Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lume Brando

18
Jul19

Camarão com quiabos e chamuças vegetarianas [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #2]

cozinha moçambicana

Livro Cozinha Moçambicana

Chamuças vegetarianas

Custa a acreditar que já passou uma semana desde o primeiro post da rubrica "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes", em parceria com a livraria Bertrand. Parece que foi ontem que vos apresentei este bolo de chocolate (e este livro) apetitoso.

 

Mas, tal como prometido, aqui está um novo livro. E esta semana trago não uma, mas duas receitas: camarão com quiabos cozinhados num molho à base de leite de coco e tomate e chamuças vegetarianas. Sabores exóticos que nos chegam do Cantinho do Aziz  - "o mais antigo restaurante moçambicano em Portugal" , através do livro "Cozinha Moçambicana", cuja autora é a chef responsável pelo restaurante.

Preparados para viajar sem sair do lugar?

Chamuças vegetarianas

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #2

"Cozinha Moçambicana" - Jeny Sulemange - ArtePlural Edições

Há já algum tempo que andava curiosa sobre este livro. Este ano, quando fui à Feira do Livro de Lisboa apresentar um showcooking Yämmi e dar a conhecer os livros de receitas deste robot de cozinha, o showcooking antes do meu foi precisamente o da Chef Jeny Sulemange. Não imaginam a fila que se formou para degustar os pratos que tinha cozinhado, notava-se que as pessoas estavam a adorar o que estavam a comer. Na altura, ocupada em preparar o showcooking, não pude provar as iguarias nem pude dar muita a atenção ao livro, em destaque na banquinha junto ao palco-cozinha da Feira do Livro. Mas adicionei-o à minha (interminável) wish list.

 

Cozinhar e provar pratos de outros países é uma forma maravilhosa de viajar e enriquecer a nossa cultura. Nas minhas estantes tenho uma prateleira dedicada à "cozinha do mundo" e é com o maior prazer que ali vou arranjar espaço para este livro colorido e "positivo".

 

Sim, este é um livro cheio de boas energias, que vale pelas receitas simples que nos dão a conhecer um pouco da gastronomia moçambicana, mas sobretudo pela história - ou histórias - que nos conta. Nunca estive no Cantinho do Aziz (Aziz é o apelido do marido de Jeny, filho dos fundadores do restaurante), mas gostei de saber que este restaurante existe em Lisboa desde 1983 e que foi, sobretudo nos primeiros tempos, um porto de abrigo, onde muitos moçambicanos iam para matar as saudades do seu país e para desabafarem sobre política. Hoje em dia é um restaurante procurado pelos comensais mais diversos, incluindo imensos turistas, atraídos pelas várias reportagens publicadas no estrangeiro.

 

Um sucesso tal, que hoje já existe um Cantinho do Aziz em Leeds, Inglaterra, e, depois de uma experiência em formato pop-up, é bem provável que o Cantinho do Aziz abra brevemente em Nova Iorque.

Livro Cozinha Moçambicana

 

Este não é um livro extenso, são pouco mais de 50 receitas, entre entradas, pratos principais, acompanhamentos, cocktails e sobremesas. São bastante simples de executar, sendo que algumas são muito parecidas, quase que variando apenas a proteína utilizada. Uma das coisas giras do livro é o facto de muitos pratos terem nomes vindos de dialetos moçambicanos. "Matapa de Amendoim", "Yuca Malaku", "Yuca Miamba", "Miamba Macua", "Ikala", etc. Muitos destes nomes remetem para os ingredientes: "miamba" é camarão e "ikala" é caranguejo, por exemplo.

 

Há um aspeto, comum a várias receitas, de que gostei bastante. A maior parte dos pratos principais são pratos "caldosos", ou seja, com os ingredientes principais (camarão, frango, legumes, etc.) envolvidos em molho, quase sempre feito à base de leite de coco, cebola e tomate. O curioso é que este molho se prepara, em quase todos os casos, sem refogado e sem qualquer gordura para além da naturalmente presente no leite de coco. É só ferver o leite de coco com a cebola e o tomate, triturar, e depois colocar aí a cozer os restantes ingredientes. Saudável, certo?

 

Não foi fácil escolher a primeira receita a experimentar, por isso, resolvi fazer duas. A verdade é que, se por um lado há várias receitas que pedem ingredientes básicos e fáceis de encontrar, outras há, mais exóticas, cujos ingredientes só se arranjam nos grandes hipermercados, como é o caso dos quiabos - que comprei e usei aqui pela primeira vez - os caranguejos ou a banana-pão.

 

Resumindo: é um livro que transmite autenticidade e que nos enriquece do ponto de vista gastronómico. Perfeito para quem adora leite de coco, amendoim e camarão - são várias as receitas que os incluem. Numa próxima edição talvez fosse interessante explicar onde se podem encontrar alguns ingredientes (como aguardente de caju ou massa para chamuças - nas chamuças deste post usei massa filo, mas fiquei a pensar se não haverá à venda uma massa específica para chamuças, apesar de uma pesquisa rápida não me ter elucidado). As fotografias (já sabem que valorizo muito esta componente) não são extraordinárias, mas são honestas, mostrando o essencial do prato, e todas as receitas vêm acompanhadas de imagem, o que eu aprecio. As receitas são bastante simples e permitem-nos dar o nosso toque pessoal.

 

Vamos cozinhar?

camarão com quiabos e chamuças vegetarianas

CHAMUÇAS VEGETARIANAS [NO FORNO]

[adaptado do livro "Cozinha Moçambicana", de Jeny Sulemange]

Para cerca de 24 

65 ml de água

25 g de farinha de trigo

1 molho pequeno de coentros

1 cebola grande

200 g de milho cozido

200 g de queijo mozzarella ralado

8 folhas de massa filo

Óleo ou azeite qb

 

Numa tacinha, junte a farinha e a água, mexa bem e reserve (é a "cola" para fechar as chamuças).

Pique os coentros e a cebola. Coloque numa taça grande e junte o milho e o queijo.

Ligue o forno nos 180º

Desenrole as folhas de massa filo. Corte-as ao comprimento em 4 tiras cada folha.

Coloque um montinho de massa na ponta inferior de cada tira e vá dobrando em triângulo até terminar a massa - veja aqui o tutorial fantástico da Clara de Sousa. No final, cole a ponta de massa filo com a mistura de água e farinha.

Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal. Pincele-as levemente com um pouco de óleo ou azeite. Leve ao forno numa posição central - função ventoinha, se tiver - cerca de 20 minutos ou até estarem bem coradas e estaladiças.

Devem ser servidas ainda quentes, para o queijo não endurecer.

 

Camarão com quiabos

CAMARÃO COM QUIABOS

[do livro "Cozinha Moçambicana", de Jeny Sulemange]

Para 4 pessoas

5 tomates pequenos

1 cebola

800 ml de leite de coco

100 g de quiabos frescos

500 g de camarão sem casca (cerca de 1 kg de camarão com casca)

Sal qb

Pimenta preta acabada de moer (opcional)

 

Coloque o leite de coco numa panela (ou no copo do robot de cozinha), junte o tomate e a cebola partidos em quartos e deixe cozinhar uns cinco minutos.

Retire do lume e triture.

Nesse molho coloque os quiabos e deixe ferver 3 a 5 minutos.

Junte o camarão e cozinhe mais 2 a 3 minutos.

Prove e retifique o sal, à partida terá de adicionar bastante sal (para cortar com a doçura do leite de coco, também adicionei pimenta preta acabada de moer).

O livro sugere que se sirva com "shima de milho" (uma papa feita com farinha de milho e água) ou arroz de coco (arroz basmati cozido em leite de coco). Eu servi com arroz basmati simples.

 

SE GOSTA DESTA RUBRICA, VAI GOSTAR TAMBÉM DESTE POST:

 

11
Jul19

Bolo denso de chocolate e doce de leite [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #1]

bolos_de_luxo4.jpg

bolos_de_luxo6.jpg

 

Bem-vindos ao primeiro post da nova rubrica do Lume Brando "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes"! Todas as semanas, com o apoio da Bertrand Livreiros, irei apresentar um livro de cozinha e uma receita desse mesmo livro.

 

A escolha será sempre um pouco aleatória, de entre os inúmeros livros de cozinha disponíveis na livraria Bertrand online. Às vezes irei escolhê-los pela capa (como foi o caso deste primeiro!), outras vezes pelo tema ou pelas fotos maravilhosas, por ser de um autor que admiro ou por ter ouvido falar muito do livro. Enfim: não há regras, apenas a vontade enorme de folhear, cozinhar e partilhar convosco o meu feedback sobre alguns [dos imensos!] livros de culinária que temos à nossa disposição. Vamos a isso?

 

bolos_de_luxo3.jpg

 

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #1

"Bolos de Luxo" - Frida Skattberg - ArtePlural Edições

 

Quem consegue resistir ao bolo merengado de limão na capa? Eu não! 

Mas neste livro não é só a foto de capa que é bonita. Todas as receitas surgem acompanhadas de imagem e é uma imagem cuidada, a combinar com o design gráfico do livro.

 

Os protagonistas do livro são bolos "densos", nas palavras da autora, Frida Skattberg, uma food blogger sueca com mais de 132 mil seguidores no Instagram. Em termos de sabores, o destaque vai claramente para o chocolate: à exceção de um ou dois bolos, são todos de ou com chocolate, nem que seja na decoração.

 

Apesar de, na capa, o subtítulo nos dizer "3 receitas de base - mais de 70 bolos", a verdade é que as três receitas "base" (1 bolo de chocolate branco, 1 bolo de chocolate de leite e 1 bolo de chocolate negro) só são requisitadas em 5 receitas... é um pouco estranho, porque somos levados a crer que os 70 bolos partiriam sempre de uma destas três receitas. No entanto, não me parece que isto desvalorize o livro, na verdade, ficamos com um portfólio de receitas ainda maior.

 

Outro aspeto para o qual vos queria alertar prende-se com a forma como as quantidades de alguns ingredientes secos, nomeadamente a farinha e o açúcar, estão apresentadas: em dl - sim, leram bem, decilitros! Ora bem, quando comecei a ler as receitas pela primeira vez fiquei à toa. 2,5 dl de açúcar? Como assim? Decidi ir ao site da autora, mas este está apenas em sueco e mesmo traduzindo-o de forma automática, não cheguei a grandes revelações. Da primeira vez que experimentei esta receita, fiz uma conversão um pouco idiota: imaginei que se fosse água, 2,5 dl seriam 250 ml ou 250 g. Apesar da relação peso vs volume serem diferentes, sendo água ou açúcar ou outro ingrediente, segui aquela correspondência e usei, para dar um exemplo, 250 g de açúcar... o bolo ficou bom, mas havia algo que não batia certo, até porque as quantidades me pareciam exageradas.

 

Fui ao google novamente. Desta vez pesquisei em inglês sobre medidas suecas para pastelaria. E fez-se luz: os suecos usam como medidas umas colheres/chávenas que estão marcadas em dl (estão a ver este conjunto de medidores do IKEA? Por acaso estes estão em ml, mas as capacidades seguem a tradição sueca, com a maior a corresponder a 100 ml, ou seja, 1 dl). Assim, como na Suécia essas colheres são a forma habitual de medir os ingredientes, referem as quantidades de acordo com o que a colher "marcar". Era como se nas receitas em que usamos a medição por chávenas (sistema inglês e americano), em vez de dizermos 1 chávena de açúcar, disséssemos 240 ml de açúcar. Confuso, não é?

 

Muito confuso para a nossa cultura culinária e na tradução do livro deveriam ter tido isso em conta, optando por fazer a correspondente conversão para gramas. Para ajudar, e no caso de terem ou quererem comprar este livro e terem ficado assustados, fica aqui uma curta tabela de conversões:

Farinha: 1 dl = 60 g

Açúcar / Açúcar em pó: 1 dl = 80 g

Cacau: 1 dl = 30 g

 

Estes são os ingredientes que as receitas mais vezes pedem; para outros ingredientes que surjam, sugiro que usem como medida um recipiente que tenha a capacidade solicitada (os medidores do IKEA são o ideal).

 

Depois de esclarecida, voltei a fazer o bolo com as quantidades certas. E desta vez ficou mesmo delicioso! 

 

Resumindo: é um livro guloso, repleto de receitas de bolo tentadoras e originais e fotos muito bonitas. Não são bolos para fazer todos os dias (são receitas calóricas, com ingredientes tradicionais), mas são bolos para surpreender alguém que gostamos ou para tornar ainda mais especial uma festa ou celebração.

Podem saber mais sobre o livro aqui: Bolos de Luxo, de Frida Skattberg

 

Vamos à receita?

bolos_de_luxo7.jpg

BOLO DENSO DE CHOCOLATE E DOCE DE LEITE

[do livro "Bolos de Luxo" - Frida Skattberg]

 

200 g de manteiga

100 g de chocolate negro

120 g de açúcar

15 g de cacau em pó

3 ovos

150 g de farinha sem fermento

180 g de leite condensado cozido

1 colher de sopa de sal marinho (usei flor de sal qb)

 

Ligue o forno nos 180º.

Unte uma forma redonda de aro amovível com cerca de 20 cm de diâmetro (usei de 22 cm e ficou bem, mas se tiver mais diâmetro, o bolo irá ficar demasiado baixo).

Numa panela grande, leve a derreter o chocolate com a manteiga em lume brando. Mexa bem até ficar bem misturado e fluído.

Retire do lume e incorpore o açúcar e o cacau.

Junte os ovos, um a um - a massa vai espessar, é normal.

Por fim, envolva a farinha.

Verta para a forma, alise, e espalhe o leite condensado cozido - use um palito para espalhar e fazer as cornucópias. Polvilhe com o sal (da segunda vez que fiz o bolo, omiti esta parte e apenas adicionei o sal antes de servir; aconselho: assim o sal não derrete e o bolo fica mais bonito no final)

Leve ao forno cerca de 20-25 minutos - vá espreitando. Neste bolo, não vale a pena fazer o teste do palito, pois a ideia é que saia do forno com o centro ainda pouco firme.

Deixe arrefecer e leve ao frigorífico umas três horas antes de servir.

Antes de servir, caso ainda não o tenha feito, polvilhe com sal marinho grosso ou flor de sal.

 

08
Jul19

Fruta da época [receita de galette-crumble de ameixa]

galette_crumble de ameixa13_no_blue.jpg

galette_crumble de ameixa14_no_blue.jpg

galette_crumble de ameixa8_no_blue.jpg

 

Verão tímido este. Será que o facto do tempo andar menos soalheiro e quente do que é habitual para esta altura, tem relação com a qualidade das ameixas deste ano?

 

De facto, o problema não é a quantidade. No quintal dos meus pais, as ameixoeiras [pela minha pesquisa também se pode dizer "ameixeiras" ou "ameixieiras"] mostraram-se, nos últimos dias, carregadíssimas de fruta. Tanto que um dos ramos até se partiu, devido ao peso. Mas as ameixas são pequeninas e o sabor e a textura estão um pouco distantes da maravilha de outras colheitas.

 

O prazer de comê-las à dentada fica assim um pouco comprometido, mas aqui em casa nada se perde. Em breve irei fazer doce - tenho uma receita de doce de ameixa aqui no blog - mas entretanto já comecei a escoá-las através desta tarte rústica. Indecisa entre fazer uma galette - o meu tipo favorito de tarte - ou um crumble, resolvi fazer os dois!

 

Suculenta e vibrante, atinge o auge acompanhada por uma bola de gelado...

 

[Escrevo este post quando já não tenho nem uma migalha desta coisa boa, por isso, passemos rápido à receita, para poder afastar-me destas imagens 🤪!]

galette_crumble de ameixa9_no_blue.jpg

GALETTE - CRUMBLE DE AMEIXA

 

Para a massa:

120 g de farinha de espelta integral

30 g de farinha T55 sem fermento

50 g de manteiga fria partida em pedaços

1 colher de chá de açúcar amarelo

1 ovo pequeno

Leite para pincelar o rebordo antes de ir ao forno

 

Para o recheio:

800 g de ameixas

1,5 colheres de sopa de farinha

3 colheres de sopa de açúcar amarelo - ou a gosto

 

Para o crumble:

65 g de farinha T55 sem fermento

35 g de manteiga fria

40 g de açúcar

 

Começar por fazer a massa. Colocar todos os ingredientes numa taça grande e amassar com as pontas dos dedos até obter uma massa moldável. Formar uma bola achatada, envolver em película aderente e levar a frigorífico durante cerca de 30 minutos.

Lavar e descaroçar as ameixas (não descasquei). As minhas eram tão pequenas que não senti necessidade de partir em pedaços - quando muito parti a meio. Juntar o açúcar e a farinha e envolver bem.

Para o crumble, colocar todos os ingredientes numa taça e misturá-los com a ponta dos dedos até obter uma areia grossa. Reservar.

Ligar o forno nos 170º.

Retirar a massa do frio, esticar sobre uma superfície enfarinhada e dar-lhe uma forma arredondada.

Transferir a base de massa para um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.

Espalhar a fruta pela base de massa, deixando um rebordo livre com cerca de 2,5 cm a toda a volta. Dobrar o rebordo de forma a "fechar" a galette.

Espalhar o crumble por cima da fruta e pincelar o rebordo da galette com leite.

Levar ao forno durante cerca de 1 hora/ 1hora e 10 m ou até a massa estar bem dourada e firme e a fruta a borbulhar e a largar sumo.

 

MAIS RECEITAS DE GALETTE:

 

 

03
Jul19

Chegou o tempo bom! [Salada de pimentos e salsichas Primor em broa de milho]

salada_pimentos_salsichas_primor_b.jpg

salada_pimentos_salsichas_primor_IG2.jpg

salada_pimentos_salsichas_primor_IG1.jpg

Estão aí os dias compridos, o sol e a vida ao ar livre. Mas mais do que bom tempo, o verão é tempo bom. Tempo bom é igual a momentos felizes, a tempo de qualidade, com menos rotinas e mais descobertas, menos horários e mais convívio. Combinam-se piqueniques, marcam-se patuscadas e está-se de forma mais descontraída com os amigos e com os miúdos, que estes já não têm TPC's nem precisam de estudar (suspiro de alívio).

 

E se o verão é tudo isto, em 'tudo isto' temos de incluir petiscos deliciosos, certo? Sobretudo aqueles que não dão grande trabalho a preparar. Afinal, ninguém quer ficar enfiado numa cozinha quando lá fora o tempo convida às conversas, aos brindes e ao dolce far niente, certo?

 

A pensar nisso, fui desafiada pela Primor Charcutaria a desenvolver uma sugestão que incluísse as suas salsichas de churrasco. Aqui está ela: salada de salsichas e pimentos. Mais simples, prática e colorida não podia ser. E apresentada dentro de uma broa de milho, vai fazer sucesso no vosso próximo encontro entre amigos ou festa de família.

 

Eu escolhi as salsichas picantes, mas estas estão disponíveis também numa versão menos apimentada. E se quiserem, podem misturar outros enchidos com a qualidade Primor - vejam aqui no site da Primor, como há muito por onde escolher. Mais abaixo, mostro como é fácil preparar este petisco, mesmo que não tenham grelhador de churrasco ou vivam num apartamento, como eu ;)

 

Bom apetite… e viva o tempo bom!

salada_pimentos_salsichas_primor_d.jpg

SALADA DE PIMENTOS E SALSICHAS PRIMOR EM BROA DE MILHO

Para 6/8 pessoas, como entrada ou petisco

 

1 embalagem de salsichas Primor picantes para churrasco

1 broa de milho

1/2 pimento vermelho

1/2 pimento amarelo

1/2 pimento verde

 

Com uma faca de serrilha, retire uma tampa à broa de milho e “escave”, com cuidado para não furar o fundo (aproveite o miolo para depois servir com a salada).

Se tiver grelhador de churrasco, grelhe as salsichas e os pimentos e só depois parta em rodelas e pequenos pedaços (retirando a pele aos pimentos, se estiver chasmuscada).

Em alternativa, pode cozinhar os ingredientes num grelhador elétrico (tipo 'sanduicheira', foi o que eu usei)  ou numa frigideira antiaderente. Em qualquer um destes casos, corte as salsichas às rodelas (eu retirei a pele) e os pimentos em pequenos pedaços. Comece por grelhar ou saltear as salsichas e reservar. Depois, grelhe ou salteie os pimentos aproveitando a gordura das salsichas. Coloque dentro da broa e sirva com o miolo de broa e mais pão.

Esta entrada ou petisco pode ser preparada com alguma antecedência e ser levada ao forno para aquecer, já na broa, antes de servir.

 

Post patrocinado. No entanto, o conteúdo foi desenvolvido e escrito inteiramente por mim, expressando as minhas ideias e opiniões livres sobre o produto.

 

SE GOSTOU DESTA RECEITA, ESPREITE ESTA TAMBÉM:

 

Teresa Rebelo

foto do autor

Sigam-me

TOP 100 Food Bloggers

TOP 15 Blogs de Culinária Portugueses

Featured on

Bloglovin

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D