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Lume Brando

06
Fev17

Feliz é quem faz bolos ao domingo [Bolo de ananás e cenoura]

bolo_ananas_cenoura.jpg

 

bolo-ananas-cenoura-mix1.jpg

 

Um domingo de inverno caseiro pede bolo - caseiro - para o lanche. Foi o caso de ontem, em que a meteorologia, ainda que um pouco menos agreste do que no sábado, convidava ao sofá. Como quase sempre, gastei mais tempo a decidir a receita do bolo, do que a fazê-lo. Peguei em livros e revistas, revi receitas marcadas com post-its, assinalei outras receitas, fui buscar mais livros, inventariei mentalmente os ingredientes que tinha em casa e, finalmente, decidi que o bolo a fazer seria o de cenoura e ananás do Livro de Cozinha, de Matt Preston, de que já vos falei neste post.

 

Podia ter pegado numa receita de sempre ou tentado criar uma, mas sempre que tenho um pouco mais de tempo gosto de dar uso à coleção de livros e revistas  - até para ganhar argumentos de que preciso de aumentá-la!

 

De facto, há muito que não tinha um domingo tão sossegado e soube mesmo bem dedicar, sem stress, algum tempo a experimentar uma receita nova. Adaptei-a ligeiramente (achei a quantidade de gordura - óleo de coco que substituí por azeite - um pouco exagerada, por exemplo) e para a cobertura de queijo creme segui uma versão que já costumo usar, com proporções dos ingredientes ligeiramente diferentes. O resultado foi um bolo húmido, aromático e perfeito para um lanche preguiçoso de domingo, com a chuva a bater nas vidraças.

 

Boa semana!

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BOLO CLÁSSICO DE ANANÁS E CENOURA

Ligeiramente adaptado de Livro de Cozinha - Matt Preston

 

250 g de farinha de trigo T55 sem fermento

2 colheres de chá de fermento em pó

1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá rasa de canela em pó

1/2 colher de noz moscada em pó ou ralada

100 g de azeite extravirgem suave/frutado e com pouca acidez

4 ovos

190 g de açúcar mascavado

420 g de ananás em lata (pesado já depois de escorrido)

200 g de cenoura ralada

 

Para a cobertura

Receita também neste post

 

125 g de queijo creme

40 g de manteiga à temperatura ambiente

250 g de açúcar em pó

 

Para decorar - opcional

Abacaxi cristalizado em pedaços

 

Comece por preparar o bolo.

Unte/polvilhe uma forma redonda entre 22 cm e 24 cm de diâmetro, forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar.

Pré-aqueça o forno nos 180º

Descasque e rale as cenouras. Reserve.

Abra a lata do ananás em conserva e pese o ananás escorrido. Parta-o em pedaços e reserve.

Peneire a farinha, o fermento e o bicarbonato. Junte a canela e a noz moscada.

Numa taça grande, bata bem os ovos com o açúcar, até ficarem bem espumosos.

Junte o azeite e bata bem. Junte à mistura dos ovos, açúcar e azeite o ananás e a cenoura. Mexa bem.

Por fim, envolva a mistura dos secos (farinha, fermento...).

Verta para a forma e leve a cozer durante cerca de 50 minutos.

Faça o teste do palito para verificar se está cozido: se não sair massa agarrada, está pronto.

Solte o bolo das laterais da forma com uma faca de manteiga, desenforme e deixe arrefecer completamente.

 

Para fazer a cobertura, bata muito bem com a batedeira elétrica a manteiga e o queijo creme.

Depois, comece a juntar o açúcar em pó aos poucos, até obter uma consistência espessa mas macia. Barre o topo do bolo e decore com pedaços de abacaxi cristalizado.

 

 

 

22
Nov16

Amor ao lume [Doce de romã e maçã]

 

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O fim de semana que passou foi um típico fim de semana de outono. Frio, chuva e, inevitavelmente, aquela humidade típica do Porto que por mais casacos que uma pessoa vista, entranha-se por todo o lado. Liguei o aquecimento em casa, pela primeira vez, e aproveitei a tarde preguiçosa de domingo para dar uso às romãs que tinha apanhado na quinta dos meus sogros no outro fim de semana.

 

Estas romãs são muito ácidas. Eu não me importo nada com isso, dão um sumo delicioso, para os meus gostos, mas a verdade é que sou a única cá em casa capaz de as comer. Decidi então cozinhar qualquer coisa com elas e pedi sugestões no Instagram.

 

Fazer vinagre, fazer doce, fazer chutney, servir com açúcar e vinho de Porto à sobremesa: foram várias as dicas recebidas, mas acabei por escolher o doce, seguindo o conselho de juntar maçãs, por causa da pectina. O resultado? Um doce perfeito, que superou completamente as minhas expectativas: apesar de fazer doces e compotas de vez em quando, não sou nenhuma especialista e penso sempre que não vai ficar tão bom como eu gostaria.

 

Claro que houve vários fatores que ajudaram a que o doce tenha saído no ponto, desde logo ter sido feito numa panela de ferro fundido. Julgo que foi a primeira vez que usei uma Le Creuset para fazer doce e fiquei rendida. Costumo fazer na Bimby, que é uma ótima solução quando não queremos ou não podemos estar sempre a vigiar.

 

Depois, o facto de ter sido feito com tempo. Fazer com tempo significa fazer com amor. Nos últimos tempos, não tenho tido muitas oportunidades para cozinhar com esta entrega e soube-me bem ter a panela destapada ao lume e, sem pressa, ir vigiando, ir mexendo, ir sentindo o aroma que se espalhava na cozinha.

 

Depois, foi só casar o doce com um pouco de requeijão. E o meu humor reconciliou-se de imediato com o tempo lá fora. Como uma amiga minha diz, na sua hashtag preferida, #nocéuhádisto.

 

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DOCE DE ROMÃ E MAÇÃ

 

350 ml de sumo de romã*

580 g de maçãs, pesadas já descascadas e sem caroço

480 g de açúcar

1 tira de casca de limão

1 pau de canela

Cascas e caroços de duas ou três maçãs

 

Embrulhe as cascas e os caroços de maçã num pedaço de gaze ou mousseline, atando bem e formando uma espécie de saquinho.

Junte todos os outros ingredientes numa panela de fundo espesso e leve ao lume médio.

Mexa bem e junte o saquinho com as cascas e os caroços de maçã - pode, por exemplo, atá-lo numa colher de pau e pousar a colher na panela, de forma a que o saco fique mergulhado no doce. É nas cascas e nos caroços da maçã que há mais pectina e isto vai ajudar a que o doce espesse e fique com melhor textura. Reduza para o mínimo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Deve demorar entre 1h30 a 2 horas a ficar no ponto.

Ao fim deste tempo, achei que estava pronto mas que ainda havia ainda pedaços notórios de maçã. Como gosto de doces mais uniformes, descartei a casca de limão e o pau de canela e ralei grosseiramente com a varinha mágica. Deixei ferver novamente e passei para frascos limpos.

 

*Retirei os bagos às romãs, triturei-os na Bimby e coei o sumo; para 350 ml de sumo, deve precisar de duas a três romãs.

06
Nov13

A primeira vez que cozinhei ruibarbo. // My first experience with rhubarb.


Se a vida te der ruibarbo faz... compota de ruibarbo.
Não! Faz tarte de ruibarbo. Ou melhor, crumble de ruibarbo. Não, não, não! Faz antes bolo de ruibarbo.






























































































Confesso que foi assim que fiquei, indecisa, quando recebi este lindo molho de caules de ruibarbo, cortesia da querida Naida, do Frango do Campo, que o cultiva no seu jardim.

Era a primeira vez que ia cozinhar com ruibarbo e apetecia-me fazer tudo.
A escolha acabou por recair numa receita de rhubarb crumb bars, do site da Martha Stewart, que adaptei ligeiramente, e numa compota de ruibarbo e morango que publicarei noutro post.

Gostei muito deste bolo. Adoro bolos com diferentes texturas e este faz quase o pleno: massa húmida e doce, frutos sumarentos e ácidos, cobertura crocante.

A acidez é a principal característica do ruibarbo, por isso é tão usado em sobremesas, garantindo esse alto contraste entre o ácido e o doce, que eu adoro.

Se um dia a vida vos der ruibarbo, não importa que tipo de receita vão seguir: larguem tudo e enfiem-se na cozinha...

//


If life gives you rhubarb... make rhubarb jam.
No! Make rhubarb pie. Or rather, rhubarb crumble . No, no, no! Make rhubarb cake.

I confess I was feeling something like that, absolutely undecided, when I've received this lovely amount of rhubarb stalks. Courtesy of dear Naida, from Frango do Campo, who grows rhubarb in her garden.

It was the first time I was going to cook with rhubarb and I felt like doing everything. 
The choice turned out to lie in a rhubarb crumb bars recipe, from Martha Stewart's site, that I've adapted slightly, and rhubarb and strawberry jam, which I'll show you in another post.

I really enjoyed this cake. I love cakes with a lot of different textures and this one has almost everything: moist and sweet batter, juicy and acidic fruits, crunchy topping.

Acidity is the main feature of rhubarb, and this explains why is so used in desserts: because it ensures a delightful contrast between acid and sweet.

So, if one day life gives you rhubarb, no matter what kind of recipe you'll follow: just let go of everything and slip away to the kitchen...




























Bolo-crumble de ruibarbo
(adaptado daqui)

200 g de ruibarbo
70 g de frutos vermelhos congelados
100 g de manteiga
1 chávena* de farinha sem fermento
1/2 colher de chá de fermento para bolos
1 pitada de sal
1 chávena* de açúcar amarelo
1 colher de açúcar mascavado claro
2 ovos L
1 pitada de sal

Para crumble da cobertura:
70 g de manteiga
1 chávena* de farinha sem fermento (3/4 + 1/4)
1/2 chávena* de açúcar mascavado claro

*chávena de 250 ml de capacidade

Coloque os frutos vermelhos a descongelar.
Unte e polvilhe com farinha uma forma quadrada relativamente pequena (idealmente 18x18 ou 20x20), forre com papel vegetal e unte/polvilhe novamente.
Ligue o forno nos 180º.
Prepare a cobertura: misture a manteiga e o açúcar, junte a farinha e amasse com os dedos até obter uma textura de migalhas grossas. Reserve no frigorífico.
Lave e corte os caules de ruibarbo em cubos.
Numa taça, junte o ruibarbo e os frutos vermelhos, já praticamente descongelados. Junte 1/4 de farinha e a colher de sopa de açúcar mascavado e envolva.
Noutra taça, bata bem, com um batedor de varas ou batedeira eléctrica, a manteiga e o açúcar amarelo. Junte os ovos, um a um. Noutra taça misture a restante farinha, o sal e o fermento e junte estes secos, aos poucos, à mistura anterior.
Verta para a forma, espalhe por cima a fruta e termine com a massa de crumble que tinha reservado no frigorífico.
Leve ao forno cerca de 55 minutos ou até estar bem dourado e a fruta macia (se fizer o teste do palito, este não precisa de sair completamente limpo, pode trazer agarradas algumas migalhas de bolo...).

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Rhubarb crumb cake
(adapted from here)

200 g of rhubarb
70 g of frozen red fruit
100 g butter
1 cup plain flour
1/2 teaspoon baking powder
1 pinch of salt
1 cup of light brown sugar + 1 tablespoon
2 large eggs 
1 pinch of salt

For the crumble topping:
70 g butter
1 cup plain flour (3/ 4 + 1/4)
1/2 cup light brown sugar

Thaw the red fruit.
Grease and dust with flour a square mold ( ideally 18x18 or 20x20 ), line with parchment paper and grease/ dust again.
Preheat the oven to 350 ºF .
Prepare the topping: mix the butter and sugar, add the flour and knead with your fingers until you get a coarse crumb texture. Refrigerate.
Wash and cut the rhubarb stalks into cubes.
In a bowl, combine the rhubarb and red fruit. Add 1 /4 tablespoon flour and 1 tablespoon brown sugar and coat the fruit and the rhubarb with this mixture.
In another bowl, whisk (or use an electric mixer) butter and brown sugar. Add the eggs, one by one.
In another bowl, mix the remaining flour, salt and baking powder and add slowly these dry ingredientes to the butter/eggs mixture.
Pour into the mold, spread over the fruit and the rhubarb and top with the crumble dough you've refrigerated.
Bake about 55 minutes or until golden and the fruit is soft (if you do the toothpick test, this doesn't need to go out completely clean, it can bring some moist cake crumbs attached... ).



01
Nov13

Uma salada fria de Outono // Autumn cold salad.


Eu sei, seu sei que ultimamente tem apetecido coisas mais quentes, mas na verdade esta salada é tão boa, que até por estes dias sabe bem. Na verdade, é uma salada para todo o ano, desde que se encontrem laranjas sumarentas à venda. Se possível das algarvias, o que nesta época não é difícil de encontrar (pelo menos nas frutarias, nas feiras e nos mercados; nos hipermercados é outra história, infelizmente).





Aos bocadinhos vou gostando cada vez mais de beterraba e descobri que a beterraba comprada já cozida é mais suave do que quando a cozinhamos em casa, vá-se lá saber porquê (espero que não seja por conter aditivos ou conservantes...).

Se usarmos beterraba comprada, é uma salada que se prepara em menos de 10 minutos. Depois, é só colocar algum tempo no frigorífico, se der tempo, e polvilhar com a amêndoa torrada antes de servir.
Garanto-vos que vai fazer sucesso no próximo jantar aí em casa: desde que a fiz para mim num dia da semana passada ao almoço, já repeti várias vezes!

Para outras receitas de salada com laranja e beterraba é só clicar aqui e aqui.

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Well, actually this is a good salad to eat all year round, since there are juicy oranges in the market. Oranges from Algarve, if possible, which these days shouldn't be hard to find.

Through baby steps, I'm learning how to enjoy beetroot and I've found that pre-cooked beetroot has a milder flavor than when we cook it at home (I hope it isn't due additives or preservatives ...).

If we use pre-cooked beetroot, this salad will only take a few minutes to prepare. Then just take it to the fridge, if you have time, and sprinkle with toasted flaked almonds before serving.
I assure you it will be a huge success next time you have guests for dinner: since I prepared it for my own lunch, last week, I've been repeating it several times!

For another orange and beetroot salad recipe just click here and here.








































Carpaccio de laranja e beterraba com queijo de cabra
Para dois

1/2 beterraba cozida
2 laranjas
1/2 queijo de cabra
2 colheres de sobremesa de amêndoa laminada torrada
Mel
Azeite extra virgem
Flor de sal
Pimenta preta acabada de moer

Lamine a beterraba o mais fino que conseguir.
Lave e descasque as laranjas com uma faca - cortando as duas pontas e retirando tiras de casca a toda a volta, ficando só com a polpa da laranja, sem partes brancas. Vá colocando as cascas num prato fundo ou taça, para depois aproveitar o sumo.
Lamine as laranjas o mais fino que conseguir.
Num prato de servir, intercale rodelas de laranja com rodelas de beterraba.
Para fazer o molho, misture a gosto o mel, o azeite, o sal, a pimenta e um pouco de sumo de laranja (o que estiver na taça das cascas, podendo espremer ainda as pontas da laranja).
Mexa bem e verta por cima da salada. Espalhe pedacinhos de queijo e leve ao frigorífico até servir.
Entretanto toste a amêndoa laminada numa frigideira anti-aderente e deixe arrefecer.
Antes de servir, salpique a salada com a amêndoa.

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Orange and beetroot carpaccio with goat cheese
For two

1/2 pre-cooked beetroot
2 oranges
1/2 goat cheese
2 teaspoons toasted sliced ??almonds
Honey
Extra virgin olive oil
Fleur de sel
Freshly ground black pepper

Slice beetroot as thin as you can.
Wash and peel the oranges with a knife - cutting off the two ends and removing strips of peel all the way around, leaving only the pulp of the orange, without the white skin. Put the peel in a deep dish or bowl and set aside.
Slice oranges as thin as you can.
In a serving plate, arranje the orange and beetroot slices, overlapping them slightly.
To make the dressing, mix, in your favourite proportions, the honey, olive oil, salt, pepper and a little orange juice (use the one that is in the bowl where you put the orange peel and squeeze the ends of the orange).
Stir well and pour over the salad. Spread small chunks of cheese and refrigerate until serving.
Meanwhile toast the sliced ??almonds in a non-stick pan and let cool.
Before serving, sprinkle salad with almonds.


25
Out13

An apple a day keeps the doctor away.


Maçãs e forno são uma boa combinação para aligeirar o tom cinzento dos últimos dias.
Esta semana recebi de um primo uma caixa enorme de maçãs deliciosas, vindas de Trás-os-Montes e, inevitavelmente, à minha cabeça só chegavam receitas de forno.





Crumbles, bolos, tartes... mas para usar apenas uma pequena quantidade das maçãs, pois são tão boas, que seria um crime não comer a maior parte delas ao natural e se possível à dentada.

Esta tarte, feita a partir de fotos e de combinações de ingredientes guardadas de forma caótica no meu imaginário, ficou muito boa. E muito leve. Tão leve, que se eu na altura tivesse uma bola de gelado de nata ou baunilha para acompanhar, não teria ficado com problemas de consciência...

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Apples and oven are a good combination to lighten up the gray tone of the last days.
This week I received from a cousin a huge box of delicious apples, from Trás-os-Montes, and inevitably, to my head only came oven recipes.

Crumbles, cakes, pies ... but the intention was to use just a small amount of apples, because they are so good, it would be a crime not to eat most of them the natural and biting way.

This pie, made ??from images and combinations of ingredients stored chaotically in my mementos, came out very good. And very light. So light, that if I had a scoop of vanilla ice cream to go with, I wouldn't feel guilty ...









































Tarte leve de maçã e amêndoa

Para a massa:

100 g de farinha sem fermento
50 g de farinha de amêndoa (amêndoa ralada finamente num processador de cozinha)
60 g de manteiga ou Vaqueiro fria partida aos cubos
15 g de açúcar amarelo
1 ovo pequeno

Para o recheio:

3 maçãs grandes
Sumo de 1/2 limão
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
Açúcar em pó (ou normal ou amarelo) e canela qb
Uma mão-cheia de amêndoa laminada

Para a massa, junte numa taça ou no copo do processador de cozinha, todos os ingredientes e amasse, ou pulse, até obter uma massa uniforme e macia. Se achar que está a colar, junte um pouco mais de farinha, mas não amasse demasiado.
Embrulhe em película aderente e leve ao frigorífico enquanto prepara as maçãs.
Lave e descasque as maçãs, corte-as às fatias finas e coloque-as num prato fundo, regadas com o sumo de limão e as duas colheres de açúcar amarelo. Reserve.
Pré-aqueça o forno nos 170º.
Retire a massa do frigorífico e estique-a sobre uma superfície enfarinhada, forre a tarteira, forre a tarteira já com a massa com papel vegetal, encha-a de feijões ou pesos de cozedura e leve ao frio mais uns 15 minutos. Depois, leve-a ao forno a cozer durante cerca de 10 minutos, só para impermeabilizar um pouco. Retire do forno, descarte os pesos e o papel vegetal e coloque o recheio, fazendo camadas de fatias de maçã. Entre cada camada, salpique a fruta com uma mistura de açúcar e canela (eu usei açúcar em pó e canela pois já tinha esta mistura feita).
No final, espalhe a amêndoa e volte a salpicar com algum açúcar e canela.
Leve ao forno durante cerca de 50 minutos ou até a fruta estar bem macia e a massa dourada: no início coloquei a tarteira no nível abaixo do médio e no tempo final de cozedura passei para o nível acima do médio, para dourar um pouco mais.

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Simple and light apple pie

For the dough :

100 g plain flour
50 g almond flour (fine grounded almonds in a food processor)
60 g butter or Vaqueiro cold
15 g of brown sugar
1 small egg

For the filling :

3 large apples
Juice 1/2 lemon
2 tablespoons brown sugar
Powdered sugar (or granulated or brown) and cinnamon to taste
A handful of sliced ??almonds

In a bowl or a food processor, combine all the ingredients of the dough and mix with your hands, or pulse, until the dough is uniform and smooth. If you think it is too sticky, add a little more flour, but do not over knead.
Wrap in cling film and refrigerate while you prepare the apples.
Wash and peel the apples, cut them into thin slices and place them in a deep dish, with the lemon juice and two tablespoons of brown sugar. Reserve.
Preheat the oven to 170 º.
Remove the dough from the fridge and stretch it on a floured surface, line the pie mold with the dough and then line with parchment paper, fill it with beans or baking weights and take to the fridge for 15 minutes. Then bake for about 10 minutes, just to get a kind of a sealed dough. Remove from the oven, discard the weights and parchment paper and place the filling, making layers of apple slices.
Between each layer, sprinkle the fruit with a mixture of cinnamon and sugar (I used powdered sugar and cinnamon because I had already made ??this mix for another use) .
In the end, spread the almonds and sprinkle again with some sugar and cinnamon.
Bake for about 50 minutes or until the fruit is very tender and the pie crust is golden: in the beginning, I put my pie on the 'below the middle' level and at the end of baking time I've changed it to the 'above the middle' level, in order to get a nice golden brown colour.



22
Out13

Bibidi Bobidi Bu!

Há dias em a cozinha é um conto de fadas.
Na história que hoje vos trago as palavras mágicas são açúcar, canela, laranja, limão e cardamomo.
E plim! Eis que uma abóbora se transformou em doce.










Há dias, porque nem sempre as minhas experiências têm um final feliz.
Mas este meu primeiro doce de abóbora deixou-me muito orgulhosa.

Nunca fui de fazer compotas. A minha mãe sempre as fez, e ainda faz, com a fruta madura do seu quintal ou com a fruta que lhe oferecem ou compra às lavradeiras da zona. O seu doce de abóbora talvez seja, a par das rabanadas e deste bolo de maçã, a sua coisa doce mais apreciada e tenho quase sempre um frasco em casa.

Mas quando me vi com esta abóbora, comprada no Mercado de Sabores do Continente por apenas €1, e depois de uma parte ter sido usada na tarte, fiquei tentada a fazer o doce. Consultei o livro-base da Bimby, tentei lembrar-me de receitas que já me tinham passado pelos olhos e fiz a minha própria combinação.

Dos dois frascos e meio que rendeu, já só resta um fundinho de um e ainda que no início tenha pensado em oferecer um dos frascos, a ideia passou-me depressa, tal a gulodice. Temos comido o doce com requeijão, à sobremesa, com tostas, ao lanche, mas os acompanhamentos que me deixaram rendida, foi o iogurte grego natural e a granola que comprei à Joana do Le Passe Vite: um autêntico vício.

Estou com vontade de comprar mais abóbora e voltar a fazer o doce, mas receio que nunca mais fique igual: tenho cá para mim que este jerimu tinha feitiço...



























Doce de abóbora bolina

650 g de abóbora bolina (ou menina) descascada e limpa de sementes
450 g de açúcar
1 pau de canela
3 bagos de cardamomo esmagados
1 pedaço grande de casca de laranja
1 rodela de limão sem pevides


Fiz na Bimby: coloquei todos os ingredientes na Bimby e programei 30 minutos - Vel.1 Temp. 100.
Ao fim deste tempo verifiquei que continuava muito líquido e programei mais 15 minutos na Vel.1. Temp. Varoma. Passado este quarto de hora, achei que ainda não estava como eu queria e programei mais 15 minutos Vel.1. Temp. Varoma, ou seja, no total, o doce cozeu 30 minutos em Vel.1. Temp. 100 + 30 minutos Vel.1 Temp. Varoma.
Retirei o pau de canela e as cascas dos grãos de cardamomo e triturei durante cerca de 15 seg na velocidade 5.

Passei para frascos, deixei arrefecer, tapei e guardei no frigorífico.

Se fizesse de forma tradicional, colocaria todos os ingredientes num tacho de fundo pesado, e deixaria ao lume em temperatura baixa/média, destapado, mexendo de vez em quando até estar na consistência desejada. Retiraria o pau de canela e as cascas de cardamomo e triturava com a varinha mágica a gosto.


PS: ultimamente não tenho tido tempo para traduzir os posts para inglês, mas se alguém precisar da tradução das receitas, é só pedir :)
PS: my days are getting too short to translate the posts into english, but if you are interested in the translation of any recipe, just ask :)

05
Set13

Pérolas vermelhas de Verão. // Summer red pearls.





























Adoro tomate-cereja.
E se me vier parar às mãos de forma generosa, directamente de um quintal caseiro, fico ainda mais feliz (quem não fica?)

Um tabuleiro cheio de bolinhas, autênticas pérolas encarnadas que se adaptam a um sem-número de utilizações, chegou até mim no início desta semana. Se comê-las ao natural, acompanhadas de queijo mozzarella fresco e manjericão, por exemplo, já é uma salada que conforta, quando as levamos ao forno, o sabor intensifica-se de forma surpreendente.

Quando asso peixe e tenho tomates-cereja, junto sempre alguns ao assado, mas é sempre um apontamento, nunca tinha assado um tabuleiro só de tomates-cereja. Mas digo-vos, vale bem a pena ligar o forno para, menos de uma hora depois, sentir estes berlindes luzidios mornos explodirem-nos na boca.

O queijo feta, a rúcula e a cebola roxa pareceram-me companheiros verdadeiramente à altura, mas sintam-se livres para testar combinações (estou agora a lembrar-me que uns croutons, por exemplo, teriam ficado aqui muito bem).

Fora o tempo de forno, esta é uma salada que se prepara em três tempos.
Depois de misturar os ingredientes principais, é só temperar com um fio de azeite, raspa de limão, algumas folhas de manjericão... e deixar a magia acontecer.

//


I love cherry tomatoes.
And if they come into my hands generously and directly from a backyard, I'm even happier (who isn't?)

A tray full of these little balls, real red pearls ready to suit a multitude of uses, came to me earlier this week. If eating it raw, with fresh mozzarella and basil, for example, is comforting, when we bake it, its flavor reaches a complete new level.

When I bake fish and have cherry tomatoes in the fridge, I always roast a few, but it's always a detail, I've never baked a tray of cherry tomatoes before. But I tell you, it's well worth turning on the oven in order to, less than an hour later, feel these gleaming marbles blowing in one's mouth.

Feta cheese, arugula and red onion seemed to me to be the perfect friends for these roasted cherry tomatoes, but feel free to test combinations (now I'm thinking that croutons would have been a great choice too).

Without counting the oven time, this is a salad that is prepared in the twinkling of an eye.
After mixing the main ingredients, just season with a little olive oil, lemon zest, some basil leaves ... and let the magic happen.








































Salada de tomate-cereja assado, feta, rúcula e cebola roxa

Tomates-cereja (cerca de 10 por pessoa)
Azeite
Mistura de 'Sal com Ervas do Mediterrâneo' da Margão
Orégãos secos
Queijo feta
Rúcula
Cebola roxa
Raspa de limão
Folhinhas de manjericão fresco

Ligar o forno nos 200º.
Lavar, secar e espalhar os tomatinhos num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal.
Regar com um bom fio de azeite e polvilhar generosamente com a mistura "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo", da Margão (adoro esta mistura).
Salpicar com um pouco de orégãos, envolver bem e levar ao forno cerca de 25/30 minutos ou até os tomates terem largado algum sumo e começarem a ficar murchos.
Retirar e esperar que fiquem mornos para montar a salada.
Assim que estiverem mornos, retirá-los para o prato de servir com uma escumadeira.
Juntar a rúcula, a cebola roxa em fatias finas e o queijo feta aos cubinhos.
Regar com mais um fio de azeite e um pouco do molho da assadura (guarde o que sobrar para usar num molho, calda ou num prato de massa) e envolver com cuidado, para que os tomates não percam mais sumo.
Terminar com raspa de limão e folhinhas de manjericão.
Servir de imediato.

Já a focaccia, que fiz pela primeira vez esta semana e onde também usei os tomates-cereja, seguindo uma sugestão deixada na página do LB no facebook, já demora mais tempo! Mas também terá direito a post :)

//


Roasted cherry tomatoes salad, with feta, arugula and red onion

Cherry tomatoes (about 10 per person)
Olive oil
Mixture of 'Sal com Ervas do Mediterrâneo', from Margão
Oregano
Feta cheese
Arugula
Red onion
Lemon zest
Sprigs of fresh basil

Preheat the oven to 200 º.
Wash, dry and spread the cherry tomatoes in a non-stick baking tray or a tray lined with parchment paper.
Drizzle with a good splash of olive oil and sprinkle generously with "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo" (a seasoning mixture from Margão, which I love and use a lot)
Sprinkle with dried oregano, coat well and bake about 25/30 minutes or until the tomatoes have dropped some juice and start becoming deflated.
Remove and wait until they are warm to assemble the salad.
Once the tomatoes are warm, remove them to a serving plate with a slotted spoon.
Add the arugula, thinly sliced red onion and diced feta cheese.
Season with a little olive oil and a bit of the remaining baking liquid (save the leftovers to use in a sauce, gravy or a pasta dish), and give the whole lot a gentle toss, so that the tomatoes don't lose any more juice.
Finish with lemon zest and basil leaves.
Serve immediately.

I also used some of the cherry tomatoes in a focaccia, but this is a recipe that takes longer! It will be in the next post :)


19
Ago13

Combinação perfeita. // Perfect match.



 

















































Fiz este bolo recentemente, para levar para um piquenique.
Fez bastante sucesso, mas como rendeu bastante sobraram algumas fatias e deu para perceber que é um bolo que aguenta vários dias, ficando cada vez mais húmido e delicioso.
Os sabores são uma homenagem ao Verão e fazem parte dos meus favoritos para esta altura do ano: frutos vermelhos, limão, coco...

Para lhe darem um toque mais tropical podem substituir o limão por lima (era, aliás, o que constava na receita original), e imagino que fique igualmente bom com outras frutas sumarentas.
O importante, é mesmo fazê-lo de véspera.

E depois de duas semanas de férias felizes, o regresso ao blog e à cozinha vai ser suave e irregular, pois os piratas continuam por casa...

//


I made this cake recently, to take to a picnic.
It was a big hit but I came home with a few slices and I've found this is a cake that tastes even better one, two or three days after being baked, becoming each day more moist and delicious.
The flavors are an ode to summer and are some of my favorite for this time of the year: berries, lemon, coconut ...

To give it a tropical twist, you can substitute the lemon for lime (the original recipe), and I imagine that it is also good with other juicy fruits.
Just don't forget to bake it, at least, the night before.

And after two weeks of quite nice family holidays, the return to the blog will be slowly and irregular because my little pirates have no school yet...



Quadrados de limão, coco e frutos vermelhos
(adaptado da revista Everyday Food - May 2011)

170 g de manteiga amolecida
1 chávena e 3/4 + 1 colher de sopa de farinha s/ fermento 
2 colheres de chá de fermento
1/2 colher de chá de sal
1 chávena de coco ralado
1 chávena + 2 colheres de sopa de açúcar
3 ovos
3/4 de chávena de leite
Sumo e raspa de 1 limão
3 chávenas de mirtilos e framboesas ou outros frutos vermelhos (cerca de 400 g)
3 colheres de sopa de sumo de laranja
Açúcar em pó para polvilhar

Chávena = 250 ml de capacidade

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Untar muito bem com manteiga e polvilhar com farinha uma forma rectangular (cerca de 32,5 cm x 22,5 cm ).
Numa taça, juntar a farinha, o fermento, o sal e o coco. Noutra taça, e com a batedeira eléctrica, bater a manteiga e uma chávena de açúcar, até ficar cremoso.
Adicionar os ovos, um de cada vez, batendo em velocidade baixa.
Juntar a farinha aos poucos, intercalando com o leite e terminando com farinha.
Juntar a raspa e o sumo de limão.
Verter a massa para a forma, alisando com uma espátula.
Noutra taça, colocar os frutos vermelhos, juntar uma colher de sopa de farinha, duas colheres de sopa de açúcar e o sumo de laranja, mexer suavemente até envolver todos os frutos nesta mistura.
Espalhar os frutos pela massa do bolo e levar a cozer cerca de 35 minutos ou até um palito sair limpo do centro do bolo.
Deixar arrefecer na forma e servir aos quadrados, polvilhando-os com açúcar em pó.

Nota: ao contrário do bolo original, os meus frutos foram todos parar ao fundo, não se dando por eles a não ser quando partimos as fatias. Envolvê-los em farinha pretende evitar que isso aconteça, no entanto, como juntei sumo de laranja - seguindo a receita - acho que o efeito se perdeu. Para a próxima, irei juntar aos frutos apenas a farinha e o açúcar.

//

Coconut, berry and lemon squares
(adapted from Everyday Food - May 2011)

170 g butter, softened
1 and 1/3 cups + 1 tbsp plain flour
2 teaspoons baking powder
1/2 teaspoon coarse salt
1 cup shredded coconut
1 cup + 2 tablespoons sugar
3 eggs
3/4 milk
zest and juice of 1 lemon
3 cups mixed berries (I've used blueberries and raspberries)
3 tablespoons orange juice
Icing sugar for dusting

Preheat oven to 350º.
Butter and flour a 9-by-13 inch baking dish.
In a large bowl, whisk together flour (1 and 3/4 cups), baking powder, coconut and salt.
In another bowl, using an electric mixer, beat butter with 1 cup sugar until light and fluffy.
Add eggs, one at a time and beat until combined, with mixer in low.
Add the dry ingredients, alternating with milk, but finishing with flour.
Add the lemon zest and juice.
Pour batter into dish.
In a bowl, tosse together berries, 1 tbsp flour, 2 tbsp sugar and orange juice.
Scatter berry mixture over the batter.
Bake until it's golden at edges and a toothpick inserted in center comes clean, about 35 minutes.
Let cake cool on pan. Dust with icing sugar before serving in squares.

Note: unlike the original cake, after baking, my fruits were at the bottom of the batter. Involve them in flour should prevent this from happening, however, as I added orange juice - following the recipe - I think that desired effect was lost. Next time, I'll add only flour and sugar to the fruit, before scattering it over the batter.





15
Jul13

A rainha das tartes // The queen of pies.




Pode ser rústica, imperfeita, irregular.
Mas, para mim, a galette é o tipo de tarte mais bonito que há.
Talvez por isso mesmo: pelo seu ar tosco e romântico, que não esconde o facto de ter sido feita em casa, à mão, com fruta da época.

Há muito tempo atrás publiquei uma receita muito parecida, que podem ver aqui.
A fruta é a mesma (felizmente, as ameixoeiras dos meus pais continuam a carregar-se de frutos vermelhos luzidios, Verão após Verão), mas a massa desta é diferente.
Arrisquei uma versão mais simples desta e resultou muito bem. Tão bem, que estou ansiosa por usá-la noutras receitas, incluindo salgadas.

A massa da galette do primeiro post é excelente, mas a sua confecção é mais demorada.
Tempos de espera incompatíveis com dois rapazes de férias em casa, cuja vontade de ajudar é inversamente proporcional à sua paciência.

Seja no formato familiar ou em versão mini, as galettes são uma boa forma de usar a fruta que por estes dias amadurece quase sem darmos conta. E agora que o calor decidiu dar algumas tréguas, já se pode ligar o forno outra vez (ainda que por cá, nem o pico do calor me consiga afastar do forno - sou viciada!).

//


It can be rough, imperfect, irregular.
But for me, the galette is the most beautiful kind of pie.
Perhaps for that reason: for his rustic and romantic look, which doesn't hide the fact that it was handmade ??at home, with seasonal fruit.

A long time ago I published a very similar recipe, which you can see here.
The fruit is the same (fortunately, my parents' plum tree continues to load up gleaming red fruit, summer after summer), but this one uses a different dough.
I tried a simpler version of this one and it worked very well. So well, I want to use it soon in other recipes, including savory ones.

The dough in the first post is excellent, but its preparation is more time consuming.
Waiting times that are incompatible with two guys at home on school holidays, whose willingness to help is inversely proportional to their patience.

In a familiar size or in a mini-version, the galettes are a good way to use fruit that ripens fast these days. And now that the heat has decided to give us a break, you can turn on the oven again!








































Petit galettes de framboesa e ameixa
(para 8/10 tartes pequenas)

Massa:
250 g de farinha sem fermento
125 g de manteiga fria
2 ovos (os meus era caseiros e pequenos)


Recheio:
75 g de miolo de de amêndoa 
4 colheres de sopa de açúcar amarelo
75 g de framboesas
20 ameixas aprox.
Sumo de limão qb
Leite qb

Numa taça coloque a farinha, a manteiga fria cortada em cubos e os ovos.
Amasse com as pontas dos dedos até obter uma massa uniforme e macia. Reserve, embrulhada em película aderente.
Numa frigideira anti-aderente, toste ligeiramente as amêndoas, para libertarem sabor e ficarem mais crocantes. Deixe arrefecer e rale grosseiramente.
Lave e arranje a fruta, cortando as ameixas às fatias ou aos pedaços. Regue com um fio de limão.
Misture a amêndoa com 2 colheres de sopa de açúcar e junte o restante açúcar à fruta.
Ligue o forno nos 200º.
Estique a massa com o rolo - 2 mm de espessura aprox. - e divide-a no número de círculos desejado (pode usar uma faca ou um cortador grande de bolachas). Passe os círculos para um tabuleiro forrado com papel vegetal.
Espalhe na base do círculo um pouco da mistura de amêndoa e açúcar, e a seguir disponha um pouco de fruta, deixando alguma margem livre à volta. Crie os rebordos da tarte, fazendo uma dobra de massa a toda a volta, tapando um pouco da fruta. Pincele a massa com leite e salpique toda a tarte com mais um pouco da mistura de açúcar e amêndoa.
Repita a operação nos outros círculos de massa e leve ao forno cerca de 1h 15 m, ou até estarem bem douradas e a fruta borbulhante. Idealmente, servir morno com um pouco de gelado ou natas batidas.

Nota: a massa não leva açúcar, por isso se não apreciar o contraste da massa sem açúcar com a fruta, pode juntar uma colher de sopa de açúcar à massa, no momento da preparação. O açúcar da fruta deverá ter em conta a acidez da mesma.

//


Little raspberry and plum galettes
(for 8/10 small pies)

Dough:
250 plain flour
125 g cold butter
2 eggs (mine was small from 'home' chickens)

Filling:
75 g almond 
4 tablespoons brown sugar
75 g raspberries
20 plums approx.
Lemon juice drops
Milk qb

In a bowl, place the flour, cold butter cut into cubes and eggs.
Knead with your fingertips until the dough is uniform and smooth. Wrap in cling film and reserve.
In a non-stick pan, lightly toast the almonds, to release their flavor and make them crunchy. Let cool and coarsely grate.
Wash and arrange the fruit, cutting the plums to slices or pieces. Drizzle with some drops of lemon.
Mix the almonds with 2 tablespoons sugar and add the remaining sugar to the fruit.
Preheat the oven to 200 º.
Stretch the dough with the rolling pin - 2 or 3 mm thick - and divide it into the desired number of circles (can use a knife or large round cookie cutter). Transfer the circles to a tray lined with greaseproof paper.
In the base of the circle spread a bit of almond and sugar mixture, then put some fruit, leaving a free border around. Create the edges of the pie, making a fold around the circle, covering some of the fruit. Brush dough with milk and sprinkle with the mixture of sugar and almond all over the pie.
Repeat in the other circles of dough and bake about 1 hour and 15 m, or until they are golden brown and the fruit is bubbling. Ideally, serve warm with some ice cream or whipped cream.

Note: the dough does not take sugar, so if you do not appreciate the contrast of the dough without sugar with the fruit, you can add a tablespoon of sugar to the dough at the time of preparation. The sugar we add to the fruit should take into account its acidity.



08
Jul13

Bater o calor. // Beat the heat.








































Este post vai ter pouca linhas, porque este calor bloqueia não só quem escreve, mas também quem lê.
Serve só para sugerir um batido que pode funcionar como uma brisa refrescante nestes dias de canícula.

A anona não é um fruto muito comum nas nossas cozinhas, até porque tem de ser importado*, mas está referenciado como um dos melhores aliados na alimentação preventiva da doença cancerígena e durante o seu tratamento.

Criei este batido quando andava a pesquisar e a testar receitas para este workshop, e foi uma agradável e fresca surpresa!

*Fãs atentas do LB no facebook comentaram que há anonas nos Açores e na Madeira! As que eu tenho comprado são importadas, pelo menos foi o que me disseram na frutaria. Nem sempre há e são caras. É uma pena que a 'nossa' anona não esteja mais divulgada. Se fizermos uma pesquisa rápida na net, as primeiras referências vão para as anonas do Brasil e de outras zonas de climas tropicais.

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This post will have just a few lines, because the high temperatures block not only the writer, but also those who read. Serves only to suggest a smoothie that can function as a refreshing breeze in these heat wave days.

The soursop is a rare fruit in our portuguese kitchens, it has to be imported*, but is listed as one of the best allies in a cancer preventive diet and during its treatment.

I created this milkshake when I was researching and testing the recipes for this workshop, and it was a pleasant and fresh surprise!

* Fans of  LB on facebook commented that there are soursops in Azores and Madeira! The ones I've bought were imported, at least that's what they said to me in the shop. They aren't easy to find and a bit expensive. It's a pitty that 'our' soursop isn't well-known. If we do a quick search on the net, the first references go for soursops from Brazil and other tropical areas.








































Batido fresco de anona
Para 2 copos médios

150 g deanona descascada e limpa de pevides
150 ml debebida de soja
Fio de limãopara a anona não oxidar
Açúcaramarelo a gosto
Canela em pó qb
Cubos de gelo - cerca de 12

Juntar todosos ingredientes, incluindo o gelo, num processador de alimentos e triturar atéficar um líquido espesso, uniforme e macio.
Servir de imediato com umapalhinha.

//

Soursop smoothie
About 2 medium glasses

150g peeled and seeded soursop
150 ml soymilk
A few lemon juice drops
Brown sugar to taste
Cinnamon to taste
Ice cubes - about 12

Add all ingredients, including ice, in a food processor and blend until you get a uniform and soft mixture. Serve immediately with a straw.





Teresa Rebelo

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