunilha para acompanhar, não teria ficado com problemas de consciência...

//


Apples and oven are a good combination to lighten up the gray tone of the last days.
This week I received from a cousin a huge box of delicious apples, from Trás-os-Montes, and inevitably, to my head only came oven recipes.

Crumbles, cakes, pies ... but the intention was to use just a small amount of apples, because they are so good, it would be a crime not to eat most of them the natural and biting way.

This pie, made ??from images and combinations of ingredients stored chaotically in my mementos, came out very good. And very light. So light, that if I had a scoop of vanilla ice cream to go with, I wouldn't feel guilty ...









































Tarte leve de maçã e amêndoa

Para a massa:

100 g de farinha sem fermento
50 g de farinha de amêndoa (amêndoa ralada finamente num processador de cozinha)
60 g de manteiga ou Vaqueiro fria partida aos cubos
15 g de açúcar amarelo
1 ovo pequeno

Para o recheio:

3 maçãs grandes
Sumo de 1/2 limão
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
Açúcar em pó (ou normal ou amarelo) e canela qb
Uma mão-cheia de amêndoa laminada

Para a massa, junte numa taça ou no copo do processador de cozinha, todos os ingredientes e amasse, ou pulse, até obter uma massa uniforme e macia. Se achar que está a colar, junte um pouco mais de farinha, mas não amasse demasiado.
Embrulhe em película aderente e leve ao frigorífico enquanto prepara as maçãs.
Lave e descasque as maçãs, corte-as às fatias finas e coloque-as num prato fundo, regadas com o sumo de limão e as duas colheres de açúcar amarelo. Reserve.
Pré-aqueça o forno nos 170º.
Retire a massa do frigorífico e estique-a sobre uma superfície enfarinhada, forre a tarteira, forre a tarteira já com a massa com papel vegetal, encha-a de feijões ou pesos de cozedura e leve ao frio mais uns 15 minutos. Depois, leve-a ao forno a cozer durante cerca de 10 minutos, só para impermeabilizar um pouco. Retire do forno, descarte os pesos e o papel vegetal e coloque o recheio, fazendo camadas de fatias de maçã. Entre cada camada, salpique a fruta com uma mistura de açúcar e canela (eu usei açúcar em pó e canela pois já tinha esta mistura feita).
No final, espalhe a amêndoa e volte a salpicar com algum açúcar e canela.
Leve ao forno durante cerca de 50 minutos ou até a fruta estar bem macia e a massa dourada: no início coloquei a tarteira no nível abaixo do médio e no tempo final de cozedura passei para o nível acima do médio, para dourar um pouco mais.

//


Simple and light apple pie

For the dough :

100 g plain flour
50 g almond flour (fine grounded almonds in a food processor)
60 g butter or Vaqueiro cold
15 g of brown sugar
1 small egg

For the filling :

3 large apples
Juice 1/2 lemon
2 tablespoons brown sugar
Powdered sugar (or granulated or brown) and cinnamon to taste
A handful of sliced ??almonds

In a bowl or a food processor, combine all the ingredients of the dough and mix with your hands, or pulse, until the dough is uniform and smooth. If you think it is too sticky, add a little more flour, but do not over knead.
Wrap in cling film and refrigerate while you prepare the apples.
Wash and peel the apples, cut them into thin slices and place them in a deep dish, with the lemon juice and two tablespoons of brown sugar. Reserve.
Preheat the oven to 170 º.
Remove the dough from the fridge and stretch it on a floured surface, line the pie mold with the dough and then line with parchment paper, fill it with beans or baking weights and take to the fridge for 15 minutes. Then bake for about 10 minutes, just to get a kind of a sealed dough. Remove from the oven, discard the weights and parchment paper and place the filling, making layers of apple slices.
Between each layer, sprinkle the fruit with a mixture of cinnamon and sugar (I used powdered sugar and cinnamon because I had already made ??this mix for another use) .
In the end, spread the almonds and sprinkle again with some sugar and cinnamon.
Bake for about 50 minutes or until the fruit is very tender and the pie crust is golden: in the beginning, I put my pie on the 'below the middle' level and at the end of baking time I've changed it to the 'above the middle' level, in order to get a nice golden brown colour.



Teresa Rebelo

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