Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lume Brando

09
Set09

O limão, uma vez mais.

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379795331070887682" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379795327903030050" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379795338157602418" />

Esta tarte é um clássico de muitas cozinhas.
Mais ovo menos ovo, mais ou menos tempo no forno, mais limão ou menos limão, toda a gente já a fez ou já a provou. Seja sob o nome de tarte merengada, tarte de leite de condensado ou, simplesmente, tarte de limão.
Mas por mais que se repita, não deixa de ser irresistível. Tanto para a vista como para o paladar.
É fácil de fazer, não são precisos muito ingredientes e os que são normalmente temos em casa. Mas claro que a principal razão da minha simpatia por ela é... ser de limão!
Desta vez, como tinha limas que sobraram de uma experiência tailandesa que correu assim assim, resolvi misturar e saiu uma deliciosa tarte merengada de lima e limão.

Tarte merengada de lima e limão

Para a base de bolacha:
1 pacote de bolacha Maria
80 g manteiga ou margarina
(usei Vaqueiro)

Para o recheio:
1 lata de leite condensado
3 gemas
Sumo de 1 lima sumarenta
Sumo de 1 limão grande e sumarento

(para mim, quanto mais sumo levar a tarte melhor!)

Para o merengue:
3 claras
2 colheres de sopa de açúcar
1 pitada de sal


Pré-aquecer o forno nos 200º.
Triturar as bolachas e juntar a manteiga amolecida
(usei a Bimby - aí uns 8 segundos Vel. 5 e resultou muito bem).
Forrar a base de uma forma de fundo amovível ou de uma tarteira tipo pirex com a mistura de bolacha e manteiga, pressionando bem com os dedos. Levar ao forno aí uns 5 minutos só para 'prender' um pouco a base de bolacha.
Numa taça desfazer as gemas no leite condensado, juntar os sumos de lima e limão, mexer bem e verter por cima da base de bolacha. levar ao forno durante uns 10/15 minutos no máximo. A ideia é que o recheio ganhe alguma consistência mas continue cremoso
(eu gosto assim, mas há quem prefira cozer a tarte durante mais tempo).
Entretanto, bater as claras em castelo com o açúcar e uma pitada de sal. Como costumo usar só 3 claras, estas não rendem o suficiente para se cobrir a tarte com saco pasteleiro, de forma mais voluptuosa... assim, costumo deitar as claras em castelo sobre o recheio às colheradas, espalhando e cobrindo toda a superfície.
Levar ao forno na posição mais alta e na função grill durante uns 20 segundos para dourar
(atenção que este processo é muito rápido, se não quiserem arriscar a ficar com a cobertura queimada, coloquem na grelha do meio durante mais tempo, mas sempre a controlar!).

Eu gosto de comê-la fresquinha, por isso, depois de arrefecida, ruma ao frigorífico por umas boas horas.

Nota: na minha família, há quem a faça com mais gemas e, por consequência, mais claras, ficando de facto, mais vistosa. A parte das claras não me chateia nada, mas já as gemas extra, tal como aprendi com a minha amiga S., não fazem muita falta, pois roubam protagonismo à fruta e tornam o recheio menos cremoso.
23
Ago09

Um livro, uma receita #8

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372150832139853170" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372165251935724562" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364535970561494338" />
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364535745936883810" />

Quem costuma vir a este blog sabe que adoro limão. E todas as frutas cítricas: lima, toranja, laranja...
Experimentar esta tarte de lima e limão estava por isso nos meus planos desde que tenho este livro, já lá vão alguns anos.

Por vários motivos, que não vale a pena estar agora a listar, não cozinho tanto como gostaria, daí a minha produção culinária seguir um ritmo bastante brando e demorar muito a testar receitas que já tenho debaixo de olho há muito.

Feliz e finalmente, um destes fins-de-semana pude experimentar a dita cuja.
Só não pude seguir as indicações para a base de massa quebrada, porque quando dei conta eram precisas duas horas para ela descansar e não tinha esse tempo todo!
Mas o recheio é muito bom, ácido como eu gosto, uma espécie de 'lemon-lime curd', que em vez da manteiga leva natas. Só tenho pena que a minha tarte não tenha ficado tão perfeitinha como a do Jamie...

Quanto ao livro, trata-se do primeiro publicado pelo famoso chefe inglês, e que resultou de um programa com o mesmo nome que apresentava na BBC. Para os fãs deste cozinheiro intrépido, há uma boa notícia: o seu novo livro - Jamie's America - está prestes a ser lançado e até já podem ser encomendados exemplares autografados, aqui.

Tarte de Lima e Limão

Para a base (eu fiz a receita básica de massa quebrada da Bimby, mas esta deve ser bem melhor!):

125 g manteiga
100 g açúcar em pó
uma pitada de sal
250 g farinha
2 gemas
2 colheres de sopa de leite frio ou água fria


Nota: esta é uma massa de tarte básica, que entra em várias receitas do Jamie, nomeadamente neste livro; estas quantidades dão para 1 base de tarte com cerca de 30 cm de diâmetro. Pode ser feita à mão ou num robot de cozinha.

Bater a manteiga com o açúcar e o sal e depois juntar a farinha e as gemas. Quando a massa estiver tipo migalhas, juntar a água ou o leite frio. Amassar um pouco e formar uma bola de massa. Polvilhar com um pouco de farinha por todo e dar-lhe a forma de um rolo gordo. Não trabalhar a massa demasiado: evita que fique elástica e garante que fica estaladiça depois de cozida. Envolver em película aderente e levar ao congelador* cerca de 1 hora (a receita original indica o dobro dos ingredientes - p/ 2 tartes; para metade da quantidade talvez não seja necessário tanto tempo no frio).

Após este tempo de refrigeração, partir a massa em fatias finas (cerca de 5 mm de espessura) e forrar a tarteira com estes pedaços de massa, pressionando com os dedos para uni-los, "como se fosse um puzzle", para usar as palavras do Jamie. Pressionar bem a massa no fundo e nos lados da tarteira para que a altura fique uniforme e retirar os excessos de massa do rebordo. Levar novamente ao congelador* mais 1 hora (imagino que se possa aplicar a teoria de cima e assim, se fizermos apenas uma dose, talvez possamos poupar algum tempo aqui!).

Antes de colocar o recheio, pré-cozer a massa durante 12 minutos a 180º. Como o recheio é bastante húmido, o naked chef recomenda que se pincele a massa com ovo batido antes de levá-la ao forno de modo a "impermeabilizá-la", evitando que amoleça. Jamie diz ainda que, se se retirar a tarteira directamente do congelador* para o forno, não há necessidade de cozer a massa com pesos ou feijões ou arroz, por exemplo (usados para evitar que empole).

Após esta pré-cozedura, a massa está pronta a receber o recheio.

Para o recheio:

340 g de açúcar fino
8 ovos grandes
(de preferência biológicos ou de galinhas criadas no campo)
350 ml de natas gordas
200 ml de sumo de lima
100 ml de sumo de limão
Raspas de 4 limas
(opcional)

Numa taça, bater os ovos com o açúcar. Quando estiverem bem misturados, juntar em fio as natas, os sumos e as raspas de lima. Verter sobre a base de massa pré-cozida e levar ao forno. (O Jamie sugere que se faça isto com a tarteira já no forno, para não corrermos o risco de entornarmos o creme, mas se o forno não tiver grades deslizantes ou porta tipo gaveta, não é muito fácil).
Cozer durante 40-45 minutos a 180º ou até o recheio ficar relativamente firme. Depois de arrefecer uma hora, o recheio terá atingido a consistência ideal: firme, mas macio e suave. Não servir antes deste tempo, pois o recheio pode 'desmoronar-se' ao partir-se a tarte.

Quem gostar pode polvilhar com açúcar em pó. Jamie sugere que se coma acompanhada de framboesas ou morangos frescos: algo simples, para não ofuscar o protagonismo da tarte!

*Inicialmente, quando publiquei o post, escrevi "frigorífico", mas depois fui confirmar e o Jamie diz que a massa deve refrigerar no freezer (congelador). Peço desculpa pelo lapso de tradução.
18
Mai09

Um livro, uma receita #4









O sétimo livro do Jamie é aquele que ele diz que deveria ter sido o primeiro. Tudo porque é uma espécie de curso de cozinha, onde ele transmite conhecimentos essenciais sobre ingredientes, compra de produtos e regras básicas de confecção, à semelhança do que ensina aos alunos do Fifteen no seu primeiro dia.
Como já disse aqui, recentemente comprei sementes de papoila. Depois de uma primeira experiência, salgada, estava ansiosa por incluí-las em algo doce. Ao folhear este livro, descobri exactamente o que precisava:

O bolo de limão "escorrido" da avó do Jamie*

115 g manteiga sem sal
115 g açúcar fino (caster sugar, usei açúcar amarelo)
4 ovos grandes
180 g de amêndoa ralada (não tinha, não usei e não senti falta nenhuma!)
30 g de sementes de papoila
Sumo e raspa de 2 limões
125 g de farinha com fermento, peneirada

Para o xarope de limão:
100 g de açúcar fino
90 g de sumo de limão

Para a cobertura de limão:
225 g de açúcar em pó
Sumo e raspa de 1 limão

Pré-aquecer o forno nos 180º. Untar uma forma e forrá-la com papel vegetal que também se unta (usei uma forma de silicone da Tupperware, sem papel mas muito bem untada com manteiga e polvilhada com farinha).
Com a batedeira eléctrica, bater a manteiga e o açúcar até ficar leve e fofo (na altura não tinha batedeira, usei um batedor de varas manual). Juntar os ovos um a um. Juntar a farinha, as amêndoas (saltei esta parte), as sementes, o sumo e a raspa dos limões. Verter para a forma e levar ao forno cerca de 40 minutos ou até um palito sair seco do interior. Deixar arrefecer.

Para fazer o xarope de limão, aquecer o açúcar com o sumo num tacho até o açúcar se dissolver. Enquanto o bolo está morno, fazer furinhos a toda a volta com um palito de cocktail e verter o xarope (eu saltei esta parte, como explico mais abaixo, mas o bolo ficou bom na mesma).

Para fazer a cobertura, peneire o açúcar em pó para uma taça, junte o sumo e a raspa de limão até ficar um creme macio. Quando o bolo estiver quase frio, passá-lo para o prato de servir e verter por cima a cobertura, fazendo com que escorra para os lados, dando-lhe aquele efeito "drizzle".

Servir assim ao lanche ou com uma bola de gelado à sobremesa. O meu foi comido à ceia, acompanhado de uma chávena de chá de cidreira de fresca. Mmmm... que bom!


*Este bolo, como acontece com quase tudo o que aqui registo, teve de ser feito a correr. No meio da pressa, saltei a parte "xarope de limão", cobrindo directamente o bolo com o creme de limão final. Só agora, ao escrever o post, é que dei conta. No entanto, ficou muito bom. E bonito. Fi-lo no sábado, mas como já vem sendo hábito, no dia seguinte soube-me ainda melhor.
16
Nov04

Limão, continuação.

height=200 src="http://www.flickr.com/photos/1511417_2ab2556979_m.jpg">
Estas pequenas tartes são apenas um exemplo do que se pode fazer com o Lemon Curd.
Basta fazer uma massa básica de tarte (os mais preguiçosos ou apressados podem já comprar a massa preparada), forrar com ela formas do tamanho desejado e levar a cozer. Depois de arrefecidas as tartes, é só encher com o creme de limão. Uma delícia. Para quem gosta de sabores agridoces.
03
Nov04

Amo-te limão.

Para além da paixão por castanhas, tenho uma tara por limões. Gosto de tudo o que leva limão. Bem, tudo, tudo, não. Ainda não aderi, por exemplo, à Frize Limão nem à concorrência “copiona”. Continuo a preferir o velhinho “pneu”. Sem açúcar, claro. Adoro sorvete de limão, tarte de limão, mousse de limão, refresco de limão. Basta uma rodela de limão no jarro da água para torná-la aromática e muito mais refrescante. E já que se aproxima o Natal, não há verdadeiro leite-creme ou genuína calda de açúcar para os sonhos, que não leve uma casquinha de limão. Para não falar do tempero dos pratos ditos “salgados”: os filetes de peixe, a carne que se põe a marinar antes de assar e muitos outros, só têm a ganhar com o sumo deste citrino amarelo. E quando há constipações à vista - sobretudo quando uma barriga cada vez mais proeminente não permite que se tome mais nada - uma das soluções é juntar sumo de limão a uma colher de mel e mummm… que rico xarope. Ora, foi por causa da paixão assolapada pelo limão, que no fim-de-semana passei umas boas horas na cozinha. Não sem antes ter colhido uma dúzia de exemplares directamente do limoeiro de casa dos pais. Algo que, aliás, aconselho vivamente: fica muito mais barato. Do resultado, dou-vos conta no post abaixo.
03
Nov04

Receita #3

height=100 src="http://www.flickr.com/photos/1216905_efa220a730_m.jpg">height=100 src="http://www.flickr.com/photos/1216934_5ce73d3710_m.jpg">

Lemon Curd (Doce de Limão)

Antes de mais: em quase todas as receitas que vi deste doce de origem inglesa, a manteiga mencionada é “sem sal”. Eu usei a Vaqueiro “clássica” (com sal, portanto), e acho que não ficou nada mal. O açúcar referido é sempre “em pó”. De facto, o açúcar que usei foi quase todo em pó mas, para “contrariar” o sal da manteiga, juntei mais um pouco de açúcar normal e resultou. Julgo que se poderá usar só açúcar normal ou então açúcar amarelo: parece-me que o tempo que está ao lume é suficiente para derretê-lo bem. Mas em cozinha, não há nada como experimentar. Por último, os ingredientes e as quantidades que se seguem são as que eu utilizei.


4 limões (aproveitar raspa e sumo)
4 ovos
125 g manteiga ou margarina
385 g de açúcar (preferencialmente em pó)

Num recipiente que dê para levar ao lume dentro de outro com água (banho-maria), misturar a raspa e o sumo dos limões, o açúcar, a manteiga (ou margarina) e os ovos já ligeiramente batidos. Com o lume no médio, mexer continuamente até a manteiga (ou margarina) derreter por completo, usando para tal uma colher de pau ou um batedor de varas. Depois, pode-se baixar o lume e deve-se continuar a mexer frequentemente até o creme espessar. Não é preciso o creme ficar demasiado espesso, pois ele vai engrossar depois de arrefecer. Bastam uns 35/40 minutos ao lume (a receita que segui de forma mais fiel falava em 20 minutos, mas não achei suficiente). Dá-se a cozedura por terminada quando o creme se apresentar brilhante e escorregar muito lentamente pelas costas da colher de pau. Depois, é só verter o doce para frascos previamente esterilizados, fechá-los, deixar arrefecer e guardar no frigorífico. Ou então, usá-lo logo que arrefeça para rechear bolos, tartes ou crepes, servi-lo tipo compota com scones ou… comê-lo às colheradas!
Ainda segundo as receitas consultadas, este doce aguenta no frigorífico cerca de duas semanas.

Teresa Rebelo

foto do autor

Sigam-me

TOP 100 Food Bloggers

TOP 15 Blogs de Culinária Portugueses

Featured on

Bloglovin

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2005
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2004
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D