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Lume Brando

28
Set18

Pizza de uvas americanas assadas com queijo de cabra [e uma doce viagem à infância]

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Esta semana chegou-me cá a casa um cesto de uvas, da casta popularmente chamada de "americana". Estas uvas não se conseguem comprar nos supermercados ou nas frutarias e julgo que mesmo em muitas casas e quintas com vinhas, já quase não há esta variedade, pelas razões que explico mais à frente.

 

Estas uvas têm uma pele grossa, que sai facilmente (ainda que eu coma o bago completo) e um sabor característico, mais forte do que as uvas de mesa mais comuns. Mal levei uma à boca, lembrei-me de imediato dos finais de verão da minha infância, em que íamos vindimar a casa dos meus avós maternos. Era pequena, julgo que foi ainda antes de entrar na primária, idade que me vedava o acesso aos escadotes de madeira, periclitantemente encostados aos troncos das vides. Mas lembro-me de ajudar a carregar os canistréis e de andar por ali, entretidíssima com toda aquela animação. O ponto alto era quando me davam a provar o vinho doce. Isso é que era uma emoção, sentia-me uma rapariga crescida. Afinal, estava a beber vinho, certo?

 

Recordo-me de na altura ouvir qualquer coisa sobre ser proibido ter esta casta plantada ou pelo menos fazer vinho com estas uvas, uma vez que esse vinho, conhecido pelo nome de "morangueiro", fazia mal à saúde. Isso levou a que estas uvas fossem desaparecendo, até mesmo dos pequenos quintais. Depois de uma breve pesquisa, descobri que mais do que motivos sérios ligados à segurança alimentar, o que esteve por detrás da proibição foram interesses comerciais: a uva americana produzia-se mais facilmente e em maior quantidade do que as castas europeias, permitindo produzir a bebida em maiores quantidades e a preços mais competitivos, pese embora a sua qualidade não fosse extraordinária.

 

Mas deixemos as políticas económicas de parte e voltemos ao mais importante: esta espécie de pizza, ótima para servir como entrada ou petisco numa refeição informal. Podem usar outro tipo de uvas "tintas", mas se tiverem alguém que vos possa oferecer uns cachos de uva americana (estas estavam especialmente doces, perfeitas), não hesitem: o resultado da mistura destas uvas com o alecrim e o queijo de cabra é fenomenal. 

 

Podem também optar por não fazer pizza, mas servir as uvas assadas em tostas, com um pouco de queijo esfarelado por cima. Fica igualmente bom. Quanto à massa de pizza, adaptei ligeiramente a receita do livro base da Bimby, enriquecendo-a com sementes trituradas para lhe dar crocância, mas podem usar a vossa massa de pizza favorita ou até mesmo massa de compra, se estiverem sem tempo.

 

Espero que gostem tanto desta combinação como eu. E se experimentarem, deixem um comentário, adoraria poder ouvir o vosso feedback.

 

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PIZZA DE UVAS AMERICANAS ASSADAS COM QUEIJO DE CABRA

Para 2 pizzas/ 8 pessoas, como entrada

 

400 g de massa de pizza

375 g de bagos de uvas tintas, idealmente 'americanas'

4 ou 5 colheres de sopa de queijo ricotta, rqueijão ou queijo creme

100 g de queijo chèvre

Alecrim fresco qb (não é opcional, faz toda a diferença!)

Sal qb

Pimenta preta acabada de moer

Azeite qb

 

Ligue o forno nos 220º.

 

Lave bem os bagos de uva e coloque-os num tabuleiro de ir ao forno, temperados com um fio de azeite, sal e pimenta preta. Junte ainda algumas folhinhas de alecrim fresco e envolva bem. Leve ao forno durante cerca de 15 minutos ou até estarem murchas, a largar a pele e o tabuleiro já estiver com imenso sumo. Retire e deixe arrefecer.

 

Estenda a massa em duas pizzas médias ou faça minipizzas. Coloque nos tabuleiros apropriados e pincele-as com azeite.

Baixando a temperatura do forno para os 200º, leve-as ao forno para uma pré-cozedura (eu faço isto em todas as minhas pizzas, pois gosto da massa crocante), durante cerca de 8 minutos. Retire do forno, deixe arrefecer um pouco.

 

Barre as pizzas com o ricotta ou outro queijo similar.

Espalhe alguns pedacinhos de queijo chèvre.

Espalhe agora as uvas, deixando as "agulhas" do alecrim e a maior parte do sumo no tabuleiro.

Termine com mais chèvre esfarelado e leve ao forno durante cerca de 10-15 minutos ou até o queijo estar a borbulhar e a ficar dourado.

Parta em fatias e sirva.

Se desejar, pode acompanhar com rúcula: em salada ou como topping.

 

Outras receitas de pizza:

Pizza fácil com abóbora e curgete

Minicalzones de espelta

 

15
Mar18

Dos meus livros de cozinha favoritos [e a melhor receita de massa de brioche]

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Tenho um livro de cozinha, já com muitos anos, a cujas páginas regresso regularmente com prazer. E é curioso porque nem sequer é dos livros mais bonitos que tenho. Confesso que às vezes julgo os livros pela capa e pelo seu design interior, mas este é um livro muito simples e básico a esse nível, quase não tem imagens. Mas o seu conteúdo é um verdadeiro tesouro no que diz respeito a receitas de pão e derivados. É o Artisan Bread in 5 minutes a day, que parte do conceito da massa de pão que não é amassada, o famoso no-knead bread.

 

Já por várias vezes repliquei receitas do livro - estão linkadas no final do post -  e nunca saí desapontada. Mas a verdade é que nunca tinha experimentado as versões mais "adocicadas", como o brioche. E coloco "adocicadas" entre aspas, porque uma das coisas que me surpreendeu nesta receita é que não leva açúcar enquanto ingrediente, apenas uma pequena quantidade de mel.

 

De entre os meus guilty pleasures - sim, tenho vários, shame on me! - estão os pães de leite e croissants, que como só muito de vez em quando por razões óbvias. Sempre que me deparo com uma receita destas iguarias, encho-me de vontade de ir para a cozinha, mas quando acabo de ler todos os passos, fico desanimada e acabo por desistir. Esta semana, deu-me para tirar o livro da prateleira e, um pouco à sorte, fui parar à página da receita de brioche.

 

Mais uma vez, a receita não desiludiu. Pelo contrário, superou as minhas expectativas. E é tão simples, mas tão simples de fazer, que vai passar a clássico cá em casa, na hora de dar de lanchar - ou brunchar - à família e aos amigos.

 

A única coisa que a massa exige, e nem sequer é muito, é tempo de espera. Quase nada de trabalho manual, nada de amassar, nada de ganchos e batedeira, apenas 5 minutos a preparar e a misturar os ingredientes.

 

À semelhança das outras receitas do livro, depois das duas horas iniciais em que a massa fica a levedar à temperatura ambiente, guarda-se no frigorífico. Esta pode usar-se nos próximos cinco dias, uma massa de pão sem ovos, dura até 15 dias. Se preferir, pode depois do repouso inicial congelar a massa - aconselho que o faça em porções do tamanho de uma toranja - descongelando-a com antecedência no frigorífico quando for usá-la.

 

Quando quiser cozer, e partindo do princípio que tem a sua massa no frigorífico, só tem de retirar uma porção do recipiente, dar-lhe a forma pretendida e deixá-la levedar entre 1h30 a 2h30, dependendo da temperatura ambiente. 

 

Depois é só levar ao forno e voilá: brioche caseiro à sua mesa. Quem diz brioche, diz croissants, regueifa doce, rolinhos de canela ou até pão de hambúrguer: as possibilidades são infinitas! Como ainda tenho massa no frigorífico, nos próximos posts mostrarei outras formas de usar esta receita todo-o-terreno. Se por acaso experimentarem-na, digam-me como correu!

 

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MASSA DE BRIOCHE SEM AMASSAR - TRANÇA DE BRIOCHE COM CHOCOLATE

Ligeiramente adaptado do livro Artisan Bread in Five Minutes a Day

 

Massa base:

500 g de farinha de trigo 55 sem fermento

1 pacotinho de fermento Fermipan

185 ml de água morna

1 pitada de sal

4 ovos ligeiramente batidos

1/4 de chávena* de mel de rosmaninho (ou de um mel de sabor neutro)

180 g de manteiga derretida

 

*250 ml de capacidade

 

Para a trança de brioche com chocolate

1 porção do tamanho de uma toranja de massa de brioche

50 g de chocolate negro picado ou de pepitas de chocolate

Farinha para trabalhar a massa

Leite ou ovo batido para pincelar

Açúcar mascavado para polvilhar por cima (opcional)

 

Numa taça que tenha tampa, junte à água morna o fermento, o sal, os ovos, o mel e a manteiga derretida.

Junte a farinha aos poucos, com a ajuda de uma colher de metal.

Não mexa demasiado, só até a farinha estar toda incorporada.

Coloque a tampa do recipiente, mas sem fechar hermeticamente e reserve à temperatura ambiente durante duas horas.

A partir daqui, pode colocar toda a massa no frigorífico, mantendo o recipiente tapado (com a tampa apenas pousada e não fechado hermeticamente); congelar em porções, ou fazer logo um pão, como o que se segue.

 

Para a trança de brioche com chocolate (descrição atualizada!)

Polvilhe a superfície da massa reservada com farinha, para que seja mais fácil retirar uma porção com a dimensão aproximada de uma toranja.

Com as mãos enfarinhadas, dê-lhe a forma de uma bola, alisando a superfície e empurrando a massa para o fundo a toda a volta, rodando a massa.

Polvilhe com bastante farinha a superfície de trabalho e estique a massa num retângulo, pode ter que ir polvilhando para a massa não agarrar ao rolo. Corte em duas partes ao comprimento e divida o chocolate pelos dois pedaços de massa, deixando margens à volta. Enrole cada um dos retângulos, una-os em forma de trança dupla, una bem as pontas e coloque-a num tabuleiro forrado com papel vegetal e polvilhado com farinha.

Tape com um pano de cozinha e deixe levedar num local ameno até ficar com cerca do dobro do volume, o que deve demorar de 1h30 a 2h30.

Perto do final da levedura, ligue o forno nos 180º.

Pincele a trança com leite (eu polvilhei depois com açúcar mascavado mas concluí que se não o tivesse feito teria ficado ainda mais bonito, não acrescenta muito).

Leve ao forno durante cerca de 35 minutos, a uma altura média, acompanhado de uma panela ou tabuleiro com água a ferver, que deverá colocar na base do forno. Se achar que a trança está a dourar muito depressa, cubra com alumínio.

Retire do forno, deixe arrefecer um pouco e delicie-se!

 

Notas:

- Esta é uma adaptação da receita original para metade da dose, que pede, por exemplo, 8 ovos. Mesmo assim, rende bastante e uma dose como a que descrevo acima deve dar para, no mínimo, três pães como este.

- Normalmente as receitas de brioche pedem mais manteiga e açúcar, por isso acho esta receita bastante equilibrada: o adoçante é mel e a quantidade de manteiga, se pensarmos na quantidade de pães e porções individuais que uma dose destas permite fazer, é bastante comedida.

- Apesar das 2 horas iniciais para levedar, mais o tempo final de repouso, parecer muito, é muito menos do que as receitas de brioche tradicionais pedem: algumas chegam a pedir que a massa repouse 24 horas!

- O recipiente com água a ferver no forno não faz parte da receita original mas é o truque que eu costumo usar quando cozo pão, para garantir humidade e uma crosta deliciosa. Neste tipo de pão não é algo essencial, mas eu acho que ajudou a uma crosta mais saborosa.

 

Mais receitas de pão sem amassar:

21
Abr17

A partilha [Pão de pizza com ervas, alho e queijo]

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A propósito de um livro lançado esta semana sobre "Ser blogger"*, com dicas e informações úteis não só para os que se queiram iniciar nesta aventura, como para quem já anda nisto há algum tempo, mas quer evoluir e melhorar a sua presença na blogosfera, dei comigo a questionar a importância do Lume Brando na minha vida e aquilo que de melhor este projeto me tem trazido. E cheguei a uma palavra-chave: a partilha.

 

Mais do que obter reconhecimento, mais do que ter convites para ir a determinados eventos ou estabelecer parcerias com certas marcas, mais do que ter conseguido escrever um livro de cozinha [ressalva importante: todas estas oportunidades foram e são fantásticas e estou imensamente grata por elas!] - do que eu gosto mesmo é de partilhar. Partilhar as receitas que fazem sucesso cá em casa e com as quais fico mesmo entusiasmada é o que mais prazer me dá nesta vida de blogger. Isso e também poder 'partilhar' esta paixão pela cozinha com bloggers fantásticos, que tenho tido a sorte de conhecer, que me inspiram e que tanto me ensinam.

 

Mas voltando às receitas, não imaginam a quantidade de sessões fotográficas que tenho na gaveta porque, depois de fotografar e provar, achei que o prato não merecia ter um lugar aqui, por mais bonitas que as imagens tivessem ficado. Não é o caso deste pão, que não só parece ser maravilhoso, como é mesmo maravilhoso. A ideia encontrei-a nesse fabuloso mundo de partilhas - lá está, novamante, a partilha, essa palavra mágica, quando usada para coisas boas - chamado Pinterest.

 

E não podia ser mais simples: estende-se massa de pizza até obter um retângulo, pincela-se com manteiga e azeite, polvilha-se com alho e ervas picados e queijo ralado. Corta-se aos quadradados, empilham-se os quadrados, faz-se tombar a torre quadrangular e coloca-se a mesma numa forma de bolo inglês. Vai ao forno e voilá: eis um pão de partilha saboroso e surpreendente. E porque se chama pão de partilha? Porque a ideia é que os comensais vão partindo o pão ainda morno à mão, pelas marcações da massa.

 

Bora lá partilhar muito este fim de semana? 😉

 

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PÃO DE PARTILHA COM MASSA DE PIZZA, ERVAS, ALHO E QUEIJO

[Adaptado daqui]

 

Cerca de 500 g de massa de pizza (fiz 3/4 da receita de massa de pizza do livro base da Bimby)

1 colher de sopa de azeite

1 colher de sobremesa de manteiga

1 chávena de ervas picadas (salsa e manjericão, por exemplo)

1,5 a 2 chávenas de queijo ralado (mozzarella ou mistura de queijos)

Raspas de queijo parmesão (opcional)

Pimenta preta acabada de moer (opcional)

 

Chávena >>> 250 ml de capacidade

 

Depois da massa levedada ou se usar massa de compra, estenda-a sobre uma folha de papel vegetal até obter um retângulo grande com cerca de 0,3 cm de espessura. Derreta a manteiga e junte ao azeite e pincele toda a superfície da massa. Espalhe por cima o alho picado e as ervas e por fim espalhe o queijo ralado. Se desejar, tempere com um pouco de pimenta preta.

Corte a massa em tiras ao comprimento da massa, que devem ter a largura da forma de bolo inglês que irá usar (usei uma com 22 cm de comprimento x 12 cm de largura x 6 cm de altura); de seguida faça tiras à largura, de forma a obter 'quadrados'. A ideia é que estes pedaços de massa tenham, ainda que de forma aproximada, a largura e a altura da forma. Empilhe os 'quadrados' formando uma torre. Não se preocupe, porque há queijo que vai resvalar, é normal. Com cuidado, faça tombar a torre sobre o papel vegetal, obtendo uma espécie de comboio de fatias de massa e, com a ajuda do papel, introduza-o na forma. Tape com um pano e deixe junto ao forno enquanto este pré-aquece nos 190º.

Retire o pano e leve a cozer durante cerca de 50 minutos. Retire do forno e espere uns dez minutos antes de o retirar da forma e levar para a mesa.

 

 *Este livro, da autoria de Carolina Afonso e Sandra Alvarez conta com um pequeno testemunho meu e de outros bloggers, e contém imensa informação sobre isto de ter um blog e até de como rentabilizar este tipo de projeto. Recomendo!

 

 

 

Teresa Rebelo

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