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Lume Brando

21
Jul17

Receita adiada, mas não esquecida [Gelado de figo e vinho do Porto]

 

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Estamos em pleno verão, mas este foi o primeiro gelado que fiz este ano. Ando a tentar controlar-me nas sobremesas, que isto depois dos 40... parece que se engorda só com o ar que respiramos 😂

 

É uma receita que tinha há anos - literalmente, há anos - marcada num livro da Bimby. Não é no livro base, mas sim num livro chamado "O melhor da nossa equipa", que recebi de oferta por ter indicado uma pessoa à minha agente Bimby e essa pessoa ter comprado a máquina. 

 

Volta e meia folheava o livro - tem imensas receitas tentadoras - e lá via a página do gelado de figo com o post-it em cima. Não consigo encontrar uma explicação objetiva para ter demorado tanto tempo a experimentá-la. Talvez porque os figos secos não fossem algo que comprasse regularmente e por isso nunca tinha em casa o ingrediente chave da receita.

 

Mas desde que fiz pela primeira vez estas trufas de figo, amêndoa e chocolate - e que são a minha perdição - não posso ver figos secos sem trazer alguns comigo, seja na feira semanal onde às vezes vou, seja por exemplo no Lidl, onde comprei os que usei aqui.

 

Figos no armário, um restinho de vinho do Porto caseiro que me tinham oferecido e muita vontade de fazer um gelado, já que estamos no tempo deles: estavam reunidas as condições para experimentar a tão adiada receita.

 

Adaptei-a ligeiramente, diminuindo ao açúcar e substituindo parte do mesmo por mel. Também demolhei os figos no Vinho do Porto, em vez de juntar o vinho do Porto mais tarde. É um gelado rico e muito cremoso, devido não só às natas como às gemas: não usei sorveteira e o gelado ficou com uma textura ótima, sem cristais de gelo. 

 

Dá uma sobremesa bem bonita num jantar de verão de inspiração mediterrânica. Sirva com amêndoa tostada ou nozes picadas, ainda que umas bolachinhas finas a acompanhar, tipo 'telhas', também não fiquem nada mal!

 

Bom fim de semana, de preferência com gelados pelo meio 😋

 

PS: é uma receita que rende imenso.

 

gelado_figo_mix1.jpg

 

GELADO DE FIGO E VINHO DO PORTO

Adaptado do livro Bimby "O melhor da nossa equipa" 

 

250 g de figos secos

600 g de natas p/ bater (3 embalagens) - devem estar bem frias

11 gemas

Cerca de 50 ml de vinho do Porto

140 g de mel de rosmaninho

100 g de açúcar amarelo

 

Retire os pés aos figos, coloque-os numa taça com o vinho do Porto e deixe macerar durante cerca de 30 minutos (os meus figos eram bastante húmidos, como costumamos encontrar as ameixas secas, estão a ver? Pelo que não senti necessidade de estarem todos cobertos pelo vinho do Porto, ia mexendo de vez em quando; se usarem dos figos mais secos, enfarinhados, por exemplo, talvez necessitem de usar mais vinho do Porto, escorrendo-o antes de juntar à base do gelado).

No copo de um robot de cozinha com aquecimento, coloque as gemas, o mel e o açúcar. Programe na temperatura 70º durante 5 minutos a uma velocidade média-baixa. Junte os figos e triture durante um minuto na mesma velocidade. Deixe arrefecer.

Bata as natas em chantilly, sem açúcar, até ficarem bem consistentes (para ficarem bem 'presas', junte um fio de sumo de limão a meio do processo). Junte a mistura de figo e gemas ao chantilly, envolvendo bem mas sem bater. Verta para o(s) recipiente(s) e leve ao congelador.

 

Nota: se quiser usar o robot para bater as natas, deve começar por este passo reservando-as de imediato no frigorífico.

 

05
Jul17

O azar e a sorte [e um gelado de cenoura diferente]

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Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei a trabalhar para o livro ["Estava Tudo Ótimo!, lançado em outubro do ano passado], foi comprar um disco de armazenamento de dados externo. O meu maior medo era perder as imagens das sessões fotográficas que fazia e que tanto trabalho me davam.

 

Outra das medidas que tomei foi a de aumentar a memória do meu portátil. Assim, podia manter as fotos no computador e ter uma cópia das mesmas no disco externo, não fosse o diabo tecê-las. E assim aconteceu durante cerca de um ano e meio, que foi o tempo de gestação do projeto. Assim que entreguei todo o material fotográfico à editora, suspirei de alívio. Mas por essa altura, depois de mais de duas mil imagens em máxima resolução descarregadas para o computador, este começou a arrastar-se, não sei se também fruto da idade. Não conseguia trabalhar e tive de fazer uma limpeza radical. Com as imagens para o livro entregues, certifiquei-me de que tinha passado tudo para o disco, mesmo as fotos que não tinham sido escolhidas, e apaguei-as do computador.

 

Passado poucos meses, o disco avariou-se. Não conseguia abrir as pastas, parecia ter desaparecido tudo, um desespero. Era também no disco que estavam as fotos das férias mais recentes, as fotos das últimas festas de aniversário dos miúdos e de muitas outras ocasiões importantes. Levado o disco a especialistas, a única solução, segundo aqueles, era tentar uma recuperação de dados que, no caso de ser bem sucedida, custaria cerca de mil euros. Fiquei destroçada. Mas concluí que não era sensato gastar tanto dinheiro, mesmo que parte da nossa memória visual familiar ficasse para sempre perdida.

 

Mas se é verdade que fiquei inconsolável na altura, senti-me ao mesmo tempo aliviada. Só pensava na sorte que tinha tido em não ter perdido nenhum do trabalho para o livro ao longo do processo. Em cada sessão, para além das fotos ao conjunto das receitas, fotograva cada uma delas individualmente e chegava a fazer mais de uma dúzia de disparos em cada uma. Tinha por isso outras imagens deste gelado de cenoura que vos trago hoje. Mas só sobraram estas: as selecionadas para figurar no livro.

 

Com o calor a pedir coisas fresquinhas, achei que o facto de ter apenas duas fotos do gelado não era desculpa para não publicar a receita no blogue. E aqui está ela: um gelado de cenoura diferente, feito com iogurtes de soja e adoçado com xarope de agave. Para os mais gulosos, segue uma receita de um molho de chocolate pecaminoso, que fica igualmente bem com crepes e panquecas. E que no meio dos nossos azares, haja sempre uma pontinha de sorte!

 

gelado_cenoura1.jpg

 

GELADO DE CENOURA

[sem lactose]

 

 Faz cerca de 800 ml de gelado

 

400 g de cenoura (pesada depois de descascada)

1 pau de canela

1 pedaço de casca de laranja

20 ml de licor de laranja

2 iogurtes de soja naturais

5-6 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante

  

Com antecedência, coza as cenouras partidas às rodelas num tacho com água, um pau de canela, a casca e o licor de laranja. Quando estiverem bem macias (deve demorar cerca de 1 hora e 15 minutos), escorra e deixe arrefecer. Depois de frias, coloque-as num saco plástico limpo e leve ao congelador.

Quando quiser fazer o gelado, retire o saco das cenouras do congelador e bata com ele na bancada da cozinha para que as rodelas se soltem. Coloque-as num robot de cozinha, juntamente com os dois iogurtes de soja e a geleia de agave. Triture muito bem até obter um gelado uniforme e macio. Está pronto a servir, de preferência com um fio de molho de chocolate por cima.

 

Notas:

- Pode trocar os iogurtes de soja por iogurtes naturais tipo grego;

- A geleia de agave é um adoçante com baixo índice glicémico e uma alternativa ao mel para quem segue uma dieta vegan, no entanto, à semelhança do açúcar deve ser consumido com moderação, pois apresenta elevado teor de frutose; o seu poder adoçante é superior ao açúcar, por isso tenha atenção ao usá-lo;

- Pode congelar o gelado depois de pronto, mas uma vez que não leva natas e não foi à máquina de fazer gelados, nunca ficará tão cremoso como acabado de fazer.

 

__________________________________________________

 

MOLHO DE CHOCOLATE

Receita do Chef Luís Francisco

 

250 ml de açúcar

125 ml de água

1 pedaço de casca de limão

1 pau de canela

50 g de cacau em pó

1/2 colher de sopa de manteiga

  

Num tachinho de fundo espesso coloque a água, o açúcar, o pau de canela e a casca de limão. Leve ao lume em temperatura média ou média-alta, e deixe ficar, sem mexer. Vá estando atento, e assim que começar a fervilhar, com bolhas por toda a superfície, conte três minutos. Retire do lume e descarte o pau de canela e a casca de limão. Junte o cacau em pó (o tacho não deve ser muito baixo, pois neste passo a calda tem tendência a subir) e mexa bem com um batedor de varas até o cacau estar bem dissolvido. Leve de novo ao lume até ferver e mexendo sempre. Retire do lume e junte a manteiga, mexendo até estar bem derretida e envolvida por todo. Coe e guarde num frasco hermético. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico. Dura várias semanas. Sempre que quiser usar, aqueça a porção de molho necessário e coe-o antes de servir para eliminar eventuais cristais de açúcar.

 

 

17
Set13

Regresso às aulas.// Back to school.




























Ontem foi o primeiro dia de aulas dos meus rapazes.
Se para o mais velho não havia grande novidade, para o mais novo foi o dia de começar a escola "a sério".

Lá foram, mochilas carregadas às costas e lancheiras à tiracolo, prontos para mais um ano repleto de aprendizagens, amizades, afectos, contrariedades e frustrações, que estas também ajudam a crescer.

Para mim, o regresso às aulas era sempre motivo de grande excitação e mesmo agora, que só vivo o momento através dos piratas, continua a parecer-me uma época de começos felizes.

Para celebrar, um gelado de mousse de chocolate (ou uma mousse de chocolate gelada, como preferirem!), bem ao gosto do Bernardo, que hoje deu início a uma grande aventura.

//


Yesterday was the first day of school for my two boys.
For the older one there were no big news, but for the youngest, it represented the beginning of 'real school'.

So they went in the morning, with loaded backpacks and snack boxes, ready for another year full of learning, friendship, care, setbacks and frustrations. The latter also help to grow.

When I was a kid, going back to school was always a reason for great excitement and even now, still seems to me a time of happy beginnings.

To celebrate, here is a frozen chocolate mousse (or a chocolate mousse ice-cream, as you prefer): one of Bernardo's favourite, who today set off for a great adventure.






























Mousse de chocolate gelada*

200 g de chocolate de culinária
6 ovos
6 colheres de sopa de açúcar (usei em pó)
1 colher de sopa de manteiga ou margarina
Cones de bolacha e sprinkles coloridos para servir e decorar

Separar as gemas das claras.
Bater bem o açúcar com a manteiga, usando um batedor de varas ou batedeira eléctrica.
Juntar as gemas, uma a uma, continuando a bater até ficar um creme esbranquiçado.
Derreter o chocolate em banho-maria e adicionar à mistura das gemas.
Bater as claras em castelo e envolver com cuidado no preparado anterior.
Transferir para a taça de servir ou para um recipiente de congelação, caso queira servir como gelado.
Neste caso, levar ao congelador pelo menos 8 horas antes de servir.
Se estiver bastante congelada, retirar uns 10 minutos antes de servir.
Faça as bolas pequeninas com a ajuda de duas colheres de sobremesa.
Termine com sprinkles coloridos.

Os minicones podem ser comprados aqui.

*Esta é, há muitos anos, a receita de mousse da minha família e é igual à que vem em algumas embalagens do chocolate Pantagruel. Um dia, depois de uma festa cá em casa, congelei mousse em doses individuais. Passado algum tempo, ao comê-la ainda meio congelada, descobri como afinal era fácil fazer gelado de chocolate ;)

//


Chocolate mousse ice-cream*

200 g dark chocolate
6 eggs
6 tablespoons sugar (I used icing sugar)
1 tablespoon butter
Mini ice-cream cones and sprinkles to decorate and serve

Separate the yolks from the whites.
Wisk the sugar and the butter (you can use the mixer).
Add the yolks, one by one.
Melt chocolate in a double boiler. Whisk until smooth and shining.
Add to the egg and sugar mixture.
Beat the egg whites until stiff peaks form and carefully fold them into the chocolate mixture.
Transfer to a serving bowl or a freezing container.
For the mousse ice-cream, put it in the freezer for at least 8 hours before serving.
If it gets too frozen, remove from the freezer about 10 minutes before serving.
Make tiny scoops with the help of two teaspoons and sprinkle with colorful nonpareils.

The mini ice-cream cones can be bought here.

* This is, for many years, my family chocolate mousse recipe and it's the same as the one which comes in some Pantagruel paper wraps. One day, after a party at home, I froze mousse in little cups. When I ate one still half frozen, I figured out how easy it was to make chocolate ice cream ;)
10
Out12

O show cooking e o creme gelado de castanha.














O convite para fazer um show cooking no Porto.Come/ Mercado de Sabores do Continente, de que falei no post anterior e que aconteceu no passado sábado, na Alfândega do Porto, trouxe-me várias coisas boas, para além do momento em si.

Com esse desafio nas mãos e uma vez que o tema eram "os sabores de sempre", decidi finalmente explorar o caderno de receitas que a minha mãe guarda ainda do tempo de solteira, de um curso para futuras donas de casa (sim, no princípio dos anos 60 essa escola existia e chamava-se Obra das Mães).

E que boas receitas, caligrafadas, estão naquele caderninho, do qual agora serei guardiã (pelo menos enquanto a minha mãe não se lembrar de pedi-lo de volta).
Um dos meus objetivos para os próximos tempos, ao estilo Julie Powell, é ir experimentando-as e dar conta aqui do resultado. Duas já foram testadas: o creme gelado de castanha que apresentei no show cooking, e cuja receita segue mais abaixo, e uma torta de maçã deliciosa que também merece um post, assim que a voltar a fazer.

Castanha, maçã, marmelo... nos dias que antecederam o show cooking fiz algumas experiências com estes frutos, pois queria levar algo próprio desta época. E queria que fosse uma sobremesa ou algo doce, uma vez que é o que mais aparece por aqui.

Quando experimentei pela primeira vez esta espécie de gelado, soube que tinha encontrado a receita.
Fiz alguns ajustes ao molho de chocolate e andei à voltas para escolher um topping crocante, até decidir que as nozes ficavam perfeitas.

Depois, resolvi apresentar também este biscoitos, que eu adoro, uma vez que há ingredientes comuns a ambas as receitas.

Eram então estes os sabores que esperavam o público na Praça das Experiências do Porto.Come/ Mercado de Sabores do Continente, às nove da noite do dia 6 de Outubro. Um público que se mostrou bastante mais numeroso do que eu estava à espera.

Apesar de algum nervosismo, acho que correu bem. Senti-me muito confortável daquele lado (mais do que alguma vez havia imaginado) e adorei poder partilhar de uma forma diferente esta minha paixão pela cozinha. Estava muito feliz e acho que isso se nota nas fotos.

Claro que tive umas brancas pelo meio, demorei imenso tempo a destacar as bolachas das folhas de obreia e julgo que me esqueci de dizer que a manteiga para o creme gelado era SEM sal.

Mesmo assim, os cerca de sessenta minutos que ali estive pareceram-me mágicos. E houve uma série de pessoas que contribuíram para isso:

- as minhas 'cobaias', família e amigos, que provam aquilo que faço e me dizem sem rodeios o que pode ser melhorado;
- os comentários e as mensagens de apoio e incentivo que fui recebendo no blog e no facebook;
- o público simpático e interessado (e a presença de muitas caras minhas conhecidas);
- a organização do evento, nomeadamente na pessoa da Rita Sousa, que foi de uma amabilidade e profissionalismo exemplares;
- o Pedro e o Rafael, os assistentes da Escola de Hotelaria do Porto que me foram destinados e que estiveram fantásticos;
- a Chef Justa Nobre, com quem meti conversa umas horas antes (há uns anos não teria tido lata para tal - nem coragem para aceitar o convite, digamos a verdade - mas acho que a idade nos deixa menos envergonhados) e que me aconselhou, com aquele seu registo simples e algo maternal, a relaxar e a improvisar se algo não corresse tão bem;
- e, por último, a Isabel, ou a Laranjinha, do Cinco Quartos de Laranja (e o seu R.): ter sido convidada para o evento já foi muito bom; mas ter sido convidada para um evento que contou com uma das food bloggers portuguesas que mais admiro, foi extraordinário. Apesar de termos tido pouco tempo para conversar, aquele bocadinho foi muito especial. E poder assistir ao seu show cooking antes de ser eu a colocar o avental, foi absolutamente inspirador. Podem ver detalhes da sua participação aqui.

Obrigada a todos (incluindo os amigos 'fotógrafos').

Finalmente, a receita:




































































































Creme gelado de castanha com molho de chocolate e café

250 g de miolo de castanha
(frescas ou congeladas: se usar frescas é preciso cerca de 500 g para obter 250 g de miolo)
230 g de açúcar
200 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
6 gemas à temperatura ambiente
Leite qb

150 g de chocolate de culinária
75 ml de café expresso
75 ml de água

Nozes picadas para decorar

Cozer as castanhas, cobrindo-as com leite, até estarem bem macias.
Se usar castanhas da época, retire-lhes um pouco de casca e pele com uma faca antes de levar a cozer (para não rebentarem); após a cozedura reserve o leite que sobrou e retire as cascas e as peles às castanhas.
Triturar bem as castanhas juntamente com o leite da cozedura (este deve ser apenas o suficiente para ligar o puré de castanha: se achar que sobrou muito leite vá juntando aos poucos enquanto tritura; se achar que sobrou pouco, junte mais leite).
Juntar ao puré de castanha as gemas previamente desfeitas, o açúcar e a manteiga. Mexer bem e bater com a batedeira eléctrica (de preferência com braço) cerca de 20 minutos numa velocidade média-alta.
Se usar a Bimby, programe 10 minutos, com a borboleta, na velocidade 3,5 ou 4.
Tem de se obter um preparado muito uniforme, brilhante e cremoso e com um tom acastanhado.
Verter para uma caixa de plástico ou pirex com tampa e levar ao congelador idealmente 24 horas antes de servir.

Para o molho:

Levar ao lume em banho-maria (ou então usar o microondas), o chocolate partido em pedaços com a água e o café frio ou morno.
Não mexer até o chocolate estar derretido. Assim que estiver, retirar do lume e mexer bem com um batedor de varas. Está pronto a servir.

Para servir:

Retirar com antecedência do congelador (15-30 minutos, dependendo do tempo de congelação e da temperatura ambiente), e com uma colher de gelado retirar a dose pretendida para uma taça; verter um bom fio do molho de chocolate e terminar com as nozes picadas.

Algumas notas:

- Também se pode levar a congelar numa forma tipo 'bolo inglês' forrada com película aderente: quando for servir, retire com alguma antecedência do congelador, desenforme para um prato e sirva com o molho e as nozes à parte.

- O molho poder ser adaptado ao gosto de cada um, com aquela proporção de líquidos para a quantidade de chocolate; neste caso podemos usar, por exemplo, apenas 150 ml de água ou 100 ml de água e 50 ml de café...

- Se for consumir o gelado gradualmente, adapte a quantidade de molho, fazendo este no momento de servir (pode, no entanto, ser feito com alguma antecedência e ser depois aquecido).

11
Jun12

Um gelado para mim, um gelado para ti...




O ano passado, mais ou menos por esta altura, comprei uma máquina de fazer gelados.
Baratinha, do Lidl.
Depois daquela emoção inicial, que levou à primeira experiência (que não teve direito a post), a maquineta ficou parada.
Não que não tenha gostado do resultado, mas depressa a cuba da máquina teve de ceder o seu lugar no congelador a coisas mais prioritárias e acabou por ficar esquecida.

Até que voltei a arranjar um espacinho para ela no meio das ervilhas, das favas e dos pães já preparados para os lanches dos piratas.
A ideia era fazer um gelado de morango e limoncello, uma receita de Gennaro Contaldo que tenho marcada há muito, mas quando confirmei a quantidade de licor, desisti: o primeiro gelado da estação tinha de ser próprio para os mais novos também.

Acabei por fazer um daqueles gelados básicos - uma receita de natas, leite condensado e bolachas, comum a muitas cozinhas - mas usei a máquina para o bater e, supostamente, congelar, mas confesso que depois de 50 minutos na máquina, foi algumas horas ao congelador...

O gelado é muito bom: macio, cremoso, com o crocante intermitente da bolacha e um suave sabor a chocolate... mas a estrela desta bomba calórica é o topping.

Estão a ver o molho de chocolate dos sundae do McDonald's? Este é muito melhor...


Gelado de leite condensado e bolacha c/ topping de chocolate

400 ml de natas (2 pacotes)
1 lata de leite condensado
Bolachas a gosto (usei 2 pacotes individuais de Micos* e 1 pacote individual de Oreo)

Bater as natas em chantilly, juntar-lhes o leite condensado e envolver as bolachas picadas ou partidas mais grosseiramente, de acordo com o que preferir.
Se usar a máquina de gelados, siga as instruções do fabricante.
Se não tiver máquina, coloque o preparado numa caixa ou recipiente próprio para congelar e leve ao congelador pelo menos 12 horas antes de servir.

Para o topping de chocolate

500 g de açúcar
250 ml de água
1 casca de limão
1 pau de canela
100 g de cacau em pó
1 colher de sopa de manteiga ou margarina

Começar por fazer uma calda de açúcar a 32º: num tacho de fundo espesso, levar ao lume a água, o açúcar, a casca do limão e o pau de canela.
Não mexer: quando levantar fervura forte (bolhas grandes por toda a superfície), contar 3 minutos.
Retirar do lume e descartar a casca de limão e o pau de canela (este pode ser reutilizado, depois de passado por água e seco).
Juntar o cacau peneirado e levar novamente ao lume até ferver. Juntar a manteiga, mexer bem e retirar do lume. Coar e servir, ou passar para um frasco hermético, se não usar de imediato (dá uma dose bastante generosa). Deixar arrefecer, tapar e guardar no frigorífico.
Dura pelo menos 1 mês e pode ser usado como topping em gelados, crepes, etc.
Sempre que quiser usar, aqueça a porção desejada (no microondas, por exemplo) e coe antes de servir, pois é normal o açúcar cristalizar. 

*Bolachinhas recheadas com chocolate da marca Continente


12
Jul09

Regresso ao passado.



As saudades que eu tinha deste gelado!
Lembro-me de ter aí uns 10 anos e fazê-lo com as minhas primas e a nossa tia N. nas férias grandes.

A receita estava num livro delicioso (sobretudo para os padrões da época) que acabou por desaparecer, mas cujo título nunca mais esqueci: "As 100 mais famosas sobremesas do mundo".

Há uns três ou quatro anos, numa Fnac ou outra livraria do género, deparei-me com um livro com esse título e nem pensei em folheá-lo. "Mmmm, não me lembro desta capa, mas ok, a outra edição tinha muitos anos, é normal que o actualizem", pensei eu.

Comprei-o toda contente mas quando cheguei a casa apanhei uma grande desilusão: não encontrei a receita do sorvete nem conseguia identificar outras receitas do livro antigo, para além do conceito me parecer diferente. Neste livro que eu tinha comprado as receitas estavam associadas ao seu país de origem e não me lembrava que o outro fosse assim.

Nunca me debrucei muito sobre o mistério, que ainda se mantém, mesmo depois de um destes dias ter descoberto um exemplar do livro antigo em casa da minha sogra*. Que alegria!

Passei a receita para uma folhinha e toca de chegar a casa e matar saudades.

Sorvete das ilhas

1 copo de sumo de laranja (natural)
1 copo de sumo de limão (natural)
1 copo de banana aos pedaços
250 g açúcar em pó

(achei um exagero, pus só 230 e ainda assim achei que podia ter menos açúcar, talvez o copo que usei como medida - um de plástico do Ikea da colecção das tacinhas da foto - fosse pequeno)
1 clara de ovo

Juntar o açúcar às frutas e bater bem no liquidificador
(eu usei a Bimby, mas lembro-me que era a varinha mágica que usávamos). Levar uma hora ao congelador. Passado este tempo voltar a bater o preparado, juntando a clara batida em castelo. Verter para cuvetes de gelo e voltar a congelar. Para servir, colocar os quadradinhos de sorvete em copos altos de vidro.

Com dois filhos pequenos sempre a solicitar atenção, achei que não ia conseguir passado uma hora mexer o sorvete e voltar a congelar, por isso resolvi colocar logo de início a clara e levar a congelar nos recipientes finais. Dividi o preparado por forminhas de gelado e por uma cuvete com buraquinhos em forma de estrela e ficou tão giro quanto yummie!

*O da minha sogra, que é igual ao que eu conhecia da minha infância, é do Círculo de Leitores e tem aí uns trinta anos. No entanto, já fui ao site do Círculo e o livro que têm lá é igual ao que eu tenho, que é este aqui.

Teresa Rebelo

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