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Lume Brando

02
Out13

Mercado de Sabores do Continente 2013


Há precisamente um ano, uma imensidão de borboletas irrequietas batiam as asas na minha barriga, por causa disto. Por estes dias, as borboletas voltaram: no próximo domingo, às 15h30, estarei de novo a apresentar uma receita no Mercado de Sabores do Continente/Porto.Come.
Um convite que me deixou muito feliz: apesar do nervosismo, sei que vai ser uma experiência fantástica!

E o que será que vou cozinhar? Só posso dizer que tem um ingrediente que eu adoro: limão!
Mas mais não digo, é surpresa!

Este ano, o Mercado de Sabores vai estar mais animado do que nunca, com os chefs famosos a cozinhar na companhia de músicos: cinco duplas improváveis, em showcookings cheios de ritmo e sabor. Mas para além dos cozinheiros profissionais, este ano o evento conta com uma dose reforçada de food bloggers. Vejam só quem vai fazer companhia ao Lume Brando: Le Passe Vite, Clavel's Cook, Chilli com TodosCinco Quartos de Laranja Ananás e Hortelã.
Isto promete, certo?

E para além das cozinhas - este ano são duas com showcookings non-stop - não vão faltar os produtores nacionais com os mais variados legumes, frutas, queijos, enchidos e vinhos, entre outros produtos, que podem ser provados e comprados ali mesmo, e actividades pensadas para os mais novos. Tudo na Alfândega do Porto, de 4 a 6 de outubro, ou seja, já no próximo fim-de-semana! Saiba mais aquiaqui.

Uma autêntica maratona de coisas boas, que queremos partilhar com os fãs do Lume Brando: temos por isso 10 convites duplos para oferecer!

As primeiras 10 pessoas que responderem correctamente à pergunta que se segue, através de comentário a este post, recebem um convite duplo para um dia do evento à sua escolha!

E a pergunta é:

Com que chef de cozinha irá fazer dupla o músico Miguel Araújo?

Sejam rápidos! Boa sorte!

(os autores dos 10 primeiros comentários com a resposta correcta devem enviar mail para lumebrandoblog@gmail.com com nome completo, nº BI ou CC e dia a que pretende ir ao evento).


05
Jul13

No país dos gelados, parte II. // In ice cream land, part II.

 

























































A primeira paragem desta minha curta viagem a Itália foi Bérgamo, a pequena cidade do norte onde nasceu a polenta, e que fica apenas a 50 km de Milão.
É a cidade mais próxima da sede da empresa onde o G. trabalha e por isso muito dos seus colegas italianos são daqui. Alguns já se tornaram amigos e foi um verdadeiro luxo sermos guiados pela cidade por verdadeiros bergamascos, que a conhecem tão bem.

Passeámos pelas duas grandes zonas de Bérgamo: a 'cidade alta', com os seus monumentos medievais, praças e ruelas pitorescas, e a 'cidade baixa', mais cosmopolita, onde se situava o nosso simpático B&B.
Gostei da cidade: tranquila, limpa, onde é fácil encontrar gente atenciosa e boa comida (estamos em Itália, certo?).

De facto, foi aqui que fizemos as duas melhores refeições deste fim-de-semana comprido.
A primeira foi um jantar no restaurante Casanova, especializado em peixe e que apresenta imensos pratos com este ingrediente em cru (e não é que gostei? Digamos que achei o cru de inspiração mediterrânica bem diferente do cru oriental...).
Carpaccio de atum com burratina e molho pesto, gambas (cruas) da Sicília com ravioli de porcini e bacalhau da islândia cozido a baixa temperatura, foram algumas das coisas boas que vieram para a mesa, num jantar acompanhado por diversos tipos de espumante de uma cave italiana, que nessa noite dava a conhecer os seus produtos.
Foi um jantar tão delicioso quanto divertido, com dois casais amigos italianos, que no final me apresentaram ao talentoso chef Daniele Casanova (grazie Marco, Valentina, Ivan e Marina).

Para o dia seguinte, estava marcada a outra grande aventura gastronómica desta viagem: um almoço no Da Vittorio, considerado um dos melhores restaurantes de Itália e detentor de três estrelas Michelin (calma, não somos loucos nem milionários: o menu de degustação estava em promoção!).
Serviço impecável, pratos que pareciam obras de arte, muitas texturas e sabores para descobrir, com destaque para a esferificação de ginseng com pó de ouro, incluída na sobremesa.
Foi uma experiência memorável, a vários níveis, mas confesso que gostar, gostar, gosto de comida descomplicada, num ambiente menos clássico e mais descontraído.

Agora fica apenas a faltar uma 'mini-foto-reportagem' sobre a nossa passagem por Pádua, à ida e à vinda de Veneza.

E enquanto faço os posts sobre esta escapadinha, mais vontade ganho de voltar a Itália sem demora. Quero voltar a sentir no ar aquela língua cantada deliciosa, quero provar tudo aquilo que desta vez não consegui, quero consolar a vista com as paisagens do meu imaginário (o Lago Como desde que vi o "Amor à beira do Lago"; o litoral; a Toscânia rural; o sul), quero em Roma ser romana.

Italia, aspettami...

//


The first stop of these short trip to Italy was Bergamo, a small town on the north (the 'birthplace' of polenta), 50 km away from Milan.
It is the closest town to the headquarters of the company where G. works, so many of his Italian fellows  live here. Some have become friends and it was a real luxury to be guided around the city by real bergamascos who know it so well.

We walked through the two major areas of Bergamo: the upper town, with its medieval monuments, picturesque squares and old alleys, and the 'lower city', more cosmopolitan, and where was our friendly B & B.
I liked the city: quiet, clean, where is easy to find nice people and good food (we are in Italy, right?).

In fact, it was here that we had the two best meals of this long weekend.
The first was a dinner at Casanova restaurant, specialized in fish and presenting a lot of raw fish dishes (which, surprisingly, I loved. Let's say that the Mediterranean-inspired raw is very different from the oriental raw ...).
Tuna Carpaccio with burratina and pesto, (raw) Sicilian prawns with porcini ravioli, and Iceland cod cooked at low temperature, were some of the good things that came to the table for a great dinner that was accompanied by various types of sparkling wine from an Italian cellar, which was making a degustation of their products that night.
We had a lot of fun in this delicious dinner, in the company of two Italian couples, who at the end made me meet the talented chef Daniele Casanova (grazie Marco, Valentina, Ivan and Marina).

For the next day was scheduled another great culinary adventure: lunch at Da Vittorio, considered one of the best restaurants in Italy and home of three Michelin stars (keep calm, we are not crazy or millionaires: the degustation menu was on sale!).
Faultless service, dishes that looked like art, many textures and flavors to discover, especially the ginseng spherification with real gold powder, included in the dessert.
It was a memorable experience at various levels, but I confess that I prefer uncomplicated good food, in a less classical and more relaxed atmosphere.

Now is just missing a 'mini-photo-report' on our passage through Padua, when we was going to (and coming from) Venice.

And while I write the posts on this escapade, my desire to go back to Italy soon gets stronger.
I want to feel in the air that delicious language again, I want to taste everything this time I couldn't, I want to fulfil my view with the landscapes I have in my head since I was young (Lake Como, since I saw 'A month by the lake'; the coast; the rural Tuscany; the south), I want to be Roman in Rome.

Italia, aspettami...

05
Jun13

Todos os dias são dias de sopa.// Every day is soup day.


























Atualização: já depois de publicado o post, resolvi confirmar com o Dr. Bruno Maia as dicas para uma boa sopa, uma vez que na altura não apontei e escrevi de cabeça. Já corrigi e completei!

Aqui por casa há sempre (ou quase sempre) sopa, nem que seja no congelador, pronta a usar num dia mais apressado. Mas normalmente ela é feita a pensar nos piratas e, para evitar birras e contratempos ao jantar, confesso que não inovo muito.

No evento "Uma cozinha pela vida", de que vos falei no post anterior, o Dr. Bruno Maia, nutricionista, disse-nos que numa sopa equilibrada deveriam constar porções de cinco subtipos de legumes/alimentos: "folhosos" (couve lombarda, couve-coração, espinafres, agrião...), "verdes" (brócolos, feijão-verde...), "brancos" (cebola, alho-francês, alho...), "com cor" (cenoura, abóbora, beterraba...) e "outros" (batata, ervilhas, favas, feijão, ou seja, leguminosas, cereais ou tubérculos), referindo que estes últimos são especialmente importantes se a refeição for só sopa. Fiquei contente porque a maior parte das minhas sopas seguem esta regra, ainda que às vezes, com a ânsia de as encher de nutrientes, exagere nas misturas, mas segundo o Dr. Bruno Maia, a ideia é colocar um só alimento de cada grupo!

Esta que vos trago hoje é uma sopa diferente. E se todos os dias são dias de sopa, esta sopa não é para todos os dias. É a minha versão da deliciosa sopa de tomate com ovo e enchidos que preparámos e comemos no workshop da Bonsalt. Segui de muito perto a receita, mas simplifiquei em alguns aspectos.
Os miúdos adoraram, disseram que era "pizza de beber"!
Acho que já posso começar a fazer umas sopas diferentes....

Já agora, para verem o vídeo sobre o fantástico fim-de-semana proporcionado pela Bonsalt, é só clicar aqui.

//


Here at home there is always (or almost always) soup, even if it's in the freezer, ready to use in a busy day. Usually I cook soup thinking of my little pirates and to avoid tantrums at dinner, I confess I do not change a lot.

At the event "Uma cozinha pela vida", Dr. Bruno Maia, nutritionist, told us that a balanced soup should contain portions of five types of vegetables/foods: "leafy" (like cabbage ...), "green" (broccoli, watercress ...), "white" (potatoes, onions ...), "other color" (carrots, squash ...) and leguminous (peas, beans ...). I was glad because most of my soups follow this rule, although sometimes, with the urge of loading it with nutrients, I end up exaggerating the mix...

The one I bring you today is a different soup. And if all days are days of soup, this soup is not for every day. It's my version of the delicious tomato soup with egg and chorizo that we prepared and ate at the Bonsalt workshop. I followed the recipe closely, but simplified some steps.
The kids loved it. They said they were drinking "pizza"!
This tell me that I can start testing some different soups ...

To watch the Bonsalt video about the fabulous weekend and workshop, click here.



Sopa de tomate com ovo, chouriço e cubos de pão
Para 4/5 pessoas

1 kg de tomate maduro (pesado depois de pelado)
1 cebola grande às rodelas
2 dentes de alho laminados
1 folha de louro
1/2 chouriço de qualidade
2 ovos
2 fatias de pão rústico duro, tipo alentejano, para fazer os croutons
Azeite
Orégãos
Pimenta preta
Sal ou Bonsalt (sal sem sódio, indicado sobretudo para hipertensos)

Numa panela, alourar a cebola e o alho num bom fundo de azeite, juntamente com uma folha de louro e uma rodela generosa de chouriço.
Quando a cebola estiver a ficar translúcida e dourada, junte o tomate sem pele e partido aos pedaços (como usei a Bimby para triturar, deixei ficar as sementes). Deixe cozinhar até o tomate ficar desfeito, cerca de 15 minutos. Retirar o pedaço de chouriço e o louro, temperar com Bonsalt, ou sal, e pimenta preta acabada de moer. Triturar e provar. Rectificar os temperos e se necessário juntar uma pitada de açúcar. Se achar que está demasiado espessa, junte um pouco de água e deixe levantar fervura novamente. Rectifique os temperos se necessário.

Enquanto o tomate cozinha, pode aproveitar para cozer os ovos. Descasque-os, deixe arrefecê-los e pique-os. Pelo meio, retire a pele ao chouriço e parta-o em pedacinhos pequenos, levando-os ao lume numa frigideira anti-aderente até ficarem crocantes, retire-os e reserve-os sobre papel absorvente. Para os croutons, parta o pão aos cubos e leve-os a saltear numa frigideira anti-aderente com um fio de azeite.

Sirva a sopa em taças, salpicada com o ovo cozido picado, os cubos de pão, os pedacinhos de chouriço crocante e os orégãos.

//


Tomato soup with egg, chorizo ??and croutons
For 4/5

1 kg of ripe tomatoes (weight after peeling)
1 large onion peeled and sliced
2 cloves of garlic sliced
1 bay leaf
1/2 chorizo of good quality
2 eggs
2 slices of rustic bread slices, to make the croutons
olive oil
oregano
black pepper
Salt or Bonsalt

In a pan, cook the onion and garlic in olive oil, along with a bay leaf and a generous slice of chorizo??.
When the onion is getting clear and golden, add the tomatoes broken into chunks (as I used Thermomix to blend, I let the seeds). Let cook about 15 minutes. Remove the chorizo chunk ??and the bay leaf, season with Bonsalt, or salt, and freshly ground black pepper. Use a food processor to blend this mixture. Taste and rectify the seasoning. If necessary, add a pinch of sugar. If you think the soup is too thick, add a little water and bring to the boil again. Rectify the seasoning if necessary.

While the tomato is cooking, you can boil the eggs and prepare the chorizo and bread toppings. Peel the eggs after boiled, leave them to cool and chop them. Remove the chorizo skin ??and cut it into small pieces, taking them to a non-stick pan until crispy, remove them and set aside over paper towels.
For the croutons, cut the bread into cubes and take them with a little olive oil to a non-stick pan, until golden and crispy.

Serve the soup in bowls, sprinkled with chopped boiled egg, croutons, the bits of crispy chorizo ??and oregano.



29
Mai13

Um crumble diferente para um evento especial.








































Os últimos dias (e a bem dizer as últimas semanas) têm sido bastante intensos por aqui.
Preparar workshops, dar workshops (e dar entrevistas...), desafios inesperados e algumas encomendas pelo meio.
O blog tem andado por isso parado, mas hoje tinha mesmo de vos trazer um post em modo de reportagem e uma receita especial.

Realizou-se no sábado passado o evento de que vos falei a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. "Uma cozinha pela vida" inseriu-se na iniciativa da Liga "Um dia pela Vida" e foi magistralmente delineado pela Mª João do Clavel's Cook, que convidou o Lume Brando para parceiro desta aventura.
Foi uma honra para mim participar e foi muito reconfortante chegar ao fim cansada, mas sentir toda a plateia entusiasmada e satisfeita.

A palestra do Dr. Bruno Maia, nutricionista e médico (que gentilmente se juntou a esta causa e que no dia aceitou de forma divertida ser nosso ajudante de cozinha) foi muito, muito interessante e reteve a atenção dos participantes, que puderam fazer perguntas e esclarecer diversas dúvidas.

A cooking lesson da Mª João foi deliciosa e pro como ela é, encantou todos os presentes: dos cogumelos à limonada de bagas goji, passando pelos brócolos salteados com amendoins, só se ouvia "Mmmmm.... que bom"!

Depois dos salgados, chegou a hora dos doces com pouco açúcar: crepes que levam azeite com frutos vermelhos, crumble natura e batido de anona (este último não pôde ser provado em todo o seu esplendor, pois as únicas anonas que consegui encontrar já se encontravam num estado algo duvidoso, o que foi uma pena, porque o batido com anona fresca e madura fica mesmo agradável e saboroso).
O crumble natura, adaptado de uma receita que vi no fantástico In the mood for food, fez imenso sucesso e é por isso a primeira receita de sábado a ter lugar aqui no blog.

Quero agradecer uma vez mais à Mª João por esta oportunidade, que para além de me ter permitido apoiar uma causa tão importante, obrigou-me a pesquisar e a aprender mais sobre hábitos alimentares saudáveis. Obrigada também a todos os que se quiseram juntar e contribuíram para o sucesso do evento: aos queridos participantes, à galeria 604 R/C, que cedeu o seu fantástico espaço, à Bonsalt, que forneceu o sal sem sódio especialmente indicado para hipertensos e ofereceu embalagens aos participantes, à Floresta Viva, que contribuiu com deliciosos cogumelos biológicos shitake, à Sabor da Fruta, que forneceu quase todos os legumes e frutas e, finalmente, à DeBorla, que ofereceu à Liga todos os utensílios de cozinha que utilizámos. Um agradecimento especial à Marta e ao Marlon Ayres pela cobertura fotográfica e audiovisual, que irá ajudar a perpetuar na nossa memória este evento tão especial, para não falar que sem as suas imagens este post não seria a mesma coisa.

Para ler o relato da Mª João Clavel sobre o evento é aqui.

E agora, toca a preparar os workshops para o Cozinha de Blogs!

PS: excepcionalmente, este post não foi traduzido para inglês.




























Crumble Natura
(adaptado daqui)

Para cerca de 6 taças pequenas

10 peças defruta não muito grandes (ex.: pêssegos e bananas)
75 g de nozes
75 g de amêndoas com pele
Cerca de 15 tâmaras secas s/ caroço
Canela em pó qb
2 colheresde sopa de mel ou a gosto
Sumo de 1 laranja pequena
2 iogurtes tipo grego naturais sem açúcar
Chocolatepreto para decorar

Levar atostar as amêndoas numa frigideira anti-aderente.
Num processador de cozinha, colocar as amêndoas tostadas e arrefecidas, as nozes e as tâmarasdescaroçadas e triturar em pedaços grossos (não triturar demasiado), até ficar com o aspecto de um crumble.
Passarpara uma taça, juntar a canela e o mel.
Lavar, descascare cortar a fruta em pequenos pedaços.
Regar com o sumo de laranja.
Triturar metade da fruta até ficar em puré e dividir pelas taças.
Colocar por cima fruta em pedaços ecobrir com o crumble. Servir com uma colherada de iogurte e raspas de chocolate preto.


17
Mai13

No Food Revolution Day, um sal e um workshop diferentes. // Another kind of salt and workshop.

 























































Hoje é o Food Revolution Day, criado pelo enérgico Jamie Oliver para consciencializar para a necessidade de criação de hábitos alimentares mais saudáveis, que combatam e previnam a obesidade e os riscos que lhe estão associados.
E ainda que este projecto tenha nascido da experiência de Jamie nas escolas de Inglaterra e dos Estados Unidos, a verdade é que um pouco por todo o mundo, incluindo Portugal, o número de adultos e crianças com excesso de peso é cada vez maior e por isso este movimento tem assumido contornos cada vez mais globais.

De uma forma mais discreta, o Bonsalt - sal sem sódio indicado sobretudo para quem sofre de hipertensão (problema muitas vezes associado à obesidade), tem também vindo a fazer a sua food revolution.
Até porque pode ser usado com carácter preventivo, por todos os que se preocupam com a sua saúde, mas não querem abdicar do sabor da comida.

No fim-de-semana passado, pude conhecer melhor o Bonsalt: foi num workshop que a marca organizou no charmoso Cooking and Nature Hotel e onde sete food bloggers tagarelas, uma blogger nutricionista e respetivos acompanhantes, cozinharam o seu próprio jantar, sob as indicações da equipa do restaurante do hotel.

E que divertido que foi! Do menu constava uma sopa de tomate maravilhosa, um naco de vitela com espetadas de batatinhas e tomate cereja e panquecas com gelado de morango, sempre com a presença do Bonsalt, que se usa tal e qual o sal normal.

Uma experiência memorável, à qual não foi alheio o local escolhido: situado em pleno Parque Natural das Serras D'aire e Candeeiros, o Cooking and Nature apresenta ele próprio um conceito de hotel diferente, onde o restaurante está por conta dos hóspedes: depois de escolhido o menu, a equipa do hotel prepara os ingredientes e os utensílios, e os hóspedes ficam apenas com a melhor parte: o prazer de cozinhar e comer num espaço tão bonito que apetece que fosse a nossa casa.

Mas o bom gosto e o conforto não se esgotam na cozinha: todo o hotel é feito de detalhes surpreendentes. Os quartos têm todos um tema diferente, mas todos com uma vista agradável sobre a natureza. O nosso foi o Curiosity, e só quando me vinha embora reparei no gnomo, que espreitava no fundo de uma parede por uma espécie de buraco da fechadura!

Obrigada Bonsalt por esta oportunidade, e obrigada a estas meninas pela agradável companhia:

Ananás e Hortelã
Frango do Campo
Hoje para jantar...
Marmita
O Essencial é invisível aos olhos
Tapas na Língua
Nitrucionista

PS: a foto em que apareço a cozinhar foi tirada pela Vera do blog "Hoje para jantar...". Obrigada!

//


Today's Food Revolution Day, created by the unstoppable Jamie Oliver to raise awareness for healthier eating habits, to fight and prevent obesity and the risks associated therewith.
And even though this project was born from the experience of Jamie in the schools of England and the United States, the truth is that all over the world, including Portugal, the number of adults and children who are overweight is increasing giving this movement global contours.

In a more discreet and gradual way, Bonsalt - a salt without sodium, mainly indicated for those suffering from hypertension (problem often associated with obesity), has also been making its own food revolution. By the way, this salt can also be used preventively, by all who care about their health, but do not want to give up the taste of the food.

Last weekend, I got to know better Bonsalt, in a workshop hosted in the charming Cooking and Nature Hotel, where seven babblers food bloggers, a nutrition blogger and respective companions, cooked their own dinner under the directions of the hotel team.

And how fun it was! The menu consisted in a wonderful tomato soup, veal steak with potatoes and cherry tomatoes kebabs, and pancakes with strawberry ice cream, always with the presence of Bonsalt, which is used just like the normal salt.

A memorable experience, which was not unconnected with the chosen location: situated in the Natural Park of Serras D'aire e Candeeiros, the Cooking and Nature presents itself as different concept hotel, where the restaurant is on guests' account: after chosen the menu, the hotel staff prepares all the ingredients and utensils and guests only get the best part: the pleasure of cooking and eating in a space so beautiful as you'd like your home to be.

But the good taste and comfort do not end in the kitchen: the entire hotel is made of amazing details. The rooms all have a different theme, but they all offer a nice view on the nature surroundings. Ours was Curiosity, and only when I was coming out I noticed the dwarf lurking by a kind of keyhole in the wall!

Thanks to Bonsalt for this great opportunity, and thanks to these girls for the pleasant company:

Ananás e Hortelã
Frango do Campo
Hoje para jantar...
Marmita
O Essencial é invisível aos olhos
Tapas na Língua
Nitrucionista

PS: the picture where I'm cooking was taken by Vera from "Hoje para jantar ...". Thank you!

10
Out12

O show cooking e o creme gelado de castanha.














O convite para fazer um show cooking no Porto.Come/ Mercado de Sabores do Continente, de que falei no post anterior e que aconteceu no passado sábado, na Alfândega do Porto, trouxe-me várias coisas boas, para além do momento em si.

Com esse desafio nas mãos e uma vez que o tema eram "os sabores de sempre", decidi finalmente explorar o caderno de receitas que a minha mãe guarda ainda do tempo de solteira, de um curso para futuras donas de casa (sim, no princípio dos anos 60 essa escola existia e chamava-se Obra das Mães).

E que boas receitas, caligrafadas, estão naquele caderninho, do qual agora serei guardiã (pelo menos enquanto a minha mãe não se lembrar de pedi-lo de volta).
Um dos meus objetivos para os próximos tempos, ao estilo Julie Powell, é ir experimentando-as e dar conta aqui do resultado. Duas já foram testadas: o creme gelado de castanha que apresentei no show cooking, e cuja receita segue mais abaixo, e uma torta de maçã deliciosa que também merece um post, assim que a voltar a fazer.

Castanha, maçã, marmelo... nos dias que antecederam o show cooking fiz algumas experiências com estes frutos, pois queria levar algo próprio desta época. E queria que fosse uma sobremesa ou algo doce, uma vez que é o que mais aparece por aqui.

Quando experimentei pela primeira vez esta espécie de gelado, soube que tinha encontrado a receita.
Fiz alguns ajustes ao molho de chocolate e andei à voltas para escolher um topping crocante, até decidir que as nozes ficavam perfeitas.

Depois, resolvi apresentar também este biscoitos, que eu adoro, uma vez que há ingredientes comuns a ambas as receitas.

Eram então estes os sabores que esperavam o público na Praça das Experiências do Porto.Come/ Mercado de Sabores do Continente, às nove da noite do dia 6 de Outubro. Um público que se mostrou bastante mais numeroso do que eu estava à espera.

Apesar de algum nervosismo, acho que correu bem. Senti-me muito confortável daquele lado (mais do que alguma vez havia imaginado) e adorei poder partilhar de uma forma diferente esta minha paixão pela cozinha. Estava muito feliz e acho que isso se nota nas fotos.

Claro que tive umas brancas pelo meio, demorei imenso tempo a destacar as bolachas das folhas de obreia e julgo que me esqueci de dizer que a manteiga para o creme gelado era SEM sal.

Mesmo assim, os cerca de sessenta minutos que ali estive pareceram-me mágicos. E houve uma série de pessoas que contribuíram para isso:

- as minhas 'cobaias', família e amigos, que provam aquilo que faço e me dizem sem rodeios o que pode ser melhorado;
- os comentários e as mensagens de apoio e incentivo que fui recebendo no blog e no facebook;
- o público simpático e interessado (e a presença de muitas caras minhas conhecidas);
- a organização do evento, nomeadamente na pessoa da Rita Sousa, que foi de uma amabilidade e profissionalismo exemplares;
- o Pedro e o Rafael, os assistentes da Escola de Hotelaria do Porto que me foram destinados e que estiveram fantásticos;
- a Chef Justa Nobre, com quem meti conversa umas horas antes (há uns anos não teria tido lata para tal - nem coragem para aceitar o convite, digamos a verdade - mas acho que a idade nos deixa menos envergonhados) e que me aconselhou, com aquele seu registo simples e algo maternal, a relaxar e a improvisar se algo não corresse tão bem;
- e, por último, a Isabel, ou a Laranjinha, do Cinco Quartos de Laranja (e o seu R.): ter sido convidada para o evento já foi muito bom; mas ter sido convidada para um evento que contou com uma das food bloggers portuguesas que mais admiro, foi extraordinário. Apesar de termos tido pouco tempo para conversar, aquele bocadinho foi muito especial. E poder assistir ao seu show cooking antes de ser eu a colocar o avental, foi absolutamente inspirador. Podem ver detalhes da sua participação aqui.

Obrigada a todos (incluindo os amigos 'fotógrafos').

Finalmente, a receita:




































































































Creme gelado de castanha com molho de chocolate e café

250 g de miolo de castanha
(frescas ou congeladas: se usar frescas é preciso cerca de 500 g para obter 250 g de miolo)
230 g de açúcar
200 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
6 gemas à temperatura ambiente
Leite qb

150 g de chocolate de culinária
75 ml de café expresso
75 ml de água

Nozes picadas para decorar

Cozer as castanhas, cobrindo-as com leite, até estarem bem macias.
Se usar castanhas da época, retire-lhes um pouco de casca e pele com uma faca antes de levar a cozer (para não rebentarem); após a cozedura reserve o leite que sobrou e retire as cascas e as peles às castanhas.
Triturar bem as castanhas juntamente com o leite da cozedura (este deve ser apenas o suficiente para ligar o puré de castanha: se achar que sobrou muito leite vá juntando aos poucos enquanto tritura; se achar que sobrou pouco, junte mais leite).
Juntar ao puré de castanha as gemas previamente desfeitas, o açúcar e a manteiga. Mexer bem e bater com a batedeira eléctrica (de preferência com braço) cerca de 20 minutos numa velocidade média-alta.
Se usar a Bimby, programe 10 minutos, com a borboleta, na velocidade 3,5 ou 4.
Tem de se obter um preparado muito uniforme, brilhante e cremoso e com um tom acastanhado.
Verter para uma caixa de plástico ou pirex com tampa e levar ao congelador idealmente 24 horas antes de servir.

Para o molho:

Levar ao lume em banho-maria (ou então usar o microondas), o chocolate partido em pedaços com a água e o café frio ou morno.
Não mexer até o chocolate estar derretido. Assim que estiver, retirar do lume e mexer bem com um batedor de varas. Está pronto a servir.

Para servir:

Retirar com antecedência do congelador (15-30 minutos, dependendo do tempo de congelação e da temperatura ambiente), e com uma colher de gelado retirar a dose pretendida para uma taça; verter um bom fio do molho de chocolate e terminar com as nozes picadas.

Algumas notas:

- Também se pode levar a congelar numa forma tipo 'bolo inglês' forrada com película aderente: quando for servir, retire com alguma antecedência do congelador, desenforme para um prato e sirva com o molho e as nozes à parte.

- O molho poder ser adaptado ao gosto de cada um, com aquela proporção de líquidos para a quantidade de chocolate; neste caso podemos usar, por exemplo, apenas 150 ml de água ou 100 ml de água e 50 ml de café...

- Se for consumir o gelado gradualmente, adapte a quantidade de molho, fazendo este no momento de servir (pode, no entanto, ser feito com alguma antecedência e ser depois aquecido).

Teresa Rebelo

foto do autor

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