Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lume Brando

28
Jun10

O pão que o diabo não amassou.

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487945809163602754" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487945807042895042" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487945821772020434" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487945814435554482" />

Nem o diabo, nem eu...
Finalmente consegui experimentar o Artisan Bread, que parece ser uma versão ainda mais fácil de fazer do que o No-knead bread - "o pão que não é amassado".

De facto, é impressionante a rapidez e a simplicidade com que se faz a massa.
Não fossem as horas de repouso e era mesmo uma receita perfeita.
Mas quanto a isto não há milagres e o facto da massa durar cerca de 15 dias no frigorífico (sempre pronta a usar depois de 30 minutos de descanso, no mínimo, à temperatura ambiente) é outro dos grandes argumentos a seu favor.
Por isso, e para quem ainda não experimentou, esqueçam a massa feita na Bimby ou o pão feito na máquina: dá menos trabalho fazer este e as possibilidades de sabores são infinitas.

Antes de meter as mãos na massa, espreitei aqui e aqui, e vi alguns vídeos no Youtube.

Após uma primeira experiência com a receita básica, ou seja, só com um tipo de farinha (usei T65), resolvi fazer mais uma dose, desta vez misturando um pouco de farinha integral. Depois, foi só ver o que andava no frigorífico e nas prateleiras cá de casa para enriquecer a receita. Gostei sobretudo da mistura de tomate seco e orégãos, mas o pão com passas e sementes de sésamo e de linhaça também ficou bom e ambos deram umas óptimas sanduíches.

Artisan Bread - a minha versão 'integral':

700 g farinha T65
300 g farinha integral
1 pacotinho de fermento de padeiro em pó
(usei Fermipan)
750 ml de água morna*
1 colher de sopa (cheia) de sal
Farinha de milho para polvilhar o tabuleiro de ir ao forno (opcional)
Água quente para levar ao forno durante a cozedura

*Quando fiz a receita só com farinha T65 usei 700 ml de água, mas com a farinha integral precisei de juntar mais um pouco.

Num recipiente grande com tampa, tipo Tupperware, juntar todos os ingredientes, mexendo com uma colher de pau. Vai obter-se uma massa mole e húmida. Colocar a tampa mas não fechar totalmente para que os gases da fermentação se possam libertar, e reservar à temperatura ambiente durante duas horas.
Após este tempo, a massa está pronta ser moldada, com a ajuda de um pouco de farinha na massa e nas nossas mãos
.
É nesta fase que se juntam os ingredientes extra como sementes, passas, ervas aromáticas, frutos secos, etc.,
ou então o recipiente segue para o frigorífico, já bem tapado, para utilização futura.

Quando quisermos usar uma porção de massa
(não esquecer que pães mais pequenos cozem mais depressa), o ideal é polvilhá-la com um pouco de farinha e enfarinhar as mãos, puxando a quantidade de massa desejada (os autores da receita usam uma tesoura para cortá-la, mas eu consegui separá-la bem com as mãos).
Voltar a colocar o resto da massa no frigorífico.
Moldar em forma de bola, ou então - se for para colocar novos ingredientes, estender a massa até obter um rectângulo grosseiro, polvilhar com os ingredientes desejados e voltar a fechar, enrolando os lados da massa para dentro até obter uma bola.
Colocar o pão num tabuleiro anti-aderente ou sobre papel vegetal num tabuleiro normal - os autores sugerem que a superfície onde se pousa o pão para ir ao forno esteja polvilhada com farinha de milho - pincelar com água e polvilhar com sementes, fazer uns cortes no cimo com uma faca de serrilha e deixar repousar cerca de 40 minutos (se levar outros ingredientes que não somente a massa base, como foi o meu caso, o ideal é descansar ainda mais tempo, cerca de 1 hora).
Pré-aquecer o forno nos 180º. Colocar na grade de baixo do forno um tabuleiro com água muito quente (o vapor e a humidade vão conferir ao pão uma textura estaladiça), polvilhar o pão com um pouco de farinha e levar o pão a cozer durante cerca de 30 a 40 minutos (depende muito de forno para forno).

Agora que já experimentei, fiquei ainda com mais vontade de comprar os livros do Artisan Bread, que mostram a infinidade de variações que se pode fazer a partir da receita e do método básicos. Dos salgados aos doces...
25
Nov09

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396855571279095266" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396855575571582914" />

Depois de uma primeira tentativa algo falhada, no último Verão, de fazer pão, eis que consigo presentear os mais novos da família com estes apetitosos pães de hambúrguer (ainda que na verdade não tenham ficado muito parecidos com pães de hambúrguer...).

A falha estival não teve tanto a ver com a massa mas com o forno. Também, quem é que me manda cozer o primeiro pão da minha vida num forno a lenha? Claro que não podia dar certo. Aliás, se conhecerem algum livro, blog ou site que fale dos segredos do forno a lenha, digam-me por favor! Na casa onde passo muitas vezes os fins-de-semana e as férias existe um e gostava de tirar partido deste privilégio.

Voltando ao pão. Sei que devo ser a única food blogger à face da terra que ainda não experimentou o no-knead bread ou a receita base do Artisan Bread, para não falar de outras receitas e versões mais clássicas. Não porque me falte a vontade. Mas porque me falta o tempo. Durante a semana praticamente não cozinho. Chego a estar fora de casa doze horas e o pouco tempo que resta tem de ser dedicado aos três homens cá de casa. Felizmente, tenho quem me cozinhe, e bem, todos os dias.
Daí que me resta o fim-de-semana - e não todos! - para transformar a cozinha em laboratório. E foi num destes últimos fins-de-semana, em que a casa ganhou três novos inquilinos temporários e com muito apetite - três sobrinhos em plena fase da adolescência - que resolvi fazer os pães que tinha visto no Webos Fritos - o blog da espanhola Su, cheio de receitas tentadoras.

Foram o ponto de partida para uma noite do hambúrguer muito animada, onde ninguém ralhou e todos tiveram razão. E onde até os hambúrgueres foram caseiros.


Pão de hambúrguer

Daqui, a partir daqui.

Para 8 pãezinhos

300 ml leite meio gordo
1 ovo
30 ml óleo de girassol
1 colher café de sal
550 g farinha "de fuerza"
(usei farinha T65)
1 pitada de açúcar
1 pacote de fermento de padeiro em pó
(usei Fermipan)
Sementes de sésamo

À mão:

Juntar o leite, o ovo batido, o óleo e o sal numa taça. Noutra taça juntar a farinha, o açúcar e o fermento em monte, tipo vulcão, e juntar aos poucos os líquidos a estes secos pelo "cume" do monte, até se formar uma massa. Retirar a massa e colocá-la num recipiente tapado a repousar durante pelo menos uma hora, para que dobre de volume. Passado este tempo, voltar a amassar para retirar o ar que a massa entretanto ganhou e formar oito pãezinhos arredondados. Deixá-los repousar por mais uma hora, para que cresçam. Pré-aquecer o forno nos 220°. Quando já tiverem dobrado o seu volume, pincelar os pães com água e polvilhá-los com as sementes de sésamo. Baixar o forno para os 200°. Pulverizar o interior do forno com água (esqueci-me e não pulverizei) e introduzir os pães que devem cozer cerca de 10-15 minutos ou até ficarem douradinhos.

Na Bimby:

Colocar no copo o leite, o ovo, o óleo e o sal. Programar 2 minutos a 37°, Vel.3. Juntar a farinha, o açúcar e o fermento e programar primeiro uns segundos na Vel. 3, e depois 5 minutos na Vel. Espiga.
Retirar a massa e colocá-la num recipiente tapado a repousar durante pelo menos uma hora, para que dobre de volume. Passado este tempo, voltar a amassar para retirar o ar que a massa entretanto ganhou e formar oito pãezinhos arredondados. Deixá-los repousar por mais uma hora, para que cresçam.
Pré-aquecer o forno nos 220°. Quando já tiverem dobrado o seu volume, pincelar os pães com água e polvilhá-los com as sementes de sésamo. Baixar o forno para os 200°. Pulverizar o interior do forno com água
(esqueci-me e não pulverizei) e introduzir os pães que devem cozer cerca de 10-15 minutos ou até ficarem douradinhos.

Sugestões da Su:

- Deixá-los bem separados no tabuleiro enquanto levedam porque crescem bastante.
- Ir vigiando o forno para que cozam uniformemente. Se for necessário, tapar com folha de alumínio nos últimos minutos de cozedura para que terminem de cozer sem queimar.
- Polvilhar abundantemente com as sementes porque há sempre algumas que ficam pelo caminho.
- Podem ser congelados ainda mornos ou conservados em película aderente.


E pronto, neste dia, de acordo com o dito antigo que li algures e que afirma que uma casa não é um lar até que nela se faça pão, a minha casa tornou-se oficialmente num :-).
08
Abr09

Scones fáceis e rápidos

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322234461222814562" />

Esta receita, que me acompanha para todo o lado (levei-a comigo quando fui estudar para Braga e quando fiz Erasmus em Salamanca) andava perdida. Tirei-a de um livro antigo da minha mãe, mas não do Tesouro das Cozinheiras ou do Pantagruel, porque esses tenho e não a encontro lá (mas como são livros com centenas de páginas, talvez não tenha procurado bem). Numas arrumações, há uns meses atrás, dei com a folhinha amarelada e suja de gordura escrita a letra de adolescente! Desde aí, encostei a farinha para scones da Branca de Neve e faço estes. O L. adora ajudar-me a misturar os ingredientes e a pincelar com ovo antes de irem ao forno. Simples e rápidos de preparar, fazem um sucesso nos lanches de domingo à tarde.

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322234897908010418" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322235003862784450" />

Scones

225 g farinha com fermento
40 g açúcar
6 colheres de sopa de leite
1 colher de sopa de manteiga
1 ovo
sal fino (se a manteiga tiver sal, não é necessário)

Numa tigela grande, colocar a farinha. Em cima do monte de farinha, colocar os outros ingredientes e amassar ligeiramente (não amassar demasiado, é só preciso ligar os ingredientes numa espécie de crumble). Fazer bolinhas de massa e colocar num tabuleiro anti-aderente (untar com manteiga se não for anti-aderente). Pincelar com gema de ovo e levar ao forno pré-aquecido nos 180º durante cerca de 25 minutos ou até ficarem douradinhos. Obrigatório comer pelo menos 2: um com manteiga, outro com compota!

Teresa Rebelo

foto do autor

Sigam-me

TOP 100 Food Bloggers

TOP 15 Blogs de Culinária Portugueses

Featured on

Bloglovin

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2005
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2004
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D