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Lume Brando

21
Fev20

Salame de chocolate saudável [para comer quase sem culpa]

Salame de chocolate saudável

 

Cá em casa todos gostamos de salame de chocolate. Mas a verdade é que as receitas clássicas são um atentado a qualquer tentativa de levar uma alimentação equilibrada e sem asneiras. Sim, porque quem é que consegue comer uma só fatia?!

 

Já testei várias receitas mais saudáveis, mas nunca fiquei tão satisfeita como com esta, que descobri no livro da cadeia de restaurantes Go Natural (um livro fantástico btw).

 

Confesso que fiz o salame a medo, tão inovadora me pareceu a receita, sem manteiga, sem ovos e sem açúcar. Como não podia deixar de ser, fiz algumas alterações ao original, mas foram mínimas: usei bolacha maria integral, dobrei as quantidades, troquei a maçã pela pêra e envolvi-o em açúcar em pó, para lhe dar um aspeto mais "credível" 🤣

 

Se fizerem este salame, digam-me se gostaram tanto dele como eu!

Salame de chocolate saudável

SALAME DE CHOCOLATE SAUDÁVEL

Adaptado ligeiramente a partir de uma receita do livro "Let's Go Natural"

 

220 g de bolacha maria integral (compro no Lidl)

100 g de pêra ralada

90 g de chocolate em pó

90 g de queijo creme (usei Philadelphia)

Açúcar em pó para envolver (opcional)

 

Triture a bolacha grosseiramente.

Junte a pêra ralada, o chocolate em pó e o queijo creme.

Molde em forma de salame e embrulhe em papel vegetal.

Leve ao frigorífico para ganhar consistência.

Se quiser, passe por açúcar em pó e ate o salame com um fio, para fingir que é um salame de carne.

 

Notas:

- Usei o robot de cozinha para triturar a bolacha e depois introduzi os restantes ingredientes e pulsei aos poucos até obter uma mistura moldável;

- Ralei a pêra num ralador manual;

- Não aconselho a trocarem o chocolate em pó por cacau: uma vez que não leva açúcar, poderia ficar amargo.

 

OUTRAS RECEITAS SAUDÁVEIS COM CHOCOLATE:

 

14
Fev20

Almôndegas vegetarianas [Diz-me o que lês #27]

Almôndegas vegetarianas

Livro Vegetariano em part-time

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #27

"Vegetariano em part-time" - Jo Pratt - ArtePlural Edições*

 

Quando vi o título deste livro, identifiquei-me de imediato.

"Vegetariano em part-time" é uma forma bem mais criativa de designar o 'flexitariano', ou seja, aquele que nos seus hábitos alimentares inclui a carne (e o peixe), de vez em quando, mas privilegia os ingredientes de origem vegetal e as refeições vegetarianas. Parabéns, por isso, para quem traduziu para português o título do livro, que no original é "The flexible vegetarian".

Se aí desse lado estão também a fazer este caminho flexitariano, vão adorar este livro.

 

Livro Vegetariano em part-time

 

Aviso à navegação: este livro, com grande pena minha, não tem receitas de sobremesas.

Pelas minhas contas, são quase 90 receitas 'salgadas', distribuídas por diferentes tipos e momentos de refeição como podem ver no índice:

 

  • Introdução
  • A despensa de um vegetariano flexível
  • Pequenos-almoços e brunches
  • Sopas/caldos
  • Pratos simples
  • Pratos elaborados
  • Molhos/petiscos
  • Carne/Peixe cozinhados no ponto
  • Índice remissivo
  • Agradecimentos

 

São receitas desempoeiradas, modernas e criativas, que pometem ter bastante sabor. Foi difícil escolher a receita para trazer a este post. Acabei por optar pelas almôndegas, cujo nome original é 'almôndegas de beringela e quinoa com molho de tomate', porque tinha encontrado umas beringelas ótimas na feira e assim já tinha uma das refeições da semana decidida (ainda que tivesse algum receio de que os rapazes não fossem gostar).

 

Não posso dizer que estas são as melhores almôndegas vegetarianas que já comi, mas não ficaram nada mal e os rapazes aderiram facilmente a esta opção sem proteína de origem animal. Serviram-se mais do que uma vez, e o mais velho, no início um pouco reticente, terminou a mencionar a célebre frase "Primeiro estranha-se, depois entranha-se" 😆

 

No livro, de destacar que, à exceção das receitas do capítulo "Carne/peixe", todas as receitas são vegetarianas. A componente 'flexível' é dada como comentário ou sugestão de rodapé, em que a autora nos diz como podemos incluir ingredientes de origem animal na receita, de forma a torná-la um pouco diferente ou mais substancial.

 

Quanto à autora, Jo Pratt, é uma chef e food stylist inglesa, autora de livros de cozinha premiada, sendo o "Vegetariano em part-time" o seu terceiro e penúltimo livro. O mais recente dá pelo título "The flexible pescatarian".

 

Almôndegas vegetarianas

 

Resumindo: graficamente, "Vegetariano em part-time" é dos livros mais simples e simultaneamente mais bonitos de que já falei aqui. As fotografias são lindas, com um styling minimalista mas perfeito. Está bem escrito e as receitas parecem estar bem detalhadas. Definitivamente, um livro de cozinha vegetariana que dá vontade de folhear vezes sem conta e fica bem em qualquer cozinha.

 

Como sempre, esta rubrica contou com o apoio da Livraria Bertrand, onde pode comprar e saber mais sobre o livro >>> Bertrand Online

 

*Este post contém links afiliados

Almôndegas vegetarianas

ALMÔNDEGAS VEGETARIANAS

Ligeiramente adaptado da receita de beringela e quinoa do livro "Vegetariano em part-time", de Jo Pratt

 

Para cerca de 32 almôndegas

100 g de quinoa cozida

Azeite qb

1 cebola finamente picada

2 dentes de alho picados

2 beringelas médias em cubos (cerca de 450 g, pesadas inteiras)

200 g de cogumelos marron em cubos

75 g de pão ralado (usei caseiro)

50 g de queijo parmesão em lascas

50 g de azeitonas pretas descaroçadas

1 ovo

4 colheres de sopa de chia

6 colheres de sopa de flocos de aveia grossos

1 mão-cheia de folhas de manjericão

Sal e pimenta preta

 

Molho de tomate para servir

 

Numa frigideira, coloque um bom fio de azeite e refoque a cebola até começar a querer ganhar cor. Junte o alho, deixe cozinhar um pouco e adicione as beringelas.

Quando começarem a amolecer, junte os cogumelos e deixe cozinhar até estar tudo bem macio, o que deve demorar uns 20 minutos.

Tempere com sal e pimenta e deixe arrefecer uns 10, 15 minutos.

Coloque esta mistura no robot de cozinha, junte todos os outros ingredientes, coloque um pouco mais de sal e pimenta preta e triture até obter uma mistura moldável.

Faça bolinhas, coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao frigorífico para ficarem mais firmes (eu fiz as minhas de véspera).

Quando for cozinhar, unte com azeite uma frigideira grande antiaderente, aqueça bem e cozinhe as almôndegas (sem as sobrepor, se não couberem todas na frigideira, faça em duas vezes), rodando-as com cuidado, até ficarem tostadinhas por todo.

Sirva com molho de tomate bem quente e couscous ou massa cozida.

Pode decorar com folhas de manjericão e lascas de parmesão.

 

MAIS RECEITAS VEGETARIANAS:

 

12
Fev20

Pound cake de mirtilos e framboesas [com azeite e farinha de espelta]

Pound cake de mirtilos e framboesas

 

O 'pound cake' é uma receita antiga inglesa - descobri que há referências a este bolo que datam do século XVIII -  cujo nome se deve à quantidade, em pounds (lb), ou seja, em libras, dos ingredientes, sendo que uma libra equivale a cerca de 450 gramas.

 

Assim, a receita original de pound cake pedia 1 libra de farinha, 1 libra de manteiga, 1 libra de ovos e 1 libra de açúcar (de referir que a origem do nome da moeda inglesa também está ligada a esta unidade de medida, devendo-se ao facto de, há muitos séculos, se usar o peso das moedas como sinónimo do seu valor). 

 

Quanto ao facto de, tradicionalmente, se usar uma forma de bolo retangular para este bolo, não consegui encontrar nenhuma explicação, mas é curioso que, para nós, esta forma se chame "de bolo inglês".

Pound cake de mirtilos e framboesas

 

Agora, a boa notícia, caso se tenham assustado com a quantidade dos ingredientes referida acima: este não é um verdadeiro pound cake!

 

Na verdade, com o tempo, passou a designar-se como 'pound cake' este tipo de bolo, independentemente da proporção dos ingredientes ou da inclusão de ingredientes adicionais ou alternativos. Este pound cake de mirtilos e framboesas que hoje vos trago, por exemplo, é feito com azeite em vez de manteiga e farinha de espelta em vez da farinha de trigo tradicional (e um pouco de sêmola de milho ou farinha de polenta, para conferir à massa uma textura especial).

 

Enriquecido com um glacé de limão guloso, este bolo ficou uma delícia. A única coisa que me enervou foi o facto dos frutos terem ido parar todos ao fundo da forma, apesar de os ter envolvido em farinha antes de os adicionar à massa, e apesar de ter reservado alguns que introduzi na massa apenas quando esta já estava na forma... se tiverem alguma dica infalível para que fiquem uniformemente espalhados pelo bolo, por favor partilhem!

Pound cake de mirtilos e framboesas

 

POUND CAKE DE MIRTILOS E FRAMBOESAS

 

Para o bolo

4 ovos (usei caseiros)

190 ml de azeite extravirgem suave

180 g de açúcar

Raspa de 1 limão

30 g de sêmola de milho (ou farinha para polenta)

170 g de farinha de espelta

1 colher de chá cheia de fermento em pó

1 colher de café de bicarbonato de sódio

175 g de framboesas e mirtilos (ou outros frutos vermelhos)

 

Para o glacé

1,5 chávenas* de açúcar em pó

Sumo de limão qb

*250 ml de capacidade

 

Ligue o forno nos 180º.

Unte muito bem uma forma de bolo inglês com cerca de 12 cm x 26 cm.

Numa taça, bate bem os ovos com o açúcar, o azeite e a raspa de limão.

Junte a sêmola de milho e depois, peneirando, envolva a farinha, o fermento e o bicarbonato.

Envolva os frutos em farinha (uma tentativa para que não se afundem) e junte a maior parte à massa, reservando alguns para espalhar por cima da massa já na forma (outra tentativa, algo inglória, para que não vão todos parar ao fundo).

Verta a massa para a forma, espalhe os frutos que deixou para o fim e leve a cozer cerca de 1 hora (faça o teste do palito para ver se está pronto, este deve sair limpo quando espetado no centro do bolo).

 

Para o glacé, coloque o açúcar em pó numa taça, junte um bom fio de sumo de limão e mexa com um batedor de varas. Junte mais sumo se achar que precisa, mas apenas a quantidade estritamente necessária para obter um glacé macio e brilhante, mas ainda assim grosso e opaco. Verta por cima do bolo já arrefecido. Se desejar, termine com raspas de limão.

 

GOSTARAM DESTE BOLO? ENTÃO, TAMBÉM VÃO GOSTAR DESTES:

 

Teresa Rebelo

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