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Lume Brando

07
Jul17

Criançada de férias [e umas espetadinhas saudáveis de salsichas Nobre]

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Pestinhas de férias aí por casa? Por aqui, sim!

E se todos os anos costuma ser complicado conseguir trabalhar em casa com os dois sempre a solicitarem a mãe (ou a pegarem-se), este ano, pela primeira vez, senti que estão bastante autónomos e que já não chamam por mim de cinco em cinco minutos. Nem tudo é mau na pré-adolescência.

 

Preparam o(s) lanche(s) sozinhos - estão na fase em que a fome é algo permanente e precisam de comer de hora em hora, o que chega a ser desesperante. Não sei se por aí é igual, mas os meus, com 10 e 12 anos, passado uma hora de terem almoçado, já estão a dizer "Tenho fome" e pouco depois, disparam a pergunta sacramental: "Mãe, o que vai ser o jantar?" E é nesta altura que penso que sou uma mãe e dona de casa péssima, que não planeio nada com tempo, porque não faço a mínima ideia do que vou cozinhar na refeição seguinte 😂

 

Bem, felizmente há soluções que nos ajudam a preparar qualquer coisa em três tempos sem ficarmos com peso na consciência por não serem saudáveis. É o caso das novas salsichas com baixo teor de gordura de frango e de peru da Nobre. Uma gama de salsichas com menos de 3% de gordura, sem aditivos, nem lactose, nem glúten. E quem são os miúdos que não gostam de salsichas?

 

A pensar nos mais novos (mas não só!) bem como nesta época em que apetece conviver e aproveitar os dias compridos, preparei estas mini-espetadas de salsicha com tomate-cereja e de salsicha com abacaxi. Muito fáceis e rápidas de fazer, dão vida a uma mesa de verão.

 

Bom fim de semana!

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MINI-ESPETADAS DE SALSICHA COM TOMATE-CEREJA E ABACAXI

 

Para cerca de 30

 

1 embalagem (zona de frios) de salsichas 100% frango ou 100% peru baixo teor de gordura Nobre

15 tomatinhos cereja

Cerca de 1/4 de abacaxi

Pimenta preta acabada de moer qb

Sal qb

Azeite qb

1 dente de alho

1 fio de sumo de limão

1/2 dúzia de folhas de manjericão, mais algumas para servir

 

Vai precisar ainda de 30 palitos pequenos

 

Descasque e corte o abacaxi em pequenos pedaços. Lave os tomates-cereja.

Corte as salsichas em rodelas.

Monte as espetadinhas, fazendo metade de salsicha e tomate-cereja e a outra metade de salsicha e abacaxi.

Aqueça ao lume um grelhador ou frigideira antiaderente grande, unte com azeite e disponha as espetadinhas. Tempere-as com um pouco de sal e pimenta preta. Deixe cozinhar até ganharem cor e começarem a caramelizar.

Sirva as espetadinhas salpicadas com um azeite aromatizado com alho e manjericão (não se vê na foto, mas fica ótimo): no almofariz, coloque duas ou três colheres de sopa de azeite, 1 fio de sumo de limão, 1 dente de alho picadinho e o manjericão também picado. Triture tudo muito bem e regue por cima das espetadas.

 

 

 

05
Jul17

O azar e a sorte [e um gelado de cenoura diferente]

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Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei a trabalhar para o livro ["Estava Tudo Ótimo!, lançado em outubro do ano passado], foi comprar um disco de armazenamento de dados externo. O meu maior medo era perder as imagens das sessões fotográficas que fazia e que tanto trabalho me davam.

 

Outra das medidas que tomei foi a de aumentar a memória do meu portátil. Assim, podia manter as fotos no computador e ter uma cópia das mesmas no disco externo, não fosse o diabo tecê-las. E assim aconteceu durante cerca de um ano e meio, que foi o tempo de gestação do projeto. Assim que entreguei todo o material fotográfico à editora, suspirei de alívio. Mas por essa altura, depois de mais de duas mil imagens em máxima resolução descarregadas para o computador, este começou a arrastar-se, não sei se também fruto da idade. Não conseguia trabalhar e tive de fazer uma limpeza radical. Com as imagens para o livro entregues, certifiquei-me de que tinha passado tudo para o disco, mesmo as fotos que não tinham sido escolhidas, e apaguei-as do computador.

 

Passado poucos meses, o disco avariou-se. Não conseguia abrir as pastas, parecia ter desaparecido tudo, um desespero. Era também no disco que estavam as fotos das férias mais recentes, as fotos das últimas festas de aniversário dos miúdos e de muitas outras ocasiões importantes. Levado o disco a especialistas, a única solução, segundo aqueles, era tentar uma recuperação de dados que, no caso de ser bem sucedida, custaria cerca de mil euros. Fiquei destroçada. Mas concluí que não era sensato gastar tanto dinheiro, mesmo que parte da nossa memória visual familiar ficasse para sempre perdida.

 

Mas se é verdade que fiquei inconsolável na altura, senti-me ao mesmo tempo aliviada. Só pensava na sorte que tinha tido em não ter perdido nenhum do trabalho para o livro ao longo do processo. Em cada sessão, para além das fotos ao conjunto das receitas, fotograva cada uma delas individualmente e chegava a fazer mais de uma dúzia de disparos em cada uma. Tinha por isso outras imagens deste gelado de cenoura que vos trago hoje. Mas só sobraram estas: as selecionadas para figurar no livro.

 

Com o calor a pedir coisas fresquinhas, achei que o facto de ter apenas duas fotos do gelado não era desculpa para não publicar a receita no blogue. E aqui está ela: um gelado de cenoura diferente, feito com iogurtes de soja e adoçado com xarope de agave. Para os mais gulosos, segue uma receita de um molho de chocolate pecaminoso, que fica igualmente bem com crepes e panquecas. E que no meio dos nossos azares, haja sempre uma pontinha de sorte!

 

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GELADO DE CENOURA

[sem lactose]

 

 Faz cerca de 800 ml de gelado

 

400 g de cenoura (pesada depois de descascada)

1 pau de canela

1 pedaço de casca de laranja

20 ml de licor de laranja

2 iogurtes de soja naturais

5-6 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante

  

Com antecedência, coza as cenouras partidas às rodelas num tacho com água, um pau de canela, a casca e o licor de laranja. Quando estiverem bem macias (deve demorar cerca de 1 hora e 15 minutos), escorra e deixe arrefecer. Depois de frias, coloque-as num saco plástico limpo e leve ao congelador.

Quando quiser fazer o gelado, retire o saco das cenouras do congelador e bata com ele na bancada da cozinha para que as rodelas se soltem. Coloque-as num robot de cozinha, juntamente com os dois iogurtes de soja e a geleia de agave. Triture muito bem até obter um gelado uniforme e macio. Está pronto a servir, de preferência com um fio de molho de chocolate por cima.

 

Notas:

- Pode trocar os iogurtes de soja por iogurtes naturais tipo grego;

- A geleia de agave é um adoçante com baixo índice glicémico e uma alternativa ao mel para quem segue uma dieta vegan, no entanto, à semelhança do açúcar deve ser consumido com moderação, pois apresenta elevado teor de frutose; o seu poder adoçante é superior ao açúcar, por isso tenha atenção ao usá-lo;

- Pode congelar o gelado depois de pronto, mas uma vez que não leva natas e não foi à máquina de fazer gelados, nunca ficará tão cremoso como acabado de fazer.

 

__________________________________________________

 

MOLHO DE CHOCOLATE

Receita do Chef Luís Francisco

 

250 ml de açúcar

125 ml de água

1 pedaço de casca de limão

1 pau de canela

50 g de cacau em pó

1/2 colher de sopa de manteiga

  

Num tachinho de fundo espesso coloque a água, o açúcar, o pau de canela e a casca de limão. Leve ao lume em temperatura média ou média-alta, e deixe ficar, sem mexer. Vá estando atento, e assim que começar a fervilhar, com bolhas por toda a superfície, conte três minutos. Retire do lume e descarte o pau de canela e a casca de limão. Junte o cacau em pó (o tacho não deve ser muito baixo, pois neste passo a calda tem tendência a subir) e mexa bem com um batedor de varas até o cacau estar bem dissolvido. Leve de novo ao lume até ferver e mexendo sempre. Retire do lume e junte a manteiga, mexendo até estar bem derretida e envolvida por todo. Coe e guarde num frasco hermético. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico. Dura várias semanas. Sempre que quiser usar, aqueça a porção de molho necessário e coe-o antes de servir para eliminar eventuais cristais de açúcar.

 

 

01
Jun17

Olá criançada! [Bolo de chocolate e grão-de-bico, sem farinha nem manteiga]

bolo de chocolate e grao de bico sem farinha e sem manteiga

 

Gosto do Dia Mundial da Criança. Mesmo que não me lembre desta ter sido uma data festejada de forma efusiva em minha casa ou até na escola, quando era mais nova. Nunca tive presentes dos meus pais neste dia - pensando bem, talvez tivesse direito a um gelado - e não me lembro de grandes privilégios nesse dia na escola, mas talvez fosse o dia do passeio anual, pois a minha memória é algo em que eu própria tenho dificuldade em confiar.

 

Desde que fui mãe, o Dia da Criança ganhou um colorido especial, ainda que os meus filhos também não recebam presentes (pelo menos dos pais, que os avós e a nossa querida C. são pessoas para os mimar ao de leve). Quando muito faço-lhes um bolo ou uns queques decorados, mas na escola há sempre muitas atividades e se o mais velho já não liga, está no 6º ano, o mais novo vem sempre feliz e suado de tanto pular.

 

A receita desta ano é um bolo de chocolate perfeito para a criançada, pois é bem mais saudável do que a maioria das receitas de bolo de chocolate: não leva farinha nem manteiga e é feito com grão-de-bico. Original, não acham? Não sei se acontece o mesmo convosco, mas quando me falam bem de uma receita ou de uma receita fora do comum, as minhas antenas ficam automaticamente sintonizadas e passo logo para o modo 'pedincha-receitas', não descansando enquanto não a conseguir.

 

Foi o que se passou há uns dias, quando em conversa com a mãe de um colega do meu mais novo, ela me falou do bolo que o filho tinha levado para a venda de bolos da escola, no âmbito da angariação de fundos para a viagem de final de ano. "Bolo de chocolate que leva grão-de-bico? Sem farinha? Sem manteiga? E os miúdos adoram? Mmmmm, parece-me interessante! Podes arranjar-me a receita?".

 

A resposta foi um simpático "sim" e eu, que não gosto de guardar as coisas boas só para mim, resolvi partilhá-la hoje, Dia Mundial da Criança, relembrando que diversos estudos mostram que há cada vez mais crianças com excesso de peso no nosso país (na verdade, nem eram precisos estudos, basta andar atento na rua). Uma realidade que temos de conseguir inverter urgentemente, para bem delas e de todos nós.

 

É verdade que há dias especiais e que proibir não leva a lado nenhum, devendo nós, pais e educadores, sermos os primeiros a dar o exemplo, no dia a dia, com opções alimentares conscientes e a prática de exercício físico. Mas mesmo nestas datas de festa, se pudermos ter opções mais saudáveis e que as crianças apreciem, todos ficamos a ganhar. Cá em casa, o bolo foi um sucesso. Espero que na vossa também!

bolo de chocolate sem farinha nem manteiga

 

bolo de chocolate saudavel

bolo chocolate grao de bico sem manteiga

 
BOLO DE CHOCOLATE E GRÃO-DE-BICO [SEM FARINHA E SEM MANTEIGA]
 
1 frasco de grão-de-bico cozido e escorrido (cerca de 400 g)
4 ovos L
120 g de açúcar amarelo ou mascavado
200 g de chocolate de culinária
1 colher de chá de fermento
 
Para a cobertura:
100 g de chocolate de culinária
4 ou 5 colheres de sopa de leite
Sprinkles coloridos
 
 
Pré-aqueça o forno nos 170º/função ventoinha (se não tiver ventilação, pré-aqueça nos 180º).
Unte muito bem uma forma - eu usei uma forma de bundt, mas pode usar outra, tendo o cuidado de ajustar o tempo de cozedura: se for mais larga e mais baixa, cozerá em menos tempo.
Derreta o chocolate em banho-maria.
No liquidificador ou robot de cozinha, triture o grão-de-bico com os ovos e o açúcar.
Junte o chocolate derretido, mexa bem e, por fim, envolva o fermento. Verta para a forma e leve a cozer durante cerca de 45 minutos (no caso de usar uma forma do género da que eu usei). Use um palito para confirmar a cozedura: se sair seco ou apenas com umas migalhas secas agarradas, está pronto. Desenforme com cuidado e deixe arrefecer.
 
Para a cobertura, leve a derreter o chocolate com o leite. Mexa bem. Se achar que está um pouco espesso, junte mais um fio de leite. Cubra o bolo a gosto e termine com os sprinkles coloridos.
 
 
Outras receitas giras para os mais novos:
 
Queques simples
Panquecas
Caixinhas de pão com tomate e ovo
Gratinado de pescada e couve-flor
Geladinhos de caramelo
Geladinhos de iogurte stracciatella
Bolo de Oreo
 
  
02
Mai17

Dar uso às sobras [Canapés de batata-doce]

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Pelo menos uma vez de quinze em quinze dias há noite de pizzas cá em casa. Massa caseira, molho caseiro e muitos toppings à escolha. A ultima vez foi este fim de semana e, como quase sempre, sobraram ingredientes. Na refeição seguinte, lembrei-me de juntá-los a uma batata-doce roxa, experimentando uma sugestão há muito guardada num dos meus quadros do Pinterest.

 

Adoro batata-doce. Apesar de em casa dos meus pais nunca se ter comido, foi daqueles ingredientes de amor à primeira dentada, já em adulta. Confesso que nunca tinha provado a roxa, mais difícil de encontrar, e apesar de ter gostado, acho que a laranja continua a ser a minha preferida.

 

Puré de batata-doce, batata-doce aos palitos no forno, batata-doce a acompanhar um assado, gratinado de batata-doce a acompanhar peixe grelhado ou assado... sou absolutamente fã! Só ainda não a utilizei em bolos ou tartes, mas tenho mesmo de o fazer, até já coloquei um post-it no frigorífico, para que outras experiências não passem à frente.

 

E então, o que achei destes canapés* coloridos? Que são muito fáceis de fazer, saborosos, e uma maneira simples de aproveitar aqueles restinhos de coisas que costumam vaguear pelo frigorífico. Mas se os fizer de propósito, em maior quantidade, para uma festa, também não se arrependerá.

 

As combinações são infinitas. No meu caso, usei mesmo o que tinha da noite das pizzas e gostei especialmente da versão com beterraba e queijo de cabra e da versão com pimento amarelo e queijo mozzarella, mas não se acanhem: pera e queijo azul, queijo creme e salmão fumado, bacon e queijo cheddar são outras duplas que devem ficar maravilhosamente bem.

 

*No post onde me inspirei chamam-lhes crostini, mas mal os vi veio-me à mente a palavra 'canapé'. E ainda que 'canapé' possa estar fora de moda - a mim leva-me automaticamente para as festas e cockails dos anos 80 - podemos sempre dizer que é vintage e já não parece algo desatualizado 😂

 

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CANAPÉS DE BATATA-DOCE

A partir da receita de Camille Styles

 

Para cerca de 16

1 batata-doce média

1 fio de azeite

Sal

Pimenta preta acabada de moer

 

Toppings variados e a gosto:

Queijos, beterraba cozida, pimento cru,

pimento assado, molho de tomate, milho, pera em fatias finas,

salmão fumado, pesto, etc.

 

Para decorar:

Rúcula, ervas aromáticas, frutos secos, sementes

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Lave bem a batata-doce e descasque-a.

Parta-a em rodelas com cerca de 1/2 cm.

Coloque-as numa taça e tempere com um fio de azeite, sal e pimenta preta.

Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve a assar durante cerca de 30 minutos, virando as rodelas a meio do tempo.

Retire, distribua os toppings e leve de novo ao forno a gratinar (nem todos os toppings necessitam de voltar ao forno, como por exemplo se usar queijo creme e salmão fumado).

Decore os canapés com umas folhinhas de ervas aromáticas e sirva-os quentes ou mornos.

28
Fev17

Uma receita rara [Bolo de festa adequado a crianças com PKU]

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Hoje assinala-se o Dia das Doenças Raras. Na verdade, a data oficial é o dia 29 de fevereiro, precisamente por ser um dia 'raro', mas como 2017 é um ano comum, antecipa-se para o dia 28.

 

São imensas as patologias que cabem na definição lata de "doenças raras" e que colocam enormes desafios às crianças e aos adultos portadores dessas doenças, bem como às suas famílias e cuidadores. Uma dessas condições dá pelo nome abreviado de PKU ou, em bom português, fenilcetonúria.

 

No Estava Tudo Ótimo! quis incluir uma receita adequada a crianças com fenilcetonúria. Tinha contactado recentemente com a doença - que limita imenso a alimentação de quem é portador - e ficado extremamente sensibilizada com o esforço feito pelas famílias, sobretudo pelas mães destas crianças, no sentido de proporcionarem uma alimentação completa, variada e saborosa aos seus filhos, sem colocar em causa a sua saúde. 

 

Tal como explico no livro, a PKU - do inglês PhenylKetonUria - é uma doença genética grave, causada pela não produção ou funcionamento insuficiente da enzima capaz de metabolizar a fenilalanina - o aminoácido presente nas proteínas. Isto significa que as pessoas com PKU não podem ingerir proteínas de nenhum tipo ou apenas o podem fazer em quantidades mínimas e controladas. Se a sua alimentação não for clínica e rigorosamente supervisionada, podem surgir danos cerebrais graves e irrecuperáveis.

 

Leite e derivados, pão, carne, peixe, ovos, leguminosas, soja: todos estes alimentos, entre muitos outros, têm de estar ausentes ou praticamente ausentes da dieta das crianças com PKU. Como devem imaginar, o desafio para os pais e para as famílias de crianças com PKU é tremendo. Esta é uma doença rastreada no famoso ‘teste do pezinho’, à nascença, o que tem permitido que estas crianças, com o apoio de médicos especializados e o já referido empenho admirável dos seus pais e familiares, tenham hoje em dia uma vida normal e sem consequências a nível intelectual.

 

Existem alguns produtos que são disponibilizados a estas famílias, nomeadamente suplementos alimentares, massa e farinhas hipoproteicas, mas há toda uma ginástica obrigatória de quantidades de ingredientes e pesagem de produtos, para não falar da limitação que se coloca quando se pretende viajar ou fazer uma refeição fora.

 

Em conversa com mães de crianças com PKU dei conta de que as festas de anos dos outros miúdos podem ser também uma situação crítica, devido ao leque restritivo daquilo que as primeiras podem comer. Mas em diálogo com os pais, podemos encontrar soluções para que não se sintam excluídas. Por exemplo: pipocas (simples), batatas fritas, gelatinas vegetais, gomas, chupa-chupas e rebuçados de fruta, são guloseimas que os miúdos com PKU podem comer, para além de qualquer tipo de fruta fresca.

 

No livro, optei por incluir um bolo que todos pudessem comer. Afinal, o bolo é o rei da mesa e convém que seja adequado a todos os convidados. Uma receita que me foi passada com muito carinho por duas mães de crianças com esta patologia, por quem tenho a mais profunda admiração, e à qual apenas fiz umas ligeiras adaptações, sob a sua supervisão.

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BOLO DE ANIVERSÁRIO ESPECIAL

Do livro Estava Tudo Ótimo!

 

Para o bolo de laranja e baunilha

 

175 g de açúcar

100 g de margarina ou manteiga amolecida

60 g de maionese de compra (c/ovo na sua composição)

1 colher de chá de extrato de baunilha

Raspa de 1 laranja

160 g de farinha hipoproteica

160 g de amido de milho

1 pacote de pudim ‘Boca Doce’ de baunilha

1 colher de sobremesa de fermento em pó

300 ml de leite de arroz

 

Para a cobertura e recheio de creme de manteiga achocolatado

 

420 g de açúcar em pó

160 g de manteiga ou margarina

60 ml de água a ferver

10 g de cacau em pó

10 g de Nesquick

Raspa de ½ laranja

 

Para a decoração:

Jelly beans e velas coloridas

 

Pré-aqueça o forno nos 180º

Unta bem com manteiga e polvilhe com farinha hipoproteica ou amido de milho duas formas redondas com 18 cm de diâmetro. Forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar.

Numa taça grande, bata o açúcar com a manteiga, a maionese, a raspa de laranja e o extrato de baunilha. Noutra taça, misture a farinha com o amido de milho, o pudim e o fermento. Alternadamente, vá juntando esta mistura e a bebida de arroz à mistura anterior, de forma a que a última adição seja de farinha. Divida pelas duas formas e leve a cozer durante cerca de 40 minutos. Vá vigiando e faça o teste do palito antes de retirar do forno: se sair seco depois de espetado no centro, está pronto.

Retire, deixe arrefecer um pouco e desenforme com cuidado sobre papel vegetal.

 

Prepare a cobertura e o recheio: dilua o cacau em pó e o Nesquick na água quente, mexendo bem. Deixe arrefecer. Bata a manteiga com a batedeira até estar bem macia e vá juntando o açúcar em pó (pode fazer isto num processador de cozinha numa velocidade média alta, sem a borboleta). Junte o molho de chocolate aos poucos e continue a bater até estar bem uniforme. Por fim, junte a raspa de laranja. Confirme a consistência: deve estar um creme macio e consistente, mas fácil de barrar. Se achar que está demasiado espesso, junte um pouco de leite de arroz e volte a bater.

Coloque um pouco de creme no centro do prato de servir e coloque por cima um dos bolos, recheie com creme e coloque em cima o outro bolo (faça de modo a que os lados mais perfeitos dos bolos fiquem na base e no topo). Espalhe o creme com uma espátula por todo o bolo, retirando o excesso com uma espátula ‘raspadora’. Com o creme que sobrar, faça um decoração simples com saco e bico pasteleiro. Termine com os jelly beans e as velas coloridas.

 

 

Notas:

 

- Pode parecer estranho o uso da maionese com ovo na massa do bolo, mas a quantidade de proteína vai ser tão reduzida por fatia de bolo, que é aceitável, sendo um elemento importante na receita. Use maionese de compra, pois nesta as quantidades dos ingredientes estão parametrizadas;

 

- A farinha hipoproteica tem um sabor característico, que para quem não conhece pode não ser o mais agradável, mas nesta receita esse risco está diminuído pela presença do amido de milho, que aqui substitui metade da farinha da receita original; os bolos com este tipo de farinhas, sem glúten, têm alguma tendência a rachar, por isso desenforme com cuidado e manuseie o bolo o menos possível.

 

 Ah! No livro, encontram mais receitas para compor uma mesa catita de lanche infantil!

 

29
Out13

Tchin-tchin.


Apesar de nunca falar de vinho aqui no blog, é uma bebidabastante apreciada cá em casa.


Durante a semana é raro bebermos, mas osjantares de fim-de-semana costumam ser acompanhados de um bom copo de vinho. Quasesempre as escolhas ficam a cargo do Gonçalo, que tem um nariz e um palato bem mais refinados do que os meus e até já fez um curso de provas.





A marca Quinta da Aveleda não me era por isso desconhecida quando recebi um convite para provar alguns dos seus produtos. Inclusivamente, numas férias de Verão recentes, estivemos na loja da quinta, em Penafiel, a provar e a comprar alguns vinhos.
Na altura fiquei com pena de não termos tempo para visitar os jardins, onde crescem árvores raras e centenárias, jardins esses que contribuíram para o prémio internacional 'Best of Wine Tourism - categoria de Arquitectura, Parques e Jardins', que a Aveleda ganhou em 2011.
Temos por isso de lá voltar em breve e levar os miúdos, disseram-me que vale mesmo a pena fazer a visita guiada à Quinta.

Só podia dizer que sim a este pequeno desafio e, mal recebi os vinhos e o queijo, uma palavra pequenina e alegre veio-me à mente: FESTA.

Este post é por isso dedicado às celebrações, por mais simples que seja o motivo. E se pensarmos bem, há sempre mais coisas pelas quais devemos estar gratos e felizes do que imaginamos.

Não é preciso muito para festejar as pequenas coisas boas da vida à mesa, com a família ou os amigos.  E quando temos bons produtos à mão, o trabalho fica ainda mais facilitado.
Este queijo amanteigado, por exemplo, come-se muito bem à fatia, com umas tostas ou uma compota.
Mas se gostam de sofisticar um pouco na hora de receber, estes vols-au-vent irão fazer sucesso. Podem fazer as caixinhas de massa folhada com antecedência (na véspera por exemplo, desde que as guardem num recipiente hermético) e depois rechear em 5 minutos: cortar algumas fatias de queijo em cubinhos e fazer duas versões: uma com queijo, nozes e mel, outra com queijo, doce de frutos vermelhos e manjericão.

Umas entradinhas elegantes e muito fáceis de fazer, que acompanham especialmente bem o Quinta da Aveleda - Loureiro e Alvarinho 2012, um vinho onde os aromas florais da casta Loureiro e as notas frutadas típicas de um Alvarinho se combinam de forma leve e harmoniosa.

Tchin-tchin!





 









Vols-au-vent agridoces

Para as caixinhas de massa folhada:
1 base rectangular de massa folhada fresca
Clara de ovo
2 cortadores redondos de bolachas (diâmetro 5 cm e 2,5 cm)


Pré-aqueça o forno nos 190º (ultimamente tenho colocado o forno nesta temperatura - mais alta do que costumava, para cozer as caixinhas, e tem resultado bem).
Estenda a massa folhada e corte círculos com o cortador de bolachas de maior diâmetro.
Em metade desses círculos, retire um círculo interior central com o cortador mais pequeno.
Pincele bem os círculos 'completos' com clara de ovo e cole um círculo "furado" por cima de cada um.
Leve a cozer sobre papel vegetal cerca de 12 minutos ou até estarem bem douradas e folhadas.
Destaque-as do papel vegetal. Se achar que algumas das caixinhas estão 'tortas' (mais altas de um lado do que do outro, tente uniformizar pressionando levemente a massa enquanto ainda estão quentes).
Pouco tempo antes de servir, coloque o recheio (se achar que a cavidade da caixinha é pouco profunda, abra-a pouco mais com o cabo de uma colher).

Para os recheios:
Queijo amanteigado Quinta da Aveleda
Doce de framboesa
Folhinhas de manjericão
Nozes
Mel
Sementes de papoila

Corte algumas fatias de queijo e parta-as aos cubinhos.
Com uma colher de café, coloque um pouco de doce de framboesa em metade das caixinhas de massa folhada, e por cima espalhe alguns cubinhos de queijo. Termine com uma folhinha de manjericão (não a descarte ao comer, o contraste de sabores é óptimo!)
Na outra metade das caixinhas coloque os cubinhos de queijo, regue com um pouquinho de mel, espalhe nozes picadas e verta mais um pouco de mel. Termine com sementes de papoila.


PS: ultimamente não tenho conseguido traduzir todos os posts para inglês, mas se alguém precisar da tradução das receitas, é só pedir :)
PS: my days are getting too short to translate all posts into english, but if you are interested in the translation of any recipe, just ask :)


09
Out13

"Com A Vaca que ri sabe bem regressar às aulas" // Back to school with The Laughing Cow.


 





























Na floresta encantada d'AVaca que ri, há árvores frondosas, fruta em abundância e um sol sorridente que brilha todo o ano.

Na floresta encantada d'A Vaca que ri, há personagens divertidas e lugares misteriosos, com lanches deliciosos.
Na floresta encantada d'A Vaca que ri, as crianças aprendem que uma vida saudável é feita de uma alimentação completa e variada, combinada com exercício físico e muita gargalhada.

Cá em casa, tudo o que leva pauzinho e é transformado num lollipop costuma fazer sucesso.
Por isso, quando a empresa portuguesa que representa os queijinhos d'A Vaca que ri me desafiou a criar um lanche divertido com os seus produtos, lembrei-me de transformar estes triângulos num gelado instantâneo de queijo. O toque de magia foi dado com uma pincelada de mel e sprinkles coloridos.
Depois, como me fizeram lembrar árvores, decidi criar uma floresta mágica, onde não faltaram algumas macieiras.

De facto, o lanche só com queijo estaria incompleto, por isso, o passo seguinte foi transformar e inventar...

//

In the enchanted forest of "The Laughing Cow", there are big shade trees, fruit galore and a smiling sun that shines all year.
In the enchanted forest of "The Laughing Cow", there are fun characters and mysterious places with delicious snacks.
In the enchanted forest of "The Laughing Cow", children learn that a healthy lifestyle is made of eating a complete and varied diet, combined with exercise and lots of laughs.

Here at home, everything that is transformed into a lollipop, usually turns to be a big success.
So when the Portuguese company that represents "The Laughing Cow" challenged me to create a fun snack with their products, I remembered to turn their cheese wedges into small lollipops. The magic touch was given with a dab of honey and colored sprinkles .
Then, as they looked like trees, I decided to create an enchanted forest, with some apple trees too.

In fact, this kid's snack wouldn't be complete only with cheese, so the next step was to invent and transform ...




Triângulos de queijo divertidos e coloridos

Versão lollipop

Queijinhos triangulares "A Vaca que ri"
Pauzinhos de gelado
Mel qb
Sprinkles coloridos qb

Introduzir o pauzinho de gelado na base do triângulo com cuidado (poderá fazê-lo também com fatias triangulares de maçã, regadas com umas gotinhas de limão).
Pincelar o queijinho com mel (ou geleia) e polvilhar com os confeitos coloridos.
Está pronto a saborear!

//


Fun and colorful cheese wedges

Lollipop way

"The Laughing Cow" wedges
Ice cream sticks
Honey
Sprinkles

Carefully, insert the ice-cream stick in the base of the cheese wedge (you can do this with triangular slices of apple too, drizzled with a few drops of lemon juice).
Brush the little cheese wedges with honey (or jam) and sprinkle with sprinkles.
It's ready to enjoy!



30
Jul13

Let's celebrate come on...




























Esta é a receita e a ideia de decoração que nos pode salvar sempre que quisermos fazer um bolo para uma data especial, mas estamos sem tempo ou grande paciência para pasta de açúcar ou bicos pasteleiros.
E é tão versátil, que tanto pode ser usada em aniversários de crianças, como em festas de crescidos, se o deixarmos mais simples ou o decorarmos de forma mais sóbria.

Outra vantagem: funciona com qualquer bolo - desde que o sabor combine com chocolate, claro, mas para mim praticamente todos os sabores vão bem com chocolate.

Neste caso, usei a minha receita 'todo-o-terreno' de bolo de chocolate, adaptado de uma receita básica de bolo chiffon, que em poucos minutos estamos a levar ao forno.

Podem ver aqui uma decoração semelhante, mas com chocolates Kit Kat - um pouco mais trabalhosa, pois é preciso separar as barritas de chocolate, que muitas vezes se partem (ou chegamos a casa com elas já partidas!).

A partir desta ideia tão simples (cujo autor é impossível descobrir no meio de tantas imagens de bolos parecidos espalhados pela net), podemos dar largas à imaginação: há destas bolachinhas em versão chocolate branco; há nozes, fruta fresca ou suspiros que podemos colocar por cima, há fitas e laços para todos os gostos. 

O importante é fazê-lo e decorá-lo com amor e... celebrar!

//

This is the recipe and decorating idea that can save you whenever you want to make a cake for a special occasion, but there's lack of time or you aren't in the mood for sugar paste or pastry tips.
And it's so versatile, that can both be used in children's birthdays and in grown ups parties, if you decorate it in a simpler way.

Another advantage: works with any cake - as long as the taste goes with chocolate, of course, but for me almost all the flavors go well with chocolate.

In this case, I used my  'all-proof' recipe of chocolate cake, adapted from a basic recipe of chiffon cake, which only take me some minutes to put it in the oven.

You can see a similar decoration here, but made with Kit Kat chocolates - more tricky, because you need to separate the chocolate bars, which often break apart (or get home with them already broken!).

Out of this simple idea (whom author I can't find in the middle of so many cakes alike spreaded over the internet), we can use our imagination: there's a white chocolate version of these biscuits, there are nuts, fresh fruit or meringues that we can put on top, there are ribbons and bows to suit all tastes.

The important thing is to bake and decorate it with love and ... celebrate!




























Bolo de chocolate decorado com Fingers e Smarties 

Para o bolo:
2 ovos
1 chávena de açúcar amarelo
1/2 chávena de óleo vegetal
1/2 chávena de água a ferver
65 g de chocolate em pó (ou 1/2 pacote)
1 chávena de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó

Chávena-medidora de 250 ml de capacidade

Para a ganache do recheio e cobertura:
200 ml de natas (eu gosto de usar as Parmalat de culinária)
200 g de chocolate de culinária

Para a decoração:
2 embalagens de biscoitos Fingers (usei 1 de chocolate de leite e 1 de chocolate preto)
2 embalagens de Smarties normais, mais alguns 'minis'
Fita de cetim a condizer


Comece por fazer a ganache: parta o chocolate aos pedacinhos para uma taça de vidro ou metálica.
Leve as natas ao lume num tachinho e quando começarem a ferver, retire a nata que se formou à superfície com uma escumadeira, e verta sobre o chocolate. Espere alguns minutos e mexa bem até obter um creme liso e brilhante. Reserve.

Pré-aqueça o forno nos 180º.
Unte bem com manteiga e polvilhe com farinha duas formas de 16 cm de diâmetro, forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar.
Coloque a água a ferver.
Com um batedor de varas, bate os ovos com o açúcar.
Junte o óleo, de seguida a água, e mexer bem.
Junte o chocolate, dissolva bem.
Envolva a farinha e o fermento.
Divida pelas duas formas e leve a cozer cerca de 25 minutos ou até um palito sair limpo do interior dos bolos.
Desenforme sobre papel vegetal e deixe arrefecer completamente.

Quando os bolos estiverem frios e a ganache já tiver adquirido alguma consistência, coloque um dos bolos no prato de servir. Com uma espátula, barre o topo com ganache e coloque o outro bolo por cima. Cubra todo o bolo com a ganache e cole os biscoitos a toda a volta do bolo, intercalando os sabores, caso use biscoitos de dois chocolates diferentes.
Termine com os smarties no topo e um laçarote a condizer.

//


Chocolate cake decorated with Fingers and Smarties

For the cake:
2 eggs
1 cup of brown sugar
1/2 cup of vegetable oil
1/2 cup of boiling water
65g chocolate powder (or 1/2 package)
1 cup plain flour
1 teaspoon baking powder


For the ganache - filling and frosting:
200 ml cream (I like to use 'Parmalat for cooking')
200 g cooking chocolate

For the decoration:
2 packs of Fingers biscuits (I used 1 milk chocolate and one dark chocolate)
2 packs of Smarties normal, some more 'minis'
Satin ribbon to match

Start by making the ganache: break the chocolate into small pieces into a glass or metallic bowl.
Bring the cream to the boil. Remove the skin that has formed on the surface with a slotted spoon, and pour over the chocolate. Wait a few minutes and stir well until mixture is smooth and shiny. Reserve.

Preheat the oven to 180 º.
Grease well with butter and dust with flour two molds of 16 cm in diameter, line the bottom with parchment paper and grease again/ dust with flour.
Put the water to boil.
Wisk the eggs with the sugar.
Add the oil, then the water and stir well.
Add the chocolate, dissolve well.
Involve the flour and the baking powder.
Divide by the two prepared molds and bake about 25 minutes or until a toothpick comes out clean from the inside of the cakes.
Turn out onto parchment paper and let cool completely.

When the cakes are cold and the ganache got some consistency, place one cake on serving plate. With a spatula, spread some ganache and place the other cake on top. Cover the entire cake with the ganache and 'glue' the biscuits to the cake, all the way around, alternating flavors, if you use two different chocolates biscuits. Finish with smarties on top and a matching bow tie.



15
Mai13

Cupcakes de Lilliput // Cupcakes from Lilliput.


Gosto muito da combinação laranja & chocolate.
Gosto muito de lemon curd.
Não gosto nada de orange curd...

Mas gostava de gostar, porque estes cupcakes lilliputianos ficaram lindos e foram aprovados com distinção pelo provador-mor cá de casa.

A ideia de fazê-los surgiu no dia em que conheci a querida Mª João Clavel, do Clavel's Cook.
Já nos falávamos via facebook há algum tempo, descobrimos que morávamos perto e conhecíamos pessoas em comum, e um dia decidimos ir tomar um café. O encontro foi aqui, um espaço giro e com atendimento simpático e muitas coisas boas nas vitrines, incluindo uns docinhos parecidos com estes, engenhosamente feitos a partir de uma caixinha de chocolate frisado e vários recheios.

Nunca mais me saíram da cabeça. E como adoro chocolate e laranja, resolvi dar uma segunda hipótese ao orange curd. Mas, decididamente, há ali qualquer coisa incompatível com as minhas papilas gustativas.

Quem não apreciar, como eu, coalhada de laranja (julgo ser este o nome português para este creme), não desanime: já estou a imaginar estas caixinhas de chocolate recheadas com mousse, ganache, polpa fresca de fruta, creme pasteleiro aromatizado, e até minibolas de gelado... encarem este post apenas como uma sugestão!

E por falar em sugestão, no final do post deixo-vos mais uma: um evento de cozinha saudável, com palestra e cooking lesson, a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro. Será no Porto, no dia 25 de Maio. Informações e inscrições aqui!

//


I love the combination of chocolate & orange.
I really like lemon curd.
I do not like orange curd ...

I'd love to love it, because these Lilliputians cupcakes were beautiful and passed with distinction by my husband's demanding taste.

I came up with the idea of making them on the day I met dear Maria João Clavel, from Clavel's Cook. We were talking via facebook for some time, we discovered that we lived nearby and knew people in common, and one day we decided to go for a coffee in here - a very nice space with courteous service and many good things in the windows, including some sweets like these, ingeniously made ??from little chocolate cases and various fillings.

Since them, they never left my head. And once I love chocolate and orange, I decided to give a second chance to orange curd. But, definitely, is there anything incompatible with my taste buds.

Who don't enjoy, like me, 'coalhada de laranja' (I believe this is the Portuguese name for this kind of custard), do not be discouraged: I'm already imagining these boxes stuffed with chocolate mousse, ganache, fresh pulp of fruit, flavored custards, and even ice cream ... Look upon this post just as a suggestion!

And speaking of suggestions, at the end of the post I make one more: an event on healthy cooking, with a lecture and a cooking lesson, in favor of the 'Portuguese League Against Cancer'. It will take place in Porto, on May 25th. Informations here!

Microcupcakes de chocolate e laranja

Para cerca de 16

16 caixinhas de chocolate frisado*
1 dose de orange curd ou outro recheio a gosto
Saco e bico pasteleiro em forma de estrela

Orange curd:
Raspa de 1 laranja
150 ml de sumo de laranja
1/2 chávena de açúcar
2 ovos
1 colher de chá de amido de milho (Maizena)
45 g de manteiga ou margarina

Leve ao lume num tacho todos os ingredientes bem misturados, excepto a Maizena e a manteiga.
Mexa sempre até começar a ficar mais espesso (cerca de 10/15 minutos). Retire uma colher de sopa do creme do tacho para uma tacinha e junte-lhe a colher de chá de Maizena. Desfaça bem a farinha no creme e verta de novo para a panela. Continue a mexer até engrossar (uns cinco minutos). Retire do lume e junte a manteiga partida em pedaços. Mexa até a manteiga estar bem derretida e dissolvida. Verta para um frasco, deixe arrefecer, e guarde no frigorífico pelo menos 12 horas antes de usar.

Disponha as caixinhas de chocolate num prato, encha o saco pasteleiro com o creme e recheie. Guarde-as no frigorífico se não forem para servir de imediato.

*Tomei o atalho e comprei-as aqui. Mas também pode fazê-las em casa: derreta chocolate, encha com este forminhas frisadas de silicone e retire de imediato o excesso, ficando apenas o fundo e as laterais das forminhas revestidos a chocolate. Leve a secar ao frigorífico e repita a operação para tornar as caixinhas de chocolate mais resistentes. Deixe secar novamente e descole as forminhas de silicone com cuidado.

//


Chocolate and orange microcupcakes

For about 16

16 little chocolate cases *
1 batch of orange curd or other filling
Pastry bag and star-shaped tip 

Orange curd:
Zest of 1 orange
150 ml of orange juice
1/2 cup of sugar
2 eggs
1 teaspoon cornstarch
45 g of butter or margarine

In a saucepan, mix well all the ingredients, except cornstarch and butter, and cook them over medium heat, stirring constantly until it starts to get thick (about 10/15 minutes). Take a tablespoon of the curd into a little bowl and add the teaspoon of cornstarch, giving it a good stir. Pour this mixture into the pan again and keep stirring until thickened (about five minutes). Remove from the heat and add the butter in small pieces. Stir until the butter is well melted and dissolved. Pour into a jar, let cool and store in the fridge at least 12 hours before use.

Arrange the little chocolate cases on a serving plate, fill the pastry bag with the orange curd and fill the chocolate cases with it. Keep them in the fridge if not serving immediately.

* I took a shortcut and bought them here. But they can also be made at home: melt dark chocolate, fill little silicone cases with the melted chocolate and immediately remove the excess, leaving only the bottom and the sides of the cases coated. Let dry in the fridge and repeat with more melted chocolate to thicken the chocolate case. When dried, remove the silicon case carefully.





16
Abr13

Veg Pops!




Parece que a Primavera finalmente se dignou a aparecer. Viva!
Este é o tempo das festas. Há imensos aniversários de crianças nesta altura (pelo menos para os meus lados) e tenho andado a experimentar umas guloseimas mais saudáveis.
Depois das bolachas lollipop, dos cake pops e dos fruit pops (em que a banana é a rainha e o morango é o rei), achei que estava na hora dos veg pops!
São muito fáceis de fazer e contribuem para uma mesa de doces mais variada.
Neste caso usei só cenoura, mas um dia ainda vou experimentar com nabo e pastinaca, por exemplo...
Mais ideias de legumes que se possam utilizar?

//

It seems that spring is finally here. Oh yeah!
In this time of the year there are a lot of kids celebrating their birthday (at least around me),
and I've been testing some healthier treats.
After the lollipop cookies, the cake pops and the fruit pops (where the banana is the queen and the strawberry is the king), I thought it was time for veg pops!
They are very easy to make and add variety to a party table.
I used only carrots, but one day I'll try with turnips and parsnips, for example ... 
More ideas of vegetables that could be used?








































Pops de cenoura e chocolate

(cerca de 10)

1 cenoura grande
60 g de chocolate preto ou de culinária
Sprinkles, smarties mini, frutos secos picados, muesli ou outros toppings a gosto
Palitos de espetada

Levar ao lume um tachinho com água.
Lavar bem a cenoura e descascá-la.
Cortar em rodelas com cerca 1 cm de espessura.
Quando a água começar a ferver, introduzir as rodelas de cenoura e deixar cozinhar por 3 minutos.
Retirar e secar com papel de cozinha.
Derreter o chocolate e colocar num copo ou recipiente relativamente estreito e alto (mas que dê para mergulhar a rodela de cenoura)
Cortar a pontinha mais fina dos palitos (para proteger as crianças) e espetar um palito em cada rodela, mais ou menos até meio.
Mergulhar no chocolate, salpicar com os toppings escolhidos e deixar secar ao baixo (sobre uma rede por exemplo).

//

Carrot and chocolate Pops

(about 10)

1 large carrot
60 g dark chocolate
Sprinkles, mini smarties, chopped nuts, granola or other toppings
Kebab sticks

Bring water to a boil over medium heat.
Wash the carrot and peel it.
Cut into slices about 0,4 inches thick.
When the water starts boiling, place the sliced ??carrots and cook for 3 minutes.
Remove and dry the slices with kitchen paper.
Melt the chocolate and transfer it to a relatively narrow and tall glass or container  (but allowing to deep the slices of carrot).
Cut the thinner tip of the sticks (to protect children) and insert one in each carrot slice, roughly halfway. Dip in the melted chocolate, sprinkle with the chosen toppings and let dry, preferably on a rack.



Teresa Rebelo

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