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Lume Brando

16
Out19

Pão de alperces e nozes [Dia Mundial da Alimentação e do Pão]

Pão de alperces e noz

Pão de alperces e noz

 

Desde o ano 2000 que o 16 de outubro, para além de ser o Dia Mundial da Alimentação, é também o Dia Mundial do Pão, instituído pela "União Internacional de Padeiros e Afins". Este coletivo juntou-se assim à Organização das Nações Unidas, que em 1979, na 20ª Conferência da ONU para a Alimentação e a Agricultura, escolheu o 16 de outubro (precisamente a data da criação, em 1945, da agência da ONU dedicada à alimentação e agricultura) para celebrar anualmente esta componente essencial das nossas vidas.

 

E o que seria da nossa alimentação sem pão? Atualmente, há quem pratique regimes alimentares onde o pão praticamente não entra, pelo menos o pão tradicional, feito com cereais (caso da dieta paleo), mas confesso que não conseguiria viver sem pão tradicional. É verdade que a qualidade dos ingredientes, nomeadamente das farinhas que são vendidas em grande escala, tem piorado ao logo dos tempos, devido à enorme procura e à pressão económica.

 

Por consequência, o mesmo se aplica à qualidade do pão que encontramos na maioria das padarias, a começar pelas padarias dos supermercados. Mas, sabendo que há farinhas e outros ingredientes mais e menos saudáveis, sabendo que há técnicas mais e menos saudáveis, não vejo porque tenhamos que eliminar o pão das nossas refeições.

 

Pão é partilha. É a simplicidade à mesa. É muitas vezes o alimento que salva vidas, que conforta, que garante o dia seguinte. Tanta simbologia à volta do pão. Tanta história e tanta ciência, apenas com dois ingredientes básicos: água e farinha.

 

E se o fizermos em casa, mesmo que seja com farinhas comuns, não me parece que estejamos a cometer um grande pecado alimentar [comparado com tantos outros pecados possíveis!].

 

Pão de alperces e noz

 

Claro que, à semelhança da maioria das pessoas, a maior parte do pão que como não é caseiro. Mas gosto mesmo de fazer pão e estou sempre a pensar em fazer mais vezes, no entanto alguma falta de planeamento e de tempo acabam por atropelar este desejo. Que estas datas e "dias mundiais" me sirvam de lembrete!

 

Mas vamos ao pão que vos trago neste post. Este pão de alperces e nozes está há já algum tempo na minha grelha do Instagram, mas ao dar conta da data que se assinalava hoje, ocorreu-me que não tinha chegado a publicar a receita e que este seria o dia perfeito para fazê-lo.

 

Fui buscá-lo a um livro bonito, apenas com receitas de pão e derivados, chamado "Pão Caseiro" e que de já aqui falei, na rubrica #dizmeoquelês  -  na altura, repliquei outra receita do livro, uns apetitosos rolos de limão e baunilha, que podem ver aqui.

 

Eu gosto muito de "pão de coisas" e "pão com coisas", por isso adorei esta adição dos alperces secos e das nozes. Se são do meu clube e têm paciência para deixar o pão a levedar durante a noite, agendem já fazer esta receita, vão ver que não se arrependem 😉

 

Pão de alperces e nozes

PÃO DE ALPERCES E NOZES

Ligeiramente adaptado do livro "Pão Caseiro", de Maria Blohm

 

320 ml de água fria

3 g de fermento de padeiro fresco (tamanho de uma ervilha)

350 g de farinha de espelta

100 g de farinha de espelta integral

1,5 colheres de chá de sal

100 g de alperces secos

50 g de nozes

 

Coloque a água numa taça e incorpore nela o fermento (sim, a água é mesmo fria).

De seguida, junte os restantes ingredientes - se tiver uma balança com tara, pode ir colocando e pesando ao mesmo tempo.

Misture os ingredientes com a ajuda de uma espátula ou colher (ou à mão) até obter uma massa ligada.

Cubra a taça com película aderente e deixe repousar entre 12 a 14 horas à temperatura ambiente (no inverno talvez seja necessário embrulhar a taça numa manta).

Pré-aqueça o forno a 230º com ventoinha e coloque um tabuleiro a aquecer no forno.

Molde seis pães em forma de bola (talvez precise de juntar um pouco mais de farinha, para conseguir moldar as bolas, ou humedecer as mãos, o que também ajuda; esta é uma massa húmida, mas não desespere, pois irá conseguir moldá-las) e coloque-as sobre papel vegetal.

Retire o tabuleiro do forno quando este tiver atingido a temperatura mencionada e, com cuidado, transfira o papel com o pão para o tabuleiro.

Polvilhe o pão com farinha, se desejar.

Leve ao forno durante cerca de 15 minutos ou até o pão estar dourado e bem cozido (ao bater no pão deve sentir-se um som oco).

 

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10
Out19

Bolo de pastel de nata [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #13]

Bolo de pastel de nata

Bolo de pastel de nata

 

Quem me conhece sabe, que apesar de eu cozinhar de tudo e partilhar aqui receitas diversificadas, a minha paixão são os bolos. Por isso, quando dei conta de que a Rita Nascimento, aka La Dolce Rita, tinha lançado um livro novo só com receitas de bolos, pensei logo em trazê-lo ao #dizmeoquelês - esta rubrica de que gosto tanto e que só é possível graças a uma parceria com a Bertrand Livreiros 🧡

 

Vieram cá só pela receita de Bolo de pastel de nata? Então façam scroll, que vão encontrá-la mais abaixo. Mas aposto que se forem gulosos como eu, vão querer saber mais sobre o livro, certo? Vamos a isso.

 

Bolo de pastel de nata

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE_EI O QUE COMES #13

"Um bolo por semana - 52 receitas para um ano de bolos" - Rita Nascimento - ArtePlural

Este é já o quarto livro da Rita, que toda a gente conhece do seu canal de sucesso no Youtube, o "La Dolce Rita" onde, através de vídeos simpáticos e bastante elucidativos, partilha as mais variadas receitas de pastelaria.

 

Os livros da Rita são um êxito [para além deste, tenho o "Uma pastelaria em casa" e já folheei os outros dois] e percebe-se por quê: são bastante objetivos e claros, sem deixarem de ser apelativos. As fotos, por exemplo, não apresentam uma produção complexa ou composição elaborada, são sobretudo "close-ups" dos bolos e das sobremesas, mas são luminosas e deixam-nos invariavelmente de água na boca.

 

Este último tem apenas algumas semanas de prateleira (saiu para as livrarias a 4 de outubro), mas tenho a certeza de que vai ser mais um best-seller. Um dos segredos é a experiência da Rita, sustentada por formação específica na área. Munida de todo o saber teórico, a Rita tem uma capacidade incrível de transformar esse conhecimento em métodos e formulações mais simples, para que todos em casa possamos facilmente elaborar receitas supostamente complexas [a Rita não sabe, mas tem aqui uma grande fã ❤️]

 

Livro "Um bolo por semana"

 

O tom próximo, alegre e descontraído, que a Rita usa tanto nos vídeos como no livro, ajudam a compor esta fórmula de sucesso, agora espelhada numa edição dedicada apenas a essa trave mestra da pastelaria caseira: os bolos.

 

São 52 receitas de bolos, para que ao longo de um ano não tenhamos de repetir receitas. E para que os resultados saiam perfeitos, o livro inclui, para além das receitas, informação sobre ingredientes, utensílios e dicas a ter em conta na hora de meter a mão na massa [incluindo a "Palavra de boleira" da Rita: comentários e sugestões relativamente a cada receita].

 

Quanto ao tipo de bolos, estes dividem-se nas seguintes categorias:

  • Bolos básicos e simples
  • Bolos aromáticos e reconfortantes
  • Bolos gulosos e para dias de festa

 

Existe ainda um capítulo com receitas auxiliares: cremes e complementos para coberturas e recheios. Para que possam fazer as vossas combinações e assim, em vez de 52 bolos, terem quantas receitas a vossa imaginação ditar!

Livro "Um bolo por semana"

 

A par de alguns clássicos, como o 'Bundt de chocolate', o "Bolo inglês", o "Bolo de claras" ou o "Bolo de ananás caramelizado", a Rita propõe-nos receitas originais e outras menos conhecidas, como o "Bolo de pastel de nata" que vos trago hoje (receita mais abaixo), o "Bolo tiramisu", o "Bolo tecomaleco", o "Bolo três leches" ou o "Bolo de chocolate crocante sem forno".

 

Só vos digo uma coisa: no dia em que tiverem o livro na mão, garanto-vos que vão querer fazer TODAS as receitas!  Estão em pulgas por esse momento? Saibam mais sobre o livro aqui >>> na livraria Bertrand online.

 

Resumindo:  "Um bolo por semana" é daqueles livros que não pode faltar na prateleira de alguém que adora mimar a família e os amigos com um bolo, seja de vez em quando, seja todas as semanas. O design gráfico do livro é funcional e apelativo, com boas fotografias, tiradas pela Rita. As receitas parecem ser todas acessíveis e estão bem escritas e detalhadas. O que eu mudaria? Em vez de referir o 'volume da massa' obtida em cada receita, mencionaria o tamanho mais adequado das formas a utilizar. De resto, o livro está de se devorar "página a página"!

 

Agora, sem mais demoras, a receita do delicioso Bolo de pastel de nata.

Bolo de pastel de nata

BOLO DE PASTEL DE NATA

Receita original: livro "Um bolo por semana" de Rita Nascimento

 

Para o bolo

3 ovos

100 g de açúcar

75 g de farinha sem fermento

1/2 colher de chá de canela em pó

1 base redonda de massa folhada

Açúcar mascavado qb (e maçarico) para decorar no final*

 

Para o creme pasteleiro

300 ml de leite meio-gordo

3 gemas

50 g de açúcar

25 g de amido de milho

25 g de manteiga fria

1 pau de canela

1 pedaço grande de casca de limão

 

Para a calda

150 ml de água

150 ml de açúcar

1 pedaço grande de casca de limão

 

Comece por fazer o creme pasteleiro.

Coloque num pequeno tacho o leite, o pau de canela e a casca de limão e leve ao lume.

Numa taça, junte as gemas, o açúcar e o amido de milho e mexa bem com as varas.

Quando o leite começar a fervilhar, descarte a canela e o limão e verta-o, aos poucos, sobre o preparado anterior, mexendo bem com as varas.

Deite esta mistura no tacho e leve de novo ao lume, mexendo sempre até começar a engrossar. Continue a mexer com as varas cerca de dois minutos após já estar a engrossar e ter começado a fervilhar.

Retire do lume e incorpore a manteiga partida em pedaços. Mexa até a manteiga derreter e ficar homogéneo. Passe para uma taça limpa e tape com película aderente ("colando" esta à superfície do creme, para não entrar ar e assim evitar que ganhe uma crosta).

Deixe arrefecer um pouco e leve ao frigorífico. Ele vai endurecer no frigorífico, por isso, antes de usar, bata-o na batedeira elétrica até ficar com uma consistência cremosa e uniforme.

 

Entretanto faça o bolo.

Unte muito bem e polvilhe com farinha uma forma redonda (usei uma com 18 cm de diâmetro). Forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/enfarinhar.

Ligue o forno nos 180º.

Com a batedeira elétrica, bata os ovos com o açúcar durante uns 5 minutos, ou até a mistura ficar esbranquiçada e com o dobro do volume.

Peneire a farinha e junte-a, com a canela, ao preparado anterior, em duas ou três adições, envolvendo suavemente.

Verta para a forma e leve ao forno durante cerca de 20 minutos ou até um palito sair seco do centro do bolo.

Solte a massa das laterais da forma com a ajuda de uma faca e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal. Deixe arrefecer completamente antes de o abrir ao meio.

Não desligue o forno e leve a cozer a base de massa folhada sobre papel vegetal e picada com um garfo. Deve demorar uns 20-25 minutos a ficar folhada e douradinha. Deixe arrefecer.

 

Enquanto o bolo está no forno, faça a calda: leve a ferver a água com o açúcar e a casca de limão até o açúcar estar bem derretido. Deixe ferver durante alguns segundos e está pronto. Deixe que arrefeça.

 

Para montar o bolo:

- Coloque a forma do bolo que usou sobre a massa folhada, sem pressionar, e com uma faca corte um círculo a toda a volta; reserve o círculo e esfarele as sobras, reservando-as numa taça;

- Parta o bolo a meio e coloque a metade de baixo no prato de servir. Regue com metade da calda e espalhe uma camada de creme de pasteleiro (que deve ter sido batido com a batedeira elétrica depois de ter estado no frigorífico);

- Coloque o disco de massa folhada por cima e volte a fazer uma camada de creme pasteleiro (atenção: não usem demasiado creme nestas camadas de recheio, se não ficam sem creme para barrar todo o bolo);

- Tape com a outra metade do bolo e regue esta com a restante calda;

- Por fim, barre todo o bolo com o restante creme pasteleiro;

- Espalhe açúcar mascavado no topo do bolo e queime com um maçarico (opcional)*

- Decore as laterais com as aparas de massa folhada.

 

*A receita original fala em açúcar em pó, mas comigo não resultou; para conseguir o efeito "leite creme queimado", tive de usar açúcar mascavado; o creme pasteleiro vai ganhar umas fendas, devido ao calor do maçarico, mas é normal.

 

Nota final: este bolo deve ser comido no dia em que é feito, para garantir uma massa folhada seca e crocante; em todo o caso, guardei o que sobrou no frigorífico e comeu-se bem no dia seguinte ;)

 

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03
Out19

Hambúrgueres de tofu e ervas [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #12]

Hambúrgueres de Tofu [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #12]

Livro O Menu da Semana

 

Uma dúzia! Com o desta semana, já são 12 os livros [e as receitas] que passaram por aqui, desde que iniciei o #dizmeoquelês em parceria com a Bertrand Livreiros. E sabem qual a melhor parte deste projeto? É ficar a conhecer livros e experimentar receitas que, de outra forma, dificilmente se cruzariam no meu caminho.

 

O livro que vos trago hoje é disso exemplo. Ainda que goste e de vez em quando faça refeições vegetarianas/vegan, não sigo estes regimes alimentares e não são os livros com estas receitas aqueles que mais me tentam, salvo algumas exceções [como os livros de Yottam Ottolenghi, por exemplo]. Mas o objetivo desta rubrica é falar dos livros disponíveis no mercado, por isso, tenho tentado mostrar-vos de tudo um pouco. Assim, esta semana falo-vos de "O Menu da Semana", de Vânia Ribeiro, autora do blogue Made by Choices

 

Vieram cá só pela receita de hambúrgueres de tofu? Se sim, é fazer scroll, que ela aparece mais abaixo😉

Livro O Menu da Semana

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #12

"O Menu da Semana" - Vânia Ribeiro - Lua de Papel

 

A Vânia é formada em Naturopatia e concilia esta área com o blogue Made by Choices, criado em 2015 para "ajudar e inspirar outras pessoas a fazer escolhas conscientes e mais saudáveis". Neste âmbito, dinamiza regularmente workshops de cozinha.

 

Este não é o seu primeiro livro. Em 2017 lançou "As 5 cores da cozinha saudável -  Receitas simples, rápidas e deliciosas (e sem açúcar!)"

 

Neste segundo livro, "O Menu da Semana", para além de partilhar mais de 80 receitas, a autora foca-se no planeamento das refeições, na importância das escolhas ao nível dos ingredientes e na organização de despensa e da logística da compras, enquanto pilares de uma alimentação saudável.

Hambúrguer de tofu com molho de iogurte

 

A primeira coisa que me chamou a atenção ao pegar no livro, foi o facto de não encontrarmos na capa, contracapa ou folha de rosto, algo que nos diga que as receitas do livro recorrem apenas a produtos de origem vegetal. Ainda que haja uma ou outra referência à alimentação "vegetariana" nos textos introdutórios, não me parece suficiente. Percebo que se queira 'normalizar' este regime alimentar e que a intenção tenha sido não 'rotular' o livro como 'vegan'. Julgo, no entanto, que para a grande maioria dos consumidores, referir essa particularidade na capa ainda faz todo o sentido. 

 

Em todo o caso, "O Menu da Semana" é um livro bastante completo, dentro da especificidade referida, que junta teoria (informação) à prática (receitas). A primeira parte do livro é a mais teórica. Até à página 67, o que nos aparece são dicas da autora para uma alimentação mais saudável. Há informação nutricional sobre alguns ingredientes, informação sobre a melhor maneira de armazenar e preparar alguns alimentos e um calendário sazonal de frutas, hortícolas e oleaginosas (para se saber qual a época do ano de cada ingrediente).

 

Nesta parte, encontramos ainda os conteúdos que justificam o título: dicas para elaborar um menu semanal, com a inclusão de um plano já estruturado, onde receitas do livro foram distribuídas ao longo de quatro semanas (almoço e jantar) - um recurso muito útil, até porque inclui algumas anotações sobre tarefas de preparação prévia, essenciais para o sucesso de algumas das receitas.

 

Livro O Menu da Semana

Na segunda parte do livro vêm as receitas, divididas em cinco capítulos:

- Sopas

- Para acompanhar

- Vegetais (sobretudo saladas)

- Comida de conforto (muitos pratos de forno)

- Para levar (muitas sugestões para marmitas)

 

As receitas têm um ar muito apetitoso, com boas fotografias a acompanhar todas elas. Apesar do papel das páginas não ser o meu favorito - é um pouco brilhante - tenho de concluir que esta opção dá mais vida às imagens, tornando a comida mais apelativa.

 

As receitas estão bem escritas e apresentadas detalhadamente por passos numerados. Incluem uma 'ficha técnica' com número de doses, grau de dificuldade, tempo de confeção e tempo de conservação no frigorífico (e no congelador, se for adequado). Há ainda um textinho inicial a contextualizar cada receita, muitas vezes com informação extra sobre os ingredientes em destaque ou o modo de confeção.

 

Relativamente aos ingredientes utilizados, há alguns difíceis de encontrar num supermercado comum, como a levedura nutricional (ou levedura de cerveja), o tamari (molho de soja sem glúten), o miso (pasta de soja fermentada), o amaranto (cereal sem glúten) ou a farinha de araruta. Mas também é verdade que há cada vez mais lojas e mercearias especializadas nestes artigos e as secções dos produtos "saudáveis" dos hipermercados estão cada vez mais completas. Nem todas as receitas pedem produtos tão específicos, mas convém lembrar que estes também podem ser comprados online.

 

Resumindo: "O Menu da Semana" é um livro de cozinha, que para além de uma componente informativa sobre organização, planeamento e menus semanais, apresenta mais de 80 receitas para almoço ou jantar (não inclui doces ou sobremesas) apenas com produtos de origem vegetal. É um livro consistente, bem escrito e bem fotografado, especialmente útil para quem segue uma dieta vegetariana ou vegan.

 

Querem saber mais sobre a Vânia? Podem acompanhar o seu trabalho no blogue "Made by Choices", e ainda no facebook e no Instagram.

 

Querem saber mais sobre o livro? Espreitem aqui na Bertrand online.

 

Passemos agora à receita do livro que escolhi: hambúrgueres de tofu com ervas frescas [com molho de iogurte, também do livro] 😋

 

Hambúrguer de tofu com molho de iogurte

HAMBÚRGUERES DE TOFU COM ERVAS FRESCAS [E MOLHO DE IOGURTE]

Receita original: livro "O Menu da Semana" de Vânia Ribeiro

 

Para 4 hambúrgueres grandes

300 g de tofu firme

1/2 chávena de farinha de aveia

2 colheres de sopa de linhaça dourada moída

2 dentes de alho picados

Cerca de 8 hastes de coentros frescos picadas

Cerca de 6 folhas de hortelã fresca picadas

Cerca de 4 folhas grandes de manjericão fresco picadas

1 colher de chá bem-cheia de pimentão doce

1 colher de chá de ervas da Provença

2 colheres de sopa de molho de soja (ou um pouco mais)

1 colher de sopa de azeite extra-virgem

1 colher de sopa de água (se necessário)

Pimenta preta acabada de moer qb

Sal marinho (se necessário)

 

Passar o tofu por água e secar.

Num processador, picar grosseiramente o tofu.

Juntar os restantes ingredientes à exceção da água.

Verificar se está moldável: se estiver seco, junte uma colher de sopa de água ou mais um pouco de molho de soja (sem exagerar!). Se estiver demasiado húmido junte um pouco mais de farinha de aveia.

Faça bolas com a massa, achatando-as e dando-lhes a forma de hambúrgueres.

Pincele um grelhador com azeite e grelhe os hambúrgueres uns 6/7 minutos de cada lado (vai depender do tamanho dos hambúrgueres).

 

Para o molho de iogurte

Receita original: livro "O Menu da Semana" de Vânia Ribeiro

 

5 colheres de sopa de iogurte vegetal (usei iogurte natural)

5 folhas grandes de manjericão fresco picadas

5 hastes de coentros frescos picadas

1 colher de sobremesa de óregãos

1-2 colheres de sumo de limão

Sal marinho qb

 

Numa taça, juntar todos os ingredientes e misturar bem. Provar e retificar os temperos, se necessário.

Sirva a acompanhar os hambúrgueres no prato ou em pão, com palitos de batata doce assados no forno.

 

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30
Set19

Lava cakes de limão [#lemonloverforever]

Lava cake de limão

Lava cakes de limão

 

Eis a melhor experiência na cozinha das últimas semanas.

Há vários nomes para este tipo de sobremesa, que consiste num queque com o interior líquido, sendo de chocolate a versão mais comum. Bolinho de lava, vulcão, fondant, demi-cuit, petit gateau... é à escolha do guloso.

 

Quando vi esta versão de limão no livro "A Sentada", de Sandra Nobre, livro de que falei aqui recentemente, neste post, fiquei logo de olhos arregalados e com uma vontade gigantesca de experimentá-la. Realmente, por que nunca tinha pensado que era possível fazer uma versão assim, de limão? E logo eu que sou do team #lemonloverforever 💛

 

Não consegui adiar muito o teste e aqui está o resultado. Simplesmente maravilhoso. Mas atenção: os queques têm que ficar cozidos no ponto, ou seja, nem demasiados cozidos - o que significa não sobrar massa líquida para escorrer quando se abrem, nem demasiado crus, que se desfaçam ao desenformar... Um aspeto essencial, para que a receita corra bem, são as formas. Eu tenho umas parecidas com estas, compradas há já uns anos no Jumbo [agora Auchan] e portaram-se lindamente.

[Atualização: no Auchan podem encontrar umas formas parecidas com as minhas, espreitem aqui]

 

Atenção que não é uma receita meiga em termos calóricos: leva chocolate branco, manteiga, açúcar, lemon curd... Digamos que é daqueles casos em que se perdoa o mal que faz, pelo bem que sabe 🤪

 

Lava cakes de limão

Lava cakes de limão

LAVA CAKES DE LIMÃO
Adaptado do livro "A sentada", de Sandra Nobre

 

Para 6 unidades

120 g de chocolate branco

100 g de manteiga

85 g de farinha

50 g de açúcar em pó 

1 pitada de sal

4 ovos + 4 gemas

230 g de lemon curd*

1/2 chá de extrato de baunilha

Açúcar em pó, frutos vermelhos e hortelã para decorar e servir.

 

*Para o lemon curd  [esta é a minha receita]

2 ovos L

100 ml de sumo de limão

140 g de açúcar

50 g de manteiga à temperatura ambiente

1 colher de sopa de raspa de limão

 

Comece por fazer o lemon curd (que pode já estar feito de véspera ou até há mais tempo).

Num tachinho de fundo espesso, misture bem os ovos com o açúcar e o sumo de limão. Leve ao lume médio, mexendo sempre com um batedor de varas, para não ganhar grumos, até engrossar, o que deve demorar menos de 10 minutos (deve ficar um creme não demasiado espesso, uniforme e brilhante, que irá ficar mais consistente depois de arrefecido). Retire do lume e incorpore a manteiga e a raspa de limão. Espere um ou dois minutos e mexa com um batedor e varas, até a manteiga estar bem derretida e bem distribuída pelo creme. Verta para frascos limpos, deixe arrefecer, tape e guarde no frigorífico até usar. Conserva-se durante cerca de 15 dias, se bem tapado e guardado no frigorífico.

 

Para fazer os lava cakes, comece por ligar o forno nos 220º.

Unte muito bem e polvilhe com farinha 6 forminhas altas de queque ou pudim - idealmente, tipo estas -  ou aplique generosamente spray desmoldante. Coloque-as num tabuleiro de ir ao forno (assim vai ser mais prático transportá-las para o forno).

Numa taça grande sobre uma panela com água (mas sem a água tocar no recipiente de cima), leve ao lume a derreter o chocolate branco com a manteiga.

Adicione os restantes ingredientes: farinha, açúcar em pó, sal, ovos, gemas, lemon curd (que deve estar frio) e baunilha. Misture bem, sem bater demasiado.

Divida este preparado pelas formas até 3/4 e leve ao forno durante cerca de 10 minutos. Vá espreitando: os bolinhos devem ficar dourados nas bordas e a querer desenformar, notando-se ainda que o centro está fluído... Pensem como costuma funcionar o vosso forno e decidam se devem deixar mais ou menos do que os 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer uns minutos antes de desenformar (soltando a massa da forma com a ajuda de uma faca) para os pratinhos de servir.

Sirva ainda mornos polvilhados com açúcar em pó e alguns frutos vermelhos a decorar.

Se sobrarem, guarde no frigorífico (aguentam uns 2-3 dias) e aqueça um pouco no microondas antes de servir. Não experimentei congelá-los, mas imagino que funcione: no dia em que os quisesse consumir, retirava-os com alguma antecedência do congelador e aquecia-os no microondas antes de servir.

 

#lemonloversforever COMO EU? SE SIM, VÃO ADORAR ESTAS RECEITAS:

 

26
Set19

Creme de cogumelos e castanhas [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #11]

Creme de cogumelos e castanhas

Livro Tempero da Argas

 

Quando, há quinze dias, falei aqui do livro "Novas receitas paleo", tinha estado a pesquisar sobre livros com este regime alimentar, e dei conta de que havia um livro novo no mercado, de uma autora portuguesa, que falava de uma variante desse regime: a alimentação primal. É esse o livro que vos trago hoje.

 

Confesso que nunca tinha ouvido falar em alimentação ou estilo de vida 'primal' ('Primal Blueprint', no original, um conceito criado por Louren Cordain) e pelo que fui lendo entretanto, as diferenças entre esta e a dieta Paleo estão agora bastante esbatidas. Pelo que percebi, a alimentação 'primal', ainda que também se inspire nas bases alimentares dos nossos antepassados pré-revolução agrícola, é mais inclusiva e abrangente em termos de ingredientes. Mas o melhor, é sabermos o que diz Márcia Patrício, a autora do livro e a blogger por detrás do Temperos da Argas  sobre isto. Está lançado o #dizmeoquelês 11!

 

Como sempre, este post conta com o apoio da Bertrand Livreiros 💛

 

Livro Tempero da Argas

Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #11

"Temperos da Argas" - Márcia Patrício - Chá das Cinco

 

"Gosto de pensar na alimentação primal como um regresso ao tempo dos nossos bisavós, onde a alimentação era maioritariamente proveniente das terras cultivadas pela família ou de trocas entre vizinhos. O que se pretende é uma alimentação mais natural, cozinhada maioritariamente por nós, evitando as embalagens, os pacotes com aditivos que pretendem a conservação dos produtos durante meses."

[...] O objetivo é otimizar os efeitos que os alimentos e o estilo de vida têm no nosso organismo, usando o exemplo do home do Paleolítico, com uma alimentação natural, utilizando, claro, os alimentos disponíveis e a culinária moderna."

 

É desta forma que Márcia nos apresenta o seu regime alimentar e introduz os seus princípios básicos:

- a presença de legumes e fruta

- a preferência por carne, peixe e ovos de boa origem

- a preferência por laticínios fermentados de animais de produção extensiva

- a (quase) eliminação do glúten

- a (quase) eliminação de alimentos processados e refinados

 

Assim, nas páginas do livro, iremos encontrar 100 receitas, que vão ao encontro deste estilo de cozinha, divididas por diferentes categorias: Pão; Bolos e Bolachas; Sobremesas e Snacks Doces (talvez os três capítulos mais interessantes do livro, uma vez que são o tipo de receitas mais difíceis de criar sem farinhas ou açúcares convencionais), Pequeno-almoço, Sopas; Carne; Peixe; Snacks Salgados e Marmitas e, ainda, um capítulo final dedicado aos 'Básicos', com receitas de molhos e compotas.

 

Livro Tempero da Argas

 

Desta vez, não escolhi uma receita doce para testar. Já entramos oficialmente no outono e achei que esta sopa de cogumelos seria perfeita para a época. Até porque adorei a sua simplicidade e, claro, os seus ingredientes (sou só louca por castanhas e adoro cogumelos ☺️).

 

Mas marquei outras receitas do livro, como por exemplo as 'Bolachas tipo Maria", os "Pastéis de nata", o "Pão de tâmaras", o "Bolo do caco", o "Paleopic" (chocapic versão mais saudável), a "Caldeirada cremosa de peixe" ou os "Rissóis de camarão" (cuja massa e recheio abdicam da tradicional farinha de trigo e onde até o pão ralado é substituído por farinha de mandioca torrada (a farinha que se usa para fazer farofa).

 

Resumindo: "Temperos da Argas" não é um daqueles livros que compramos porque só de olhar ficamos com água na boca, até porque a fotografia não é, definitivamente, o seu ponto forte. Diria que é um livro 'funcional' e prático. Não daqueles que levamos para o sofá para ler como se fosse um romance, mas daqueles que levamos para a cozinha para lhe darmos uso a sério, caso nos identifiquemos com este regime alimentar (muitas das receitas podem ser perfeitamente incluídas em dietas vegetarianas, veganas ou low-carb). Está bem escrito, num tom descontraído e simpático. Inclui alguma informação sobre alimentação e saúde. As receitas são variadas e adequadas aos diferentes momentos do dia e, de uma maneira geral, parecem de simples e rápida confeção.

 

Querem saber mais sobre o livro? É só espreitar aqui >>> na livraria Bertrand online.

Siga para a receita do creme de cogumelos!

 

Creme de cogumelos e castanhas

CREME DE COGUMELOS E CASTANHAS

Receita original: livro "Temperos da Argas", de Márcia Patrício

 

Para 4 doses em taças pequenas

400 g de água

100 g de cogumelos 

100 g de castantas sem pele

70 g de alho-francês

2 colheres de sopa de azeite extravirgem

1 dente de alho

Sal e pimenta preta qb

Creme ou leite de coco para servir (opcional)

Vinagre ou creme balsâmico para servir (opcional)*

Folhinhas de tomilho para decorar (opcional)

 

Numa panela ou num robot de cozinha, leve a saltear no azeite o alho laminado, os cogumelos limpos e fatiados e o alho-francês em rodelas.

Quando começarem a murchar, retire alguns cogumelos e reserve-os para decorar as taças ao servir.

Junte as castanhas e a água, tempere de sal e pimenta e deixe cozinhar cerca de 35/40 minutos ou até as castanhas estarem bem cozidas.

Triture e retifique os temperos, se necessário.

Sirva quente em tacinhas individuais, decoradas com folhinhas de tomilho e os cogumelos reservados, um fio de leite de coco e/ou outro fio de vinagre ou creme balsâmico*. Também pode servir com croutons, se preferir.

 

*Apesar de ter gostado da receita, ao provar senti falta de alguma acidez. Da próxima, irei juntar uma cebola pequena aos ingredientes iniciais, mas talvez mantenha o fio de vinagre balsâmico. Não aparece nas fotografias, mas coloquei um pouco deste vinagre no momento de servir e fez um contraste maravilhoso!

 

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19
Set19

Mousse de chocolate em casca de laranja [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #10]

Mousse de chocolate em taça de laranja

Mousse de chocolate em taças de laranja

 

Mais uma semana, mais uma voltinha pelas prateleiras da secção de culinária da Livraria Bertrand. Este é já o 10º post no âmbito da rubrica #dizmeoquelês, dedicada a todos os que, como eu, adoram livros de cozinha.

 

E hoje, voltamos à culinária "convencional". Não sei se este é o termo mais apropriado, mas com tantas dietas e regimes alimentares na ordem do dia, às vezes fica difícil definir a cozinha e as receitas que se enquadram num regime sem restrições, à moda das nossas mães e avós, mas onde, a partir de uma base clássica, cabe uma pitada de fusão e criatividade. Que nome dariam a esta cozinha? Fica o desafio!

 

Mousse de chocolate em taças de laranja

Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #10

"A Sentada" - Sandra Nobre - Casa das Letras/24 Kitchen

 

Para mim, até ter apanhado um dos seus programas no canal 24 Kitchen, a Sandra Nobre era apenas a mulher do ex-jornalista Artur Albarran, informação obtida a folhear, há muitos anos, uma qualquer revista "do social".

 

De facto, foi com surpresa que, um dia, ao fazer zapping, a reconheci atrás de uma bancada de cozinha, a ser host de um programa de culinária chamado "A Sentada". Confesso que não foi amor à primeira vista. Deviam ser os primeiros programas e lembro-me de achar que estava pouco à vontade e de haver muitos momentos de silêncio. Mas, ainda que não tenha seguido o "A Sentada" de forma regular, sempre que apanhava um dos seus programas, não mudava de canal e ficava a assitir, sobretudo porque gostava das receitas. E com o tempo fui sentindo que a Sandra estava cada vez mais desenvolta - e feliz - em frente às câmaras.

 

Estava com curiosidade para conhecer o seu livro e ainda bem que o escolhi para a rubrica. Através dele, fiquei a saber imensas coisas sobre a autora, como por exemplo o facto de ser uma chef formada pela conceituada escola Le Cordon Bleu, primeiro na África do Sul e depois em Londres. Um percurso trilhado numa fase já 'madura' da sua vida, o que prova que nunca é tarde para seguirmos os nossos sonhos.

 

Ah! E fiquei finalmente a saber o que significava o nome do programa (não, nunca me deu para fazer uma pesquisa no Google, mas a verdade é que me intrigava). Uma "sentada" (termo luso-africano) é um convívio à mesa, uma refeição demorada e recheada de petiscos, uma jantarada entre amigos ou família, que se prolonga entre conversa e comida. Agora, faz todo o sentido, não? 😁

 

Mousse de chocolate em taças de laranja

 

Adianto já que gostei muito do livro. Está organizado por menus com três receitas cada um, agrupados de acordo com as estações do ano, com o bónus de quatro receitas de cocktail para brindarmos ao início de cada estação.

 

Percebe-se que Sandra - "angolana de gema, mas de origens portuguesas, cabo-verdianas e norueguesas" - é bastante viajada, e partilha connosco o saber e os sabores que foi descobrindo ao longo dessas vivências. Assim, no livro, há os menus "Holandês",  "Sueco", "Italiano, "Austríaco", "Grego", "Francês", "do Médio-Oriente", entre muitos outros, sem esquecer o "Menu Vegetariano", o "Menu de Natal" ou o inusitado "As receitas preferidas da família real britânica."

 

Este é, verdadeiramente, um livro de receitas. À exceção dos prefácios e de uma apresentação, na primeira pessoa, da autora, não há dicas, listas de utensílios, teorias sobre organização doméstica ou informação sobre ingredientes (o que agradecemos, porque já há muitos outros livros que têm estes conteúdos). Mas há um textinho que apresenta cada receita, através dos quais aprendemos imensas curiosidades, como uma lenda da sorte italiana associada aos Gnocchis, a origem da salada Niçoise ou a influência da cozinha flamenga e malaia na África do Sul.

 

As receitas são de uma maneira geral bastante apelativas e a mim deu-me vontade de colocar post-its em quase todas. Foi por isso difícil escolher a primeira. Queria um doce ou uma sobremesa porque, não só são as que mais gosto de testar e fotografar, como sei que também são as vossas receitas favoritas 😉 

 

Mousse de chocolate em taças de laranja

 

A escolha acabou por recair nesta mousse de chocolate, porque adorei a ideia de servi-la em metades de casca de laranja. Quando se fala tanto em reduzir o desperdício, em reutilizar e poupar recursos, esta receita é - apesar de pequeno ou apenas simbólico - um bom exemplo. Estas cascas foram de laranjas espremidas para o sumo do pequeno-almoço, e não foi preciso usar água para lavar as taças depois 😉

 

Para além desta, há outra receita no livro que me faz pô-lo já na prateleira dos favoritos, mesmo que ainda não a tenha experimentado (não vai demorar muito e irei dar-vos feedback, prometo). Curiosos? Então, reparem bem: no livro há uma receita de "Bolinhos de lava de... limão"! Imaginem um petit gateau de chocolate, com aquela massa ainda líquida a escorrer quando se parte, mas na versão chocolate branco e limão... OMG!

 

Resumindo: "A Sentada", de Sandra Nobre, é um livro apelativo, com uma encadernação diferente do habitual (tenho algum receio de que a lombada em argolas, tipo espiral, possa revelar-se pouco prática com o uso). Há fotografias bonitas, de Silvia Ramirez, para todas as receitas, que, pelas minhas contas, são 70, maioritariamente entradas, pratos principais e sobremesas. Apresentam variedade no que diz respeito a ingredientes e formas de confeção e seguem uma cozinha de base clássica, com alguns apontamentos mais contemporâneos e originais.

 

Saber mais e comprar o livro >>> Bertrand livreiros - loja online

Agora, a receita de mousse, aprovada cá em casa com distinção.

Mousse de chocolate em taças de laranja

MOUSSE DE CHOCOLATE EM CASCA DE LARANJA

Receita original: livro "A Sentada", de Sandra Nobre

 

Para 4 *

2 laranjas bonitas

2 ovos L

160 g de chocolate negro partido em pedaços

10 g de manteiga

1/2 chávena de café espresso

10 ml de licor de laranja (usei Cointreau)

1 colher de chá de açúcar amarelo (adição minha, não faz parte da receita original)

1 pitada de sal

 

Para decorar:

Raspas ou pepitas de chocolate negro qb

Folhinas de hortelã

 

Parta a meio as laranjas, esprema-as e aproveite o sumo para beber.

Com cuidado, retire as peles do interior da casca.

Leve ao lume em banho-maria o chocolate, a manteiga, o açúcar, o licor e a pitada de sal.

Entretanto, parta os ovos e separe as gemas das claras, colocando estas na taça da batedeira.

Quando o chocolate estiver bem derretido e os restantes ingredientes bem incorporados, retire do lume e junte uma gema de cada vez, mexendo bem. Reserve, até para que arrefeça um pouco.

Bata as claras em castelo.

Comece por juntar 1/3 das claras à mistura de chocolate e mexa. Depois, vá envolvendo, suavemente as restantes claras.

Se quiser usar bico pasteleiro para encher as cascas, leve ao frigorífico primeiro, para prender (a minha mousse ficou cerca de duas horas no frigorífico, antes de ser colocada nas cascas).

Retire a mousse do frio, coloque-a num saco de pasteleiro munido de um bico largo frisado e encha as cascas.

Leve ao frigorífico até ao momento de servir, altura em que pode salpicar com raspas de chocolate e decorar cada taça com uma folhinha de hortelã.

 

* Se usar bico pasteleiro, só vai conseguir, no máximo, 3 mousses. Eu fiz dose e meia da receita aqui apresentada e consegui 4 mousses com bico pasteleiro e uma mais pequena; julgo que dose e meia da receita teria dado para distribuir uniformemente, à colher, por 5 metades de casca de laranja de tamanho normal. Mas querem um conselho? Dobrem a receita, não se vão arrepender 😉

 

Post com o apoio da Bertrand.

 

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12
Set19

Parfaits de tarte banoffee [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #9]

Parfait de tarte banoffee

Livro "Novas Receitas Paleo" de Irena Macri

 

Livros de cozinha nunca são demasiados, certo? 😁

Como já devem ter dado conta, tenho vindo a aumentar a minha coleção de livros de culinária e, pelo caminho, vou partilhando convosco algumas conclusões sobre os livros que vou escolhendo. E claro, nesses posts partilho sempre uma receita retirada do livro em destaque.

É a rubrica "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes", em parceria com a Livraria Bertrand, que já vai no 9º livro!

 

Partfait de tarte banoffee

 

Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #9

"Novas receitas paleo" - Irena Macri - ArtePlural Edições

Antes de avançar para a descrição e apreciação do livro, devo esclarecer que não sigo, nem defendo, uma dieta paleo. Aliás, já devem ter percebido que por aqui se come um pouco de tudo. Sinto que há argumentos e princípios interessantes em cada uma das dietas ou regimes alimentares mais conhecidos, mas continuo a achar, por agora, que ser flexível é o que faz mais sentido para mim e para a minha saúde.

 

No entanto, gosto de saber mais sobre os diferentes regimes e dietas. Se há umas semanas vos falei do veganismo, através do livro da Filipa Range - "Desafio Vegan em 15 dias", hoje trago-vos um livro que fala da 'dieta paleo', de Irena Macri.

 

De origem ucraniana, Irena vive há muitos anos na Austrália e este é já o seu segundo livro traduzido para português. Nele fala-nos de uma dieta paleo um pouco mais flexível do que aquela que apresentava no primeiro livro. Chama-lhe a dieta paleo 80/20, ou seja, com 80% de receitas especificamente paleo e 20% de receitas que incluem ingredientes que fogem ao âmbito restrito deste regime alimentar.

 

Mas afinal, o que é a dieta paleo? Na sua essência, e de acordo com as palavras da autora, "é um regime alimentar que baseia os seus princípios fundamentais nos hábitos dos nossos ancestrais caçadores-recoletores, que viveram antes das revoluções agrícola e industrial" (...).

 

A dieta paleo é "rica em proteína animal e gordura" (a autora sublinha mais à frente que estes alimentos devem ser de elevada qualidade e oriundos de produção biológica) e inclui também "legumes, fruta, bagas, frutos secos e sementes". (...) "Embora o regime paleo não implique reproduzir à risca a dieta do homem das cavernas, baseia-se na nossas raízes alimentares, combinando esses hábitos com outros que foram mais recentemente considerados benéficos, de acordo com os estudos atuais sobre saúde evolutiva, nutrição e estilo de vida holístico".

 

Parfait de tarte banoffee

 

Alguns aspetos do livro podem chocar ou surpreender. Quando Irena fala dos ingredientes nutritivos favoritos, há um que parece ir contra as tendências e os alertas de saúde mais recentes: a carne vermelha (ainda que a autora sublinhe que deve advir de animais criados em pastos, ao ar livre). E ao falar de "boas fontes de amido", diz que prefere o arroz branco ao integral (um ingrediente da parcela dos 20%): "Ao contrário do arroz integral, o arroz branco contém muito poucos antinutrientes prejudiciais à saúde, como as lectinas, os fitatos e os inibidores de tripsina que estão concentrados na casca e nas camadas de farelo dos grãos de arroz e que são removidos durante o processo de moagem e polimento."

 

Não digo que a autora esteja a dizer inverdades. Parece-me ter um discurso consistente (ainda que eu tenha algumas dúvidas e preocupações sobre os reais efeitos de uma dieta paleo seguida de forma estrita e leviana), e as suas receitas são apresentadas com informação nutricional detalhada. Julgo que o mais certo é todos terem razão: quem diz que o arroz integral tem benefícios porque tem um índice glicémico menor e mais nutrientes e quem diz que (paralelamente) este apresenta também um maior número de antinutrientes (compostos naturais ou sintéticos que interferem na absorção de nutrientes).

 

Com tanta informação a circular sobre comida e alimentação, com tantas opiniões diferentes - muitas vezes, pelo menos numa leitura superficial, contraditórias - é fácil ficarmos confusos. É uma das razões pelas quais o meu único lema em termos alimentares é VARIAR.

 

A autora diz também que evita os cereais - na 'dieta paleo' o pão, praticamente, não entra! - as leguminosas ("porque contém toxinas e proteínas que podem prejudicar a inflamação e a digestão), o açúcar refinado, as gorduras pouco saudáveis e alguns laticínios, nomeadamente os "magros", por terem normalmente "mais açúcar e aditivos nocivos".

 

Parfait de tarte banoffee

 

Apesar do "rótulo" paleo, gostei do livro, até porque a generalidade das receitas me parecem equilibradas e saudáveis, podendo ser integradas numa rotina alimentar 'não paleo' (ainda que, no meu caso, tencione substituir o óleo de coco, que aparece amiúde, pelo azeite).

 

São receitas muito variadas, na sua maioria salgadas (também não imagino os homens do paleolítico a deliciarem-se com bolos e doces 🤪). Há sugestões para pequenos-almoços,  menus temáticos incluindo refeições vegetarianas e veganas, bebidas, muitas saladas e acompanhamentos. Há receitas rápidas, outras reunidas por serem baratas (ainda que estes dois atributos sejam algo relativo) e ainda outras agrupadas na categoria dos "básicos".

E há até um plano quinzenal de refeições no final do livro, com sugestões para o pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar.

 

Do que é que eu gostei mais? De haver muitas receitas com legumes e muita cor, em fotografias que nos deixam a babar.

 

Resumindo:  "Novas receitas paleo" é um livro bonito (não há dúvidas de que os australianos sabem fazer livros de cozinha - ver a minha crítica ao livro de Matt Preston neste post). As fotografias e o design gráfico são cativantes, ainda que haja uma ou outra receita sem fotografia. É um livro que tem perfeitamente lugar numa cozinha que não seja estritamente paleo. As receitas são criativas e estão descritas com razoável detalhe, incluindo doses, tempo e perfil nutricional. Alguns ingredientes são pouco comuns (existe inclusivamente um glossário), mas parece-me fácil omiti-los ou substituí-los por outros. 

 

Livro "Novas Receitas Paleo" de Irena Macri

Querem saber mais sobre o livro "Novas receitas paleo", de Irena Macri? Espreitem aqui, na Livraria Bertrand. 

Ah! E já me seguem no Instagram? Costumo mostrar o interior dos livros desta rubrica nas stories!

Parfait de tarte banoffee

PARFAITS DE TARTE BANOFFEE

(receita original: "Novas receitas paleo", de Irena Macri)

 

Para 4/6 copos, dependendo do tamanho

3 bananas médias

1/2 chávena de natas de coco (usei a parte sólida do leite de coco, depois de umas horas no frigorífico)

1/2 chávena de coco seco em flocos

1/3 chávena de avelãs torradas picadas

1/2 chávena de coco em lascas

1/3 chávena de amêndoa em palitos ou lascas

2/3 de chávena de creme-caramelo (receita mais abaixo)*

1 chávena de iogurte grego natural (ou iogurte vegetal)

4 colheres de sopa de pepitas de chocolate negro

 

Corte duas das bananas às rodelas, coloque-as num saco de congelação e leve-as ao congelador durante 30/45 minutos.

Numa frigideira antiaderente, toste a amêndoa e as lascas de coco (e a avelã se for caso disso). Reserve.

No processador ou robot de cozinha, triture as bananas semicongeladas com as natas de coco (não sei se existem natas de coco à venda cá ou se o equivalente é o creme de coco que já vi à venda; eu levei uma lata de coco ao frigorífico umas horas antes e, depois, usei a parte sólida que se formou na parte superior da lata), até obter um creme aveludado.

Corte a banana restante às rodelas (pode regar com sumo de limão para não oxidar)

Para montar os parfaits, comece por fazer, em cada copo, uma camada de frutos secos e coco tostado e uma camada generosa de creme de coco e banana; a seguir, disponha por camadas: creme-caramelo (ou leite condensado cozido, veja a minha nota mais abaixo), iogurte, frutos secos e coco, pepitas de chocolate, rodelas da banana. Termine com mais frutos secos e coco, pepitas de chocolate e mais um pouco de creme-caramelo ou leite condensado cozido.

Sirva de imediato.

 

CREME-CARAMELO

Para cerca de 250 g

3,5 colheres de sopa de ghee ou óleo de coco

1/3 de chávena de mel

1,5 chávenas de leite de coco bem agitado

1 colher de sopa de essência de baunilha

Uma pitada de sal marinho

 

Aqueça o ghee ou óleo de coco com o mel num tacho pequeno, até começar a fervilhar.

Nessa altura, junte o leite de coco, aos poucos e mexendo sempre.

Adicione a baunilha e deixe levantar fervura.

Reduza para lume brando e deixe cozinhar durante cerca de 30 minutos, mexendo com frequência. Cozinhe mais 15 minutos no mínimo. Vá mexendo até verificar que começou a engrossar, o que deve acontecer nos minutos finais. O creme deve ficar grosso, mas "mole" - vai espessar ao arrefecer. Retire do lume e guarde num frasco hermético. Conservar no frigorífico até um mês (a autora diz que o creme pode ser reaquecido suavemente para voltar à consistência inicial. Eu tentei requecer uma parte, mas não correu bem: a gordura separou-se do resto e ficou inutilizável. Aconselho antes a que retirem o creme do frigorífico com tempo ou... ainda mais prático, saltem a parte de fazer o creme-caramelo e usem leite condensado cozido, como explico a seguir).

 

*Eu segui a receita à risca, fazendo, inclusivamente, o creme-caramelo de mel e coco, que me demorou mais do que uma hora a fazer; se não seguem uma dieta vegana, aconselho a substituírem o creme-caramelo por leite condensado cozido.

 

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11
Set19

Sanduíches deliciosas em pão bagel [com Peito de Peru Forno a Lenha Primor]

 Sanduíches de bagels [com Peito de Peru Forno a Lenha Primor]

Peito de Peru Forno a Lenha Primor

 

Quem me acompanha na missão de aproveitar o verão até ao último raio de sol e até ao último dia de manga curta e perna ao léu?

 

Na próxima semana começa definitivamente o ano letivo (pelo menos para os dois estudantes cá de casa), daqui a nada entramos no outono, mas a verdade é que setembro chegou acalorado e ainda há alguns fins de semana para gozar ao ar livre. Ainda não arrumei os cestos e as mantas dos piqueniques e já sei que sanduíches irei levar para o próximo almoço al fresco: estes bagels caseiros recheados com coisas boas, incluindo o Peito de Peru Forno a Lenha da Primor Charcutaria.

 

As suas fatias finas, nutricionalmente equilibradas e com um delicado sabor fumado, são a estrela destas camadas coloridas, que incluem alface, tomate, cebola roxa, queijo cheddar e ainda um molho de mostarda e mel... Foi o nosso almoço on the road no dia em que fomos de férias e souberam-nos pela vida.

 

Não querem ter o trabalho de fazer os bagels? Não se preocupem, o Peito de Peru Forno a Lenha Primor, da gama Balance, é um produto versátil e, com estes ou outros ingredientes a acompanhar, faz umas sanduíches deliciosas em qualquer tipo de pão. Eu usaria um pão chapata, umas fatias de pão rústico ou, por que não, um pão brioche adoçicado para contrastar com o salgado do queijo e do Peito de Peru.

 

De seguida, deixo a combinação de ingredientes que usei para estas sanduíches, assim como a receita dos bagels, ligeiramente adaptada da receita de bagels da Filipa Gomes.

Enjoy!

Peito de Peru Forno a Lenha Primor

Sanduíche de Bagel com peito de peru forno a lenha Primor

 

SANDUÍCHES DE BAGEL COM PEITO DE PERU FORNO A LENHA PRIMOR

 

Para os bagels - 8 unidades

[Receita original: Filipa Gomes - 24 Kitchen]

300 a 350 ml de água morna

1 colher de sopa de açúcar

500 g de farinha de trigo "forte" [eu usei farinha de espelta com 12% de proteínas]

6 g de fermento de padeiro seco [cerca de 1/2 envelope de Fermipan]

1,5 colheres de chá de sal fino

1 ovo para pincelar

Água qb

Azeite qb

Sementes a gosto qb [usei sésamo e girassol]

 

Para o recheio:

Queijo creme qb

8 folhas grandes de alface

1 cebola roxa pequena em rodelas finas

8 fatias de queijo cheddar

12 tomates cereja ou 2 tomates médios

1 embalagem de Peito de Peru Forno a Lenha Primor

 

Para o molho:

Mel qb

Mostarda qb

Azeite qb

Pimenta preta acabada de moer



Comece por preparar os bagels.
Colocar uma pequena parte da água numa taça, com o açúcar e o fermento de padeiro. 
Misturar e deixar repousar 5 minutos.
Na taça da batedeira, colocar a farinha, o sal e quase toda a água morna (se por um lado, pode não precisar de toda, por outro, no final, poderá ter que acrescentar mais um pouco, vai depender do tipo e da marca de farinha que utilizar).
Juntar a mistura de fermento e açúcar, voltar a misturar e amassar com o gancho da batedeira cerca de 6 minutos, até obter uma massa elástica e pouco pegajosa.
Tapar com película aderente e deixar levedar até dobrar de volume.
Assim que tiver duplicado de volume (vai depender da temperatura ambiente, mas se o fizer por estes dias, deve demorar cerca de 30 a 45 minutos), voltar a amassar mais um pouco manualmente e formar um rolo.
Dividir em 8 parte iguais e moldar cada parte numa bola.

Passar o polegar por farinha e pressionar o centro da bola, fazendo um orifício e dando-lhes a forma de um donut. 
Polvilhar com farinha, tapar com um pano e deixar levedar mais cerca de 15 minutos.
Entretanto, ligar o forno nos 220º e colocar um tacho largo com água ao lume.
Transferir cada bagel para o tacho de água a ferver (não vão caber todos de uma vez, porque ficam bastante grandes) e deixar cozinhar um minuto de cada lado, virando-os com a ajuda de uma escumadeira.

Colocar sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal e untado com azeite.
Entretanto, bater um ovo com uma colher de sopa de água e pincelar os bagels.
Polvilhá-los com as sementes escolhidas e levar a cozer durante cerca de 20 minutos.

Retirar, deixar arrefecer e estão prontos para rechear!

 

Para rechear:

Lavar a alface e os tomates e preparar todos os ingredientes do recheio, incluindo o molho. Para fazer este, basta colocar numa tacinha 1 colher de sopa de mostarda, 1 colher de sobremesa de mel e juntar azeite até obter um molho encorpado mas relativamente fluído. Temperar com pimenta preta acabada de moer (e sal, se achar necessário).

 

Abrir os bagels ao meio e barrar a metade inferior com queijo creme. Sobrepor uma folha de alface, fatias de Peito de Peru Forno a Lenha, uma fatia de queijo cheddar, rodelas de tomate, aros de cebola, e terminar com um bom fio de molho de azeite, mostarda e mel.

Bom apetite!

 

Post patrocinado. No entanto, o conteúdo foi desenvolvido e escrito inteiramente por mim, expressando as minhas ideias e opiniões livres sobre o produto.

 

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07
Set19

O Lume Brando faz anos! [Um bolo e três livros para oferecer]

15º aniversário do Lume Brando

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

Livro Estava Tudo Ótimo!

"Um blog. Tenho um blog, nem acredito. Achava que esta modernice não tinha nada a ver comigo. E se calhar não tem. Estive a pensar e cheguei à conclusão que esta vontade súbita de criar um blog é uma espécie de “desejo de gravidez”. Como ainda nem sequer sei se é um feijão ou uma ervilha, aquela coisa bonita que está a crescer na minha barriga, uma vozinha disse-me que o melhor era dar jà à luz qualquer coisa. E pronto: nasceu o lume brando, que é como quem diz, um blog para ir cozinhando e digerindo sem grandes pressas."

 

O que acabaram de ler foi o meu primeiro post. O meu primeiro texto. Sem qualquer fotografia a acompanhar. Era o dia sete de setembro de 2004 e estava grávida pela primeira vez. Não sei muito bem por quê, mas nunca, ao longo destes 15 anos, celebrei o aniversário do blog. Ou porque quando me lembrava a data já tinha passado, ou porque, quando me lembrava a tempo, me dava uma certa preguiça e desvalorizava o facto.

 

Mas este ano apeteceu-me assinalar o momento. Quando dei início ao blog, não fazia ideia de que passado tanto tempo o projeto ainda estaria online. Na verdade, não tinha quaisquer expectativas, só queria ter um espaço onde pudesse escrever e falar sobre comida.

 

Quinze anos depois, a paixão pela culinária mantém-se e entretanto foi surgindo uma nova: pela fotografia de comida. Pelo meio, tive outro filho, conheci pessoas incríveis com quem partilho o entusiasmo por estes temas, tornei-me redatora freelancer, provei ingredientes novos, nem tudo o que cozinhei saiu bem, fiz bolos decorados e cozinhei "para fora", escrevi e fotografei um livro de receitas, fui aluna de vários workshops e dinamizei outros tantos, reuni uma considerável coleção de livros de cozinha, engordei alguns quilos 🤪

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

 

Apesar de quinze anos depois, o Lume Brando continuar a ser um projeto muito pessoal, a verdade é que sem o feedback positivo de quem está do outro lado - vocês! -  hoje não estaria aqui a celebrar o aniversário do blog. Por isso, obrigada por cada visita, por cada um dos vossos comentários aqui, por cada like e comentário nas publicações do Facebook e do Instagram, por cada mensagem a dizer que fizeram uma das minhas receitas e que gostaram, por cada dica partilhada, por cada palavra carinhosa e motivadora relativamente às minhas fotografias, ao longo desta década e meia.

O-B-R-I-G-A-D-A 💛

 

E como não há festa sem bolo (a receita segue mais abaixo) e sem presentes, estou a dinamizar dois passatempos: um na página do Lume Brando no Facebook e outro no Instagram, cujo prémio em cada uma das plataformas é um exemplar do meu livro "Estava tudo ótimo!". É muito fácil participar e tentar ganhar! Mas enquanto fazia este post, resolvi oferecer um terceiro livro! Sabem a quem? À primeira pessoa que aqui nos comentários me disser o que está mal numa das imagens deste post 😉 [uma pista: a resposta não é um aspeto técnico - não é a exposição exagerada 😆 - mas sim uma, digamos, "incongruência"].

 

Uma vez mais, O-B-R-I-G-A-D-A💛 por continuarem desse lado e terem tornado esta caminhada tão doce e colorida!

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

BOLO DE CHOCOLATE RUBY COM RECHEIO DE LEMON CURD E COBERTURA DE MASCARPONE E NATAS

[a partir da receita do bolo Yang do livro Estava tudo ótimo!]

 

4 ovos, separados

85 ml de azeite extravirgem suave

100 g de açúcar branco

100 g de chocolate ruby picado (usei o novo da Pantagruel, mas também podem usar chocolate branco)

150 g de farinha sem fermento

1,5 colheres de chá de fermento em pó

1 colher de chá de extrato de baunilha

 

Para o recheio:

4 colheres de sopa de lemon curd (usei o que me tinha sobrado destas panacotas)

 

Para a calda:

3 colheres de sopa bem cheias de doce de pêssego

O mesmo peso em água

 

Para a cobertura:

1 pacote de natas para bater bem frias

1 pacote de mascarpone bem frio

1 colher de sopa de açúcar

1 colher de café de extrato de baunilha

Umas gotinhas de sumo de limão

 

Ligue o forno nos 170º.

Unte muito bem uma forma alta de 14 cm de diâmetro (ou duas mais baixas com este diâmetro) e forre o fundo com papel vegetal, untando novamente.

Bata as gemas com o açúcar, o azeite e a baunilha.

Junte o chocolate picado.

Bata as claras em castelo com uma pitada de sal e envolva no preparado anterior.

Por fim, junte aos poucos, sem mexer demasiado, a farinha e o fermento peneirados.

Verta para a(s) forma(s) e leve ao forno entre 30 a 45 minutos, dependendo das formas (se usar uma só, alta, vai demorar mais a cozer; fique atento e faça o teste do palito antes de retirar do forno, aquele deve sair limpo).

Passe uma faca de manteiga à volta da forma e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal. Deixe arrefecer.

 

Entretanto faça a calda levando a ferver o doce de pêssego com a água. Coe e reserve.

Bata as natas e o mascarpone em chantilly com um pouco de açúcar (para mim uma colher de sopa é mais do que suficiente) e o extrato de baunilha . Para ajudar a prender adicione a meio do processo umas gotinhas de limão.

 

Para rechear e montar:

Corte o bolo em três (se fizer em duas formas, pode tentar partir cada bolo em dois e obter três camadas de recheio). Coloque a primeira camada no prato de servir, pique com um garfo e regue com um parte da calda. Recheie com o lemon curd.

Coloque a camada do meio e volte a picar/regar com a calda. Coloque uma camada de lemon curd e termine com a última camada de bolo, picando e regando.

Barre todo o bolo com uma primeira camada do chantilly de mascarpone. Leve ao frigorífico durante cerca de 25 minutos e volte a barrar, decorando ao seu gosto.

 

Nota: o ideal é fazer o bolo de véspera, fica melhor ;)

 

MAIS BOLOS DE FESTA? ESPREITEM AQUI:

05
Set19

Panacota de lima e limão [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #8]

Panacota de lima e limão

Panacota de lima e limão

Panacota de lima e limão

 

Apesar do calendário o desmentir, as temperaturas dos últimos dias dizem-nos que estamos no pico do verão. As tartes e os crumbles de outono vão ter de esperar. A boa notícia é que o livro desta semana do "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes" tem receitas para todas as estações do ano. 

 

Falo do livro "As receitas de Cristina Manso Preto", da popular colaboradora do programa Praça da Alegria da RTP, onde há vários anos apresenta uma rubrica de culinária.

 

Sabiam que este é já o 8º livro no âmbito do #dizmeoquelês, iniciativa que conta com apoio da Livraria Bertrand? Onde, aliás, podem encontrar todos os livros de que falo aqui [para saberem mais sobre os livros anteriores, é só clicar nos links no final deste post].

 

Livro de Cristina Manso Preto

Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #8

"As receitas de Cristina Manso Preto" - Cristina Manso Preto - Porto Editora

 

Mal comecei a folhear o livro, fiquei com a sensação de que se iria converter num dos meus favoritos. Porque adoro comida de conforto (quem não gosta?) e se tivesse de descrever o conteúdo do livro da Cristina numa só frase seria "comida de conforto à portuguesa". Porque mesmo que apresente alguns clássicos que vieram lá de fora, como os scones, a charlotte, o risotto ou o chilli, todos ganharam um toque português, seja nos ingredientes ou na confeção simplificada.

 

É um livro suculento, cheio daquelas receitas que só de ler sabemos que vão ser um "crowd-pleaser", com recurso aos ingredientes que tradicionalmente nos são familiares, incluindo aqueles que agora estão ausentes de muitos regimes: manteiga, natas, farinha de trigo, carne, peixe, enchidos. Apesar destes ingredientes estarem atualmente quase "demonizados", não se pense que o livro é um elogio à alimentação pouco saudável, nada disso. Se não tivermos qualquer impedimento de saúde ou ideológico e os consumirmos com equilíbrio, não há porque retirá-los da nossa dieta.

 

Estas são receitas que seguem o estilo de cozinha da maioria das nossas mães e que continuam a agradar a miúdos e graúdos que não tenham nenhum tipo de restrição alimentar. E há receitas simples e saudáveis, como a "Sopa fria de meloa com hortelã" ou as "Bolachas de requeijão e alecrim", e outras que nós e a Cristina sabemos que são apenas para dias especiais, como os "Jesuítas" ou a "Tarte merengada de frutos vermelhos". O livro inclui ainda algumas receitas "sem glúten".

 

São sete as categorias em que estão agrupadas: "Super fácil", "Para aquecer a alma", "Para refrescar os dias", "Para momentos de gula", "Mãos na massa", "As preferidas cá de casa" e ainda "Para nada desperdiçar", com sugestões para aproveitamento de sobras.

 

Panacota de limae limao

 

Se gosta de receber em casa, este livro é para si. Tenho a certeza de que começará logo a imaginar as festas e os jantares onde poderá servir estas propostas. E se as receitas salgadas prometem ser deliciosas, as doces são uma verdadeira tentação. Deixo aqui alguns exemplos: "Bolo merengue de chocolate", "Pudinzinhos de café", "Charlote de chocolate e frutos vermelhos", "Mousse de coco e lima", "Embrulhos de maçã caramelizada", "Tarte de damascos e amêndoas", "Panacota de limão" [cuja receita apresento mais abaixo, numa versão que inclui também lima], "Bolo de São Martinho", "Bolo de mil-camadas"... e a lista poderia continuar bem gulosa.

 

Resumindo: "As receitas da Cristina Manso Preto" é um daqueles livros que encaixa como uma luva nas prateleiras de uma cozinha familiar, onde a azáfama se instala não só em dia de celebrações maiores como num jantar de amigos. Um livro para quem come de tudo e gosta de cozinhar de tudo. São mais de 80 receitas, que vão desde pão para o pequeno-almoço a sobremesas vistosas, passando por pratos principais de substância. Tem fotografias para todas as receitas, de Rui Bandeira, e a descrição daquelas é clara e detalhada o suficiente para que as possamos confecionar com sucesso.

 

Saber mais sobre "As receitas de Cristina Manso Preto" >>>> Livraria Bertrand

 

De seguida, deixo-vos a receita de Panacota de [lima] limão, perfeita para este setembro quente e luminoso.

 

Panacota de lima e limão

PANACOTA DE LIMA E LIMÃO

Adaptado do livro "As receitas de Cristina Manso Preto"

Para 6

 

Para as panacotas:

600 ml de natas (3 embalagens)

100 g de açúcar

3 pedaços de casca de limão

3 pedaços de casca de lima

1 colher de sopa de sumo de limão

1 colher de sobremesa de sumo de lima

4,5 folhas de gelatina (use uma tesoura para cortar a folha)

Folhas de hortelã para decorar (opcional)

 

Para o curd de lima e limão da cobertura*:

2 ovos L

50 ml de sumo de limão

50 ml de sumo de lima

120 g de açúcar

50 g de manteiga à temperatura ambiente

1 colher de sopa de raspa de limão e lima

 

*O livro tem uma receita ligeiramente diferente para a cobertura, um pouco mais complexa, e por isso decidi seguir a minha receita infalível de lemon curd, numa variação com lima.

 

Comece por fazer o curd de lima e limão: num tachinho, leve ao lume os ovos bem batidos com o açúcar e o sumo de lima e limão. Vá mexendo até engrossar, o que deve demorar cerca de 10 minutos.

Junte as raspas de lima e limão e a manteiga. Mexa bem, verta para frascos bem limpos, tape, deixe arrefecer e leve ao frigorífico.

 

Para as panacotas, leve as natas ao lume com as cascas e o açúcar.

Deixe aquecer bem, mexendo com uma vara de arames, mas não deixe ferver.

Retire do lume, e deixe repousar com as cascas, para ganhar sabor, cerca de uma hora.

Entretanto demolhe a gelatina em água durante 5 a 8 minutos. Escorra e reserve.

Esprema o limão e a lima nas quantidades pedidas. Reserve.

Retire as cascas da mistura de natas e leve de novo ao lume até aquecer bem, mas sem atingir o ponto de fervura.

Desligue o lume e junte a gelatina escorrida e o sumo de lima e de limão. Mexa bem com as varas.

Verta para formas adequadas (usei umas formas de queque metálicas com revestimento anti-aderente) ou frasquinhos. Deixe amornar e leve ao frio para solidificar.

Quando for para servir, se tiver usado formas, mergulhe-as rapidamente em água quente e vire-as para um pratinho. Espere alguns minutos e abane, segurando bem no prato junto à forma, caso não tenha descido naturalmente.

Sirva com o curd de lima e limão e decore com folhas de hortelã.

Ah! Pode usar o curd que sobrar para rechear um bolo, comer com scones ou com iogurte [ou simplesmente comer às colheradas, mas vamos fazer de conta que eu não disse isto 😁].

 

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Teresa Rebelo

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