Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lume Brando

03
Nov15

Um brownie de nozes e pêra para um workshop especial.




Se há algo que ter um blog de cozinha me ajudou a interiorizar é a noção de que só praticando, só errando muito, só fazendo e repetindo é que conseguimos evoluir. Esta ideia é válida para qualquer área das nossas vidas ou para qualquer profissão, mas quem tem um blog pode mais facilmente aperceber-se dessa evolução: comparando posts, comparando fotografias, comparando os ingredientes que mais usava há uns anos e os que entretanto ocuparam lugar nas prateleiras da despensa. E quanto mais sabemos e experimentamos, mais nos apercebemos do quanto há ainda para explorar. Seja nas receitas e nas técnicas de cozinha, seja ao nível dos textos ou da fotografia, a margem para progredir é imensa e há muito, mesmo muito, para aprender. Haja tempo.

E foi mesmo nisso que um destes sábados se transformou: em tempo para participar no Workshop de Fotografia de Comida que a Maria Midões dinamizou na Clavel's Kitchen, um projecto que muitos de vocês já devem conhecer, nascido da energia inesgotável da Mª João Clavel.
Foi o segundo workshop que fiz neste espaço e o clima que se gera é sempre mágico. A decoração convida a isso, o ambiente é de pura partilha, as pessoas sentem-se em casa e custa sempre vir embora no final. Claro que quem lidera a formação também é responsável pela atmosfera que se cria e nisso a Maria Midões é exímia, com a sua descontração e simpatia.

Uma das minhas expectativas em relação ao workshop era a de receber dicas e conselhos para, no pouco tempo que tenho para fotografar as minhas receitas, conseguir melhores resultados. Primeira lição do dia: sem tempo, não há milagres!
A Maria alertou-nos para questões a que devemos responder antes de fotografarmos (qual o mood que queremos para a imagem, qual o elemento principal, que história ou momento queremos transmitir, etc.) e obviamente que com a experiência este exercício poderá ser feito de forma eficiente e mais 'automática'. Mas vamos sempre precisar de tempo: não só para pensar no que queremos contar com a nossa foto, mas também para escolher os props, para compor os elementos, para disparar, avaliar e mudar aquilo que não está a resultar.

Outra das componentes da fotografia mais debatida foi a luz. Talvez esta seja mesmo a questão fundamental e confesso que esta é uma das minhas maiores dificuldades: dominar a luz (e consequentemente as sombras), sobretudo não tendo grande equipamento em casa.

A parte prática foi bastante voltada para o styling e para a composição. Os participantes foram convidados a levar os seus próprios 'modelos': bolos ou outras preparações culinárias, ingredientes e até alguns adereçosEste brownie foi o meu contributo e como fez sucesso no lanche que se seguiu à sessão fotográfica, prometi publicar a receita.

Deixo-vos ainda algumas fotos onde podem ver exercícios de composição de outras participantes (um grupo fantástico, diga-se!) e a evolução do styling à volta do brownie, com a caneca de café e o cachecol, sugeridos e colocados pela Maria Midões, a fazerem toda a diferença.

Para terminar, e a propósito do início do post, aqui fica uma lição dessa lenda da fotografia chamada Henri Cartier-Bresson: "As suas dez mil primeiras fotografias são as piores". Tendo em conta que Bresson é do tempo da fotografia analógica, terei de multiplicar por muitos esse valor, até começar a ficar satisfeita com as minhas...






















BROWNIE DE NOZES E PÊRA

100 g de chocolate preto 70% cacau
80 g de chocolate de culinária
130 g de manteiga
175 g de açúcar amarelo
3 ovos
80 g de farinha sem fermento
100 g de miolo de noz
2 a 3 pêras
Sumo de 1/2 limão

Pré-aqueça o forno nos 180º.
Unte uma forma rectangular com manteiga, forre com papel vegetal e volte a untar, polvilhando-a com farinha.
Descasque as pêras e corte-as em pedaços. Regue-as com o sumo de limão, para não oxidarem.
Leve a derreter os chocolates com a manteiga no micro-ondas (potência elevada poucos segundos de cada vez, para o chocolate não queimar) e misture bem.
Noutra taça, bata os ovos com o açúcar. Junte a mistura de chocolate e manteiga derretidos.
Envolva a farinha e de seguida envolva metade das pêras e das nozes partidas grosseiramente.
Verta para a forma e espalhe por cima os restantes pedaços de pêra e as restantes nozes.
Leve ao forno cerca de 30 minutos.Retire do forno e deixe arrefecer.


21
Set15

Passatempo 90 anos Le Creuset.













A Le Creuset já procedeu ao sorteio do 90º aniversário e já foram apurados os vencedores.
Obrigada a todos os que participaram através do Lume Brando!
O feliz contemplado com uma cocotte evolution na cor vulcânico é Antonio Brochado Teixeira, que em breve será contactado pela marca. Parabéns!

Lista de vencedores dos blogues parceiros:

Alquimia dos Tachos - AnselmoAnanás e Hortelã - Sergio SilvaClavel's Cook - Maria da Conceição GuimarãesHoje para Jantar - Edna BartoloCozinha [da Duxa] -
Fernanda Maria dos Santos Teixeira BerthelotMarmita - Inês Bulhosa


A marca das panelas mais charmosas de sempre está em festa!
E é caso para dizer que as celebrações são à grande e à francesa: a Le Creuset comemora esta ano os seus 90 anos e preparou algumas surpresas, incluindo o Sorteio de uma Cocotte Evolution na cor original ‘vulcânico’, entre os seguidores do Lume Brando. Sim, é a panela das fotos! Uma panela linda de 24 cm de diâmetro, fabricada em ferro fundido esmaltado segundo as rigorosas técnicas desta marca gaulesa, que desde 1925 dá cor e sabor a cozinhas de todo o mundo.

O valor de mercado desta cocotte são €229, mas um dos seguidores do Lume Brando vai poder ganhá-la: basta participar no passatempo, cujas regras são as seguintes:

- O passatempo decorre de 21 de setembro a 5 de outubro de 2015 em Portugal continental e Ilhas;

- Vários blogues parceiros da marca estão a dinamizar este passatempo em simultâneo e cada blog irá oferecer 1 cocotte. No entanto, cada pessoa só pode participar uma vez através de um dos blogs, que são:

Lume Brando

- Para concorrer, terá de preencher este formulário (ou o formulário do post alusivo a este passatempo de outro blog parceiro, mas não se esqueça de que só pode participar 1x);

- Depois, terá de aceder ao site comemorativo www.lecreuset90.com e submeter uma fotografia, um vídeo ou um texto relacionados com a marca. Pode explicar de forma divertida porque deseja uma Le Creuset, pode tirar uma foto criativa com produtos Le Creuset ou numa loja que venda produtos da marca, escrever um poema ou até fazer uma canção - a imaginação é o limite! Para submeter a sua participação, uma vez no site, escolha a opção “Portugal/Português” e clique em “Criar”.

- A Le Creuset irá selecionar as participações mais originais e criativas para figurarem no site comemorativo, mas todas as participações serão válidas para efeito de sorteio. Assim, de entre todas as participações feitas através do Lume Brando, a marca irá sortear um vencedor. O seu nome será revelado no dia 7 de outubro, e será contactado pela marca. Assim se passará com os restantes blogs.

- Toca a participar e boa sorte!

Já agora, se quiserem partilhar coisas bonitas relacionadas com este passatempo ou com a marca nas redes sociais, usem por estes dias a hashtag #lecreuset90



As imagens deste post são da Le Creuset.




[ o Lume Brando está também no Instagram e no facebook! ]


06
Jul15

The Trip to Italy [e um bolo de amêndoa e avelã]
























A primeira grande viagem em família tinha de ser a Itália.
Tanta propaganda eu e o pai fazíamos ao país das pizzas, que até na lista dos rapazes este era o destino que vinha em primeiro lugar, sempre que lhes perguntávamos que países gostavam de conhecer.

Na última semana de Junho, já em período de férias escolares, lá partimos rumo à Toscana.
Foi uma semana cheia de sol, boa comida, visitas culturais e algum dolce far niente, que os pequenos ao fim de poucas horas já só pensavam na piscina da casa de turismo rural onde estávamos alojados, muito perto de Volterra.

Pertencente à província de Pisa, Volterra é uma pequena cidade de origem etrusca, onde se cruzam vestígios desta civilização com muitas memórias romanas e medievais. Em redor da cidade estendem-se os campos característicos da região, salpicados por ciprestes e casas de cor ocre, uma paisagem algo melancólica que faz parte do meu imaginário romântico* e que soube mesmo bem apreciar in loco.

Alugámos um carro e a maior parte dos dias foi passada a circular nas estradas que serpenteiam as colinas toscanas e a conhecer Pisa, Lucca, Siena, S. Gimignano e Florença (para Florença uma parte do percurso foi feita de comboio, por ser mais rápido e mais prático - sai-se mesmo no centro e evitam-se as filas à entrada da cidade e o custo alto do estacionamento).

'Conhecer' é uma força de expressão, porque o tempo que passámos em cada sítio foi manifestamente pouco para ficar a 'conhecer', mas deu para reforçarmos a ideia de que Itália é um país fantástico. Foi a terceira vez que lá estive, mas ainda há tanto, mas tanto, para ver, aprender e provar, que é impossível não sentir um enorme desejo de voltar.

Como já é costume, os souvenirs que trouxe para mim foram revistas de cozinha. Enquanto não ponho mais receitas em prática (e são tantas as que já estão marcadas), deixo-vos um bolo de avelã e amêndoa, húmido e delicioso, típico de Cannobio - uma cidade do Piemonte, que também já está assinalada no mapa cá de casa com o alfinete dos destinos a visitar.


*Há muitos filmes e livros passados em Itália que me marcaram de alguma forma e que ajudaram a construir este imaginário. Um desses filmes é bem recente: trata-se do The Trip to Italy, com o seu ritmo bem tranquilo e pouco hollywoodesco, as paisagens inspiradoras, os pratos de fazer crescer água na boca e os diálogos inteligentes e divertidos. Aconselho!




BOLO DE AVELÃ E AMÊNDOA [PAN DOLCE DI CANNOBIO]
Revista Sale & Pepe  Julho 2015

60 de avelãs moídas (usei miolo de avelã sem torrar, com pele)
60 de amêndoas moídas (usei miolo de amêndoa sem pele)
60 de farinha de trigo sem fermento
10 g de fermento em pó para bolos
4 ovos
120 g de açúcar amarelo
120 g de manteiga à temperatura ambiente
Uma pitada de sal
Açúcar em pó para decorar

Pré-aqueça o forno nos 180º.
Unte muito bem com manteiga e polvilhe com farinha uma forma rectangular com cerca de 12 cm x 22 cm.
Pulverize a amêndoa e a avelã num processador de cozinha.
Numa taça grande, bata bem a manteiga com o açúcar até estar uma mistura bem cremosa e uniforme.
Junte dois ovos inteiros e duas gemas - reservando numa taça à parte as duas claras - e misture bem.
Envolva as farinhas dos frutos secos, a farinha de trigo, o fermento e o sal.
Por fim bata as claras que sobraram em castelo e envolva na massa anterior.
Verta para a forma e leve a cozer cerca de 40 minutos. Se começar a ficar bastante escuro, cubra com folha de alumínio. Faça o teste do palito: assim que sair seco, está cozido.
Deixe arrefecer um pouco, descole a massa a toda a volta da forma com uma espátula ou uma faca de manteiga e desenforme para o prato de servir com cuidado, de forma a mantê-lo virado para cima, que é como fica mais bonito. Quando estiver frio, polvilhe com açúcar em pó.


Outros posts sobre Itália, aqui e aqui.


16
Jan15

Uma espécie de Dobos Torte [ou o meu bolo de aniversário]






Eu sei, eu sei que este blog parece esquizofrénico: no post anterior partilho uma receita saudável, acompanhada de um queixume sobre os excessos da quadra natalícia, e logo de seguida, na mesma semana, aparece um bolo que é um pecado.
Mas dizer que fiz anos ontem serve de atenuante, não serve?

Nem sempre me apetece fazer o meu próprio bolo de aniversário, mas este ano a vontade de experimentar uma receita nova empurrou-me logo de véspera para a cozinha.
Aviso que este bolo tem bolinha vermelha no canto superior direito: a quantidade de manteiga [e açúcar] pode chocar os mais sensíveis.

Queria ter seguido mais de perto a versão do Martha Stewart's Baking Handbook, mas ontem, quando ia preparar o recheio/cobertura não encontrei o livro [que tinha usado na véspera para fazer a massa, por isso podem imaginar o caos que se vive nas minhas prateleiras da cozinha].
Ainda recorri à internet, mas não encontrei a receita exacta, pesquisei mais algumas receitas e fiz um mix, que acabou por correr muito bem - a meio do processo achei mesmo que ia ter de recheá-lo e cobri-lo com uma simples ganache de chocolate, mas a internet, esse oráculo dos tempos modernos, salvou-me do desgosto de não conseguir (ver receita).

Não é um bolo difícil, mas é preciso algum tempo para o preparar [o que acaba por ser uma vantagem, porque assim não caimos na tentação de o fazer muitas vezes].
Mas vale bem a pena todo o esforço: ontem levei-o para casa dos meus pais, onde fiz um jantar de aniversário em família, com os meus irmãos e sobrinhos, e garanto-vos que foi um sucesso.

[as fotografias do bolo inteiro e aberto estão muito diferentes: as do bolo inteiro foram tiradas ontem ao final da tarde e as do bolo aberto hoje de manhã, a prova de que a luz faz mesmo toda a diferença.]

Bom fim-de-semana!















DOBOS TORTE - SIMPLIFICADO
A partir da receita do Martha Stewart's Baking Handbook

Para o bolo:

350 g de manteiga à temperatura ambiente
3 chávenas de farinha sem fermento
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
2 chávenas + 1/4 de chávena de açúcar
8 claras de ovos grandes
3 gemas de ovos grandes
1 chávena de leite meio-gordo

Chávena = 250 ml de capacidade

Pré-aquecer o forno nos 180º. Untar e polvilhar com farinha ou usar spray desmoldante duas formas de 22 cm de diâmetro (a receita original pede 3 formas de 20 cm), forrar o fundo das formas com papel vegetal e voltar a untar/polvilhar com farinha.
Na batedeira eléctrica (o ideal é ser uma batedeira com apoio, tipo Kitchenaid, bater a manteiga com 2 chávenas de açúcar até estar bem misturado e esbranquiçado, uns 3 ou 4 minutos. Juntar as gemas uma a uma, continuando a bater. Junte o fermento e o sal à farinha. Numa velocidade baixa, juntar a farinha e o leite em três vezes e de forma alternada, começando e acabando com farinha (a receita original diz para peneirar a farinha e o fermento, eu não o fiz). Noutra taça, bater as claras com a batedeira eléctrica e quando ficarem espumosas, junte 1/4 de chávena de açúcar. Continue a bater até ficarem bem firmes. Envolva as claras no outro preparado, em duas ou três vezes e com uma espátula de borracha. Divida pelas formas untadas e leve ao forno entre 30 a 40 minutos. Aos 30, espete um palito no centro e vá controlando: o palito deve sair limpo.
Desenforme e deixe arrefecer totalmente (eu fiz os bolos à noite, na véspera).


Para o recheio e cobertura:
[Merengue suiço amanteigado de chocolate - Chocolate swiss meringue buttercream]

1 dose de merengue suiço*
200 g de chocolate de culinária de boa qualidade
450 g de manteiga à temperatura ambiente

*Merengue suiço
4 claras L
180 g de açúcar


Leve ao lume em banho-maria numa taça metálica ou de vidro (o ideal é ser a taça da batedeira) as claras misturadas com o açúcar (a água não deve tocar na taça). Mexer continuamente, até o açúcar estar dissolvido e a mistura estiver quente ao toque (cerca de 4 minutos).
Retirar do lume e bater com a batedeira eléctrica, inicialmente a baixa velocidade e depois numa velocidade média-alta, no total cerca de 7 minutos, até ficar com uma consistência extra-firme e um aspecto macio e brilhante. Reservar.
Derreter o chocolate em banho-maria e reservar.
Com a batedeira numa velocidade média-baixa (e com a pá, em vez da pinha), juntar ao merengue a manteiga aos poucos - colher de sopa a colher de sopa. Contunue a bater até ficar um creme macio e uniforme. Se parecer que a mistura talhou e está aos grumos, bater mais um pouco numa velocidade maior. Se vir que não está a melhorar, não desespere e siga a dica do Cake Central: retire uma chávena do creme talhado e leve ao micro-ondas na potência máxima entre 5 a 10 segundos - deve ficar mais líquido, meio derretido, mas não quente. Junte à batedeira novamente e bata de novo a uma velocidade média-alta: verá que vai começar a ficar parecido com um creme de manteiga (comigo resultou!).
Quando estiver macio e uniforme, junte aos poucos o chocolate derretido, diminuindo a velocidade. Assim que o creme ficar com o chocolate completamente envolvido, está pronto para ser usado no bolo.

Rechear e cobrir o bolo:

Parta cada bolo em três (usei daquelas faca compridas de serrilha de pastelaria; enquanto cortava atendia telefonemas de parabéns, daí as camadas não terem ficado muito certinhas!).
Coloque a base de um dos bolos no prato de servir e barre com o creme, coloque outra parte de bolo e barre também com o creme e assim sucessivamente. Termine barrando todo o bolo com a ajuda de um espátula - usei uma destas.

Notas:
- No livro o bolo tem nove camadas, pois foram partidos três bolos em três partes; o recheio também é um pouco diferente - ao creme do recheio, que é ligeiramente diferente do meu, foram adicionadas natas batidas; 
- Para ser um verdadeiro 'Dobos Torte', bolo de origem húngara, deveria levar ainda uma cobertura ou decorações de caramelo;
- Como é inverno e está frio, não senti necessidade de manter o bolo no frigorífico, mas no tempo mais quente é aconselhável.
- Apesar de nas fotos, a massa do bolo poder indiciar um bolo seco, não é: é húmido e delicioso!



23
Dez14

Este Natal, vamos pôr tudo em pratos limpos ;)





































As coisas têm andado paradas por aqui e queria desde já pedir desculpas.
Só agora dei conta de que tinha imensos comentários por ler e publicar, os quais agradeço do fundo do coração. Aproveito para dizer que fico mesmo feliz quando me contam que experimentaram as receitas e que correram bem! Obrigada!

Estamos em cima do Natal e não queria deixar de vir cá desejar umas Boas Festas e um Feliz Ano Novo. Mas este post deve-se também ao facto de eu andar ansiosa por mostrar aqui no blog este prato lindo! Tinha pensado em criar uma receita inspirada nesta peça amorosa, que me foi oferecida pela Vive la Fête, mas a falta de tempo traiu-me a vontade. Então, resolvi usá-la para vos mostrar uns miminhos rápidos, que faço muitas vezes quando me sobra doce de ovos. É tão simples, que nem vai ter direito a esquema de receita.
É só comprar caixinhas de chocolate (à venda nas lojas de artigos para bolos e até em alguns hipermercados), encher com doce de ovos, colocar numa forminha de papel bonita e polvilhar com cacau! O que me dizem? Acho que iam ficar bem na vossa mesa de Natal!

Não se esqueçam de espreitar a loja Vive la Fête, para verem as coisas bonitas que andam por lá!


Merry X-mas everyone!


25
Nov14

Coisas que não me importava de ter na minha cozinha #7



Esta rubrica tem andado um pouco ausente, mas não esquecida!
E como o Natal se aproxima a passos largos, hoje trago uma wishlist dedicada às mesas e aos ambientes festivos que associamos a esta época do ano.
Mais do que ter estas coisas na minha cozinha, gostava de as ter na sala e na minha mesa de jantar, quando em dezembro receber a família e os amigos. Depois de mais de uma década a reutilizar os mesmos elementos e sempre em tons de vermelho, este ano quero fazer algo diferente e já decidi que a árvore vai ter enfeites dourados.

Gosto mesmo de tudo o que está na imagem, mas tenho dois preferidos: a jarra e os christmas crackers. Esta tradição anglo-saxónica torna os encontros natalícios ainda mais animados e se forem especialmente bonitos dão à mesa um toque de festa especial, podendo inclusivamente servir de marcador de lugar.
Quem sabe este ano não me encho de coragem e faço os meus próprios x-mas crackers, com a ajuda da tia Martha?

Boa semana!


03
Nov14

Coisas que não me importava de ter na minha cozinha #6

lume brando's wishlist #6
























1- caneca Royal Albert 2 jarro térmico Rosendahl 3  sweat bordada 4 bule Stelton 5 copo térmico Kate Spade 
6 caneca Pantone 7 chávena c/pires Zara Home  8 minibule c/chávena pintas douradas 9 caneca padrão vintage nórdico 10 chávena c/ pires branco/dourado
11 bule Sowden 12 bule passarinho dourado 13 caneca Biba 14 termos rosa coral 

Uma lista a pensar no dia de hoje, em que a chuva e o vento decidiram vir ajudar o Outono a ser... Outono. E com este tempo, o que é que apetece? Uma caneca de chá (ou café, daqueles à americana, que se bebe durante todo o dia, o meu tipo de café preferido), roupa confortável e um sofá, se for possível. As minhas peças preferidas deste mix? Gosto mesmo muito de todas, mas se tivesse de escolher só uma, seria o bule branco com o passarinho dourado.

Boa semana!


20
Out14

Coisas que não me importava de ter na minha cozinha #5



1. Castiçal Ikea 2. Base de ardósia Casa 3. Vela Ikea 4. Lanternas 5. Prato Ikea 6. Terrinas e Taça Bordallo Pinheiro
7. Saquinhos guloseimas 8. Taça Ikea 9. Palhinhas de papel 10. Jarro esmalte Ikea 11. Guardanapos Ikea 12. Washi Tape
13. Baker's twine

Com miúdos pequenos em casa é difícil o Halloween passar-nos ao lado.
Apesar de não morrer de amores pela data, todos os anos tento fazer qualquer coisa diferente com os miúdos: fazer caras de abóbora - com marcador preto - em balões cor-de-laranja, decorar cupcakes, fazer bolachas com formas 'assustadoras'.
E como gosto da ideia de celebrar, seja qual for o motivo, até me via a decorar uma mesa alusiva ao tema. Estas são algumas das coisas que usaria e a minha escolha seguiu um critério de utilidade: todos os elementos da wishlist não são específicos do Halloween, podendo ser usados noutras ocasiões.

Para outras sugestões sobre este tema, incluindo receitas e decoração DIY, dêem uma vista de olhos ao meu quadro Halloween no Pinterest.

Boa semana!
06
Out14

Coisas que não me importava de ter na minha cozinha #4














1 - The new classics 2- The Painted Cake 3 - Chilli Notes 4 - Fish 5 - Simply Italian
6 - Crust 7 Risotto with Nettles 8 - Cook with Kids

Hoje é dia de wishlist!
E para variar, desta vez trouxe livros.
Já lá vão os tempos em que comprava meia dúzia de cada vez. Com os dois filhos na escola, o orçamento familiar teve de ser canalizado para outras prioridades e os livros começaram a chegar mais espaçadamente e em datas especiais. Mas não é por isso que deixo de suspirar e enviar à sucapa títulos de livros para o provador-mor... assim, como quem não quer a coisa.

A numeração das imagens foi aleatória e se tivesse de escolher o próximo livro a ter nas minhas mãos, talvez fosse o "Fish", de Tom Aikens. Na recente viagem a Londres estive num dos seus Tom's Kitchen e para além de ter gostado imenso do espaço e da comida, fiquei deliciada com o livro. Não é muito vulgar encontrar livros só com receitas de peixe, sobretudo com a qualidade deste. E pode vir a ser uma grande ajuda, numa altura em que os rapazes torcem cada vez mais o nariz sempre que a refeição é peixe (a sério, mas as crianças já vêm com este chip? Mesmo que depois comam e até elogiem, a primeira reacção quando lhes digo que é peixe, é de rejeição...).

Pus na lista o Chilli Notes, de Thomasina Miers, porque apesar de adorar comida com algum picante, sou péssima a usar chilli, seja fresco ou piri-piri. Ou não se nota, ou fica demasiado potente para as papilas gustativas cá de casa. Pode ser que o livro me mostre a luz!

O The Painted Cake é mais para deliciar os olhinhos do que para pôr em prática, pois não sou nenhum às do pincel. Mas adoro os bolos, ou melhor - as obras de arte - da Nevie-Pie Cakes.

Destaco ainda o Risotto with Nettles ('risotto com urtigas'), de Anna Del Conte, uma italiana radicada em Inglaterra, autora de imensos livros sobre gastronomia, a quem muito se deve a paixão dos ingleses pela comida italiana. Este livro combina uma espécie de autobiografia com receitas.

Quanto às outras sugestões... bem, pelos títulos, pelos autores e pelas capas, dá para perceber que ia passar uns bons momentos a folheá-los, não?

Boa semana!


Nota: como não consegui importar os livros para a minha conta do Polyvore,  tive de fazer o mix das imagens noutro programa, daí o aspecto diferente em relação às wishlists anteriores. Aproveito para vos dizer que, uma vez que não estou a conseguir publicar posts com receitas com maior frequência, esta rubrica passa a quinzenal, para haver um maior equilíbrio de temas e posts aqui no estaminé. Obrigada por estarem aí desse lado! Já sabem que me podem seguir também no facebook e no instagram!




29
Set14

Londres [3ª parte e um crumble de vegetais]



















































Com este post, termino os relatos sobre a minha recente escapadela a Londres.
Para quem não leu os anteriores (aqui e aqui), esta aventura foi impulsionada, e em parte patrocinada, pelo meu grupo de amigos, que nos meu 40 anos me surpreenderam com vouchers para workshops no Recipease e um pé-de-meia para a viagem.

Com amigas a viver em Londres, estas miniférias foram ainda mais especiais. Tivemos companhia praticamente a todas as refeições e deixámo-nos guiar pelas escolhas e sugestões de quem já conhece bem a cidade.
Quase não fotografei os restaurantes e a comida, mas não queria deixar de fazer um pequeno registo sobre os sítios por onde passámos. O meu preferido foi o Tom's Kitchen e mais abaixo encontram uma receita de crumble de legumes, que pretende ser uma aproximação ao que eu comi no brunch que lá fizemos. Enjoy!

Pret a Manger - uma cadeia de refeições e snacks rápidos muito parecida com a nossa Go Natural. Por muitos planos que se possam ter sobre sítios a experimentar em Londres, a cidade é tão grande, que não é fácil conseguir cumprir a lista. Quando a fome apertou e já sem pernas para procurar outras hipóteses mais famosas para o almoço, o Pret a Manger foi uma opção que se revelou acertada: sanduíches frescas, com conjugações interessantes de ingredientes, variedade de sumos naturais e atendimento muito simpático.

Busaba - comida tailandesa óptima. Serviço rápido, ambiente cosmopolita, staff simpático. Gostei bastante.

Budha-Bar - cozinha asiática e de fusão. Para além do sushi, o forte são os pratos de inspiração chinesa e tailandesa. Aqui, comi um prato vegetariano com batata doce como ingrediente principal muito interessante, sobretudo pelas especiarias usadas. Um restaurante com decoração, ambiente e música de tipo 'clubbing', à falta de melhor palavra para o descrever!

Bread Street Kitchen  (mosaico de fotos inicial) - um dos muitos restaurantes de Gordon Ramsay. Enorme mas bem decorado e confortável, com menus relativamente acessíveis, sobretudo quando comparado com os seus conceitos reconhecidos com estrelas Michelin. A comida era muito boa - as pizzas de flat bread e o macaroni and cheese que pedimos de entrada eram absolutamente deliciosos. Foi um dos jantares mais divertidos da estadia, porque éramos oito, todos portugueses, quatro a viver em Londres, quatro de passagem, vivências comuns pelo meio, coincidências engraçadas e bom vinho a acompanhar.
No início do jantar, quando os últimos convivas chegam para se juntar ao grupo, surge a notícia bombástica: o Gordon Ramsay está no restaurante, a jantar com a família. Automaticamente, sete vozes em uníssono dirigem-se à minha pessoa: "Tens de lá ir! Já viste que coincidência?! Vai lá tirar uma foto com ele!".
Bem, quem me conhece, sabe que eu não sou nada de interpelar desconhecidos, quanto mais famosos. Mas pronto: era o Gordon Ramsay. E eu já tinha bebido um gin. Respirei fundo e dirigi-me à mesa onde me tinham dito que ele estava. Muitas cabeças loiras. Ele na ponta. Interrompi da forma mais educadamente e simpática que consegui, apresentando-me como uma food blogger portuguesa que não queria acreditar na sorte em vê-lo ali.
Infelizmente, o entusiasmo não foi recíproco. O homem olhou para mim com a cara mais chateada que vocês podem imaginar (o que não é muito difícil, se seguem os seus programas na SIC Radical) e apeteceu-me logo fugir. Mas não, como sou uma verdadeira crente, ainda perguntei se podia tirar uma foto com ele. Claro que não podia, que estupidez a minha! Estava a jantar com a família e não podia fazer pose durante os segundos que demora a fazer clique na câmara do telemóvel. Pedi imensa desculpa, pela minha ousadia e falta de consideração, em inglês macarrónico devido ao nervosismo e à vergonha misturados em partes iguais, e já me dirigia para a minha mesa quando, mantendo o tom enfadado, me pergunta se eu já estou de saída; caso não esteja, posso falar com o seu manager e combinar com ele o momento da fotografia. Agradeci e voltei para a minha mesa, aliviada por já não ter aquela cara enorme a olhar para mim com ar de desdém. Obviamente não falei com manager nenhum e não há foto para mais tarde recordar. O jantar continuou animado e quando saímos, nem sinal de Mr. Ramsay.

Tom's Kitchen (mosaicos de fotos 2, 3 e 4) - foi aqui que fizemos o brunch de domingo e gostei mesmo muito. Da decoração, da comida, do ambiente. O serviço foi um pouco lento, mas como estávamos numa de preguiçar, não foi nada de dramático. Houve quem escolhesse algo mais tradicional como Eggs Royal, eu escolhi um crumble de vegetais, com umas batatas fritas polvilhadas com parmesão, a acompanhar (confesso: batatas fritas são o meu guilty pleasure). Tudo óptimo. Para beber, havia diversos sumos naturais, uns mais detox do que outros, e houve quem não dispensasse um final doce, como uma tarte de chocolate intenso. Durante o tempo que aqui estivemos, namorei o livro Fish, do fundador do restaurante, e já decidi que vai ser a minha próxima aquisição.

A receita que se segue foi inspirada no crumble desse brunch. Não ficou igual, apenas ligeiramente parecido, mas igualmente saboroso.

Boa semana!
















CRUMBLE DE LEGUMES

Para 4 doses, como entrada

1/2 couve coração ( ou 1 se for pequena)
2 cenouras
1 talo de alho francês
1 cebola grande
3 dentes de alho
2 chávenas + 1/2 chávena de espinafres
1/2 copo de vinho branco
2 chávenas de queijo ralado
2 chávenas de pão ralado com espinafres e alho (2 pães de mistura da véspera)
1 colher de sopa de farinha
Azeite qb
Leite qb
Sal e pimenta preta qb

Numa frigideira colocar um fundo de azeite, a cebola laminada e dois dentes de alho picados.
Deixar alourar e juntar a couve e a cenoura partidas em juliana. Deixar saltear um pouco e juntar o alho francês, mexer e refrescar com o vinho branco. Temperar de sal e pimenta e deixar cozinhar uns 15 minutos em lume médio. Se estiver com pouco líquido juntar um pouco de água.
Entretanto ligar o forno nos 180º e untar 4 tarteiras ou ramequins com azeite.
Prove os legumes e, se já estiverem al dente, junte uma colher de sopa bem cheia de farinha. Envolva bem e junte leite aos poucos. Mexa até estar tudo bem envolvido e cremoso, uma espécie de béchamel. Retifique os temperos, retire do lume e junte duas chávenas de espinafres e uma chávena de queijo ralado, envolvendo bem. Divida pelos recipientes e cubra com o pão ralado misturado com o restante queijo (para o pão ralado, rale o pão num processador de cozinha com 1/2 chávena de espinafres e um dente de alho). Leve ao forno cerca de 15 minutos até estar bem tostado e a borbulhar.


Teresa Rebelo

foto do autor

Sigam-me

TOP 100 Food Bloggers

TOP 15 Blogs de Culinária Portugueses

Featured on

Bloglovin

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2005
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2004
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D