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Lume Brando

17
Jan20

Cupcakes de torradas com canela [Diz-me o que lês #25]

Cupcakes de torradas com canela

Cupcakes de torradas com canela

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #25

"O Livro dos Bolos & Cupcakes" - Cupcake Jemma/Jamie Oliver's Food Tube - Porto Editora

 

Este é o livro mais pequeno e fino - incluindo no preço - que até agora trouxe aqui à rubrica. O que não significa que seja aquele com menos valor. Apesar de ter vários livros com receitas de bolos e cupcakes, não tinha nenhum com a chancela do canal  Food Tube, de Jamie Oliver. E queria perceber se a qualidade editorial dos livros do Jamie se mantinha nestas edições mais modestas, de autores que colaboram com o chef no desenvolvimento de receitas e vídeos.

 

A resposta é: sim. O bom gosto e o cuidado no design do livro mantêm-se e as fotografias têm igualmente a assinatura de David Loftus, essa lenda viva da fotografia de comida, ainda que se trate de um livro mais simples: cento e poucas páginas, tamanho A5 e capa 'mole'.

 

Se precisávamos de mais um livro de receitas de bolos e cupcakes? Bem, eu acho que há sempre qualquer coisa de novo e interessante em cada livro. Na clara impossibilidade de os termos todos, a escolha deve refletir os nossos gostos, as nossas preferências na hora de irmos para a cozinha ou até as nossas intolerâncias ou regimes alimentares específicos.

 

Diria que "O Livro dos Bolos & Cupcakes" é para quem ainda não tem um preconceito em relação às receitas com elevadas quantidades de manteiga e açúcar... quase que me atrevo que é um livro politicamente incorreto para os dias de hoje, tais as receitas calóricas que apresenta.

 

O livro dos bolos & dos cupcakes

 

No entanto, conscientes de que estes ingredientes não são os mais saudáveis, podemos sempre guardar estas receitas para dias especiais, ou até partir delas e das combinações de sabores que propõem, para criarmos versões mais saudáveis (não é o caso dos cupcakes de torradas com canela cuja receita que segue mais abaixo, em que respeitei quase religiosamente a receita do livro!)

 

A autora do livro é Jemma Wilson, fundadora da Crumbs & Doilies e a cara do Cupcake Jemma, o canal de Jemma no YouTube. Jemma colabora ainda com o canal de YouTube de Jamie, o FoodTube, daí ter surgido o convite do chef inglês para que fizesse o livro.

 

Para além de um breve capítulo com truques e dicas e de outro com receitas básicas de massas e coberturas, que inclui receitas como a do 'molho de caramelo salgado', de 'ganache' e de 'merengue', entre outras, o livro apresenta as receitas divididas pelas 4 estações do ano. Assim, temos sugestões mais frutadas e frescas para o verão e primavera, e sabores mais reconfortantes para as estações frias. Algumas das sugestões que achei mais interessantes, são:

 

- Cupcakes de chá verde com caramelo crocante de sésamo

- Bolo de limão, pistácio e cardamomo

- Cupcakes vegan de fudge de baunilha

- Cupcakes de mojito

- Cupcakes de amêndoa e molho de cereja (na capa do livro)

- Cupcakes mexicanos de chocolate & malagueta

- Cupcakes de pipocas amanteigadas

- Bolo de Jaffa

- E os Cupcakes de torradas com canela, cuja receita deixo mais abaixo.

 

O livro dos bolos & dos cupcakes

 

No total, "O Livro dos bolos & cupcakes" oferece-nos 50 receitas bem doces, que se comem também com os olhos.

 

Resumindo: Este é um livro prático, com boas receitas para quem ainda não afastou definitivamente o açúcar branco e a manteiga da sua cozinha. Está bem escrito, apresenta um design cuidado, colorido e algo 'feminino'. Todas as receitas surgem fotografadas e ainda que a abordagem fotográfica seja um pouco diferente da dos livros de Jamie, menos depurada, nota-se o clique experiente de David Loftus.

 

Antes de passarmos à receita, relembro que a rubrica "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes" conta com o apoio da livraria Bertrand 💛

Saber mais/comprar sobre "O Livro dos Bolos & Cupcakes" >>> livraria Bertrand online

 

Cupcakes de torradas com canela

CUPCAKES DE TORRADAS COM CANELA

Ligeiramente adaptado do livro "O Livro dos Bolos & Cupcakes", de Cupcake Jemma

 

Para cerca de 12 queques

3 fatias de pão rústico

130 g de manteiga sem sal amolecida

100 g de açúcar

15 g de açúcar mascavado escuro

100 g de farinha com fermento

1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de canela em pó

2 ovos

1 colher de sopa de leite

 

Para a cobertura:

150 g de manteiga sem sal amolecida

300 g de açúcar em pó

Canela moída a gosto

2 colheres de sopa de leite

 

Ligue o forno nos 170ºC.

Torre as fatias de pão, barre-as com manteiga e volte a levá-las ao forno ou à torradeira até estarem bem tostatinhas e possam ser trituradas no robot de cozinha. Deixe arrefecê-las, triture-as e reserve.

Forre uma forma de queques com formas de papel.

Na taça da batedeira, junte os açúcares e bata pata desfazer eventuais grumos.

Adicione, peneirando, os restantes ingredientes secos.

Junto os ovos, a manteiga e 25 g das torradas e bata com a batedeira durante 1 minuto.

Adicione o leite e bata até estar bem integrado.

Distribua a massa pelas formas de papel - não encha demasiado, apenas até 1/3 da forma de papel (é capaz de obter mais do que 12 queques).

Leve ao forno durante cerca de 20 minutos.

Deixe arrefecer um pouco, retire da forma de queques e deixe arrefecer sobre uma rede.

 

Para a cobertura, bata a manteiga até estar lisa e brilhante e depois vá juntando o açúcar em pó e a canela, batendo bem. Junte o leite - veja se necessita de adicionar mais açúcar ou mais leite, até obter um creme macio, mas com firmeza para se usar o bico pasteleiro (opcional) e aguentar a forma.

 

Termine polvilhando os queques com o pão torrado triturado e, se desejar, um pouco da mistura de açúcar granulado com canela.

Descobri (depois de os fazer!), que a Jemma tem um vídeo com esta receita! Cliquem aqui para ver.

MAIS RECEITAS DE QUEQUES E CUPCAKES:

15
Jan20

Bolo de limão merengado [porque hoje quem manda sou eu 😁]

bolo_charlotte2.jpg

bolo_charlotte6.jpg

 

O ano passado foi assim.

Este ano, voltei a dar ao meu aniversário o sabor do limão. Afinal, é o meu ingrediente favorito para bolos e sobremesas. E hoje, quem manda sou eu 🤩

 

A-D-O-R-O esta forma de bolo [modelo 'Charlotte' da Nordic Ware], que me veio parar às mãos através da loja lecuine.com No instagram já tinha partilhado uma foto de um bolo de laranja, cenoura e chocolate em que a tinha usado e, depois da versão que vos trago hoje, continuo com imensas ideias para outras combinações vistosas nesta forma incrível.

 

Para a massa, adaptei [ou melhor, simplifiquei ainda mais] a receita de bolo de limão merengado do livro "Um bolo por semana" de Rita Nascimento, aka La Dolce Rita. Depois, reguei-o com uma calda  de limão e açúcar, enchi a cavidade da forma com lemon curd*, fazendo com que escorresse pelas laterais, e por fim decorei com uma camada generosa de merengue suiço* que queimei com o maçarico.

 

Pode parecer complicado, mas não é! Se forem fãs de limão, como eu, guardem esta receita e ponham-na em prática assim que conseguirem: prometo que não se irão arrepender.

 

*Também encontram estas receitas no meu livro "Estava tudo ótimo!".

bolo_charlotte1.jpg

O MEU BOLO DE LIMÃO MERENGADO

 

Para o bolo:

200 g de açúcar

Raspas de 1 limão grande

4 ovos

1 iogurte natural

120 ml de azeite extravirgem

180 g de farinha sem fermento

1 colher de chá de fermento em pó

 

Para a calda:

Sumo de 1 limão + a mesma quantidade de água

4 colheres de sopa de açúcar 

 

Para o lemon curd:

2 ovos L
100 ml de sumo de limão
140 g de açúcar
50 g de manteiga à temperatura ambiente
1 colher de sopa de raspa de limão

 

Para o merengue suiço

2 claras de ovos L

90 g de açúcar

 

Comece por fazer o lemon curd (pode fazê-lo com alguns vários dias de antecedência e mantê-lo guardado bem fechado no frigorífico): num tachinho de fundo espesso, misture bem os ovos com o açúcar e o sumo de limão. Leve ao lume médio, mexendo sempre com um batedor de varas, para não ganhar grumos, até engrossar, o que deve demorar menos de 10 minutos (deve ficar um creme não demasiado espesso, uniforme e brilhante, que irá ficar mais consistente depois de arrefecido). Retire do lume e incorpore a manteiga e a raspa de limão. Espere um ou dois minutos e mexa com um batedor e varas, até a manteiga estar bem derretida e bem distribuída pelo creme. Verta para frascos limpos, deixe arrefecer, tape e guarde no frigorífico até usar. Conserva-se bem tapado no frigorífico cerca de 15 dias.

 

Para o bolo, comece por ligar o forno nos 180ºC.

Unte muito bem a forma (idealmente, deve usar-se a forma 'Charlotte' da Nordic Ware, no entanto, pode usar-se uma forma redonda normal, com 20 cm de diâmetro e, depois de cozido e arrefecido, abre-se uma cavidade no bolo, retirando massa e criando espaço para o lemon curd).

Numa taça, bata o açúcar com o iogurte e as raspas de limão

Junte os ovos e bata bem.

Adicione o azeite e mexa bem.

Peneire a farinha e o fermento para a taça e envolva com cuidado.

Verta para a forma e deixe cozer cerca de 40 minutos ou até um palito sair limpo.

Retire, deixe arrefecer um pouco e desenforme.

 

Faça a calda, misturando o açúcar com o sumo de limão e a água e levando ao lume uns 5 minutos, até engrossar um pouco.

Pique o bolo já frio e regue com a calda quente. Deixe arrefecer.

Entretanto, prepare o merengue suiço: na taça da batedeira junte as claras e o açúcar e leve ao lume em banho-maria (a taça das claras não deve tocar na água da panela). Vá mexendo sempre até o açúcar se ter dissolvido e a mistura estar quente ao toque.

Leve a taça para a batedeira e comece a bater, primeiro numa velocidade baixa e depois em velocidade média alta, até o merengue ter quase arrefecido e ficar brilhante, uniforme e bastante firme - no total serão cerca de 7 minutos a bater.

Para decorar o bolo, espalhe uma dose generosa de lemon curd na cavidade do bolo (é provável que lhe sobre lemon curd), fazendo escorrer pelas laterais, e espalhe por cima o merengue, dando-lhe uma forma algo rústica (se preferir, pode usar bico pasteleiro, como fiz com o chocolate aqui).

Queime a gosto com o maçarico.

 

Pode fazer o bolo e regá-lo com a calda de véspera (fica ainda melhor). No dia, faça o merengue e siga os passos descritos acima.

bolo_charlotte5.jpg

MAIS RECEITAS - DELICIOSAS! - COM LIMÃO:

 

 

10
Jan20

Gnudi [ou almôndegas de requeijão - Diz-me o que lês #24]

Jamie e a Cozinha Italiana

Gnudi (almôndegas de requeijão)

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #24

"Jamie e a Cozinha Italiana - Uma viagem ao coração de Itália" - Jamie Oliver - Porto Editora

 

Ainda que já tenha sido mais popular - as notícias sobre o insucesso financeiro de alguns dos seus projetos contribuíram para essa 'queda' - Jamie Oliver dispensa apresentações. E se há alguém que sabe fazer livros de cozinha, é seguramente este chef inglês e a sua equipa.

 

Pelas minhas contas, este é já o 22º livro de Jamie. E não é o primeiro a abordar a cozinha italiana. A paixão de Jamie Oliver por esta gastronomia é conhecida, muito por influência da sua passagem pelo restaurante River Café, no início da sua carreira, e também pela sua longa e forte amizade com Gennaro Contaldo, com quem, aliás, viajou por toda a Itália para fazer este livro.

 

Ainda que os sabores e as técnicas culinárias italianas estejam, de alguma forma, presentes em todos os seus livros, nos volumes "Jamie Does...", onde surge um capítulo dedicado a Itália, e no "Jamie's Italy", o seu amor por esta cozinha tinha sido já destacado. Tanto que quando me apercebi do lançamento deste livro, o meu primeiro pensamento foi "O quê? Mais um sobre Itália?" 🤪

Jamie e a Cozinha Italiana

 

Mas se é verdade que Jamie e a sua equipa sabem baralhar e dar de novo como ninguém - são peritos em reaproveitar receitas, alterando-lhes pequenos detalhes e apresentando-as com novas roupagens, como se fossem inéditas - também é certo que a riqueza e a capacidade de sedução dos sabores italianos prestam-se a isso mesmo, sem nunca nos cansarem.

 

Este é um livro à Jamie: grande formato, capa dura, 410 páginas, fotos maravilhosas de David Loftus - um dos melhores fotógrafos de comida do mundo (cuja carreira e sucesso são indissociáveis da sua parceria de anos e anos com Jamie), mais de 200 receitas, bem escrito, design gráfico irrepreensível.

 

O índice divide-se pelos seguintes capítulos:

  • Introdução
  • Antipasti
  • Saladas
  • Sopas
  • Massas
  • Arroz e Dumplings
  • Carne
  • Peixe
  • Acompanhamentos
  • Pão & Afins
  • Sobremesas
  • As bases

 

Um dos aspetos mais bonitos do livro (ainda que noutros dos seus livros Jamie já o tenha feito), é o facto nos dar a conhecer várias "nonnas" - "avós" italianas que cozinham magistralmente e há anos para as suas famílias e/ou pequenos restaurantes, partilhando algumas das suas receitas e dicas.

 

Jamie e a Cozinha Italiana

A receita que escolhi para testar, e que segue mais abaixo, foi a de "gnudi", que no italiano da Toscana significa "nu". O nome deve-se ao facto de serem feitos apenas com ricotta (usei requeijão), um recheio clássico dos raviolli, ou seja, é como se fossem raviolli "nus", sem a massa 😉.

 

Resumindo: "Jamie e a Cozinha Italiana" não é um livro inovador, nem no tema, nem no tipo de receitas, a que o Jamie Oliver nos habituou nos seus livros anteriores. No entanto, nota-se uma certa simplicidade, sobretudo no número de ingredientes das receitas e nos métodos de confeção, que me agradou bastante. É um livro muito bem feito, daqueles que se folheia com muito prazer e onde se colam post-its em quase todas as páginas.

 

Como sempre, esta rubrica teve o apoio da Livraria Bertrand 💛 em cuja loja online podem saber mais e comprar o livro >>> Bertrand online*

 

*Link afiliado

Gnudi (almôndegas de requeijão)

GNUDI [Almôndegas de requeijão]

Ligeiramente adaptado do livro "Jamie e a Cozinha italiana", de Jamie Oliver

 

Para 3 - 4 pessoas

 

500 de requeijão

50 g de parmesão ralado + um pouco para polvilhar no final

500 g de sêmola de milho para polenta

1 pitada de sal

1 pitada de pimenta preta acabada de moer

750 ml de molho de tomate caseiro

100 g de nabiças ou brócolos

Noz moscada para ralar na altura

 

De véspera, fazer as bolinhas:

- Colocar a farinha para polenta num prato fundo

- Escorrer o requeijão, desfazê-lo e misturá-lo com o parmesão ralado finamente e um pouco de sal e pimenta preta acabada de moer

- Fazer bolinhas (um pouco mais pequenas do que as almôndegas tradicionais) e passâ-las pela polenta, colocando-as noutra assadeira.

- Verter a polenta sobre as almôndegas, para cobri-las

- Levar ao frigorífico - mínimo 8 horas - sem tapar

 

No dia seguinte:

- Ligar o forno nos 180ºC

- Dar uma fervura aos brócolos ou às nabiças (devem ficar al dente)

- Colocar o molho de tomate num prato relativamente fundo de ir ao forno

- Dispôr as almôndegas, sacudindo o excesso de polenta

- Dispor os brócolos ou as nabiças

- Polvilhar com noz moscada e queijo parmesão ralado

- Levar ao forno até borbulhar e as almôndegas ficarem crocantes e tostadinhas

 

Servir com umas boas fatias de pão rústico.

 

Nota: nas fotos, está o resultado dos gnudi seguindo a receita original, que diz para se cozerem os mesmos em água com sal e passá-los por manteiga e noz moscada antes de se levarem ao forno no molho de tomate. No entanto, achei difícil este processo (os meus gnudi - prefiro chamar-lhes almôndegas - começaram a desfazer-se). Como não cozi todos, resolvi levar alguns ao forno sem cozer antes mas igualmente numa cama de molho de tomate, mantendo a capa de polenta (que desaparece na água de cozedura). Ficaram deliciosos e ainda melhores do que os primeiros, pois a polenta dá ao prato um contraste de texturas fantástico.

Gnudi (almôndegas de requeijão)

OUTRAS RECEITAS COM INSPIRAÇÃO ITALIANA:

09
Jan20

Tarte de leite-creme e tângeras [Feliz Vinte-vinte!]

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Feliz Ano Novo!

Por aqui, o começo de 2020 faz-se com fruta da época.

 

No fim de semana passado, trouxe do pomar dos meus pais um cesto cheio de tângeras. Por muito que goste de comê-las ao natural (apesar de terem muitas sementes) ou beber o seu sumo, é impossível não querer usar algumas em bolos ou sobremesas.

 

Já agora, e por que sei que não é uma variedade muito comum, cito o que a Infopédia diz sobre a tângera: "citrino de cor laranja e polpa cor de laranja, forma achatada, sumarento e adocicado, de tamanho maior do que a tangerina e menor do que a laranja vulgar, resultante de hibridação da tangerineira (Citrus retuclata) com a laranjeira-doce (Citrus sinensis)."

 

tarte_leite_creme_laranja_5.jpeg

 

Não foi fácil escolher a receita. Ou melhor, foi difícil fugir do típico bolo, que é o que nos vem logo à cabeça quando temos esta fartura de citrinos. Mas queria experimentar algo diferente e lembrei-me da receita de Tarte de leite-creme com baunilha e citrinos do livro "Tartes Caseiras", de Linda Lomelino.

 

Repliquei a receita com alguns ajustes (a receita original leva laranjas sanguíneas e toranjas, por exemplo) e partilho-a de seguida, com os votos de um feliz e doce vinte-vinte!

 

tarte_leite_creme_laranja_11.jpeg

TARTE DE LEITE-CREME E TÂNGERAS

Ligeiramente adaptado do livro "Tarte Caseiras" de Linda Lomelino

 

Para a massa:

1 chávena de farinha de trigo sem fermento (cerca de 140 g)

2 colheres de sopa de açúcar (usei mascavado)

1/4 de colher de chá de sal

100 g de manteiga derretida

 

Para o recheio:

1 vagem de baunilha (não usei)

3 colheres de sopa de açúcar (usei 1,5 colheres de mascavado e 1,5 colheres de açúcar baunilhado*)

1 + 1/4 de chávenas de natas (de preferência das mais líquidas, que não são para bater)

1 colher de chá de raspa de tângeras

6 colheres de sopa de sumo de tângeras

4 gemas

4 colheres de sopa de açúcar mascavado

12 - 16  rodelas de tângera, sem casca e sem sementes.

 

Ligue o forno nos 175ºC.

Prepare uma forma de tarte retangular com cerca de 10 cm x 35 cm.

Coloque numa taça a farinha, o açúcar, o sal e a manteiga derretida.

Primeiro mexa com um garfo e depois trabalhe a massa com as pontas dos dedos até ficar suave e uniforme.

Com esta massa, forre o fundo e os lados de uma forma de fundo amovível retangular, com cerca de 10 cm x 35 cm, espalhando bem e calcando com os dedos.

Pique com um garfo e leve a cozer durante cerca de 22 minutos. Retire do forno e reduza a temperatura deste para os 150ºC.

Entretanto, prepare o recheio.

Abra a vagem de baunilha (se for usar) no sentido do comprimento e raspe as sementes.

Coloque as sementes e a vagem num tacho, juntamente com as natas, metade do açúcar e a raspa das tângeras.

Leve ao lume até fervilhar.

Adicione o sumo de tângera e junte as gemas, previamente batidas com o restante açúcar.

Deixe arrefecer.

Quando a base e o recheio estiverem praticamente frios, coloque a tarteira na prateleira central do forno, coe a mistura das natas e verta-a sobre a tarteira.

Deixe cozer durante cerca de 35 minutos. 

Retire do forno (o centro ainda deve estar pouco firme), deixe arrefecer e leve ao frigorífico pelo menos duas horas.

Entretanto descasque e parta as tângeras (ou os citrinos que está a usar), retirando-lhes as sementes com cuidado.

Espalhe duas colheres de sopa de açúcar sobre a tarte e queime com um maçarico.

Disponha as rodelas de tângera, polvilhe com o restante açúcar e volte a queimar.

Está pronta a servir.

 

*Como não tinha baunilha em vagem, substituí parte do açúcar por açúcar baunilhado (de compra, que me tinha sido oferecido), no entanto achei que o sabor ficou um nadinha artificial, pelo que aconselho a não usarem, caso também não tenham a baunilha.

tarte_leite_creme_laranja_8.jpg

OUTRAS RECEITAS COM CITRINOS:

 

Teresa Rebelo

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