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Lume Brando

25
Mar10

A minha estreia.




Há muito que queria experimentar a pasta de açúcar - ou pasta americana, que julgo ser a original - sobretudo para decorar bolachas e cupcakes.
Mas confesso que me parecia algo demasiado ambicioso e complexo, próprio para mãos mais delicadas e pacientes do que as minhas.

Há uns tempos, surgiu a oportunidade de ir com umas amigas assistir a uma demonstração de decoração com estas pastas, aqui - assistir só, nada de meter as mãos na massa, que para isso teríamos de nos inscrever num curso.

Os aniversários dos nossos filhos aproximavam-se e achámos que talvez conseguíssemos fazer nós os bolos de aniversário, de acordo com os desejos mais ou menos exigentes dos aniversariantes.

Não tive tempo de pôr as dicas e os conselhos recebidos em prática para os anos do L.: os anos eram no dia seguinte.

Mas agora, passado um mês, e depois das óptimas estreias das minhas companheiras de aventura, achei que tinha mesmo de tentar fazer o leão que o B. me tinha pedido, para levar para o colégio no dia do seu aniversário.

Posso dizer que a coisa se revelou mais fácil do que eu pensava, mas ajudou ter escolhido uma decoração simples, por camadas. Nada de bonecos e modelagens difíceis.

Comprei as pastas na Casa Januário. Aliás, foi através da Casa Januário que soubemos da existência da Doce Arte - centro de formação em pastelaria e representante da Pasta Americana Arcólor - e da referida sessão.

Segundo percebi, a pasta americana, a tal da Arcólor, é mais cara mas mais fácil de trabalhar do que a "pasta portuguesa", por exemplo.
De facto, achei que ela "amassava" e esticava muito bem e mesmo fazer novas cores combinando pastas não foi difícil.
Dicas como usar um plástico resistente e de grandes dimensões a forrar a mesa ou a bancada de trabalho (eu trabalhei na mesa da sala), usar um rolo lisinho sem imperfeições (a pasta é muito sensível e qualquer toque deixa marca) e guardar de imediato as pastas que não estiverem a uso para não secarem, foram religiosamente seguidas. E parece que deu resultado :-)

Para o bolo propriamente dito, escolhi uma receita muito fácil e saborosa que aprendi no curso de pastelaria que estou a fazer (e que infelizmente está a chegar ao fim).

Como o B. adora chocolate, recheei o bolo com um creme brigadeiro também aprendido no curso.

Apesar dos coleguinhas do B. terem comido muito pouco bolo (tinham lanchado pouco antes dos Parabéns), eu provei-o e achei que estava óptimo!


Bolo de laranja com recheio de brigadeiro
(receitas do chef Luís Francisco - Segredos&Cozinha)

5 ovos
240 g de açúcar
170 g de farinha
100 ml de sumo de laranja
50 g de óleo
20 g fermento em pó
Raspa das laranjas


Pré-aquecer o forno nos 170º. Untar muito bem uma forma com manteiga ou margarina, neste caso usei uma forma redonda, e polvilhar com farinha.
Numa taça grande, juntar os ingredientes pela ordem apresentada. Mexer com as varas ou colher de pau até estar bem misturado
(não é preciso bater!).
Verter para a forma e levar ao forno cerca de 40 minutos ou até o palito sair seco.
Se a forma for de silicone, deixar arrefecer para desenformar.

Depois de frio cortar o bolo ao meio (desta vez usei uma geringonça comprada numa loja dos 300 - uma espécie de arco com um fio metálico, próprio para cortar bolos - e resultou) e rechear com o creme que se segue:

1 lata de leite condensado
50 g manteiga sem sal
60 g de cacau em pó


Misturar tudo numa taça e levar ao microondas na potência máxima durante 3 minutos. Mexer bem e usar morno. Para rechear, chega cerca de metade deste creme, o resto pode ser usado na cobertura, por exemplo, se não formos decorar com pasta.

Ah, só mais uma coisa: eu acho que a pasta de açúcar permite fazer coisas giríssimas e vistosas, tanto para miúdos como para graúdos, basta "ter jeito para a plasticina", alguns utensílios e seguir meia dúzia de dicas. Mas comê-la, só mesmo com os olhos! Não como nem deixo os miúdos comerem. Na escolinha, fiz questão que servissem o bolo já sem a pasta. São demasiados açúcares e corantes e sinceramente, nem o sabor compensa.

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Teresa Rebelo

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