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Lume Brando

16
Mai17

Um livro especial [e uma tarte de amêndoa, requeijão e espinafres]

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Como já disse aqui várias vezes, o blogue trouxe-me o privilégio de conhecer muitas pessoas com quem de outra forma dificilmente me viria a cruzar. Uma dessas pessoas inspiradoras e cheias de talento é a Maria João Clavel, autora do blogue Clavel's Cook. A nossa amizade e o meu reconhecimento pelo seu trabalho não é de agora, tem já vários anos. Desde que os nossos blogues nos aproximaram, já tivemos a oportunidade de nos encontrar em diversas ocasiões e até de trabalhar juntas, como foi o caso dos eventos solidários Uma cozinha pela Vida e as duas edições do Cozinha de Blogs (boas recordações!)

 

Nessa altura, o blogue ainda era para a Maria João um hobby, mas já se percebia bem a sua paixão pela cozinha, a sua capacidade empreendedora e o seu talento para a fotografia. A sua evolução consistente e o sucesso que tem alcançado só pode surpreender quem não a conhece - após ter deixado de dar aulas, dedica-se de corpo e alma à sua escola de cozinha e agência de comunicação na área da culinária, abraçando projetos com marcas nacionais de referência, a Clavel's Kitchen.

 

No meio de tanta coisa boa que tem feito, tinha de haver um livro. E é desse livro apetitoso - "12 Ingredientes, 60 Receitas para Toda a Famíla", lançado em abril passado - que tirei a receita que vos trago hoje. Uma tarte de amêndoa, espinafres e ricota (que substituí por requeijão de cabra) leve e saborosa, com uma massa integral caseira que ficou aprovadíssima. Acompanhada de uma salada e de um molho de tomate caseiro (que não aparece nas fotografias), serviu de jantar cá em casa um destes dias.

 

Mas confesso que foi difícil escolher uma receita do livro, pois apetece fazer todas. Para a próxima, talvez vá para uma receita doce. Os bombons de amêndoa e chocolate, os cupcakes de abóboa e canela ou para o original bolo de ervilha, que o Célio do Sweet Gula experimentou e diz ter ficar delicioso. Bem, acho que vou é folhear o livro outra vez...

 

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TARTE INTEGRAL DE AMÊNDOA COM REQUEIJÃO E ESPINAFRES

(Ligeiramente adaptado do livro "12 Ingredientes, 60 Receitas para Toda a Família")

 

Para a massa

150 g de farinha de trigo

150 g de farinha de trigo integral

70 ml de azeite

140 ml de água

1/2 colher de chá de sal

1 colher de chá de sementes de sésamo

 

Para o recheio e cobertura

250 g de requeijão de cabra

230 g de espinafres

1 dente de alho picado

120 g de amêndoa laminada

Sal qb

Pimenta preta qb

Azeite virgem extra qb

Ovo para pincelar

Alecrim para decorar

 

Comece por fazer a massa.

Coloque todos os ingredientes numa taça e amasse até estar bem ligado e obter uma massa homogénea.

Envolva em película aderente e leve ao frigorífico durante cerca de uma hora.

Entretanto aqueça o forno nos 180º.

Salteie os espinafres num fio de azeite só até murcharem.

Desfaça o requeijão, temperando-o com um fio de azeite, um pouco de sal, pimenta preta e o alho picado. Misture bem.

Retire a massa do frio, estique bem a massa numa superfície enfarinhada e forre uma tarteira. Se quiser, faça uma decoração com massa à volta da tarte (eu bem tentei imitar o entrançado da receita original, mas ficou muito tosco 😂).

Pincele toda a massa com o ovo batido e leve ao forno durante cerca de 10 minutos para 'impermeabilizá-la.

Retire do forno, espalhe os espinafres e por cima o requeijão.

Espalhe a amêndoa laminada e leve ao forno durante cerca de 25 minutos ou até estar bem dourada, com as amêndoas bem tostadinhas.

Acompanhe com uma salada de verdes e regue com um fio de azeite antes de servir. Ou então faça como eu: acompanhe igualmente com salada, mas com o bónus de um espesso molho de tomate caseiro: delicioso!

 

Nota: como estiquei a massa muito fina e usei uma forma não muito grande, sobrou-me massa, que usei depois como base de pizza.

 

02
Mai17

Dar uso às sobras [Canapés de batata-doce]

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Pelo menos uma vez de quinze em quinze dias há noite de pizzas cá em casa. Massa caseira, molho caseiro e muitos toppings à escolha. A ultima vez foi este fim de semana e, como quase sempre, sobraram ingredientes. Na refeição seguinte, lembrei-me de juntá-los a uma batata-doce roxa, experimentando uma sugestão há muito guardada num dos meus quadros do Pinterest.

 

Adoro batata-doce. Apesar de em casa dos meus pais nunca se ter comido, foi daqueles ingredientes de amor à primeira dentada, já em adulta. Confesso que nunca tinha provado a roxa, mais difícil de encontrar, e apesar de ter gostado, acho que a laranja continua a ser a minha preferida.

 

Puré de batata-doce, batata-doce aos palitos no forno, batata-doce a acompanhar um assado, gratinado de batata-doce a acompanhar peixe grelhado ou assado... sou absolutamente fã! Só ainda não a utilizei em bolos ou tartes, mas tenho mesmo de o fazer, até já coloquei um post-it no frigorífico, para que outras experiências não passem à frente.

 

E então, o que achei destes canapés* coloridos? Que são muito fáceis de fazer, saborosos, e uma maneira simples de aproveitar aqueles restinhos de coisas que costumam vaguear pelo frigorífico. Mas se os fizer de propósito, em maior quantidade, para uma festa, também não se arrependerá.

 

As combinações são infinitas. No meu caso, usei mesmo o que tinha da noite das pizzas e gostei especialmente da versão com beterraba e queijo de cabra e da versão com pimento amarelo e queijo mozzarella, mas não se acanhem: pera e queijo azul, queijo creme e salmão fumado, bacon e queijo cheddar são outras duplas que devem ficar maravilhosamente bem.

 

*No post onde me inspirei chamam-lhes crostini, mas mal os vi veio-me à mente a palavra 'canapé'. E ainda que 'canapé' possa estar fora de moda - a mim leva-me automaticamente para as festas e cockails dos anos 80 - podemos sempre dizer que é vintage e já não parece algo desatualizado 😂

 

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CANAPÉS DE BATATA-DOCE

A partir da receita de Camille Styles

 

Para cerca de 16

1 batata-doce média

1 fio de azeite

Sal

Pimenta preta acabada de moer

 

Toppings variados e a gosto:

Queijos, beterraba cozida, pimento cru,

pimento assado, molho de tomate, milho, pera em fatias finas,

salmão fumado, pesto, etc.

 

Para decorar:

Rúcula, ervas aromáticas, frutos secos, sementes

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Lave bem a batata-doce e descasque-a.

Parta-a em rodelas com cerca de 1/2 cm.

Coloque-as numa taça e tempere com um fio de azeite, sal e pimenta preta.

Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve a assar durante cerca de 30 minutos, virando as rodelas a meio do tempo.

Retire, distribua os toppings e leve de novo ao forno a gratinar (nem todos os toppings necessitam de voltar ao forno, como por exemplo se usar queijo creme e salmão fumado).

Decore os canapés com umas folhinhas de ervas aromáticas e sirva-os quentes ou mornos.

08
Mar17

Contra a preguiça, cozinhar, cozinhar [Cuscuz de milho com bacon, cenoura e ervilhas]

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Gosto muito de cozinhar. Uma afirmação um tanto palerma, tendo em conta que tenho um blogue de cozinha e até já escrevi um livro de receitas. No entanto, achei que esta ressalva era importante para me defender do que vou confessar a seguir:  há dias em que não me apetece nada cozinhar. Ou porque não estou inspirada, ou porque precisava do tempo passado na cozinha para fazer outras coisas, ou simplesmente porque não. Será que sou a única que tanto consegue ter uma paixão desmesurada pelas receitas e por lhes dar forma, como ter dias em que o que o que queria mesmo era ter um marido com jeito e disponibilidade para a cozinha?

 

Como, pelo menos por agora, não imagino esse desejo cíclico a concretizar-se, resta-me contrariar a preguiça e tentar pôr comida na mesa. Para todos, ao jantar. Para mim, ao almoço, sempre que não tenho sobras da véspera - o que, para mal dos meus pecados, acontece cada vez mais, devido ao apetite faraónico dos meus pré-adolescentes (dizem que vai piorar, socorro!).

 

Esta salada de cuscuz, feita de improviso com o que havia no frigorifico, foi um dos meus mais recentes almoços e achei-a tão fotogénica que decidi fotografá-la e partilhá-la.

 

Sou fã de cuscuz -  hidratos mais rápidos de preparar, só se for pão... comprado - e é o acompanhamento de vários pratos cá em casa, sobretudo de receitas com molho, como peixe estufado ou bolonhesa. Mas só recentemente é que descobri o cuscuz de milho. O sabor é discreto - os rapazes, que também já o provaram, dizem que não sentiram diferença - no entanto, em termos de textura, achei que não fica tão firme como o cuscuz de trigo. Isto porque eu nunca salteio o cuscuz depois de cozido, no entanto, no caso do cuscuz de milho, passá-lo por uma frigideira quente com um fio de azeite, depois de cozido, talvez seja uma boa ideia.

 

Outra diferença: no caso do cuscuz de milho, relativamente à quantidade de água, usa-se o dobro do peso dos grãos e é ainda mais rápido a cozer do que o de trigo! Uma vantagem para quando a vontade de ir para a cozinha é pouca ;)

 

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CUSCUZ DE MILHO COM BACON, CENOURA E ERVILHAS

Para 1 taça generosa

 

1/2 cebola roxa picada grosseiramente

2 dentes de alho

1/2 cenoura

1/2 talo de alho francês

1/2 chávena de ervilhas congeladas

2 fatias finas de bacon

80 g de cuscuz de milho (usei biológico, da Seara)

160 g de água a ferver

Azeite q.b.

Vinagre de sidra q.b.

Sal q.b.

Pimenta preta q.b.

Sumo de limão q.b. (opcional)

Amêndoa laminada q.b.

 

Num fundo de azeite salteie a cebola e um dos alhos, ambos picados. Junte o alho francês às rodelas, a cenoura em cubinhos e o bacon picado grosseiramente. Deixe amolecer tudo e refresque com um pouco de vinagre. Tempere com sal e pimenta preta e deixe cozinhar. Se vir que está a ficar seco, pode ir refrescando com água. Retifique os temperos. Não cozinhe demasiado, é bom que os legumes mantenham uma certa crocância.

Toste as amêndoas numa frigideira anti-aderente. Reserve.

Entretanto, coloque a água a ferver com um fio de azeite, sal e o outro dente de alho, esmagado. Desligue e junte o cuscuz e as ervilhas. Mexa, tape, e deixe repousar por uns 5 minutos. Após este tempo, solte os grãos com um garfo e descarte o dente de alho. Junte ao cuscuz os legumes salteados com o bacon, junte um fio de sumo de limão (opcional), envolva bem, e sirva polvilhado com as amêndoas tostadas.

 

 

 

 

01
Nov13

Uma salada fria de Outono // Autumn cold salad.


Eu sei, seu sei que ultimamente tem apetecido coisas mais quentes, mas na verdade esta salada é tão boa, que até por estes dias sabe bem. Na verdade, é uma salada para todo o ano, desde que se encontrem laranjas sumarentas à venda. Se possível das algarvias, o que nesta época não é difícil de encontrar (pelo menos nas frutarias, nas feiras e nos mercados; nos hipermercados é outra história, infelizmente).





Aos bocadinhos vou gostando cada vez mais de beterraba e descobri que a beterraba comprada já cozida é mais suave do que quando a cozinhamos em casa, vá-se lá saber porquê (espero que não seja por conter aditivos ou conservantes...).

Se usarmos beterraba comprada, é uma salada que se prepara em menos de 10 minutos. Depois, é só colocar algum tempo no frigorífico, se der tempo, e polvilhar com a amêndoa torrada antes de servir.
Garanto-vos que vai fazer sucesso no próximo jantar aí em casa: desde que a fiz para mim num dia da semana passada ao almoço, já repeti várias vezes!

Para outras receitas de salada com laranja e beterraba é só clicar aqui e aqui.

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Well, actually this is a good salad to eat all year round, since there are juicy oranges in the market. Oranges from Algarve, if possible, which these days shouldn't be hard to find.

Through baby steps, I'm learning how to enjoy beetroot and I've found that pre-cooked beetroot has a milder flavor than when we cook it at home (I hope it isn't due additives or preservatives ...).

If we use pre-cooked beetroot, this salad will only take a few minutes to prepare. Then just take it to the fridge, if you have time, and sprinkle with toasted flaked almonds before serving.
I assure you it will be a huge success next time you have guests for dinner: since I prepared it for my own lunch, last week, I've been repeating it several times!

For another orange and beetroot salad recipe just click here and here.








































Carpaccio de laranja e beterraba com queijo de cabra
Para dois

1/2 beterraba cozida
2 laranjas
1/2 queijo de cabra
2 colheres de sobremesa de amêndoa laminada torrada
Mel
Azeite extra virgem
Flor de sal
Pimenta preta acabada de moer

Lamine a beterraba o mais fino que conseguir.
Lave e descasque as laranjas com uma faca - cortando as duas pontas e retirando tiras de casca a toda a volta, ficando só com a polpa da laranja, sem partes brancas. Vá colocando as cascas num prato fundo ou taça, para depois aproveitar o sumo.
Lamine as laranjas o mais fino que conseguir.
Num prato de servir, intercale rodelas de laranja com rodelas de beterraba.
Para fazer o molho, misture a gosto o mel, o azeite, o sal, a pimenta e um pouco de sumo de laranja (o que estiver na taça das cascas, podendo espremer ainda as pontas da laranja).
Mexa bem e verta por cima da salada. Espalhe pedacinhos de queijo e leve ao frigorífico até servir.
Entretanto toste a amêndoa laminada numa frigideira anti-aderente e deixe arrefecer.
Antes de servir, salpique a salada com a amêndoa.

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Orange and beetroot carpaccio with goat cheese
For two

1/2 pre-cooked beetroot
2 oranges
1/2 goat cheese
2 teaspoons toasted sliced ??almonds
Honey
Extra virgin olive oil
Fleur de sel
Freshly ground black pepper

Slice beetroot as thin as you can.
Wash and peel the oranges with a knife - cutting off the two ends and removing strips of peel all the way around, leaving only the pulp of the orange, without the white skin. Put the peel in a deep dish or bowl and set aside.
Slice oranges as thin as you can.
In a serving plate, arranje the orange and beetroot slices, overlapping them slightly.
To make the dressing, mix, in your favourite proportions, the honey, olive oil, salt, pepper and a little orange juice (use the one that is in the bowl where you put the orange peel and squeeze the ends of the orange).
Stir well and pour over the salad. Spread small chunks of cheese and refrigerate until serving.
Meanwhile toast the sliced ??almonds in a non-stick pan and let cool.
Before serving, sprinkle salad with almonds.


16
Out13

Fall in love.



























Uma tarte com sabores mediterrânicos de Outono, feita com carinho a pensar na Ondina e no seu Coentros & Rabanetes.

Se há uns anos me tivessem dito que eu um dia iria conhecer pessoalmente muitos dos autores dos blogs de cozinha que vou acompanhando, teria respondido que isso era altamente improvável: por ser céptica em relação a amizades iniciadas através de um computador, por ser tímida, por ser insegura, por nunca ter imaginado que em showcookings ou workshops o meu papel pudesse ser outro que não o de participante, por não levar o blog demasiado a sério.





Mas a vida tem essa coisa chamada surpresa. 
E nos últimos tempos, fruto de boas surpresas, tenho vindo a mudar a minha opinião acerca de conhecer pessoalmente quem está por detrás dos blogs que sigo ou dos comentários que me deixam.

A Ondina (ou direi antes, a Joana) foi uma das food bloggers que conheci recentemente, e com quem desde o início criei uma enorme empatia. Somos ambas doidas por loiça e props (na verdade, é uma característica comum a todos os que têm um blog de cozinha e gostam de investir um pouco na componente fotográfica), por revistas e livros de culinária, e acho que podíamos ficar horas no chat a trocar moradas e indicações para lojas, antiquários e feiras de velharias, links para livros e gadgets de cozinha. Mas como não queremos e não podemos cometer loucuras, temo-nos controlado, não é Ondina?

Fiquei por isso muito contente quando recebi o seu convite para um guest post no Coentros & Rabanetes, inspirado na cozinha mediterrânica. Se fazer um guest post era uma honra, fazê-lo sob inspiração mediterrânica seria um prazer.

Foi assim que surgiu esta tarte de ricotta, abóbora e batata doce, enriquecida com espinafres, que levou ainda rúcula e parmesão no momento de servir. Feita com algumas das compras que fiz no Mercado de Sabores do Continente/Porto.Come (evento onde pude conversar mais um bocadinho com a Ondina, ou melhor, a Joana), como a abóbora e a tarteira quadrada, que mal avistei na banca da César Castro soube que tinha de trazer comigo!

E eu, que não sou rapariga de gostar por aí além do Outono e do Inverno, dei comigo apaixonada por estas cores quentes e estes sabores reconfortantes.

Voltando ao início do post, e depois de ter conhecido tanta gente fantástica e inspiradora ligada a este submundo dos blogs de cozinha, de que a Joana (a esta hora já perceberam que Ondina é um nickname) é um exemplo perfeito, vem-me à memória a famosa frase de Julia Child: "the people who love to eat, are always the best people".
E quem sou eu para discordar da senhora dona Julia.

E só agora, quando ia publicar o post, é que dei conta que hoje é o Dia Mundial da Alimentação e o Dia Mundial do Pão. Apesar de não ter sido feito a pensar nisso, acho que este post se enquadra: o melhor do pão e da comida, para além das suas funções óbvias e básicas de sobrevivência, é mesmo a partilha :)

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An autumm tart with Mediterranean flavors, made ??with love for Ondina and her blog Coentros & Rabanetes.

If a few years ago someone had told me that I would one day personally meet many of the food blog authors which work I regularly follow, I would have answered that it was something highly unlikely: for being skeptical about friendships that start online, for being shy, for being insecure, for never have imagined that in showcookings or workshops my role could be other than being a participant, for not taking the blog too seriously.

But life has a this thing called surprise.
And in recent times, due to a bunch of good surprises, I've been changing my mind about meeting personally the people behind the blogs I read or the comments I receive.

Ondina (or I should rather say, Joana ) was one of the food bloggers I've met recently, and with whom since the beggining I have created an enormous empathy. We are both crazy about tableware and props (actually, this is a common characteristic between all who have a food blog and like to invest a little in the image component), about magazines and cookbooks, and I think we could spend hours talking on the chat, exchanging addresses of stores, antique shops and flea markets, links to books and kitchen gadgets, etc. But as we don't want and can't run amuck, we have been controlling ourselves, aren't we Ondina?

So, I was delighted when I received her invitation for a guest post in Coentros & Rabanetes, inspired by Mediterranean cuisine. If cooking and writing a guest post was an honor, do it under Mediterranean inspiration would be a pleasure.

Thus was born this ricotta, pumpkin and sweet potatoe pie, enriched with spinach, and parmesan, walnuts and arugula on top just before serving. Made with some of the purchases I made in Mercado de Sabores do Continente/ Porto.Come (where I could talk a little bit more with Ondina, or I should say Joana), like the squash and the square tart mold I bought in César Castro stall -  barely I saw it, I knew I had to bring one home.

And even being myself a girl that is not a huge fan of autumn and winter, I found myself in love with these warm colors and comforting flavors.

Returning to the beginning of the post, after meeting so many fantastic and inspiring people linked to this underworld of food blogs, that Joana (by now you've realized that Ondina is a nickname ) is a perfect example, comes to my memory Julia Child's famous quote: "the people who love to eat , are always the best people ." And who am I to disagree with the lady Julia.






























Tarte de ricotta, abóbora e batata doce
(inspirada numa lasanha de Lorraine Pascale)

Para a massa
250 g de farinha sem fermento
125 g de manteiga ou margarina fria
2 ovos pequenos

1 pitada de sal fino

Para o recheio
250 g de queijo ricotta
1/2 embalagem de queijo tipo Philadelphia
2 ovos
Uma mão cheia de folhas de espinafres frescos
250 g de batata doce cozida e descascada
300 g de abóbora bolina limpa e descascada
1 cebola grande (usei roxa)
3 dentes de alho
Pimenta preta acabada de moer
Mistura de Sal c/ Ervas do Mediterrâneo (usei da Margão)
1/4 de copo de vinho branco
Azeite
Pão ralado (opcional)
Rúcula
Nozes
Parmesão ralado na hora

Lave bem as batatas doces e coza-as em água com sal durante cerca de 30 minutos (o tempo vai depender do tamanho das batatas).
Prepare a massa: numa taça coloque a farinha, o sal, a manteiga fria cortada em cubos e os ovos.
Amasse com as pontas dos dedos até obter uma massa uniforme e macia. Se achar que está a colar, junte um pouco mais de farinha. Reserve, embrulhada em película aderente, se possível no frigorífico.
Numa sertã, leve ao lume num fundo de azeite a cebola e os alhos picados. Deixe alourar bem e junte a abóbora cortada em pequenos pedaços. Deixe cozinhar e quando a batata doce tiver cozida e descascada (deixe arrefecer antes de fazê-lo!), junte-a à abóbora. Deixe cozinhar um pouco e refresque com o vinho branco.
Tempere com a mistura de sal e ervas do mediterrânico, pimenta preta acabada de moer e mais sal se achar necessário. Deixe cozinhar em lume brando até os ingredientes estarem bem macios. Rectifique os temperos e retire do lume. Com um espremedor manual de batatas, amasse até obter um puré grosseiro e deixe arrefecer.
Entretanto forre uma tarteira com a massa (vai sobrar massa que poderá usar para outras receitas, inclusivamente doces), pique-a e leve-a ao frigorífico cerca de 30 minutos.
Prepare o recheio, misturando os queijos com os ovos. Reserve.
Pré-aqueça o forno nos 180º.
Encha a tarteira com feijões ou pesos próprios para cozedura e leve ao forno cerca de 10/15 minutos para uma pré-cozedura.
Retire e recheie: a primeira camada será de puré de abóbora e batata doce, a segunda de espinafres e algumas nozes, a terceira da mistura de queijos e ovo. Termine com pão ralado e leve ao forno cerca de 35 minutos ou até estar bem dourada.
Antes de servir, espalhe pelo topo algumas folhas de rúcula, nozes e lascas de parmesão.

Nota: se tiver tempo, pode assar a abóbora e a batata doce e fazer o puré do recheio com estes legumes assados.

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Ricotta, pumpkin and sweet potato pie
(inspired by a lasagna recipe from Lorraine Pascale)

For the tart dough
250 g plain flour
125 g of cold butter
2 small eggs
1 pinch of fine salt

For the filling
250 g of ricotta
1/2 package of cream cheese like Philadelphia
2 eggs
A handful of fresh spinach leaves
250 g of cooked and peeled sweet potato
300 g of clean and peeled squash
1 large onion (I used red )
3 cloves of garlic
Freshly ground black pepper
Mixture of salt with Mediterranean Herbs (Margão)
1/4 cup of white wine
olive oil
Breadcrumbs (optional )
Arugula
Walnuts
Freshly grated Parmesan

Wash the sweet potatoes and bake in salt water for about 30 minutes (time will depend upon the size of the potatoes).
Prepare the dough: in a bowl place the flour, salt, cold butter cut into cubes and eggs.
Mix with your fingertips until the dough is uniform and smooth. If you think is too sticky, add a little more flour. Form a ball and wrap it in cling film, reserving in the fridge if possible .
In a frying pan with a good splash of olive oil, cook the minced onion and garlic. Let it get soft and lightly gold and add the pumpkin cut into small pieces. Cook, and when the sweet potatoes get cooked and peeled (let them cool before doing so!), add them to the pumpkin. Let it cook a bit and refresh with a little of white wine .
Season with the salt and Mediterranean herbs mixture, freshly ground black pepper and more salt if you think is necessary. Cook over low heat until the ingredients are very soft. Check the seasoning and remove from heat. With a manual potato masher, mash until you get a coarse puree and leave to cool.
Meanwhile, roll out the dough and line with it a pie or tart mold (you'll get dough leftovers that you can use in other recipes, including sweet ones), with a fork, make small holes all over the shortcrust and take it to the fridge about 30 minutes.
Prepare the filling by mixing the cheese with the eggs. Set aside.
Preheat the oven to 180 º.
Fill the tart mold with beans or weights suitable for cooking and bake about 10/15 minutes for a pre-cooking.
Remove and fill: the first layer is the pumpkin and sweet potato mash, the second is spinach and some walnuts, the third is the mixture of cheese and egg. 
Sprinkle with breadcrumbs on top, and bake about 35 minutes or until well browned .
Before serving, sprinkle the top with some few leaves of arugula, walnuts and parmesan shavings.

Note: if you have enough time, you can bake the pumpkin and the sweet potatoes and make the pie stuffing with these roasted vegetables.


05
Set13

Pérolas vermelhas de Verão. // Summer red pearls.





























Adoro tomate-cereja.
E se me vier parar às mãos de forma generosa, directamente de um quintal caseiro, fico ainda mais feliz (quem não fica?)

Um tabuleiro cheio de bolinhas, autênticas pérolas encarnadas que se adaptam a um sem-número de utilizações, chegou até mim no início desta semana. Se comê-las ao natural, acompanhadas de queijo mozzarella fresco e manjericão, por exemplo, já é uma salada que conforta, quando as levamos ao forno, o sabor intensifica-se de forma surpreendente.

Quando asso peixe e tenho tomates-cereja, junto sempre alguns ao assado, mas é sempre um apontamento, nunca tinha assado um tabuleiro só de tomates-cereja. Mas digo-vos, vale bem a pena ligar o forno para, menos de uma hora depois, sentir estes berlindes luzidios mornos explodirem-nos na boca.

O queijo feta, a rúcula e a cebola roxa pareceram-me companheiros verdadeiramente à altura, mas sintam-se livres para testar combinações (estou agora a lembrar-me que uns croutons, por exemplo, teriam ficado aqui muito bem).

Fora o tempo de forno, esta é uma salada que se prepara em três tempos.
Depois de misturar os ingredientes principais, é só temperar com um fio de azeite, raspa de limão, algumas folhas de manjericão... e deixar a magia acontecer.

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I love cherry tomatoes.
And if they come into my hands generously and directly from a backyard, I'm even happier (who isn't?)

A tray full of these little balls, real red pearls ready to suit a multitude of uses, came to me earlier this week. If eating it raw, with fresh mozzarella and basil, for example, is comforting, when we bake it, its flavor reaches a complete new level.

When I bake fish and have cherry tomatoes in the fridge, I always roast a few, but it's always a detail, I've never baked a tray of cherry tomatoes before. But I tell you, it's well worth turning on the oven in order to, less than an hour later, feel these gleaming marbles blowing in one's mouth.

Feta cheese, arugula and red onion seemed to me to be the perfect friends for these roasted cherry tomatoes, but feel free to test combinations (now I'm thinking that croutons would have been a great choice too).

Without counting the oven time, this is a salad that is prepared in the twinkling of an eye.
After mixing the main ingredients, just season with a little olive oil, lemon zest, some basil leaves ... and let the magic happen.








































Salada de tomate-cereja assado, feta, rúcula e cebola roxa

Tomates-cereja (cerca de 10 por pessoa)
Azeite
Mistura de 'Sal com Ervas do Mediterrâneo' da Margão
Orégãos secos
Queijo feta
Rúcula
Cebola roxa
Raspa de limão
Folhinhas de manjericão fresco

Ligar o forno nos 200º.
Lavar, secar e espalhar os tomatinhos num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal.
Regar com um bom fio de azeite e polvilhar generosamente com a mistura "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo", da Margão (adoro esta mistura).
Salpicar com um pouco de orégãos, envolver bem e levar ao forno cerca de 25/30 minutos ou até os tomates terem largado algum sumo e começarem a ficar murchos.
Retirar e esperar que fiquem mornos para montar a salada.
Assim que estiverem mornos, retirá-los para o prato de servir com uma escumadeira.
Juntar a rúcula, a cebola roxa em fatias finas e o queijo feta aos cubinhos.
Regar com mais um fio de azeite e um pouco do molho da assadura (guarde o que sobrar para usar num molho, calda ou num prato de massa) e envolver com cuidado, para que os tomates não percam mais sumo.
Terminar com raspa de limão e folhinhas de manjericão.
Servir de imediato.

Já a focaccia, que fiz pela primeira vez esta semana e onde também usei os tomates-cereja, seguindo uma sugestão deixada na página do LB no facebook, já demora mais tempo! Mas também terá direito a post :)

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Roasted cherry tomatoes salad, with feta, arugula and red onion

Cherry tomatoes (about 10 per person)
Olive oil
Mixture of 'Sal com Ervas do Mediterrâneo', from Margão
Oregano
Feta cheese
Arugula
Red onion
Lemon zest
Sprigs of fresh basil

Preheat the oven to 200 º.
Wash, dry and spread the cherry tomatoes in a non-stick baking tray or a tray lined with parchment paper.
Drizzle with a good splash of olive oil and sprinkle generously with "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo" (a seasoning mixture from Margão, which I love and use a lot)
Sprinkle with dried oregano, coat well and bake about 25/30 minutes or until the tomatoes have dropped some juice and start becoming deflated.
Remove and wait until they are warm to assemble the salad.
Once the tomatoes are warm, remove them to a serving plate with a slotted spoon.
Add the arugula, thinly sliced red onion and diced feta cheese.
Season with a little olive oil and a bit of the remaining baking liquid (save the leftovers to use in a sauce, gravy or a pasta dish), and give the whole lot a gentle toss, so that the tomatoes don't lose any more juice.
Finish with lemon zest and basil leaves.
Serve immediately.

I also used some of the cherry tomatoes in a focaccia, but this is a recipe that takes longer! It will be in the next post :)


28
Jun13

Minitartes de legumes assados e o 1º passatempo do blog.








Excepcionalmente, este post não será traduzido para inglês. // Exceptionally, this post will not be translated into English. Sorry!

Apresento-vos o primeiro passatempo do blog, em parceria com a marca de especiarias e ervas aromáticas Margão: até 18 de Julho, podem habilitar-se a um apetitoso pack de produtos desta marca (1 Moinho Pimenta Aves, 1 Moinho paraGrelhados, 1 Moinho para Saladas e Vegetais, 1 Moinho Sal e Ervas do Mediterrâneo,1 Moinho 5 Bagas e  3 individuais).

Para ganhar, basta que a vossa receita, que deve incluir pelo menos 2 produtos Margão, seja uma das três seleccionadas pela marca e pelo Lume Brando.
Devem ainda ser fãs das páginas no fb do Lume Brando e da Margão e publicar a receita nos murais destas mesmas páginas.
As restantes condições podem ser consultadas aqui.

Para assinalar o início deste desafio, deixo-vos estas minitartes feitas com farinha de espelta e legumes assados, onde usei produtos Margão.

Fico à espera das vossas sugestões.
Boas receitas e boa sorte!



























Minitartes de legumes assados

Para uma tarte grande ou cerca de 10 pequenas

Para a massa
(do livro Popina - iguarias saudáveis)

220 g de farinha de espelta integral
1 colher de chá de fermento de padeiro seco
1/2 colher de chá de sal
1 ovo
2 colheres de sopa de azeite
60 ml de água quente

Misturar a farinha, o fermento e o sal numa tigela.
Fazer um buraco no meio desta mistura e juntar o azeite, o ovo e a água.
Amassar até obter uma massa relativamente ligada e maleável.
Transferi-la para uma superfície de trabalho enfarinhada e amassar durante alguns minutos.
Deve ficar mole mas não pegajosa. Se estiver a pegar junte mais um pouco de farinha (pode usar a Bimby ou um processador de cozinha para fazer a massa).
Estender e esticar com o rolo da massa e forrar a(s) tarteiras.

Para o recheio:

Cerca de 400 g de legumes assados*
200 ml de natas ou de creme culinário de soja
3 ovos
Queijo parmesão, cheddar, mozzarella ou outro queijo a gosto, ralado
Sal e Pimenta qb (usei os moinhos de sal marinho e de pimenta preta da Margão)

Misturar as natas com os ovos. Juntar os legumes assados partidos em pedaços pequenos e por fim o queijo. Retificar os temperos. Verter para a(s) forma(s) e levar ao forno pré-aquecido nos 180º durante 30-35 minutos.

*Eu usei sobras de legumes assados: abóbora, nabo, cenoura e cebola roxa aos pedaços e alguns dentes de alho esmagados, tudo envolvido em azeite e temperado com sal, pimenta, alecrim e tomilho (da Margão). Levei ao forno pré-aquecido nos 200º até os legumes estarem dourados e macios.


05
Jun13

Todos os dias são dias de sopa.// Every day is soup day.


























Atualização: já depois de publicado o post, resolvi confirmar com o Dr. Bruno Maia as dicas para uma boa sopa, uma vez que na altura não apontei e escrevi de cabeça. Já corrigi e completei!

Aqui por casa há sempre (ou quase sempre) sopa, nem que seja no congelador, pronta a usar num dia mais apressado. Mas normalmente ela é feita a pensar nos piratas e, para evitar birras e contratempos ao jantar, confesso que não inovo muito.

No evento "Uma cozinha pela vida", de que vos falei no post anterior, o Dr. Bruno Maia, nutricionista, disse-nos que numa sopa equilibrada deveriam constar porções de cinco subtipos de legumes/alimentos: "folhosos" (couve lombarda, couve-coração, espinafres, agrião...), "verdes" (brócolos, feijão-verde...), "brancos" (cebola, alho-francês, alho...), "com cor" (cenoura, abóbora, beterraba...) e "outros" (batata, ervilhas, favas, feijão, ou seja, leguminosas, cereais ou tubérculos), referindo que estes últimos são especialmente importantes se a refeição for só sopa. Fiquei contente porque a maior parte das minhas sopas seguem esta regra, ainda que às vezes, com a ânsia de as encher de nutrientes, exagere nas misturas, mas segundo o Dr. Bruno Maia, a ideia é colocar um só alimento de cada grupo!

Esta que vos trago hoje é uma sopa diferente. E se todos os dias são dias de sopa, esta sopa não é para todos os dias. É a minha versão da deliciosa sopa de tomate com ovo e enchidos que preparámos e comemos no workshop da Bonsalt. Segui de muito perto a receita, mas simplifiquei em alguns aspectos.
Os miúdos adoraram, disseram que era "pizza de beber"!
Acho que já posso começar a fazer umas sopas diferentes....

Já agora, para verem o vídeo sobre o fantástico fim-de-semana proporcionado pela Bonsalt, é só clicar aqui.

//


Here at home there is always (or almost always) soup, even if it's in the freezer, ready to use in a busy day. Usually I cook soup thinking of my little pirates and to avoid tantrums at dinner, I confess I do not change a lot.

At the event "Uma cozinha pela vida", Dr. Bruno Maia, nutritionist, told us that a balanced soup should contain portions of five types of vegetables/foods: "leafy" (like cabbage ...), "green" (broccoli, watercress ...), "white" (potatoes, onions ...), "other color" (carrots, squash ...) and leguminous (peas, beans ...). I was glad because most of my soups follow this rule, although sometimes, with the urge of loading it with nutrients, I end up exaggerating the mix...

The one I bring you today is a different soup. And if all days are days of soup, this soup is not for every day. It's my version of the delicious tomato soup with egg and chorizo that we prepared and ate at the Bonsalt workshop. I followed the recipe closely, but simplified some steps.
The kids loved it. They said they were drinking "pizza"!
This tell me that I can start testing some different soups ...

To watch the Bonsalt video about the fabulous weekend and workshop, click here.



Sopa de tomate com ovo, chouriço e cubos de pão
Para 4/5 pessoas

1 kg de tomate maduro (pesado depois de pelado)
1 cebola grande às rodelas
2 dentes de alho laminados
1 folha de louro
1/2 chouriço de qualidade
2 ovos
2 fatias de pão rústico duro, tipo alentejano, para fazer os croutons
Azeite
Orégãos
Pimenta preta
Sal ou Bonsalt (sal sem sódio, indicado sobretudo para hipertensos)

Numa panela, alourar a cebola e o alho num bom fundo de azeite, juntamente com uma folha de louro e uma rodela generosa de chouriço.
Quando a cebola estiver a ficar translúcida e dourada, junte o tomate sem pele e partido aos pedaços (como usei a Bimby para triturar, deixei ficar as sementes). Deixe cozinhar até o tomate ficar desfeito, cerca de 15 minutos. Retirar o pedaço de chouriço e o louro, temperar com Bonsalt, ou sal, e pimenta preta acabada de moer. Triturar e provar. Rectificar os temperos e se necessário juntar uma pitada de açúcar. Se achar que está demasiado espessa, junte um pouco de água e deixe levantar fervura novamente. Rectifique os temperos se necessário.

Enquanto o tomate cozinha, pode aproveitar para cozer os ovos. Descasque-os, deixe arrefecê-los e pique-os. Pelo meio, retire a pele ao chouriço e parta-o em pedacinhos pequenos, levando-os ao lume numa frigideira anti-aderente até ficarem crocantes, retire-os e reserve-os sobre papel absorvente. Para os croutons, parta o pão aos cubos e leve-os a saltear numa frigideira anti-aderente com um fio de azeite.

Sirva a sopa em taças, salpicada com o ovo cozido picado, os cubos de pão, os pedacinhos de chouriço crocante e os orégãos.

//


Tomato soup with egg, chorizo ??and croutons
For 4/5

1 kg of ripe tomatoes (weight after peeling)
1 large onion peeled and sliced
2 cloves of garlic sliced
1 bay leaf
1/2 chorizo of good quality
2 eggs
2 slices of rustic bread slices, to make the croutons
olive oil
oregano
black pepper
Salt or Bonsalt

In a pan, cook the onion and garlic in olive oil, along with a bay leaf and a generous slice of chorizo??.
When the onion is getting clear and golden, add the tomatoes broken into chunks (as I used Thermomix to blend, I let the seeds). Let cook about 15 minutes. Remove the chorizo chunk ??and the bay leaf, season with Bonsalt, or salt, and freshly ground black pepper. Use a food processor to blend this mixture. Taste and rectify the seasoning. If necessary, add a pinch of sugar. If you think the soup is too thick, add a little water and bring to the boil again. Rectify the seasoning if necessary.

While the tomato is cooking, you can boil the eggs and prepare the chorizo and bread toppings. Peel the eggs after boiled, leave them to cool and chop them. Remove the chorizo skin ??and cut it into small pieces, taking them to a non-stick pan until crispy, remove them and set aside over paper towels.
For the croutons, cut the bread into cubes and take them with a little olive oil to a non-stick pan, until golden and crispy.

Serve the soup in bowls, sprinkled with chopped boiled egg, croutons, the bits of crispy chorizo ??and oregano.



15
Out12

Uma salada de Outono.





















































É verdade que quanto mais avançamos no Outono, menos nos apetece saladas frias.
Mas esta é especial.

No Mercado de Sabores do Continente do passado fim-de-semana, numa das banquinhas de legumes de produtores nacionais, provei sopa de abóbora Hokkaido, um tipo de abóbora que não conhecia.
Apesar de ter achado o sabor um pouco forte, fiquei curiosa quando me disseram que esta era uma abóbora que se podia comer crua. E trouxe dois exemplares para casa.

Experimentada primeiro numa sopa, voltei a achar que se notava demasiado o seu sabor, mesmo quando misturada com vários legumes (estranhamente, os meus rapazes não reclamaram).
Mas crua, numa salada em que se juntou à rúcula, à cebola roxa e ao queijo de cabra, foi uma agradável surpresa.

Em cru, o seu sabor pareceu-me estar entre a abóbora 'porqueira' e a abóbora 'menina', mas mais doce do que estas. Raspada num ralador, como se faz com a cenoura, pode mesmo passar por esta, devido à sua cor (se não soubessem, não diriam que era cenoura?)

A salada serviu para acompanhar um suculento hamburguer de carne alentejana (DOP), também comprado no Mercado de Sabores, e ambos foram temperados com produtos oferecidos pela Casa do Sal da Figueira da Foz: na salada, usei Flor de Sal; no hamburguer, usei o Sal para Saladas, que resulta muito bem em grelhados e assados (inclui orégãos, hortelã mourisca e alho).

Foi feita um dia ao almoço, só para mim, mas gostei tanto, que decidi repeti-la ao jantar. O rapaz grande também gostou muito.








































Salada de Outono para dois

(as quantidades são meramente indicativas, adaptem-nas ao vosso gosto)

Rúcula - 1/2 emb.
Abóbora Hokkaido - 1 fatia grossa, descascada e limpa de sementes
Cebola roxa - 1/2
Queijo de cabra - 1/2 queijo Palhais
Nozes - miolo de 4 ou 5
Laranja - sumo de 1/2
Azeite qb
Flor de sal qb
Pimenta preta moída na altura qb

Numa taça, fazer uma cama de rúcula
Ralar a abóbora num ralador (tipo o que podemos usar para a cenoura) e juntar.
Partir a cebola às meias-luas e juntar.
Desfazer o queijo grosseiramente e espalhar por cima.
Temperar com o molho, feito numa taça à parte com o azeite, o sumo de laranja, a flor de sal e a pimenta.
Terminar com as nozes picadas.
Envolver antes de servir.


27
Abr12

Frutos da terra.





A beterraba não é um frequentador habitual desta cozinha, mas depois de ter lido alguns posts inpiradores no Gourmets Amadores, onde este legume é muitas vezes o rei da mesa, fiquei com vontade de voltar a usá-lo, até porque o rapaz grande cá de casa é um grande apreciador.

Noutro dia, em que a minha sogra tinha beterraba cozida para acompanhamento de um assado, o G. até disse: "Quem gosta de ostras, tem de gostar de beterrabas: comer ostras é beber o mar, comer beterraba é comer a terra".

Bem, apesar de ter achado a comparação muito bonita e poética, não sei se concordo a 100% com a teoria: afinal, não gosto de ostras, mas consigo comer beterraba com algum prazer.

Na visita mais recente à frutaria ao pé de casa, encontrei beterrabas (e cenouras ainda com rama) e não resisti a trazer algumas.

Quanto à receita, já estava marcada há muito tempo na Everyday Food de Janeiro/Fevereiro de 2010.

Ontem, foi o dia de lhe dar vida.







































Salada de beterraba e cenoura
(Everyday Food - Janeiro/Fevereiro 2010)

Para 4


Cerca de 450 g de beterraba com as folhas*
(3 bolbos médios)
2 cenouras médias
1/4 de chávena de sumo de laranja natural
2 colheres de chá de vinagre de vinho tinto (usei vinagre de sidra)
2 colheres de sopa de azeite
1,5 colheres de chá de mostarda de Dijon (usei mostarda normal)
Sal e pimenta qb

*Como já comprei as beterrabas sem as folhas, substituí estas por um talo de alho francês (parte branca).


Numa taça, fazer a vinagreta: juntar o sumo de laranja, o azeite, o vinagre e a mostarda.
Temperar com sal e pimenta preta acabada de moer e mexer bem com um batedor de varas.
Cortar as folhas das beterrabas e descartar os talos. Lavar, secar e cortar as folhas em tirinhas finas (ou em alternativa cortar o alho-francês em rodelas finas).
Lavar bem as beterrabas, descascar e ralar em juliana para um coador (é melhor usar luvas).
Colocar o coador debaixo de água corrente até a água deixar de sair cor-de-rosa.
Deixar escorrer bem e secar em papel de cozinha (o papel fica manchado na mesma, mas como as tirinhas de beterraba ficam secas, garante-se uma salada mais bonita).
Lavar, descascar e ralar as cenouras.
Juntar os legumes numa taça de servir, adicionar a vinagreta e misturar bem.
Deixar assentar uns 15 minutos antes de servir.

Teresa Rebelo

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