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Lume Brando

21
Jul17

Receita adiada, mas não esquecida [Gelado de figo e vinho do Porto]

 

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Estamos em pleno verão, mas este foi o primeiro gelado que fiz este ano. Ando a tentar controlar-me nas sobremesas, que isto depois dos 40... parece que se engorda só com o ar que respiramos 😂

 

É uma receita que tinha há anos - literalmente, há anos - marcada num livro da Bimby. Não é no livro base, mas sim num livro chamado "O melhor da nossa equipa", que recebi de oferta por ter indicado uma pessoa à minha agente Bimby e essa pessoa ter comprado a máquina. 

 

Volta e meia folheava o livro - tem imensas receitas tentadoras - e lá via a página do gelado de figo com o post-it em cima. Não consigo encontrar uma explicação objetiva para ter demorado tanto tempo a experimentá-la. Talvez porque os figos secos não fossem algo que comprasse regularmente e por isso nunca tinha em casa o ingrediente chave da receita.

 

Mas desde que fiz pela primeira vez estas trufas de figo, amêndoa e chocolate - e que são a minha perdição - não posso ver figos secos sem trazer alguns comigo, seja na feira semanal onde às vezes vou, seja por exemplo no Lidl, onde comprei os que usei aqui.

 

Figos no armário, um restinho de vinho do Porto caseiro que me tinham oferecido e muita vontade de fazer um gelado, já que estamos no tempo deles: estavam reunidas as condições para experimentar a tão adiada receita.

 

Adaptei-a ligeiramente, diminuindo ao açúcar e substituindo parte do mesmo por mel. Também demolhei os figos no Vinho do Porto, em vez de juntar o vinho do Porto mais tarde. É um gelado rico e muito cremoso, devido não só às natas como às gemas: não usei sorveteira e o gelado ficou com uma textura ótima, sem cristais de gelo. 

 

Dá uma sobremesa bem bonita num jantar de verão de inspiração mediterrânica. Sirva com amêndoa tostada ou nozes picadas, ainda que umas bolachinhas finas a acompanhar, tipo 'telhas', também não fiquem nada mal!

 

Bom fim de semana, de preferência com gelados pelo meio 😋

 

PS: é uma receita que rende imenso.

 

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GELADO DE FIGO E VINHO DO PORTO

Adaptado do livro Bimby "O melhor da nossa equipa" 

 

250 g de figos secos

600 g de natas p/ bater (3 embalagens) - devem estar bem frias

11 gemas

Cerca de 50 ml de vinho do Porto

140 g de mel de rosmaninho

100 g de açúcar amarelo

 

Retire os pés aos figos, coloque-os numa taça com o vinho do Porto e deixe macerar durante cerca de 30 minutos (os meus figos eram bastante húmidos, como costumamos encontrar as ameixas secas, estão a ver? Pelo que não senti necessidade de estarem todos cobertos pelo vinho do Porto, ia mexendo de vez em quando; se usarem dos figos mais secos, enfarinhados, por exemplo, talvez necessitem de usar mais vinho do Porto, escorrendo-o antes de juntar à base do gelado).

No copo de um robot de cozinha com aquecimento, coloque as gemas, o mel e o açúcar. Programe na temperatura 70º durante 5 minutos a uma velocidade média-baixa. Junte os figos e triture durante um minuto na mesma velocidade. Deixe arrefecer.

Bata as natas em chantilly, sem açúcar, até ficarem bem consistentes (para ficarem bem 'presas', junte um fio de sumo de limão a meio do processo). Junte a mistura de figo e gemas ao chantilly, envolvendo bem mas sem bater. Verta para o(s) recipiente(s) e leve ao congelador.

 

Nota: se quiser usar o robot para bater as natas, deve começar por este passo reservando-as de imediato no frigorífico.

 

07
Jul17

Criançada de férias [e umas espetadinhas saudáveis de salsichas Nobre]

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Pestinhas de férias aí por casa? Por aqui, sim!

E se todos os anos costuma ser complicado conseguir trabalhar em casa com os dois sempre a solicitarem a mãe (ou a pegarem-se), este ano, pela primeira vez, senti que estão bastante autónomos e que já não chamam por mim de cinco em cinco minutos. Nem tudo é mau na pré-adolescência.

 

Preparam o(s) lanche(s) sozinhos - estão na fase em que a fome é algo permanente e precisam de comer de hora em hora, o que chega a ser desesperante. Não sei se por aí é igual, mas os meus, com 10 e 12 anos, passado uma hora de terem almoçado, já estão a dizer "Tenho fome" e pouco depois, disparam a pergunta sacramental: "Mãe, o que vai ser o jantar?" E é nesta altura que penso que sou uma mãe e dona de casa péssima, que não planeio nada com tempo, porque não faço a mínima ideia do que vou cozinhar na refeição seguinte 😂

 

Bem, felizmente há soluções que nos ajudam a preparar qualquer coisa em três tempos sem ficarmos com peso na consciência por não serem saudáveis. É o caso das novas salsichas com baixo teor de gordura de frango e de peru da Nobre. Uma gama de salsichas com menos de 3% de gordura, sem aditivos, nem lactose, nem glúten. E quem são os miúdos que não gostam de salsichas?

 

A pensar nos mais novos (mas não só!) bem como nesta época em que apetece conviver e aproveitar os dias compridos, preparei estas mini-espetadas de salsicha com tomate-cereja e de salsicha com abacaxi. Muito fáceis e rápidas de fazer, dão vida a uma mesa de verão.

 

Bom fim de semana!

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MINI-ESPETADAS DE SALSICHA COM TOMATE-CEREJA E ABACAXI

 

Para cerca de 30

 

1 embalagem (zona de frios) de salsichas 100% frango ou 100% peru baixo teor de gordura Nobre

15 tomatinhos cereja

Cerca de 1/4 de abacaxi

Pimenta preta acabada de moer qb

Sal qb

Azeite qb

1 dente de alho

1 fio de sumo de limão

1/2 dúzia de folhas de manjericão, mais algumas para servir

 

Vai precisar ainda de 30 palitos pequenos

 

Descasque e corte o abacaxi em pequenos pedaços. Lave os tomates-cereja.

Corte as salsichas em rodelas.

Monte as espetadinhas, fazendo metade de salsicha e tomate-cereja e a outra metade de salsicha e abacaxi.

Aqueça ao lume um grelhador ou frigideira antiaderente grande, unte com azeite e disponha as espetadinhas. Tempere-as com um pouco de sal e pimenta preta. Deixe cozinhar até ganharem cor e começarem a caramelizar.

Sirva as espetadinhas salpicadas com um azeite aromatizado com alho e manjericão (não se vê na foto, mas fica ótimo): no almofariz, coloque duas ou três colheres de sopa de azeite, 1 fio de sumo de limão, 1 dente de alho picadinho e o manjericão também picado. Triture tudo muito bem e regue por cima das espetadas.

 

 

 

05
Jul17

O azar e a sorte [e um gelado de cenoura diferente]

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Uma das primeiras coisas que fiz quando comecei a trabalhar para o livro ["Estava Tudo Ótimo!, lançado em outubro do ano passado], foi comprar um disco de armazenamento de dados externo. O meu maior medo era perder as imagens das sessões fotográficas que fazia e que tanto trabalho me davam.

 

Outra das medidas que tomei foi a de aumentar a memória do meu portátil. Assim, podia manter as fotos no computador e ter uma cópia das mesmas no disco externo, não fosse o diabo tecê-las. E assim aconteceu durante cerca de um ano e meio, que foi o tempo de gestação do projeto. Assim que entreguei todo o material fotográfico à editora, suspirei de alívio. Mas por essa altura, depois de mais de duas mil imagens em máxima resolução descarregadas para o computador, este começou a arrastar-se, não sei se também fruto da idade. Não conseguia trabalhar e tive de fazer uma limpeza radical. Com as imagens para o livro entregues, certifiquei-me de que tinha passado tudo para o disco, mesmo as fotos que não tinham sido escolhidas, e apaguei-as do computador.

 

Passado poucos meses, o disco avariou-se. Não conseguia abrir as pastas, parecia ter desaparecido tudo, um desespero. Era também no disco que estavam as fotos das férias mais recentes, as fotos das últimas festas de aniversário dos miúdos e de muitas outras ocasiões importantes. Levado o disco a especialistas, a única solução, segundo aqueles, era tentar uma recuperação de dados que, no caso de ser bem sucedida, custaria cerca de mil euros. Fiquei destroçada. Mas concluí que não era sensato gastar tanto dinheiro, mesmo que parte da nossa memória visual familiar ficasse para sempre perdida.

 

Mas se é verdade que fiquei inconsolável na altura, senti-me ao mesmo tempo aliviada. Só pensava na sorte que tinha tido em não ter perdido nenhum do trabalho para o livro ao longo do processo. Em cada sessão, para além das fotos ao conjunto das receitas, fotograva cada uma delas individualmente e chegava a fazer mais de uma dúzia de disparos em cada uma. Tinha por isso outras imagens deste gelado de cenoura que vos trago hoje. Mas só sobraram estas: as selecionadas para figurar no livro.

 

Com o calor a pedir coisas fresquinhas, achei que o facto de ter apenas duas fotos do gelado não era desculpa para não publicar a receita no blogue. E aqui está ela: um gelado de cenoura diferente, feito com iogurtes de soja e adoçado com xarope de agave. Para os mais gulosos, segue uma receita de um molho de chocolate pecaminoso, que fica igualmente bem com crepes e panquecas. E que no meio dos nossos azares, haja sempre uma pontinha de sorte!

 

gelado_cenoura1.jpg

 

GELADO DE CENOURA

[sem lactose]

 

 Faz cerca de 800 ml de gelado

 

400 g de cenoura (pesada depois de descascada)

1 pau de canela

1 pedaço de casca de laranja

20 ml de licor de laranja

2 iogurtes de soja naturais

5-6 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante

  

Com antecedência, coza as cenouras partidas às rodelas num tacho com água, um pau de canela, a casca e o licor de laranja. Quando estiverem bem macias (deve demorar cerca de 1 hora e 15 minutos), escorra e deixe arrefecer. Depois de frias, coloque-as num saco plástico limpo e leve ao congelador.

Quando quiser fazer o gelado, retire o saco das cenouras do congelador e bata com ele na bancada da cozinha para que as rodelas se soltem. Coloque-as num robot de cozinha, juntamente com os dois iogurtes de soja e a geleia de agave. Triture muito bem até obter um gelado uniforme e macio. Está pronto a servir, de preferência com um fio de molho de chocolate por cima.

 

Notas:

- Pode trocar os iogurtes de soja por iogurtes naturais tipo grego;

- A geleia de agave é um adoçante com baixo índice glicémico e uma alternativa ao mel para quem segue uma dieta vegan, no entanto, à semelhança do açúcar deve ser consumido com moderação, pois apresenta elevado teor de frutose; o seu poder adoçante é superior ao açúcar, por isso tenha atenção ao usá-lo;

- Pode congelar o gelado depois de pronto, mas uma vez que não leva natas e não foi à máquina de fazer gelados, nunca ficará tão cremoso como acabado de fazer.

 

__________________________________________________

 

MOLHO DE CHOCOLATE

Receita do Chef Luís Francisco

 

250 ml de açúcar

125 ml de água

1 pedaço de casca de limão

1 pau de canela

50 g de cacau em pó

1/2 colher de sopa de manteiga

  

Num tachinho de fundo espesso coloque a água, o açúcar, o pau de canela e a casca de limão. Leve ao lume em temperatura média ou média-alta, e deixe ficar, sem mexer. Vá estando atento, e assim que começar a fervilhar, com bolhas por toda a superfície, conte três minutos. Retire do lume e descarte o pau de canela e a casca de limão. Junte o cacau em pó (o tacho não deve ser muito baixo, pois neste passo a calda tem tendência a subir) e mexa bem com um batedor de varas até o cacau estar bem dissolvido. Leve de novo ao lume até ferver e mexendo sempre. Retire do lume e junte a manteiga, mexendo até estar bem derretida e envolvida por todo. Coe e guarde num frasco hermético. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico. Dura várias semanas. Sempre que quiser usar, aqueça a porção de molho necessário e coe-o antes de servir para eliminar eventuais cristais de açúcar.

 

 

01
Jul17

Adoramos a nossa Gastronomia com Coca-Cola [e uma receita de lulas]

coca-cola-lulas_garrafas_cortadas.jpg

 

coca-cola_alternativa_b.jpg

 

Por que não aproveitar o verão para ficarmos a conhecer melhor a nossa gastronomia, tão rica e saborosa? A Coca-Cola achou que isso era uma ótima ideia e pelo 3º ano consecutivo lança uma iniciativa que vai percorrer todo o país, no sentido de serem eleitos os sabores mais representativos de cada região, bem como os melhores restaurantes a confecionar esses pratos, através da votação dos consumidores.

 

"Adoramos a nossa Gastronomia com Coca-Cola" é o mote da ação, que no final irá destacar 12 sabores e 12 restaurantes, um por cada uma das 12 regiões portuguesas a concurso, e que conta com António Vieira como Chef Embaixador.

 

O pontapé de saída foi dado na região do Algarve, e os pratos que poderão ser votados de forma a ser eleito "o sabor da região" são o Arroz de Lingueirão, a Cataplana e as Lulas à Algarvia (podem encontrar a receita da minha versão das Lulas no final do post!).

 

No site Lifecooler, parceiro da iniciativa, ou em www.adoramosanossagastronomia.pt ficam a saber tudo sobre esta grande homenagem da Coca-Cola à cozinha regional portuguesa, nomeadamente os restaurantes participantes de cada região, onde vão poder deliciar-se com estes pratos. Aqui, encontram também as datas e as formas de votação. Esta tanto pode ser por sms, no momento da degustação do(s) prato(s) num dos restaurantes a concurso, ou em www.adoramosanossagastronomia.pt. Mas atenção: para cada região há datas específicas de participação/votação. Como já referi, a primeira região – Algarve - já está em fase de votação. A última região a entrar na corrida é o Porto, de 2 a 22 de outubro:

 

coca-cola-datas.jpg

Para além de ser uma oportunidade especial para se provar os pratos emblemáticos de cada região, este concurso tem ainda prémios para os participantes! Aos primeiros três consumidores que votarem através de sms em cada dia de ativação, a Coca-Cola oferece a Coca-Cola com que o consumidor acompanhou a sua refeição. E quem, para além da votação por sms, votar também em www.adoramosanossagastronomia.pt , recebe um código com 10% de desconto em produtos Lifecooler. Já todos os que votarem através do site ficarão habilitados não só ao sorteio de cinco convites-duplos para um jantar de degustação dos sabores da sua região, confecionado pelo Chef António Vieira, como a um sorteio de cinco vouchers, no valor de €30 cada, para usar em compras no site Lifecooler.

 

Agora, é só procurarem as datas e os restaurantes participantes e partirem à (re)descoberta dos sabores da vossa terra - e de outras regiões também, por que não? Estou certa de que vai ser uma aventura deliciosa, a fechar com chave de ouro: com o Festival "Adoramos a nossa Gastronomia com Coca-Cola", a realizar no Porto em Novembro!

 

Para vos abrir o apetite e deixar-vos com vontade de saber mais sobre esta iniciativa, bem como de provar as especialidades regionais portuguesas, resolvi cozinhar umas Lulas à Algarvia. Como encontrei diversas receitas, todas com algumas variantes entre si, resolvi fazer um mix e aqui está a minha versão. Bom apetite! E tchim-tchim... com Coca-Cola!

coca-cola-lulas_10.jpg

LULINHAS À ALGARVIA - A MINHA VERSÃO

Para 3/4 pessoas como prato principal ou 6 pessoas como petisco

 

1,4 kg de lulas pequenas limpas

1 cebola pequena

2 dentes de alho

2 folhas de louro

6 rodelinhas de chouriço

1/2 copo de vinho branco

Azeite qb

Pimentão doce qb

Piri-piri qb

Sal qb

Salsa picada qb

Rodelas ou quartos de limão para servir

 

Leve a cozer as lulas em água temperada com sal, uma folha de louro e a cebola.

Quando estiverem tenras, escorra-as (pode aproveitar a água para juntar às lulas ou até para fazer um arroz).

Numa frigideira, coloque um fio de azeite, deixe aquecer e junte os dois dentes de alho picados, a outra folha de louro e as rodelinhas de chouriço. Deixe ganhar um pouco de cor. Adicione as lulas, tempere com um pouco sal, pimentão doce e piri-piri e deixe saltear. Refresque com o vinho branco e deixe cozinhar mais um pouco. Se achar que está a ficar muito seco, pode juntar um pouco da água da cozedura. Retifique os temperos e junte salsa picada. Retire do lume, coloque no prato de servir, decore com limão e polvilhe com mais salsa picada. Sirva com batata cozida para prato principal, ou com pão saloio como petisco.

 

Teresa Rebelo

foto do autor

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