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Lume Brando

13
Nov19

Pão de maçã [Uma receita com outono dentro]

Pão de maçã

Pão de maçã

 

Eu refilo com a chuva. Irrito-me com a mudança da hora. Desespero com a luz natural que acaba num abrir e fechar de olhos. Adio a mudança do guarda-roupa porque não gosto da roupa da época. Mas reconheço que o outono tem o seu charme.

 

O cenário que nos é dado pelas árvores vestidas de múltiplos castanhos e dourados é mágico.

E os ingredientes da época são deliciosos, fotogénicos, e reconfortantes: as castanhas, as abóboras, os diospiros, as romãs, a maçã...

 

Todos os anos, um primo oferece-me uma caixa enorme de maçãs vindas de Carrazeda de Ansiães. E são tão boas, firme e doces. Para além de comê-las ao natural - seria um pecado não fazê-lo - algumas são transformadas em doces e sobremesas. Como este 'apple bread' ou pão de maçã [na verdade é um bolo!]. Uma receita que grita outono por todos os lados e me faz reconciliar com esta altura do ano.

 

Pão de maçã

PÃO DE MAÇÃ

[rende bastante, a quantidade de bolos depende do tamanho da forma; no meu caso, consegui fazer 4 bolos relativamente pequenos]

 

4 maçãs grandes

1 chávena rasa de açúcar amarelo

2 ovos grandes

1/2 chávena de azeite

3 chávenas rasas de farinha sem fermento

1 chávena de frutos secos [nozes fica muito bem]

1 chávena de uvas passas ou sultanas

1 colher de sopa de fermento em pó

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de canela em pó

1/2 colher de chá de noz moscada

1 pitada de sal

 

Chávena = 250 ml capacidade

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Unte 2 formas de bolo inglês médias ou 4 pequenas.

Descasque as maçãs e rale-as grosseiramente num ralador (uso este ralador)

Junte o açúcar, envolva e reserve uns 10 ou 15 minutos até o açúcar dissolver e ter ganho líquido.

Junte os ovos, o azeite, os frutos secos e as sultanas ou as uvas passas (se usar passas, pique-as grosseiramente)

Adicione a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela, o sal e a noz moscada, envolvendo sem bater.

Verta para as formas e leve a cozer cerca de 45 minutos - irá demorar menos se as formas forem pequenas ou mais alguns minutos se forem maiores. Faça o teste do palito para conferir.

 

MAIS RECEITAS DELICIOSAS E FÁCEIS COM MAÇÃ:

 

25
Out19

Bolo de coco, manga e clementina [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #15 ]

Bolo de coco, manga e clementina

Bolo de coco, manga e clementinaBolo de coco, manga e clementina

 

O interesse e a curiosidade por uma alimentação à base de vegetais são cada vez mais comuns e, se dúvidas houvesse sobre a importância desta tendência, bastaria olhar para as prateleiras das livrarias. Nos últimos tempos, temos assistido ao lançamento em catadupa de livros dedicados à dieta vegetariana, nomeadamente ao regime 100% vegetariano ou vegan. Já falei de alguns deles aqui [no final do post, encontram os links para esses posts], e esta semana, na rubrica "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes", trago mais um livro "verde" acabadinho de sair do forno!

 

[Por falar em forno, mais abaixo encontram o Bolo de coco, manga e clementina, a primeira receita do livro que escolhi e testei - na versão original, com laranja em vez de clementina.]

 

Bolo de coco, manga e clementina

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #15

"Cozinha Vegetariana Rápida e Prática" - Gabriela Oliveira - ArtePlural Edições

 

De acordo com a capa do livro, Gabriela Oliveira é a autora dos livros de receitas vegetarianas mais vendidos em Portugal, sendo este o seu 6º livro de culinária em cinco anos [o que eu acho um feito incrível, devo dizer].

 

Vegetariana há mais de 20 anos, Gabriela não só tem feito um trabalho notável no desenvolvimento de receitas, como tem partilhado o seu saber e experiência em muitos workshops e showcookings, tendo aberto recentemente a Academia Vegan - um espaço de formação totalmente dedicado à cozinha 100% vegetal, em Lisboa.

 

Se costumam passar por aqui, sabem que eu não sou vegan, nem sequer vegetariana. No entanto, tenho aumentado cá em casa o número de refeições sem proteína animal. E se é certo que me custaria seguir uma dieta vegan, não coloco de parte optar por um vegetarianismo que não exclua os ovos e os derivados do leite. 

 

É por isso que gosto tanto de livros de cozinha vegetariana como dos que versam sobre a dieta "omnívora", desde que estejam bem estruturados, bem escritos, sejam visualmente apelativos e prometam pratos deliciosos. Porque a verdade é que eu ADORO vegetais.

 

Bolo de coco, manga e clementina

 

Se há coisa que não falta neste livro são receitas: 100 receitas no total, divididas pelos seguintes capítulos:

  • Pequeno-almoço e lanche
  • Snacks e refeições ligeiras
  • Sopas e Saladas Nutritivas
  • Pratos principais (na frigideira e na caçarola)
  • Doces momentos

 

Nas páginas iniciais do livro, para além de se apresentar, Gabriela tece algumas considerações sobre alimentação e sustentabilidade e fornece informação sobre os diferentes tipos de vegetarianismo, ingredientes mais usados neste regime alimentar e respetivos perfis nutricionais e ainda dicas sobre preparação e conservação dos alimentos, sem esquecer um miniguia de como planear as refeições e evitar o desperdício.

 

As receitas são, de uma maneira geral, bastante apelativas e originais. Os "Croquetes de tremoço", a "Bolonhesa de couve-flor e noz", a "Omoleta de aveia" ou o "Fricassé de castanhas e espargos" são bons exemplos. No entanto, algumas incluem produtos processados como "chouriço de soja", "salsichas vegetais", "queijo vegan" ou "alheira de cogumelos" e confesso que estes produtos me fazem alguma confusão. Nunca os provei, há que referir, e por isso talvez esteja a ser preconceituosa (já agora, se tiverem alguma opinião ou feedback sobre a utilização destes produtos, digam coisas nos comentários 😉).

 

Já tenho várias receitas salgadas do livro marcadas, para experimentar em breve, mas os bolos despertaram de forma especial a minha atenção porque, apesar não levarem ovos, manteiga ou outros ingredientes típicos da pastelaria tradicional, têm um aspeto bastante semelhante [basta ver o bolo deste post - diriam que é um bolo sem ovos? 😉 ]

 

Curiosos sobre o livro? Saibam mais na Bertrand Livreiros Online, onde até ao final do dia de hoje [25/10/2019] encontram descontos de 20% a 40% em todos os livros, incluindo nas "novidades"!

 

Agora siga para a receita deste bolo vegan [Gabriela Oliveira prefere o termo 100% vegetal] de coco, manga e clementina, que ficou aprovadíssimo à primeira.

 

Bolo de coco, manga e clementina

Bolo de coco, manga e clementina

 

BOLO DE COCO, MANGA E CLEMENTINA [VEGAN]

Ligeiramente adaptado do livro "Cozinha vegetariana rápida e prática"

 

1 manga pequena e madura (200 g de polpa)

2 clementinas - raspa e sumo

1 colher de sopa de sumo de limão

1 chávena de leite de aveia (ou outro leite vegetal)

1/3 de chávena de azeite extravirgem (ou óleo de coco derretido ou óleo de girassol)

1 chávena de açúcar mascavado (150 g)

2 chávenas de farinha de espelta*

1 colher de sopa de linhaça moída

1 chávena de coco ralado

1 colher de sopa de fermento em pó

1/2 colher de café de bicarbonato de sódio

1 pitada de sal

Coco ralado e lascas de coco tostadas para decorar (opcional)

Molho de chocolate para servir (opcional)

 

Ligue o forno nos 180º.

Unte bem com azeite e polvilhe com farinha uma forma quadrada com cerca de 20 cm x 20 cm e forre o seu fundo com papel vegetal.

Triture a polpa da manga e coloque-a numa taça.

Junte a raspa e o sumo de clementina, o sumo de limão, o leite de aveia e o azeite, e mexa com o batedor de varas.

Adicione o açúcar, a farinha, o coco ralado, o sal, a linhaça, o fermento e o bicarbonato. Envolva bem e verta para a forma previamente preparada.

Leve a cozer entre 35 a 40 minutos (tenha em conta que se usar uma forma maior, o bolo vai ficar mais baixo e vai cozer mais depressa).

Desenforme, deixe arrefecer e cubra o topo com coco ralado e as lascas de coco tostadas.

Para uma experiência mais gulosa, sirva com molho de chocolate.

 

*Para uma versão sem glúten e de acordo com a receita original, substitua as 2 chávenas de farinha de espelta por 1/2 chávena de farinha de aveia, 1/2 chávena de farinha de milho, 1 chávena de farinha de arroz integral e 1 colher de sopa de psílio em pó (para ajudar a ligar).

 

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10
Out19

Bolo de pastel de nata [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #13]

Bolo de pastel de nata

Bolo de pastel de nata

 

Quem me conhece sabe, que apesar de eu cozinhar de tudo e partilhar aqui receitas diversificadas, a minha paixão são os bolos. Por isso, quando dei conta de que a Rita Nascimento, aka La Dolce Rita, tinha lançado um livro novo só com receitas de bolos, pensei logo em trazê-lo ao #dizmeoquelês - esta rubrica de que gosto tanto e que só é possível graças a uma parceria com a Bertrand Livreiros 🧡

 

Vieram cá só pela receita de Bolo de pastel de nata? Então façam scroll, que vão encontrá-la mais abaixo. Mas aposto que se forem gulosos como eu, vão querer saber mais sobre o livro, certo? Vamos a isso.

 

Bolo de pastel de nata

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE_EI O QUE COMES #13

"Um bolo por semana - 52 receitas para um ano de bolos" - Rita Nascimento - ArtePlural

Este é já o quarto livro da Rita, que toda a gente conhece do seu canal de sucesso no Youtube, o "La Dolce Rita" onde, através de vídeos simpáticos e bastante elucidativos, partilha as mais variadas receitas de pastelaria.

 

Os livros da Rita são um êxito [para além deste, tenho o "Uma pastelaria em casa" e já folheei os outros dois] e percebe-se por quê: são bastante objetivos e claros, sem deixarem de ser apelativos. As fotos, por exemplo, não apresentam uma produção complexa ou composição elaborada, são sobretudo "close-ups" dos bolos e das sobremesas, mas são luminosas e deixam-nos invariavelmente de água na boca.

 

Este último tem apenas algumas semanas de prateleira (saiu para as livrarias a 4 de outubro), mas tenho a certeza de que vai ser mais um best-seller. Um dos segredos é a experiência da Rita, sustentada por formação específica na área. Munida de todo o saber teórico, a Rita tem uma capacidade incrível de transformar esse conhecimento em métodos e formulações mais simples, para que todos em casa possamos facilmente elaborar receitas supostamente complexas [a Rita não sabe, mas tem aqui uma grande fã ❤️]

 

Livro "Um bolo por semana"

 

O tom próximo, alegre e descontraído, que a Rita usa tanto nos vídeos como no livro, ajudam a compor esta fórmula de sucesso, agora espelhada numa edição dedicada apenas a essa trave mestra da pastelaria caseira: os bolos.

 

São 52 receitas de bolos, para que ao longo de um ano não tenhamos de repetir receitas. E para que os resultados saiam perfeitos, o livro inclui, para além das receitas, informação sobre ingredientes, utensílios e dicas a ter em conta na hora de meter a mão na massa [incluindo a "Palavra de boleira" da Rita: comentários e sugestões relativamente a cada receita].

 

Quanto ao tipo de bolos, estes dividem-se nas seguintes categorias:

  • Bolos básicos e simples
  • Bolos aromáticos e reconfortantes
  • Bolos gulosos e para dias de festa

 

Existe ainda um capítulo com receitas auxiliares: cremes e complementos para coberturas e recheios. Para que possam fazer as vossas combinações e assim, em vez de 52 bolos, terem quantas receitas a vossa imaginação ditar!

Livro "Um bolo por semana"

 

A par de alguns clássicos, como o 'Bundt de chocolate', o "Bolo inglês", o "Bolo de claras" ou o "Bolo de ananás caramelizado", a Rita propõe-nos receitas originais e outras menos conhecidas, como o "Bolo de pastel de nata" que vos trago hoje (receita mais abaixo), o "Bolo tiramisu", o "Bolo tecomaleco", o "Bolo três leches" ou o "Bolo de chocolate crocante sem forno".

 

Só vos digo uma coisa: no dia em que tiverem o livro na mão, garanto-vos que vão querer fazer TODAS as receitas!  Estão em pulgas por esse momento? Saibam mais sobre o livro aqui >>> na livraria Bertrand online.

 

Resumindo:  "Um bolo por semana" é daqueles livros que não pode faltar na prateleira de alguém que adora mimar a família e os amigos com um bolo, seja de vez em quando, seja todas as semanas. O design gráfico do livro é funcional e apelativo, com boas fotografias, tiradas pela Rita. As receitas parecem ser todas acessíveis e estão bem escritas e detalhadas. O que eu mudaria? Em vez de referir o 'volume da massa' obtida em cada receita, mencionaria o tamanho mais adequado das formas a utilizar. De resto, o livro está de se devorar "página a página"!

 

Agora, sem mais demoras, a receita do delicioso Bolo de pastel de nata.

Bolo de pastel de nata

BOLO DE PASTEL DE NATA

Receita original: livro "Um bolo por semana" de Rita Nascimento

 

Para o bolo

3 ovos

100 g de açúcar

75 g de farinha sem fermento

1/2 colher de chá de canela em pó

1 base redonda de massa folhada

Açúcar mascavado qb (e maçarico) para decorar no final*

 

Para o creme pasteleiro

300 ml de leite meio-gordo

3 gemas

50 g de açúcar

25 g de amido de milho

25 g de manteiga fria

1 pau de canela

1 pedaço grande de casca de limão

 

Para a calda

150 ml de água

150 ml de açúcar

1 pedaço grande de casca de limão

 

Comece por fazer o creme pasteleiro.

Coloque num pequeno tacho o leite, o pau de canela e a casca de limão e leve ao lume.

Numa taça, junte as gemas, o açúcar e o amido de milho e mexa bem com as varas.

Quando o leite começar a fervilhar, descarte a canela e o limão e verta-o, aos poucos, sobre o preparado anterior, mexendo bem com as varas.

Deite esta mistura no tacho e leve de novo ao lume, mexendo sempre até começar a engrossar. Continue a mexer com as varas cerca de dois minutos após já estar a engrossar e ter começado a fervilhar.

Retire do lume e incorpore a manteiga partida em pedaços. Mexa até a manteiga derreter e ficar homogéneo. Passe para uma taça limpa e tape com película aderente ("colando" esta à superfície do creme, para não entrar ar e assim evitar que ganhe uma crosta).

Deixe arrefecer um pouco e leve ao frigorífico. Ele vai endurecer no frigorífico, por isso, antes de usar, bata-o na batedeira elétrica até ficar com uma consistência cremosa e uniforme.

 

Entretanto faça o bolo.

Unte muito bem e polvilhe com farinha uma forma redonda (usei uma com 18 cm de diâmetro). Forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/enfarinhar.

Ligue o forno nos 180º.

Com a batedeira elétrica, bata os ovos com o açúcar durante uns 5 minutos, ou até a mistura ficar esbranquiçada e com o dobro do volume.

Peneire a farinha e junte-a, com a canela, ao preparado anterior, em duas ou três adições, envolvendo suavemente.

Verta para a forma e leve ao forno durante cerca de 20 minutos ou até um palito sair seco do centro do bolo.

Solte a massa das laterais da forma com a ajuda de uma faca e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal. Deixe arrefecer completamente antes de o abrir ao meio.

Não desligue o forno e leve a cozer a base de massa folhada sobre papel vegetal e picada com um garfo. Deve demorar uns 20-25 minutos a ficar folhada e douradinha. Deixe arrefecer.

 

Enquanto o bolo está no forno, faça a calda: leve a ferver a água com o açúcar e a casca de limão até o açúcar estar bem derretido. Deixe ferver durante alguns segundos e está pronto. Deixe que arrefeça.

 

Para montar o bolo:

- Coloque a forma do bolo que usou sobre a massa folhada, sem pressionar, e com uma faca corte um círculo a toda a volta; reserve o círculo e esfarele as sobras, reservando-as numa taça;

- Parta o bolo a meio e coloque a metade de baixo no prato de servir. Regue com metade da calda e espalhe uma camada de creme de pasteleiro (que deve ter sido batido com a batedeira elétrica depois de ter estado no frigorífico);

- Coloque o disco de massa folhada por cima e volte a fazer uma camada de creme pasteleiro (atenção: não usem demasiado creme nestas camadas de recheio, se não ficam sem creme para barrar todo o bolo);

- Tape com a outra metade do bolo e regue esta com a restante calda;

- Por fim, barre todo o bolo com o restante creme pasteleiro;

- Espalhe açúcar mascavado no topo do bolo e queime com um maçarico (opcional)*

- Decore as laterais com as aparas de massa folhada.

 

*A receita original fala em açúcar em pó, mas comigo não resultou; para conseguir o efeito "leite creme queimado", tive de usar açúcar mascavado; o creme pasteleiro vai ganhar umas fendas, devido ao calor do maçarico, mas é normal.

 

Nota final: este bolo deve ser comido no dia em que é feito, para garantir uma massa folhada seca e crocante; em todo o caso, guardei o que sobrou no frigorífico e comeu-se bem no dia seguinte ;)

 

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07
Set19

O Lume Brando faz anos! [Um bolo e três livros para oferecer]

15º aniversário do Lume Brando

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

Livro Estava Tudo Ótimo!

"Um blog. Tenho um blog, nem acredito. Achava que esta modernice não tinha nada a ver comigo. E se calhar não tem. Estive a pensar e cheguei à conclusão que esta vontade súbita de criar um blog é uma espécie de “desejo de gravidez”. Como ainda nem sequer sei se é um feijão ou uma ervilha, aquela coisa bonita que está a crescer na minha barriga, uma vozinha disse-me que o melhor era dar jà à luz qualquer coisa. E pronto: nasceu o lume brando, que é como quem diz, um blog para ir cozinhando e digerindo sem grandes pressas."

 

O que acabaram de ler foi o meu primeiro post. O meu primeiro texto. Sem qualquer fotografia a acompanhar. Era o dia sete de setembro de 2004 e estava grávida pela primeira vez. Não sei muito bem por quê, mas nunca, ao longo destes 15 anos, celebrei o aniversário do blog. Ou porque quando me lembrava a data já tinha passado, ou porque, quando me lembrava a tempo, me dava uma certa preguiça e desvalorizava o facto.

 

Mas este ano apeteceu-me assinalar o momento. Quando dei início ao blog, não fazia ideia de que passado tanto tempo o projeto ainda estaria online. Na verdade, não tinha quaisquer expectativas, só queria ter um espaço onde pudesse escrever e falar sobre comida.

 

Quinze anos depois, a paixão pela culinária mantém-se e entretanto foi surgindo uma nova: pela fotografia de comida. Pelo meio, tive outro filho, conheci pessoas incríveis com quem partilho o entusiasmo por estes temas, tornei-me redatora freelancer, provei ingredientes novos, nem tudo o que cozinhei saiu bem, fiz bolos decorados e cozinhei "para fora", escrevi e fotografei um livro de receitas, fui aluna de vários workshops e dinamizei outros tantos, reuni uma considerável coleção de livros de cozinha, engordei alguns quilos 🤪

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

 

Apesar de quinze anos depois, o Lume Brando continuar a ser um projeto muito pessoal, a verdade é que sem o feedback positivo de quem está do outro lado - vocês! -  hoje não estaria aqui a celebrar o aniversário do blog. Por isso, obrigada por cada visita, por cada um dos vossos comentários aqui, por cada like e comentário nas publicações do Facebook e do Instagram, por cada mensagem a dizer que fizeram uma das minhas receitas e que gostaram, por cada dica partilhada, por cada palavra carinhosa e motivadora relativamente às minhas fotografias, ao longo desta década e meia.

O-B-R-I-G-A-D-A 💛

 

E como não há festa sem bolo (a receita segue mais abaixo) e sem presentes, estou a dinamizar dois passatempos: um na página do Lume Brando no Facebook e outro no Instagram, cujo prémio em cada uma das plataformas é um exemplar do meu livro "Estava tudo ótimo!". É muito fácil participar e tentar ganhar! Mas enquanto fazia este post, resolvi oferecer um terceiro livro! Sabem a quem? À primeira pessoa que aqui nos comentários me disser o que está mal numa das imagens deste post 😉 [uma pista: a resposta não é um aspeto técnico - não é a exposição exagerada 😆 - mas sim uma, digamos, "incongruência"].

 

Uma vez mais, O-B-R-I-G-A-D-A💛 por continuarem desse lado e terem tornado esta caminhada tão doce e colorida!

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

BOLO DE CHOCOLATE RUBY COM RECHEIO DE LEMON CURD E COBERTURA DE MASCARPONE E NATAS

[a partir da receita do bolo Yang do livro Estava tudo ótimo!]

 

4 ovos, separados

85 ml de azeite extravirgem suave

100 g de açúcar branco

100 g de chocolate ruby picado (usei o novo da Pantagruel, mas também podem usar chocolate branco)

150 g de farinha sem fermento

1,5 colheres de chá de fermento em pó

1 colher de chá de extrato de baunilha

 

Para o recheio:

4 colheres de sopa de lemon curd (usei o que me tinha sobrado destas panacotas)

 

Para a calda:

3 colheres de sopa bem cheias de doce de pêssego

O mesmo peso em água

 

Para a cobertura:

1 pacote de natas para bater bem frias

1 pacote de mascarpone bem frio

1 colher de sopa de açúcar

1 colher de café de extrato de baunilha

Umas gotinhas de sumo de limão

 

Ligue o forno nos 170º.

Unte muito bem uma forma alta de 14 cm de diâmetro (ou duas mais baixas com este diâmetro) e forre o fundo com papel vegetal, untando novamente.

Bata as gemas com o açúcar, o azeite e a baunilha.

Junte o chocolate picado.

Bata as claras em castelo com uma pitada de sal e envolva no preparado anterior.

Por fim, junte aos poucos, sem mexer demasiado, a farinha e o fermento peneirados.

Verta para a(s) forma(s) e leve ao forno entre 30 a 45 minutos, dependendo das formas (se usar uma só, alta, vai demorar mais a cozer; fique atento e faça o teste do palito antes de retirar do forno, aquele deve sair limpo).

Passe uma faca de manteiga à volta da forma e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal. Deixe arrefecer.

 

Entretanto faça a calda levando a ferver o doce de pêssego com a água. Coe e reserve.

Bata as natas e o mascarpone em chantilly com um pouco de açúcar (para mim uma colher de sopa é mais do que suficiente) e o extrato de baunilha . Para ajudar a prender adicione a meio do processo umas gotinhas de limão.

 

Para rechear e montar:

Corte o bolo em três (se fizer em duas formas, pode tentar partir cada bolo em dois e obter três camadas de recheio). Coloque a primeira camada no prato de servir, pique com um garfo e regue com um parte da calda. Recheie com o lemon curd.

Coloque a camada do meio e volte a picar/regar com a calda. Coloque uma camada de lemon curd e termine com a última camada de bolo, picando e regando.

Barre todo o bolo com uma primeira camada do chantilly de mascarpone. Leve ao frigorífico durante cerca de 25 minutos e volte a barrar, decorando ao seu gosto.

 

Nota: o ideal é fazer o bolo de véspera, fica melhor ;)

 

MAIS BOLOS DE FESTA? ESPREITEM AQUI:

31
Jul19

Tarte de Limão e Manjericão [a importância do círculo cromático na fotografia]

Tarte de limão e manjericão

Tarte de limão e manjericão

As aulas de Educação Visual já lá vão e talvez seja a longa distância temporal a justificação para não me lembrar de ter estudado o "círculo cromático".

Lembro-me de aprender que o branco "não é uma cor, porque é a soma de todas as cores" e de fazer girar na aula um "disco de Newton" para, precisamente, comprovar aquela afirmação. Mas é só.

 

Agora que tenho lido mais sobre fotografia, especificamente sobre fotografia de comida, e depois de ter feito o curso online com a Kimberly do The Little Plantation, percebi que este é um recurso muito útil e amplamente utilizado pelos fotógrafos. E claro, fiquei mais sensibilizada para a importância da conjugação das cores numa composição.

 

Esta roda colorida ou "círculo cromático" mostra-nos como as cores se relacionam umas com as outras, apresentando a relação entre cores primárias, secundárias e terciárias e mostrando ainda a variação de tons dentro de cada cor:

circulo cromatico.jpg

Fonte: dulux.com.au

- As cores primárias são o vermelho, o amarelo e o azul;

- As cores secundárias são também três, formadas a partir da combinação das primárias: o verde (amarelo e azul), o laranja (vermelho e amarelo) e o roxo ou violeta (azul e vermelho);

- As cores terciárias são seis: o vermelho-arroxeado, o vermelho-alaranjado, o amarelo-esverdeado, o amarelo-alaranjado, o azul-arroxeado e o azul-esverdeado, ou seja, são combinações entre uma cor primária e uma cor secundária;

- A posição das cores no círculo mostra-nos a relação entre elas: cores análogas (vizinhas no círculo) ou cores complementares (cores contrastantes que estão em lados opostos do círculo).

 

Na prática, a escolha de um ou de outro esquema de cores numa fotografia pode alterar completamente o seu mood. Um mesmo prato pode transmitir sensações completamente diferentes caso estejamos a usar uma paleta análoga ou complementar, tanto na própria comida como nos fundos e nos adereços.

 

Confesso que, até agora, a escolha das cores nas minhas fotografias respondia a um instinto, claramente ligado ao meu gosto pessoal (escolhia os fundos, os pratos, os panos e os talheres de acordo com o que eu gostava e achava que resultaria). Mas aos poucos começo a planear as sessões fotográficas tendo presente a "colour wheel".

Tarte de limão e manjericão

As imagens deste post são já resultado dessa abordagem. Escolhi o rosa para complementar o verde da tarte (e o verde do fundo horizontal), depois de consultar o círculo. Na verdade, não sei se não teria escolhido o rosa, caso não tivesse olhado para o círculo antes, mas, provavelmente, teria ficado com dúvidas e teria demorado mais tempo a tomar a decisão. Assim, o "círculo cromático" pode, pelo menos, tornar o processo de planeamento de um shooting mais fácil e rápido. Se gostam de fotografar a vossa comida, já sabem: o "círculo cromático" é um amigo a manter por perto. E se quiserem, façam como eu: gravem a imagem de uma "colour wheel" na galeria do telemóvel, e assim têm esta ferramenta sempre à mão 😉

 

Mas chega de teoria. Vamos à receita: uma tarte de limão e manjericão deliciosa, que descobri numa edição especial da revista francesa Saveurs. Se nunca experimentaram limão e manjericão juntos numa sobremesa, este é o pretexto perfeito para não adiarem mais.

Tarte de limão e manjericão

TARTE DE LIMÃO E MANJERICÃO

[Adaptado da revista Saveurs]

 

Para a base:

200 g de bolacha maria

100 g de manteiga derretida

 

Para o recheio:

100 g de açúcar

90 g de manteiga

3 ovos grandes

1 folha de gelatina

Raspa de 1/2 limão

60 ml de sumo de limão

1 chávena bem cheia de folhas de manjericão (cerca de 15-20 g)

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Triture a bolacha com a manteiga e forre o fundo de uma tarteira (cerca de 24 cm de diâmetro) com esta mistura, calcando bem.

Leve ao forno durante cerca de 10 minutos, para "prender".

Retire e deixe arrefecer.

Coloque a folha de gelatina a demolhar num prato fundo em água fria.

Numa taça, misture 50 g de açúcar com os ovos.

Num tachinho, leve ao lume o restante açúcar misturado com o sumo e a raspa de limão até levantar fervura.

Junte este preparado, em fio, à taça dos ovos, mexendo sempre com um batedor de varas.

Passe de novo para o tachinho e leve ao lume, mexendo sempre, até engrossar (como se fosse um lemon curd).

Junte a gelatina escorrida e envolva bem.

Adicione a manteiga em pedaços, deixe derreter e misture bem.

Deixe amornar e, por fim, junte o manjericão bem picado.

Envolva bem e verta sobre a tarte.

Leve ao frigorífico durante umas 4 horas, no mínimo, antes de servir.

 

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11
Jul19

Bolo denso de chocolate e doce de leite [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #1]

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Bem-vindos ao primeiro post da nova rubrica do Lume Brando "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes"! Todas as semanas, com o apoio da Bertrand Livreiros, irei apresentar um livro de cozinha e uma receita desse mesmo livro.

 

A escolha será sempre um pouco aleatória, de entre os inúmeros livros de cozinha disponíveis na livraria Bertrand online. Às vezes irei escolhê-los pela capa (como foi o caso deste primeiro!), outras vezes pelo tema ou pelas fotos maravilhosas, por ser de um autor que admiro ou por ter ouvido falar muito do livro. Enfim: não há regras, apenas a vontade enorme de folhear, cozinhar e partilhar convosco o meu feedback sobre alguns [dos imensos!] livros de culinária que temos à nossa disposição. Vamos a isso?

 

bolos_de_luxo3.jpg

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #1

"Bolos de Luxo" - Frida Skattberg - ArtePlural Edições

 

Quem consegue resistir ao bolo merengado de limão na capa? Eu não! 

Mas neste livro não é só a foto de capa que é bonita. Todas as receitas surgem acompanhadas de imagem e é uma imagem cuidada, a combinar com o design gráfico do livro.

 

Os protagonistas do livro são bolos "densos", nas palavras da autora, Frida Skattberg, uma food blogger sueca com mais de 132 mil seguidores no Instagram. Em termos de sabores, o destaque vai claramente para o chocolate: à exceção de um ou dois bolos, são todos de ou com chocolate, nem que seja na decoração.

 

Apesar de, na capa, o subtítulo nos dizer "3 receitas de base - mais de 70 bolos", a verdade é que as três receitas "base" (1 bolo de chocolate branco, 1 bolo de chocolate de leite e 1 bolo de chocolate negro) só são requisitadas em 5 receitas... é um pouco estranho, porque somos levados a crer que os 70 bolos partiriam sempre de uma destas três receitas. No entanto, não me parece que isto desvalorize o livro, na verdade, ficamos com um portfólio de receitas ainda maior.

 

Outro aspeto para o qual vos queria alertar prende-se com a forma como as quantidades de alguns ingredientes secos, nomeadamente a farinha e o açúcar, estão apresentadas: em dl - sim, leram bem, decilitros! Ora bem, quando comecei a ler as receitas pela primeira vez fiquei à toa. 2,5 dl de açúcar? Como assim? Decidi ir ao site da autora, mas este está apenas em sueco e mesmo traduzindo-o de forma automática, não cheguei a grandes revelações. Da primeira vez que experimentei esta receita, fiz uma conversão um pouco idiota: imaginei que se fosse água, 2,5 dl seriam 250 ml ou 250 g. Apesar da relação peso vs volume serem diferentes, sendo água ou açúcar ou outro ingrediente, segui aquela correspondência e usei, para dar um exemplo, 250 g de açúcar... o bolo ficou bom, mas havia algo que não batia certo, até porque as quantidades me pareciam exageradas.

 

Fui ao google novamente. Desta vez pesquisei em inglês sobre medidas suecas para pastelaria. E fez-se luz: os suecos usam como medidas umas colheres/chávenas que estão marcadas em dl (estão a ver este conjunto de medidores do IKEA? Por acaso estes estão em ml, mas as capacidades seguem a tradição sueca, com a maior a corresponder a 100 ml, ou seja, 1 dl). Assim, como na Suécia essas colheres são a forma habitual de medir os ingredientes, referem as quantidades de acordo com o que a colher "marcar". Era como se nas receitas em que usamos a medição por chávenas (sistema inglês e americano), em vez de dizermos 1 chávena de açúcar, disséssemos 240 ml de açúcar. Confuso, não é?

 

Muito confuso para a nossa cultura culinária e na tradução do livro deveriam ter tido isso em conta, optando por fazer a correspondente conversão para gramas. Para ajudar, e no caso de terem ou quererem comprar este livro e terem ficado assustados, fica aqui uma curta tabela de conversões:

Farinha: 1 dl = 60 g

Açúcar / Açúcar em pó: 1 dl = 80 g

Cacau: 1 dl = 30 g

 

Estes são os ingredientes que as receitas mais vezes pedem; para outros ingredientes que surjam, sugiro que usem como medida um recipiente que tenha a capacidade solicitada (os medidores do IKEA são o ideal).

 

Depois de esclarecida, voltei a fazer o bolo com as quantidades certas. E desta vez ficou mesmo delicioso! 

 

Resumindo: é um livro guloso, repleto de receitas de bolo tentadoras e originais e fotos muito bonitas. Não são bolos para fazer todos os dias (são receitas calóricas, com ingredientes tradicionais), mas são bolos para surpreender alguém que gostamos ou para tornar ainda mais especial uma festa ou celebração.

Podem saber mais sobre o livro aqui: Bolos de Luxo, de Frida Skattberg

 

Vamos à receita?

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BOLO DENSO DE CHOCOLATE E DOCE DE LEITE

[do livro "Bolos de Luxo" - Frida Skattberg]

 

200 g de manteiga

100 g de chocolate negro

120 g de açúcar

15 g de cacau em pó

3 ovos

150 g de farinha sem fermento

180 g de leite condensado cozido

1 colher de sopa de sal marinho (usei flor de sal qb)

 

Ligue o forno nos 180º.

Unte uma forma redonda de aro amovível com cerca de 20 cm de diâmetro (usei de 22 cm e ficou bem, mas se tiver mais diâmetro, o bolo irá ficar demasiado baixo).

Numa panela grande, leve a derreter o chocolate com a manteiga em lume brando. Mexa bem até ficar bem misturado e fluído.

Retire do lume e incorpore o açúcar e o cacau.

Junte os ovos, um a um - a massa vai espessar, é normal.

Por fim, envolva a farinha.

Verta para a forma, alise, e espalhe o leite condensado cozido - use um palito para espalhar e fazer as cornucópias. Polvilhe com o sal (da segunda vez que fiz o bolo, omiti esta parte e apenas adicionei o sal antes de servir; aconselho: assim o sal não derrete e o bolo fica mais bonito no final)

Leve ao forno cerca de 20-25 minutos - vá espreitando. Neste bolo, não vale a pena fazer o teste do palito, pois a ideia é que saia do forno com o centro ainda pouco firme.

Deixe arrefecer e leve ao frigorífico umas três horas antes de servir.

Antes de servir, caso ainda não o tenha feito, polvilhe com sal marinho grosso ou flor de sal.

 

08
Jul19

Fruta da época [receita de galette-crumble de ameixa]

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Verão tímido este. Será que o facto do tempo andar menos soalheiro e quente do que é habitual para esta altura, tem relação com a qualidade das ameixas deste ano?

 

De facto, o problema não é a quantidade. No quintal dos meus pais, as ameixoeiras [pela minha pesquisa também se pode dizer "ameixeiras" ou "ameixieiras"] mostraram-se, nos últimos dias, carregadíssimas de fruta. Tanto que um dos ramos até se partiu, devido ao peso. Mas as ameixas são pequeninas e o sabor e a textura estão um pouco distantes da maravilha de outras colheitas.

 

O prazer de comê-las à dentada fica assim um pouco comprometido, mas aqui em casa nada se perde. Em breve irei fazer doce - tenho uma receita de doce de ameixa aqui no blog - mas entretanto já comecei a escoá-las através desta tarte rústica. Indecisa entre fazer uma galette - o meu tipo favorito de tarte - ou um crumble, resolvi fazer os dois!

 

Suculenta e vibrante, atinge o auge acompanhada por uma bola de gelado...

 

[Escrevo este post quando já não tenho nem uma migalha desta coisa boa, por isso, passemos rápido à receita, para poder afastar-me destas imagens 🤪!]

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GALETTE - CRUMBLE DE AMEIXA

 

Para a massa:

120 g de farinha de espelta integral

30 g de farinha T55 sem fermento

50 g de manteiga fria partida em pedaços

1 colher de chá de açúcar amarelo

1 ovo pequeno

Leite para pincelar o rebordo antes de ir ao forno

 

Para o recheio:

800 g de ameixas

1,5 colheres de sopa de farinha

3 colheres de sopa de açúcar amarelo - ou a gosto

 

Para o crumble:

65 g de farinha T55 sem fermento

35 g de manteiga fria

40 g de açúcar

 

Começar por fazer a massa. Colocar todos os ingredientes numa taça grande e amassar com as pontas dos dedos até obter uma massa moldável. Formar uma bola achatada, envolver em película aderente e levar a frigorífico durante cerca de 30 minutos.

Lavar e descaroçar as ameixas (não descasquei). As minhas eram tão pequenas que não senti necessidade de partir em pedaços - quando muito parti a meio. Juntar o açúcar e a farinha e envolver bem.

Para o crumble, colocar todos os ingredientes numa taça e misturá-los com a ponta dos dedos até obter uma areia grossa. Reservar.

Ligar o forno nos 170º.

Retirar a massa do frio, esticar sobre uma superfície enfarinhada e dar-lhe uma forma arredondada.

Transferir a base de massa para um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.

Espalhar a fruta pela base de massa, deixando um rebordo livre com cerca de 2,5 cm a toda a volta. Dobrar o rebordo de forma a "fechar" a galette.

Espalhar o crumble por cima da fruta e pincelar o rebordo da galette com leite.

Levar ao forno durante cerca de 1 hora/ 1hora e 10 m ou até a massa estar bem dourada e firme e a fruta a borbulhar e a largar sumo.

 

MAIS RECEITAS DE GALETTE:

 

 

19
Jun19

Curso online de fotografia de comida: o meu feedback [e um bolo delicioso]

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Se só vieram por causa da receita do bolo, é melhor fazerem scroll e apanhá-la ali em baixo. Mas se gostam de fotografia de comida tanto como eu, o que conto já a seguir talvez seja do vosso interesse ;)

 

Já aqui tinha falado, e quem me segue no Instagram tem acompanhado, que este ano decidi fazer um curso online de fotografia de comida e food styling. No final de 2018, descobri o blog The Little Plantation e comecei a seguir a sua autora, Kimberly Espinel, no Instagram e no Facebook. Apesar de eu ligar cada vez menos ao Facebook, é aqui que a Kimberly, que vive em Londres, dinamiza um grupo fechado, reunindo uma simpática comunidade à volta dos temas de food photography e food styling e de tópicos complementares, tais como dicas para crescer no Instagram, como cobrar um trabalho de fotografia, etc.

 

Gosto muito do trabalho consistente da Kimberly e da forma simpática, generosa e entusiástica com que partilha as suas ideias e o seu conhecimento sobre esta área. Quando me apercebi que ministrava cursos online, pedi mais informações e não demorei muito a inscrever-me. Sei que há muitos outros bloggers e fotógrafos a disponibilizar cursos online de fotografia de comida, mas sinceramente não pesquisei nem fiz comparativos. Gostei da abordagem da Kimberly, o preço pareceu-me razoável, estava decidido.

 

O curso está estruturado em 5 aulas + 1 aula opcional sobre Instagram. Os temas vão desde técnica fotográfica à composição e ao food styling, passando pela teoria da cor e pela edição em Lightroom (foi a minha aula favorita) e o mais interessante é que as aulas são "presenciais": através da app Zoom (tipo Skype), vemos e falamos com a Kimberly podendo ainda interagir com os outros alunos. Recebemos com antecedência o plano de cada aula, com a "teoria", e depois na aula a Kimberly fala mais detalhadamente sobre esses conteúdos e responde às nossas questões. Há trabalhos de casa e um trabalho maior, final, que é discutido depois numa sessão individual, sendo-nos dado bastante tempo para concretizar o projeto.

 

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As fotos deste post fazem parte desse "final assignment". Fazer o curso foi uma decisão acertada, uma experiência fantástica, que recomendo. Obrigou-me a fotografar coisas diferentes, de ângulos diferentes. Obrigou-me a praticar. Nunca foi tão fácil como hoje aprendermos o que quer que seja sozinhos. Há artigos, vídeos, tutoriais... não faltam recursos grátis na internet para aprender a fotografar melhor, mas eu adoro aprender com pessoas, gosto da interação direta, é mais enriquecedor. Ficamos mais comprometidos, dedicamo-nos mais. Fosse eu rica e inscrevia-me já noutro curso.

 

Voltando ao trabalho final, cada aluno teve de começar por apresentar um mood board (fiz o meu no Pinterest, podem vê-lo aqui.), este devia contemplar diferentes ângulos (de frente, de cima, 3/4) e imagens ao alto e ao baixo. Depois de feita a sessão, guiada pelo tal mood board, e editadas as fotos, selecionei as que queria apresentar à Kimberly, enviei-as e, na já referida sessão 1-2-1, falámos sobre elas, sobre as dificuldades e dúvidas que tive, e recebi o seu feedback sincero, que incluiu tanto elogios como várias críticas construtivas. Estas fotos ainda não estão no nível que eu gostaria, mas se olhar para imagens minhas antigas (e não é preciso recuar muito no tempo), sinto que tenho evoluído e isso deixa-me mais confiante.

 

Escolhi um bolo para "estrela" do projeto final, porque é das coisas que mais gosto de cozinhar e fotografar e é o tipo de receita que as pessoas mais associam ao Lume Brando. Um bolo de iogurte e limão, recheado e coberto com um creme de mascarpone, natas e framboesas. Espero que não só gostem das fotografias, como da receita, que partilho mais abaixo.

 

E se quiserem saber mais sobre fotografia de comida, food styling, food blogging, redes sociais, criatividade e outros tópicos associados, não deixem de ouvir o podcast da Kimberly, chamado Eat Capture Share, já com duas temporadas. Eat Capture Share é também o nome da sua comunidade no Facebook e a hashtag #EatCaptureShare é a que une as participações nos interessantes desafios de fotografia que costuma organizar no Instagram.

 

Vamos ao bolo?

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BOLO DE IOGURTE E LIMÃO COM COBERTURA E RECHEIO DE MASCARPONE E FRAMBOESAS

 

Para o bolo:

1 iogurte grego natural

130 g de açúcar amarelo

3 ovos

80 g de azeite extravirgem

Raspa e sumo de 1/2 limão

150 g de farinha peneirada

1 colher de sopa de fermento em pó

1 pitada de sal

 

Para a calda:

Sumo de dois limões

Açúcar amarelo a gosto

 

Para o recheio e cobertura:

2 embalagens de queijo mascarpone (deve estar bem frio)

1 embalagem de natas (devem estar bem frias - mínimo 12 horas no frigorífico)

Coulis de framboesa qb*

Cerca de 2 colheres de sopa de açúcar ou a gosto

Framboesas frescas  - cerca de 250 g

 

Untar bem e forrar o fundo de duas formas com 14 ou 16 cm de diâmetro com papel vegetal. Voltar a untar com manteiga/polvilhar com farinha.

Ligar o forno nos 180º

Separar as gemas das claras. Bater estas em castelo, com uma pitada de sal.

Juntar às gemas o açúcar e bater bem. Adicionar o iogurte, o azeite, o sumo e a raspa de limão. Mexer bem. Envolver as claras em castelo e, por fim, envolver a farinha e o fermento peneirados (eu costumo peneirar diretamente para a massa do bolo, ao mesmo tempo que vou envolvendo).

Dividir pelas formas e levar ao forno durante cerca de 25-30 minutos - vigiar e fazer o teste do palito para confirmar que estão cozidos.

Desenformar os bolos sobre uma rede forrada com papel vegetal e deixar arrefecer.

Para preparar o creme do recheio e cobertura, bater com a batedeira elétrica as natas, o mascarpone e o açúcar, até estar bem uniforme e macio. A meio do processo, juntar um pouco de sumo de limão, que ajudará a tornar o creme mais firme. Por fim, ir juntando umas colheres de sobremesa de coulis e continuar a bater, até atingir o tom de rosa pretendido e provando para ver se necessita de adoçar mais (eu acho que o mascarpone não pede muito açúcar, mas o ideal é provarem e ajustarem ao vosso gosto). O coulis que sobrar, podem servir depois com o bolo.

Entretanto fazer a calda com o sumo de limão e o açúcar. Deixar borbulhar lentamente até atingir um ponto fraco.

Colocar um dos bolos no prato de servir, picá-lo com um palito e regar com metade da calda. Colocar uma camada de creme de mascarpone e framboesa, espalhar algumas framboesas e tapá-las com mais creme, reservando framboesas para a decoração final. Colocar o outro bolo por cima. Picar e regar com a restante calda. Cubrir o bolo com o creme e acabar de decorá-lo ao vosso gosto. O bolo fica melhor no dia seguinte, por isso, o ideal é fazê-lo de véspera e guardá-lo no frigorífico.

 

*Leve ao lume cerca de 200 g de framboesas congeladas. Deixe cozinhar bem até ficarem desfeitas e largarem todo o sumo, deixando este reduzir um pouco. Passe por um coador, descarte as grainhas e reserve o coulis, que para esta receita deve ser usado frio.

 

MAIS RECEITAS DE BOLOS DE FESTA:

Bolo de banana, caramelo e chocolate

Bolo anjo de limão

Bolo de abóbora e especiarias

Bolo de chocolate e grão-de-bico

Bolo de chocolate e amêndoa

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Bolo de cenoura e noz com cobertura de queijo-creme

Dobos Torte simplificado

 

24
Mai19

Galette de ruibarbo e maçã [ruibarbo: fruta ou legume?]

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Se perguntar à minha mãe se conhece ou já ouviu falar em ruibarbo, a resposta vai ser um não convicto, acompanhado daquele franzir de testa involuntário de quem reage a algo que lhe soa estranho. Julgo que, de uma forma geral, será assim com todas as mães, pais e avós da geração dos meus. Ou pelo menos aqui no norte, onde não se conhece qualquer tradição no cultivo deste legume, que por ser bastante ácido é mais usado em sobremesas do que em salgados.

Sim, o ruibarbo é um legume, originário da Ásia, muito utilizado para fins medicinais, destacando-se a sua riqueza vitamínica. Uma outra utilização comum é em chá, indicado para auxiliar a digestão.

Eu própria só há uns anos é que descobri o ruibarbo, ao ver receitas em livros e revistas estrangeiras que o incluíam. Por isso, não imaginam como fiquei feliz assim que o pude cozinhar pela primeira vez, quando a querida Naida Folgado*, do blog Frango do Campo, me ofereceu uns caules, da sua horta, e com os quais fiz este bolo (caso cliquem, peço desculpas pelo aspeto do post, é muito antigo e não consigo editá-lo).

Das mesmas mãos generosas, chegou-me nova remessa de ruibarbo no fim de semana que passou. Desta vez, experimentei fazer uma galette, o meu tipo de tarte favorito. E ficou tão boa! Combinado com a dose certa de açúcar, o ruibarbo oferece-nos um delicioso travo agridoce e a sua textura macia, após a cozedura, contrasta muito bem com o crocante da massa (a massa que usei aqui é uma receita que faço algumas vezes, com uma ou outra alteração; desta vez ficou ainda mais estaladiça, porque lhe juntei um pouco de farinha de polenta bergamasca.

Sei que não é fácil encontrar ruibarbo (ou então é muito caro), mas se tiverem a oportunidade de poder cozinhá-lo e prová-lo, aproveitem-na! Ah, e não se esqueçam de que as folhas têm de ser descartadas: com elevados índices de ácido oxálico, as folhas são tóxicas e podem mesmo matar se consumidas em grandes quantidades.

*Sabiam que a Naida tem um site novo, dedicado aos seus serviços de food photography e food styling? Espreitem! E se puderem, não percam o seu workshop do dia 2 de junho em Espinho, no bonito espaço Humor ao Lume.

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GALETTE DE RUIBARBO E MAÇÃ

Para a massa:

120 g de farinha s/ fermento

40 g de farinha de milho para polenta (não instantânea) ou sêmola de milho

50 g de manteiga fria partida em pedaços

1 colher de chá de açúcar amarelo + 1 pouco para polvilhar

1 ovo pequeno

Ovo batido para pincelar

 

Para o recheio:

450 g de caules de ruibarbo, limpos e partidos em cubos

150 g de maçã descascada e partida em cubos

3-4 colheres de sopa de açúcar amarelo

2 colheres de sopa de farinha sem fermento

Sumo de 1 laranja

Opcional: açúcar em pó para polvilhar antes de servir

 

Comece por fazer a massa: coloque todos os ingredientes numa taça grande e amasse com as pontas dos dedos até obter uma massa moldável (se achar que está muito dura ou pouco ligada pode juntar umas gotas de água fria). Forme uma bola achatada, envolva em película aderente e leve a frigorífico durante cerca de 30 minutos.

Numa taça, junte o ruibarbo, a maçã, o açúcar, e o sumo de laranja. Envolva bem e deixe "marinar" enquanto a massa está no frigorífico.

Entretanto ligue o forno nos 170º.

Estenda e estique a massa numa superfície enfarinhada dando-lhe uma forma arredondada.

Escorra e descarte o líquido que se tiver formado na taça do ruibarbo, junte 2 colheres de sopa rasas de farinha na taça e envolva bem o ruibarbo e a maçã.

Verta a mistura de ruibarbo e maçã no centro da massa, espalhando-a para os lados mas mantendo livre a toda a volta uma borda com cerca de 3 cm. Dobre essa borda para cima, para fechar a galette, fazendo umas "pregas" a toda a volta, para a massa assentar e colar melhor. Pincele o rebordo com ovo batido e polvilhe com açúcar amarelo. Leve ao forno entre 1h a 1h e 10 minutos ou até a massa estar bem firme e bem dourada.

 

MAIS RECEITAS DE GALETTE:

04
Mai19

Profiteroles com recheio de limão e cobertura de chocolate branco [para o Dia da Mãe]

profiteroles_mae10.jpgprofiteroles_mae5.jpg

 

Amanhã é o Dia da Mãe. Como acontece há já vários anos, o almoço será cá em casa, com as nossas mães e irmãos. 

 

Somos uns felizardos por ainda podermos juntar todos à mesa, sendo que a pessoa mais velha - o meu pai - já fez 80 anos este ano.

 

Gosto muito deste dia. Sendo eu mãe, poderia querer celebrá-lo de outra forma, indo almoçar fora, por exemplo, para não ter trabalho. Mas para mim faz mais sentido assim. Gosto de preparar uma mesa bonita, ter ser sempre jarras com flores naturais, apresentar uma sobremesa especial. Uma forma de mimar as mães da minha vida, que ainda hoje nos recebem mais vezes do que as vezes que as recebemos a elas.

 

Normalmente é a partir do Dia da Mãe que a primavera se instala definitivamente cá em casa. O bom tempo que costuma fazer-se sentir já não volta atrás (pelo menos já não voltamos aos casacos grossos), há uma energia boa no ar e na rua ouvem-se as vozes alegres de universitários trajados a caminho da Queima. Maio é um mês que começa bem e que segue em festa, com vários aniversários na família. E não há nada melhor do que ter motivos para celebrar.

 

Para o almoço de amanhã, pensei em fazer uns profiteroles mimosos, recheados com creme de lemon curd e mascarpone e uma cobertura simples de chocolate branco. Uma experiência que tinha tudo para dar certo e as expectativas confirmaram-se: combinação deliciosa (pelo menos para os fãs de sobremesas de limão, como eu).

 

E ficaram com um aspeto tão doce e delicado, não concordam? Sei que sou suspeita, mas acho-os perfeitos tendo em conta a ocasião. Feliz Dia da Mãe!

 

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PROFITEROLES COM RECHEIO DE LIMÃO E COBERTURA DE CHOCOLATE BRANCO

 

Para cerca de 30 profiteroles tamanho médio/normal

 

Para a massa:

180 ml de água

70 ml de azeite

100 g de farinha sem fermento

3 ovos

1 pedaço de casca de limão

1 pitada de sal

1 pitada de açúcar

 

Para o recheio:

200 g de queijo mascarpone

240 g de lemon curd (veja a receita aqui)

 

Para a cobertura:

120 g de chocolate branco

Óleo vegetal qb

Um pouco de corante rosa ou beterraba em pó

 

Se não tiver lemon curd feito, deve começar por aí, para que tenha tempo de refrigerar.

 

Para fazer os profiteroles, coloque num tacho a água, o azeite, o sal, o açúcar e a casca de limão e leve ao lume. Assim que ferver, descarte o limão e junte a farinha toda de uma vez. Mexa bem com a colher de pau, até a massa formar uma espécie de bola lisa e descolar-se das paredes do tacho, o que deve demorar uns dois ou três minutos. Retire do lume e passe para a taça da batedeira. Deixe arrefecer uns 10 minutos, ligue a batedeira numa velocidade média (se tiver, use a pá das massas e não a ‘pinha’ das claras em castelo) e vá acrescentando os ovos, um a um, continuando a bater para os incorporar bem. A massa estará pronta quando estiver uniforme, brilhante e macia.

 

Pré-aqueça o forno nos 210º (se for usar os dois níveis de forno ao mesmo tempo, reduza para 190º e coloque na função ventoinha).

 

Um tabuleiro não deve chegar, por isso forre dois tabuleiros de forno com papel vegetal (use um pouco de massa para colar as pontas do papel ao tabuleiro).

 

Coloque a massa num saco de pasteleiro equipado com um bico largo liso e faça os profiteroles. Com a ponta do dedo indicador molhada, pressione ligeiramente o centro dos profiteroles, para abater o eventual ‘bico’ com que tenham ficado.

 

Leve ao forno cerca de 20 minutos, sem abrir a porta durante a cozedura. Depois de cozidos, mantenha-os no forno até arrefecerem, com a porta entreaberta (use o cabo de uma colher de pau ou um pano de cozinha dobrado para criar a frincha na porta do forno). Guarde-os numa caixa hermética até serem recheados e cobertos.

 

Prepare a cobertura levando a derreter o chocolate branco em banho-maria. Junte um pouco de óleo vegetal e mexa bem, para torná-lo mais fluído. Se lhe quiser dar um tom rosado, junte umas gotinhas de corante rosa ou cerca de uma colher de café de beterraba em pó, mexendo bem (eu não tinha corante rosa em casa e então lembrei-me de um frasquinho de beterraba em pó que tinha comprado na Kinda Home; a cor não fica totalmente uniforme, mas acho consegui o efeito pretendido e o sabor não comprometeu; no entanto, se tivesse corante, teria usado o corante).

 

Prepare o recheio, batendo bem o mascarpone com o lemon curd.

 

Com uma faca de serrilha abra os profiteroles a meio (cuidado para que as partes não fiquem separadas). Com uma colher de chá encha a cavidade com creme de limão. Por fim coloque um pouco do chocolate branco em cima de cada profiterole.

 

Leve ao frigorífico umas duas horas antes de servir.

 

IMAGENS E RECEITAS DE OUTROS DIAS DA MÃE:

 

Teresa Rebelo

foto do autor

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