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Lume Brando

01
Mar18

O coração da casa [e uma receita de pão de banana e chocolate]

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Há alguns anos, quando estávamos a vender a nossa primeira casa e à procura desta, um dos vendedores imobiliários com quem falámos disse-nos que a divisão que mais peso tinha na decisão dos compradores era a cozinha. Não sei se será mesmo assim, mas o certo é que este é um espaço com um papel central na nossa vida diária e onde passamos muito do nosso tempo, por muito pouco que gostemos ou possamos cozinhar.

 

No caso desta casa, a cozinha original não era nada de especial, mas tinha uma grande qualidade: a dimensão. Era uma cozinha grande, à semelhança de todas as divisões da casa, aliás, foram as áreas dos espaços e a localização central que nos levaram a escolher este apartamento. Uma cozinha ampla, para alguém que gosta de cozinhar e que coleciona loiça, tachos, e gadgets culinários diversos, faz toda a diferença.

 

Acontece que, de facto, a cozinha não era nada de especial. Não nos identificávamos com o chão, nem com a bancada, nem com os azulejos (que pintámos de branco logo no início), nem com os armários da cor da madeira que se deterioraram com alguma rapidez. Isto, a somar à fraca qualidade do verniz do soalho da casa, que na sala ficou num estado lastimoso em três tempos, fez com que aos poucos fôssemos pensando numa remodelação.

 

Começámos a pensar nisso a sério em 2016, com a ajuda de um arquiteto. As obras começaram em 2017 e, como contei aqui, só este fevereiro é que ficaram prontas, após cinco meses a viver noutra casa. Desde sempre que a nossa ideia passava por unificar de alguma maneira a sala e a cozinha, porque como gosto muito de cozinhar e de receber, sentia que quando tinha convidados em casa, a parede entre a sala e a cozinha prejudicava o convívio.

 

Não queríamos propriamente um open space - até porque havia pilares que não permitiam essa solução, mas depois de muitas horas de Pinterest, o conceito da parede envidraçada deixou-nos completamente apaixonados e foi a partir daqui que o arquiteto trabalhou e desenhou todos os elementos, desde as novas portas aos armários que fizemos na sala. E como queríamos mais luz - o corredor da entrada era forrado a madeira na sua cor natural (como as portas e os roupeiros de toda a casa) e acabava por tornar o ambiente um pouco escuro - quisemos que o branco passasse a ser a cor dominante.

 

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Dizem que no fim de umas obras já se fazia tudo diferente, mas estranhamente (ainda) não sinto isso. Estou muito contente com o resultado, apesar de ainda ser necessário retificar alguns 'pormaiores' na pintura e ainda que faltem alguns detalhes de decoração, tanto na cozinha como na sala.

 

Agora tenho uma bancada de trabalho gigante - uma península, encostada ao painel envidraçado que separa a cozinha da sala - perfeita para esticar massa de pizza e para espalhar toda a parafernália que bolos e sobremesas mais sofisticados exijam. Mas ainda não é uma receita dessas, rebuscadas, que vos trago! Hoje é um apenas um simples pão de banana e chocolate, numa versão um pouco diferente das que já tinha aqui no blogue, e cujos links coloco no final do post.

 

Parte da farinha é de aveia, a gordura que leva é azeite e tem um topping crocante de chocolate e nozes. Uma delícia que distribuí por quatro formas pequenas, em vez de uma forma grande. Embrulhado em celofane e com um laçarote catita, é uma ótima opção para uma presente caseiro.

 

Deixo-vos com a receita, enquanto vou ali roubar uma fatia deste pão de banana e chocolate e derreto-me, uma vez mais, com a minha cozinha nova ❤️

 

Ah, para os mais curiosos: a cozinha é da empresa J.Dias (o tampo das bancadas é em Dekton, um material muito resistente ao calor, às manchas e aos riscos). O mosaico do chão é da Kerion e os azulejos são Primus vitória. Os eletrodomésticos são Siemens, todos da cozinha anterior: têm 12 anos e continuam impecáveis.

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PÃO DE BANANA E CHOCOLATE COM TOPPING CROCANTE

Para 1 bolo grande ou 4 bolos mais pequenos

 

1 chávena de farinha de trigo sem fermento

1 chávena de farinha de aveia integral (moí flocos de aveia integral na Bimby)

1/4 de chávena de açúcar amarelo

1 colher de chá de fermento em pó

1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 pitada de sal

70 g de chocolate negro

2 ovos L

2 bananas bem maduras

1/2 chávena de leite magro

1/4 de chávena de azeite

 

Para o topping crocante:

Uma mão cheia de nozes picadas

1/4 de chávena de açúcar amarelo

1 colher de sopa bem cheia de manteiga derretida

2 colheres de sopa de farinha ou flocos de aveia

30 g de chocolate negro

 

Ligue o forno nos 180º. Unte uma forma grande de bolo inglês ou quatro mais pequenas - se usar formas de cartão descartáveis não precisa de untar. As minhas tinham 19 cm de comprimento por 7 cm de largura.

Comece por preparar o topo crocante (o famoso streusel, para os anglo-americanos), misturando numa taça todos os ingredientes com os dedos, menos o chocolate, até obter uma espécie de areia. Pique 100 g de chocolate e junte a esta mistura cerca de 30 g, reservando o restante para a massa.

Noutra taça, desfaça as bananas e junte os restantes ingredientes líquidos. Noutra, junte todos os ingredientes  secos, à exceção do chocolate. Misture os secos, com cuidado, na mistura líquida e, por fim, envolva o restante chocolate picado.

Distribua pela(s) forma(s) e espalhe por cima o streusel. Leve a cozer entre cerca de 25 minutos (formas pequenas) e 45 minutos (forma grande). Vá espreitando e faça o teste do palito para se certificar de que está cozido.

 

Outros posts com receitas de banana bread:

21
Fev18

Home sweet home [e uma receita de cheesecake banoffee]

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Já me tinham avisado. Fazer obras pode ser um teste à tua sanidade mental. À tua resistência psicológica. À tua capacidade de relativizar as contrariedades.

 

A remodelação de parte do nosso apartamento obrigava-nos a sair de casa. Hall de entrada, sala, cozinha, lavandaria. Partes de parede para deixar abaixo, revestimentos de madeira para alterar, portas para substituir, armários para embutir, soalho para renovar. Cozinha nova do chão ao teto. Era impossível ficar em casa. Coisa para demorar dois meses, no máximo três. Palavra de empreiteiro.

 

Saímos no dia 6 de setembro, após esvaziarmos meia casa e enchermos os quartos de caixas e eletrodomésticos. Regressámos dia 11 de fevereiro.

Cinco meses depois.

Após várias datas adiadas.

Ainda com detalhes de pintura e carpintaria por terminar.

Com vários episódios caricatos pelo meio. Típico deste meio, dizem.

 

Tivemos a sorte de um irmão meu estar a viver perto de nós. Foi a solução mais prática. Apesar do espaço reduzido que iríamos ter e de outras limitações, os miúdos não precisavam de alterar (muito) as suas rotinas. E eu podia continuar a trabalhar a partir de minha casa, no escritório, apesar do pó.

 

Ao longo destes cinco meses houve altos e baixos. Alturas em que estava confiante de que as obras estavam a correr bem e a avançar e semanas em que não via uma única alteração e a única coisa que me apetecia fazer era bater com a cabeça na parede, depois de exaltadas discussões com o empreiteiro. Não passar o Natal em casa foi um momento crítico. Ver os miúdos começarem o segundo período sem as condições ideais de estudo e brincadeira foi complicado. Sobretudo para eles, que têm sido uns heróis. Uns bravos.

 

Até meados de dezembro ainda fui publicando no blogue. Mas a vontade foi diminuindo, fui desanimando. No final do ano decidi que só voltava a postar quando regressasse a casa. Quando tivesse de novo os meus tachos, as minhas loiças, o meu espaço. Sempre a pensar que seria em janeiro, mas os dias iam passando e havia sempre ‘encrencas’, para usar uma expressão do meu pai.

 

Nestes últimos meses dei por mim a pensar nas pessoas que deixam de ter casa – não temporariamente, não por vontade própria e por bons motivos, como eu – mas devido a catástrofes naturais ou a outras circunstâncias infelizes. Imagino o sofrimento que é. Lembrar-me dessas situações foi uma maneira de relativizar as pequenas chatices que estar fora de casa tanto tempo me trouxe.

 

A nossa casa, o nosso espaço, as nossas pequenas coisas: é incrível como esta é uma componente fundamental para o nosso equilíbrio. É algo que damos como adquirido e a sua falta deixa-nos desorientados. A sensação de que a nossa vida fica de alguma forma em suspenso. Não é bom.

 

Apesar deste desabafo, quero dizer-vos que, depois desta saga, e apesar dos percalços, estou muito feliz com a remodelação que fizemos. Com a nossa entrada, sala e cozinha novas. E por falar na cozinha, devo dizer que não tenho nada a apontar ao fabricante de cozinhas que escolhemos. A cozinha, no que respeita a armários e bancadas, foi feita por outra empresa, escolhida e encomendada diretamente por nós e não pelo empreiteiro. Cumpriram tudo e só não montaram a cozinha mais cedo porque o resto das obras estava atrasado. Pronto, reconheço: nem tudo correu mal. Só ainda não vos posso mostrá-la, porque houve uns percalços com os eletrodomésticos e as portas dos armários ainda não estão todas montadas.

 

Agora, com a cabeça ainda a digerir todo o processo das obras e da mudança - que deu uma trabalheira gigantesca - há que aproveitar ao máximo esta luz, este ambiente que tanto idealizámos. Uma atmosfera inspiradora para a nossa família e que espero de alguma forma conseguir transmitir-vos nos próximos posts. Prometo que vou tentar publicar receitas de forma mais regular e que vos vou mostrando alguns apontamentos da nova decoração.

 

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Para assinalar este regresso, partilho uma receita de cheesecake de Jamie Oliver, que vem no seu livro Five Ingredients, prenda de natal de uma prima querida. A primeira receita preparada na cozinha nova. A primeira receita fotografada na “casa nova”.

 

Achei o ponto de partida para este cheesecake gelado genial: a tarte banoffee. E de sabor, está mais do que aprovada, no entanto fico com dúvidas sobre a sua textura, pois é muito difícil fazer com que todo o cheesecake 'descongele' de forma uniforme. Ou seja, quando as laterais começam a derreter, o interior ainda está sólido, notando-se alguns cristais de gelo. Talvez experimente um dia destes uma versão com gelatina e sem ir ao congelador. O seu sabor delicioso merece essa oportunidade.

 

Quanto à decoração de chocolate, eu bem tentei fazer lascas grandes e bonitas como se vê neste vídeo, mas não consegui, por isso, derreti o chocolate, espalhei-o sobre papel vegetal numa camada relativamente fina e levei ao frigorífico para endurecer. Depois, parti-o grosseiramente, espalhei-o pelo cheesecake e polvilhei com cacau em pó (e fiquei com vontade de decorar um bolo com estes pequenos estilhaços de chocolate!)

 

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CHEESECAKE BANOFFEE GELADO

Ligeiramente adaptado do livro ‘Five Ingredients’, de Jamie Oliver

 

150 g de chocolate negro

300 g de bolachas de aveia

7 bananas maduras

225 g de leite condensado cozido

500 g de queijo-creme light

Azeite extravirgem qb*

Cacau em pó para polvilhar*

 

Derreta 50 g do chocolate em banho-maria. Pique muito grosseiramente as bolachas num robot de cozinha com duas colheres de sopa de azeite. Adicione o chocolate derretido e pique mais uma vez. Forre o fundo de uma forma de fundo amovível com esta mistura, pressionando bem com os dedos.

Descasque as bananas e coloque-as juntamente com o leite condensado cozido e o queijo-creme no robot de cozinha. Triture tudo até obter um creme macio e homogéneo. Verta sobre a forma, alise e leve ao congelador.

Passe a forma para o frigorífico umas duas horas antes de servir, ou deixe-a à temperatura ambiente para um processo mais rápido.

Derreta o restante chocolate em banho-maria e verta-o sobre papel vegetal, espalhando e alisando com uma espátula até obter uma camada de chocolate uniforme. Leve ao frigorífico para endurecer.

Desenforme o cheesecake para o prato de servir. Parta o chocolate endurecido em pedaços irregulares e espalhe-os por cima do cheesecake. Termine com cacau em pó.

 

*Neste livro, o azeite é considerado um ingrediente básico, pelo que não entra para a soma dos "5 ingredientes". Já o cacau, foi um acrescento meu.

 

Mais receitas com chocolate:

11
Dez17

Sugestão de presente caseiro para o Natal [Alperces com chocolate negro]

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Parece-me incrível que faltem apenas duas semanas para o Natal. Normalmente, começo a entrar no espírito da quadra de cada ano fazendo muitos planos: de decoração, de receitas para as festas de família, de presentes comestíveis. Mas depois, os dias começam a atropelar-se e nunca consigo fazer tudo o que tinha idealizado.

 

Este ano, com o atraso das obras que estamos a fazer no nosso apartamento – era suposto já estarem prontas, mas ainda nem sequer sei se poderei acordar no dia de Natal em casa, o que me tem deixado os nervos em franja - os planos ficaram ainda mais em suspenso.

 

Estando a viver em casa de um dos meus irmãos, tenho uma cozinha à minha disposição, mas fazem-me falta as minhas coisas, o meu forno, as minhas formas, os meus utensílios. Digamos que trouxe comigo um kit de sobrevivência, mas estou limitada a receitas mais simples, sobretudo no que toca a bolos e sobremesas.

 

Fazer bolachas, por exemplo, não é muito prático, pois não tenho uma grande área de trabalho. Pelo que andei a pensar numa lembrança de Natal que não exigisse grande “produção”, mas que fosse deliciosa. E aqui está ela: alperces secos banhados em chocolate negro.

 

Aviso já de que são altamente viciantes, por isso sugiro que façam uma dose bem generosa, para poderem ficar com alguns. Pensando bem, nem é preciso o pretexto do Natal e dos presentes para experimentar esta coisa boa: estes alperces com chocolate funcionam na perfeição como um snack ou como um pequeno mimo para acompanhar o café. Yummy!

 

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ALPERCES SECOS COM CHOCOLATE NEGRO

Para 50

 

50 alperces secos – cerca de 400 g

160 g de chocolate negro

 

Forre um tabuleiro com papel vegetal. Leve a derreter o chocolate em banho-maria.

Mergulhe metade de cada alperce no chocolate e coloque a secar sobre o papel vegetal. Repita com os restantes alperces. Deixe secar bem o chocolate antes de guardá-los em frascos ou sacos de celofane.

 

09
Ago17

Saboreia a vida [Cheesecake de caramelo, chocolate e coco]

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Na minha família celebram-se sempre os aniversários. No caso dos miúdos, a festa é alargada e chegamos a ser quase quarenta cá em casa. No meu caso e no do Gonçalo, nem sempre fazemos algo tão grande, mas há pelo menos um almoço com pais, irmãos e sobrinhos.

 

Nestas alturas, e apesar de gostar muito de cozinhar, escolho sempre receitas que respeitem três critérios: serem fáceis e rápidas de confecionar, renderem bastante e serem consensuais, ou seja, que os sabores agradem ao maior número de pessoas possível.

 

Desafiada pela Nestlé para desenvolver uma receita com o seu Leite Condensado Cozido Magro, no âmbito do seu conceito #saboreiavida, aproveitei o mais recente aniversário da família para fazer um cheesecake que já andava na minha cabeça há muito tempo. A ideia era juntar chocolate ao sabor caramelizado do leite condensado e dar-lhe ainda o toque subtil do coco: três sabores que julgo combinar e agradar à maioria.

 

Quando a Nestlé me enviou o produto, não resisti e abri logo uma lata, pois nunca tinha provado o leite condensado magro. Surpreendentemente, não notei nenhuma diferença no sabor, é igualmente delicioso!

 

No entanto, a primeira versão que fiz não me convenceu: para além de queijo quark, usei iogurte natural, mas os iogurtes deixaram uma acidez na sobremesa que para mim não combinava com o caramelo do leite condensado. Experimentei então usar queijo mascarpone. E não é que ficou perfeito?

 

Uma receita que cumpriu de forma exemplar os requisitos para entrar na minha lista de sobremesas para festa ou, simplesmente, para um “dia doce”: para além de ser muito prática (é preparada com antecedência, o que me deixa livre para fazer outras coisas mais próximo do grande momento), rende muitas fatias e, last but not least, tem um ótimo sabor e uma textura maravilhosa.

 

Na próxima festa ou convívio que tiverem, experimentem servir este cheesecake de caramelo, chocolate e coco. Tenho a certeza de que também aí em casa vai ser um sucesso!

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CHEESECAKE DE CARAMELO, CHOCOLATE E COCO

 

240 g de bolacha Maria integral

130 g de manteiga derretida

2 colheres de sopa de coco ralado

1 lata de Leite Condensado Cozido da Nestlé

500 g de queijo Mascarpone

250 g de queijo Quark

5 folhas de gelatina

1 pitada de sal

40 g de chocolate negro

Leite q.b.

Raspas de chocolate negro e lascas de coco para decorar/servir

  

Comece por preparar a base de bolacha: pique grosseiramente as bolachas, junte-lhes a manteiga derretida e o coco ralado e envolva bem.

Forre com esta mistura o fundo de uma forma redonda de fundo amovível com cerca de 26 cm de diâmetro (se usar uma forma mais pequena, pode reduzir um pouco as quantidades da base de bolacha).

Coloque a gelatina a hidratar num prato fundo com água.

Com a batedeira elétrica, bata bem o leite condensado cozido. Junte os queijos e bata bem até obter uma mistura uniforme e macia.

Junte uma pitada de sal e, por fim, a gelatina entretanto escorrida e derretida. Misture bem.

Verta para a forma e alise com uma espátula.

Parta o chocolate aos pedaços e leve a derreter numa tacinha no micro-ondas com cerca de 2 colheres de sopa de leite. Mexa bem e se achar que está muito espesso junte mais um pouco de leite.

Verta o chocolate de forma livre no topo do cheesecake – use um palito para espalhar o chocolate e dar-lhe umas formas irregulares.

Tape a forma com película aderente ou papel de alumínio e leve ao frio, idealmente de um dia para o outro. Retire do frio imediatamente antes de servir.

Pode decorar o cheesecake, ou cada fatia, com raspas de chocolate e lascas de coco.

 

 

Post em parceria com a Nestlé

 

05
Jul17

O azar e a sorte [e um gelado de cenoura diferente]

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Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei a trabalhar para o livro ["Estava Tudo Ótimo!, lançado em outubro do ano passado], foi comprar um disco de armazenamento de dados externo. O meu maior medo era perder as imagens das sessões fotográficas que fazia e que tanto trabalho me davam.

 

Outra das medidas que tomei foi a de aumentar a memória do meu portátil. Assim, podia manter as fotos no computador e ter uma cópia das mesmas no disco externo, não fosse o diabo tecê-las. E assim aconteceu durante cerca de um ano e meio, que foi o tempo de gestação do projeto. Assim que entreguei todo o material fotográfico à editora, suspirei de alívio. Mas por essa altura, depois de mais de duas mil imagens em máxima resolução descarregadas para o computador, este começou a arrastar-se, não sei se também fruto da idade. Não conseguia trabalhar e tive de fazer uma limpeza radical. Com as imagens para o livro entregues, certifiquei-me de que tinha passado tudo para o disco, mesmo as fotos que não tinham sido escolhidas, e apaguei-as do computador.

 

Passado poucos meses, o disco avariou-se. Não conseguia abrir as pastas, parecia ter desaparecido tudo, um desespero. Era também no disco que estavam as fotos das férias mais recentes, as fotos das últimas festas de aniversário dos miúdos e de muitas outras ocasiões importantes. Levado o disco a especialistas, a única solução, segundo aqueles, era tentar uma recuperação de dados que, no caso de ser bem sucedida, custaria cerca de mil euros. Fiquei destroçada. Mas concluí que não era sensato gastar tanto dinheiro, mesmo que parte da nossa memória visual familiar ficasse para sempre perdida.

 

Mas se é verdade que fiquei inconsolável na altura, senti-me ao mesmo tempo aliviada. Só pensava na sorte que tinha tido em não ter perdido nenhum do trabalho para o livro ao longo do processo. Em cada sessão, para além das fotos ao conjunto das receitas, fotograva cada uma delas individualmente e chegava a fazer mais de uma dúzia de disparos em cada uma. Tinha por isso outras imagens deste gelado de cenoura que vos trago hoje. Mas só sobraram estas: as selecionadas para figurar no livro.

 

Com o calor a pedir coisas fresquinhas, achei que o facto de ter apenas duas fotos do gelado não era desculpa para não publicar a receita no blogue. E aqui está ela: um gelado de cenoura diferente, feito com iogurtes de soja e adoçado com xarope de agave. Para os mais gulosos, segue uma receita de um molho de chocolate pecaminoso, que fica igualmente bem com crepes e panquecas. E que no meio dos nossos azares, haja sempre uma pontinha de sorte!

 

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GELADO DE CENOURA

[sem lactose]

 

 Faz cerca de 800 ml de gelado

 

400 g de cenoura (pesada depois de descascada)

1 pau de canela

1 pedaço de casca de laranja

20 ml de licor de laranja

2 iogurtes de soja naturais

5-6 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante

  

Com antecedência, coza as cenouras partidas às rodelas num tacho com água, um pau de canela, a casca e o licor de laranja. Quando estiverem bem macias (deve demorar cerca de 1 hora e 15 minutos), escorra e deixe arrefecer. Depois de frias, coloque-as num saco plástico limpo e leve ao congelador.

Quando quiser fazer o gelado, retire o saco das cenouras do congelador e bata com ele na bancada da cozinha para que as rodelas se soltem. Coloque-as num robot de cozinha, juntamente com os dois iogurtes de soja e a geleia de agave. Triture muito bem até obter um gelado uniforme e macio. Está pronto a servir, de preferência com um fio de molho de chocolate por cima.

 

Notas:

- Pode trocar os iogurtes de soja por iogurtes naturais tipo grego;

- A geleia de agave é um adoçante com baixo índice glicémico e uma alternativa ao mel para quem segue uma dieta vegan, no entanto, à semelhança do açúcar deve ser consumido com moderação, pois apresenta elevado teor de frutose; o seu poder adoçante é superior ao açúcar, por isso tenha atenção ao usá-lo;

- Pode congelar o gelado depois de pronto, mas uma vez que não leva natas e não foi à máquina de fazer gelados, nunca ficará tão cremoso como acabado de fazer.

 

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MOLHO DE CHOCOLATE

Receita do Chef Luís Francisco

 

250 ml de açúcar

125 ml de água

1 pedaço de casca de limão

1 pau de canela

50 g de cacau em pó

1/2 colher de sopa de manteiga

  

Num tachinho de fundo espesso coloque a água, o açúcar, o pau de canela e a casca de limão. Leve ao lume em temperatura média ou média-alta, e deixe ficar, sem mexer. Vá estando atento, e assim que começar a fervilhar, com bolhas por toda a superfície, conte três minutos. Retire do lume e descarte o pau de canela e a casca de limão. Junte o cacau em pó (o tacho não deve ser muito baixo, pois neste passo a calda tem tendência a subir) e mexa bem com um batedor de varas até o cacau estar bem dissolvido. Leve de novo ao lume até ferver e mexendo sempre. Retire do lume e junte a manteiga, mexendo até estar bem derretida e envolvida por todo. Coe e guarde num frasco hermético. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico. Dura várias semanas. Sempre que quiser usar, aqueça a porção de molho necessário e coe-o antes de servir para eliminar eventuais cristais de açúcar.

 

 

13
Fev17

Snacks saudáveis, ou nem por isso [Bolachas de Muesli]

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Se trabalhar fora de casa é muitas vezes apontado como um motivo para refeições desequilibradas e opções pouco saudáveis, trabalhar em casa não é, necessariamente, sinónimo de perfeição no que toca a alimentação: a cozinha a dois passos de distância, pelo menos no meu caso, faz-me estar sempre a pensar em comida. Estou sempre com vontade de fazer uma pausa no computador e fazer um lanchinho. E claro, nem sempre este momento é virtuoso.

 

Uma peça de fruta, uma tosta com uma fatia de queijo, frutos secos ou fruta desidratada, podem ser opções para matar aquele 'ratinho' sem fazer grandes estragos, mas, convenhamos, nestes dias de meteorologia cinzenta, apetece um pouco mais de conforto. A tentação de ligar o forno é enorme e foi o que fiz há uns dias atrás, para experimentar esta receita de bolachas da Rachel Khoo.

 

Gostei bastante do resultado, ainda que tenha achado a quantidade de manteiga excessiva. Apesar de ter diminuído um pouco à quantidade, julgo que a receita pode ser ainda otimizada. Fiz algumas substituições: parte do açúcar foi de coco - o que lhes dá um travo maravilhoso a caramelo e parte da farinha foi de espelta integral. Aviso: ficaram muito estaladiças e viciantes! Para uma versão de bolachas de aveia menos pecaminosas podem optar pela receita que tenho no meu livro "Estava Tudo Ótimo!"* e que podem ver replicada no bonito blog da Sandra, aka Marmita.

 

Nesta receita da Rachel Khoo, o que mais gostei foi de usar os mirtilos e os alperces desidratados que tenho comprado na feira e que são deliciosos - um verdadeiro snack por si só. Adoro sentir aqueles pedacinhos doces e ácidos ao mesmo tempo, a contrastar com o crocante da massa e da amêndoa - sim, também lhes juntei amêndoa, são umas bolachas muy ricas 😋

 

E é com esta receita de conforto, que vos desejo uma ótima semana!

 

*Aproveito para fazer uma errata ao meu livro: na receita que menciono acima, de "Bolachas crocantes de aveia e chocolate", página 170, por lapso não surge nos ingredientes a referência à manteiga. São 100 g de manteiga à temperatura ambiente.

 

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 BOLACHAS DE MUESLI

Adaptado do livro Muesli & Granola de Rachel Khoo

 

Para cerca de 50 bolachas

 

100 de açúcar de coco

110 g de açúcar amarelo

200 g de manteiga

2 ovos

325 g de flocos de aveia finos

90 g de farinha de espelta integral

60 g de farinha de trigo T55 sem fermento

1 colher de chá de fermento em pó

200 g de mistura de amêndoa, mirtilos e alperces desidratados picados grosseiramente

 

Ligar o forno nos 170º.

Forrar com papel vegetal dois tabuleiros de ir ao forno.

Numa taça, juntar as farinhas, a aveia e o fermento e reservar.

Numa taça grande, misturar a manteiga com os açúcares.

Acrescentar os ovos, um de cada vez e ligar bem. Juntar os secos a esta mistura e envolver bem só até a massa estar bem ligada. Por fim juntar a amêndoa e os pedaços de fruta.

Fazer bolinhas tipo brigadeiros e colocar no tabuleiro, bem separadas umas das outras. Com as costas de uma colher da sopa humedecida, pressionar as bolinhas, achatando-as ligeiramente.

Levar ao forno cerca de 20 minutos - a ideia é ficarem crocantes por fora e suaves por dentro, eu gosto delas bem cozidas, daí o tom bem dourado. Esta receita deu-me para duas fornadas, com dois tabuleiros de cada vez.

Retire do forno, retire do tabuleiro e deixe arrefecer bem antes de guardar num frasco hermético. Mesmo bem tapadas, as bolachas vão perder crocância com o tempo, mas continuam ótimas de sabor.

 

06
Fev17

Feliz é quem faz bolos ao domingo [Bolo de ananás e cenoura]

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Um domingo de inverno caseiro pede bolo - caseiro - para o lanche. Foi o caso de ontem, em que a meteorologia, ainda que um pouco menos agreste do que no sábado, convidava ao sofá. Como quase sempre, gastei mais tempo a decidir a receita do bolo, do que a fazê-lo. Peguei em livros e revistas, revi receitas marcadas com post-its, assinalei outras receitas, fui buscar mais livros, inventariei mentalmente os ingredientes que tinha em casa e, finalmente, decidi que o bolo a fazer seria o de cenoura e ananás do Livro de Cozinha, de Matt Preston, de que já vos falei neste post.

 

Podia ter pegado numa receita de sempre ou tentado criar uma, mas sempre que tenho um pouco mais de tempo gosto de dar uso à coleção de livros e revistas  - até para ganhar argumentos de que preciso de aumentá-la!

 

De facto, há muito que não tinha um domingo tão sossegado e soube mesmo bem dedicar, sem stress, algum tempo a experimentar uma receita nova. Adaptei-a ligeiramente (achei a quantidade de gordura - óleo de coco que substituí por azeite - um pouco exagerada, por exemplo) e para a cobertura de queijo creme segui uma versão que já costumo usar, com proporções dos ingredientes ligeiramente diferentes. O resultado foi um bolo húmido, aromático e perfeito para um lanche preguiçoso de domingo, com a chuva a bater nas vidraças.

 

Boa semana!

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BOLO CLÁSSICO DE ANANÁS E CENOURA

Ligeiramente adaptado de Livro de Cozinha - Matt Preston

 

250 g de farinha de trigo T55 sem fermento

2 colheres de chá de fermento em pó

1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá rasa de canela em pó

1/2 colher de noz moscada em pó ou ralada

100 g de azeite extravirgem suave/frutado e com pouca acidez

4 ovos

190 g de açúcar mascavado

420 g de ananás em lata (pesado já depois de escorrido)

200 g de cenoura ralada

 

Para a cobertura

Receita também neste post

 

125 g de queijo creme

40 g de manteiga à temperatura ambiente

250 g de açúcar em pó

 

Para decorar - opcional

Abacaxi cristalizado em pedaços

 

Comece por preparar o bolo.

Unte/polvilhe uma forma redonda entre 22 cm e 24 cm de diâmetro, forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar.

Pré-aqueça o forno nos 180º

Descasque e rale as cenouras. Reserve.

Abra a lata do ananás em conserva e pese o ananás escorrido. Parta-o em pedaços e reserve.

Peneire a farinha, o fermento e o bicarbonato. Junte a canela e a noz moscada.

Numa taça grande, bata bem os ovos com o açúcar, até ficarem bem espumosos.

Junte o azeite e bata bem. Junte à mistura dos ovos, açúcar e azeite o ananás e a cenoura. Mexa bem.

Por fim, envolva a mistura dos secos (farinha, fermento...).

Verta para a forma e leve a cozer durante cerca de 50 minutos.

Faça o teste do palito para verificar se está cozido: se não sair massa agarrada, está pronto.

Solte o bolo das laterais da forma com uma faca de manteiga, desenforme e deixe arrefecer completamente.

 

Para fazer a cobertura, bata muito bem com a batedeira elétrica a manteiga e o queijo creme.

Depois, comece a juntar o açúcar em pó aos poucos, até obter uma consistência espessa mas macia. Barre o topo do bolo e decore com pedaços de abacaxi cristalizado.

 

 

 

22
Nov16

Amor ao lume [Doce de romã e maçã]

 

doce_roma_inteira2.jpg

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doce_roma_mix1.jpg

 

O fim de semana que passou foi um típico fim de semana de outono. Frio, chuva e, inevitavelmente, aquela humidade típica do Porto que por mais casacos que uma pessoa vista, entranha-se por todo o lado. Liguei o aquecimento em casa, pela primeira vez, e aproveitei a tarde preguiçosa de domingo para dar uso às romãs que tinha apanhado na quinta dos meus sogros no outro fim de semana.

 

Estas romãs são muito ácidas. Eu não me importo nada com isso, dão um sumo delicioso, para os meus gostos, mas a verdade é que sou a única cá em casa capaz de as comer. Decidi então cozinhar qualquer coisa com elas e pedi sugestões no Instagram.

 

Fazer vinagre, fazer doce, fazer chutney, servir com açúcar e vinho de Porto à sobremesa: foram várias as dicas recebidas, mas acabei por escolher o doce, seguindo o conselho de juntar maçãs, por causa da pectina. O resultado? Um doce perfeito, que superou completamente as minhas expectativas: apesar de fazer doces e compotas de vez em quando, não sou nenhuma especialista e penso sempre que não vai ficar tão bom como eu gostaria.

 

Claro que houve vários fatores que ajudaram a que o doce tenha saído no ponto, desde logo ter sido feito numa panela de ferro fundido. Julgo que foi a primeira vez que usei uma Le Creuset para fazer doce e fiquei rendida. Costumo fazer na Bimby, que é uma ótima solução quando não queremos ou não podemos estar sempre a vigiar.

 

Depois, o facto de ter sido feito com tempo. Fazer com tempo significa fazer com amor. Nos últimos tempos, não tenho tido muitas oportunidades para cozinhar com esta entrega e soube-me bem ter a panela destapada ao lume e, sem pressa, ir vigiando, ir mexendo, ir sentindo o aroma que se espalhava na cozinha.

 

Depois, foi só casar o doce com um pouco de requeijão. E o meu humor reconciliou-se de imediato com o tempo lá fora. Como uma amiga minha diz, na sua hashtag preferida, #nocéuhádisto.

 

doce_roma_inteira1.jpg

 

DOCE DE ROMÃ E MAÇÃ

 

350 ml de sumo de romã*

580 g de maçãs, pesadas já descascadas e sem caroço

480 g de açúcar

1 tira de casca de limão

1 pau de canela

Cascas e caroços de duas ou três maçãs

 

Embrulhe as cascas e os caroços de maçã num pedaço de gaze ou mousseline, atando bem e formando uma espécie de saquinho.

Junte todos os outros ingredientes numa panela de fundo espesso e leve ao lume médio.

Mexa bem e junte o saquinho com as cascas e os caroços de maçã - pode, por exemplo, atá-lo numa colher de pau e pousar a colher na panela, de forma a que o saco fique mergulhado no doce. É nas cascas e nos caroços da maçã que há mais pectina e isto vai ajudar a que o doce espesse e fique com melhor textura. Reduza para o mínimo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Deve demorar entre 1h30 a 2 horas a ficar no ponto.

Ao fim deste tempo, achei que estava pronto mas que ainda havia ainda pedaços notórios de maçã. Como gosto de doces mais uniformes, descartei a casca de limão e o pau de canela e ralei grosseiramente com a varinha mágica. Deixei ferver novamente e passei para frascos limpos.

 

*Retirei os bagos às romãs, triturei-os na Bimby e coei o sumo; para 350 ml de sumo, deve precisar de duas a três romãs.

09
Out16

Gulodice pura [Minipavlovas de café]




 
































Mil e uma revisões feitas, detalhes de última hora acertados, livro na gráfica. Alívio!

Para comemorar, umas pavlovas de café a que é praticamente impossível resistir - um pecado da gula assumido e de difícil arrependimento. Soube bem voltar à cozinha e preparar esta coisa boa. Nos últimos tempos, só lá tenho ido basicamente para preparar o jantar. E a correr. Com o ultimar do livro e novos compromissos profissionais a acontecerem em paralelo, tenho andado com pouco tempo para novas publicações, mas já fiz uma promessa a mim mesma: reservar algumas horas, todas as semanas, para me dedicar ao blogue. Se eu não cumprir, puxem-me as orelhas!

E o que dizer destas pequenas maravilhas? Que são uma adaptação de uma receita deste livro de Nigella Lawson e que são deliciosas. Substituí o molho toffee da receita original por molho de chocolate e café e resolvi juntar os bagos de romã, essa fruta tão bonita e sexy, que nesta época do ano nos pisca o olho da prateleira das frutarias ou dos supermercados. Foi a sobremesa para o almoço deste domingo, mas como não éramos muitos à mesa, resolvi usar parte do merengue para fazer suspiros.

Mas voltando ao meu livro: está quase, quase a chegar às livrarias (e posso revelar que terá também uma receita de pavlova!). Estejam atentos à página de facebook do Lume Brando, pois será aí que divulgarei, em primeira mão, a data e o local da sessão de lançamento, assim que estiver confirmada. Uma vez mais, obrigada por estarem desse lado: foram vocês que me proporcionaram esta aventura!















MINIPAVLOVAS DE CAFÉ COM MOLHO DE CHOCOLATE E CAFÉ E BAGAS DE ROMÃ

Para as pavlovas e suspiros
(adaptado de uma receita de Nigella Lawson)

125 g de claras de ovo (cerca de 4)
100 g de açúcar
100 g de açúcar em pó
50 g de açúcar amarelo
2 colheres de chá de café em pó instantâneo (usei dois pacotinhos de Nescafé)
1/2 colher de café de cremor tártaro

Para o molho de chocolate e café

80 g de chocolate de culinária
25 g de água
25 g de café

Para finalizar/decorar:

1 pacote de natas para bater (devem estar bem frias)
Bagos de 1/2 romã
Cacau em pó

Pré-aqueça o forno nos 130º função ventoinha.
Forre dois tabuleiros de forno com papel vegetal.
Numa taça, junte os açúcares, o café em pó instantâneo e o cremor tártaro.
Comece a bater as claras em castelo e, quando estas estiverem a fazer picos suaves, comece a juntar a mistura anterior, colher a colher, continuando a bater. Deve obter um merengue bem espesso, liso e brilhante.
Coloque um pouco de merengue nos cantos do papel vegetal e pressione contra o tabuleiro, para que o papel não fuja nem levante quando estiver a fazer as pavlovas.
Deite colheradas de merengue sobre o papel vegetal dos tabuleiros, bem espaçadas entre si, de forma a fazer cerca de 10 pavlovas pequenas; em alternativa, faça menos pavlovas e use o restante merengue para fazer suspiros - para isso usei um bico estrela largo e um saco de congelação (os sacos de pasteleiro descartáveis que costumo usar tinham acabado!).
Leve a cozer entre 45 a 50 minutos: estão prontos quando se soltarem muito facilmente do papel.
Desligue o forno e deixe a porta entreaberta.

Enquanto arrefecem, aproveite para tratar da romã, do molho de chocolate e das natas.
Para o molho de chocolate, junte os ingredientes numa taça e leve ao micro-ondas cerca de 1 minuto numa potência elevada. Retire e mexa bem. Confira a espessura do molho e, se achar muito espesso, junte mais um pouco de água ou café.
Bata as natas com a batedeira, sem açúcar, até obter picos bem firmes (quando começarem a prender, junte umas gotinhas de limão e verá que ficarão bem consistentes).

Coloque as pavlovas no prato de servir. Com as costas de uma colher, bata no topo de cada pavlova para ganhar espaço para as natas. Coloque uma boa colherada de natas, um fio generoso de molho de chocolate, os bagos de romã e, por fim, polvilhe com cacau em pó. Se sobrarem, sirva à parte o molho, as natas e os bagos de romã, para quem quiser colocar mais.




01
Jun16

Hoje a criança sou eu.



















As minhas duas coisas favoritas em pastelaria: sprinkles coloridos e coberturas feitas com bico pasteleiro. Quando aparecem juntas, é fácil imaginar-me num mundo encantado de fadas e desejos impossíveis tornados realidade.
Um ambiente mágico feito de nuvens fofas, saltos bem altos e muitas gargalhadas.

Por isso, este ano, para assinalar o Dia Mundial da Criança, decidi mimar a criança que há em mim e fazer uns cupcakes inspirados nesse mundo de fantasia.
Um bocadinho Willy Wonka style, mas com chocolate branco e cores mais suaves.
E pela primeira vez, consegui fazer uma ganache de chocolate branco moldável - uma cobertura que achava impossível de conseguir, depois de várias tentativas falhadas.

Confesso que preferi os queques sem cobertura (a massa também leva chocolate branco e é deliciosa), mas a ideia desta receita, mais do que comer a sério, era comer com os olhos e deixar-me levar.

Feliz Dia da Criança [e que este possa ser celebrado todos os dias]!














CUPCAKES DE CHOCOLATE BRANCO COM SPRINKLES

Para 12

6 claras de ovo
60 g de azeite virgem extra suave
70 g de açúcar
50 g de chocolate branco picado
110 g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
2 colheres de sopa de sprinkles coloridos redondos médios

Para a cobertura:
300 g de chocolate branco
185 ml de natas p/ bater
1 colher de sopa de manteiga
Sprinkles coloridos


Comece por preparar a cobertura: parta o chocolate branco em pedaços para uma taça de vidro ou metal. Leve as natas e a manteiga ao lume até começarem a fervilhar. Retire do lume e verta-as (coando-as) sobre o chocolate branco. Espere uns minutos e mexa bem até obter um creme uniforme.
Deixe arrefecer e depois leve ao frigorífico durante umas duas ou três horas.

Entretanto ligue o forno nos 180º.
Distribua as forminhas de papel pelas cavidades de um tabuleiro para 12 queques.
Bata as claras em castelo com uma pitada de sal e reserve.
Bata muito bem o açúcar com o azeite.
Aos poucos, vá juntando as claras e a farinha já misturada com o fermento.
Por fim, envolva o chocolate branco e os sprinkles.
Distribua pelas forminhas e leve ao forno durante cerca de 12-14 minutos ou até um palito sair seco quando espetado no centro de um queque.
Retire do forno, retire os queques do tabuleiro e deixe-os arrefecer sobre uma grade.

Para cobrir, retire a ganache do frigorífico e bata-a com a batedeira elétrica até obter um creme espesso liso. Passe-o para um saco de pasteleiro munido de um bico a seu gosto e cubra os queques.
Termine com os sprinkles.

Notas:

- Usar os sprinkles redondos médios na massa do bolo garante que estes se notam no queque já cozido; já experimentei com os sprinkles granulados (tipo o granulado de chocolate dos brigadeiros mas coloridos) e desbotam na massa;

- Estes queques são uma adaptação de um bolo maravilhoso que vai estar no livro ;)

- Adoro as cores destes sprinkles, são da loja Casa.












Teresa Rebelo

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