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Lume Brando

09
Ago17

Saboreia a vida [Cheesecake de caramelo, chocolate e coco]

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Na minha família celebram-se sempre os aniversários. No caso dos miúdos, a festa é alargada e chegamos a ser quase quarenta cá em casa. No meu caso e no do Gonçalo, nem sempre fazemos algo tão grande, mas há pelo menos um almoço com pais, irmãos e sobrinhos.

 

Nestas alturas, e apesar de gostar muito de cozinhar, escolho sempre receitas que respeitem três critérios: serem fáceis e rápidas de confecionar, renderem bastante e serem consensuais, ou seja, que os sabores agradem ao maior número de pessoas possível.

 

Desafiada pela Nestlé para desenvolver uma receita com o seu Leite Condensado Cozido Magro, no âmbito do seu conceito #saboreiavida, aproveitei o mais recente aniversário da família para fazer um cheesecake que já andava na minha cabeça há muito tempo. A ideia era juntar chocolate ao sabor caramelizado do leite condensado e dar-lhe ainda o toque subtil do coco: três sabores que julgo combinar e agradar à maioria.

 

Quando a Nestlé me enviou o produto, não resisti e abri logo uma lata, pois nunca tinha provado o leite condensado magro. Surpreendentemente, não notei nenhuma diferença no sabor, é igualmente delicioso!

 

No entanto, a primeira versão que fiz não me convenceu: para além de queijo quark, usei iogurte natural, mas os iogurtes deixaram uma acidez na sobremesa que para mim não combinava com o caramelo do leite condensado. Experimentei então usar queijo mascarpone. E não é que ficou perfeito?

 

Uma receita que cumpriu de forma exemplar os requisitos para entrar na minha lista de sobremesas para festa ou, simplesmente, para um “dia doce”: para além de ser muito prática (é preparada com antecedência, o que me deixa livre para fazer outras coisas mais próximo do grande momento), rende muitas fatias e, last but not least, tem um ótimo sabor e uma textura maravilhosa.

 

Na próxima festa ou convívio que tiverem, experimentem servir este cheesecake de caramelo, chocolate e coco. Tenho a certeza de que também aí em casa vai ser um sucesso!

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CHEESECAKE DE CARAMELO, CHOCOLATE E COCO

 

240 g de bolacha Maria integral

130 g de manteiga derretida

2 colheres de sopa de coco ralado

1 lata de Leite Condensado Cozido da Nestlé

500 g de queijo Mascarpone

250 g de queijo Quark

5 folhas de gelatina

1 pitada de sal

40 g de chocolate negro

Leite q.b.

Raspas de chocolate negro e lascas de coco para decorar/servir

  

Comece por preparar a base de bolacha: pique grosseiramente as bolachas, junte-lhes a manteiga derretida e o coco ralado e envolva bem.

Forre com esta mistura o fundo de uma forma redonda de fundo amovível com cerca de 26 cm de diâmetro (se usar uma forma mais pequena, pode reduzir um pouco as quantidades da base de bolacha).

Coloque a gelatina a hidratar num prato fundo com água.

Com a batedeira elétrica, bata bem o leite condensado cozido. Junte os queijos e bata bem até obter uma mistura uniforme e macia.

Junte uma pitada de sal e, por fim, a gelatina entretanto escorrida e derretida. Misture bem.

Verta para a forma e alise com uma espátula.

Parta o chocolate aos pedaços e leve a derreter numa tacinha no micro-ondas com cerca de 2 colheres de sopa de leite. Mexa bem e se achar que está muito espesso junte mais um pouco de leite.

Verta o chocolate de forma livre no topo do cheesecake – use um palito para espalhar o chocolate e dar-lhe umas formas irregulares.

Tape a forma com película aderente ou papel de alumínio e leve ao frio, idealmente de um dia para o outro. Retire do frio imediatamente antes de servir.

Pode decorar o cheesecake, ou cada fatia, com raspas de chocolate e lascas de coco.

 

 

Post em parceria com a Nestlé

 

21
Jul17

Receita adiada, mas não esquecida [Gelado de figo e vinho do Porto]

 

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Estamos em pleno verão, mas este foi o primeiro gelado que fiz este ano. Ando a tentar controlar-me nas sobremesas, que isto depois dos 40... parece que se engorda só com o ar que respiramos 😂

 

É uma receita que tinha há anos - literalmente, há anos - marcada num livro da Bimby. Não é no livro base, mas sim num livro chamado "O melhor da nossa equipa", que recebi de oferta por ter indicado uma pessoa à minha agente Bimby e essa pessoa ter comprado a máquina. 

 

Volta e meia folheava o livro - tem imensas receitas tentadoras - e lá via a página do gelado de figo com o post-it em cima. Não consigo encontrar uma explicação objetiva para ter demorado tanto tempo a experimentá-la. Talvez porque os figos secos não fossem algo que comprasse regularmente e por isso nunca tinha em casa o ingrediente chave da receita.

 

Mas desde que fiz pela primeira vez estas trufas de figo, amêndoa e chocolate - e que são a minha perdição - não posso ver figos secos sem trazer alguns comigo, seja na feira semanal onde às vezes vou, seja por exemplo no Lidl, onde comprei os que usei aqui.

 

Figos no armário, um restinho de vinho do Porto caseiro que me tinham oferecido e muita vontade de fazer um gelado, já que estamos no tempo deles: estavam reunidas as condições para experimentar a tão adiada receita.

 

Adaptei-a ligeiramente, diminuindo ao açúcar e substituindo parte do mesmo por mel. Também demolhei os figos no Vinho do Porto, em vez de juntar o vinho do Porto mais tarde. É um gelado rico e muito cremoso, devido não só às natas, mas também às gemas: não usei sorveteira e o gelado ficou com uma textura ótima, sem cristais de gelo. 

 

Dá uma sobremesa bem bonita num jantar de verão de inspiração mediterrânica. Sirva com amêndoa tostada ou nozes picadas, ainda que umas bolachinhas finas a acompanhar, tipo 'telhas', também não fiquem nada mal!

 

Bom fim de semana, de preferência com gelados pelo meio 😋

 

PS: é uma receita que rende imenso.

 

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GELADO DE FIGO E VINHO DO PORTO

Adaptado do livro Bimby "O melhor da nossa equipa" 

 

250 g de figos secos

600 g de natas p/ bater (3 embalagens) - devem estar bem frias

11 gemas

Cerca de 50 ml de vinho do Porto

140 g de mel de rosmaninho

100 g de açúcar amarelo

 

Retire os pés aos figos, coloque-os numa taça com o vinho do Porto e deixe macerar durante cerca de 30 minutos (os meus figos eram bastante húmidos, como costumamos encontrar as ameixas secas, estão a ver? Pelo que não senti necessidade de estarem todos cobertos pelo vinho do Porto, ia mexendo de vez em quando; se usarem dos figos mais secos, enfarinhados, por exemplo, talvez necessitem de usar mais vinho do Porto, escorrendo-o antes de juntar à base do gelado).

No copo de um robot de cozinha com aquecimento, coloque as gemas, o mel e o açúcar. Programe na temperatura 70º durante 5 minutos a uma velocidade média-baixa. Junte os figos e triture durante um minuto na mesma velocidade. Deixe arrefecer.

Bata as natas em chantilly, sem açúcar, até ficarem bem consistentes (para ficarem bem 'presas', junte um fio de sumo de limão a meio do processo). Junte a mistura de figo e gemas ao chantilly, envolvendo bem mas sem bater. Verta para o(s) recipiente(s) e leve ao congelador.

 

Nota: se quiser usar o robot para bater as natas, deve começar por este passo reservando-as de imediato no frigorífico.

 

08
Mai17

Um salto a Melgaço [e um pão de ló húmido aldrabado]

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Créditos fotográficos: Daniel Luciano / Essência do Vinho 

 

A convite da Essência do Vinho, co-produtora, juntamente com a Câmara Municipal de Melgaço, da Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço e editora da Revista de Vinhos, no último fim de semana de abril integrei uma press tour por esta região, que para além da visita à Feira, incluiu uma série de outras experiências enogastronómicas.

 

Já confessei aqui no blogue o meu gosto pelo Minho. Apesar de fugir mais vezes para o Minho litoral, há alguns anos passei um excelente fim de semana em Melgaço, que ainda hoje recordo, e foi por isso com muito prazer que regressei a esta terra que tão bem sabe receber.

 

A Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço é um evento que se realiza desde 1995, e que de uma pequena mostra local de produtos se transformou num grande certame com impacto nacional. Na edição deste ano, para além da presença de 32 produtores de vinho Alvarinho e mais de uma dezena de marcas de enchidos e outros produtos gastronómicos, houve também a habitual participação de restaurantes do concelho, provas comentadas, showcookings, concurso de produtos e animação musical, com diversos concertos de música popular.

 

O nosso roteiro começou, no entanto, não pela Festa mas por uma visita à Quinta de Soalheiro, a primeira marca de Alvarinho de Melgaço (as primeiras vinhas foram plantadas em 1974) e uma das mais importantes insígnias nacionais de vinho desta casta nobre. Aqui, pudemos provar diferentes vinhos da quinta e se alguns eu já conhecia, foi bom poder provar o Soalheiro Granit, o Oppaco e os vinhos biológicos da marca - o Terramater, já no mercado, e o Natur, que dentro em breve entrará na distribuição.

 

Os vinhos biológicos representam um desafio audacioso para a equipa técnica da Quinta do Soalheiro, não só pelas vinhas, que têm de ser cultivadas de acordo com as regras da agricultura biológica, mas pelos passos seguintes, nomeadamente a estabilização do vinho sem adição de sulfitos. Uma aposta que parece estar a dar, literalmente, bons frutos.

 

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Créditos fotográficos: Daniel Luciano / Essência do Vinho 

 

De seguida, rumámos à Quinta de Folga, um projeto igualmente ligado à família Cerdeira, da Quinta de Soalheiro, mas onde a especialidade não são os vinhos, mas sim o presunto e os enchidos de porco Bísaro, uma espécie animal autóctone e que os mentores do projeto ajudaram a recuperar. Foi aqui que almoçámos, numa mesa farta - tanto de comida caseira e típica da região, como de vinhos da marca Soalheiro, incluindo o seu espumante bruto de Alvarinho e o adocicado 9% Dócil, ideal para acompanhar a sobremesa. Claro que não podiam faltar o presunto e os enchidos da casa, feitos de porco Bísaro criado na quinta.

 

A qualidade é transversal a todos os produtos, mas os holofotes viraram-se para a alheira e para o presunto: irresistíveis. Estava tudo muito bom, incluindo as sobremesas, mas sobre isso - ou melhor, sobre o pão de ló da D. Palmira - falarei mais no final do post, junto da receita que vos trago.

 

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 Créditos fotográficos: Daniel Luciano / Essência do Vinho 

 

Se ficaram com água na boca, saibam que é possível almoçar na Quinta de Folga, basta fazerem a reserva com antecedência, para um grupo mínimo de 8 pessoas.

 

Para a parte da tarde, estava agendada a visita à Festa, bem como um showcooking com a Chef Justa Nobre, que nos cozinhou carne de cachena - bovino cujo habitat natural é a alta montanha e que apesar de ser criado um pouco por todo o país, é no Alto Minho que se encontra a maior concentração de produtores, bem como o selo "Carne da Cachena da Peneda DOP". Para acompanhar esta carne tenra e suculenta, a Chef Justa preparou 'cuscos' de Vinhais, uma especialidade que eu desconhecia, mas à qual fiquei rendida.

 

Ainda que a forma e a matéria-prima remeta para o vulgar cuscuz, o 'cusco' de Vinhais é feito manualmente de acordo com uma técnica antiga e rudimentar e com uma farinha de trigo específica. Ao ser cozinhado, larga uma espécie de goma, dando origem a um acompanhamento muito cremoso, uma espécie de risotto, de comer e chorar por mais.

 

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  Créditos fotográficos: Daniel Luciano / Essência do Vinho 

 

Mas não se pense que a ementa do primeiro dia ficou por aqui: por incrível que pareça, ainda teve de haver estômago para jantar num dos restaurantes mais conceituados de Melgaço, a Adega do Sossego, cuja mesa tivemos o prazer de partilhar com a Chef Justa e o seu simpático marido, José Nobre. Apesar do mais acertado ter sido fazer um passeio noturno por Melgaço, para mais facilmente se fazer a digestão de tantos repastos, após o jantar recolhemos ao Hotel Monte Prado, pois no dia seguinte esperava-nos mais uma série de visitas e provas.

 

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   Créditos fotográficos: Daniel Luciano / Essência do Vinho 

 

No dia seguinte, a primeira paragem foi no lugar de Vido, em Castro Laboreiro. Missão? Fazer pão castrejo com a ajuda de três senhoras da aldeia. Com paciência, simpatia e muitas histórias antigas pelo meio, a D. Isalina (na verdade chama-se Isolina, mas toda a gente a trata por Isalina), a D. Almerinda e a D. Rosa, mostraram-nos como se faz este pão, antigamente cozido nos fornos a lenha comunitários.

 

Uma experiência deliciosa, não só pelo pão, que trouxemos connosco, ainda quente, mas sobretudo pelo contacto com estas pessoas tão genuínas e bem-dispostas. Um verdadeiro exemplo de aceitação e gratidão, face às suas vidas duras e ao isolamento de viverem numa aldeia quase sem ninguém. Caso queiram conhecer estas senhoras e fazer um workshop de pão castrejo, contactem a empresa de animação turística Montes de Laboreiro. Se vos calhar a guia Safira, estarão bem entregues!

 

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   Créditos fotográficos: Daniel Luciano / Essência do Vinho 

 

Depois de um passeio pela aldeia de Castro Laboreiro e de um retemperador bacalhau com broa (confesso que já precisava de fazer uma pausa na carne), no restaurante panorâmico Miradouro do Castelo, partimos para a freguesia de Prado, para a última visita desta press tour: o objetivo era conhecer a Prados de Melgaço, uma empresa jovem mas já premiada, que combina a criação de cabras para obtenção de leite com a produção de queijos artesanais. Aqui, as cabras são criadas em excelentes condições, onde não falta música relaxante e um massajador, para que os animais se sintam felizes, produzam mais leite e de melhor qualidade.

 

Até os cães que por ali passeiam têm uma função: fazer com que as cabras se sintam protegidas. Este cuidado e dedicação são replicados na fase de produção, e o resultado só podia ser um queijo de cabra de qualidade superior, seja na versão fresca, creme para barrar, camembert ou nas versões curadas, com destaque para o 'Vinho Alvarinho e Pimentão', um queijo que durante a fase de maturação é mergulhado por diversas vezes numa massa de pimento vermelho e vinho Alvarinho. Para já, a produção é ainda limitada e não é fácil encontrar estes produtos fora da região do Minho, mas pode sempre dar um passeio até Melgaço e passar pela loja da queijaria.

 

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  Créditos fotográficos: Daniel Luciano / Essência do Vinho 

 

E depois deste longo relato, ainda têm barriga para uma receita de pão de ló? No almoço que nos foi servido na Quinta de Folga, a minha sobremesa favorita foi o pão de ló - era um pão de ló húmido diferente do habitual, pois parecia levar por cima um creme de ovos macio e espumoso. Tinha sido feito pela D. Palmira, a matriarca da família Cerdeira, e estava fantástico.

 

À falta de receita, decidi replicá-lo numa versão batoteira: peguei na receita da massa da torta de Viana, cozi-a numa forma redonda e - estão a ver aquela cavidade que os bolos com massa de pão de ló costumam ganhar depois de arrefecidos e que nos deixam tantas vezes desiludidos? Pois, preenchi-a com a 'minha' receita de doce de ovos todo-o-terreno. Não ficou igual ao da D. Palmira, mas deu uma rica sobremesa no almoço do domingo seguinte! Aqui vai a receita.

 

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PÃO DE LÓ HÚMIDO ALDRABADO

 

6 ovos, separados
Raspa de limão qb
125 g de açúcar
100 g de farinha sem fermento
Doce de ovos*


Pré-aqueça o forno nos 200º.
Forre uma forma redonda com cerca de 22 cm de diâmetro com papel vegetal e unte com manteiga ou spray desmoldante. Bata bem as gemas com o açúcar e a raspa de limão (usei colher de pau e bati cerca de 5 minutos).
Bata as claras em castelo e envolva-as na mistura das gemas.

Adicione a farinha e envolva bem para que fique integrada na massa.
Verta sobre a forma, alise e leve ao forno cerca de 25/30 minutos ou até o palito sair seco do seu interior.

Retire do forno, deixe arrefecer e ganhar a "cova". Antes de servir, espalhe o doce de ovos por cima.

 

*DOCE DE OVOS

(receita do chef Luís Francisco)

6 gemas + 1 ovo inteiro
250 g de açúcar
125 g de água
1 pedaço de casca de limão
1 pau de canela


Num tachinho,  levar ao lume a água, o açúcar e os aromatizantes (limão e canela).
Sem mexer, deixar levantar fervura. Quando começar a borbulhar (bolhas grandes em toda a superfície da calda), contar 3 minutos. Retirar do lume, descartar o limão e a canela e verter em fio sobre as gemas e o ovo previamente desfeitos numa taça de metal, mexendo sempre. Coar para o tacho e levar ao lume até engrossar, cerca de 10/15 minutos, mexendo sempre - uso um batedor de varas - para não ganhar grumos e sem deixar ferver. Colocar num frasco e deixar arrefecer antes de usar. Pode ser conservado no frigorífico durante várias semanas.

 

 

Teresa Rebelo

foto do autor

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