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Lume Brando

19
Fev16

A pipoca mais salgada.

















Pronto. Não resisti a fazer um trocadilho com o nome de um blog famoso.
Estou oficialmente viciada em pipocas salgadas. E eu que achava só gostar das doces, desde que há muitos anos, numa viagem aos Estados Unidos, comprei pipocas no cinema e quase que era expulsa da sala pela reação que tive quando me apercebi que não eram doces como as que comíamos cá.

A culpa desta mudança boa foi de um almoço recente com um grupo de amigas bloggers, num restaurante muito cool, ora espreitem aqui.

Logo de início, espalham umas canecas de esmalte com pipocas salgadas pela mesa e pelo que me apercebi os sabores vão variando. No dia em que fomos estavam temperadas com paprika e simplesmente adorei. Não descansei enquanto não tentei fazê-las em casa.
Depois de prontas, decidi dividi-las: numa taça juntei sal fino, paprika normal e paprika picante e às outras adicionei sal fino, pimenta preta acabada de moer e caril em pó. Tão boas!
Mas estas são apenas duas das infinitas possibilidades de transformar as pipocas num snack divertido (e viciante!). Pensem nos vossos sabores favoritos e toca a experimentar.
Sim, porque da próxima vez que tiverem amigos aí em casa, vão colocar umas minis a refrescar, vão fazer um panelão de pipocas salgadas e vai ser um sucesso!

E sabem outra coisa interessante? Fi-las com azeite e não com óleo vegetal, como é comum, e resultou na perfeição.

Bom fim de semana!
















PIPOCAS SALGADAS - DUAS VERSÕES
- Picantes com paprika
- Caril

Azeite
Milho para pipocas
Sal fino
Paprika
Paprika picante
Pimenta preta acabada de moer
Caril em pó

[Não coloco as quantidades dos ingredientes porque vai depender muito da quantidade de pipocas que quiserem fazer e do vosso gosto relativamente às especiarias].

Coloque um fundo de azeite numa panela grande e alta (usei a minha panela da sopa e rendeu imenso) - não é preciso muito azeite, basta cobrir o fundo.
Espalhe por cima o milho, fazendo uma camada compacta, mas não sobrepondo os grãos.
Tape e leve ao fogão em lume médio.
Passados alguns minutos vai começar a ouvir os estalos. De vez em quando abane a panela, com cuidado para a tampa não abrir.
Desligue e retire do lume quando deixar de ouvir estalar.
Verta metade das pipocas para uma taça ou panela com tampa e tempere com sal fino, pimenta preta acabada de moer e o caril em pó. Tape e agite bem. Prove e ajuste os temperos, se necessário.
Às pipocas que ficaram no tacho, junte sal fino, bastante paprika da normal e mais um pouco da picante. Tape e agite bem. Prove e retifique os temperos se necessário.
Se não for servir logo, guarde as pipocas numa caixa ou saco hermético.



03
Fev16

Descobrir: um dos verbos-resolução para 2016.

















Descobrir os meus verdadeiros limites.
Descobrir mais talentos e qualidades nos meus filhos, do que defeitos e feitios.
Fazer vir ao de cima o melhor de mim. E o melhor dos outros.
Descobrir palavras, descobrir ideias, descobrir novas formas de fazer render o dia.
Descobrir saberes e sabores. Todos os dias, aprender algo novo.
O verbo descobrir é poderoso e um dos que mais quero praticar em 2016. E parece que não comecei mal.

Uma das minhas primeiras descobertas do ano (ou foi a Ana que me descobriu a mim?!) tinha de partilhá-la convosco.
Tratam-se dos melhores cogumelos que me lembro de alguma vez ter comido.
Desafiada a ir conhecer a produção de cogumelos shiitake da Casa do Chascada, situada entre a Maia e Vila do Conde, vim de lá carregada destas coisinhas fofas que parecem saídas dos contos de fadas. Usei-os em mais do que uma receita, mas gostei especialmente desta salada morna, coroada com um ovo caseiro escalfado.
O cogumelo shiitake, apesar de parecido na forma com os cogumelos mais comuns, o 'paris' e o 'marron', tem uma textura e um sabor distintos. É mais carnudo e sabe precisamente... a carne. E como é rico em proteínas, à semelhança das outras espécies comestíveis de cogumelos, pode mesmo substituir a carne ou o peixe numa refeição, para além de apresentar outras vantagens nutritivas.

Muito versáteis, estes cogumelos ficam bem em assados de legumes, em risottos e massas, em recheios de empadão ou salteados e adicionados a uma simples salada de agrião, como esta.

A Casa do Chascada é um projeto recente, está a ser ultimado o site e a página de facebook, mas a Ana já aceita encomendas. Caso estejam interessados é só ligar o 963 266 298 ou mandar email para: anamoreira@casadochascada.com















SALADA DE AGRIÃO COM COGUMELOS SHIITAKE E OVO ESCALFADO

Para 2

250 g de cogumelos shiitake
150 g de agriões lavados e bem escorridos (uso o secador de saladas, normalmente usado para a alface - aconselho!)
1 chávena de rúcula
Algumas folhas de alface iceberg
3 ou 4 rodelas de chouriço ou 2 fatias de bacon partidas em tiras
2 ovos
2 dentes de alho
Sal e pimenta preta qb
Azeite Virgem Extra qb
Vinagre balsâmico qb
Vinho do Porto qb.
2 ou 3 hastes de tomilho fresco
2 colheres de sopa de pão ralado aromatizado caseiro

Limpe os cogumelos suavemente com papel de cozinha (mas quase que nem é preciso limpar, pois estes cogumelos nascem em troncos, não têm areia nem terra) e corte-lhes a parte mais dura do pé, que deve descartar. Parta ao meio apenas os maiores.
Numa frigideira antiaderente, coloque o pão ralado e deixe alourar, é um processo muito rápido. Retire para uma taça e deixe arrefecer para ficar crocante.
Nessa mesma frigideira, coloque um fio de azeite e quando estiver quente, junte os cogumelos, o alho picado e o chouriço partido em pedaços (ou o bacon).
Deixe cozinhar até o alho começar a dourar.
Tempere com sal e pimenta preta acabada de moer, envolva bem e junte um fio de vinagre balsâmico e outro de vinho do Porto. Junte as folhinhas de tomilho, deixe evaporar e cozinhar mais um pouco.
Se achar que ainda não estão no ponto mas estão com pouco líquido, junte um pouco de água. Retifique os temperos, se for necessário, salpique com mais algum tomilho e reserve.

Para escalfar os ovos, coloque um tacho com água ao lume e siga o método amador mais eficaz: corte dois quadrados generosos de película aderente e pincele-os com azeite.  Forre o interior de uma chávena de café com um dos pedaços de película, com o lado do azeite virado para cima. Parta um ovo aí para dentro e una bem as pontas da película aderente, formando um pequeno embrulho. Ate as pontas com um atilho dos sacos de congelação, e mergulhe na água a ferver. Repita com o outro ovo. Devem demorar cerca de 5 minutos a ficar no ponto, ainda com a gema um pouco crua.

No prato de servir, misture a rúcula, a alface e o agrião. Tempere a seu gosto.
Junte os cogumelos salteados com o chouriço ou o bacon, envolva e coloque por cima os ovos, que desembrulhou com cuidado da película aderente.
Polvilhe com pimenta preta e o pão ralado crocante.
Está pronto a comer!




09
Nov15

Pão, paz e preguiça.



Gostava de fazer mais vezes pão. Não tenho máquina de fazer pão e acho que não seria isso que me faria fazer mais vezes.
Talvez se fosse mais organizada, talvez se fosse mais metódica e disciplinada, talvez se não fosse tão preguiçosa, talvez se comprar pão não fosse tão fácil.

Um destes domingos impus-me essa missão: fazer pão para estrear a minha cocotte oval da Le Creuset.
Há muito que lia sobre as vantagens de cozer pão numa panela de barro ou ferro fundido com tampa. Há muito que estava curiosa e com vontade de fazer esse teste e a panela bonita serviu na perfeição o propósito.
Confere: cozer o pão na panela tapada faz com que se crie uma espécie de forno mais pequeno, a humidade não se escapa e o pão fica com uma deliciosa e bonita côdea estaladiça.

Adoro pão com coisas: sementes, frutos secos, passas. Decidi-me por isso por um pão rico, que é bom acabado de cozer, mas também fica delicioso torrado, com o crocante das nozes e o doce das sultanas a contrastar com a manteiga salgada.

Este post não é uma fábula, mas recorro à moral de Esopo para lhe dar um final feliz: "um pedaço de pão comido em paz, é melhor do que um banquete comido com ansiedade."

Boa semana!



PÃO DE MISTURA COM NOZES E SULTANAS

170 g de farinha T65
40 g de farinha integral
40 g de farinha de centeio
5 g de fermento de padeiro seco
1 boa pitada de sal
140 ml de água morna
25 ml de azeite
15 ml de xarope de agave (ou mel, se gostar)
50 g de sultanas
30 g de nozes picadas grosseiramente

Numa taça grande, coloque as farinhas, o sal e o fermento. Faça uma cova no meio e junte a água, o azeite e o xarope de agave (ou mel). Aos poucos e com as mãos, vá levando os secos dos lados da taça para o meio e amasse até obter uma mistura moldável. Se estiver pegajoso, junte mais um pouco de farinha.
Adicione as nozes e as sultanas e amasse para que fiquem bem espalhadas.
Passe para uma superfície de trabalho enfarinhada e amasse uns 10 minutos, até a massa estar bem macia e faça o teste do indicador: pressione com suavidade a massa e se esta voltar ao sítio rapidamente, está pronta para levedar. Coloque a massa de novo na taça, com um pouco de farinha no fundo, tape com um pano de cozinha limpo e deixe repousar num local ameno (eu costumo embrulhar a taça numa manta polar) cerca de 1 hora ou até ter dobrado de volume. Retire da taça, amasse-a suavemente, dê-lhe a forma pretendida e deixe de novo a levedar na taça ou noutro recipiente aproporiado, polvilhado com farinha, até ficar novamente com o dobro do volume.
Entretanto aqueça o forno nos 200º. Quando este estiver quente, coloque a panela, para esta aquecer e estar já quente quando lá colocar o pão.
Retire a panela do forno (com cuidado, está quente!) e salpique-a de farinha. Coloque lá dentro a massa do pão e faça alguns cortes na superfície deste. Polvilhe com farinha, tape a panela e deixe cozer cerca de 25 minutos. Abra a panela, bata no pão para ver se ouve o som oco que indicia que está cozido e se achar que não está tão tostado como gosta, deixe cozer mais alguns minutos destapado.

Outros pães no blog:
Pão de Espelta e Sementes
A minha versão do Artisan Bread
Pão de Hambúrguer





13
Jul15

Sobreviver aos almoços solitários.
















[Texto e receita publicados no jornal Observador em 14 de abril de 2015]

Admiro quem tem coragem para almoçar sozinho, numrestaurante ou numa praça de alimentação. Já o fiz, mas senti-me sempredesconfortável.

Os telemóveis espertos e os tablets dão uma ajuda aoscomensais solitários dos dias de hoje, é certo. Mesmo assim, tenho dúvidas deque seja um momento absolutamente tranquilo e que a comida seja saboreada comverdadeiro prazer.

A conversa à mesa com colegas de trabalho, à hora de almoço,talvez seja aquilo de que sinto mais falta desde que passei a trabalhar emcasa. E isto leva-me a outra situação que me deixa sempre hesitante: cozinhar só paramim ao almoço. Fazer comida só para nós encerra em si uma certa contradição,resumindo o ato de cozinhar à sua função mais básica e anulando aquelamaravilhosa componente da partilha. Nos dias em que por questões de trabalhonão posso ir almoçar a casa dos meus pais (em cuja mesa, desde que me conheço,cabe sempre mais um, seja filho, neto, ou amigo dos netos), tenho de fazer umesforço para não ir diretamente à prateleira dos cereais ou das papas que devez em quando os meus rapazes ainda comem (acho que quem costuma almoçar sozinhoem casa sabe do que falo).

Estas tostas foram feitas numa dessas ocasiões e podem serpreparadas em menos tempo, se a ‘tomatada’ for preparada de véspera. No dia ésó aquecer, tratar do pão e escalfar os ovos. As quantidades da receita sãopara 4, porque dão uma boa entrada num almoço ou jantar ‘alargado’, onde vãosaber ainda melhor.














PÃO COM TOMATADA E OVO ESCALFADO

4 ovos
4 fatias de pão saloio
4 colheres de sobremesa de queijo-creme
1 cebola
2 dentes de alho
½ pimento vermelho
2 tomates maduros
1 folha de louro
Azeite qb
Sal qb
Pimenta preta qb
Vinagre qb
Óregãos qb

Coloque um fio de azeite numa sertã e leve a saltear acebola cortada em meias-luas, com os dentes de alho picados e a folha de louro.Deixe cozinhar cerca de 10 minutos - ou até a cebola ficar mole e translúcida -e junte o pimento partido em tiras finas. Deixe cozinhar mais 10 minutos ejunte os tomates sem pele*, cortados em cubos pequenos. Tempere com sal epimenta preta acabada de moer e deixe cozinhar tapado até o tomate estar bemdesfeito, cerca de 10 minutos. Descarte a folha de louro e reserve.
Entretanto ligue o forno nos 180º. Parta as fatias de pão eleve ao forno num nível alto e na posição grill, entre 5 a 10 minutos ou até opão estar estaladiço por fora, mas ainda relativamente fofo por dentro.
Para escalfar os ovos, leve um tacho com água ao lume com umfio de vinagre. Quando estiver a atingir o ponto de ebulição, baixe o lume – aágua deve estar bem quente mas não a ferver. Parta um ovo para uma chávenapequena (ou para uma colher-medida, por exemplo) e deite-o dedicadamente naágua. Repita com os outros ovos, se couberem todos ao mesmo tempo na panela, edeixe cozinhar cerca de 6 minutos. Retire-os com uma escumadeira e se não for paracolocar logo no pão, reserve-os numa taça baixa com um pouco de água no fundo,para não colarem.
Para montar as tostas, barre cada uma delas com oqueijo-creme. Coloque por cima uma porção da tomatada, tentando abrir umacovinha no meio. Coloque aí o ovo escalfado. Tempere com pimenta preta acabadade moer e orégãos. Repita com as restantes tostas. Sirva com uma salada verde.


*Para pelar os tomates, faça-lhes uma incisão em cruz naparte de baixo, coloque-os numa taça e cubra-os com água a ferver. Passadosalguns minutos escorra a água e deixe arrefecê-los um pouco: a pele sairáfacilmente com a ajuda de uma faca.
02
Jun15

Das coisas boas de Avintes.



[Texto e receita publicados no jornal Observador em 17 de fevereiro de 2015]

Há mais emAvintes do que broa*. Há amigos. E dos bons. E não é de descuidar a amizade comalguém de Avintes, sobretudo se for um orgulhoso inveterado da sua terra que,entre outras coisas, nos faz chegar a casa a melhor broa – aquela escura ehúmida, que nada tem a ver com a que se vê nos supermercados - mesmo que nosseparem centenas de quilómetros.

Claro queestas minitartes, de sabores bem portugueses combinados sem segredo, podiam tersido feitas com outro tipo de broa. Mas não era a mesma coisa.














MINITARTES DE BROA DE AVINTES, ALHEIRA E ESPINAFRES

Para 4 ou 5,dependendo do tamanho das formas

130 g debroa
20 g deazeite
¼ de alheirade boa qualidade
2 chávenasalmoçadeiras de espinafres frescos
Azeite qb
2 dentes dealho picados
4 ou 5 ovosde codorniz
Pimentapreta acabada de moer

Pré-aqueça oforno nos 180º. Unte forminhas de queque com manteiga ou azeite e polvilhe comfarinha. Rale a broa num processador de cozinha. Junte o azeite e envolva, deveficar uma massa moldável. Forre as forminhas de tarte com a massa,pressionando-a no fundo e à volta, esticando-a bem com os polegares; nãoprecisa de forrar as paredes das formas até cima. Retire a pele à alheira edistribua o recheio pelas formas. Leve ao forno cerca de 15/20 minutos, até aalheira começar a borbulhar e massa de broa começar a ficar crocante.Entretanto salteie os espinafres (ou outras folhas verdes, como por exemplogrelos previamente cozidos al dente, com 1 dente de alho picado num fio de azeite. Retire as tartes doforno, distribua os espinafres, pressione um pouco para formar uma cavidade emcada tarte e coloque aí um ovo de codorniz (para partir os ovos de codorniz,pouse o ovo numa tábua, segure-o com cuidado e abra-o com uma faca afiada,começando por espetar esta na casca, sem pressionar demasiado). Leve ao fornomais 10 minutos ou até o ovo estar ao seu gosto (vá espreitando). Deixearrefecer um pouco, desenforme com a ajuda de uma faca, salpique com um poucode pimenta preta acabada e moer e sirva acompanhado de uma salada.

*Para osinteressados, aqui fica a informação de que todos os anos, em setembro,realiza-se a Festa daBroa, uma oportunidade excelente para ficar a conhecer melhor este produtotradicional e, já agora, outros tesouros de Avintes, como por exemplo, o Parque Biológico de Gaia e o Zoo de Santo Inácio.


27
Mai15

Um viva às irmãs Tatin.





A Le Creuset dispensa apresentações. Mas a sua sertã específica para tartes tatin, talvez seja desconhecida para a maioria.
Eu própria não sabia que existia tal peça, até iniciar uma parceria com a marca.

Quando pensamos em tarte tatin, lembramo-nos logo da versão original, feita com maçãs (ou outra fruta: no blog encontram duas sugestões - pêssego e ameixa). Mas a verdade é que também podemos fazer tartes salgadas seguindo a mesma técnica: a de cozer a massa virada para cima. E foi com uma versão salgada que estreei a minha sertã (sertã ou tarteira? não sei bem que nome lhe dar), dando uso aos primeiros tomates frescos da época.

Veredicto: aprovadíssima, depois de ter duvidado da sua utilidade, devo confessar. Só o facto de se poder usar a mesma peça para cozinhar e levar ao forno, já é fantástico, se ainda por cima é uma Le Creuset, então somos mesmo umas cozinheiras com sorte.















TARTE TATIN DE CEBOLA E TOMATE

1 base redonda de massa folhada
2 cebolas roxas
2 cebolas normais médias
3 dentes de alho
4 tomates maduros médios
Sal e pimenta preta qb
Orégãos ou outras ervas secas a gosto
Azeite qb
Salsa ou coentros picados para servir

Ligue o forno nos 200º.
Leve a alourar na sertã Le Creuset (ou numa sertã normal), a cebola partida aos rodelas, o alho laminado e um fio de azeite. Tempere de sal e pimenta preta moída na hora e deixe cozinhar até a cebola estar mole e a começar a ganhar cor.
Retire da sertã e reserve.
Lave e fatie os tomates e disponha-os na sertã Le Creuset - ou numa tarteira de ir ao forno, caso a sua sertã não possa ir ao forno).
Polvilhe com um pouco de sal e ervas aromáticas secas a gosto e espalhe por cima a cebola reservada. Cubra com a massa folhada (pode ser que tenha de aparar a massa a toda a volta, se tiver um diâmetro bastante maior do que a sertã/tarteira), ajustando a borda da massa ao recheio, empurrando-a a toda à volta. Pique a massa e leve ao forno cerca de 20/25 minutos.
Deixe arrefecer um pouco e inverta para o prato de servir. Salpique com ervas frescas e sirva com uma salada. Pode também juntar, antes de servir, pedacinhos de queijo mozzarella fresco, queijo feta ou outro queijo a gosto.



22
Abr15

Say frittata!


















Há palavras de que gosto muito e outras de que não gosto nada.
Há palavras cómicas, há palavras leves, há outras pesadas e cinzentas, que ainda que os seus significados sejam inofensivos provocam-me calafrios.

Quando era pequena costumava associar cores às palavras, aos números e às letras. Por exemplo, o A para mim é branco, o E é amarelo, o I é vermelho, o O é castanho e o U é preto. Há por aí alguém com esta mania? Ou sou só eu que sou maluquinha ;)?

Isto para dizer que adoro a palavra 'frittata'. E apesar de ser uma palavra italiana, apetece-me dizê-la sempre com uma entoação asiática exagerada, bem ao estilo de Mr. Chow do filme "A Ressaca". Got the picture? Aposto que já estão a treinar aí desse lado, eheheh!

Não é novidade que os ovos são aquele ingrediente que melhor nos pode salvar de apuros, quando estamos com a despensa vazia, estamos sem inspiração ou sem grande vontade de cozinhar. Com eles facilmente criamos um prato saboroso e nutritivo. Como esta frittata. Mas a receita que vos trago é só uma ideia, sintam-se livres de fazer outras combinações, mais ao vosso gosto e ao que tiverem no frigorífico. Só têm de me prometer que vão dizer "frittataaaa"!















FRITTATA DE BATATA DOCE E AGRIÃO

(Para 4 pessoas como refeição leve ou para cerca de 6 pessoas como entrada)

1 batata doce grande
6 ovos
1 cebola
2 dentes de alho
50 g de bacon partido em cubos
1 chávena almoçadeira de agriões
1 folha de louro
Sal
Pimenta preta
Azeite
50 g de queijo feta ou queijo de cabra (opcional)
Salsa picada para servir (opcional)

Lave bem a batata doce e leve a cozer com pele num tacho com água abundante temperada com sal.
Numa sertã (idealmente daquelas que podem ir ao forno, como esta da Le Creuset), leve a saltear num fio de azeite a cebola e os alhos picados, juntamente com a folha de louro. A meio do processo junte os cubos de bacon e deixe cozinhar. Entretanto ligue o forno nos 200º.
Quando a batata doce estiver cozida, retirar da água para um prato. Assim que tiver arrefecido o suficiente para lhe poder retirar a pele, faça-o e junte a batata-doce à sertã, retirando antes a folha de louro. Não faz mal se a batata estiver bastante cozida, pode ficar uma espécie de puré. Envolva bem no salteado e tempere com pimenta preta acabada de moer e mais sal, se necessário.
Entretanto bata bem os ovos e tempere-os igualmente de sal e pimenta. Espalhe na sertã os agriões, os pedacinhos de queijo e por fim verta os ovos batidos. Com um garfo, pressione com cuidado os agriões, para ficarem cobertos pelo ovo.
Leve ao forno cerca de 20 minutos ou até os ovos estarem no ponto de que gosta, eu gosto que não cozam completamente...
Polvilhe com salsa picada, se tiver, e sirva com pão e salada.




20
Fev15

Do meu tipo de pratos favoritos.


















Adoro um bom gratinado. Acho que é um exemplo maior da chamada comida de conforto.
E estamos em plena época dos gratinados, pois é uma forma deliciosa de utilizar os legumes de Inverno: a batata-doce, o nabo, a beterraba, a abóbora...

Tanto mais que, apesar do tempo ter espevitado durante o Carnaval, as temperaturas voltaram a baixar, chove lá fora e afinal o forno não é para deixar de usar tão cedo - na verdade, quem já me conhece, sabe que são poucos os dias no ano em que não o ligo, o mau tempo é só um argumento que ajuda a apaziguar a minha consciência relativamente ao gasto de energia!

Encarem este gratinado mais como uma sugestão do que uma receita, pois podem fazer imensas alterações, a começar pelos próprios legumes. Podem usar batata 'normal', podem omitir um ou mais legumes, podem usar natas em vez de leite (omitindo o queijo-creme), entre outras variações.

O importante é ficar bastante tempo no forno para os legumes ficarem bem macios e absorverem bem os sabores. Por motivos de 'logística familiar', tive de fotografar antes da cozedura ter terminado. Estas belezas voltaram para o forno depois da sessão fotográfica e foi aí que o gratinado ganhou a cor final, um dourado mais acastanhado, e a superfície crocante a contrastar com os legumes macios do interior.

Bom fim-de-semana!

















GRATINADO DE BETERRABA, NABO, BATATA-DOCE E CENOURA

(para 4 cocottes)

1 cenoura média
1 nabo médio
1 beterraba média
1 batata-doce média
300 ml de leite (usei magro, mas podem usar outro tipo)
1 colher de sopa de queijo-creme tipo Philadelphia
Queijo parmesão a gosto
Queijo cheddar a gosto
Sal qb
Pimenta preta qb
Tomilho seco qb
Noz-moscada qb
Manteiga qb

Ligue o forno nos 200º.
Descasque os legumes e, com a ajuda de uma mandolina, corte-os em rodelas o mais finas que conseguir, para taças diferentes.
Unte as cocottes com manteiga.
Junte o queijo-creme ao leite, tempere com um pouco de sal, noz-moscada e pimenta preta acabada de moer e mexa bem com uma vara de arames. Vão ficar alguns grumos de queijo, não se preocupe. Reserve.
Faça uma camada generosa de um dos legumes nas cocottes, rale um pouco de parmesão e cheddar diretamente para a cocotte e salpique com uma pitada de tomilho seco; faça nova camada de legumes, rale novamente um pouco de parmesão e cheddar, adicione mais um pouco de tomilho e assim sucessivamente até ter uma camada de cada legume, terminando com mais queijo ralado e tomilho (a minha última camada foi de beterraba).
Verta a mistura do leite só até cerca de metade de cada cocotte. Tape (se as suas cocotte não tiverem tampa, cubra-as com alumínio) e leve ao forno cerca de 25 minutos. Isto vai fazer aumentar o líquido e fazer com que o gratinado não seque demasiado na fase seguinte. Como pode escorrer algum líquido da cocotte, pode proteger o fundo do forno com um tabuleiro ou papel de alumínio. Destape e deixe cozer mais cerca de 30 minutos ou até estar bem dourado e ao introduzir uma faca sentir os legumes macios. Deixe repousar uns 10/15 minutos antes de servir, como entrada, acompanhado de uma salada de rúcula ou outras folhas verdes.


06
Fev15

O bom do Inverno.



Quando olho para o calendário e vejo que ainda faltam muitas semanas para podermos começar a largar os casacos pesados, suspiro e tento concentrar-me naquilo que o Inverno tem de bom.
E se há uma coisa de que eu gosto nesta estação são os legumes: os de folha verde, bem viçosos, como as couves, os grelos e as nabiças, a batata doce, os nabos e a abóbora. Há menos variedade de fruta, é verdade, mas para compensar temos estes ingredientes substanciais e reconfortantes, perfeitos para combater as temperaturas pouco simpáticas que estão lá fora.

Assados no forno, salteados, ou simplesmente cozidos ao vapor, têm sido presença constante na minha cozinha. Uma abundância feliz mas desafiante, porque não gosto de os preparar sempre da mesma forma. E foi na procura de uma utilização um pouco diferente para a abóbora, que me lembrei da receita que há muito tinha marcado no livro "Receitas fáceis para todos os dias", da Luísa Ginoulhiac. Tinha adorado a ideia dos cestos feitos de queijo e resolvi experimentar.

Não usei parmesão mas sim grana padano, que era o queijo mais parecido que tinha e resultou muito bem. Esta é daquelas receitas que valem tanto pelo sabor como pelo aspecto, tenho a certeza de que irão surpreender a família ou os amigos se a experimentarem aí em casa. E o melhor é que funciona com quase tudo o que tiverem no frigorífico: abóbora com nabiças ou espinafres; tomates cereja, rúcula e cebola roxa; alho-francês, bacon, curgete e beringela, como na receita original, ou até para servir o risotto, como a Luísa refere.

Bom fim-de-semana!

















CESTOS DE QUEIJO COM ABÓBORA, NABIÇAS E NOZES
(adaptado daqui)

Para 4 cestos

80 g de queijo parmesão ou grana padano ralado em fios grossos (usei um ralador deste género)
2 chávenas almoçadeiras de abóbora em cubos
1/2 molho de nabiças (folhas)
2 dentes de alho
Azeite qb
Sal e pimenta preta qb
Noz-moscada qb
Mistura de especiarias 'Itália' qb (usei uma mistura daqui)
Nozes para servir

Ligar o forno nos 200º. Forrar um tabuleiro com papel vegetal.
Ralar o queijo e, com a ajuda de um aro (usei um com 9 cm de diâmetro), fazer 4 círculos de queijo, bem espaçados entre si. Levar ao forno cerca de 6-8 minutos. Vá espreitando e retire quando o queijo estiver todo derretido e começar a alourar. Com cuidado e com a ajuda de uma espátula, retire os círculos e coloque cada um sobre uma taça ou tigela pequena virada ao contrário, fazendo alguma pressão com as mãos, para moldar o queijo à taça. Deixe arrefecer e endurecer.
Entretanto leve um fio de azeite ao lume numa frigideira anti-aderente com os dois dentes de alho esmagados, junte a abóbora, tempere de sal e deixe cozinhar, refrescando de vez em quando um borrifo de água. Tempere com pimenta preta acabada de moer, um pouco de noz-moscada e a mistura de especiarias. Deixe cozinhar mais um pouco e quando estiver al dente, junte as folhas de nabiça, deixe murchá-las e cozinhar um pouco, envolva bem, retifique os temperos e retire do lume, descartando os dentes de alho. Desenforme os cestos, coloque-os no(s) prato(s) de servir, encha-os com os legumes e salpique com nozes. Está pronto a servir.

13
Jan15

Para petiscar sem culpas.






















Se forem como eu, não conseguem estar muito tempo sem mordiscar qualquer coisa.
E se forem como eu, nem sempre o que mordiscam é a opção mais saudável.
Mas há esperança à vista: com receitas como esta - fáceis e rápidas de fazer - petiscar entre as refeições pode deixar de pesar tanto, seja na consciência, seja na balança.

A receita de 'bolachas de sementes' ficou marcada logo da primeira vez que folheei o livro 'Delicioso Piquenique', da querida Isabel Zibaia Rafael,  já lá vão uns meses. Mas só agora me decidi a fazê-las, talvez movida por aquele objectivo recorrente que o início do ano nos traz, o de melhorarmos os nossos hábitos alimentares.

Fiz umas pequenas alterações - a principal foi substituir a erva-doce pelo alecrim - e depois de provadas foram directa e imediatamente para o separador das receitas favoritas, ainda que com um nome um bocadinho diferente, devido à sua textura extra-estaladiça (ao contrário da receita original não usei fermento, porque queria mesmo que ficassem o mais crispy possível).

Obrigada Isabel, pela inspiração!

Atualização: inicialmente tinha escrito bolachas de sementes e rosmaninho, mas o correcto é alecrim.
















CRACKERS DE SEMENTES E ALECRIM
(adaptado daqui)

150 g de farinha de trigo T55
65 g de farinha de espelta branca
1 pitada generosa de sal
60 g de mistura de sementes (linhaça, abóbora, chia, etc.)
10 g de sementes de Nigella (compradas na Tiger, óptima dica do Clavel's Cook)
1 colher de sopa de alecrim seco
3 colheres de sopa de azeite suave
100 ml de água

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Numa taça grande, colocar todos os secos e depois juntar a água e o azeite. Misturar bem e amassar até se conseguir moldar uma bola. Estender a massa com um rolo de cozinha numa superfície enfarinhada, o mais fino que conseguir (é normal que algumas sementes se desprendam, não faz mal).
Com um cortador faça as bolachas, coloque-as num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal e leve ao forno cerca de 20 minutos ou até estarem bem sequinhas e a ficar douradas no rebordo.


Teresa Rebelo

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