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Lume Brando

01
Jun16

Hoje a criança sou eu.



















As minhas duas coisas favoritas em pastelaria: sprinkles coloridos e coberturas feitas com bico pasteleiro. Quando aparecem juntas, é fácil imaginar-me num mundo encantado de fadas e desejos impossíveis tornados realidade.
Um ambiente mágico feito de nuvens fofas, saltos bem altos e muitas gargalhadas.

Por isso, este ano, para assinalar o Dia Mundial da Criança, decidi mimar a criança que há em mim e fazer uns cupcakes inspirados nesse mundo de fantasia.
Um bocadinho Willy Wonka style, mas com chocolate branco e cores mais suaves.
E pela primeira vez, consegui fazer uma ganache de chocolate branco moldável - uma cobertura que achava impossível de conseguir, depois de várias tentativas falhadas.

Confesso que preferi os queques sem cobertura (a massa também leva chocolate branco e é deliciosa), mas a ideia desta receita, mais do que comer a sério, era comer com os olhos e deixar-me levar.

Feliz Dia da Criança [e que este possa ser celebrado todos os dias]!














CUPCAKES DE CHOCOLATE BRANCO COM SPRINKLES

Para 12

6 claras de ovo
60 g de azeite virgem extra suave
70 g de açúcar
50 g de chocolate branco picado
110 g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
2 colheres de sopa de sprinkles coloridos redondos médios

Para a cobertura:
300 g de chocolate branco
185 ml de natas p/ bater
1 colher de sopa de manteiga
Sprinkles coloridos


Comece por preparar a cobertura: parta o chocolate branco em pedaços para uma taça de vidro ou metal. Leve as natas e a manteiga ao lume até começarem a fervilhar. Retire do lume e verta-as (coando-as) sobre o chocolate branco. Espere uns minutos e mexa bem até obter um creme uniforme.
Deixe arrefecer e depois leve ao frigorífico durante umas duas ou três horas.

Entretanto ligue o forno nos 180º.
Distribua as forminhas de papel pelas cavidades de um tabuleiro para 12 queques.
Bata as claras em castelo com uma pitada de sal e reserve.
Bata muito bem o açúcar com o azeite.
Aos poucos, vá juntando as claras e a farinha já misturada com o fermento.
Por fim, envolva o chocolate branco e os sprinkles.
Distribua pelas forminhas e leve ao forno durante cerca de 12-14 minutos ou até um palito sair seco quando espetado no centro de um queque.
Retire do forno, retire os queques do tabuleiro e deixe-os arrefecer sobre uma grade.

Para cobrir, retire a ganache do frigorífico e bata-a com a batedeira elétrica até obter um creme espesso liso. Passe-o para um saco de pasteleiro munido de um bico a seu gosto e cubra os queques.
Termine com os sprinkles.

Notas:

- Usar os sprinkles redondos médios na massa do bolo garante que estes se notam no queque já cozido; já experimentei com os sprinkles granulados (tipo o granulado de chocolate dos brigadeiros mas coloridos) e desbotam na massa;

- Estes queques são uma adaptação de um bolo maravilhoso que vai estar no livro ;)

- Adoro as cores destes sprinkles, são da loja Casa.












24
Mai16

Uma casa no campo [e umas minicalzoni para receber os amigos].






Apesar do rap não ser, de todo, o meu estilo de música favorito, gosto muito de Capicua.
Via-a recentemente ao vivo e fiquei a gostar ainda mais.
Mais do que o ritmo, atraem-me as letras.
Uma das minhas favoritas, a par de "Medo do medo", é  a "Casa no Campo".

E hoje, quando decidi partilhar esta receita, criada originalmente para o jornal Observador, lembrei-me dessa música e dessa letra. Porque as fotos foram tiradas numa casa de campo e porque eu própria sonho com uma casa assim, térrea, onde os dias "são como os demais, sem serem todos iguais."

(...)
Quero uma casa no campo como Elis Regina,
Plantar os discos,
Os livros e quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.

Casa no campo com a porta sempre aberta para deixar entrar amigos,
Partir à descoberta,
Ter a minha cama grande com a colcha predileta e um cão desobediente dorme em cima da coberta.
Quero uma casa completa com um pedaço de terra,
E com o espaço quero o tempo para adormecer na relva,
Longe da selva de cimento,
Eu acrescento que quero cultivar mais do que mero conhecimento,
Quero uma horta do outro lado da porta e quero a sorte de estar pronta quando a morte me colher
(...)

Capicua















MINICALZONI DE ESPELTA

Para cercade 8

Para a massa:

250 g de farinha de espelta
1 ovo M
50 g de água
40 g de azeite
1 boa pitada de sal
1 ovo batido para pincelar

Para o recheio:

250 ml de molho de tomate, de preferenciacaseiro
½ chouriço partido em cubos
½ pimento vermelho partido em cubos
1 lata pequena de milho
3 rodelas de ananás ou abacaxi
100 g de queijo flamengo, mozzarella, ou outroque derreta bem
Óregãos secos qb

Pré-aqueça o forno nos 190º.
Coloque a farinha e o sal numa taça. Junte oovo, a água e o azeite e misture tudo com as mãos. Amasse só até obter uma bolalisa e uniforme.
Enfarinhe a superfície de trabalho e váesticando pedaços de massa com o rolo (esticar toda de uma vez exige muitoespaço e muito esforço!), até ficar com uma espessura de 2 a 3 mm. Recortecírculos com cerca de 14 cm de diâmetro e coloque-os em tabuleirosanti-aderentes ou forrados com papel vegetal. Espalhe duas colheres de sopa demolho de tomate numa das metades de cada círculo (sem que o molho vá até aorebordo da massa) e distribua os ingredientes, colocando-os por cima do molho,pela mesma ordem que seguiria numa pizza convencional. Dobre cada círculo,tapando o recheio e unido os rebordos com a ajuda de um garfo. Pincele com ovobatido e leve ao forno durante cerca de 20 minutos. Pode servir de lanche ameio da tarde, ou até de refeição leve, acompanhadas de uma boa salada.

Nota: esta massa é mais de empada do que de pizza, por isso não precisa de levedar!




11
Mai16

Um bolo como terapia.
































Sei bem que por estes dias não é nada original falar do (mau) tempo.
Mas não há maneira de me conformar com esta primavera desobediente.
Uma primavera tão rebelde que deve andar a pôr os nervos dos publicitários (e dos bloggers*) em franja. Passar por mupis que dizem "O calor pede uma bebida assim", enquanto apertamos a gabardine e abrimos, pela quarta ou quinta vez nesse dia, o guarda-chuva; ou ouvir um spot na rádio que diz "Agora que chegou o bom tempo, vou é sair e divertir-me com os amigos" quando estamos na fila de trânsito típica dos dias cinzentos com o limpa pára-brisas a funcionar, não abona muito a favor das campanhas. A mim, irritam-me.

Não que não tente aceitar esta meteorologia desfavorável. Eu tento, juro. Penso na água que é tão importante; imagino que este ano, felizmente, não vai faltar rega aos agricultores (ainda que uma parte de mim desconfie que daqui a uns meses os telejornais vão estar na mesma a abrir com notícias da seca); penso que este ano é que o Verão vai ser bestial... Mas ao que tudo indica, não é só uma questão de atitude e de pensamento positivo. Está provado que o sol estimula a produção de substâncias como a serotonina, a dopamina e a melatonina, responsáveis pelo bom-humor e boa-disposição. Não é à toa que nos países nórdicos, privados de luz natural durante longos períodos no ano, e onde se registam elevadas taxas de depressão e suicídio, é comum a Terapia da Luz, em que o paciente é exposto a uma luz artificial semelhante à luz solar, de forma a que o corpo possa corrigir o ciclo de sono e produzir as hormonas em falta.

Não sei se por cá vamos começar a adoptar este tratamento para a depressão sazonal, uma vez que a avaliar pelas primaveras passadas, este 'tempo fora de tempo' parece, infelizmente, uma tendência cada vez mais natural. Mas sei que cozinhar - especialmente fazer bolos ou algo que implique ligar o forno, talvez pelo processo da espera - pode bem ser uma espécie de terapia.
Por isso, se o sol não vem até nós, vamos nós ter com o sol, através de um bolo de iogurte com sabor a lima-limão, sementes de papoila, recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e lemon curd: um verdadeiro festim para que, pelo menos durante alguns momentos, possamos esquecer que lá fora continua outono.


*Tirar estas fotos num dia instável como o de ontem foi um filme. Dentro de casa não tinha luz suficiente. Resolvi montar o estaminé na varanda, não estava a chover. Tiro as fotos ao lemon curd, começa a chover, tenho de levar tudo para dentro. Cubro o bolo, dá-se uma aberta e volto para a varanda. De repente, o cinzento do céu vira chumbo e desata a chover a sério. Volto com tudo para dentro, onde, depois do tempo desanuviar um pouco, acabo por fotografar o bolo aberto e a fatia do bolo...
















BOLO DE IOGURTE E LIMA-LIMÃO C/ SEMENTES DE PAPOILA
RECHEIO DE LEMON CURD E COBERTURA DE MASCARPONE E LIMÃO

Para o bolo:
[adaptado da revista Saveurs - Spécial Desserts 2016]

3 ovos L
150 g de açúcar
200 g de farinha s/ fermento
80 g de azeite extra virgem suave
1 iogurte natural
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
Raspa e sumo de 1 lima e 2 limões
2 colheres de sopa de sementes de papoila

Para o recheio, cobertura e decoração:

1 dose de lemon curd*
1 embalagem de mascarpone
Rodelas de limão e lima, hortelã ou outras folhas verdes a gosto

*Lemon curd
50 ml de sumo de limão
1 ovo L
75 g de açúcar
1 colher de sobremesa de raspas de limão
30 g de manteiga à temperatura ambiente


Comece por preparar o lemon curd: leve ao lume o ovo bem misturado com o açúcar e o sumo de limão. Com um batedor de varas, mexa sempre para não ganhar grumos, até engrossar.
Deve demorar cerca de 10 minutos. Retire do lume e incorpore a manteiga em pedaços e a raspa de limão. Mexa até a  estar bem derretida e dissolvida no creme.
Passe para um frasco esterilizado, tape, deixe arrefecer e guarde no frigorífico.

Pré-aqueça o forno nos 180º.
Unte muito bem duas formas de 20 cm de diâmetro, polvilhe com farinha, forre-lhes o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar (em alternativa, use spray desmoldante em vez da manteiga e da farinha, mas use na mesma o papel vegetal).
Numa taça, bata os ovos com o açúcar. Junte o azeite e depois a farinha, o fermento e o bicarbonato.
Adicione o iogurte, depois o sumo e a raspa da lima e dos limões. Por fim, envolva as sementes de papoila. Divida pelas duas formas e leve ao forno cerca de 20-22 minutos - faça o teste do palito antes de retirar. Desenforme e deixe arrefecer.

Para rechear e cobrir: coloque um dos bolos no prato de servir, com o lado mais perfeito virado para o prato. Barre com duas colheres de sopa de lemon curd, e coloque o outro bolo por cima, com o lado mais perfeito virado para cima.
Numa taça, bata bem o mascarpone. Junte-lhe o restante lemon curd e mexa bem. No início poderá parecer demasiado espesso, mas continue a bater com o batedor de varas, até ficar uma espécie de creme de manteiga macio e brilhante. Cubra todo o bolo com a ajuda de uma espátula, retirando o excesso, nomeadamente das laterais do bolo. Decore com as rodelas de lima e limão e algumas folhinhas verdes ao seu gosto. Leve ao frigorífico antes de servir (pode fazer o bolo de véspera: no dia seguinte os sabores estão ainda mais pronunciados e vai saber ainda melhor; neste caso, pode cobrir na véspera mas coloque as rodelas de lima e limão apenas no dia).

Mais receitas para quem gosta de limão:

Mousse de limão instantânea
Cupcakes de limão
Bolo de limão
Bolo de limão c/ cobertura de chocolate branco
Bolo de limão e sementes de papoila da avó do Jamie
Caixinhas de chocolate com lemon curd e framboesa
Minitartes de mascarpone, framboesa e lemon curd
Pudim de limão
Tarte merengada de limão
Quadrados de limão



09
Mar16

Peixe escondido sem rabo de fora.
















Não é novidade que nem sempre é fácil as crianças gostarem de peixe.
Os meus rapazes comem, e até gostam, mas sempre que digo que o jantar é peixe, a primeira expressão é de desconsolo.
Faz parte do seu charme.
Com os legumes, de uma maneira geral, a reação é parecida.

Como no cabaz da Prove tem chegado bastante couve-flor, noutro dia fiz um acompanhamento em que a cozi a vapor, cobri-a com o molho de tomate e o queijo ralado que tinham sobrado de uma noite de pizzas e levei a gratinar. Ficou tão bom, que resolvi fazer um upgrade à receita: transformá-la em prato principal, a pensar nos mais pequenos: a ideia é que a couve-flor se confunda com o peixe e que o molho de tomate com o bónus do queijo os entusiasme.

Cá em casa resultou, espero que em vossa casa também faça sucesso!















GRATINADO DE PESCADA E COUVE-FLOR

Para 4 pessoas

3 ou 4 lombos de pescada ou outro peixe branco
1 couve-flor grande ou 2 mais pequenas
2 chávenas almoçadeiras de molho de tomate*
Queijo ralado qb
1 dente de alho
1 folha de louro
Sal qb
Folhas de manjericão para servir


*MOLHO DE TOMATE RICO
1 cebola grande
2 dentes de alho
100 g de cenoura
100 g de abóbora menina
1 pimento vermelho fresco ou de conserva
4 a 5 tomates maduros ou 1 lata de tomate pelado
Sal qb
Azeite qb
Manjericão ou salsa picados (opcional)

Comece por fazer o molho de tomate.
Leve ao lume um tacho com um fundo de azeite (ou use um robot de cozinha). Deixe aquecer e junte as cebolas cortadas em meias-luas e os alhos laminados. Junte a folha de louro e deixe cozinhar bem, até a cebola ficar bem translúcida e começar a querer dourar.
Junte os tomates partidos em pedaços ou o tomate pelado (se usar um robot de cozinha não precisa de retirar a pele dos tomates frescos, pois vai ficar bem triturado), o pimento, a cenoura e a abóbora descascadas e em pedaços. Envolva tudo muito bem, tempere com sal e deixe cozinhar até estar tudo bem desfeito. Retire a folha de louro e junte as ervas aromáticas, se for usar. Deixe ferver novamente e triture com a varinha mágica ou no robot. Prove e retifique os temperos, se necessário. Se achar que está muito espesso, junte um pouco de água e deixe ferver novamente.
Reserve a quantidade de molho para a receita e guarde o restante num frasco esterilizado, que depois de arrefecido pode guardar no frigorífico ou congelar.

Entretanto, leve a cozer a pescada num tacho com água, um dente de alho esmagado e uma folha de louro. Coza também a couve-flor, idealmente a vapor. Escorra a pescada e lasque-a.
Pré-aqueça o forno nos 180º.
Num prato de forno, faça uma camada de couve-flor e regue com um fio de azeite. Faça uma camada de pescada e cubra com o molho de tomate. Polvilhe com o queijo ralado e leve ao forno a gratinar no nível superior do forno durante cerca de 10-15 minutos, vá vigiando para não queimar.
Sirva com uma salada de rúcula e alface e acompanhe com pão para molhar...


Nota: às vezes o molho de tomate exige uma pitada de açúcar para cortar a acidez, mas neste caso, a cenoura e a abóbora cumprem a função de adocicar o molho e este, para além de mais rico em nutrientes, fica delicioso! Ah, os talheres da foto eram os meus talheres quando era pequena :)






25
Fev16

Um bolo para onze velas.




Esta é uma semana de festa por aqui.
O mais velho fez a sua primeira capicua. Cantaram-se os parabéns no próprio dia com os avós e os tios, festejou-se no dia seguinte com os amigos e no fim de semana haverá cá em casa o tradicional almoço de família (desta vez seremos uns 35 à mesa!)
Três bolos de aniversário, portanto.
Este foi o primeiro.

Julgo que já falei aqui que massas de chocolate não são a minha primeira opção para bolos de aniversário. Porque os bolos de aniversário querem-se altos e com alguma decoração (sobretudo se estamos a falar de uma criança ou pré-adolescente) e para mim os melhores bolos de chocolate são aqueles que se servem como sobremesa: baixos e húmidos. Mas chocolate é o sabor preferido do aniversariante, por isso tinha mesmo de ser.

Conseguir uma massa de chocolate que se adapte a um bolo alto, que dê para decorar e ao mesmo tempo seja húmida e deliciosa não é fácil. Este bolo foi por isso uma ótima surpresa.
Adaptei uma receita base de bolo de chocolate tipo chiffon, que me foi passada há vários anos e consegui um bolo intenso, húmido e bonito. O aspeto, não sendo a característica principal (para mim, o principal, é sempre o sabor) era neste caso importante. Tenho pena de não vos poder mostrar uma fatia do bolo, para verem como estava escuro e húmido.

E como o formato do bolo que escolhi já tinha um certo ar de festa, a decoração foi bastante simples, a comprovar o princípio de que "menos é mais".





















BOLO DE CHOCOLATE E AMÊNDOA

4 ovos
1 chávena de açúcar branco
1/2 chávena de açúcar amarelo
1 chávena de óleo de girassol
1 chávena de água a ferver
65 g de chocolate em pó
65 g de cacau em pó
1 chávena de amêndoa moída
1 chávena de farinha sem fermento
1 colher de sopa de fermento em pó

Chávena = 250 ml de capacidade

Para a decoração:

1 embalagem de cobertura de chocolate da Vahiné
ou 150 g de chocolate de culinária (mínimo 52% de cacau)
Sprinkles/granulado colorido


Pré-aquecer o forno nos 180º
Untar muito bem a forma, sobretudo se usar uma forma com chaminé, como neste caso, e polvilhá-la com farinha, ou então usar spray desmoldante. Eu usei spray desmoldante numa dose mais generosa do que o normal, pois como o bolo é húmido e nestas formas não podemos usar papel vegetal, não quis correr o risco de ficar com partes do bolo agarrado à forma.
Numa taça grande, bater bem os ovos com o açúcar. Juntar o óleo, mexer bem.
Adicionar a água a ferver e mexer vigorosamente.
Juntar o chocolate e o cacau - mexer bem até estarem bem dissolvidos.
Juntar a amêndoa moída, seguida da farinha e do fermento.
Verter para a forma e levar a cozer cerca de 40 minutos, mas vai depender bastante da forma e do forno. Eu usei uma forma de silicone e nestas, normalmente, os bolos cozem mais rápido. Passados 35 minutos, comece a vigiar e faça o teste do palito: espete-o no centro do bolo e, se sair limpo, está pronto.
Retire do forno, aguarde uns minutos, passe uma faca de manteiga pelos lados da forma e desenforme.
Se tiver usado uma forma de silicone, deixe arrefecer na forma, passe depois uma faca de manteiga pelos lados da forma e desenforme.

Depois de frio, pode decorar.
Eu usei uma embalagem desta cobertura que a Vahiné me ofereceu, mas conseguem o mesmo resultado, fazendo derreter em banho-maria 150 g de chocolate de culinária. Depois de bem derretido, é só espalhar com uma colher pelo topo do bolo, fazendo escorrer de vez em quando, para um efeito mais dramático. Espalhe de imediato os sprinkles coloridos (e as velas, se for caso disso), pois o chocolate seca rapidamente.


07
Dez15

Acompanhar com manta e sofá.


















Ao que consta, as madalenas foram inventadas no século XVIII em Commercy, França, por uma criada chamada Madeleine Paulmier, que as fazia para o rei polaco que ali tinha um castelo. Apesar de esta ser a origem mais mencionada, há quem diga que os bolinhos em forma de concha afinal nasceram em Santiago de Compostela, onde uma jovem os servia aos peregrinos (o símbolo dos peregrinos é uma concha de vieira que, de acordo com a tradição, deve acompanhá-los e ser atirada ao mar, no final, como sinal de disponibilidade aos outros da sabedoria adquirida ao longo do caminho).

A receita de hoje é diferente da original mas igualmente reconfortante, pensada para estes dias de outono em que apetece ligar o forno. E porque a massa leva avelã e avelã rima com chocolate, nada melhor que um molho de chocolate e avelã para acompanhar. Depois, é só juntar uma chávena de chá e um bom livro ou um bom filme. Se não puderem dar-se ao luxo deste mimo durante a semana, lembrem-se de que o tempo passa a correr e daqui a nada é sexta outra vez.















MADALENAS DE AZEITE E AVELÃ
30 aprox.

Para as madalenas:

140 g de açúcar
70 g de azeite suave
4 ovos
125 g de farinha
75 g de miolo de avelã moído
1 colher de chá de fermento em pó

Para o molho de chocolate e avelã:

2 colheres de sopa de creme de chocolate e avelã para barrar
2 colheres de sopa de iogurte natural tipo grego

Ligue o forno nos 220º.
Unte com manteiga e polvilhe as forminhas de madalena com farinha (ou use spray desmoldante) .
Bata o açúcar com o azeite.
Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
Envolva a farinha, o fermento e o miolo de avelã moído.
Distribua pelas forminhas (pode usar forminhas de papel, se não tiver formas de madalenas ou se as que tiver não chegarem), e leve a cozer cerca de 10 minutos.
Enquanto estão no forno, prepare o molho de chocolate: numa taça, junte o creme de chocolate e avelã ao iogurte e mexa bem com uma vara de arames. Coloque numa taça e está pronto a servir.

Para uma versão salgada, espreite estas madalenas de bacon e ervas.

Texto e receita publicados no jornal Observador em 30/10/2015. 



20
Nov15

De chocolate e laranja, a gente nunca se cansa.
































Sansão e Dalila. Bonnie e Clyde. Tristão e Isolda.
Nos jogos de cultura geral, perguntas sobre pares famosossão recorrentes.
Mas, e se não estivéssemos a falar de casais célebres, masde combinações de ingredientes?

“E agora, para cinco mil euros, qual a dupla deingredientes mais famosa de sempre?” Morangos e Natas? Pato e Laranja? Bacon eOvos? Porco e Maçã? Chocolate e Avelãs? Esta pergunta nunca existiu porque éimpossível dar uma só resposta. E se é certo que pode haver tantas combinações inusitadasmas válidas quanto os rasgos criativos dos cozinheiros, a verdade é que háduplas clássicas. Estas e outras menos comuns estão  n’“ODicionário dos Sabores”, de  Niki Segnit-  um livro já com alguns anos mas muitointeressante não só para quem gosta de cozinhar, como também para quem gosta decomer. Sem surpresas, a laranja e o chocolate constam da obra enquanto combinaçãode sucesso.

Se for como eu, ou seja, se adora estes dois ingredientes juntosmas está sem tempo ou coragem para fazer as orangettes, experimente este bolo:fica pronto em meia hora e os dois sabores vão surgir-lhe bem entrelaçados, talcomo dois amantes inseparáveis.


BOLO DE CHOCOLATE E LARANJA

3 ovos
175 g de açúcar amarelo
Raspa de 1 laranja
Sumo de ½ laranja
200 g de chocolate de culinária (1 tablete)
150 g de manteiga
1 colher de sopa de café instantâneo em pó
120 g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento
Cacau em pó para polvilhar

Ligue o forno nos 180º. Unte com manteiga uma formaretangular com cerca de 23 cm x 35 cm, forre-a com papel vegetal, unte o papele polvilhe com farinha.
Coloque o chocolate e a manteiga numa taça de vidro oucerâmica e leve a derreter no microondas ou em banho-maria. Misture bem o chocolate e a manteiga derretidos até obter um creme brilhante e uniforme, junte o café em pó e mexa bem.
Numa taça maior, bata bem os ovos com o açúcar e a raspa dalaranja. Junte o sumo de laranja e mexa. Junte a mistura de chocolate e café e misture até obter um creme homogéneo.
Por fim envolva a farinha e ofermento.
Verta para a forma e leve a cozer cerca de 20 minutos ou atéum palito, quando espetado no centro do bolo, sair limpo ou apenas com algumasmigalhas agarradas. Depois de frio, corte em quadrados e sirva polvilhado comcacau em pó.

Texto e receita publicados no jornal Observador em 29/04/2015. 
21
Jul15

Sweets for my sweet.

















Já aqui confessei a minha paixão por bolos.
Um bolo bonito enche uma mesa e não é preciso mais nada para transformar uma data com significado, num momento de partilha especial.
No post do Bolo de Oreo já tinha expresso o desejo de pôr em prática todas as receitas deste livro da Linda Lomelino. Todas talvez seja um exagero, mas os seus bolos são tão bonitos que por agora são esses que quero levar ao forno.

O provador-mor fez anos a semana passada e, depois de uma indecisão inicial entre as receitas de chocolate do livro (tinha de ser de chocolate, a pedido do aniversariante), a escolha recaiu sobre a sua versão do popular Black Forest Cake.

Apesar de não parecer, é um bolo leve. A receita pede cerejas em calda de rum, mas como eu não tinha (nem me lembrei de as colocar de molho), acabei por usar cerejas frescas, uma sugestão que é dada no próprio livro, mas sinceramente era o que mudava da próxima vez: não colocar cerejas no recheio. Este já leva ganache de chocolate e creme de natas e mascarpone e achei que as cerejas não acrescentaram grande coisa. Nesse caso, talvez já não se possa chamar Bolo Floresta Negra, mas vai ser igualmente um hit em qualquer festa.
















BOLO FLORESTA NEGRA
(ligeiramente adaptado do livro Lomelino's Cakes)

Para o bolo:
30 g de manteiga
1 + 1/4 de chávena de farinha sem fermento
6 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento em pó para bolos
1 pitada de sal
1 chávena de açúcar
2 ovos
2/3 de chávena de leite 1/2 gordo
6 colheres de sopa de água a ferver

Para o recheio de chocolate (ganache):
60 g de chocolate de culinária
1/4 de chávena de natas para bater

Para o recheio e cobertura de natas e mascarpone:
230 g de mascarpone
1 chávena de açúcar em pó
1+1/4 de chávena de natas para bater

Para a decoração de chocolate:
40 g de chocolate de culinária ou com 70% de cacau

Cerca de 250 g cerejas para rechear (opcional) e decorar

Chávena = 250 ml de capacidade


Pré-aqueça o forno nos 180º.

Unte com manteiga e polvilhe com farinha duas formas de 16 cm de diâmetro; forre com papel vegetal o fundo das formas e volte a untar/polvilhar (em alternativa, pode usar spray desmoldante).
Derreta a manteiga e deixe arrefecer.
Peneire para uma taça grande a farinha, o bicarbonato, o fermento e o cacau, e junte a pitada de sal.
Adicione o açúcar, a manteiga, os ovos, o leite e a água a ferver e misture tudo muito bem.
Divida pelas formas e leve a cozer durante cerca de 25 minutos ou até um palito sair apenas com algumas migalhas agarradas. Deixe arrefecer durante alguns minutos e desenforme, deixando arrefecer completamente.

Entretanto faça a ganache de chocolate: parta o chocolate para uma taça de vidro ou metal e coloque as natas ao lume num tachinho. Quando estas atingirem o ponto de fervura, verta-as sobre o chocolate. Espere uns minutos e misture muito bem com um  batedor de varas, até obter um creme liso e brilhante. Deixe arrefecer e ganhar alguma consistência.

Prepare o recheio e cobertura de mascarpone e natas: bata bem o açúcar em pó com o mascarpone. Com a batedeira elétrica, bata as natas até ficarem bem firmes e junte a estas, aos poucos, a mistura de mascarpone e açúcar.

Se desejar usar cerejas no recheio, descaroce-as e parta-as ao meio ou pique-as.

Monte e decore o bolo: parta cada bolo ao meio (no meu caso, um bolo ficou maior do que outro e acabei por cortar apenas este a meio, ficando com duas camadas de recheio e três de bolo; a receita original fala em quatro camadas de bolo e três de recheio).

Coloque um dos bolos ou uma das camadas de bolo no prato de servir. Espalhe uma camada de ganache, depois uma camada de mascarpone e natas e por fim as cerejas, se desejar. Coloque por cima outra camada de bolo e repita terminando com uma camada de bolo (com a parte mais perfeita virada para cima). Barre o bolo com uma camada fina do creme de mascarpone e natas, com a ajuda de uma espátula, e leve ao frigorífico cerca de 30 minutos. Entretanto derreta em banho-maria o chocolate para a decoração. Deixe arrefecer um pouco, mas não deixe endurecer. Retire o bolo do frio e acabe de barrá-lo com o creme de mascarpone e natas. Por fim, com a ajuda de uma colher pequena, espalhe o chocolate derretido pelo topo do bolo, deixando escorrer propositadamente de vez em quando. Termine decorando com cerejas frescas ou outros apontamentos ao seu gosto.



18
Mai15

Chamem-me gulosa.






























Apesar de gostar de cozinhar de tudo, as receitas que mais me desafiam são as de bolos.
Olhar para um bolo bem decorado e tentar perceber se serei capaz de o reproduzir é dos exercícios mais frequentes quando estou a folhear um livro de cozinha. Apesar do açúcar ser cada vez mais demonizado - e com razão, sobretudo se consumido em excesso - há um lado estético nos bolos e nas sobremesas a que sou incapaz de resistir. E há pessoas que me inspiram de forma especial neste tema dos bolos - não pela sofisticação ou pela complexidade dos seus trabalhos, mas antes pela sua elegante simplicidade (pelo menos aparente).

Uma dessas pessoas talentosas, com olhar apurado e mãos de fada, é a blogger Linda Lomelino, uma sueca de pai português, autora do Call Me Cupcake. O bom gosto e a obssessão pelo detalhe de Linda vêem-se em cada uma das suas fotografias, que fazem escola pela blogosfera e pela internet fora.

Encomendado há já algum tempo, só esta semana me chegou o Lomelino's Cakes, o seu primeiro livro traduzido para inglês. E não foi fácil escolher o primeiro bolo a testar, de entre as 27 receitas promissoras do livro.

Mas a saga - sim, porque já decidi que quero experimentá-las todas - não podia ter começado melhor: este bolo de Oreo, apesar de fruto de uma espécie de desafio de auto-superação, acabou por ser o bolo de aniversário do meu sogro e foi um sucesso. Todos quiseram repetir. E pedirem outra fatia, já se sabe, é o melhor elogio que podem fazer a uma cozinheira.


BOLO DE OREO

Ligeiramente adaptado do livro Lomelino's Cakes

Para a massa de baunilha e Oreo:
60 g de manteiga à temp. ambiente
3/4 de chávena de açúcar
1/2 chávena de leite 1/2 gordo
1 colher de café de extracto de baunilha
1 chávena de farinha s/ fermento
1/2 colher de chá de fermento
1 clara de ovo L
8 bolachas Oreo de tamanho normal

Para a massa de chocolate:
30 g de manteiga
2/3 de chávena de farinha s/ fermento
1/4 de chávena de cacau em pó
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 chávena de açúcar
1 ovo M
1/3 de chávena de leite 1/2 gordo
1/4 de chávena de água a ferver

Para o recheio e cobertura:
250 g de queijo mascarpone
3/4 de chávena de açúcar em pó
250 ml de natas p/ bater bem frias
6 bolachas Oreo de tamanho normal

Para a decoração:
14 bolachas Oreo de tamanho normal
10 - 12 bolachas mini Oreo
1 cereja

Comece por fazer os bolos de baunilha e Oreo: pré-aqueça o forno nos 180º.
Unte com manteiga e polvilhe com farinha duas formas de 16 cm e diâmetro, forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/polvilhar.
Parta as bolachas em pedacinhos e reserve.
Com uma batedeira eléctrica, bata a manteiga com o açúcar até ficar esbranquiçado e fofo.
Junte o leite e a baunilha. Se parecer que está a talhar, não se preocupe: junte a farinha e o fermento e envolva bem, sem bater demasiado.
Junte a clara de ovo e bata mais um pouco, só até ligar (nesta altura pensei que tinha feito asneira, porque o aspecto da massa não era muito normal, parecia algo deslassada, mas segui em frente e acabou por resultar).
Por fim envolva as bolachas desfeitas, divida pelas formas e leve a cozer cerca de 25 minutos. Estão prontos quando um palito sair com apenas algumas migalhas agarradas.

Deixe arrefecer uns minutos e desenforme. Não desligue o forno, mantendo-os nos 180º.

Faça agora o bolo de chocolate: volte a untar/polvilhar/forrar uma forma com 16 cm.
Derreta a manteiga e deixe arrefecer.
Peneire para uma taça a farinha, o fermento, o bicarbonato e o cacau. Junte o açúcar, o ovo, a manteiga, o leite e a água a ferver. Misture tudo, verta na forma e leve a cozer durante cerca de 30 minutos. Retire, deixe arrefecer uns minutos e desenforme.

Quando os bolos estiverem frios, já pode montar e decorar o bolo final:

Numa taça e com um batedor de varas, bata o queijo mascarpone com o açúcar em pó até obter um creme uniforme e brilhante.
Bata as natas, que devem estar bem frias, com a batedeira eléctrica, até obter picos firmes. Junte estas à mistura do mascarpone e envolva bem. Desfaça 6 bolachas Oreo em pedacinhos e junte a 1/3 do creme de mascarpone e natas (recheio do bolo). Reserve o restante creme (sem bolachas) no frigorífico.
Entretanto, pique num robot de cozinha as 14 bolachas Oreo de tamanho normal, destinadas à decoração, até obter uma espécie de farinha ou pó. Reserve.

Coloque um dos bolos de baunilha no prato de servir. Barre com metade do creme de mascarpone, natas e bolacha. Coloque por cima o bolo de chocolate e barre com o restante creme. Coloque por cima o outro bolo de baunilha, com a parte mais perfeita para cima (normalmente, é o lado do fundo da forma). Retire o creme do frigorífico e barre com este todo o bolo, começando pelo topo e passando depois para as laterais, com a ajuda de uma espátula. Espalhe, com as mãos, o pó de Oreo por todo o bolo - comece pelo topo e depois, com muita paciência, vá enchendo a palma da mão com o pó e aplicando nas laterais do bolo, pressionando ligeiramente. Repita até o bolo estar completamente coberto. Termine decorando com as mini Oreo e a cereja. Leve ao frio até servir.


Notas:

- a aplicação do "pó" de Oreo parece difícil, mas com paciência consegue-se o efeito pretendido e em menos tempo do que se espera; prepare-se para ficar a com área de trabalho coberta de migalhinhas pretas!

- para ter menos trabalho no final, ou seja, não ter de limpar o rebordo do prato de servir, pode forrá-lo, já com o bolo montado, com pedaços de papel vegetal a toda a volta, prendendo-os ligeiramente debaixo do bolo da base; no fim, é só puxar com cuidado pelos papéis e o prato estará limpo;

- o recheio/cobertura da receita original é feita com queijo-creme, mas achei que o mascarpone, que era o que tinha em casa, resultou muito bem;

- se o decorar com várias horas de antecedência, talvez seja melhor colocar as mini Oreo no topo apenas no momento de servir, para não amolecerem.





17
Mar15

A Primavera vai e volta sempre.



















A poucos dias de entrarmos oficialmente numa das minhas estações do ano favoritas, recordo-me da cantiga que a minha avó Maria tantas vezes cantarolava e cujo refrão dizia: "A Primavera vai e volta sempre, a mocidade vai e não volta mais".

A minha avó vivia a cantar. Cantava enquanto cozinhava, cantava enquanto costurava, cantava enquanto estendia ou apanhava a roupa da corda que ainda hoje existe no quintal dos meus pais.
Apesar de estar sempre a cantar, fazia-o de uma forma muito serena e tranquila. Lembro-me muitas vezes da sua calma (e penso como gostava de ter herdado essa característica), sobretudo naquelas alturas em que tropeço em contrariedades minúsculas, mas que, pelo menos durante alguns minutos, me parecem gigantescas.

Este bolo é para isso: um pretexto para fazermos uma pausa, para respirarmos fundo e desvalorizarmos os contratempos. Com uma fatia de um lado e uma chávena de chá do outro, fazemos tranquilamente uma viagem às coisas boas que já passaram e alinhavamos planos para o futuro. Porque mesmo que a letra da música o negasse, a minha avó sabia que a mocidade é um estado de espírito.



BOLO DE CITRINOS E PASSAS COM GLACÊ DE LIMÃO

Para o bolo:
120 g açúcar
3 ovos médios
85 g de farinha
10 g de fermento em pó
25 g de sumo de laranja + 1 pouco para demolhar as passas/sultanas
25 g de sumo de limão
25 g de azeite suave, óleo vegetal ou manteiga amolecida
Raspa de 1 laranja
1/2 chávena de uvas-passas e/ou sultanas
Vinho Moscatel qb

Para a calda:
Sumo de 1 laranja
Açúcar a gosto

Para a cobertura:
200 g de açúcar em pó
Sumo de 1 limão

Para a decoração:
Folhas de hortelã
Clara de ovo
Açúcar qb

Com algumas horas de antecedência coloque numa taça as passas e/ou sultanas e cubra com uma mistura de sumo de laranja e vinho moscatel. Também com alguma antecedência, lave as folhinhas de hortelã, seque-as bem em papel de cozinha, pincele-as com clara de ovo e passe-as por açúcar que colocou numa tacinha. Sacuda o excesso e deixe as folhas a secar sobre papel vegetal.

Entretanto ligue o forno nos 180º.
Unte bem uma forma pequena de buraco e polvilhe-a com farinha (este é um bolo relativamente pequeno, se quiser usar uma forma normal/média, dobre a receita).
Numa taça, junte os ovos, o açúcar, a raspa de laranja, o azeite (ou outra gordura escolhida), o sumo dos citrinos, a farinha e o fermento. Misture tudo, até ficar uma massa uniforme, mas não mexa em demasia. Retire as passas/sultanas da taça e seque-as com papel de cozinha. Envolva-as em farinha e junte-as à massa do bolo*. Verta a massa para a forma e leve a cozer cerca de 25-30 minutos. Faça o teste do palito antes de retirar o bolo do forno.

Para fazer a calda, junte ao sumo de laranja açúcar a gosto. Leve ao lume até o açúcar estar dissolvido. Verta com cuidado por cima do bolo. Se este já tiver arrefecido, pique-o com um palito antes de regar com a calda, para que esta se infiltre mais facilmente.
Passe o bolo para o prato de servir e deixe arrefecer completamente.

Para fazer o glacê, deite 150 g do açúcar em pó numa taça e vá juntando sumo de limão, mexendo energicamente com um batedor de varas. Deve ficar um creme brilhante, opaco e sem grumos, mas pode não precisar de usar o sumo todo. O açúcar em pó que colocou de lado pode servir para engrossar o glacê, caso ache que esteja líquido. Este glacé fica bastante ácido, se não apreciar, dilua o sumo de limão em água ou então use clara de ovo em vez do sumo. Quando atingir o ponto desejado, verter com cuidado sobre o bolo. Terminar com as folhas cristalizadas de hortelã.


*Supostamente, envolver as passas e as sultanas em farinha faz com que se prendam à massa e não desçam até ao fundo da forma. No meu caso não resultou e acabaram por ficar concentradas no topo do bolo. Para a próxima vou introduzir as passas ou as sultanas na massa já depois desta estar na forma.

Teresa Rebelo

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