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Lume Brando

29
Ago19

Tarte de Amêndoa saudável [Diz-me o que lês #7]

Livro de receitas 'Mais Pitada do Pai'

Tarte de Amêndoa saudável

Com 110 mil fãs no Facebook, 77 mil seguidores no Instagram e um segundo livro que já vai na segunda edição, tendo chegado ao top das principais livrarias do país, Rui Marques e o projeto "A Pitada do Pai" dispensa apresentações.

 

Desconfio que não há ninguém [pelo menos nenhum pai ou mãe com crianças pequenas que se preocupem com a sua alimentação], que não conheça e não seja fã do Rui e das suas receitas simples e saudáveis. Receitas que não se restringem a um regime alimentar específico. Gosto da sua abordagem "abrangente" e identifico-me com ela. Na cozinha da Pitada do Pai come-se de tudo, sem fundamentalismos, mas com moderação e plena consciência da importância das boas escolhas. Pela nossa saúde e pela saúde do nosso planeta.

 

E assim está feita a introdução ao "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes" desta semana, que como já deu para perceber é sobre o segundo livro do Rui, "Mais Pitada do Pai" . No entanto, se quiserem avançar já para a receita de tarte de amêndoa saudável - uma das receitas doces do livro -  é só fazer deslizar o rato ou o dedo até à parte final do post.

 

Como sempre, contei com o apoio da Livraria Bertrand online [onde podem comprar o livro com desconto em cartão e portes grátis!].

 

Livro "Mais Pitada do Pai"

Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #7

"Mais Pitada do Pai" - Rui Marques - Editora IN/Zero a Oito

 

O livro começa com alguns testemunhos sobre as receitas do Rui e o seu contributo para um dia a dia familiar descomplicado, seguindo-se o prefácio escrito pelo Chef Kiko. Depois, o autor fala-nos sobre a sua maneira de ver a cozinha e a alimentação, conta-nos um pouco sobre o seu percurso e de como surgiu o projeto [sabiam que antes de dar início ao blog, Rui Marques chegou a pesar 120 quilos?].

 

Há ainda algumas sugestões que ajudam a simplificar o ato de cozinhar todos os dias, como manter o frigorífico arrumado, evitar o desperdício e cozinhar de uma vez para várias refeições. Sem esquecer a importância de dar o exemplo aos mais novos, não desistindo de lhes ir mostrando novos sabores.

 

As receitas surgem agrupadas nas categorias de "Entradas", "Molhos", "Jantares", "Sobremesas", "Marmitas", "10 Minutos" e Pequeno-almoços". Os ingredientes utilizados são variados, desde os mais tradicionais (incluindo peixe e carne) a outros mais "alternativos", como as sementes de chia, a farinha de linhaça ou o xarope de tâmaras. Mas, na generalidade, são receitas com produtos comuns e económicos, que se encontram em qualquer mercearia ou supermercado.

 

Livro de receitas 'Mais Pitada do Pai'

 

O azeite, os legumes, a fruta, os cereais integrais, os frutos secos e as leguminosas são presença assídua ao longo das quase 200 páginas do livro, onde podemos encontrar versões mais saudáveis de pratos clássicos, como o Bacalhau com natas, a Açorda de marisco (feita com aveia em vez de pão), o Salame de chocolate ou a Tarte de amêndoa cuja receita encontram mais abaixo. Nas sobremesas, não há açúcares refinados, privilegiando-se o açúcar de coco e outros adoçantes menos 'vazios' de nutrientes do que o açúcar branco.

 

A maior parte das receitas contém dicas e propostas para aproveitar as sobras ou fazer variações, e no final do livro há um quadro com sugestões de receitas de pequeno-almoço, almoço e jantar para quinze dias. São dois menus semanais com receitas do livro, que ajudam quem gosta de planear as refeições sem perder muito tempo a pensar no que vai cozinhar. 

 

Acredito que quem esteja demasiado preso à cozinha convencional, onde são frequentes os refogados apurados ou as sobremesas calóricas, comece por estranhar estas receitas mais leves, mas o tom do livro é tudo menos fundamentalista e convida a ir-se experimentando e introduzindo aos poucos as opções mais saudáveis - se possível em família, para que todos possam usufruir e motivar-se mutuamente ao longo do processo.

 

Resumindo: o livro "Mais Pitada do Pai" é um livro prático e despretensioso, que reflete o estilo de cozinha a que o Rui já habituou os fãs do blog. Tem um design simples, mas funcional [ainda que lhe falte um índice completo das receitas e a indicação do rendimento/nº de doses ou pessoas para cada receita]. As receitas são fáceis e variadas, adequadas às diferentes refeições ao longo do dia. Há fotografias para todas as receitas, da autoria de Teresa Aires, e o tom da escrita é próximo, genuíno e descontraído.

 

Saber mais sobre o livro >>>> Bertrand Livreiros - Livraria online

E agora, vamos à tarte de amêndoa saudável do Rui? Bem, na verdade a minha ficou mais bolo...

 

Tarte de Amêndoa saudável

Tarte de Amêndoa saudável

TARTE DE AMÊNDOA [SAUDÁVEL]

Receita original no livro "Mais Pitada do Pai"

 

Para a base:

1/2 chávena de farinha de arroz

2 ovos

1 maçã ralada

Raspa de 1 laranja

 

Para o recheio:

1,5 chávenas de tâmaras (cerca de 200 g)

1/2 chávena de miolo de amêndoa aos palitos + algumas para decorar (opcional)

1 chávena de água a ferver

 

Ligar o forno nos 180º.

Para a base, triturar todos os ingredientes num robot de cozinha e verter sobre uma tarteira untada previamente (como a receita não tinha qualquer indicação sobre o tamanho das formas - na fotografia da receita original estão minitartes - acabei por usar uma forma redonda com aro amovível pequena, com 16 cm de diâmetro, e acabou por ficado mais alta do que uma tarte convencional).

Levar ao forno cerca de 10 a 12 minutos, consoante a altura da massa (que na verdade é mais parecida com massa de bolo do que com massa de tarte).

Entretanto, colocar as tâmaras no robot e adicionar uma chávena de água a ferver. Deixar repousar alguns minutos para que amoleçam e depois triturar.

Juntar a amêndoa e triturar.

Retirar a base do forno e verter por cima desta a mistura de tâmaras e amêndoa.

Alisar e levar ao forno durante cerca de 12 a 15 minutos (mais uma vez, irá depender da altura da camada, quanto mais alta, mais tempo de forno necessita).

A meio da cozedura, espalhar mais algumas amêndoas palitadas por cima, para que fiquem tostadas.

Retirar e deixar arrefecer antes de partir e servir.

 

Nota: não é uma tarte consensual; enquanto o provador-mor cá de casa adorou à primeira garfada, eu estranhei e só depois entranhei 😉

 

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23
Ago19

Gratinado de Gnocchi e Salada de Curgete e Ervilhas [Diz-me o que lês #6]

Livro de Matt Preston

Gratinado de Gnocchi e Salada de Curgete e Ervilhas

 

Se dúvidas houvesse, pelo menos para quem me segue há menos tempo ou de forma mais esporádica, a rubrica "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes" - que conta com o apoio da Livraria Bertrand - prova que cá em casa se come de tudo e se gosta de experimentar tudo.

 

A semana passada trouxe um livro "vegan". Hoje, o livro não podia ser mais diferente. Ainda que também inclua opções vegetarianas, no segundo livro traduzido para português de Matt Preston [um dos famosos jurados do MasterChef Austrália] não faltam receitas que incluam proteína animal.

 

Falo do "Delicioso, Fácil, Rápido" - um livro portentoso, cheio de cor e sabor.

[Se quiserem ir já para as receitas, é só fazer scroll 😉]

 

Livro de Matt Preston

Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #6

"Delicioso, Fácil, Rápido" - Matt Preston - Casa das Letras

 

Este é um "senhor livro". É grande e pesado, ou seja, não é dos livros mais práticos para consultar enquanto se cozinha [Dica: tirem uma foto com o telemóvel à receita que querem fazer e usem aquele em vez do livro 😁].

Aqui, estão quase 300 páginas de puro entretenimento. Sim: o livro vale para além das suas receitas, sobretudo para quem aprecia aspetos como o tom da escrita, a qualidade das fotografias ou o design gráfico. Quem segue o MasterChef Austrália sabe que Matt é um tipo com uma presença incrível e um humor refinado, e isso sente-se no livro.

 

Por falar no programa, imagino que saibam que a próxima temporada deste célebre concurso televisivo já não irá contar com o famoso trio de apresentadores. Depois de uma alegada negociação frustrada entre a produtora e os jurados,  foi anunciado que o trio emblemático irá deixar o programa, após 11 temporadas de enorme sucesso. Notícias dão conta, porém, que o abandono se deveu a uma situação desconfortável e polémica protagonizada por George Calombaris, outro dos emblemáticos jurados. Apesar de não ter seguido as últimas edições do programa, fiquei um pouco triste e desiludida, sobretudo a ser verdade o que os media dizem de Calombaris. Os apresentadores eram a alma daquele programa e estou curiosa para ver quem os vai substituir.

Salada de Curgete e Ervilhas

 

Voltando ao livro. A capa promete que as refeições demoram "30 minutos ou menos a preparar". E a "rapidez" é mesmo um atributo destacado no título. Mas atenção: não confundam "30 minutos a preparar" com "ficarem prontas em 30 minutos" [há ainda o tempo de cozedura e, muitas vezes, o tempo de repouso para a marinada].

 

Mesmo sem prestar grande atenção à legenda do início das receitas (onde surgem todos os "tempos" necessários), é fácil ver pela quantidade de ingredientes e pela descrição, que o ponto forte da generalidade das receitas não é, definitivamente, a rapidez  [ainda que as que reproduzo neste post sejam simples e relativamente rápidas - por isso as escolhi, que eu sou bem preguiçosa 😆].

 

Mas para quem gosta de ler livros de cozinha como se fossem romances [☝️], isso não é uma coisa má. E a verdade é que o livro apresenta algumas receitas mesmo fáceis e apetitosas. Na verdade, apetitosas parecem todas! A qualidade da fotografia, styling incluído, é excelente e a consequência é ficarmo-nos a babar ao folhear o livro.

 

E depois há o tom divertido com que Matt escreve (será mesmo ele ou será um ghost writer?), como as introduções cómicas feitas a cada receita. E há ainda o fantástico design gráfico do livro: rico e suculento, como uma boa receita de comida de conforto.

 

Gratinado de Gnocchi

 

Este não é um livro de uma pessoa só. Uma produção destas é impossível ser feita apenas pelo autor, como muitas vezes acontece em Portugal. É um projeto cujo investimento envolvido por certo nos faria corar. O que se entende, tendo em conta a visibilidade de Matt e o potencial de distribuição à escala global. Aliás, o trabalho de equipa está espelhado na página dos agradecimentos, onde se percebe que Matt Preston esteve rodeado de profissionais, da fotografia ao desenvolvimento das receitas, do styling à confeção das mesmas. O resultado é um livro muito consistente e apelativo, mas que para mim tem um defeito enorme: só tem receitas salgadas 🤪!

 

Resumindo: "Delicioso, Fácil, Rápido" é um livro fantástico de receitas salgadas, sobretudo para quem gosta de receitas que misturam 'cozinhas' com um toque de contemporaneidade. A enorme quantidade de receitas (a capa fala em 127 refeições, mas acho que o número total de receitas, contando com saladas e outros acompanhamentos, supera este número) é uma das suas virtudes, bem como a variedade ao nível de categorias, ao incluir pratos principais, acompanhamentos, 'pratos de festas', carne, peixe, vegetarianas, 'para comer no sofá', 'para usar sobras', 'para impressionar', etc. O design e a fotografia merecem nota máxima.

Definitivamente, um livro que nos empurra para a cozinha, mas que também se come com os olhos.

 

Saiba mais sobre o livro "Delicioso, Fácil, Rápido" >>> Livraria Bertrand online

 

Seguem-se as receitas!

Gratinado de Gnocchi e Salada de Curgete e Ervilhas

GRATINADO DE GNOCCHI COM SALADA DE CURGETE E ERVILHAS

Ligeiramente adaptado do livro "Delicioso, Fácil, Rápido" de Matt Preston

 

Para o gratinado:

(6 pessoas)

 

2 embalagens de gnocchi pré-feitos (500 g cada - na secção das massas)

70 g de manteiga

Cerca de 650 ml de leite

50 g de farinha sem fermento

70 g de queijo parmesão ralado

40 g de queijo cheddar ralado

1 colher de sopa de cebolinho picado

Pimenta preta acaba de moer

Cerca de 100 g de bacon em cubos ou às tirinhas

 

 

Para a salada:

2 chávenas de ervilhas congeladas

1 curgete finamente fatiada

Cerca de 1/2 chávena de nozes

3 colheres de sopa de salsa

2 colheres de sopa de azeite extravirgem

1 colher de sopa de sumo de limão

1 pitada de sal

Pimenta preta acabada de moer

 

 

Para os gnocchi, coza-os de acordo com as instruções da embalagem.

Escorra-os e reserve-os.

Ligue o forno nos 180º (ou 160º ventoinha)

Faça um béchamel, levando a derreter a manteiga num tacho. Junte a farinha e deixe cozinhar alguns minutos. Depois vá acrescentando o leite, mexendo sempre e cozinhando até obter um creme homogéneo.

Adicione os queijos, mexa bem e tempere com pimenta preta preta acabada de moer.

Retifique o sal, se achar necessário.

Envolva os gnocchi neste creme e coloque o preparado num ou mais recipientes próprios para forno.

Espalhe o bacon e leve ao forno durante cerca de 30 minutos ou até ficar dourado e a borbulhar.

Sirva com a salada.

 

Para a salada, mergulhe as ervilhas em água a ferver durante uns dois ou três minutos e passe-as por água fria para parar a cozedura. Passe-as para a taça de servir, junte os restantes ingredientes, envolva bem, para espalhar o tempero e está pronta a servir.

 

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14
Ago19

Bombons "Ferrero" saudáveis [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #5]

Bombons "Ferrero" saudáveis

Livro "Desafio Vegan em 15 dias"

 

Apesar de não estar nos meus planos mais próximos tornar-me vegetariana ou vegana, há algo que já tenho vindo a implementar nas refeições cá de casa: menor consumo de carne, sobretudo de carnes vermelhas. E fazemos muitas vezes refeições ovolactovegetarianas.

Tenho sérias dúvidas de que se conseguisse um equilíbrio sustentável se todos nos tornássemos vegetarianos ou veganos, mas reconheço que é preciso uma mudança no paradigma da alimentação ocidental.

A escolha do livro desta semana, "Desafio Vegan em 15 Dias", de Filipa Range, está relacionado com esta consciência e com a vontade de aprender mais sobre o veganismo (que é bastante mais do que uma dieta alimentar), mas também com o facto de gostar de experimentar receitas diferentes, que fujam da minha zona de conforto.

 

Livro "Desafio Vegan em 15 dias"

Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #5

"Desafio Vegan em 15 dias" - Filipa Range - Editora Influência

Este não é o primeiro livro de Filipa Range, autora do blogue "A Cozinha Verde", nome que serviu de título ao seu primeiro livro de receitas. Confesso que não conhecia a Filipa nem o seu trabalho (a não ser de ver os seus livros à venda), mas era uma tremenda falha minha. 

Nota-se que a Filipa acredita verdadeiramente nas suas escolhas e o livro está repleto de informação, validada pela nutricionista Sandra Gomes da Silva.

 

Apesar do conceito do livro assentar num "desafio", apresentando receitas para 15 dias de alimentação vegana, com cinco receitas por dia - pequeno-almoço, snack da manhã, almoço, snack da tarde e jantar - é perfeitamente possível escolher as receitas aleatoriamente ou de acordo com os ingredientes que mais apreciarmos ou quisermos introduzir, uma vez que o livro destaca vários alimentos, fala-nos das suas propriedades e da melhor forma de os utilizar, e indica-nos ainda que receitas do livro podemos confecionar com esses mesmos alimentos.

 

Bombons "Ferrero" saudáveis

Um dos aspetos de que mais gosto do livro é o facto de haver muitas receitas que são versões veganas de receitas tradicionais portuguesas ou de pratos 'internacionais' intemporais, como por exemplo o "Arroz do Mar" (feito obviamente sem peixe!), a "Carbonara de Abacate", os "Donuts", os "Hambúrgueres de Quinoa", o "Sushi", a "Canja de pleurotos e millet", a "Feijoada de três cogumelos", a "Omelete de grão" (sem ovos, claro!) e o "Bife de Seitan à Portuguesa", entre outros.

 

Acredito que estas versões ajudem bastante nos casos em que a ligação aos sabores tradicionais ou aos doces mais pecaminosos, estejam a impedir uma mudança a nível alimentar - seja ela ligeira, gradual ou definitiva.

 

O livro termina com 5 receitas extra, perfeitas para um brunch e desenvolvidas em parceria com a blogger Ana Gomes, aka "A melhor amiga da Barbie", que também assina o prefácio.

 

Resumindo: "Desafio Vegan em 15 dias" é um livro bem estruturado e bem escrito. Apresenta um design simples mas cuidado e funcional e, de uma maneira geral, boa fotografia (da autoria de Mário Cerdeira). As receitas, dentro da sua especificidade (veganas), são apelativas e estão bem descritas, para além de serem bastante variadas, quer em termos de ingredientes, quer em termos de "categorias", com opções para todos os momentos do dia.

Para saber mais, espreite o livro na livraria Bertrand online.

 

Ah! Quanto à receita escolhida para mostrar aqui - estas trufas que fazem lembrar os famosos "Ferrero Rocher" - ficaram aprovadíssimas. Na semana passada, no Instagram, perguntei se nesta edição do #dizmeoquelês queriam uma receita doce ou salgada, e quem venceu a sondagem foram os doces, por isso, aqui está ela!

Bombons "Ferrero" saudáveis

BOMBONS “FERRERO” SAUDÁVEIS

Ligeiramente adaptado do livro “Desafio Vegan em 15 dias”

 

Para cerca de 18

Avelãs: 1 chávena + 18 inteiras + cerca de 3/4 de chávena picadas

1/4 de chávena de cacau em pó (cacau ‘cru’ em pó na receita original)

1 pitada de sal marinho

1/4 de chávena de geleia de coco (xarope de ácer na receita original)

100 g de chocolate negro 70% cacau

 

Comece por retirar a pele às avelãs: leve-as a tostar no forno durante alguns minutos - ou ao lume numa sertã antiaderente - mexendo de vez em quando para não queimarem. Embrulhe-as num pano de cozinha limpo e esfregue o ‘embrulho’ na bancada da cozinha, para fazer soltar as peles.

 

Coloque uma chávena de avelãs no processador de alimentos e triture até obter uma manteiga, o que deve demorar entre 5 a 10 minutos, dependendo da potência do processador: vá baixando com a espátula as avelãs que ficam nas paredes do copo entre cada pulsar.

Junte o cacau, o sal e o adoçante (no meu caso, usei geleia de coco) e processe mais um pouco, envolvendo bem.

Se achar que a massa ficou um pouco mole, leve ao frigorífico para ganhar consistência (eu não necessitei, a minha massa ficou pronta a moldar).

Com as mãos húmidas, pegue em pedaços de massa e molde pequenas bolas do tamanho de brigadeiros (ou de Ferrero Rocher 😉), colocando uma avelã inteira no interior e fechando a bolinha.

Derreta o chocolate negro em banho-maria e mergulhe aí uma bolinha de cada vez, envolvendo-a em seguida na avelã picada. Coloque a secar sobre papel vegetal. Se a avelã picada não chegar, pode envolver em coco ralado.

Se for oferecê-los, coloque-os em forminhas de papel.

Conservam-se no frigorífico durante uma semana, podendo ainda congelá-los.

 

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01
Ago19

Rolos de limão e baunilha [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #4]

Rolos de limão e baunilha

Livro "Pão Caseiro"

Rolos de limão e baunilha

Mais uma semana, mais um livro, mais uma receita!

Esta é já a 4ª edição do "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes", uma rubrica Lume Brando com o apoio da Livraria Bertrand [em cuja loja online podem encontrar todos os livros de que falo aqui!]

 

Apesar de não ser algo que faça com regularidade, gosto muito de cozer pão em casa. E os livros com receitas de pão exercem sobre mim um poder especial. Fico sempre a sonhar com o dia em que vou ter tempo para cozer fornadas e fornadas de pães maravilhosos. Ainda por cima, o livro de hoje, da autoria da sueca Maria Blohm, tem uma capa linda, que chama imenso a atenção. Tão difícil resistir a levá-lo para casa, como dizer 'não' a uma fatia de pão fresco barrada com manteiga...

 

Livro "Pão Caseiro"

"Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes" #4

"Pão Caseiro" - Maria Blohm - ArtePlural Edições

"Mas a receita nas fotos não é um pão!", exclamam vocês e com razão. É que o livro tem muito mais do que receitas variadas de pão: tem imensos pães "doces", como estes rolos de limão e baunilha, mais do que uma receita de croissants, tem alguns bolos suecos, focaccia e massas de pizza.

 

[Na verdade, também já experimentei uma receita de pão deste livro - "Bolas com Alperces e Nozes", que ontem partilhei no Instagram e que publicarei aqui noutro post].

 

Informação útil! O livro tem ainda um capítulo dedicado a receitas de pão e bolinhos sem glúten - de pão de hambúrguer a tortilhas, passando por rolinhos de canela - o que pode ser bastante útil, mesmo que não tenhamos necessidade de eliminar o glúten da nossa dieta.

 

Rolos de limão e baunilha

 

Se a ideia de fazer pão vos assusta devido ao tempo de repouso das massas, este livro abre uma nova e risonha perspetiva: é que apesar do livro tratar de fermentações lentas (o que permite acentuar os sabores e as texturas), o tempo de fermentação das receitas permite-nos inserir facilmente o hábito de cozer pão nas nossas rotinas: preparar a massa à noite para cozer de manhã ou preparar de manhã para cozer antes do jantar, por exemplo.

 

O único senão do livro é o facto de em Portugal as farinhas disponíveis nos supermercados serem um pouco diferentes das farinhas utilizadas pela autora. Na versão portuguesa do livro apenas surge o nome traduzido das farinhas, mas não nos é dito nada sobre como substituir essa farinhas.

 

Por exemplo: a farinha de trigo mais utilizada pela autora é "farinha especial". Ora, que eu tenha conhecimento, nós não temos nenhuma farinha com este designação a ser comercializada por cá. Maria Blohm explica que é uma mistura entre farinha proveniente do trigo do outono e farinha do trigo da primavera, mas isso não nos ajuda muito. Outra farinha pedida em algumas receitas, é a "farinha de trigo duro", que eu só conheço por ser o ingrediente das massas secas.

Rolos de limão e baunilha

Um pouco perdida na hora de pôr a mão na massa, resolvi enviar uma mensagem via IG à autora. Que foi muito simpática e me disse que a principal característica da "farinha especial" era ter um percentagem maior de proteína (11% a 12%), quando comparada com a farinha dos bolos (9-10%). Disse-me que poderia substituir por uma "strong flour" ("farinha forte", outra designação que não temos) ou, em último caso, para usar a farinha que eu já costumava usar para fazer pão. Por curiosidade, fui consultar o rótulo da farinha T65 que tinha em casa (a farinha que mais uso para pão e massas de pizza) e a percentagem de proteína era de 10% (exatamente igual à da farinha T55, a dos bolos...).

 

Ok, não há de ser nada, vamos a isso. Toca a fazer as receitas com as farinhas disponíveis.

E não é que apesar de ter achado que as massas ficaram um pouco pegajosas (tanto as destes rolos de limão, como a do pão de alperce e nozes que mostrei no Instagram), a coisa acabou por correr mesmo bem? Saíram ótimos, com textura e sabor aprovadíssimos.

 

Por isso, a minha mensagem para quem tem ou quer comprar este livro, é a de que as receitas valem a pena, mesmo que a coisa pareça que vá descarrilar... mantenham a calma e a confiança, continuem a receita mesmo que tenham de juntar um pouco mais de farinha (sem exagerar!) e vão ver que os pães e os bolos irão sair deliciosos.

[Atualização - a farinha de espelta que tenho em casa tem 12% de proteína. Acho que a partir de agora vou usar esta, sempre que as receitas do livro pedirem "farinha especial"].

Livro "Pão Caseiro"

 

Resumindo: "Pão Caseiro" é um livro com um design simples mas bastante atrativo, e fotografias (para todas as receitas) muito cuidadas e bonitas. É um livro sobre "fermentações lentas", ainda que as receitas peçam apenas fermento fresco ou seco e não "isco" ou "massa-mãe". No início a autora tece algumas considerações sobre os ingredientes e explica porque é importante darmos tempo às massas para levedar. São cerca de 50 receitas variadas, apelativas e relativamente bem descritas, incluindo algumas receitas sem glúten. Algumas farinhas e ingredientes poderão ser difíceis de encontrar, mas não me parece complicado adaptar e substituir por farinhas e ingredientes mais comuns.

Para saber mais sobre o livro "Pão Caseiro" >>>> Livraria Bertrand Online

 

Vamos à receita de rolos de limão e baunilha?

Rolos de limão e baunilha

ROLOS DE LIMÃO E BAUNILHA

[ligeiramente adaptado do livro "Pão Caseiro", de Maria Blohm]

 

Rende 12 rolos grandes - 10 a 12h de levedação

Para a massa:

250 ml de leite frio

1/4 de colher de chá de fermento seco de padeiro (granulado)

75 g de açúcar

50 g de queijo quark

25 g de manteiga à temp. ambiente

1/4 de colher de chá de sal

25 g de farinha de espelta

425 g de farinha T65

 

Para o recheio:

75 g de manteiga à temp. ambiente

1/2 colher de sopa de açúcar baunilhado

1 pitada de sal

50 g de açúcar

Raspas de meio limão

 

Para a cobertura:

75 g de açúcar em pó

Sumo de limão qb

 

De véspera, prepare a massa.

Pese o leite na taça da batedeira e incorpore nele o fermento.

De seguida, pese os restantes ingredientes diretamente para a taça, colocando a balança a zeros entre cada ingrediente.

Mexa a massa com o gancho da batedeira durante 5 minutos (ou amasse à mão durante 10 minutos).

Numa taça, misture bem os ingredientes do recheio.

Transfira a massa para uma superfície enfarinhada (polvilhe as mãos e junte um pouco mais de farinha na massa, sem exagerar, se achar que está pegajosa).

Polvilhe o rolo e estenda a massa num retângulo com cerca de 30 cm x 15 cm.

Barre a massa com o recheio, deixando um pouco de margem livre à volta.

Enrole a massa (ao comprimento) e divida em 12 rolos.

Coloque-os num tabuleiro forrado com papel vegetal não demasiado apertado (os rolos vão aumentar de volume).

Cubra os rolos com um pano e depois envolva o tabuleiro num saco plástico.

Aponte as horas num post-it e cole no saco: assim, no dia seguinte sabe a que horas pode pô-los no forno. Deixe a levedar à temperatura ambiente entre 10h a 12h.

______________

Na manhã seguinte, após as 10h-12 horas de fermentação (a margem de 2 horas está relacionada com a temperatura ambiente - se estiver ameno vai precisar de cerca de 10h, se estiver mais frio irá precisar das 12h), pré-aqueça o forno nos 230º com a ventoinha ligada.

Tire o tabuleiro do saco, retire o pano e leve ao forno durante cerca de 13 minutos.

Se achar que está a dourar muito depressa, cubra com vegetal ou alumínio (eu reparei um pouco tarde 😅).

Entretanto prepare o glacé da cobertura: coloque o açúcar em pó numa taça e vá regando com sumo de limão e mexendo, até obter um creme branco brilhante e sem grumos.

Retire os rolos do forno e deixe arrefecê-los durante algum tempo antes de espalhar o glacê.

 

Post realizado com o apoio da Livraria Bertrand.

 

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Teresa Rebelo

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