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Lume Brando

22
Dez16

E de repente, é Natal! [Bolo de Chocolate, Gengibre e Especiarias]

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Eu sei que nas ruas e nas lojas já é Natal há várias semanas, senão meses. Sei que não faltam receitas natalícias lindas nos blogues e nas revistas. Mas este ano, aqui a casa, o Natal chegou quase sem eu dar por isso.

 

Nem sei bem como tenho uma árvore a piscar na sala e foi com algum stress que consegui dinamizar o Giveaway de Natal do último post [aproveito para agradecer a todos os participantes e para dar os parabéns aos vencedores: Ana Foles, Aline Rodrigues, Joana Claro, Daniela Rodrigues e Jorge Mendonça!].

 

Tinha vários planos e várias ideias para posts e receitas mas o trabalho não deixou. Ficarão para 2017!

 

Mas não podia deixar de vir cá desejar um Bom Natal e um Feliz Ano Novo. E trouxe uma receita. Como expliquei no post anterior, por limite de páginas, houve dois capítulos que não entraram na versão final do livro. Um deles era o dedicado ao Natal. Resgatei dessa mesa a receita de Bolo de Chocolate com Gengibre e Especiarias. É um bolo algo exótico e 'quente', mas sabem do que gosto mais do bolo? Da decoração!

 

Boas Festas!

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BOLO DE CHOCOLATE COM GENGIBRE E ESPECIARIAS

 

Para a massa:

 

100 g de azeite extra virgem suave

3 ovos

75 g de açúcar mascavado

150 g de tâmaras secas picadas

125 ml de água a ferver

25 g de cacau em pó

25 g de chocolate em pó

200 g de farinha

1 colher de chá de fermento em pó

1 colher de chá de canela

1 colher de chá de gengibre fresco ralado

3 bagos de cardamomo - só as sementes moídas no almofariz

1 colher de chá de noz moscada

 

Para o recheio e 1ª cobertura:

 

500 g de queijo mascarpone

½ colher de café de extrato ou essência de baunilha

150 g de açúcar em pó

3 colheres de chá de cacau em pó

 

Para a 2ª cobertura:

 

150 g de chocolate preto ou de culinária

 

Para a decoração:

 

Sombrinhas de chocolate

Bolinhas de açúcar coloridas

Corante alimentar dourado em pó

Chocolate derretido qb

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Unte com manteiga e polvilhe com farinha três formas redondas de 14 cm de diâmetro. Forre os fundos das formas com papel vegetal e volte a untar/polvilhar (em alternativa usar spray desmoldante).

 

Triture as tâmaras num robot de cozinha, até obter um granulado pegajoso. Junte o azeite, o açúcar e os ovos e bata mais um pouco no processador de cozinha. Transfira para uma taça e junte a água a ferver, seguida do chocolate e do cacau. Não se preocupe se notar alguns pedaços de tâmara na massa. Envolva a farinha e o fermento e por fim adicione as especiarias. Divida pelas formas e leve a cozer durante cerca de 20 minutos. Faça o teste do palito e quando sair seco ou apenas com umas migalhas grossas agarradas, estão prontos.

Passe uma faca de manteiga à volta dos bolos e desenforme-os sobre papel vegetal. Deixe arrefecer.

 

Entretanto, prepare o recheio e a primeira cobertura: bata muito bem o mascarpone com o açúcar e a baunilha, com a batedeira elétrica. Junte o cacau e bata novamente até estar bem incorporado por todo o creme.

 

Para montar o bolo, reserve o bolo mais perfeito para o topo e coloque um dos outros no prato de servir. Espalhe uma boa camada do creme de mascarpone e cacau e coloque em cima o segundo bolo, pressionando um pouco para os dois bolos ficarem estáveis. Volte a fazer uma camada de mascarpone e cacau e termine com o terceiro bolo, com a parte mais perfeita - normalmente a do fundo da forma - virada para cima. Barre todo o bolo com o creme, retirando o excesso com uma espátula ‘raspadora’. Leve ao frigorífico enquanto decora as árvores de natal e prepara a 2ª cobertura.

 

Coloque num recipiente de banho-maria os 150 g de chocolate para a cobertura, mais dois quadradrinhos de chocolate (assim aproveita esta tarefa para derreter também o chocolate que vai servir para colar as bolinhas coloridas às árvores de chocolate).

 

Desembrulhe os guarda-chuvas de chocolate com cuidado (reze para que as pontas não se tenham partido na viagem até casa!). Com uma tesoura forte, corte a parte arredondada do cabo dos guarda-chuvas, passando estes a ser uma árvore de chocolate. Mergulhe um pincel fino no chocolate derretido e aplique um pontinho de chocolate na árvore, colando logo de seguida uma bolinha de açúcar. Espere alguns segundos e repita a operação até ter decorado toda a árvore. Espete o tronco da árvore numa base de esferovite ou num pedaço de ‘oásis’ dos arranjos florais (aquela espuma verde compacta onde se prendem os caules das flores) e deixe secar. Repita com os restantes guarda-chuvas de chocolate.

No final, mergulhe um pincel seco no corante em pó dourado e passe suavemente pelas árvores de chocolate.

 

Certifique-se de que o restante chocolate derretido continua líquido e de que está à temperatura ambiente. Retire o bolo do frigorífico e, com uma colher, espalhe o chocolate derretido por cima do bolo, fazendo-o escorrer irregularmente pelas laterais.

Deixe secar e só depois decore com as árvores de chocolate.

 

Nota:

- Se só tiver duas formas, divida a massa do bolo pelas duas e, depois de arrefecidos, corte os bolos ao meio. Pode usar uma ou mais formas com um diâmetro maior, mas para além de não ficar com um bolo tão alto, o resultado na textura pode não ser exatamente o mesmo.

 

 

 

07
Dez16

Passatempo de Natal e uma receita do livro [Bavaroise de Chocolate e Café]

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Estamos quase a chegar ao Natal e a atmosfera generosa da época faz-se sentir aqui no Lume Brando. Em parceria com a Matéria-Prima Edições e A Metalúrgica Bakeware, tenho 5 packs compostos de 1 exemplar do meu livro "Estava Tudo Ótimo!" + 2 formas de bolo para oferecer.

 

Adoro formas de bolo estilo bundt e no meu livro encontram receitas em que usei estas formas fantásticas made in Portugal. Achei, por isso, que eram o complemento ideal para oferecer com o livro.

 

Mas as boas notícias não ficam por aqui, pois tenho ainda um presente para TODOS os que participem no giveaway: um capítulo do livro dedicado ao Natal, que por razões de limite de páginas não integrou a versão final. Curiosos? Para receberem este capítulo em ficheiro digital, só têm de participar no giveaway, preenchendo e submetendo o formulário que se encontra no final da receita.

 

E este post vem ainda com um bónus em forma de receita - o espírito natalício chegou mesmo em força a estes lados! - trata-se de uma das receitas do livro em que usei a forma maior que se vê na imagem: uma deliciosa bavaroise de chocolate e café.

 

Boa sorte e bons preparativos para essa festa mágica, que é o Natal!

 

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BAVAROISE DE CHOCOLATE E CAFÉ

 

200 g de chocolate de culinária (52% de cacau no mínimo)

340 ml de leite magro

160 ml de café

170 g de açúcar amarelo

10 folhas de gelatina

7 gemas

300 ml de natas para bater

Cacau em pó para servir

 

Com algumas horas de antecedência, coloque a forma em que vai fazer a bavaroise no congelador.

Coloque as folhas de gelatina a hidratar num prato fundo com água fria.

Leve o leite e o café ao lume até começarem a fervilhar.

Parta o chocolate em pedaços pequenos para uma taça e reserve.

Noutra taça, bata bem as gemas com o açúcar e junte-lhes, em fio, a mistura do leite com café. Junte o chocolate em pedaços e mexa bem até estar bem derretido e dissolvido no leite. Escorra a gelatina, leve-a a derreter no micro-ondas (bastam alguns segundos na potência máxima) e junte-a ao preparado anterior. Por fim, bata as natas com a batedeira elétrica, até ficarem bem firmes, e junte-as à mistura anterior, envolvendo-as com cuidado.

Verta para a forma previamente refrigerada e leve ao frigorífico de um dia para o outro ou ao congelador para uma solidificação mais rápida.

Para desenformar, vire a forma ao contrário sobre o prato de servir e deixe ficar assim alguns minutos. Depois, coloque por cima um pano quente bem escorrido (é capaz de ter de repetir este procedimento) ou, se a forma for de um material metálico compatível, passe o maçarico de cozinha - verá que a bavaroise irá descer com facilidade.

Mantenha no frio até servir, e só nesta altura polvilhe com o cacau em pó.

 

22
Nov16

Amor ao lume [Doce de romã e maçã]

 

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O fim de semana que passou foi um típico fim de semana de outono. Frio, chuva e, inevitavelmente, aquela humidade típica do Porto que por mais casacos que uma pessoa vista, entranha-se por todo o lado. Liguei o aquecimento em casa, pela primeira vez, e aproveitei a tarde preguiçosa de domingo para dar uso às romãs que tinha apanhado na quinta dos meus sogros no outro fim de semana.

 

Estas romãs são muito ácidas. Eu não me importo nada com isso, dão um sumo delicioso, para os meus gostos, mas a verdade é que sou a única cá em casa capaz de as comer. Decidi então cozinhar qualquer coisa com elas e pedi sugestões no Instagram.

 

Fazer vinagre, fazer doce, fazer chutney, servir com açúcar e vinho de Porto à sobremesa: foram várias as dicas recebidas, mas acabei por escolher o doce, seguindo o conselho de juntar maçãs, por causa da pectina. O resultado? Um doce perfeito, que superou completamente as minhas expectativas: apesar de fazer doces e compotas de vez em quando, não sou nenhuma especialista e penso sempre que não vai ficar tão bom como eu gostaria.

 

Claro que houve vários fatores que ajudaram a que o doce tenha saído no ponto, desde logo ter sido feito numa panela de ferro fundido. Julgo que foi a primeira vez que usei uma Le Creuset para fazer doce e fiquei rendida. Costumo fazer na Bimby, que é uma ótima solução quando não queremos ou não podemos estar sempre a vigiar.

 

Depois, o facto de ter sido feito com tempo. Fazer com tempo significa fazer com amor. Nos últimos tempos, não tenho tido muitas oportunidades para cozinhar com esta entrega e soube-me bem ter a panela destapada ao lume e, sem pressa, ir vigiando, ir mexendo, ir sentindo o aroma que se espalhava na cozinha.

 

Depois, foi só casar o doce com um pouco de requeijão. E o meu humor reconciliou-se de imediato com o tempo lá fora. Como uma amiga minha diz, na sua hashtag preferida, #nocéuhádisto.

 

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DOCE DE ROMÃ E MAÇÃ

 

350 ml de sumo de romã*

580 g de maçãs, pesadas já descascadas e sem caroço

480 g de açúcar

1 tira de casca de limão

1 pau de canela

Cascas e caroços de duas ou três maçãs

 

Embrulhe as cascas e os caroços de maçã num pedaço de gaze ou mousseline, atando bem e formando uma espécie de saquinho.

Junte todos os outros ingredientes numa panela de fundo espesso e leve ao lume médio.

Mexa bem e junte o saquinho com as cascas e os caroços de maçã - pode, por exemplo, atá-lo numa colher de pau e pousar a colher na panela, de forma a que o saco fique mergulhado no doce. É nas cascas e nos caroços da maçã que há mais pectina e isto vai ajudar a que o doce espesse e fique com melhor textura. Reduza para o mínimo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Deve demorar entre 1h30 a 2 horas a ficar no ponto.

Ao fim deste tempo, achei que estava pronto mas que ainda havia ainda pedaços notórios de maçã. Como gosto de doces mais uniformes, descartei a casca de limão e o pau de canela e ralei grosseiramente com a varinha mágica. Deixei ferver novamente e passei para frascos limpos.

 

*Retirei os bagos às romãs, triturei-os na Bimby e coei o sumo; para 350 ml de sumo, deve precisar de duas a três romãs.

13
Nov16

Duas trincas de energia [Trufas de Figo, Amêndoa e Chocolate]

 

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As últimas semanas têm sido uma loucura. A 27 de outubro, o dia em que o meu livro - Estava Tudo Ótimo! - foi colocado à venda, começou o rodopio das idas aos programas televisivos.

 

Primeiro fui ao A Praça, na RTP1, depois dei um salto ao Olá Maria, no Porto Canal e no dia 3 de novembro fui ao Você na TV, na TVI. Já na semana que passou, voltei a Lisboa para uma presença no programa Faz Sentido, da SIC Mulher, e para a gravação da participação no É a Vida Alvim, do Canal Q, que será transmitido dia 18 de novembro, à meia-noite.

 

Pelo meio, tive a sessão de apresentação do livro na FNAC do NorteShopping, um momento muito especial, rodeada de tanta, mas tanta gente: família, amigos, foodbloggers queridas e fãs do blogue encheram o auditório e, mais importante do que isso, encheram o meu coração de mimo e felicidade.

 

As minhas idas a Lisboa, apesar de rápidas, exigiram que passasse a noite na capital. Fiquei a dormir em casa de uma amiga de infância, a Beatriz, que me acolheu de braços abertos. Da primeira vez, depois do delicioso jantar que a Beatriz preparou, tive direito a um chá reconfortante acompanhado de umas trufas de figo deliciosas da Maria Granel.

 

Depois de dias tão preenchidos e cansativos, devido sobretudo às viagens de comboio e às manhãs madrugadoras, a minha energia estava a precisar de um boost. Resolvi por isso recrear as trufas de figo que comi em Lisboa. Como seria de esperar, não ficaram iguais às originais, mas vão cumprir o seu propósito: servir de snack saboroso, energético e saudável para os próximos dias que, mesmo sem viagens ou aparições na TV, prometem vir a ser igualmente intensos!

 

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TRUFAS DE FIGO, AMÊNDOA E CHOCOLATE

Para cerca de 20

 

200 g de figos secos

70 g de miolo de amêndoa sem pele

40 g de chocolate preto 70% cacau

1 colher de chá de azeite extravirgem suave

Raspas de laranja q.b.

Cacau em pó para revestir as trufas

 

Corte os pés aos figos, se achar que são muito duros.

Coloque todos os ingredientes, à exceção do cacau em pó, num robot de cozinha e triture até obter umas migalhas moldáveis.

Faça bolinhas do tamanho de brigadeiros, pressionando bem a mistura, passe pelo cacau em pó e coloque em forminhas de papel.

 

Nota: estas trufas dão um bom presente, basta colocá-las numa lata ou caixa bonita!

 

 

 

29
Out16

Estava Tudo Ótimo! [Vídeo]

 

Hoje não vos trago uma receita, ou melhor, até trago várias, dentro deste pequeno vídeo, que fiz para divulgar o meu livro, "Estava Tudo Ótimo!". 

 

Foi muito divertido fazer o vídeo, desde logo porque pude contar com a cumplicidade de alguns amigos. Posso garantir-vos de que, no final, ficámos mesmo à volta da mesa, a conversar e a comer!

 

Aproveito para relembrar que a Sessão de Apresentação do livro será no dia 5 de novembro, às 17h, na Fnac do NorteShopping. Apareçam!

 

29
Out16

O livro!

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Uma aventura que começou em janeiro de 2015. Primeiro houve um email, que me deixou muito surpreendida, depois houve um encontro com uma das responsáveis pela Matéria-Prima Edições.

 

O proposta para escrever um livro demorou a ser digerida, mas a resposta acabou por se tornar evidente na minha cabeça: sim!

 

A partir daí, começou a gigantesca tarefa de pensar no conceito, imaginar as receitas, escolher os temas, testar as receitas, descartá-las, melhorá-las, voltar a cozinhá-las para as sessões fotográficas. Pensar nas decorações, nas mesas e nos ambientes que iria fotografar. Redigir os textos, as receitas, escolher fotografias, perceber que podia ter feito diferente ou melhor. Muitas angústias, muitas noitadas.

 

Em junho de 2016 estava o material todo entregue. O alívio durou pouco tempo, pois no final de agosto começou a saga das revisões. Leituras consecutivas, anotações, pedidos de correções. Um vai e vem de PDF's e documentos Word.

 

No iníco de outubro, o livro entra finalmente na gráfica. No dia 27 desse mesmo mês é colocado à venda nas principais livrarias de todo o país. O meu coração quase explode de alegria por ver nas minhas mãos o resultado de meses e meses de trabalho. Trabalho esse que aconteceu sempre em paralelo com uma série compromissos profissionais e de voluntariado.

 

Não foi fácil. Mas valeu a pena. O livro está lindo (sei que sou supeita mas o mérito do design é todo do Pedro Fernandes, que criou também a capa).

 

O feedback tem sido muito positivo e sinto que o livro reflete o meu estilo de cozinha e a essência do Lume Brando: receitas fáceis mas vistosas, mesas simples mas bonitas, ambientes perfeitos para receber a família e os amigos. Que, estou certa, no final irão dizer "Estava Tudo Ótimo!".

 

O livro encontra-se à venda nas livrarias e em hipermercados de todo o país, incluindo nas livrarias online.

 

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21
Out16

O Lume Brando mudou de casa [Pão de Granola]

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Este é o primeiro post que faço na nova casa do Lume Brando. A partir de agora, o Lume Brando é, orgulhosamente, um blogue do Sapo.

E como está a ficar crescido,  já tem quase 12 anos, achei que estava na hora de lhe dar um domínio próprio: www.lumebrando.com

 

Antes de passar à receita - um pão de granola delicioso - quero agradecer a toda a equipa do SAPO BLOGS, que foi incansável - posso mesmo dizer que foram espetaculares - a tratar de todo o processo de migração e operacionalização do novo domínio. Ainda há algumas arestas por limar, mas agora, com tempo, iremos pôr o Lume Brando ainda mais catita.

 

Quanto ao pão, foi uma feliz coincidência, pois não tinha a certeza de quando poderia começar a publicar aqui. Como há uma frase antiga e sábia que diz que nenhuma casa é verdadeiramente um lar antes de nela se cozer pão, fico muito feliz pela primeira receita do Lume Brando, enquanto blogue do SAPO, ser um pão. Um pão de outono, rico, excelente para comer ao pequeno-almoço.

 

No domingo que passou, Dia Mundial do Pão, decidi cozer um pão de castanha mas não resultou muito bem. Ficou bonito, mas o sabor e a textura não convenceram. Quero aperfeiçoar essa receita, mas como não tinha mais farinha de castanha em casa, resolvi fazer outra experiência. Desta vez, recorri ao antiguinho Artisan Bread in Five Minutes a Day e deparei-me com uma curiosa receita de pão de granola. Achei-a perfeita para esta altura do ano.

 

Segui a receita de granola que também consta do livro e sobre esta, ao contrário do pão, de que gostei mesmo muito, tenho sentimentos contraditórios: acho que é ótima, de facto, para usar no pão, mas para comer com leite e iogurte não é, de todo, das minhas favoritas - prefiro a que irá sair no meu livro ;) e um dia destes vou experimentar fazer o pão com ela. Em todo o caso, deixo tanto a receita do pão como da granola. O pão é delicioso acabado de sair do forno. No dia seguinte continua ótimo, mas torrado é uma perdição!

 

Aproveito ainda para relembrar que o meu livro - Estava tudo ótimo! - chega às livrarias no próximo dia 27 de outubro! Em todo o caso, já se encontra em pré-venda na Wook e na Fnac. A sessão de apresentação do livro será no dia 5 de novembro, às 17h, na Fnac do NorteShopping. Ficarei muito feliz com a vossa presença!

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PÃO DE GRANOLA

Adaptado do livro 'Artisan Bread in Five Minutes a Day'

 

Estas quantidades dão para 2 pães como o da foto:

 

2 chávenas de água morna

1 pacote de Fermipan

1/4 de chávena de geleia de agave

1 colher de sopa de mel de rosmaninho

1 colher de sopa de azeite extravirgem suave

1/2 colher de café de canela em pó

1 colher de sopa rasa de sal marinho

1,5 chávenas de farinha de trigo integral

1,5 chávenas de farinha de trigo 55 sem fermento

1,5 chávenas de granola + um pouco para polvilhar (ver receita mais abaixo)

Azeite, manteiga ou spray desmoldante para untar a forma

Ovo batido para pincelar

 

Chávena: 250 ml de capacidade

 

Numa taça grande que tenha tampa, misture a água, o fermento, a geleia de agave, o mel, o azeite, o sal e a canela.

Noutra taça, misture as farinhas e a granola. Junte-as, com a ajuda de uma colher, ao líquido preparado anteriormente. Não precisa de mexer muito ou amassar (este é um no-knead bread), basta ficar uma pasta ligada.

Tape a taça, mas não feche completamente, pouse apenas a tampa, e deixe repousar à temperatura ambiente cerca de 2 horas.

Após este tempo, passe a taça com a totalidade da massa para o frigorífico, onde irá durar cerca de 15 dias, ou prepare de imediato um pão, guardando o resto da massa (a tampa deve manter-se apenas pousada no frigorífico).

Para fazer o pão, unte bem uma forma de bolo inglês não muito grande (12 cm x 22 cm, por exemplo).

Separe metade da massa com as mãos - talvez tenha de enfarinhá-las - molde-a numa bola e coloque-a na forma.

Tape com um pano limpo e deixe levedar num local ameno - se estiver frio, talvez seja boa ideia envolver numa manta polar.

Se a massa tiver estado no frigorífico, deixe assim cerca de 1h 40m, se fizer o pão a seguir à massa ter repousado as duas horas iniciais, deve precisar apenas de 1 hora.

Entretanto pré-aqueça o forno nos 190º. Pincele o topo do pão com ovo batido e espalhe uma mão-cheia de granola.

Leve ao forno durante cerca de 45 minutos.

 

GRANOLA p/ o Pão de Granola

Adaptado do livro 'Artisan Bread in Five Minutes a Day'

 

4 chávenas de flocos de aveia

1/4 de chávena de sementes de sésamo*

3/4 de chávena de frutos secos

3/4 de chávena de coco ralado

1 chávena de sultanas

1/4 de chávena de mel de rosmaninho

1/4 de chávena de geleia de agave

1/4 de chávena de azeite extravirgem suave

2 colheres de sopa de água

1/2 colher de chá de extrato de baunilha

1 colher de café de canela em pó

 

*Usei sementes de sésamo preto e são tramadas, por isso, se usarem dessas, evitem sorrir para alguém depois de comer o pão e antes de escovarem os dentes ;)

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal.

Numa taça grande, junte os líquidos, a baunilha e a canela. Mexa bem.

Envolva nos líquidos os flocos de aveia, as sementes e os frutos secos.

Leve ao forno e vá mexendo de 10 em 10 minutos. Entre os 20 e os 30 minutos de cozedura deverá estar pronta.

Retire do forno e envolva as sultanas. Deixe arrefecer e guarde em frascos.

 

 

 

 

 

 

 

09
Out16

Gulodice pura [Minipavlovas de café]




 
































Mil e uma revisões feitas, detalhes de última hora acertados, livro na gráfica. Alívio!

Para comemorar, umas pavlovas de café a que é praticamente impossível resistir - um pecado da gula assumido e de difícil arrependimento. Soube bem voltar à cozinha e preparar esta coisa boa. Nos últimos tempos, só lá tenho ido basicamente para preparar o jantar. E a correr. Com o ultimar do livro e novos compromissos profissionais a acontecerem em paralelo, tenho andado com pouco tempo para novas publicações, mas já fiz uma promessa a mim mesma: reservar algumas horas, todas as semanas, para me dedicar ao blogue. Se eu não cumprir, puxem-me as orelhas!

E o que dizer destas pequenas maravilhas? Que são uma adaptação de uma receita deste livro de Nigella Lawson e que são deliciosas. Substituí o molho toffee da receita original por molho de chocolate e café e resolvi juntar os bagos de romã, essa fruta tão bonita e sexy, que nesta época do ano nos pisca o olho da prateleira das frutarias ou dos supermercados. Foi a sobremesa para o almoço deste domingo, mas como não éramos muitos à mesa, resolvi usar parte do merengue para fazer suspiros.

Mas voltando ao meu livro: está quase, quase a chegar às livrarias (e posso revelar que terá também uma receita de pavlova!). Estejam atentos à página de facebook do Lume Brando, pois será aí que divulgarei, em primeira mão, a data e o local da sessão de lançamento, assim que estiver confirmada. Uma vez mais, obrigada por estarem desse lado: foram vocês que me proporcionaram esta aventura!















MINIPAVLOVAS DE CAFÉ COM MOLHO DE CHOCOLATE E CAFÉ E BAGAS DE ROMÃ

Para as pavlovas e suspiros
(adaptado de uma receita de Nigella Lawson)

125 g de claras de ovo (cerca de 4)
100 g de açúcar
100 g de açúcar em pó
50 g de açúcar amarelo
2 colheres de chá de café em pó instantâneo (usei dois pacotinhos de Nescafé)
1/2 colher de café de cremor tártaro

Para o molho de chocolate e café

80 g de chocolate de culinária
25 g de água
25 g de café

Para finalizar/decorar:

1 pacote de natas para bater (devem estar bem frias)
Bagos de 1/2 romã
Cacau em pó

Pré-aqueça o forno nos 130º função ventoinha.
Forre dois tabuleiros de forno com papel vegetal.
Numa taça, junte os açúcares, o café em pó instantâneo e o cremor tártaro.
Comece a bater as claras em castelo e, quando estas estiverem a fazer picos suaves, comece a juntar a mistura anterior, colher a colher, continuando a bater. Deve obter um merengue bem espesso, liso e brilhante.
Coloque um pouco de merengue nos cantos do papel vegetal e pressione contra o tabuleiro, para que o papel não fuja nem levante quando estiver a fazer as pavlovas.
Deite colheradas de merengue sobre o papel vegetal dos tabuleiros, bem espaçadas entre si, de forma a fazer cerca de 10 pavlovas pequenas; em alternativa, faça menos pavlovas e use o restante merengue para fazer suspiros - para isso usei um bico estrela largo e um saco de congelação (os sacos de pasteleiro descartáveis que costumo usar tinham acabado!).
Leve a cozer entre 45 a 50 minutos: estão prontos quando se soltarem muito facilmente do papel.
Desligue o forno e deixe a porta entreaberta.

Enquanto arrefecem, aproveite para tratar da romã, do molho de chocolate e das natas.
Para o molho de chocolate, junte os ingredientes numa taça e leve ao micro-ondas cerca de 1 minuto numa potência elevada. Retire e mexa bem. Confira a espessura do molho e, se achar muito espesso, junte mais um pouco de água ou café.
Bata as natas com a batedeira, sem açúcar, até obter picos bem firmes (quando começarem a prender, junte umas gotinhas de limão e verá que ficarão bem consistentes).

Coloque as pavlovas no prato de servir. Com as costas de uma colher, bata no topo de cada pavlova para ganhar espaço para as natas. Coloque uma boa colherada de natas, um fio generoso de molho de chocolate, os bagos de romã e, por fim, polvilhe com cacau em pó. Se sobrarem, sirva à parte o molho, as natas e os bagos de romã, para quem quiser colocar mais.




02
Out16

Outono, não venhas com pressa.

 

Receber todas as semanas um cabaz de frutas e legumes de agricultores locais, para além de uma opção económica e saudável (não são biológicos, mas pelo menos não viajaram quilómetros nem estiveram dias guardados em frigoríficos até chegarem à minha cozinha), é um desafio.

Um desafio porque nunca sabemos exatamente o que nos vai chegar. Há alguns ingredientes clássicos e que raramente falham, como as cebolas e as cenouras, mas depois a seleção nunca é igual e vai variando ao sabor das estações, do tempo e da terra.

Esta receita serviu para aproveitar as primeiras beringelas do ano e, provavelmente, os últimos tomates frescos. Sinais de que o outono está a chegar (não venhas com muita pressa, outono, afinal a primavera e o verão também chegaram atrasados).

 

Com os tomates, fiz molho. Uma dose generosa, que deu para fazer um arroz e para animar peixe estufado. O que sobrou, juntei a beringelas grelhadas neste gratinado. Uma espécie de melanzane parmigiana, mas mais simples e… sem parmesão.

 

Receita e texto publicados no Observador a 16/09/2015.

 

GRATINADO DE BERINGELA

 

Para 4 pessoas como entrada, ou para 2 como refeição principal

 

2 beringelas


2 chávenas de molho de tomate (de preferência caseiro)


1,5 chávenas de queijo cheddar ralado (ou mozzarella)


1 dúzia de tomates cereja (opcional)


Algumas folhas de manjericão


Óregãos secos


Sal

 

Lave as beringelas, corte-as às rodelas e coloque-as num passador salpicadas com sal (este procedimento irá retirar algum travo amargo que as beringelas possam ter; se tiver tempo, deixe-as ficar assim cerca de 1 hora).


Ligue o forno nos 200º.


Grelhe as rodelas de beringela, sem gordura, numa frigideira ou grelhador antiaderente.

Deixe cozinhá-las até ficarem douradas e amolecidas.

Disponha-as num prato de forno, espalhe o molho de tomate e os tomates-cereja e salpique com algumas folhas de manjericão.

Cubra com o queijo e polvilhe com os óregãos.

Leve a gratinar durante cerca de 12 minutos ou até o queijo ficar derretido e o molho estiver a borbulhar.

Sirva com pão e uma salada verde.

 

PS: o livro está avançar a toda a velocidade e o mais certo é que em finais de outubro ou início de novembro, já o possam folhear. Escusado será dizer que estou tão nervosa quanto entusiasmada!

01
Set16

Começar setembro a petiscar.
















Setembro chegou, mas depois de um inverno tão prolongado como este último, acho que ninguém quer ouvir falar de outono.
O tempo parece estar do nosso lado e espero que assim continue nos próximos dias, pois seria sinónimo de um regresso às aulas menos contrariado. Cá em casa não temos crianças com saudades da escola (ainda estou a decidir se isso é bom ou mau), no mais velho há até alguma rejeição. Mas com sol tudo parece mais fácil e enquanto não muda a hora sempre dá para esticar um pouco o tempo de brincadeira, por isso S. Pedro, I'm counting on you!

E é para aproveitarmos o verão até à última gota de cerveja gelada (ou de limonada, para quem preferir), que trago a minha receita de guacamole, provavelmente igual ou parecida a tantas outras. Afinal, guacamole é uma mistura de abacate, tomate e cebola, e é nas ervas e nos temperos que esta receita de origem mexicana normalmente varia. Os cominhos, por exemplo, nem sempre aparecem, mas provei um guacamole com cominhos em casa de um primo, gostei muito e por isso agora uso também (só uma pequena pitada).

Esta é a versão que levei ao Fresquinho, um evento do Festival oito24 em que tive o prazer de participar e de já falei aqui. É uma receita perfeita para o fim de semana que aí vem, até porque daqui a algum tempo os (bons) tomates desaparecem das prateleiras. 

Nas fotos aparecem aperitivos de milho de compra, mas no showcooking servi-os com pão de milho. Aconselho mesmo a experimentarem: torrem fatias de broa de milho, por exemplo, e sirvam-nas como acompanhamento do guacamole: delicioso e bastante mais saudável.

Ah, só por curiosidade, consta que o nome guacamole é uma evolução da palavra original, de um dialeto azteca, que juntava as palavras antigas 'ahucatl' (abacate - aguacate em espanhol) e 'molli' (molho).















GUACAMOLE

1 abacate maduro
2 tomates-chuchamaduros ou 1 tomate coração de boi médio-grande maduro ou o equivalente emtomates-cereja
1 cebola média finamente picada
2 colheres desopa de coentros frescos picados
Sumo de lima ou limão
Azeite qb
Sal marinho qb
Pimenta pretamoída na hora qb
Cominhos em póqb

Descascar e descaroçar o abacate. Regar com sumo de limão (ou lima) e picá-lo finamentesobre uma tábua de cozinha (deve ficar uma espécie de puré grosseiro),passando-o depois para uma taça.
Picar a cebola e o tomate finamente e juntarao abacate. Mexer bem e juntar um fio de azeite, uma pitada de sal e pimentapreta, um pouquinho de cominhos em pó e mais sumo de limão ou lima, se for caso disso.Juntar por fim os coentros picados. Envolver tudo muito bem, provar e retificaros temperos e passar para a taça de servir.
Acompanhar com aperitivos de milho ('tortilhas') ou fatias de pão de milho torrado.

Receita atualizada em 6/9/2016.


Teresa Rebelo

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