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Lume Brando

22
Nov16

Amor ao lume [Doce de romã e maçã]

 

doce_roma_inteira2.jpg

doce_roma_mix2.jpg

 

doce_roma_mix1.jpg

 

O fim de semana que passou foi um típico fim de semana de outono. Frio, chuva e, inevitavelmente, aquela humidade típica do Porto que por mais casacos que uma pessoa vista, entranha-se por todo o lado. Liguei o aquecimento em casa, pela primeira vez, e aproveitei a tarde preguiçosa de domingo para dar uso às romãs que tinha apanhado na quinta dos meus sogros no outro fim de semana.

 

Estas romãs são muito ácidas. Eu não me importo nada com isso, dão um sumo delicioso, para os meus gostos, mas a verdade é que sou a única cá em casa capaz de as comer. Decidi então cozinhar qualquer coisa com elas e pedi sugestões no Instagram.

 

Fazer vinagre, fazer doce, fazer chutney, servir com açúcar e vinho de Porto à sobremesa: foram várias as dicas recebidas, mas acabei por escolher o doce, seguindo o conselho de juntar maçãs, por causa da pectina. O resultado? Um doce perfeito, que superou completamente as minhas expectativas: apesar de fazer doces e compotas de vez em quando, não sou nenhuma especialista e penso sempre que não vai ficar tão bom como eu gostaria.

 

Claro que houve vários fatores que ajudaram a que o doce tenha saído no ponto, desde logo ter sido feito numa panela de ferro fundido. Julgo que foi a primeira vez que usei uma Le Creuset para fazer doce e fiquei rendida. Costumo fazer na Bimby, que é uma ótima solução quando não queremos ou não podemos estar sempre a vigiar.

 

Depois, o facto de ter sido feito com tempo. Fazer com tempo significa fazer com amor. Nos últimos tempos, não tenho tido muitas oportunidades para cozinhar com esta entrega e soube-me bem ter a panela destapada ao lume e, sem pressa, ir vigiando, ir mexendo, ir sentindo o aroma que se espalhava na cozinha.

 

Depois, foi só casar o doce com um pouco de requeijão. E o meu humor reconciliou-se de imediato com o tempo lá fora. Como uma amiga minha diz, na sua hashtag preferida, #nocéuhádisto.

 

doce_roma_inteira1.jpg

 

DOCE DE ROMÃ E MAÇÃ

 

350 ml de sumo de romã*

580 g de maçãs, pesadas já descascadas e sem caroço

480 g de açúcar

1 tira de casca de limão

1 pau de canela

Cascas e caroços de duas ou três maçãs

 

Embrulhe as cascas e os caroços de maçã num pedaço de gaze ou mousseline, atando bem e formando uma espécie de saquinho.

Junte todos os outros ingredientes numa panela de fundo espesso e leve ao lume médio.

Mexa bem e junte o saquinho com as cascas e os caroços de maçã - pode, por exemplo, atá-lo numa colher de pau e pousar a colher na panela, de forma a que o saco fique mergulhado no doce. É nas cascas e nos caroços da maçã que há mais pectina e isto vai ajudar a que o doce espesse e fique com melhor textura. Reduza para o mínimo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Deve demorar entre 1h30 a 2 horas a ficar no ponto.

Ao fim deste tempo, achei que estava pronto mas que ainda havia ainda pedaços notórios de maçã. Como gosto de doces mais uniformes, descartei a casca de limão e o pau de canela e ralei grosseiramente com a varinha mágica. Deixei ferver novamente e passei para frascos limpos.

 

*Retirei os bagos às romãs, triturei-os na Bimby e coei o sumo; para 350 ml de sumo, deve precisar de duas a três romãs.

22
Out13

Bibidi Bobidi Bu!

Há dias em a cozinha é um conto de fadas.
Na história que hoje vos trago as palavras mágicas são açúcar, canela, laranja, limão e cardamomo.
E plim! Eis que uma abóbora se transformou em doce.










Há dias, porque nem sempre as minhas experiências têm um final feliz.
Mas este meu primeiro doce de abóbora deixou-me muito orgulhosa.

Nunca fui de fazer compotas. A minha mãe sempre as fez, e ainda faz, com a fruta madura do seu quintal ou com a fruta que lhe oferecem ou compra às lavradeiras da zona. O seu doce de abóbora talvez seja, a par das rabanadas e deste bolo de maçã, a sua coisa doce mais apreciada e tenho quase sempre um frasco em casa.

Mas quando me vi com esta abóbora, comprada no Mercado de Sabores do Continente por apenas €1, e depois de uma parte ter sido usada na tarte, fiquei tentada a fazer o doce. Consultei o livro-base da Bimby, tentei lembrar-me de receitas que já me tinham passado pelos olhos e fiz a minha própria combinação.

Dos dois frascos e meio que rendeu, já só resta um fundinho de um e ainda que no início tenha pensado em oferecer um dos frascos, a ideia passou-me depressa, tal a gulodice. Temos comido o doce com requeijão, à sobremesa, com tostas, ao lanche, mas os acompanhamentos que me deixaram rendida, foi o iogurte grego natural e a granola que comprei à Joana do Le Passe Vite: um autêntico vício.

Estou com vontade de comprar mais abóbora e voltar a fazer o doce, mas receio que nunca mais fique igual: tenho cá para mim que este jerimu tinha feitiço...



























Doce de abóbora bolina

650 g de abóbora bolina (ou menina) descascada e limpa de sementes
450 g de açúcar
1 pau de canela
3 bagos de cardamomo esmagados
1 pedaço grande de casca de laranja
1 rodela de limão sem pevides


Fiz na Bimby: coloquei todos os ingredientes na Bimby e programei 30 minutos - Vel.1 Temp. 100.
Ao fim deste tempo verifiquei que continuava muito líquido e programei mais 15 minutos na Vel.1. Temp. Varoma. Passado este quarto de hora, achei que ainda não estava como eu queria e programei mais 15 minutos Vel.1. Temp. Varoma, ou seja, no total, o doce cozeu 30 minutos em Vel.1. Temp. 100 + 30 minutos Vel.1 Temp. Varoma.
Retirei o pau de canela e as cascas dos grãos de cardamomo e triturei durante cerca de 15 seg na velocidade 5.

Passei para frascos, deixei arrefecer, tapei e guardei no frigorífico.

Se fizesse de forma tradicional, colocaria todos os ingredientes num tacho de fundo pesado, e deixaria ao lume em temperatura baixa/média, destapado, mexendo de vez em quando até estar na consistência desejada. Retiraria o pau de canela e as cascas de cardamomo e triturava com a varinha mágica a gosto.


PS: ultimamente não tenho tido tempo para traduzir os posts para inglês, mas se alguém precisar da tradução das receitas, é só pedir :)
PS: my days are getting too short to translate the posts into english, but if you are interested in the translation of any recipe, just ask :)

15
Mai13

Cupcakes de Lilliput // Cupcakes from Lilliput.


Gosto muito da combinação laranja & chocolate.
Gosto muito de lemon curd.
Não gosto nada de orange curd...

Mas gostava de gostar, porque estes cupcakes lilliputianos ficaram lindos e foram aprovados com distinção pelo provador-mor cá de casa.

A ideia de fazê-los surgiu no dia em que conheci a querida Mª João Clavel, do Clavel's Cook.
Já nos falávamos via facebook há algum tempo, descobrimos que morávamos perto e conhecíamos pessoas em comum, e um dia decidimos ir tomar um café. O encontro foi aqui, um espaço giro e com atendimento simpático e muitas coisas boas nas vitrines, incluindo uns docinhos parecidos com estes, engenhosamente feitos a partir de uma caixinha de chocolate frisado e vários recheios.

Nunca mais me saíram da cabeça. E como adoro chocolate e laranja, resolvi dar uma segunda hipótese ao orange curd. Mas, decididamente, há ali qualquer coisa incompatível com as minhas papilas gustativas.

Quem não apreciar, como eu, coalhada de laranja (julgo ser este o nome português para este creme), não desanime: já estou a imaginar estas caixinhas de chocolate recheadas com mousse, ganache, polpa fresca de fruta, creme pasteleiro aromatizado, e até minibolas de gelado... encarem este post apenas como uma sugestão!

E por falar em sugestão, no final do post deixo-vos mais uma: um evento de cozinha saudável, com palestra e cooking lesson, a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro. Será no Porto, no dia 25 de Maio. Informações e inscrições aqui!

//


I love the combination of chocolate & orange.
I really like lemon curd.
I do not like orange curd ...

I'd love to love it, because these Lilliputians cupcakes were beautiful and passed with distinction by my husband's demanding taste.

I came up with the idea of making them on the day I met dear Maria João Clavel, from Clavel's Cook. We were talking via facebook for some time, we discovered that we lived nearby and knew people in common, and one day we decided to go for a coffee in here - a very nice space with courteous service and many good things in the windows, including some sweets like these, ingeniously made ??from little chocolate cases and various fillings.

Since them, they never left my head. And once I love chocolate and orange, I decided to give a second chance to orange curd. But, definitely, is there anything incompatible with my taste buds.

Who don't enjoy, like me, 'coalhada de laranja' (I believe this is the Portuguese name for this kind of custard), do not be discouraged: I'm already imagining these boxes stuffed with chocolate mousse, ganache, fresh pulp of fruit, flavored custards, and even ice cream ... Look upon this post just as a suggestion!

And speaking of suggestions, at the end of the post I make one more: an event on healthy cooking, with a lecture and a cooking lesson, in favor of the 'Portuguese League Against Cancer'. It will take place in Porto, on May 25th. Informations here!

Microcupcakes de chocolate e laranja

Para cerca de 16

16 caixinhas de chocolate frisado*
1 dose de orange curd ou outro recheio a gosto
Saco e bico pasteleiro em forma de estrela

Orange curd:
Raspa de 1 laranja
150 ml de sumo de laranja
1/2 chávena de açúcar
2 ovos
1 colher de chá de amido de milho (Maizena)
45 g de manteiga ou margarina

Leve ao lume num tacho todos os ingredientes bem misturados, excepto a Maizena e a manteiga.
Mexa sempre até começar a ficar mais espesso (cerca de 10/15 minutos). Retire uma colher de sopa do creme do tacho para uma tacinha e junte-lhe a colher de chá de Maizena. Desfaça bem a farinha no creme e verta de novo para a panela. Continue a mexer até engrossar (uns cinco minutos). Retire do lume e junte a manteiga partida em pedaços. Mexa até a manteiga estar bem derretida e dissolvida. Verta para um frasco, deixe arrefecer, e guarde no frigorífico pelo menos 12 horas antes de usar.

Disponha as caixinhas de chocolate num prato, encha o saco pasteleiro com o creme e recheie. Guarde-as no frigorífico se não forem para servir de imediato.

*Tomei o atalho e comprei-as aqui. Mas também pode fazê-las em casa: derreta chocolate, encha com este forminhas frisadas de silicone e retire de imediato o excesso, ficando apenas o fundo e as laterais das forminhas revestidos a chocolate. Leve a secar ao frigorífico e repita a operação para tornar as caixinhas de chocolate mais resistentes. Deixe secar novamente e descole as forminhas de silicone com cuidado.

//


Chocolate and orange microcupcakes

For about 16

16 little chocolate cases *
1 batch of orange curd or other filling
Pastry bag and star-shaped tip 

Orange curd:
Zest of 1 orange
150 ml of orange juice
1/2 cup of sugar
2 eggs
1 teaspoon cornstarch
45 g of butter or margarine

In a saucepan, mix well all the ingredients, except cornstarch and butter, and cook them over medium heat, stirring constantly until it starts to get thick (about 10/15 minutes). Take a tablespoon of the curd into a little bowl and add the teaspoon of cornstarch, giving it a good stir. Pour this mixture into the pan again and keep stirring until thickened (about five minutes). Remove from the heat and add the butter in small pieces. Stir until the butter is well melted and dissolved. Pour into a jar, let cool and store in the fridge at least 12 hours before use.

Arrange the little chocolate cases on a serving plate, fill the pastry bag with the orange curd and fill the chocolate cases with it. Keep them in the fridge if not serving immediately.

* I took a shortcut and bought them here. But they can also be made at home: melt dark chocolate, fill little silicone cases with the melted chocolate and immediately remove the excess, leaving only the bottom and the sides of the cases coated. Let dry in the fridge and repeat with more melted chocolate to thicken the chocolate case. When dried, remove the silicon case carefully.





03
Nov04

Receita #3



Lemon Curd (Doce de Limão)

Antes de mais: em quase todas as receitas que vi deste doce de origem inglesa, a manteiga mencionada é “sem sal”. Eu usei a Vaqueiro “clássica” (com sal, portanto), e acho que não ficou nada mal. O açúcar referido é sempre “em pó”. De facto, o açúcar que usei foi quase todo em pó mas, para “contrariar” o sal da manteiga, juntei mais um pouco de açúcar normal e resultou. Julgo que se poderá usar só açúcar normal ou então açúcar amarelo: parece-me que o tempo que está ao lume é suficiente para derretê-lo bem. Mas em cozinha, não há nada como experimentar. Por último, os ingredientes e as quantidades que se seguem são as que eu utilizei.


4 limões (aproveitar raspa e sumo)
4 ovos
125 g manteiga ou margarina
385 g de açúcar (preferencialmente em pó)

Num recipiente que dê para levar ao lume dentro de outro com água (banho-maria), misturar a raspa e o sumo dos limões, o açúcar, a manteiga (ou margarina) e os ovos já ligeiramente batidos. Com o lume no médio, mexer continuamente até a manteiga (ou margarina) derreter por completo, usando para tal uma colher de pau ou um batedor de varas. Depois, pode-se baixar o lume e deve-se continuar a mexer frequentemente até o creme espessar. Não é preciso o creme ficar demasiado espesso, pois ele vai engrossar depois de arrefecer. Bastam uns 35/40 minutos ao lume (a receita que segui de forma mais fiel falava em 20 minutos, mas não achei suficiente). Dá-se a cozedura por terminada quando o creme se apresentar brilhante e escorregar muito lentamente pelas costas da colher de pau. Depois, é só verter o doce para frascos previamente esterilizados, fechá-los, deixar arrefecer e guardar no frigorífico. Ou então, usá-lo logo que arrefeça para rechear bolos, tartes ou crepes, servi-lo tipo compota com scones ou… comê-lo às colheradas!
Ainda segundo as receitas consultadas, este doce aguenta no frigorífico cerca de duas semanas.

Teresa Rebelo

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