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Lume Brando

09
Nov15

Pão, paz e preguiça.



Gostava de fazer mais vezes pão. Não tenho máquina de fazer pão e acho que não seria isso que me faria fazer mais vezes.
Talvez se fosse mais organizada, talvez se fosse mais metódica e disciplinada, talvez se não fosse tão preguiçosa, talvez se comprar pão não fosse tão fácil.

Um destes domingos impus-me essa missão: fazer pão para estrear a minha cocotte oval da Le Creuset.
Há muito que lia sobre as vantagens de cozer pão numa panela de barro ou ferro fundido com tampa. Há muito que estava curiosa e com vontade de fazer esse teste e a panela bonita serviu na perfeição o propósito.
Confere: cozer o pão na panela tapada faz com que se crie uma espécie de forno mais pequeno, a humidade não se escapa e o pão fica com uma deliciosa e bonita côdea estaladiça.

Adoro pão com coisas: sementes, frutos secos, passas. Decidi-me por isso por um pão rico, que é bom acabado de cozer, mas também fica delicioso torrado, com o crocante das nozes e o doce das sultanas a contrastar com a manteiga salgada.

Este post não é uma fábula, mas recorro à moral de Esopo para lhe dar um final feliz: "um pedaço de pão comido em paz, é melhor do que um banquete comido com ansiedade."

Boa semana!



PÃO DE MISTURA COM NOZES E SULTANAS

170 g de farinha T65
40 g de farinha integral
40 g de farinha de centeio
5 g de fermento de padeiro seco
1 boa pitada de sal
140 ml de água morna
25 ml de azeite
15 ml de xarope de agave (ou mel, se gostar)
50 g de sultanas
30 g de nozes picadas grosseiramente

Numa taça grande, coloque as farinhas, o sal e o fermento. Faça uma cova no meio e junte a água, o azeite e o xarope de agave (ou mel). Aos poucos e com as mãos, vá levando os secos dos lados da taça para o meio e amasse até obter uma mistura moldável. Se estiver pegajoso, junte mais um pouco de farinha.
Adicione as nozes e as sultanas e amasse para que fiquem bem espalhadas.
Passe para uma superfície de trabalho enfarinhada e amasse uns 10 minutos, até a massa estar bem macia e faça o teste do indicador: pressione com suavidade a massa e se esta voltar ao sítio rapidamente, está pronta para levedar. Coloque a massa de novo na taça, com um pouco de farinha no fundo, tape com um pano de cozinha limpo e deixe repousar num local ameno (eu costumo embrulhar a taça numa manta polar) cerca de 1 hora ou até ter dobrado de volume. Retire da taça, amasse-a suavemente, dê-lhe a forma pretendida e deixe de novo a levedar na taça ou noutro recipiente aproporiado, polvilhado com farinha, até ficar novamente com o dobro do volume.
Entretanto aqueça o forno nos 200º. Quando este estiver quente, coloque a panela, para esta aquecer e estar já quente quando lá colocar o pão.
Retire a panela do forno (com cuidado, está quente!) e salpique-a de farinha. Coloque lá dentro a massa do pão e faça alguns cortes na superfície deste. Polvilhe com farinha, tape a panela e deixe cozer cerca de 25 minutos. Abra a panela, bata no pão para ver se ouve o som oco que indicia que está cozido e se achar que não está tão tostado como gosta, deixe cozer mais alguns minutos destapado.

Outros pães no blog:
Pão de Espelta e Sementes
A minha versão do Artisan Bread
Pão de Hambúrguer





18
Jun15

Porque as festas não são só bolos.




A ideia de ter muita gente para jantar ou almoçar pode parecer assustadora.
Com uma família grande, que gosta de se juntar e celebrar as datas mais importantes, o medo não teve grande hipótese de se instalar cá em casa e são várias as ocasiões em que tenho cerca de trinta pessoas para alimentar.
Esta receita é ideal para esses momentos de festa: vistoso, saboroso e fácil de fazer, é um arroz perfeito para refeições volantes, que combina com os salgados que normalmente pomos na mesa - e que até podem chegar pela mão dos convidados: panadinhos, rissóis, carne assada fatiada e muitas outras opções.
Outra das vantagens deste arroz, é que pode ser feito com os ingredientes que mais gostarem ou com aquilo que andar pelo frigorífico a precisar de destino. Um arroz democrático, que se dá bem com todos e fica bem em qualquer mesa: eu usei feijão verde, cenoura, pimento vermelho, paio e chouriço, mas as combinações são ilimitadas: ervilhas, alho francês, bacon, couve branca, pimento verde...


ARROZ DE FESTA
Para 6-8 pessoas

1 cenoura média
6 a 8 vagens de feijão verde
1/2 pimento vermelho médio (ou 1 pimento vermelho pequeno)
1/2 chouriço de colorau de qualidade
4 a 6 fatias de paio
2 dentes de alho
1/2 cebola média 
1 chávena almoçadeira de arroz agulha
2 chávenas almoçadeiras de água a ferver
Azeite qb
Sal qb

Preparar os legumes e parti-los em cubos ou pedacinhos de tamanho semelhante.
Picar a cebola e o alho.
Preparar os enchidos, retirando a pele ao chouriço e partindo tudo em pedacinhos.
Colocar água a ferver.
Levar um tacho ao lume com um bom fundo de azeite. Juntar a cebola e o alho e deixar cozinhar até a cebola ficar transparente e mole e a querer alourar.
Juntar os legumes ao tacho e deixar saltear. De seguida juntar o chouriço e o paio, mexer e deixar cozinhar um pouco. Adicionar o arroz, envolver tudo muito bem e deixar 'fritar' um pouco. Por fim juntar a água a ferver, temperar de sal e mexer bem. Deixar levantar fervura, tapar, reduzir o lume para o mínimo e deixar cozinhar cerca de 12 minutos. Desligue e mantenha na panela até servir.

Nota: pode facilmente dobrar e triplicar a receita, ajustando o tamanho da panela e o tempo de cozdura.




29
Set14

Londres [3ª parte e um crumble de vegetais]



















































Com este post, termino os relatos sobre a minha recente escapadela a Londres.
Para quem não leu os anteriores (aqui e aqui), esta aventura foi impulsionada, e em parte patrocinada, pelo meu grupo de amigos, que nos meu 40 anos me surpreenderam com vouchers para workshops no Recipease e um pé-de-meia para a viagem.

Com amigas a viver em Londres, estas miniférias foram ainda mais especiais. Tivemos companhia praticamente a todas as refeições e deixámo-nos guiar pelas escolhas e sugestões de quem já conhece bem a cidade.
Quase não fotografei os restaurantes e a comida, mas não queria deixar de fazer um pequeno registo sobre os sítios por onde passámos. O meu preferido foi o Tom's Kitchen e mais abaixo encontram uma receita de crumble de legumes, que pretende ser uma aproximação ao que eu comi no brunch que lá fizemos. Enjoy!

Pret a Manger - uma cadeia de refeições e snacks rápidos muito parecida com a nossa Go Natural. Por muitos planos que se possam ter sobre sítios a experimentar em Londres, a cidade é tão grande, que não é fácil conseguir cumprir a lista. Quando a fome apertou e já sem pernas para procurar outras hipóteses mais famosas para o almoço, o Pret a Manger foi uma opção que se revelou acertada: sanduíches frescas, com conjugações interessantes de ingredientes, variedade de sumos naturais e atendimento muito simpático.

Busaba - comida tailandesa óptima. Serviço rápido, ambiente cosmopolita, staff simpático. Gostei bastante.

Budha-Bar - cozinha asiática e de fusão. Para além do sushi, o forte são os pratos de inspiração chinesa e tailandesa. Aqui, comi um prato vegetariano com batata doce como ingrediente principal muito interessante, sobretudo pelas especiarias usadas. Um restaurante com decoração, ambiente e música de tipo 'clubbing', à falta de melhor palavra para o descrever!

Bread Street Kitchen  (mosaico de fotos inicial) - um dos muitos restaurantes de Gordon Ramsay. Enorme mas bem decorado e confortável, com menus relativamente acessíveis, sobretudo quando comparado com os seus conceitos reconhecidos com estrelas Michelin. A comida era muito boa - as pizzas de flat bread e o macaroni and cheese que pedimos de entrada eram absolutamente deliciosos. Foi um dos jantares mais divertidos da estadia, porque éramos oito, todos portugueses, quatro a viver em Londres, quatro de passagem, vivências comuns pelo meio, coincidências engraçadas e bom vinho a acompanhar.
No início do jantar, quando os últimos convivas chegam para se juntar ao grupo, surge a notícia bombástica: o Gordon Ramsay está no restaurante, a jantar com a família. Automaticamente, sete vozes em uníssono dirigem-se à minha pessoa: "Tens de lá ir! Já viste que coincidência?! Vai lá tirar uma foto com ele!".
Bem, quem me conhece, sabe que eu não sou nada de interpelar desconhecidos, quanto mais famosos. Mas pronto: era o Gordon Ramsay. E eu já tinha bebido um gin. Respirei fundo e dirigi-me à mesa onde me tinham dito que ele estava. Muitas cabeças loiras. Ele na ponta. Interrompi da forma mais educadamente e simpática que consegui, apresentando-me como uma food blogger portuguesa que não queria acreditar na sorte em vê-lo ali.
Infelizmente, o entusiasmo não foi recíproco. O homem olhou para mim com a cara mais chateada que vocês podem imaginar (o que não é muito difícil, se seguem os seus programas na SIC Radical) e apeteceu-me logo fugir. Mas não, como sou uma verdadeira crente, ainda perguntei se podia tirar uma foto com ele. Claro que não podia, que estupidez a minha! Estava a jantar com a família e não podia fazer pose durante os segundos que demora a fazer clique na câmara do telemóvel. Pedi imensa desculpa, pela minha ousadia e falta de consideração, em inglês macarrónico devido ao nervosismo e à vergonha misturados em partes iguais, e já me dirigia para a minha mesa quando, mantendo o tom enfadado, me pergunta se eu já estou de saída; caso não esteja, posso falar com o seu manager e combinar com ele o momento da fotografia. Agradeci e voltei para a minha mesa, aliviada por já não ter aquela cara enorme a olhar para mim com ar de desdém. Obviamente não falei com manager nenhum e não há foto para mais tarde recordar. O jantar continuou animado e quando saímos, nem sinal de Mr. Ramsay.

Tom's Kitchen (mosaicos de fotos 2, 3 e 4) - foi aqui que fizemos o brunch de domingo e gostei mesmo muito. Da decoração, da comida, do ambiente. O serviço foi um pouco lento, mas como estávamos numa de preguiçar, não foi nada de dramático. Houve quem escolhesse algo mais tradicional como Eggs Royal, eu escolhi um crumble de vegetais, com umas batatas fritas polvilhadas com parmesão, a acompanhar (confesso: batatas fritas são o meu guilty pleasure). Tudo óptimo. Para beber, havia diversos sumos naturais, uns mais detox do que outros, e houve quem não dispensasse um final doce, como uma tarte de chocolate intenso. Durante o tempo que aqui estivemos, namorei o livro Fish, do fundador do restaurante, e já decidi que vai ser a minha próxima aquisição.

A receita que se segue foi inspirada no crumble desse brunch. Não ficou igual, apenas ligeiramente parecido, mas igualmente saboroso.

Boa semana!
















CRUMBLE DE LEGUMES

Para 4 doses, como entrada

1/2 couve coração ( ou 1 se for pequena)
2 cenouras
1 talo de alho francês
1 cebola grande
3 dentes de alho
2 chávenas + 1/2 chávena de espinafres
1/2 copo de vinho branco
2 chávenas de queijo ralado
2 chávenas de pão ralado com espinafres e alho (2 pães de mistura da véspera)
1 colher de sopa de farinha
Azeite qb
Leite qb
Sal e pimenta preta qb

Numa frigideira colocar um fundo de azeite, a cebola laminada e dois dentes de alho picados.
Deixar alourar e juntar a couve e a cenoura partidas em juliana. Deixar saltear um pouco e juntar o alho francês, mexer e refrescar com o vinho branco. Temperar de sal e pimenta e deixar cozinhar uns 15 minutos em lume médio. Se estiver com pouco líquido juntar um pouco de água.
Entretanto ligar o forno nos 180º e untar 4 tarteiras ou ramequins com azeite.
Prove os legumes e, se já estiverem al dente, junte uma colher de sopa bem cheia de farinha. Envolva bem e junte leite aos poucos. Mexa até estar tudo bem envolvido e cremoso, uma espécie de béchamel. Retifique os temperos, retire do lume e junte duas chávenas de espinafres e uma chávena de queijo ralado, envolvendo bem. Divida pelos recipientes e cubra com o pão ralado misturado com o restante queijo (para o pão ralado, rale o pão num processador de cozinha com 1/2 chávena de espinafres e um dente de alho). Leve ao forno cerca de 15 minutos até estar bem tostado e a borbulhar.


21
Mar14

Hello Spring!















Este ano o Inverno parecia querer prolongar-se pela estação seguinte.
Destes primeiros meses de 2014, vão ficar nas nossas memórias os intermináveis dias de frio e chuva, o céu permanentemente cinzento e uma certa tristeza silenciosa que nos atava os pensamentos e a vontade de fazer.
Confesso que o meu estado de espírito é fortemente afectado pelas condições climáticas e que detesto o frio e a chuva.
Sei que há um lado romântico na chuva (para não falar da sua importância real), mas nem esse me consegue convencer. A não ser que esteja em Paris, de braço dado com a pessoa certa, com maquilhagem à prova de água, um cabelo espectacular que até molhado fica bem e a poucos minutos de um banho quente num hotel de charme. Mas isso só acontece nos filmes, certo?
Dou por isso as boas-vindas à Primavera com um sorriso de orelha à orelha.
E para celebrar a leveza dos dias que já se começou a sentir (ainda que no momento em que publico este post, o Inverno tenha vindo matar saudades), aqui fica uma salada tão simples quanto saudável e saborosa (para quem gosta de toranja, claro).
Cebolas novas, toranjas, azeite, flor de sal e pimenta: cinco ingredientes e cinco minutos na cozinha, foi tudo o que precisámos para dizer olá à nova estação.













CARPACCIO DE TORANJA E CEBOLA NOVA
(revista Saveurs - Abril 2013 )

Para dois, como entrada

1 toranja
1/2 cebola nova
Azeite
Flor de sal
Pimenta preta acabada de moer
Cebolinho (opcional)

Com uma faca bem afiada, descasque a toranja, retirando toda a película branca e reservando o sumo que vai saindo naturalmente.Corte a toranja em rodelas o mais finas possível e disponha num prato.Parta igualmente a cebola em argolas fininhas e espalhe por cima da toranja.Numa taça, misture o sumo da toranja com azeite a gosto, uma pitada de flor de sal e pimenta preta acabada de moer.Regue a salada com este molho e termine com um pouco de cebolinho picado.

01
Nov13

Uma salada fria de Outono // Autumn cold salad.


Eu sei, seu sei que ultimamente tem apetecido coisas mais quentes, mas na verdade esta salada é tão boa, que até por estes dias sabe bem. Na verdade, é uma salada para todo o ano, desde que se encontrem laranjas sumarentas à venda. Se possível das algarvias, o que nesta época não é difícil de encontrar (pelo menos nas frutarias, nas feiras e nos mercados; nos hipermercados é outra história, infelizmente).





Aos bocadinhos vou gostando cada vez mais de beterraba e descobri que a beterraba comprada já cozida é mais suave do que quando a cozinhamos em casa, vá-se lá saber porquê (espero que não seja por conter aditivos ou conservantes...).

Se usarmos beterraba comprada, é uma salada que se prepara em menos de 10 minutos. Depois, é só colocar algum tempo no frigorífico, se der tempo, e polvilhar com a amêndoa torrada antes de servir.
Garanto-vos que vai fazer sucesso no próximo jantar aí em casa: desde que a fiz para mim num dia da semana passada ao almoço, já repeti várias vezes!

Para outras receitas de salada com laranja e beterraba é só clicar aqui e aqui.

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Well, actually this is a good salad to eat all year round, since there are juicy oranges in the market. Oranges from Algarve, if possible, which these days shouldn't be hard to find.

Through baby steps, I'm learning how to enjoy beetroot and I've found that pre-cooked beetroot has a milder flavor than when we cook it at home (I hope it isn't due additives or preservatives ...).

If we use pre-cooked beetroot, this salad will only take a few minutes to prepare. Then just take it to the fridge, if you have time, and sprinkle with toasted flaked almonds before serving.
I assure you it will be a huge success next time you have guests for dinner: since I prepared it for my own lunch, last week, I've been repeating it several times!

For another orange and beetroot salad recipe just click here and here.








































Carpaccio de laranja e beterraba com queijo de cabra
Para dois

1/2 beterraba cozida
2 laranjas
1/2 queijo de cabra
2 colheres de sobremesa de amêndoa laminada torrada
Mel
Azeite extra virgem
Flor de sal
Pimenta preta acabada de moer

Lamine a beterraba o mais fino que conseguir.
Lave e descasque as laranjas com uma faca - cortando as duas pontas e retirando tiras de casca a toda a volta, ficando só com a polpa da laranja, sem partes brancas. Vá colocando as cascas num prato fundo ou taça, para depois aproveitar o sumo.
Lamine as laranjas o mais fino que conseguir.
Num prato de servir, intercale rodelas de laranja com rodelas de beterraba.
Para fazer o molho, misture a gosto o mel, o azeite, o sal, a pimenta e um pouco de sumo de laranja (o que estiver na taça das cascas, podendo espremer ainda as pontas da laranja).
Mexa bem e verta por cima da salada. Espalhe pedacinhos de queijo e leve ao frigorífico até servir.
Entretanto toste a amêndoa laminada numa frigideira anti-aderente e deixe arrefecer.
Antes de servir, salpique a salada com a amêndoa.

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Orange and beetroot carpaccio with goat cheese
For two

1/2 pre-cooked beetroot
2 oranges
1/2 goat cheese
2 teaspoons toasted sliced ??almonds
Honey
Extra virgin olive oil
Fleur de sel
Freshly ground black pepper

Slice beetroot as thin as you can.
Wash and peel the oranges with a knife - cutting off the two ends and removing strips of peel all the way around, leaving only the pulp of the orange, without the white skin. Put the peel in a deep dish or bowl and set aside.
Slice oranges as thin as you can.
In a serving plate, arranje the orange and beetroot slices, overlapping them slightly.
To make the dressing, mix, in your favourite proportions, the honey, olive oil, salt, pepper and a little orange juice (use the one that is in the bowl where you put the orange peel and squeeze the ends of the orange).
Stir well and pour over the salad. Spread small chunks of cheese and refrigerate until serving.
Meanwhile toast the sliced ??almonds in a non-stick pan and let cool.
Before serving, sprinkle salad with almonds.


11
Set13

A minha primeira focaccia // My first focaccia.






Há muito que queria fazer focaccia.
Há uns meses largos, quando dava um programa da Lorraine Pascale na SIC Mulher, apanhei um episódio em que ela fazia uma focaccia maravilhosa num abrir e fechar de olhos.
Quer dizer, isso do abrir e fechar de olhos era só mesmo no programa, porque é verdade que a massa precisava de tempo para levedar. Mesmo assim, comparando com algumas receitas de focaccia que já me tinham passado pelas mãos, aquela parecia bem mais rápida e descomplicada.

Passado algum tempo, vi que a Guida, do blog 'panela sem (de)pressão' também se tinha encantado pela focaccia da Lorraine e, bem mais despachada do que eu, já a tinha replicado.

A semana passada, quando me ofereceram os tomates-cereja de que já falei aqui, uma das sugestões de utilização que me deixaram na página do LB no facebook foi a de fazer uma focaccia. Não podia adiar mais a estreia!

Segui as indicações da Guida, só lhe acrescentei o tomate, e o resultado foi este bonito pão, de aroma, cores e sabor bem mediterrânicos.

O alecrim usado foi cortado na hora de um vaso que tenho na varanda, e que é das poucas ervas aromáticas que se têm aguentado cá em casa este Verão...

//


I had 'focaccia' in my to-do list for a long time.
Some months ago, when a tv show with Lorraine Pascale was being broadcasted on SIC Mulher, I've watched an episode where she made ??a wonderful focaccia in the twinkling of an eye.
I mean, the twinkling of an eye was only in the show, because the batter needed time to rise.
Even so, comparing with some focaccia recipes I've seen, that one seemed much faster and uncomplicated.

After a while, I saw that Guida, from 'panela sem (de)pressão' had also been attracted by Lorraine's focaccia and, being much more bold than me, had already given it a try.

Last week, when these cherry tomatoes arrived to my kitchen, one of the suggestions someone gave me in facebook was to make a focaccia. I could no longer delay the debut!

I followed Guida directions - just added the tomatoes - and the result was this beautiful bread, with strong Mediterranean aroma, colors and flavors.

The rosemary I've used was picked from a vessel in my balcony, and is one of the few herbs that have 'survived' here at home this hot summer ...




Focaccia de alecrim e tomate-cereja
(ligeiramente adaptado daqui)

500 g de farinha sem fermento (desta vez usei farinha 55, mas para a próxima irei usar 65)
2 colheres de chá de sal
7 g de fermento de padeiro seco
80 ml de azeite extra virgem + algum para pincelar
200 ml de água morna
Algumas hastes de alecrim
20 tomates-cereja, aprox.
Flor de sal


Forrar um tabuleiro de ir ao forno com papelvegetal.
Numa taça grande, misturar a farinha, osal e o fermento.
Abrir um buraco ao centro, adicionar aí o azeitee a água e amassar até formar uma bola.
Passar para uma superfície enfarinhada e amassar durante cerca de 10 minutos.
Para testar se a massa está pronta (deve ficarelástica), pressionar com o dedo indicador enfarinhado: se a massa voltar aosítio, já está.
Passar a massa para o tabuleiro preparado eestendê-la dando-lhe uma forma "retangular ovalada" até que tenhacerca de 30 cm x 20 cm.
Cobrir o tabuleiro com um pano de cozinha húmidoe deixar levedar num sítio quente até que dobre de tamanho, cerca de uma hora(a Lorraine Pascale coloca o tabuleiro numa cadeira alta, junto ao forno, comeste já em pré-aquecimento ou enquanto coze outra coisa e parece-me uma boaideia).
Pré-aquecer o forno a 200º.
Com o indicadorenfarinhado, fazer cavidades na massa (para a próxima tenho de empurrar mesmoaté ao fundo - os tomates ficaram um pouco de fora), a espaços regulares.
Lavar, secar e envolver os tomates-cereja emazeite.
Espalhar os tomatinhos pelas cavidades.
Salpicar com alecrim e flor de sal.
Levar ao forno cerca de 30 minutos.
Retirar do forno e pincelar com azeite.

//



Rosemary and cherry tomatoes focaccia

(slightly adapted from here)


500g/1lb 2oz all-pupose flour, plus extra fordusting (next time I'll usestrong flour - T65)
2 tsp salt
1 x 7g/oz sachet fast-action dried yeast
80ml/3fl oz olive oil, plus extra for drizzling
150-250ml/5-9fl oz warm water
1 bunch fresh rosemary
Large pinch Fleur de sel


Line a large flat baking tray with parchment paper and dust with flour.
Put the flour into a large bowl, add the salt andyeast, then add the olive oil, plus enough warm water to make a soft but notsticky dough. The dough should feel quite loose and not tight and difficult toknead. If the whole amount is added it may appear that the dough is beyondrepair, but gently kneading by way of scooping up the dough, scraping anysticky bits on the surface and slapping it back down again for a few minuteswill see the dough begin to become ‘pillowy’ and more manageable.
Knead the dough for about 10 minutes by hand on alightly floured surface. The dough will feel stretchy when pulled. To test ifit is ready, with a well-floured finger, prod a shallow indent in the side (nomore than ¾cm/¼in). If the indent disappears by way of the dough springing backthen it is ready to shape. If the indent stays, knead for a few minutes longer.
Shape the dough into an oval and place it on theprepared baking tray. Flatten it out to about 30cm/12in long and 20cm/8in wide.Cover the dough with a wet kitchen towel.
Preheat the oven to 200C/400F/Gas 6. Leavethe dough in a warm place for about an hour, or until it has almost doubled insize. With a floured index finger press holes in the dough at regularintervals, about 4cm/1½in apart in rows across the dough, pressing right down tothe bottom. Wash, dry and coat the cherry tomatoes with olive oil. Distributethe tomatoes around the holes. Sprinkle with rosemary and some fleur de selover the dough and place in the the oven.
Bake for about 25–30 minutes, oruntil the bread is well risen, pale golden-brown and feels hollow when tappedunderneath. Remove from the oven and drizzle with some olive oil.
 


05
Set13

Pérolas vermelhas de Verão. // Summer red pearls.





























Adoro tomate-cereja.
E se me vier parar às mãos de forma generosa, directamente de um quintal caseiro, fico ainda mais feliz (quem não fica?)

Um tabuleiro cheio de bolinhas, autênticas pérolas encarnadas que se adaptam a um sem-número de utilizações, chegou até mim no início desta semana. Se comê-las ao natural, acompanhadas de queijo mozzarella fresco e manjericão, por exemplo, já é uma salada que conforta, quando as levamos ao forno, o sabor intensifica-se de forma surpreendente.

Quando asso peixe e tenho tomates-cereja, junto sempre alguns ao assado, mas é sempre um apontamento, nunca tinha assado um tabuleiro só de tomates-cereja. Mas digo-vos, vale bem a pena ligar o forno para, menos de uma hora depois, sentir estes berlindes luzidios mornos explodirem-nos na boca.

O queijo feta, a rúcula e a cebola roxa pareceram-me companheiros verdadeiramente à altura, mas sintam-se livres para testar combinações (estou agora a lembrar-me que uns croutons, por exemplo, teriam ficado aqui muito bem).

Fora o tempo de forno, esta é uma salada que se prepara em três tempos.
Depois de misturar os ingredientes principais, é só temperar com um fio de azeite, raspa de limão, algumas folhas de manjericão... e deixar a magia acontecer.

//


I love cherry tomatoes.
And if they come into my hands generously and directly from a backyard, I'm even happier (who isn't?)

A tray full of these little balls, real red pearls ready to suit a multitude of uses, came to me earlier this week. If eating it raw, with fresh mozzarella and basil, for example, is comforting, when we bake it, its flavor reaches a complete new level.

When I bake fish and have cherry tomatoes in the fridge, I always roast a few, but it's always a detail, I've never baked a tray of cherry tomatoes before. But I tell you, it's well worth turning on the oven in order to, less than an hour later, feel these gleaming marbles blowing in one's mouth.

Feta cheese, arugula and red onion seemed to me to be the perfect friends for these roasted cherry tomatoes, but feel free to test combinations (now I'm thinking that croutons would have been a great choice too).

Without counting the oven time, this is a salad that is prepared in the twinkling of an eye.
After mixing the main ingredients, just season with a little olive oil, lemon zest, some basil leaves ... and let the magic happen.








































Salada de tomate-cereja assado, feta, rúcula e cebola roxa

Tomates-cereja (cerca de 10 por pessoa)
Azeite
Mistura de 'Sal com Ervas do Mediterrâneo' da Margão
Orégãos secos
Queijo feta
Rúcula
Cebola roxa
Raspa de limão
Folhinhas de manjericão fresco

Ligar o forno nos 200º.
Lavar, secar e espalhar os tomatinhos num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal.
Regar com um bom fio de azeite e polvilhar generosamente com a mistura "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo", da Margão (adoro esta mistura).
Salpicar com um pouco de orégãos, envolver bem e levar ao forno cerca de 25/30 minutos ou até os tomates terem largado algum sumo e começarem a ficar murchos.
Retirar e esperar que fiquem mornos para montar a salada.
Assim que estiverem mornos, retirá-los para o prato de servir com uma escumadeira.
Juntar a rúcula, a cebola roxa em fatias finas e o queijo feta aos cubinhos.
Regar com mais um fio de azeite e um pouco do molho da assadura (guarde o que sobrar para usar num molho, calda ou num prato de massa) e envolver com cuidado, para que os tomates não percam mais sumo.
Terminar com raspa de limão e folhinhas de manjericão.
Servir de imediato.

Já a focaccia, que fiz pela primeira vez esta semana e onde também usei os tomates-cereja, seguindo uma sugestão deixada na página do LB no facebook, já demora mais tempo! Mas também terá direito a post :)

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Roasted cherry tomatoes salad, with feta, arugula and red onion

Cherry tomatoes (about 10 per person)
Olive oil
Mixture of 'Sal com Ervas do Mediterrâneo', from Margão
Oregano
Feta cheese
Arugula
Red onion
Lemon zest
Sprigs of fresh basil

Preheat the oven to 200 º.
Wash, dry and spread the cherry tomatoes in a non-stick baking tray or a tray lined with parchment paper.
Drizzle with a good splash of olive oil and sprinkle generously with "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo" (a seasoning mixture from Margão, which I love and use a lot)
Sprinkle with dried oregano, coat well and bake about 25/30 minutes or until the tomatoes have dropped some juice and start becoming deflated.
Remove and wait until they are warm to assemble the salad.
Once the tomatoes are warm, remove them to a serving plate with a slotted spoon.
Add the arugula, thinly sliced red onion and diced feta cheese.
Season with a little olive oil and a bit of the remaining baking liquid (save the leftovers to use in a sauce, gravy or a pasta dish), and give the whole lot a gentle toss, so that the tomatoes don't lose any more juice.
Finish with lemon zest and basil leaves.
Serve immediately.

I also used some of the cherry tomatoes in a focaccia, but this is a recipe that takes longer! It will be in the next post :)


23
Jul13

A lista interminável. // The endless list.



À semelhança de todos os que adoram cozinhar, experimentar novas receitas e são viciados em livros e revistas de cozinha, eu tenho uma lista enorme de coisas para fazer pela primeira vez.
Fiquei por isso muito feliz quando um destes domingos consegui riscar os grissinos da lista.
Não saíram lá muito regulares - uns mais compridos do que outros, uns mais finos no meio do que nas pontas... 
A cozedura não foi, por isso, totalmente uniforme mas, de uma maneira geral, estavam estaladiços e foram bastante elogiados por quem os provou.
Agora, é só apurar a técnica. E continuar a dar luta à lista: foccacia, profiteroles, angel cake, cozido à portuguesa (sei que é embaraçoso, mas nunca fiz), massada de peixe, bagels, croissants, petit fours, beef bourguignon, paella, and so on, and so on...

//

Like all those who love to cook, try new recipes and are addicted to cook books and magazines, I have a huge list of things to make for the first time.
So, I became very happy one of these last Sundays, when I could scratch the italian breadsticks (grissini) from the list.
I found it difficult to make them equal in shape and size - some became longer than others, some thinner in the middle than at the edges - so baking was not completely uniform but, in general, they have been approved and praised for whom tasted them.
Now, It's just a question of practice. And a question of keeping fight the list: foccacia, profiteroles, angel cake, Portuguese meat and vegetables stew (I know it's embarrassing, but never made it), fish with pasta (traditional recipe from the Portuguese south), bagels, croissants, petit fours, beef bourguignon, and so on, and so on ...

Grissinos
(Caroline Bretherton - revista Love Baking - Bread, Spring 2013)

2,5 colheres de chá de fermento de padeiro seco
425 g de farinha T65, mais alguma para polvilhar
1 colher de sopa de açúcar fino
2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite
45 g de sementes de sésamo (também usei sementes de chia)
Água morna

Colocar  4 colheres de sopa de água morna numa tacinha e juntar o fermento. Deixar repousar por 5 minutos, mexendo apenas uma vez.
Numa taça grande colocar a farinha, o açúcar e o sal. Juntar a mistura do fermento, 250 ml de água morna e o azeite no centro dos secos, e 'empurrar' a farinha para os líquidos, a toda a volta da taça, até se obter uma massa macia, ligeiramente pegajosa.
Amassar a massa numa superfície enfarinhada durante cerca de 6 minutos, até ficar macia e elástica.
Cobrir com um pano de cozinha e deixar repousar por 5 minutos.
Polvilhar as mãos com farinha e dar uma forma rectangular à massa. Esticar até se ficar com um rectângulo com cerca de 40x15 cm. Cobrir com um pano de cozinha e deixar num local morno entre 1h a 1,5 horas, até ficar com o dobro do volume.
Pré-aquecer o forno nos 220º.
Polvilhar dois ou três tabuleiros com farinha. Pincelar a massa com água e salpicar com as sementes.
Com uma faca afiada de gume liso, corte tiras com cerca de 1 cm de largura e vá colocando-as nos tabuleiros. Levar a cozer entre 15 a 18 minutos ou até ficarem estaladiços e dourados.
Retirar e colocar a arrefecer sobre uma grade.
Servir de seguida ou guardar numa caixa hermética até 2 dias.

//

Grissini
(Caroline Bretherton -  Love Baking - Bread magazine, Spring 2013)

2.5 tsp dried yeast

425g strong white bread flour, plus a bit extra for dusting

1 tbsp caster sugar

2 tsp salt

2 tbsp virgin olive oil

45 g sesame seeds (I used chia seeds too)

Warm water


In a small bowl, put the yeast and 4 tablespoons of warm water. Leave for 5 minutes stirring once. In a mixing bowl, gently mix the flour, sugar and salt – make a well in the middle, then add the dissolved yeast, 250 ml of warm water and the olive oil. Mix to form a soft slightly sticky dough. Lightly flour a board or surface, then knead for about 6 minutes until smooth.  Form into a ball and cover with a damp tea towel, leave for 5 minutes. Flour your hands and press the dough into a rectangle. Roll the dough out to measure a 40x15 cm rectangle shape. Cover it with a damp tea towel and leave in a warm place for 1-1.5 hours, until doubled in size. Pre-heat the oven to 220º. Dust 2 or 3 baking sheets with flour. Brush the dough with water and sprinkle with the seeds. With a sharp knife, cut the dough into strips about 1 cm wide and put them in the baking sheets. Bake for 15-18 minutes until golden and crisp. Transfer to a wire rack to cool. Serve or keep in an airtight container for 2 days.



15
Out12

Uma salada de Outono.





















































É verdade que quanto mais avançamos no Outono, menos nos apetece saladas frias.
Mas esta é especial.

No Mercado de Sabores do Continente do passado fim-de-semana, numa das banquinhas de legumes de produtores nacionais, provei sopa de abóbora Hokkaido, um tipo de abóbora que não conhecia.
Apesar de ter achado o sabor um pouco forte, fiquei curiosa quando me disseram que esta era uma abóbora que se podia comer crua. E trouxe dois exemplares para casa.

Experimentada primeiro numa sopa, voltei a achar que se notava demasiado o seu sabor, mesmo quando misturada com vários legumes (estranhamente, os meus rapazes não reclamaram).
Mas crua, numa salada em que se juntou à rúcula, à cebola roxa e ao queijo de cabra, foi uma agradável surpresa.

Em cru, o seu sabor pareceu-me estar entre a abóbora 'porqueira' e a abóbora 'menina', mas mais doce do que estas. Raspada num ralador, como se faz com a cenoura, pode mesmo passar por esta, devido à sua cor (se não soubessem, não diriam que era cenoura?)

A salada serviu para acompanhar um suculento hamburguer de carne alentejana (DOP), também comprado no Mercado de Sabores, e ambos foram temperados com produtos oferecidos pela Casa do Sal da Figueira da Foz: na salada, usei Flor de Sal; no hamburguer, usei o Sal para Saladas, que resulta muito bem em grelhados e assados (inclui orégãos, hortelã mourisca e alho).

Foi feita um dia ao almoço, só para mim, mas gostei tanto, que decidi repeti-la ao jantar. O rapaz grande também gostou muito.








































Salada de Outono para dois

(as quantidades são meramente indicativas, adaptem-nas ao vosso gosto)

Rúcula - 1/2 emb.
Abóbora Hokkaido - 1 fatia grossa, descascada e limpa de sementes
Cebola roxa - 1/2
Queijo de cabra - 1/2 queijo Palhais
Nozes - miolo de 4 ou 5
Laranja - sumo de 1/2
Azeite qb
Flor de sal qb
Pimenta preta moída na altura qb

Numa taça, fazer uma cama de rúcula
Ralar a abóbora num ralador (tipo o que podemos usar para a cenoura) e juntar.
Partir a cebola às meias-luas e juntar.
Desfazer o queijo grosseiramente e espalhar por cima.
Temperar com o molho, feito numa taça à parte com o azeite, o sumo de laranja, a flor de sal e a pimenta.
Terminar com as nozes picadas.
Envolver antes de servir.


02
Nov11

Uma salada sumarenta e o dilema das fotografias.




Já devem ter reparado que eu publico muito mais coisas doces do que salgadas.

Poderia ser uma preferência por si só: gostar mais de cozinhar sobremesas, bolos e bolachas e não tanto pratos principais e salgados.
Mas não. Eu adoro cozinhar... tudo!

O que acontece é que as entradas, as saladas e os pratos principais mais interessantes cá de casa são feitos para o jantar.
E à noite, a luz para fotografar é péssima.
É por isso que não têm aparecido por cá muitas sugestões dessas categorias.

Mas ontem, esta salada obrigou-me a ser um pouco menos preguiçosa e a improvisar uma fonte de luz extra (um candeeiro de pé que levei para a cozinha).
As fotos foram tiradas com a reflex emprestada que me tem acompanhado nas últimas semanas (espero em breve comprar a minha!) e apesar de eu ainda estar muito verde na fotografia em manual e não ter perdido muito tempo a tratá-las, espero que consigam traduzir a delícia que é esta salada.

Tal como a iluminação, este acompanhamento também foi fruto de uma inspiração de última hora.

A romã esquecida há alguns dias no frigorífico (o meu marido só gosta de fruta fria, mesmo no Inverno) foi o ponto de partida e a ela os outros ingredientes foram-se juntando, num daqueles acasos perfeitos.

A 'vinagreta' de sumo de laranja, azeite e mel deu-lhe o toque final e tornou-a, logo à primeira, numa das nossas saladas favoritas para esta época.

Salada de laranja, rúcula e romã
Para 2/3

Duas laranjas descascadas e partidas às rodelas finas
Uma mão-cheia de rúcula
Uma mão-cheia de bagos de romã
Cerca de 2 colheres de sopa de sumo de laranja
Cerca de 3 colheres de sopa de azeite
Cerca de 1 colher de sopa de mel
Sal e pimenta preta qb
Sementes de sésamo pretas (ou de papoila) para polvilhar



Dispor num prato a laranja às rodelas.
Colocar por cima a rúcula e os bagos de romã.
Misturar bem todos os ingredientes da 'vinagreta' (azeite, sumo de laranja, mel, sal e pimenta) e verter por cima da salada em zigue-zague, mais do que uma vez, de forma a que todos os ingredientes "apanhem" um pouco de molho.
Polvilhar com as sementes de sésamo pretas ou de papoila e servir como entrada ou acompanhamento.

Teresa Rebelo

foto do autor

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