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Lume Brando

21
Abr17

A partilha [Pão de pizza com ervas, alho e queijo]

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A propósito de um livro lançado esta semana sobre "Ser blogger"*, com dicas e informações úteis não só para os que se queiram iniciar nesta aventura, como para quem já anda nisto há algum tempo, mas quer evoluir e melhorar a sua presença na blogosfera, dei comigo a questionar a importância do Lume Brando na minha vida e aquilo que de melhor este projeto me tem trazido. E cheguei a uma palavra-chave: a partilha.

 

Mais do que obter reconhecimento, mais do que ter convites para ir a determinados eventos ou estabelecer parcerias com certas marcas, mais do que ter conseguido escrever um livro de cozinha [ressalva importante: todas estas oportunidades foram e são fantásticas e estou imensamente grata por elas!] - do que eu gosto mesmo é de partilhar. Partilhar as receitas que fazem sucesso cá em casa e com as quais fico mesmo entusiasmada é o que mais prazer me dá nesta vida de blogger. Isso e também poder 'partilhar' esta paixão pela cozinha com bloggers fantásticos, que tenho tido a sorte de conhecer, que me inspiram e que tanto me ensinam.

 

Mas voltando às receitas, não imaginam a quantidade de sessões fotográficas que tenho na gaveta porque, depois de fotografar e provar, achei que o prato não merecia ter um lugar aqui, por mais bonitas que as imagens tivessem ficado. Não é o caso deste pão, que não só parece ser maravilhoso, como é mesmo maravilhoso. A ideia encontrei-a nesse fabuloso mundo de partilhas - lá está, novamante, a partilha, essa palavra mágica, quando usada para coisas boas - chamado Pinterest.

 

E não podia ser mais simples: estende-se massa de pizza até obter um retângulo, pincela-se com manteiga e azeite, polvilha-se com alho e ervas picados e queijo ralado. Corta-se aos quadradados, empilham-se os quadrados, faz-se tombar a torre quadrangular e coloca-se a mesma numa forma de bolo inglês. Vai ao forno e voilá: eis um pão de partilha saboroso e surpreendente. E porque se chama pão de partilha? Porque a ideia é que os comensais vão partindo o pão ainda morno à mão, pelas marcações da massa.

 

Bora lá partilhar muito este fim de semana? 😉

 

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PÃO DE PARTILHA COM MASSA DE PIZZA, ERVAS, ALHO E QUEIJO

[Adaptado daqui]

 

Cerca de 500 g de massa de pizza (fiz 3/4 da receita de massa de pizza do livro base da Bimby)

1 colher de sopa de azeite

1 colher de sobremesa de manteiga

1 chávena de ervas picadas (salsa e manjericão, por exemplo)

1,5 a 2 chávenas de queijo ralado (mozzarella ou mistura de queijos)

Raspas de queijo parmesão (opcional)

Pimenta preta acabada de moer (opcional)

 

Chávena >>> 250 ml de capacidade

 

Depois da massa levedada ou se usar massa de compra, estenda-a sobre uma folha de papel vegetal até obter um retângulo grande com cerca de 0,3 cm de espessura. Derreta a manteiga e junte ao azeite e pincele toda a superfície da massa. Espalhe por cima o alho picado e as ervas e por fim espalhe o queijo ralado. Se desejar, tempere com um pouco de pimenta preta.

Corte a massa em tiras ao comprimento da massa, que devem ter a largura da forma de bolo inglês que irá usar (usei uma com 22 cm de comprimento x 12 cm de largura x 6 cm de altura); de seguida faça tiras à largura, de forma a obter 'quadrados'. A ideia é que estes pedaços de massa tenham, ainda que de forma aproximada, a largura e a altura da forma. Empilhe os 'quadrados' formando uma torre. Não se preocupe, porque há queijo que vai resvalar, é normal. Com cuidado, faça tombar a torre sobre o papel vegetal, obtendo uma espécie de comboio de fatias de massa e, com a ajuda do papel, introduza-o na forma. Tape com um pano e deixe junto ao forno enquanto este pré-aquece nos 190º.

Retire o pano e leve a cozer durante cerca de 50 minutos. Retire do forno e espere uns dez minutos antes de o retirar da forma e levar para a mesa.

 

 *Este livro, da autoria de Carolina Afonso e Sandra Alvarez conta com um pequeno testemunho meu e de outros bloggers, e contém imensa informação sobre isto de ter um blog e até de como rentabilizar este tipo de projeto. Recomendo!

 

 

 

21
Out16

O Lume Brando mudou de casa [Pão de Granola]

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Este é o primeiro post que faço na nova casa do Lume Brando. A partir de agora, o Lume Brando é, orgulhosamente, um blogue do Sapo.

E como está a ficar crescido,  já tem quase 12 anos, achei que estava na hora de lhe dar um domínio próprio: www.lumebrando.com

 

Antes de passar à receita - um pão de granola delicioso - quero agradecer a toda a equipa do SAPO BLOGS, que foi incansável - posso mesmo dizer que foram espetaculares - a tratar de todo o processo de migração e operacionalização do novo domínio. Ainda há algumas arestas por limar, mas agora, com tempo, iremos pôr o Lume Brando ainda mais catita.

 

Quanto ao pão, foi uma feliz coincidência, pois não tinha a certeza de quando poderia começar a publicar aqui. Como há uma frase antiga e sábia que diz que nenhuma casa é verdadeiramente um lar antes de nela se cozer pão, fico muito feliz pela primeira receita do Lume Brando, enquanto blogue do SAPO, ser um pão. Um pão de outono, rico, excelente para comer ao pequeno-almoço.

 

No domingo que passou, Dia Mundial do Pão, decidi cozer um pão de castanha mas não resultou muito bem. Ficou bonito, mas o sabor e a textura não convenceram. Quero aperfeiçoar essa receita, mas como não tinha mais farinha de castanha em casa, resolvi fazer outra experiência. Desta vez, recorri ao antiguinho Artisan Bread in Five Minutes a Day e deparei-me com uma curiosa receita de pão de granola. Achei-a perfeita para esta altura do ano.

 

Segui a receita de granola que também consta do livro e sobre esta, ao contrário do pão, de que gostei mesmo muito, tenho sentimentos contraditórios: acho que é ótima, de facto, para usar no pão, mas para comer com leite e iogurte não é, de todo, das minhas favoritas - prefiro a que irá sair no meu livro ;) e um dia destes vou experimentar fazer o pão com ela. Em todo o caso, deixo tanto a receita do pão como da granola. O pão é delicioso acabado de sair do forno. No dia seguinte continua ótimo, mas torrado é uma perdição!

 

Aproveito ainda para relembrar que o meu livro - Estava tudo ótimo! - chega às livrarias no próximo dia 27 de outubro! Em todo o caso, já se encontra em pré-venda na Wook e na Fnac. A sessão de apresentação do livro será no dia 5 de novembro, às 17h, na Fnac do NorteShopping. Ficarei muito feliz com a vossa presença!

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PÃO DE GRANOLA

Adaptado do livro 'Artisan Bread in Five Minutes a Day'

 

Estas quantidades dão para 2 pães como o da foto:

 

2 chávenas de água morna

1 pacote de Fermipan

1/4 de chávena de geleia de agave

1 colher de sopa de mel de rosmaninho

1 colher de sopa de azeite extravirgem suave

1/2 colher de café de canela em pó

1 colher de sopa rasa de sal marinho

1,5 chávenas de farinha de trigo integral

1,5 chávenas de farinha de trigo 55 sem fermento

1,5 chávenas de granola + um pouco para polvilhar (ver receita mais abaixo)

Azeite, manteiga ou spray desmoldante para untar a forma

Ovo batido para pincelar

 

Chávena: 250 ml de capacidade

 

Numa taça grande que tenha tampa, misture a água, o fermento, a geleia de agave, o mel, o azeite, o sal e a canela.

Noutra taça, misture as farinhas e a granola. Junte-as, com a ajuda de uma colher, ao líquido preparado anteriormente. Não precisa de mexer muito ou amassar (este é um no-knead bread), basta ficar uma pasta ligada.

Tape a taça, mas não feche completamente, pouse apenas a tampa, e deixe repousar à temperatura ambiente cerca de 2 horas.

Após este tempo, passe a taça com a totalidade da massa para o frigorífico, onde irá durar cerca de 15 dias, ou prepare de imediato um pão, guardando o resto da massa (a tampa deve manter-se apenas pousada no frigorífico).

Para fazer o pão, unte bem uma forma de bolo inglês não muito grande (12 cm x 22 cm, por exemplo).

Separe metade da massa com as mãos - talvez tenha de enfarinhá-las - molde-a numa bola e coloque-a na forma.

Tape com um pano limpo e deixe levedar num local ameno - se estiver frio, talvez seja boa ideia envolver numa manta polar.

Se a massa tiver estado no frigorífico, deixe assim cerca de 1h 40m, se fizer o pão a seguir à massa ter repousado as duas horas iniciais, deve precisar apenas de 1 hora.

Entretanto pré-aqueça o forno nos 190º. Pincele o topo do pão com ovo batido e espalhe uma mão-cheia de granola.

Leve ao forno durante cerca de 45 minutos.

 

GRANOLA p/ o Pão de Granola

Adaptado do livro 'Artisan Bread in Five Minutes a Day'

 

4 chávenas de flocos de aveia

1/4 de chávena de sementes de sésamo*

3/4 de chávena de frutos secos

3/4 de chávena de coco ralado

1 chávena de sultanas

1/4 de chávena de mel de rosmaninho

1/4 de chávena de geleia de agave

1/4 de chávena de azeite extravirgem suave

2 colheres de sopa de água

1/2 colher de chá de extrato de baunilha

1 colher de café de canela em pó

 

*Usei sementes de sésamo preto e são tramadas, por isso, se usarem dessas, evitem sorrir para alguém depois de comer o pão e antes de escovarem os dentes ;)

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal.

Numa taça grande, junte os líquidos, a baunilha e a canela. Mexa bem.

Envolva nos líquidos os flocos de aveia, as sementes e os frutos secos.

Leve ao forno e vá mexendo de 10 em 10 minutos. Entre os 20 e os 30 minutos de cozedura deverá estar pronta.

Retire do forno e envolva as sultanas. Deixe arrefecer e guarde em frascos.

 

 

 

 

 

 

 

11
Set13

A minha primeira focaccia // My first focaccia.






Há muito que queria fazer focaccia.
Há uns meses largos, quando dava um programa da Lorraine Pascale na SIC Mulher, apanhei um episódio em que ela fazia uma focaccia maravilhosa num abrir e fechar de olhos.
Quer dizer, isso do abrir e fechar de olhos era só mesmo no programa, porque é verdade que a massa precisava de tempo para levedar. Mesmo assim, comparando com algumas receitas de focaccia que já me tinham passado pelas mãos, aquela parecia bem mais rápida e descomplicada.

Passado algum tempo, vi que a Guida, do blog 'panela sem (de)pressão' também se tinha encantado pela focaccia da Lorraine e, bem mais despachada do que eu, já a tinha replicado.

A semana passada, quando me ofereceram os tomates-cereja de que já falei aqui, uma das sugestões de utilização que me deixaram na página do LB no facebook foi a de fazer uma focaccia. Não podia adiar mais a estreia!

Segui as indicações da Guida, só lhe acrescentei o tomate, e o resultado foi este bonito pão, de aroma, cores e sabor bem mediterrânicos.

O alecrim usado foi cortado na hora de um vaso que tenho na varanda, e que é das poucas ervas aromáticas que se têm aguentado cá em casa este Verão...

//


I had 'focaccia' in my to-do list for a long time.
Some months ago, when a tv show with Lorraine Pascale was being broadcasted on SIC Mulher, I've watched an episode where she made ??a wonderful focaccia in the twinkling of an eye.
I mean, the twinkling of an eye was only in the show, because the batter needed time to rise.
Even so, comparing with some focaccia recipes I've seen, that one seemed much faster and uncomplicated.

After a while, I saw that Guida, from 'panela sem (de)pressão' had also been attracted by Lorraine's focaccia and, being much more bold than me, had already given it a try.

Last week, when these cherry tomatoes arrived to my kitchen, one of the suggestions someone gave me in facebook was to make a focaccia. I could no longer delay the debut!

I followed Guida directions - just added the tomatoes - and the result was this beautiful bread, with strong Mediterranean aroma, colors and flavors.

The rosemary I've used was picked from a vessel in my balcony, and is one of the few herbs that have 'survived' here at home this hot summer ...




Focaccia de alecrim e tomate-cereja
(ligeiramente adaptado daqui)

500 g de farinha sem fermento (desta vez usei farinha 55, mas para a próxima irei usar 65)
2 colheres de chá de sal
7 g de fermento de padeiro seco
80 ml de azeite extra virgem + algum para pincelar
200 ml de água morna
Algumas hastes de alecrim
20 tomates-cereja, aprox.
Flor de sal


Forrar um tabuleiro de ir ao forno com papelvegetal.
Numa taça grande, misturar a farinha, osal e o fermento.
Abrir um buraco ao centro, adicionar aí o azeitee a água e amassar até formar uma bola.
Passar para uma superfície enfarinhada e amassar durante cerca de 10 minutos.
Para testar se a massa está pronta (deve ficarelástica), pressionar com o dedo indicador enfarinhado: se a massa voltar aosítio, já está.
Passar a massa para o tabuleiro preparado eestendê-la dando-lhe uma forma "retangular ovalada" até que tenhacerca de 30 cm x 20 cm.
Cobrir o tabuleiro com um pano de cozinha húmidoe deixar levedar num sítio quente até que dobre de tamanho, cerca de uma hora(a Lorraine Pascale coloca o tabuleiro numa cadeira alta, junto ao forno, comeste já em pré-aquecimento ou enquanto coze outra coisa e parece-me uma boaideia).
Pré-aquecer o forno a 200º.
Com o indicadorenfarinhado, fazer cavidades na massa (para a próxima tenho de empurrar mesmoaté ao fundo - os tomates ficaram um pouco de fora), a espaços regulares.
Lavar, secar e envolver os tomates-cereja emazeite.
Espalhar os tomatinhos pelas cavidades.
Salpicar com alecrim e flor de sal.
Levar ao forno cerca de 30 minutos.
Retirar do forno e pincelar com azeite.

//



Rosemary and cherry tomatoes focaccia

(slightly adapted from here)


500g/1lb 2oz all-pupose flour, plus extra fordusting (next time I'll usestrong flour - T65)
2 tsp salt
1 x 7g/oz sachet fast-action dried yeast
80ml/3fl oz olive oil, plus extra for drizzling
150-250ml/5-9fl oz warm water
1 bunch fresh rosemary
Large pinch Fleur de sel


Line a large flat baking tray with parchment paper and dust with flour.
Put the flour into a large bowl, add the salt andyeast, then add the olive oil, plus enough warm water to make a soft but notsticky dough. The dough should feel quite loose and not tight and difficult toknead. If the whole amount is added it may appear that the dough is beyondrepair, but gently kneading by way of scooping up the dough, scraping anysticky bits on the surface and slapping it back down again for a few minuteswill see the dough begin to become ‘pillowy’ and more manageable.
Knead the dough for about 10 minutes by hand on alightly floured surface. The dough will feel stretchy when pulled. To test ifit is ready, with a well-floured finger, prod a shallow indent in the side (nomore than ¾cm/¼in). If the indent disappears by way of the dough springing backthen it is ready to shape. If the indent stays, knead for a few minutes longer.
Shape the dough into an oval and place it on theprepared baking tray. Flatten it out to about 30cm/12in long and 20cm/8in wide.Cover the dough with a wet kitchen towel.
Preheat the oven to 200C/400F/Gas 6. Leavethe dough in a warm place for about an hour, or until it has almost doubled insize. With a floured index finger press holes in the dough at regularintervals, about 4cm/1½in apart in rows across the dough, pressing right down tothe bottom. Wash, dry and coat the cherry tomatoes with olive oil. Distributethe tomatoes around the holes. Sprinkle with rosemary and some fleur de selover the dough and place in the the oven.
Bake for about 25–30 minutes, oruntil the bread is well risen, pale golden-brown and feels hollow when tappedunderneath. Remove from the oven and drizzle with some olive oil.
 


23
Jul13

A lista interminável. // The endless list.



À semelhança de todos os que adoram cozinhar, experimentar novas receitas e são viciados em livros e revistas de cozinha, eu tenho uma lista enorme de coisas para fazer pela primeira vez.
Fiquei por isso muito feliz quando um destes domingos consegui riscar os grissinos da lista.
Não saíram lá muito regulares - uns mais compridos do que outros, uns mais finos no meio do que nas pontas... 
A cozedura não foi, por isso, totalmente uniforme mas, de uma maneira geral, estavam estaladiços e foram bastante elogiados por quem os provou.
Agora, é só apurar a técnica. E continuar a dar luta à lista: foccacia, profiteroles, angel cake, cozido à portuguesa (sei que é embaraçoso, mas nunca fiz), massada de peixe, bagels, croissants, petit fours, beef bourguignon, paella, and so on, and so on...

//

Like all those who love to cook, try new recipes and are addicted to cook books and magazines, I have a huge list of things to make for the first time.
So, I became very happy one of these last Sundays, when I could scratch the italian breadsticks (grissini) from the list.
I found it difficult to make them equal in shape and size - some became longer than others, some thinner in the middle than at the edges - so baking was not completely uniform but, in general, they have been approved and praised for whom tasted them.
Now, It's just a question of practice. And a question of keeping fight the list: foccacia, profiteroles, angel cake, Portuguese meat and vegetables stew (I know it's embarrassing, but never made it), fish with pasta (traditional recipe from the Portuguese south), bagels, croissants, petit fours, beef bourguignon, and so on, and so on ...

Grissinos
(Caroline Bretherton - revista Love Baking - Bread, Spring 2013)

2,5 colheres de chá de fermento de padeiro seco
425 g de farinha T65, mais alguma para polvilhar
1 colher de sopa de açúcar fino
2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite
45 g de sementes de sésamo (também usei sementes de chia)
Água morna

Colocar  4 colheres de sopa de água morna numa tacinha e juntar o fermento. Deixar repousar por 5 minutos, mexendo apenas uma vez.
Numa taça grande colocar a farinha, o açúcar e o sal. Juntar a mistura do fermento, 250 ml de água morna e o azeite no centro dos secos, e 'empurrar' a farinha para os líquidos, a toda a volta da taça, até se obter uma massa macia, ligeiramente pegajosa.
Amassar a massa numa superfície enfarinhada durante cerca de 6 minutos, até ficar macia e elástica.
Cobrir com um pano de cozinha e deixar repousar por 5 minutos.
Polvilhar as mãos com farinha e dar uma forma rectangular à massa. Esticar até se ficar com um rectângulo com cerca de 40x15 cm. Cobrir com um pano de cozinha e deixar num local morno entre 1h a 1,5 horas, até ficar com o dobro do volume.
Pré-aquecer o forno nos 220º.
Polvilhar dois ou três tabuleiros com farinha. Pincelar a massa com água e salpicar com as sementes.
Com uma faca afiada de gume liso, corte tiras com cerca de 1 cm de largura e vá colocando-as nos tabuleiros. Levar a cozer entre 15 a 18 minutos ou até ficarem estaladiços e dourados.
Retirar e colocar a arrefecer sobre uma grade.
Servir de seguida ou guardar numa caixa hermética até 2 dias.

//

Grissini
(Caroline Bretherton -  Love Baking - Bread magazine, Spring 2013)

2.5 tsp dried yeast

425g strong white bread flour, plus a bit extra for dusting

1 tbsp caster sugar

2 tsp salt

2 tbsp virgin olive oil

45 g sesame seeds (I used chia seeds too)

Warm water


In a small bowl, put the yeast and 4 tablespoons of warm water. Leave for 5 minutes stirring once. In a mixing bowl, gently mix the flour, sugar and salt – make a well in the middle, then add the dissolved yeast, 250 ml of warm water and the olive oil. Mix to form a soft slightly sticky dough. Lightly flour a board or surface, then knead for about 6 minutes until smooth.  Form into a ball and cover with a damp tea towel, leave for 5 minutes. Flour your hands and press the dough into a rectangle. Roll the dough out to measure a 40x15 cm rectangle shape. Cover it with a damp tea towel and leave in a warm place for 1-1.5 hours, until doubled in size. Pre-heat the oven to 220º. Dust 2 or 3 baking sheets with flour. Brush the dough with water and sprinkle with the seeds. With a sharp knife, cut the dough into strips about 1 cm wide and put them in the baking sheets. Bake for 15-18 minutes until golden and crisp. Transfer to a wire rack to cool. Serve or keep in an airtight container for 2 days.



28
Abr13

Pão para quem não tem tempo. // Bread for those in a hurry.








Fazer o nosso próprio pão pode ter tanto de estimulante e mágico, como de frustrante e desencorajador.
Falo sobretudo das horas necessárias para a massa levedar e crescer.

Pode ser que não saiba organizar muito bem o meu tempo, mas a verdade é que quase sempre que penso em fazer pão, adio a decisão logo a seguir, porque concluo que não vou poder cumprir os timings da receita.
E à noite, depois dos rapazes na cama e da cozinha arrumada, a visão de ter uma missão destas pela frente acaba por ficar turva pelo sono (ou por uma série de pequenas tarefas que não consegui realizar durante o dia).

Por isso, ainda que continue a alimentar a esperança de que haverá uma altura em que terei tempo para fazer regularmente pão "a sério", sempre que vejo uma receita que propõe atalhos ou passa à frente as fases demoradas, entusiasmo-me.
Foi o que aconteceu com este pão de espelta, que encontrei na revista Love Baking - Bread.

O resultado é um pão húmido, com sabor relativamente intenso devido à farinha de espelta (uma subespécie de trigo, com menos glúten e mais nutrientes) e uma textura rica graças às sementes e às passas.
No dia seguinte, então, estava delicioso!

//

Baking our own bread can be both exciting and magical, as frustrating and discouraging.
I'm talking about the hours required for the dough to rest and rise.

I may not know how to organize myself very well, but the truth is that almost every time I think about baking bread, I shelve the decision soon after, because I conclude that I won't be able to meet the required timings.
At night, after putting my boys to bed and cleaning the kitchen, the vision of having that mission ahead  becomes blurred by sleepiness (or a series of small tasks that I could not accomplish during the day).

So, while I keep dreaming of a time when I'll be able to make 'real bread' in a regular basis, whenever I see a recipe that proposes shortcuts or overtakes lengthy steps, I want to try it as soon as possible.
That's what happened with this spelt loaf, which I found in Love Baking Magazine - Bread.

The result is a moist bread, with a relatively intense flavor due to the spelt flour (a subspecies of wheat, with less gluten and more nutrients), and a rich texture thanks to the seeds and the raisins.
The following day, it was even more delicious!




























Pão de espelta e sementes
(Love Baking Magazine - Bread, Spring 2013)

475 g de farinha de espelta integral
1 colher de chá de fermento em pó (para bolos)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
50 g de sultanas ou passas
150 g de mistura de sementes (ex.: girassol, abóbora e linhaça)
1 colher de chá de melaço de cana
550 ml de água tépida

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Forrar uma forma de bolo inglês com papel vegetal e untar este.
Numa taça grande, colocar e misturar bem os ingredientes secos.
Dissolver o melaço na água tépida.
Juntar esta mistura aos ingredientes secos e mexer bem.
Verter para a forma e levar a cozer cerca de 1 hora ou até estar crescido e bem dourado (eu fiz o teste do palito e ao fim de uma hora este saiu seco).
Deixar arrefecer bem antes de servir às fatias.
Envolva o que sobrar em película aderente: manter-se-á fresco durante alguns dias.

//

Spelt loaf
(Love Baking Magazine - Bread, Spring 2013)

475 g wholegrain spelt flour
1 tsp baking powder
1 tsp bicarbonate of soda
1 tsp sea salt
50 g raisins
150 g mixed seeds (eg sunflower, pumpkin, flaxseed)
1 tsp blackstrap molasses
550 ml tepid water

Preheat the oven to 180º/350ºF.

Prepare a loaf pan, lining with parchment paper and greasing it.
Mix all the dry ingredients together in a large bowl.
Mix together the molasses and tepid water until blended.
Add to the dry ingredients and combine together.
Pour into the loaf pan and bake for 1 hour or until well risen.
Allow to cool, then serve in thick slices.
Wrap leftovers in cling film: it will keep fresh for a few days.

06
Nov12

O pão que afinal era um scone gigante.
































































Volta e meia parto em busca de receitas de pão de leite ou de brioche, pois tanto eu como os meus piratas gostamos bastante.

No sábado passado resolvi procurar nesse clássico que é o "Tesouro das Cozinheiras".
Colocadas de lado várias receitas devido ao tempo de levedura (uma das razões porque não faço pão com tanta regularidade como gostaria), optei por um simples "Pão de leite".
Achei estranho chamar-se assim e a massa não ter de repousar para dobrar de volume.
E como este livro é à antiga, com muito poucas fotografias, não deu para ver como iria sair.
Mal começou a crescer no forno, percebi: não tinha nada a ver com aquilo a que chamo 'pão de leite', mas era antes uma espécie de scone em tamanho familiar!

Como o objetivo era ter o que lanchar, serviu na perfeição.
E no dia seguinte ao pequeno-almoço, as fatias torradas também souberam muito bem.
A diferença entre esta e a massa de scones tradicional, é que esta não leva manteiga ou margarina, o que a torna ainda mais saudável.


Scone Gigante
(adaptado daqui)

2 chávenas de farinha T65
3/4 de chávena de leite
75 g de açúcar
10 g de fermento tipo Royal
1 ovo inteiro
1 gema de ovo para pincelar

Pré-aquecer o forno nos 200º.
Untar bem com manteiga uma forma de bolo inglês e polvilhá-la com farinha.
Numa taça grande misturar todos os ingredientes.
Verter a massa para a forma.
É uma massa um pouco espessa e o ideal é ficar a ocupar no máximo 3/4 da forma, pois vai crescer bastante.
Pincelar a superfície da massa com gema de ovo.
Levar ao forno cerca de 40 minutos, ou retire quando estiver bem dourado e um palito sair seco do seu interior.
30
Ago11

O lanche está pronto!

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Daqui a nada começam as aulas e quem precisa de preparar lancheiras para os mais pequenos sabe que às vezes não é fácil agradar-lhes, preocupados que estamos em oferecer-lhes o mais saudável, tentando fugir dos 'pães de longa duração' e de outras opções menos nutritivas e mais calóricas.
Por isso, quando vi esta sugestão na última revista Bimby, fiquei com imensa vontade de a testar para ver se daqui a alguns dias a podia incluir no lanche dos meus piratas.

Ao contrário do costume, fiquei contente quando a semana passada me sobrou um pouco de massa de pizza: o pretexto ideal para fazer pela primeira vez estes 'lanches mistos', que passaram no teste com distinção.

Se os vossos pequenos gostam de queijo e/ou de fiambre, também irão aprová-los!

Fi-los à noite e no dia seguinte ainda estavam frescos.
Em todo o caso, prensados na torradeira também ficaram muito bons.

A massa que usei foi a do livro base da Bimby, mas imagino que se possa usar qualquer massa caseira de pizza. Seguem as quantidades da receita original.

Bom regresso às aulas!

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Merendas com massa de pizza
(Revista Bimby - Setembro 2011)

Na Bimby:
1 receita de massa de pizza feita na Bimby
8 fatias de queijo
8 fatias de fiambre
2 gemas de ovo batidas para pincelar


Fazer a massa de pizza segundo a receita do livro base.
Pré-aquecer o forno a 180º.
Dividir a massa em duas partes iguais. Estender metade da massa numa superfície enfarinhada e cortar rectângulos com cerca de 10X20 cm.
Colocar uma fatia de queijo e uma de fiambre em cada um e dobrá-los em três partes iguais.
Colocá-los num tabuleiro anti-aderente (costumo usar estes do Ikea) ou forrado com papel vegetal.
Repetir com a restante massa.
Pincelar com gema de ovo e levar ao forno cerca de 30 minutos.


Sem Bimby:
Cerca de 700 g de massa caseira de pizza
8 fatias de queijo
8 fatias de fiambre
2 gemas de ovo batidas para pincelar


Depois de levedada, dividir a massa em duas partes iguais.
Pré-aquecer o forno a 180º.
Estender metade da massa numa superfície enfarinhada e cortar rectângulos com cerca de 10X20 cm.
Colocar uma fatia de queijo e uma de fiambre em cada um e dobrá-los em três partes iguais.
Colocá-los num tabuleiro anti-aderente (costumo usar estes do Ikea) ou forrado com papel vegetal.
Repetir com a restante massa.
Pincelar com gema de ovo e levar ao forno cerca de 30 minutos.


20
Jun11

Um mimo de pão.



















Apesar de não ser fanática pela Bimby, ou seja, não escolho as receitas pelo facto de poderem ser feitas na máquina ou com a sua ajuda, nem sequer perco muito tempo a adaptá-las - optando muitas vezes pelos métodos tradicionais - adoro-a!

Adoro as sopas que lá faço (e com que rapidez!), adoro o arroz branco, os sorvetes e os granizados (para não falar da famosa limonada), e adoro poder fazer lá massa de tartes, de pizzas e de pão em 2 ou 3 minutos, sem qualquer esforço.
Porque por muito romântico que pareça fazer tudo isto de forma tradicional, quando se tem dois filhos pequenos e um trabalho a tempo inteiro, a Bimby é muitas vezes quem nos salva de comprar as coisas já feitas. Como o pão (pelo menos para quem não tem MFP, como é o meu caso).

Este ano lectivo, os meus rapazes passaram a ter de levar diariamente lanche para a escola. E adoram que o 'pão de leite com queijo' faça parte do menu.
Agora que experimentei esta receita fantástica da Gasparzinha, acho que não vou precisar mais de comprá-lo: foram um sucesso cá em casa.

Na falta de uma Bimby, é só arregaçar as mangas e seguir as indicações da Gasparzinha para a via tradicional.














Pãezinhos de Leite
(Receita original, aqui)

Para 15 pães

300 g de farinha de trigo integral
200 g de farinha de trigo T65

(Não tinha farinha integral e usei 500 g de farinha T65)
250 ml leite
80 g de manteiga
80 g de açúcar
(para a próxima vou colocar apenas 50 g, mas talvez tenham ficado mais doces por não ter usado farinha integral)
15 g de fermento fresco de padeiro ou meia saqueta de fermento seco (usei este último)
Uma pitada de sal
1 gema de ovo para pincelar


Com a Bimby:

Colocar todos os ingredientes no copo, excepto a(s) farinha(s), e programar 2 min, temp 37º, vel 1.
Adicionar a(s) farinha(s) e programar 10 seg, vel 6 e, de seguida, 3 min, vel espiga.
Formar uma bola e deixar a levedar num recipiente tapado (eu usei um pirex e tapei com um pano de cozinha) até duplicar de volume, cerca de 30 minutos.

Ligar o forno nos 200ºC, com uma tacinha de metal vazia lá dentro.
Fazer bolas de 60 g e colocá-las num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal (eu usei os do Ikea anti-aderentes, ligeiramente enfarinhados)
Enquanto o forno aquece, deixar levedar mais uns 30 minutos (eu tapei os pãezinhos com um pano, mas não cresceram muito mais).
Desfazer a gema de ovo com um pingo de leite e pincelar os pães.
Encher a taça que colocámos no forno com água a ferver, para criar humidade.
Levar os pães a cozer cerca de 15 a 20 minutos (eu precisei de 25 minutos, mas tive de tapar os pães a certa altura com folha de alumínio, pois ficaram dourados muito depressa).

Sem a Bimby:
(não experimentei)

Aquecer ligeiramente o leite e dissolver o fermento e a manteiga derretida.
Fazer um monte com a farinha, o açúcar e o sal e no centro colocar os líquidos.
Amassar muito bem durante uns minutos, até a massa ganhar ar e elasticidade e se soltar da bancada.
Formar uma bola, colocar num recipiente tapado com um pano e deixar que levede até duplicar de volume, cerca de 30 minutos.
A partir daqui, proceder como descrito acima.

Eu fi-los à tarde: os que sobraram guardei-os num saco plástico bem fechado e no dia seguinte de manhã continuavam frescos. Para a próxima, vou congelá-los depois de arrefecidos, tal como já fazia todas as semanas com o pão "de compra": congelo-os já partidos e com o queijo, embrulhados individualmente em película aderente. Todos os dias de manhã retiro dois pães do congelador, coloco-os nas lancheiras e vão descongelando até à hora do lanche, ficando como se fossem frescos.
28
Jun10

O pão que o diabo não amassou.

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Nem o diabo, nem eu...
Finalmente consegui experimentar o Artisan Bread, que parece ser uma versão ainda mais fácil de fazer do que o No-knead bread - "o pão que não é amassado".

De facto, é impressionante a rapidez e a simplicidade com que se faz a massa.
Não fossem as horas de repouso e era mesmo uma receita perfeita.
Mas quanto a isto não há milagres e o facto da massa durar cerca de 15 dias no frigorífico (sempre pronta a usar depois de 30 minutos de descanso, no mínimo, à temperatura ambiente) é outro dos grandes argumentos a seu favor.
Por isso, e para quem ainda não experimentou, esqueçam a massa feita na Bimby ou o pão feito na máquina: dá menos trabalho fazer este e as possibilidades de sabores são infinitas.

Antes de meter as mãos na massa, espreitei aqui e aqui, e vi alguns vídeos no Youtube.

Após uma primeira experiência com a receita básica, ou seja, só com um tipo de farinha (usei T65), resolvi fazer mais uma dose, desta vez misturando um pouco de farinha integral. Depois, foi só ver o que andava no frigorífico e nas prateleiras cá de casa para enriquecer a receita. Gostei sobretudo da mistura de tomate seco e orégãos, mas o pão com passas e sementes de sésamo e de linhaça também ficou bom e ambos deram umas óptimas sanduíches.

Artisan Bread - a minha versão 'integral':

700 g farinha T65
300 g farinha integral
1 pacotinho de fermento de padeiro em pó
(usei Fermipan)
750 ml de água morna*
1 colher de sopa (cheia) de sal
Farinha de milho para polvilhar o tabuleiro de ir ao forno (opcional)
Água quente para levar ao forno durante a cozedura

*Quando fiz a receita só com farinha T65 usei 700 ml de água, mas com a farinha integral precisei de juntar mais um pouco.

Num recipiente grande com tampa, tipo Tupperware, juntar todos os ingredientes, mexendo com uma colher de pau. Vai obter-se uma massa mole e húmida. Colocar a tampa mas não fechar totalmente para que os gases da fermentação se possam libertar, e reservar à temperatura ambiente durante duas horas.
Após este tempo, a massa está pronta ser moldada, com a ajuda de um pouco de farinha na massa e nas nossas mãos
.
É nesta fase que se juntam os ingredientes extra como sementes, passas, ervas aromáticas, frutos secos, etc.,
ou então o recipiente segue para o frigorífico, já bem tapado, para utilização futura.

Quando quisermos usar uma porção de massa
(não esquecer que pães mais pequenos cozem mais depressa), o ideal é polvilhá-la com um pouco de farinha e enfarinhar as mãos, puxando a quantidade de massa desejada (os autores da receita usam uma tesoura para cortá-la, mas eu consegui separá-la bem com as mãos).
Voltar a colocar o resto da massa no frigorífico.
Moldar em forma de bola, ou então - se for para colocar novos ingredientes, estender a massa até obter um rectângulo grosseiro, polvilhar com os ingredientes desejados e voltar a fechar, enrolando os lados da massa para dentro até obter uma bola.
Colocar o pão num tabuleiro anti-aderente ou sobre papel vegetal num tabuleiro normal - os autores sugerem que a superfície onde se pousa o pão para ir ao forno esteja polvilhada com farinha de milho - pincelar com água e polvilhar com sementes, fazer uns cortes no cimo com uma faca de serrilha e deixar repousar cerca de 40 minutos (se levar outros ingredientes que não somente a massa base, como foi o meu caso, o ideal é descansar ainda mais tempo, cerca de 1 hora).
Pré-aquecer o forno nos 180º. Colocar na grade de baixo do forno um tabuleiro com água muito quente (o vapor e a humidade vão conferir ao pão uma textura estaladiça), polvilhar o pão com um pouco de farinha e levar o pão a cozer durante cerca de 30 a 40 minutos (depende muito de forno para forno).

Agora que já experimentei, fiquei ainda com mais vontade de comprar os livros do Artisan Bread, que mostram a infinidade de variações que se pode fazer a partir da receita e do método básicos. Dos salgados aos doces...
25
Nov09

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

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Depois de uma primeira tentativa algo falhada, no último Verão, de fazer pão, eis que consigo presentear os mais novos da família com estes apetitosos pães de hambúrguer (ainda que na verdade não tenham ficado muito parecidos com pães de hambúrguer...).

A falha estival não teve tanto a ver com a massa mas com o forno. Também, quem é que me manda cozer o primeiro pão da minha vida num forno a lenha? Claro que não podia dar certo. Aliás, se conhecerem algum livro, blog ou site que fale dos segredos do forno a lenha, digam-me por favor! Na casa onde passo muitas vezes os fins-de-semana e as férias existe um e gostava de tirar partido deste privilégio.

Voltando ao pão. Sei que devo ser a única food blogger à face da terra que ainda não experimentou o no-knead bread ou a receita base do Artisan Bread, para não falar de outras receitas e versões mais clássicas. Não porque me falte a vontade. Mas porque me falta o tempo. Durante a semana praticamente não cozinho. Chego a estar fora de casa doze horas e o pouco tempo que resta tem de ser dedicado aos três homens cá de casa. Felizmente, tenho quem me cozinhe, e bem, todos os dias.
Daí que me resta o fim-de-semana - e não todos! - para transformar a cozinha em laboratório. E foi num destes últimos fins-de-semana, em que a casa ganhou três novos inquilinos temporários e com muito apetite - três sobrinhos em plena fase da adolescência - que resolvi fazer os pães que tinha visto no Webos Fritos - o blog da espanhola Su, cheio de receitas tentadoras.

Foram o ponto de partida para uma noite do hambúrguer muito animada, onde ninguém ralhou e todos tiveram razão. E onde até os hambúrgueres foram caseiros.


Pão de hambúrguer

Daqui, a partir daqui.

Para 8 pãezinhos

300 ml leite meio gordo
1 ovo
30 ml óleo de girassol
1 colher café de sal
550 g farinha "de fuerza"
(usei farinha T65)
1 pitada de açúcar
1 pacote de fermento de padeiro em pó
(usei Fermipan)
Sementes de sésamo

À mão:

Juntar o leite, o ovo batido, o óleo e o sal numa taça. Noutra taça juntar a farinha, o açúcar e o fermento em monte, tipo vulcão, e juntar aos poucos os líquidos a estes secos pelo "cume" do monte, até se formar uma massa. Retirar a massa e colocá-la num recipiente tapado a repousar durante pelo menos uma hora, para que dobre de volume. Passado este tempo, voltar a amassar para retirar o ar que a massa entretanto ganhou e formar oito pãezinhos arredondados. Deixá-los repousar por mais uma hora, para que cresçam. Pré-aquecer o forno nos 220°. Quando já tiverem dobrado o seu volume, pincelar os pães com água e polvilhá-los com as sementes de sésamo. Baixar o forno para os 200°. Pulverizar o interior do forno com água (esqueci-me e não pulverizei) e introduzir os pães que devem cozer cerca de 10-15 minutos ou até ficarem douradinhos.

Na Bimby:

Colocar no copo o leite, o ovo, o óleo e o sal. Programar 2 minutos a 37°, Vel.3. Juntar a farinha, o açúcar e o fermento e programar primeiro uns segundos na Vel. 3, e depois 5 minutos na Vel. Espiga.
Retirar a massa e colocá-la num recipiente tapado a repousar durante pelo menos uma hora, para que dobre de volume. Passado este tempo, voltar a amassar para retirar o ar que a massa entretanto ganhou e formar oito pãezinhos arredondados. Deixá-los repousar por mais uma hora, para que cresçam.
Pré-aquecer o forno nos 220°. Quando já tiverem dobrado o seu volume, pincelar os pães com água e polvilhá-los com as sementes de sésamo. Baixar o forno para os 200°. Pulverizar o interior do forno com água
(esqueci-me e não pulverizei) e introduzir os pães que devem cozer cerca de 10-15 minutos ou até ficarem douradinhos.

Sugestões da Su:

- Deixá-los bem separados no tabuleiro enquanto levedam porque crescem bastante.
- Ir vigiando o forno para que cozam uniformemente. Se for necessário, tapar com folha de alumínio nos últimos minutos de cozedura para que terminem de cozer sem queimar.
- Polvilhar abundantemente com as sementes porque há sempre algumas que ficam pelo caminho.
- Podem ser congelados ainda mornos ou conservados em película aderente.


E pronto, neste dia, de acordo com o dito antigo que li algures e que afirma que uma casa não é um lar até que nela se faça pão, a minha casa tornou-se oficialmente num :-).

Teresa Rebelo

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