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Lume Brando

21
Jan15

Post 2 em 1 [doce e bolo de chuchu]







































O chuchu deve ser o legume* que me diz menos.
É desengraçado, às vezes vem com picos chatos, não tem grande sabor, não me lembro de ouvir falar dele quando era pequena e, ainda por cima (eu sou muito sensível ao nome das coisas), tem um nome feio. Chuchu? A sério? Também há quem lhe chame... pimpinela. Não melhorou, pois não? Aliás, nunca percebi porque é que os brasileiros usam a expressão "meu chuchuzinho", detestaria ser comparada a um chuchu, mesmo que de forma carinhosa.

Tudo isto a propósito das receitas deste post, em que o chuchu é a estrela principal. Todas as semanas recebo um cabaz da Prove, que traz legumes e fruta de agricultores aqui da zona (no Norte, bastantes mais legumes do que fruta). E o chuchu tem chegado em grande quantidade. Uso-o na sopa, e às vezes ralado em saladas. Não tenho um grande congelador, por isso conservá-lo desta forma não é opção.

Já tinha tropeçado em algumas receitas de doce de chuchu, mas só agora decidi experimentar, depois de me terem dito que era muito parecido com o doce de chila. E não é que é mesmo?
E para mim, doce de chila não é para comer no pão ou em tostas, é para usar em bolos e sobremesas. E foi isso que fiz: usei parte do doce num bolo de avelãs, sem farinha e sem manteiga. Ficou um bolo húmido, uma espécie de 'toucinho de céu' mais leve, muito bom para acompanhar uma chávena de chá feito com a ajuda da minha (linda) chaleira Le Creuset.

A receita do doce de chuchu, encontrei-a no bonito Sweet Gula, que por sua vez tinha seguido a receita do não menos bonito No Soup For You. Viva a partilha das coisas boas!

*O chuchu é considerado um fruto, mas muitas vezes, para simplificar e nos entendermos, é mais fácil designar como legume todo o fruto que não é doce (tomate, pimento, beringela, chuchu, etc.)...















DOCE DE CHUCHU
(receita encontrada aqui)

700 g de chuchu descascado e ralado em fios (é o que vai fazer com que fique parecido com o doce de chila)
350 g de açúcar (a receita original pede um pouco menos de açúcar e usa açúcar amarelo, eu usei do branco)
1 casca de limão
1 pau de canela

Eu usei a Bimby: junte no copo todos os ingredientes e programe 30 min/100º/Veloc. colher inversa.
Quando terminar, programe mais 30 min/Temp.Varoma/Veloc. colher inversa.
Descarte a casca de limão e o pau de canela e guarde em frascos esterilizados. Deixe arrefecer e conserve no frigorífico.

Método tradicional:
Leve ao lume num tacho o chuchu ralado, juntamente com os outros ingredientes. Vá mexendo, sempre em lume brando, durante cerca de 1 hora, até estar no ponto. Descarte o pau de canela e a casca de limão, coloque em frascos esterilizados, deixe arrefecer e conserve no frigorífico.


BOLO DE CHUCHU E AVELÃ

5 ovos (usei caseiros, que conferem ao bolo uma textura mais húmida e compacta, para além das outras vantagens)
120 g de açúcar
250 g de doce de chuchu
200 g de miolo de avelã torrado e moído
Açúcar em pó para decorar

Pré-aqueça o forno nos 170º função ventoinha e forre o fundo de uma forma redonda de 20 cm de diâmetro com papel vegetal. Unte bem com manteiga e polvilhe com farinha ou use spray desmoldante.
Bata bem os ovos com o açúcar. Junte a avelã moída (eu usei avelã torrada que moí na Bimby) e por fim junte o doce de chuchu, tendo o cuidado de o desfazer e espalhar bem pela massa. Verta na forma e leve a cozer durante cerca de 45 minutos (eu cozi a 170º com a opção 'ventoinha' ligada; se não tiver esta opção, aumente a temperatura para 180º ou 190º, mas talvez tenha de cozer durante mais alguns minutos. Quando pronto o palito deve sair praticamente seco - podem vir algumas migalhas agarradas, porque é um bolo húmido - e deve ter um dourado acastanhado bonito. Deixe arrefecer (o bolo fica mais saboroso no dia seguinte) e polvilhe com açúcar em pó.


16
Jan15

Uma espécie de Dobos Torte [ou o meu bolo de aniversário]






Eu sei, eu sei que este blog parece esquizofrénico: no post anterior partilho uma receita saudável, acompanhada de um queixume sobre os excessos da quadra natalícia, e logo de seguida, na mesma semana, aparece um bolo que é um pecado.
Mas dizer que fiz anos ontem serve de atenuante, não serve?

Nem sempre me apetece fazer o meu próprio bolo de aniversário, mas este ano a vontade de experimentar uma receita nova empurrou-me logo de véspera para a cozinha.
Aviso que este bolo tem bolinha vermelha no canto superior direito: a quantidade de manteiga [e açúcar] pode chocar os mais sensíveis.

Queria ter seguido mais de perto a versão do Martha Stewart's Baking Handbook, mas ontem, quando ia preparar o recheio/cobertura não encontrei o livro [que tinha usado na véspera para fazer a massa, por isso podem imaginar o caos que se vive nas minhas prateleiras da cozinha].
Ainda recorri à internet, mas não encontrei a receita exacta, pesquisei mais algumas receitas e fiz um mix, que acabou por correr muito bem - a meio do processo achei mesmo que ia ter de recheá-lo e cobri-lo com uma simples ganache de chocolate, mas a internet, esse oráculo dos tempos modernos, salvou-me do desgosto de não conseguir (ver receita).

Não é um bolo difícil, mas é preciso algum tempo para o preparar [o que acaba por ser uma vantagem, porque assim não caimos na tentação de o fazer muitas vezes].
Mas vale bem a pena todo o esforço: ontem levei-o para casa dos meus pais, onde fiz um jantar de aniversário em família, com os meus irmãos e sobrinhos, e garanto-vos que foi um sucesso.

[as fotografias do bolo inteiro e aberto estão muito diferentes: as do bolo inteiro foram tiradas ontem ao final da tarde e as do bolo aberto hoje de manhã, a prova de que a luz faz mesmo toda a diferença.]

Bom fim-de-semana!















DOBOS TORTE - SIMPLIFICADO
A partir da receita do Martha Stewart's Baking Handbook

Para o bolo:

350 g de manteiga à temperatura ambiente
3 chávenas de farinha sem fermento
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
2 chávenas + 1/4 de chávena de açúcar
8 claras de ovos grandes
3 gemas de ovos grandes
1 chávena de leite meio-gordo

Chávena = 250 ml de capacidade

Pré-aquecer o forno nos 180º. Untar e polvilhar com farinha ou usar spray desmoldante duas formas de 22 cm de diâmetro (a receita original pede 3 formas de 20 cm), forrar o fundo das formas com papel vegetal e voltar a untar/polvilhar com farinha.
Na batedeira eléctrica (o ideal é ser uma batedeira com apoio, tipo Kitchenaid, bater a manteiga com 2 chávenas de açúcar até estar bem misturado e esbranquiçado, uns 3 ou 4 minutos. Juntar as gemas uma a uma, continuando a bater. Junte o fermento e o sal à farinha. Numa velocidade baixa, juntar a farinha e o leite em três vezes e de forma alternada, começando e acabando com farinha (a receita original diz para peneirar a farinha e o fermento, eu não o fiz). Noutra taça, bater as claras com a batedeira eléctrica e quando ficarem espumosas, junte 1/4 de chávena de açúcar. Continue a bater até ficarem bem firmes. Envolva as claras no outro preparado, em duas ou três vezes e com uma espátula de borracha. Divida pelas formas untadas e leve ao forno entre 30 a 40 minutos. Aos 30, espete um palito no centro e vá controlando: o palito deve sair limpo.
Desenforme e deixe arrefecer totalmente (eu fiz os bolos à noite, na véspera).


Para o recheio e cobertura:
[Merengue suiço amanteigado de chocolate - Chocolate swiss meringue buttercream]

1 dose de merengue suiço*
200 g de chocolate de culinária de boa qualidade
450 g de manteiga à temperatura ambiente

*Merengue suiço
4 claras L
180 g de açúcar


Leve ao lume em banho-maria numa taça metálica ou de vidro (o ideal é ser a taça da batedeira) as claras misturadas com o açúcar (a água não deve tocar na taça). Mexer continuamente, até o açúcar estar dissolvido e a mistura estiver quente ao toque (cerca de 4 minutos).
Retirar do lume e bater com a batedeira eléctrica, inicialmente a baixa velocidade e depois numa velocidade média-alta, no total cerca de 7 minutos, até ficar com uma consistência extra-firme e um aspecto macio e brilhante. Reservar.
Derreter o chocolate em banho-maria e reservar.
Com a batedeira numa velocidade média-baixa (e com a pá, em vez da pinha), juntar ao merengue a manteiga aos poucos - colher de sopa a colher de sopa. Contunue a bater até ficar um creme macio e uniforme. Se parecer que a mistura talhou e está aos grumos, bater mais um pouco numa velocidade maior. Se vir que não está a melhorar, não desespere e siga a dica do Cake Central: retire uma chávena do creme talhado e leve ao micro-ondas na potência máxima entre 5 a 10 segundos - deve ficar mais líquido, meio derretido, mas não quente. Junte à batedeira novamente e bata de novo a uma velocidade média-alta: verá que vai começar a ficar parecido com um creme de manteiga (comigo resultou!).
Quando estiver macio e uniforme, junte aos poucos o chocolate derretido, diminuindo a velocidade. Assim que o creme ficar com o chocolate completamente envolvido, está pronto para ser usado no bolo.

Rechear e cobrir o bolo:

Parta cada bolo em três (usei daquelas faca compridas de serrilha de pastelaria; enquanto cortava atendia telefonemas de parabéns, daí as camadas não terem ficado muito certinhas!).
Coloque a base de um dos bolos no prato de servir e barre com o creme, coloque outra parte de bolo e barre também com o creme e assim sucessivamente. Termine barrando todo o bolo com a ajuda de um espátula - usei uma destas.

Notas:
- No livro o bolo tem nove camadas, pois foram partidos três bolos em três partes; o recheio também é um pouco diferente - ao creme do recheio, que é ligeiramente diferente do meu, foram adicionadas natas batidas; 
- Para ser um verdadeiro 'Dobos Torte', bolo de origem húngara, deveria levar ainda uma cobertura ou decorações de caramelo;
- Como é inverno e está frio, não senti necessidade de manter o bolo no frigorífico, mas no tempo mais quente é aconselhável.
- Apesar de nas fotos, a massa do bolo poder indiciar um bolo seco, não é: é húmido e delicioso!



05
Nov14

Um bolo que é uma festa.




A semana passada um dos meus irmãos fez anos e coube-me amim fazer o bolo. Apesar de ter uma capa de argolas na prateleira da cozinhacheia de receitas 'valor seguro', a que recorro quase sempre neste tipo deocasiões, desta vez resolvi experimentar uma receita nova. Ou melhor, duas: amassa do bolo é deste livro da Hummingbird Bakery, orecheio, cobertura e topping são de uma revista do Jamie.

Aos poucos, tenho vindo a concluir que não sougrande fã de bolos de chocolate. Se forem bolos de chocolate húmidos eintensos, como o brownie, até sou capaz de comer uma fatia, mas se estivermos afalar de bolos com fruta, frutos secos, cenoura... bem, esses são outra históriae uma só fatia não chega. Por isso, há já muito tempo que não faço um bolo deaniversário de chocolate. Como a família e os amigos não se têm queixado,voltei a escolher uma receita 'choco-free'.

E revelou-se uma opção acertada. O recheio e acobertura de queijo creme combinam na perfeição e o topping de nozescaramelizadas transforma-o num bolo com wow factor garantido.

Se a sábia e carismática Julia Child disse umdia que "a party without a cake is just a meeting", eu digo quequalquer refeição ou encontro que termine com este bolo, transforma-seimediatamente numa festa.














BOLO DE CENOURA E NOZES COM RECHEIO E COBERTURA DE CREAM CHEESE
E TOPPING DE NOZES CARAMELIZADAS

Para o bolo:
(ligeiramente adaptado daqui)

150 g de açúcar amarelo
2 ovos
150 ml de óleo de girassol
150 g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de canela em pó
1 pitada de gengibre em pó
1/4 de colher de café de extracto de baunilha
150 g de cenoura crua ralada
100 g de miolo de noz picado grosseiramente

Para o recheio/cobertura:
(ligeiramente adaptado de Jamie Magazine - Especial 50ª edição)

125 g queijo creme (usei Philadelphia)
40 g manteiga (usei Vaqueiro)
250 g de açúcar em pó

Para o topping:
(Jamie Magazine - Especial 50ª edição)

60 g de miolo de noz
100 g de açúcar

Comece por ligar o forno nos 180ºC.
Unte com manteiga e polvilhe com farinha duas formas de 16 cm, forre o seu fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar (ou use spray desmoldante). Descasque e pique as nozes, descasque e rale as cenouras. Reserve.
Na taça da batedeira, junte o açúcar, os ovos e o óleo, bata até estar bem ligado. Junte lentamente a farinha, o bicarbonato, o fermento, a canela, o gengibre e o extracto de baunilha. Por fim, junte a cenoura e as nozes, envolvendo bem, manualmente. Divida a massa pelas duas formas e leve ao forno cerca de 30 minutos ou até um palito sair seco do interior dos bolos.

Entretanto, prepare o praline: espalhe as nozes, partidas em pedaços, numa folha de papel vegetal, mas não afaste demasiado uns pedaços dos outros. Num tachinho de fundo pesado leve o açúcar ao lume, temperatura média. Deixe estar até ficar em ponto de caramelo (vai demorar um pouco, mas nunca mexa, apenas pode ir rodando o tachinho, quando o açúcar começar a derreter, de forma a todo o açúcar ser transformado em caramelo). Quando estiver bem líquido e dourado (não deixe demasiado tempo ao lume, pois fica escuro e amargo), verta por cima das nozes, tentando que todas fiquem cobertas. Deixe arrefecer.

Depois dos bolos frios, prepare o recheio e cobertura: na Bimby ou noutro processador de cozinha ou até na batedeira, bata bem a manteiga. Junte o queijo creme e por fim o açúcar. Bata até ficar um creme macio.

Para montar, coloque um dos bolos no prato de servir. Barre com a mistura de queijo creme e coloque o outro bolo por cima. Barre novamente com o creme. Pode levar ao frio por algum tempo. Entretanto, destaque o praline, já frio, do papel vegetal e coloque sobre uma tábua. Com uma boa faca, corte o praline em pedacinhos (quanto mais pequenos, menos vistosos mas mais fáceis de comer). Espalhe por cima do bolo e faça a festa!




30
Out14

Brownies assustadores!


A noite mais assustadora do ano é já amanhã, mas ainda vão a tempo de preparar estes brownies gulosos. Não tem nada que saber: é só fazer o bolo, deixar arrefecer e usar cortadores de bolachas alusivos à data. A decoração pode ser mais ou menos elaborada, e podem sempre pedir ajuda aos mais novos, para terem a certeza de que vão sair umas criaturas bem engraçadas!

[Eu sei que há quem não suporte o halloween e ache um disparate as crianças portuguesas celebrarem-no de alguma forma. Apesar de cá em casa não festejarmos propriamente a data, a não ser com estes mimos doces, não consigo ser assim radical: afinal, é sempre mais um motivo para os miúdos fazerem coisas diferentes e divertidas e conhecerem uma tradição de outros países, o que me parece positivo. E na verdade, ao assinalar-se esta data não estamos a passar por cima de nenhuma outra. Pelo menos aqui no norte do país - à excepção da componente religiosa, cumprida fundamentalmente por católicos adultos - não temos o "pão por Deus" ou outra tradição que envolva os mais pequenos. Desde que não se entre na onda de consumismo a que as lojas nos querem obrigar (mas este bom senso é desejável em qualquer altura do ano), por que não assinalar esta data tão inofensiva, dedicada aos monstrinhos e aos pequenos medos?]

Happy Halloween!


















BROWNIES ASSUSTADORES

Para o brownie
(adaptado da revista Saveurs - Spécial Desserts 2013)

180 g de chocolate de culinária
150 g de chocolate branco partido em pedacinhos
130 g de manteiga
80 g de farinha sem fermento
175 g de açúcar amarelo
3 ovos


Para a decoração

Pasta de açúcar branca (usei da Vahiné)
Pasta de açúcar cor-de-laranja
Glacé (usei o lápis de pasteleiro branco da Vahiné)
Cortadores de bolachas temáticos

Pré-aquecer o forno nos 180º. Unte uma forma rectangular com manteiga, forre com papel vegetal e volte a untar, polvilhando-a com farinha. Derreta o chocolate com a manteiga e misture bem.
Bata os ovos com o açúcar. Junte a mistura de chocolate e manteiga derretidos. Envolva a farinha e por fim os pedacinhos de chocolate branco. Verta para a forma e leve ao forno cerca de 30 minutos.
Retire do forno e deixe arrefecer.
Quando estiverem bem frios, corte o brownie com as formas escolhidas e coloque sobre forminhas de papel. Se for usar pasta de açúcar, amasse-a um pouco para a tornar moldável e estique-a com o rolo numa superfície polvilhada com açúcar em pó. Lave bem os cortadores e use-os para cortar a pasta de açúcar. Com a ajuda de um pincel, humedeça as costas de cada figura em pasta de açúcar e cole no respetivo brownie. Com um palito, faça os olhos dos fantasmas e os veios das abóboras. Nos outros, use glacé ou o lápis da Vahiné para fazer os olhos do morcego, a fivela do chapéu de bruxa ou outros desenhos. Deixe assentar/secar, antes de servir.

Nota: vão sobrar bastantes aparas de brownie. Aproveite para servir com gelado, em taças individuais, por exemplo.

28
Out14

Grão a grão.

















É tão bom quando experimentamos uma receita pela primeira vez e sentimos que valeu a pena, que vai ser daquelas a repetir, não é?

Foi isso que me aconteceu com esta tarte de grão-de-bico. Há muito que a tinha visto no blog Be Nice, Make a Cake, um blog tão bonito como o próprio nome. Volta e meia vinha-me o lembrete à memória: "um dia destes tens de fazer a tarte de grão, não te esqueças da tarte de grão". Até que num destes sábados, quando o pirata mais velho decidiu que queria cozinhar e fazer bolos comigo, vi um frasco de grão no armário e pensei: "é mesmo hoje que fazemos a tarte de grão". Assim, e depois de uma boa dose de massa de crepes, fizemos a dois esta tarte (claro que a parte de que o L. mais gostou foi a de fazer a massa).

Faz lembrar as tartes de feijão, tem uma doçura e uma consistência húmida que torna impossível comer só uma fatia. A receita original é bem mais original: leva pretzels. Como não tinha, não usei, mas acredito que o sal dos pretzel lhe dê um toque especial. A outra diferença em relação à tarte da Rosa (para além de eu ter usado grão de frasco, já cozido), é que em vez de usar raspa de laranja, usei de limão.

Se vou mudar alguma coisa da próxima vez? Só talvez levar a massa quebrada ao forno antes de rechear, para ficar mais crocante e dourada. De resto, não mudo nada, ficou óptima assim!*



TARTE DE GRÃO-DE-BICO
(ligeiramente adaptado daqui)

Para a massa quebrada:
150 g de farinha T55 sem fermento
70 g de manteiga fria partida em pedaços

25 ml de água

Para o recheio:
250g de açúcar
140 g de grão-de-bico cozido e triturado (usei já cozido, de frasco)
20 g de manteiga derretida e arrefecida
2 ovos
2 gemas
Raspa de 1 limão

Canela em pó qb

Ligue o forno nos 180º C. Coloque a farinha e a manteiga numataça grande e, com a ponta dos dedos, amasse os ingredientes. Assim quecomeçar a ficar uniforme e algo elástica, junte a água e continue a amassar,vai ficar uma massa muito macia. Forme uma bola. Polvilhe a superfície detrabalho com farinha e estique a massa com o rolo, de acordo com a forma detarte que vai usar (a minha tarteira erade fundo amovível e anti-aderente, por isso não forrei com papel vegetal, nemuntei, mas podem fazê-lo). Coloque a massa quebrada sobre a forma, ajustandobem e eliminando o excesso. Pique o fundo com um garfo. Se quiser, coloquepapel vegetal por cima da massa, encha de feijões ou pesos próprios e leve aoforno uns 10 minutos, ainda sem recheio. 
Noutra taça, junte e misture bem todos os ingredientes do recheio.Coloque este preparado sobre a massa da tarteira e leve ao forno cerca de 30minutos.

* Só agora, a ler outra veza receita do Be Nice, Make a Cake, é que vi que me esqueci de a polvilhar nofinal com açúcar em pó! Afinal acho que também vou fazer isto da próxima vez,pois fica ainda mais bonita.




15
Out14

Para um lanche de Outono.


Quando as maçãs de Trás-os Montes chegam com fartura a minha casa, por mãos familiares amigas, sei que estamos no Outono.
E que já não tenho de arranjar desculpas para ligar o forno numa base... diária.
Apesar de muito saborosas quando comidas ao natural, há sempre algumas que acabam em doces e sobremesas.

A massa deste rolo é uma adaptação da torta de Viana: desta vez usei mais um ovo (eram pequenos) e açúcar amarelo. Quanto ao recheio foi uma experiência para duas receitas: um gelado que espero conseguir fazer em breve e a que hoje vos trago. É um bolo simples, mas que sabe bem com uma chávena de chá, agora que os dias começam a pedi-lo.

Mas antes de passarmos à receita, queria falar-vos da bonita panela que aparece nas fotos.
É uma Le Creuset e surge no âmbito de uma colaboração entre o Lume Brando e esta marca francesa, conhecida pelos seus tachos e panelas em ferro fundido. Apesar de ter começado a usar os produtos da marca há pouco tempo (mas suspirava por eles há muito) estou encantada: aquecem de uma forma surpreendente. Parece que estamos a cozinhar com gás e não com placa eléctrica ou de indução (eu gosto de cozinhar com gás, acho que a comida fica com outro sabor, mas em casa não tenho) e são fáceis - muito fáceis mesmo - de lavar e limpar (apesar das peças poderem ir à máquina, são tão bonitas e especiais, que as tenho lavado à mão). Bem sei que o preço pode ser um entrave à compra, mas pensem nestas panelas como um investimento para a vida. Sim, porque a Le Creuset oferece garantia vitalícia. Podem seguir as novidades da marca aqui.














ROLO DE MAÇÃ COM CANELA

Para o recheio:

Cerca de 1 kg de maçãs partidas em cubos  (pesadas já sem casca)
1/2 chávena mal cheia de Vaqueiro líquida
4 colheres de sopa açúcar amarelo
2 colheres de sopa de rum
1 pau de canela
1 limão
Canela em pó qb

Descascar e partir as maçãs aos cubinhos para uma taça e regar com sumo de 1/2 limão. Levar ao lume a Vaqueiro e o açúcar. Deixar o açúcar derreter e introduzir as maçãs com o pau de canela e o sumo da outra metade do limão. Envolver bem as maçãs na mistura de Vaqueiro e açúcar e deixar cozinhar até começarem a amaciar. Juntar o rum e deixar cozinhar mais algum tempo. Se vir que está com pouco líquido, junte um pouco de água. Estará pronto quando grande parte dos pedacinhos de maçã já estiverem desfeitos em puré. Junte canela em pó a gosto, prove e rectifique se for necessário. Descarte o pau de canela e deixe arrefecer.

Nota: no rolo usei cerca de 2/3 da quantidade do recheio. O resto espero vir a usar num gelado :)

Para a massa:

7 ovos pequenos (ou 6 normais), separados
Raspa de limão qb
125 g de açúcar amarelo + algum para polvilhar
100 g de farinha sem fermento
Açúcar em pó e canela para polvilhar

Pré-aquecer o forno nos 200º.
Forrar um tabuleiro (usei um com 36 x 24 cm) com papel vegetal e untar com manteiga ou spray desmoldante.
Bater bem as gemas com o açúcar amarelo e a raspa de limão (desta vez usei um batedor de varas e bati cerca de 5 minutos). Bater as claras em castelo e envolvê-las na mistura das gemas.
Adicionar a farinha, envolver bem para que fique integrada na massa.
Verter sobre a forma, alisar e levar ao forno cerca de 12 minutos (este cozeu mais rápido do que a torta de Viana costuma cozer!) ou até o palito sair seco do seu interior (usar um palito fininho, para que o furo não se note).
Desenformar sobre um pano de cozinha húmido e polvilhado com açúcar amarelo.
Retirar o papel vegetal com cuidado e barrar com o recheio de maçãs.
Aguardar uns 10 minutos e enrolar com a ajuda do pano.
Deixar que arrefeça mais um pouco, aparar as extremidades, para ficar mais bonito, e passar para o prato de servir. Polvilhar com uma mistura de açúcar em pó e canela.


Outras receitas com maçã:

Maçã assada com crumble de amêndoa
Tarte leve de maçã e amêndoa
Torta de maçã
Bolo de maçã




08
Out14

Breaking bread.

 



 




Esta é daquelas receitas que resulta sempre.
Podemos trocar ingredientes ao sabor do que há na despensa, podemos fazer versões mais ou menos saudáveis, podemos fazê-lo de véspera ou até com mais antecedência: embrulhado em película aderente ou papel de alumínio, continua húmido e delicioso durante vários dias.
A receita base está aqui, mas esta versão, feita com azeite em vez de manteiga e com pedacinhos de chocolate, é ainda mais irresistível.
 
O nome original deste tipo de bolo, muito popular nos Estados Unidos, é 'banana bread', mas confesso que nunca percebi muito bem porque é que lhe chamam pão em vez de bolo. A minha teoria - muito particular e sem qualquer pesquisa por detrás - é que antes das preocupações relativamente recentes neste país em relação à alimentação saudável, toda a receita que levasse menos de 350 g de açúcar não podia ser considerada bolo ou doce...
 
Chamem-lhe pão, bolo, não importa. O que importa mesmo é que experimentem e que me digam se não é daquelas receitas maravilhosas e viciantes. E podia dizer que é por ser viciante que brinquei no título com o nome de uma famosa série de televisão, mas não. Foi mesmo só porque não resisti ao trocadilho!
 


BANANA BREAD COM NOZES, AVELÃS E CHOCOLATE

 
70 g de azeite Gallo Frutado*
100 g de açúcar amarelo
3 ovos
2 bananas médias maduras
130 g farinha 55 sem fermento
100 g avelãs (70 g p/ farinha e 30 g partidas aos pedaços)
1 colher de sopa de fermento
60 g de frutos secos - usei 30 g nozes e 30 g avelãs - partidos em pedaços
50 g de chocolate de culinária em pedacinhos (ou pepitas de chocolate)
 
Pré-aquecer o forno nos 180º.
Para intensificar o sabor da avelã, e porque usei avelãs inteiras, com pele, levei-as numa frigideira anti-aderente ao lume, para as tostar e conseguir mais facilmente retirar-lhes a pele. Depois de tostadas (ter atenção que é um processo rápido), embrulhei-as num pano de cozinha limpo e friccionei o pano na bancada, fazendo as avelãs rasparem umas nas outras, de forma a soltar-se a pele. Pesei 70 g e moí na Bimby, para a farinha, e parti em pedaços os 30 g que sobraram para incorporar mais tarde na massa.
Untar muito bem com azeite ou manteiga e polvilhar com farinha uma forma de bolo inglês (se não quiser correr riscos ao desenformar, forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar).
Bater o açúcar com o azeite até ficar bem misturado e juntar os ovos, um a um. Juntar as bananas previamente esmagadas com um garfo. Juntar as farinhas (130 g farinha trigo 55 + 70 g farinha avelã) e o fermento. Adicionar por fim os frutos secos e o chocolate. Envolver bem e verter na forma. Levar a cozer cerca de 45-50 minutos.
Deixar arrefecer um pouco e desenformar.



*Quem me deu a conhecer este azeite, ideal para receitas doces, em que não queremos que o sabor do azeite sobressaia, foi a Ondina, do Coentros & Rabanetes. E foi uma dica estupenda: desde que o usei pela primeira vez, tento ter sempre uma garrafa deste azeite em casa, para receitas especiais. Espreitem o seu blog, está cheio de receitas tão saudáveis como deliciosas!

Outras receitas de banana bread ou pão de banana:

27
Ago14

Maracujás no regresso a casa.





Depois de três semanas fora de casa com a família, praticamente sem cozinhar, confesso que já estava com saudades de ligar o forno.
Há muito que não tirávamos três semanas de férias e soube-nos muito bem. Andámos sempre pelo norte do país, como já é costume. Uma semana no Minho litoral, com escapadelas à Galiza, e duas semanas no campo, onde os miúdos ganham espaço e tempo para fazer o que mais gostam: andar descalços, pedalar, dar saltos para a piscina e comer gelados!
De volta à civilização, encontrei um frigorífico vazio mas, para compensar, tinha à minha espera um saco cheio de maracujás vindos do quintal dos meus pais.

Há uns meses, desabafei no facebook que tinha tentado fazer curd de maracujá com polpa de maracujá de lata e que, mesmo seguindo duas receitas diferentes, não tinha ficado satisfeita com nenhuma. Foram várias as pessoas que me animaram e me incentivaram a experimentar com maracujá fresco, que ia sentir a diferença e que de certeza iria gostar. Algumas até me deixaram a receita, como foi o caso da Luísa, do blog No Mundo da Luisa. Mas a sua receita levava um pouco de amido de milho e eu meti na cabeça que tinha de encontrar uma receita, boa, mas mais simples ainda. Como adoro lemon curd e a minha receita - que está aqui - é óptima e não leva amido de milho, queria uma receita de curd de maracujá idêntica (agora devem estar a perguntar-se porque não segui a minha receita de lemon curd, substituindo o sumo de limão pela polpa de maracujá, certo? Pois, experimentei, mas não resultou).

Mas tenho boas notícias: acho que encontrei a receita de curd de maracujá perfeita! Os maracujás frescos fazem, de facto, toda a diferença. É certo que tive de adaptá-la ligeiramente e incluir... limão. Sumo de 1/2 limão para lhe dar aquele ácido que faz dos curds um manjar dos deuses. Usei-o num bolo de iogurte que descobri no mesmo blog, mas talvez a cobertura de chocolate branco seja too much for me. Bastava-me regar cada fatia com uma dose generosa de curd. Em todo o caso, quem provou, adorou e elogiou!

Um pequeno aviso: se não gostam de sentir as sementes, passem a polpa por um coador tanto para o bolo como para o curd. Eu não me importo e acho que ambos ficam mais bonitos e ricos com as sementes.




















BOLO DE MARACUJÁ E LIMÃO COM CURD DE MARACUJÁ E CHOCOLATE BRANCO
Adaptado do blog Simply Delicious

Para o curd de maracujá:

Cerca de 1 chávena* de polpa de maracujá
2 ovos L
2 gemas de ovos L
Sumo de 1/2 limão
140 g de açúcar
90 g de manteiga partida em cubos (usei Vaqueiro)

*250 ml de capacidade

Juntar todos os ingredientes num tacho ou recipiente próprio e levar ao lume em banho-maria (ter atenção para que a água do recipiente de baixo não toque no recipiente que tem os ingredientes). Mexer continuamente, até a manteiga derreter (no início vai parecer uma mistela esquisita, com a manteiga a parecer que não vai unir-se ao resto do preparado, mas não desistam: quando ficar bem quente, vai ficar uniforme). Quando a manteiga já estiver praticamente derretida, pode usar o batedor de varas e bater energicamente até engrossar (pode ser necessário aumentar um pouco o lume). Quando sentir que está bem cremoso e opaco, pode retirar do lume e verter para um frasco. Deixe arrefecer antes de usar. Aguenta cerca de 2 semanas no frigorífico.

Para o bolo:

250 g de farinha sem fermento
2 colheres de chá fermento em pó
1 pitada de sal
250 g de iogurte natural tipo grego (2 embalagens)
190 g de açúcar
4 ovos L
110 ml de azeite extra virgem suave ou óleo vegetal (usei Vaqueiro líquida)
Polpa de 3 maracujás
Raspa de 1 limão

Pré-aqueça o forno nos 180º. Unte e forre o fundo de uma forma de bolo inglês grande com papel vegetal e unte este também. Numa taça, junte a farinha, o fermento (de preferência peneirados), o açúcar e o sal. Noutra, junte os restantes ingredientes e bata bem. Junte aos poucos os ingredientes líquidos aos secos e mexa só até estarem bem misturados. Verta na forma e leve ao forno cerca de 40-50 minutos ou até um palito sair seco do interior do bolo. Retire, desenforme e deixe arrefecer.

Para a calda, recheio e cobertura do bolo:

Sumo de 1 limão + 2 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)
200 g de chocolate branco + 2 colheres bem cheias de curd de maracujá

Leve ao lume o sumo de limão com o açúcar até este ficar bem derretido, um minuto ou dois.
Quando o bolo estiver morno ou frio, parta-o a meio com uma faca de serrilha, pique a metade de baixo do bolo com um palito e regue com metade da calda. Barre com uma camada generosa de curd de maracujá. Cubra com a outra metade do bolo, pique esta e regue com a restante calda.
Leve a derreter o chocolate branco em banho-maria e quando este estiver bem fluído, junte-lhe o curd de maracujá. Mexa bem e cubra o bolo. Deixe a cobertura solidificar antes de servir (bem frio fica muito bom). Se for guloso, como eu, sirva cada fatia com uma colherada extra de curd de maracujá.



04
Jul14

Plim, plam, plum.







As ameixas continuam a chegar e de várias origens generosas. Enquanto não me resolvo a fazer compota com elas, vou escoando-as com a ajuda de outras receitas doces.
Apesar de num post recente ter dito que as minhas estações favoritas eram a Primavera e o Outono, tenho de admitir que se há coisa boa que o Verão nos traz (para além das férias, do sol - quando resolve aparecer - e de um clima mais descontraído no ar), é a fruta. O Verão é a época da fruta por excelência e para quem, como eu, gosta de bolos e sobremesas com fruta, não há mãos a medir por estes dias.Depois do bolo invertido do último post, resolvi fazer estes queques. Um pouco improvisados, a partir de duas receitas: os queques de iogurte da Leonor de Sousa Bastos e este bolo de ameixa com crumble do Pratos &Travessas. O resultado foi um queque rico mas equilibrado, devido aos diferentes sabores e texturas, que numa só dentada nos dá o crocante do crumble, reforçado pelas sementes, a maciez ácida da fruta, e ainda a massa húmida e de travo caramelizado devido ao açúcar amarelo. Adorei.E ao contrário dos queques 'normais', estes não ficam secos no dia seguinte (aliás, no dia seguinte, estavam ainda melhores), o que é uma óptima dica para quem quiser levá-los para um piquenique e precisa de fazê-los com antecedência.(Sim, porque outra coisa boa do Verão, que esqueci de referir mais acima, são os piqueniques e as refeições ao ar livre!)



QUEQUES DE AMEIXA COM CRUMBLE DE SEMENTESPara 12, em formas de papel médias, das que cabem nas cavidades dos tabuleiros de queques



Cerca de 18 ameixas pequenas (usei das brancas e das vermelhas)1 fio de sumo de limão1 colher de sopa de açúcar amarelo

200 g de farinha T55?
7 g de fermento tipo Royal?
180 g de açúcar? amarelo
125 g de iogurte natural sem açúcar
(1 iogurte tamanho normal)
?100 g de manteiga derretida (usei Vaqueiro líquida)
1 ovo
1 gema

Crumble:

90 g de farinha
75 g de manteiga ou margarina fria, cortada em cubos
50 g de açúcar amarelo
3 colheres de sopa de mistura de sementes (pevides de abóbora, sementes de girassol, de linhaça, sésamo, etc,)
1 colher de café de canela

Descascar as ameixas, descaroçá-las, cortá-las em pedaços pequenos e colocá-las numa taça com o fio de limão e a colher de sopa de açúcar amarelo. Reservar.
Numa taça, juntar a farinha, o açúcar e a manteiga do crumble e misturar com os dedos até se obterem migalhas grossas. Junte as sementes e envolva com as mãos. Reservar
Distribuir as forminhas de papel pelo tabuleiro de queques.?
Numa taça, colocar a farinha e o fermento e juntar-lhes o açúcar, misturando bem com um garfo. Noutra taça, bater o ovo, a gema, a manteiga, e o iogurte, só até ter obtido uma mistura homogénea.
Juntar os ingredientes secos aos húmidos rapidamente, sem bater demasiado.?
Distribuir a massa pelas formas com uma colher de gelado - só até metade da forma de papel. 
Distribuir a fruta reservada (e o sumo) pelos queques e teminar com uma camada de crumble.
Cozer durante cerca de 35 minutos. Nos últimos 5 ou 10 minutos de cozedura ligue só a parte superior do forno, para cozinhar o crumble. Deixar arrefecer um pouco, retirar as forminhas do tabuleiro e deixar arrefecer completamente sobre uma grade de bolos.


30
Jun14

Bolo da Época.




As ameixas do quintal dos meus pais começaram a chegar.
Não estão tão doces nem tão grandes como em anos anteriores (tempo doido, queres dizer alguma coisas sobre isto?) mas, mesmo assim, comem-se bem ao natural.
Só que o cesto vinha carregado e decidi usar algumas num bolo.

Adoro bolos com fruta, em especial os 'upside down cakes' (bolo invertido? não sei se em português existe algum equivalente para designar este tipo de bolo, em que a fruta é colocada em primeiro lugar na forma, antes da massa), porque ficam sempre bonitos e vistosos, sem necessidade de decoração (acabei por polvilhar este com açúcar em pó, mas não se revelou muito boa ideia, pois a humidade da fruta absorveu imediatamente o açúcar).

Um bolo perfeito para o lanche, num destes dias em que apesar do calendário dizer Verão, o chá que mais apetece não é o gelado.

Para outro bolo invertido de fruta, espreitem esta receita com kiwi e chocolate.














BOLO INVERTIDO DE AMEIXAS

Cerca de 20 ameixas pequenas
170 g + 2 colheres de sopa de açúcar amarelo
90 g de Vaqueiro líquida
4 ovos
1 limão
180 g de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó

Pré-aqueça o forno nos 180º. Unte uma forma redonda com ou sem buraco e unte-a muito bem com manteiga, polvilhando-a depois com farinha. Descasque, descaroce e fatie as ameixas, colocando-as numa taça juntamente com 2 colheres de sopa de açúcar amarelo. Obtenha a raspa do limão e reserve, juntando depois um fio de sumo de limão às ameixas.

Numa taça, bata o açúcar com a margarina. Junte os ovos, um a um.
Adicione a raspa de limão. Envolva a farinha e o fermento em pó.
Forre o fundo da forma com as ameixas e o suco entretanto criado.
Verta na forma a massa e leve ao forno cerca de 40 minutos ou até estar bem dourado e um palito sair seco do interior do bolo. Deixe arrefecer um pouco e desenforme com cuidado.

Teresa Rebelo

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