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Lume Brando

09
Out16

Gulodice pura [Minipavlovas de café]




 
































Mil e uma revisões feitas, detalhes de última hora acertados, livro na gráfica. Alívio!

Para comemorar, umas pavlovas de café a que é praticamente impossível resistir - um pecado da gula assumido e de difícil arrependimento. Soube bem voltar à cozinha e preparar esta coisa boa. Nos últimos tempos, só lá tenho ido basicamente para preparar o jantar. E a correr. Com o ultimar do livro e novos compromissos profissionais a acontecerem em paralelo, tenho andado com pouco tempo para novas publicações, mas já fiz uma promessa a mim mesma: reservar algumas horas, todas as semanas, para me dedicar ao blogue. Se eu não cumprir, puxem-me as orelhas!

E o que dizer destas pequenas maravilhas? Que são uma adaptação de uma receita deste livro de Nigella Lawson e que são deliciosas. Substituí o molho toffee da receita original por molho de chocolate e café e resolvi juntar os bagos de romã, essa fruta tão bonita e sexy, que nesta época do ano nos pisca o olho da prateleira das frutarias ou dos supermercados. Foi a sobremesa para o almoço deste domingo, mas como não éramos muitos à mesa, resolvi usar parte do merengue para fazer suspiros.

Mas voltando ao meu livro: está quase, quase a chegar às livrarias (e posso revelar que terá também uma receita de pavlova!). Estejam atentos à página de facebook do Lume Brando, pois será aí que divulgarei, em primeira mão, a data e o local da sessão de lançamento, assim que estiver confirmada. Uma vez mais, obrigada por estarem desse lado: foram vocês que me proporcionaram esta aventura!















MINIPAVLOVAS DE CAFÉ COM MOLHO DE CHOCOLATE E CAFÉ E BAGAS DE ROMÃ

Para as pavlovas e suspiros
(adaptado de uma receita de Nigella Lawson)

125 g de claras de ovo (cerca de 4)
100 g de açúcar
100 g de açúcar em pó
50 g de açúcar amarelo
2 colheres de chá de café em pó instantâneo (usei dois pacotinhos de Nescafé)
1/2 colher de café de cremor tártaro

Para o molho de chocolate e café

80 g de chocolate de culinária
25 g de água
25 g de café

Para finalizar/decorar:

1 pacote de natas para bater (devem estar bem frias)
Bagos de 1/2 romã
Cacau em pó

Pré-aqueça o forno nos 130º função ventoinha.
Forre dois tabuleiros de forno com papel vegetal.
Numa taça, junte os açúcares, o café em pó instantâneo e o cremor tártaro.
Comece a bater as claras em castelo e, quando estas estiverem a fazer picos suaves, comece a juntar a mistura anterior, colher a colher, continuando a bater. Deve obter um merengue bem espesso, liso e brilhante.
Coloque um pouco de merengue nos cantos do papel vegetal e pressione contra o tabuleiro, para que o papel não fuja nem levante quando estiver a fazer as pavlovas.
Deite colheradas de merengue sobre o papel vegetal dos tabuleiros, bem espaçadas entre si, de forma a fazer cerca de 10 pavlovas pequenas; em alternativa, faça menos pavlovas e use o restante merengue para fazer suspiros - para isso usei um bico estrela largo e um saco de congelação (os sacos de pasteleiro descartáveis que costumo usar tinham acabado!).
Leve a cozer entre 45 a 50 minutos: estão prontos quando se soltarem muito facilmente do papel.
Desligue o forno e deixe a porta entreaberta.

Enquanto arrefecem, aproveite para tratar da romã, do molho de chocolate e das natas.
Para o molho de chocolate, junte os ingredientes numa taça e leve ao micro-ondas cerca de 1 minuto numa potência elevada. Retire e mexa bem. Confira a espessura do molho e, se achar muito espesso, junte mais um pouco de água ou café.
Bata as natas com a batedeira, sem açúcar, até obter picos bem firmes (quando começarem a prender, junte umas gotinhas de limão e verá que ficarão bem consistentes).

Coloque as pavlovas no prato de servir. Com as costas de uma colher, bata no topo de cada pavlova para ganhar espaço para as natas. Coloque uma boa colherada de natas, um fio generoso de molho de chocolate, os bagos de romã e, por fim, polvilhe com cacau em pó. Se sobrarem, sirva à parte o molho, as natas e os bagos de romã, para quem quiser colocar mais.




18
Jul16

Havia um pessegueiro na ilha.
























Havia umpessegueiro na ilha. E havia o recanto na falésia, o azul do horizonte e opoente improvisado.
O Alentejo inspirou Rui Veloso. A fruta da época e a épocadas sobremesas frescas, que se partilham depois do peixe grelhado da canção,inspirou esta tarte.

Não são precisos ingredientes sofisticados e até o fornose pode suprimir. Se não houver forma de tarte, usam-se copinhos de iogurte eserve-se em doses individuais.
Esteja onde estiver, perto do mar ou em plenointerior, esta tarte vai saber-lhe a Verão. Basta acompanhar com uma bandasonora a gosto.

Texto e receita publicados no jornal Observador em Agosto de 2015.














TARTE FRESCA DE PÊSSEGO

1 pacote de bolacha maria
70 g de manteiga amolecida
350 g de pêssegos ou nectarinas maduros – pesados já descascados e descaroçados
120 g de açúcar5 folhas de gelatina
1 pacote de natas para bater (mínimo 35% de gordura)
1/2 limão
Folhinhas de hortelã

Para decorar:
3 pêssegos ou nectarinas partidos aos cubos

Pré-aqueça o forno nos 180º.
Pique a bolacha grosseiramente e junte a manteiga, envolvendo bem. Forre o fundo de uma forma amovível – 18 ou 20 cm de diâmetro – com esta mistura, pressionando com os dedos de forma a criar uma base compacta.
Leve ao forno cerca de 10 minutos. Retire e deixe arrefecer.
Entretanto coloque as folhas de gelatina a amolecer num prato fundo com água.
Triture a fruta com um fio de sumo de limão e o açúcar até obter um puré (se a fruta for especialmente doce, diminua ao açúcar).
Escorra as folhas de gelatina e derreta-as no micro-ondas (bastam alguns segundos na potência máxima; mexa o líquido que se formou para ter a certeza de que está bem dissolvida. Se não tiver micro-ondas, leve as folhas ao lume num tachinho, mexendo sempre até estarem bem dissolvidas).
Junte ao preparado da fruta misturando bem.
Monte as natas com a batedeira elétrica. Quando começarem a ficar firmes, adicione algumas gotas de limão, que vão ajudar a ‘prender’ as natas, e junte estas ao preparado anterior envolvendo com cuidado.
Verta para a forma entretanto arrefecida.
Tape com película aderente e leve ao frigorífico, idealmente de um dia para o outro.
Sirva decorado com pêssegos frescos, ou nectarinas, regados com um fio de limão para não oxidarem, e folhinhas de hortelã.

Nota: se não quiser ou puder usar forno, triture as bolachas (pode omitir a manteiga) e distribua por copinhos de vidro, encha depois com o preparado de pêssego e leve ao frigorífico. No momento de servir, distribua a fruta e a hortelã pelos copinhos.


21
Jun16

Hello Summer!



Rapazes de férias, calor a mais, trabalho a acumular-se. Uma trilogia que me empurra para a cozinha na procura de outro três em um: entretê-los, refrescarmo-nos e traçar um plano B. Sim, porque o A — mantê-los sossegados, ter a casa fresca e conseguir despachar o trabalho — desapareceu tão depressa como os folhadinhos de salsicha nos lanches partilhados.

No momento de tirar as fotos, sinto que se calhar não foi assim tão boa ideia incluí-los como assistentes: queriam à força que os baldes de praia e as formas de plástico fizessem parte do cenário. Se fossem aquelas peças vintage, de lata, que às vezes aparecem nas feiras de velharias e antiguidades, aceitaria de bom grado, mas baldes riscados com asas partidas e formas desemparelhadas, lamento meus amores, mas não posso deixar que ganhem estatuto de props.
Tento disparar rapidamente e, pouco depois, os piratas têm direito ao seu tesouro gelado.
Dez minutos de paz fresquinha.

Falta muito para recomeçarem as aulas?


Texto e receita publicados no jornal Observador em junho de 2015.





GELADINHOS FÁCEIS DE CARAMELO E CHOCOLATE
Para 6
(a quantidade pode variar de acordo com o tamanho das formas)

3 iogurtes naturais tipo grego?
180 g de doce de leite ou leite condensado cozido?
150 g de chocolate de culinária?
Avelãs qb?

Numa taça, misture bem o doce de leite ou o leite condensado cozido com o iogurte, até obter um creme uniforme.
Distribua pelos moldes, insira os pauzinhos e leve ao congelador no mínimo oito horas (o ideal é fazer de um dia para o outro).?
Um pouco antes de servir, prepare as avelãs: torre-as numa frigideira anti-aderente e retire-lhes a pele, embrulhando-as num pano limpo de cozinha e friccionando-o contra a bancada de trabalho. Pique-as grosseiramente e reserve.?
Leve a derreter o chocolate em banho-maria e verta-o para um copo relativamente estreito, mas onde possa mergulhar os gelados.
Retire estes do congelador e dos moldes, mergulhe-os no chocolate derretido e salpique com as avelãs.
Deixe o chocolate endurecer e sirva.



01
Jun16

Hoje a criança sou eu.



















As minhas duas coisas favoritas em pastelaria: sprinkles coloridos e coberturas feitas com bico pasteleiro. Quando aparecem juntas, é fácil imaginar-me num mundo encantado de fadas e desejos impossíveis tornados realidade.
Um ambiente mágico feito de nuvens fofas, saltos bem altos e muitas gargalhadas.

Por isso, este ano, para assinalar o Dia Mundial da Criança, decidi mimar a criança que há em mim e fazer uns cupcakes inspirados nesse mundo de fantasia.
Um bocadinho Willy Wonka style, mas com chocolate branco e cores mais suaves.
E pela primeira vez, consegui fazer uma ganache de chocolate branco moldável - uma cobertura que achava impossível de conseguir, depois de várias tentativas falhadas.

Confesso que preferi os queques sem cobertura (a massa também leva chocolate branco e é deliciosa), mas a ideia desta receita, mais do que comer a sério, era comer com os olhos e deixar-me levar.

Feliz Dia da Criança [e que este possa ser celebrado todos os dias]!














CUPCAKES DE CHOCOLATE BRANCO COM SPRINKLES

Para 12

6 claras de ovo
60 g de azeite virgem extra suave
70 g de açúcar
50 g de chocolate branco picado
110 g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
2 colheres de sopa de sprinkles coloridos redondos médios

Para a cobertura:
300 g de chocolate branco
185 ml de natas p/ bater
1 colher de sopa de manteiga
Sprinkles coloridos


Comece por preparar a cobertura: parta o chocolate branco em pedaços para uma taça de vidro ou metal. Leve as natas e a manteiga ao lume até começarem a fervilhar. Retire do lume e verta-as (coando-as) sobre o chocolate branco. Espere uns minutos e mexa bem até obter um creme uniforme.
Deixe arrefecer e depois leve ao frigorífico durante umas duas ou três horas.

Entretanto ligue o forno nos 180º.
Distribua as forminhas de papel pelas cavidades de um tabuleiro para 12 queques.
Bata as claras em castelo com uma pitada de sal e reserve.
Bata muito bem o açúcar com o azeite.
Aos poucos, vá juntando as claras e a farinha já misturada com o fermento.
Por fim, envolva o chocolate branco e os sprinkles.
Distribua pelas forminhas e leve ao forno durante cerca de 12-14 minutos ou até um palito sair seco quando espetado no centro de um queque.
Retire do forno, retire os queques do tabuleiro e deixe-os arrefecer sobre uma grade.

Para cobrir, retire a ganache do frigorífico e bata-a com a batedeira elétrica até obter um creme espesso liso. Passe-o para um saco de pasteleiro munido de um bico a seu gosto e cubra os queques.
Termine com os sprinkles.

Notas:

- Usar os sprinkles redondos médios na massa do bolo garante que estes se notam no queque já cozido; já experimentei com os sprinkles granulados (tipo o granulado de chocolate dos brigadeiros mas coloridos) e desbotam na massa;

- Estes queques são uma adaptação de um bolo maravilhoso que vai estar no livro ;)

- Adoro as cores destes sprinkles, são da loja Casa.












11
Mai16

Um bolo como terapia.
































Sei bem que por estes dias não é nada original falar do (mau) tempo.
Mas não há maneira de me conformar com esta primavera desobediente.
Uma primavera tão rebelde que deve andar a pôr os nervos dos publicitários (e dos bloggers*) em franja. Passar por mupis que dizem "O calor pede uma bebida assim", enquanto apertamos a gabardine e abrimos, pela quarta ou quinta vez nesse dia, o guarda-chuva; ou ouvir um spot na rádio que diz "Agora que chegou o bom tempo, vou é sair e divertir-me com os amigos" quando estamos na fila de trânsito típica dos dias cinzentos com o limpa pára-brisas a funcionar, não abona muito a favor das campanhas. A mim, irritam-me.

Não que não tente aceitar esta meteorologia desfavorável. Eu tento, juro. Penso na água que é tão importante; imagino que este ano, felizmente, não vai faltar rega aos agricultores (ainda que uma parte de mim desconfie que daqui a uns meses os telejornais vão estar na mesma a abrir com notícias da seca); penso que este ano é que o Verão vai ser bestial... Mas ao que tudo indica, não é só uma questão de atitude e de pensamento positivo. Está provado que o sol estimula a produção de substâncias como a serotonina, a dopamina e a melatonina, responsáveis pelo bom-humor e boa-disposição. Não é à toa que nos países nórdicos, privados de luz natural durante longos períodos no ano, e onde se registam elevadas taxas de depressão e suicídio, é comum a Terapia da Luz, em que o paciente é exposto a uma luz artificial semelhante à luz solar, de forma a que o corpo possa corrigir o ciclo de sono e produzir as hormonas em falta.

Não sei se por cá vamos começar a adoptar este tratamento para a depressão sazonal, uma vez que a avaliar pelas primaveras passadas, este 'tempo fora de tempo' parece, infelizmente, uma tendência cada vez mais natural. Mas sei que cozinhar - especialmente fazer bolos ou algo que implique ligar o forno, talvez pelo processo da espera - pode bem ser uma espécie de terapia.
Por isso, se o sol não vem até nós, vamos nós ter com o sol, através de um bolo de iogurte com sabor a lima-limão, sementes de papoila, recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e lemon curd: um verdadeiro festim para que, pelo menos durante alguns momentos, possamos esquecer que lá fora continua outono.


*Tirar estas fotos num dia instável como o de ontem foi um filme. Dentro de casa não tinha luz suficiente. Resolvi montar o estaminé na varanda, não estava a chover. Tiro as fotos ao lemon curd, começa a chover, tenho de levar tudo para dentro. Cubro o bolo, dá-se uma aberta e volto para a varanda. De repente, o cinzento do céu vira chumbo e desata a chover a sério. Volto com tudo para dentro, onde, depois do tempo desanuviar um pouco, acabo por fotografar o bolo aberto e a fatia do bolo...
















BOLO DE IOGURTE E LIMA-LIMÃO C/ SEMENTES DE PAPOILA
RECHEIO DE LEMON CURD E COBERTURA DE MASCARPONE E LIMÃO

Para o bolo:
[adaptado da revista Saveurs - Spécial Desserts 2016]

3 ovos L
150 g de açúcar
200 g de farinha s/ fermento
80 g de azeite extra virgem suave
1 iogurte natural
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
Raspa e sumo de 1 lima e 2 limões
2 colheres de sopa de sementes de papoila

Para o recheio, cobertura e decoração:

1 dose de lemon curd*
1 embalagem de mascarpone
Rodelas de limão e lima, hortelã ou outras folhas verdes a gosto

*Lemon curd
50 ml de sumo de limão
1 ovo L
75 g de açúcar
1 colher de sobremesa de raspas de limão
30 g de manteiga à temperatura ambiente


Comece por preparar o lemon curd: leve ao lume o ovo bem misturado com o açúcar e o sumo de limão. Com um batedor de varas, mexa sempre para não ganhar grumos, até engrossar.
Deve demorar cerca de 10 minutos. Retire do lume e incorpore a manteiga em pedaços e a raspa de limão. Mexa até a  estar bem derretida e dissolvida no creme.
Passe para um frasco esterilizado, tape, deixe arrefecer e guarde no frigorífico.

Pré-aqueça o forno nos 180º.
Unte muito bem duas formas de 20 cm de diâmetro, polvilhe com farinha, forre-lhes o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar (em alternativa, use spray desmoldante em vez da manteiga e da farinha, mas use na mesma o papel vegetal).
Numa taça, bata os ovos com o açúcar. Junte o azeite e depois a farinha, o fermento e o bicarbonato.
Adicione o iogurte, depois o sumo e a raspa da lima e dos limões. Por fim, envolva as sementes de papoila. Divida pelas duas formas e leve ao forno cerca de 20-22 minutos - faça o teste do palito antes de retirar. Desenforme e deixe arrefecer.

Para rechear e cobrir: coloque um dos bolos no prato de servir, com o lado mais perfeito virado para o prato. Barre com duas colheres de sopa de lemon curd, e coloque o outro bolo por cima, com o lado mais perfeito virado para cima.
Numa taça, bata bem o mascarpone. Junte-lhe o restante lemon curd e mexa bem. No início poderá parecer demasiado espesso, mas continue a bater com o batedor de varas, até ficar uma espécie de creme de manteiga macio e brilhante. Cubra todo o bolo com a ajuda de uma espátula, retirando o excesso, nomeadamente das laterais do bolo. Decore com as rodelas de lima e limão e algumas folhinhas verdes ao seu gosto. Leve ao frigorífico antes de servir (pode fazer o bolo de véspera: no dia seguinte os sabores estão ainda mais pronunciados e vai saber ainda melhor; neste caso, pode cobrir na véspera mas coloque as rodelas de lima e limão apenas no dia).

Mais receitas para quem gosta de limão:

Mousse de limão instantânea
Cupcakes de limão
Bolo de limão
Bolo de limão c/ cobertura de chocolate branco
Bolo de limão e sementes de papoila da avó do Jamie
Caixinhas de chocolate com lemon curd e framboesa
Minitartes de mascarpone, framboesa e lemon curd
Pudim de limão
Tarte merengada de limão
Quadrados de limão



29
Abr16

A primavera, finalmente.



















Gloriosa primavera.
Finalmente começamos a sentir-te. E sabes tão bem!
Ainda não vais segura, mas já vais formosa.
Confesso que ainda me surpreendo com a tua luminosidade ao fim do dia. Depois deste inverno que parecia não querer acabar, ainda estranho sair de casa sem casaco grosso ou guarda-chuva. Mas, como dizia Fernando Pessoa nos seus tempos de publicitário sobre uma conhecida marca de refrigerante, "primeiro estranha-se e depois entranha-se". E eu cá estou, pronta para usufruir das coisas boas da época entranhadas nos meus dias: a temperatura amena, a roupa mais leve, o semblante desanuviado das pessoas na rua, a vontade de planear saídas e atividades com os rapazes, um café numa esplanada, as receitas com fruta da estação.

Esta galette foi a receita que levei esta semana ao programa Olá Maria, no Porto Canal (quem segue o Lume Brando no facebook já a tinha visto, numa foto de telemóvel!) e é um brinde à minha estação do ano preferida, com morangos como protagonistas.
E apesar de rústica e tosca, esta tarte também pode ser um mimo para as mães, cujo dia se celebra já este domingo. Afinal, os filhos também nunca são perfeitos ;)


GALETTE DE MORANGOS MARINADOS EM BALSÂMICO

Para a massa:
100 g de farinhas/ fermento
50 g de farinhade amêndoa (amêndoa com pele moída)
50 g de manteigafria partida em pedaços
1 colher desobremesa de açúcar amarelo
1 ovo pequeno

Para o recheio:
500 g demorangos
2 colheres desopa de vinagre balsâmico
4 colheres desopa de açúcar amarelo
Uma mão cheia deamêndoas laminadas

Raspa de limãopara polvilhar no final
Folhinhas dehortelã para decorar


No mínimo comuma hora de antecedência, lave, seque e tire os pés aos morangos, corte-os ameio e coloque-os numa taça juntamente com o açúcar e o vinagre balsâmico. Devez em quando mexa-os e envolva-os na calda.

Entretantoprepare a massa: coloque todos os ingredientes numa taça grande e amasse com aspontas dos dedos até obter uma massa moldável. Forme uma bola achatada, envolvaem película aderente e leve a frigorífico durante cerca de 30 minutos.

Pré-aqueça oforno nos 160º ventoinha (ou 180º se o seu forno não tiver ventoinha).
Retire a massado frigorífico e estique-a em forma de círculo sobre uma superfície enfarinhadae com a ajuda de um rolo de cozinha, deve obter um círculo grande (pode ser tosco e irregular, até tem mais graça!), com umaespessura de cerca de 2 mm, no máximo. Passe a massa com cuidado para um tabuleiroforrado com papel vegetal.

Escorra osmorangos e espalhe-os na massa, deixando uma margem larga a toda a volta.
Dobreesta margem de massa para o interior da tarte.
Leve ao forno naposição médio cerca de 45 minutos. Uns 15 minutos antes de terminar a cozedura,espalhe algumas amêndoas laminadas e leve de novo ao forno.

Sirva morna oufria polvilhada com raspa de limão, decorada com folhinhas de hortelã eacompanhada de iogurte natural, mascarpone ou natas batidas.

Nota: esta não é uma tarte muito doce, os mais gulosos talvez queiram polvilhá-la com um pouco de açúcar antes de ir ao forno.

Mais receitas de galettes:
Galette de figos, amêndoas e mel
Minigalette de legumes
Petit galettes de ameixa e framboesa
Galette de ameixas e framboesas




01
Abr16

Um bolo de tigela [e uma novidade com nervoso miudinho]

































O ano passado, os bolos de caneca fizeram bastante sucesso.
Confesso que nunca fiz nenhum mas, recentemente, vi uma reinterpretação desta tendência numa revista francesa, em que usaram taças ou tigelas (ou malgas, para quem é do norte, como eu).
Achei esta versão mais interessante pela possibilidade de serem desenformados - possivelmente os de caneca também podem ser, mas a forma e o aspecto final é capaz de não ser tão apelativo.

Há uns meses, comprei pela primeira vez uma embalagem de açúcar de coco que andava ansiosa por provar e usar e achei que uma receita 'pequena', como um 'bolo de tigela', seria a oportunidade ideal. Para além de ter utilizado o açúcar de coco na massa do bolo, fiz também com ele o molho de caramelo e resultou muito bem.

O açúcar de coco, extraído das flores do coqueiro, é menos processado que o açúcar branco, e apresenta nutrientes como potássio, ferro, zinco e fósforo e vitaminas do complexo B. Apesar de ter um índice glicémico baixo, ou seja, a sua absorção pelo organismo é mais lenta do que no caso dos açúcares refinados, é bastante calórico e deve ser usado igualmente com moderação. Gosto de usar produtos novos e gostei desta experiência - provado ao natural o açúcar tem aroma e sabor torrados característicos e é um pouco ácido, mas no bolo e no molho de caramelo não notei qualquer diferença em relação a um açúcar amarelo ou mascavado - no entanto, não me parece que vá passar a fazer parte dos ingredientes básicos cá de casa, sobretudo pelo seu preço elevado.

Quanto a este bolo de maçã, é um bolo de micro-ondas: fácil, rápido e um pouco esponjoso, mas em que a maçã e o molho de caramelo disfarçam de forma maravilhosa a técnica preguiçosa.

E antes de passarmos à receita, uma revelação com alguns nervos à mistura...

... estou a trabalhar num livro! Sim, um livro de cozinha!

Há uns tempos, fui desafiada por uma editora e, depois de muito ponderar, muito questionar e muito panicar, decidi avançar com a empreitada. Para já, só vos posso dizer que tem sido uma aventura e pêras. Pensar nas receitas, testá-las, dá-las a provar, aproveitá-las ou descartá-las e começar de novo, cozinhá-las para a sessão fotográfica, fotografá-las, escrever os textos e as receitas. E o S. Pedro que tem sido tão mauzinho? Adiar sessões, fotografar quase sem luz, acho que o making of do livro, dava outro livro...

Mas não posso negar que tem sido um desafio estimulante, que me tem ajudado a evoluir e a aprender imenso, nomeadamente sobre os meus próprios limites. Ainda não vos posso falar muito do conceito do livro, nem dizer quando será lançado, à partida será no último trimestre do ano, mas aos poucos irei revelando alguns detalhes, por isso, toca a ficar atento!

E, claro, não podia deixar de agradecer a todos os que me lêem, a todos os que experimentam as receitas que aqui partilho e me dão o seu feedback (quase sempre positivo, o que me deixa muito feliz), a todos os que de alguma forma interagem com o Lume Brando no facebook e no Instagram: sem vocês, a motivação para cuidar do blog e fazê-lo crescer nunca seria a mesma e esta oportunidade nunca teria surgido. Muito, muito obrigada!















BOLO DE TIGELA DE MAÇÃ E CANELA C/ MOLHO DE CARAMELO

Para dois bolos pequenos (tigelas c/ cerca de 10 cm de diâmetro e 7 cm de altura)

1 ovo
2 colheres de sopa de açúcar de coco
1 colher de sopa de azeite extra virgem suave ou frutado
3 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de farinha com fermento
1 colher de café rasa de fermento em pó
1 maçã média descascada e cortada em pedacinhos
1 fio de sumo de limão para regar a maçã
1 pitada de canela
1 pitada de gengibre

Para o molho:
2 colheres de sopa açúcar de coco
2 colheres de sopa de água ou mais um pouco
2 colheres de sopa de natas

Unte bem as tigelas com manteiga ou azeite e polvilhe com farinha ou use spray desmoldante (que foi o meu caso). Descasque e parta em pedacinhos a maçã, regando-a com o sumo de limão.
Numa taça, junte todos os ingredientes e envolva tudo, sem mexer demasiado.
Divida pelas tigelas e leve ao micro-ondas 3 minutos nos 700 watts.
Retire, deixe arrefecer uns minutos e desenforme com cuidado.

Enquanto arrefecem, prepare o molho: junte a água e o açúcar num tachinho de fundo espesso e leve ao lume médio. Nunca mexa: quando muito, rode a panela, para a água cobrir todo o açúcar quando este começar a derreter. Quando começar a borbulhar e a caramelizar, retire do lume e junte as natas. Mexa bem e sirva com o bolo.

Nota: apesar de ter usado farinha com fermento, juntei mais um pouco de fermento, pois acho fraco o poder levedante das farinhas já com fermento. Aliás, raramente uso farinhas com fermento, prefiro usar sem e juntar o fermento à parte, mas na Páscoa, a farinha sem fermento tinha desaparecido das prateleiras do supermercado onde fui fazer compras!





18
Mar16

Um brownie de cerveja para 'pais-chocolate'.


















Sou fã de livros infantis. Desconfio que gosto mais deles do que os meus filhos, que estão a ficar grandes e começam a preferir a literatura pré-adolescente, se é que este género existe, aos livros que eu cuidadosamente escolhia para lhes ler à noite.

Uma das minhas editoras do coração é a Planeta Tangerina. As ilustrações, as histórias que nos obrigam a imaginar porque são contadas por meias palavras, a abordagem inteligente e original aos temas, gosto de tudo. São pequenas jóias que temos cá em casa e se a roupa que já não lhes serve é oferecida, confesso que sou incapaz de me desfazer destes livros, mesmo que por agora os piratas os deixem a ganhar pó na estante.

Há uns anos, ofereci ao pai cá de casa o "Pê de Pai", um livro delicioso que enumera os vários papéis e funções que o pai vai assumindo ao longo do dia ou ao longo do crescimento dos filhos, desde o "pai cabide", em quem os filhos se penduram, até ao 'pai grua", que levanta e puxa o filhote sempre que é preciso, passando pelo 'pai travão', que evita os acidentes, o 'pai seta', que indica de forma firme o que o filho deve fazer, o 'pai casaco', que abriga o filho quando começa a chover, o 'pai cofre', que guarda segredos, ou ainda o 'pai chocolate', que dá vontade de abraçar e trincar.

Porque amanhã é Dia do Pai, aqui fica uma receita dedicada a todos os pais, em especial aos 'pais chocolate': aqueles que se deixam abraçar e se dão aos filhos de forma generosa. Um brownie guloso que leva cerveja e amendoim, para um Feliz 19 de março!

PS: Também temos cá em casa o "Coração de Mãe" e eu, que pareço muito pouco lamechas e emocional, não consigo lê-lo sem que uma lágrima me escape, de tão bonito que é.
















BROWNIE DE CERVEJA COM AMENDOINS
Adaptado de The Kitchy Kitchen

2 ovos
125 g de açúcar mascavado
65 g de farinha sem fermento
20 g de cacau em pó
1 colher de chá de fermento em pó
60 g de chocolate de culinária
60 g de manteiga
60 ml de cerveja preta
1 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 chávena de pepitas de chocolate negro (quando publiquei o post tinha-me esquecido deste ingrediente!)
1 chávena de amendoins torrados + sal qb + azeite qb + açúcar mascavado qb

Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma retangular com cerca de 17 cm x 25 cm. Forre-o com papel vegetal e volte a untar/polvilhar.
Ligue o forno nos 180º.
Peneire a farinha, o fermento e o cacau para uma taça e reserve.
Numa taça maior, bata os ovos com o açúcar.
Derreta a manteiga juntamente com o chocolate e mexa bem. Junte a baunilha e a cerveja.
Alternadamente, vá juntando à taça dos ovos e do açúcar quer a mistura dos secos (farinha, cacau e fermento), quer a mistura líquida (chocolate derretido, cerveja, baunilha), terminando com os secos. Não mexa demasiado e envolva por fim as pepitas de chocolate. Verta sobre a forma.
Entretanto, passe os amendoins por azeite ou óleo vegetal e polvilhe com sal e açúcar mascavado. Envolva tudo muito bem e espalhe os amendoins pela massa do brownie (se usar amendoins com sal ou amendoins caramelizados, omita o sal ou use os amendoins tal como estão, respetivamente).
Leve o brownie ao forno cerca de 25 minutos. Faça o teste do palito, que deve sair com umas migalhas grossas agarradas.
Deixe arrefecer na forma.





25
Fev16

Um bolo para onze velas.




Esta é uma semana de festa por aqui.
O mais velho fez a sua primeira capicua. Cantaram-se os parabéns no próprio dia com os avós e os tios, festejou-se no dia seguinte com os amigos e no fim de semana haverá cá em casa o tradicional almoço de família (desta vez seremos uns 35 à mesa!)
Três bolos de aniversário, portanto.
Este foi o primeiro.

Julgo que já falei aqui que massas de chocolate não são a minha primeira opção para bolos de aniversário. Porque os bolos de aniversário querem-se altos e com alguma decoração (sobretudo se estamos a falar de uma criança ou pré-adolescente) e para mim os melhores bolos de chocolate são aqueles que se servem como sobremesa: baixos e húmidos. Mas chocolate é o sabor preferido do aniversariante, por isso tinha mesmo de ser.

Conseguir uma massa de chocolate que se adapte a um bolo alto, que dê para decorar e ao mesmo tempo seja húmida e deliciosa não é fácil. Este bolo foi por isso uma ótima surpresa.
Adaptei uma receita base de bolo de chocolate tipo chiffon, que me foi passada há vários anos e consegui um bolo intenso, húmido e bonito. O aspeto, não sendo a característica principal (para mim, o principal, é sempre o sabor) era neste caso importante. Tenho pena de não vos poder mostrar uma fatia do bolo, para verem como estava escuro e húmido.

E como o formato do bolo que escolhi já tinha um certo ar de festa, a decoração foi bastante simples, a comprovar o princípio de que "menos é mais".





















BOLO DE CHOCOLATE E AMÊNDOA

4 ovos
1 chávena de açúcar branco
1/2 chávena de açúcar amarelo
1 chávena de óleo de girassol
1 chávena de água a ferver
65 g de chocolate em pó
65 g de cacau em pó
1 chávena de amêndoa moída
1 chávena de farinha sem fermento
1 colher de sopa de fermento em pó

Chávena = 250 ml de capacidade

Para a decoração:

1 embalagem de cobertura de chocolate da Vahiné
ou 150 g de chocolate de culinária (mínimo 52% de cacau)
Sprinkles/granulado colorido


Pré-aquecer o forno nos 180º
Untar muito bem a forma, sobretudo se usar uma forma com chaminé, como neste caso, e polvilhá-la com farinha, ou então usar spray desmoldante. Eu usei spray desmoldante numa dose mais generosa do que o normal, pois como o bolo é húmido e nestas formas não podemos usar papel vegetal, não quis correr o risco de ficar com partes do bolo agarrado à forma.
Numa taça grande, bater bem os ovos com o açúcar. Juntar o óleo, mexer bem.
Adicionar a água a ferver e mexer vigorosamente.
Juntar o chocolate e o cacau - mexer bem até estarem bem dissolvidos.
Juntar a amêndoa moída, seguida da farinha e do fermento.
Verter para a forma e levar a cozer cerca de 40 minutos, mas vai depender bastante da forma e do forno. Eu usei uma forma de silicone e nestas, normalmente, os bolos cozem mais rápido. Passados 35 minutos, comece a vigiar e faça o teste do palito: espete-o no centro do bolo e, se sair limpo, está pronto.
Retire do forno, aguarde uns minutos, passe uma faca de manteiga pelos lados da forma e desenforme.
Se tiver usado uma forma de silicone, deixe arrefecer na forma, passe depois uma faca de manteiga pelos lados da forma e desenforme.

Depois de frio, pode decorar.
Eu usei uma embalagem desta cobertura que a Vahiné me ofereceu, mas conseguem o mesmo resultado, fazendo derreter em banho-maria 150 g de chocolate de culinária. Depois de bem derretido, é só espalhar com uma colher pelo topo do bolo, fazendo escorrer de vez em quando, para um efeito mais dramático. Espalhe de imediato os sprinkles coloridos (e as velas, se for caso disso), pois o chocolate seca rapidamente.


11
Fev16

O amor está na mesa.






























Ok, por aqui não se costuma celebrar o S. Valentim.
Não fazemos nenhum jantar romântico, não trocamos prendas.
O Dia dos Namorados chega muitas vezes em forma de postal, desenhado e escrito pelos mais novos na aula de inglês (e que bom que é, ainda acharem que a mãe é a sua girlfriend!)

Gostamos de mimos sem data marcada e muitas vezes faço uma sobremesa especial, ao gosto do provador-mor.
No último fim-de-semana, o sabor escolhido foi castanha.
Fiz éclairs e profiteroles, recheei-os com creme de nata e castanha e cobri-os com glacé de chocolate e café.
Como correu tão bem mas não tive oportunidade de fotografar, decidi voltar a fazer a sobremesa, mas desta vez com um twist (ou, melhor dizendo, um atalho, para que seja ainda mais fácil e rápido fazer uma sobremesa daquelas que geram 'uaus' instantâneos).
Para além disso, a receita da massa dos éclairs já está aqui, podem sempre fazê-los, se preferirem.

Para criar esta espécie de mil-folhas, primeiro pensei em usar placas de massa folhada (um dia destes vou experimentar, com este mesmo creme), mas depois passei os olhos por uma caixa de bolachas 'belgas', que de vez em quando gosto de servir a acompanhar gelado, e achei que iam ficar muito bem numa sobremesa assim, às camadas.

E, modéstia à parte, acho que resultou mesmo. Já estou a imaginá-las a fazer de entremeio numa sobremesa com chantilly, frutos vermelhos e ganache de chocolate... omg!

Escusado será dizer que não é uma sobremesa para todos os dias. É doce e intensa, macia e crocante ao mesmo tempo.
Poderosa e reconfortante. Tal como deve ser o amor.
Amor esse que, ao contrário desta sobremesa, podemos e devemos consumir em doses generosas, todos os dias!















MIL-FOLHAS FINGIDO DE CASTANHA COM MOLHO DE CHOCOLATE E CAFÉ

Para 2

6 bolachas 'belgas' finas
120 g de doce de castanha de compra (uso este)
60 g de natas batidas sem açúcar (pesei depois de batidas)
30 g de chocolate de culinária (mínimo 52% cacau)
15 g de manteiga
1 colher de sopa de café
Cacau em pó para polvilhar


Comece por preparar o molho: leve o chocolate ao lume em banho-maria. Assim que estiver derretido, junte a manteiga e mexa bem. Por fim junte o café (ou água, se preferir). Mexa bem e reserve.
Bata as natas até obter picos firmes (a meio do processo junte umas pingas de sumo de limão, ajuda a prender as natas). Pese a quantidade indicada e junte ao doce de castanha. Mexa bem com um batedor de varas.
Coloque este creme num saco de pasteleiro munido de um bico 'estrela'.
Coloque um pouco de creme no centro do prato de servir, para funcionar como 'cola'.
Pouse uma bolacha, pressionando um pouco para agarrar o creme.
Faça montinhos de creme por cima da bolacha e pouse outra bolacha em cima. Repita, terminando com uma camada de creme.
Coloque um pouco de molho de chocolate no prato e termine polvilhando com cacau em pó.
Sirva com mais molho de chocolate à parte.

Nota: monte a sobremesa só na altura de servir, para que as bolachas não amoleçam!








Teresa Rebelo

foto do autor

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