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Lume Brando

29
Out16

Estava Tudo Ótimo! [Vídeo]

 

Hoje não vos trago uma receita, ou melhor, até trago várias, dentro deste pequeno vídeo, que fiz para divulgar o meu livro, "Estava Tudo Ótimo!". 

 

Foi muito divertido fazer o vídeo, desde logo porque pude contar com a cumplicidade de alguns amigos. Posso garantir-vos de que, no final, ficámos mesmo à volta da mesa, a conversar e a comer!

 

Aproveito para relembrar que a Sessão de Apresentação do livro será no dia 5 de novembro, às 17h, na Fnac do NorteShopping. Apareçam!

 

29
Out16

O livro!

livro_foto_capa_fb.jpg

 

Uma aventura que começou em janeiro de 2015. Primeiro houve um email, que me deixou muito surpreendida, depois houve um encontro com uma das responsáveis pela Matéria-Prima Edições.

 

O proposta para escrever um livro demorou a ser digerida, mas a resposta acabou por se tornar evidente na minha cabeça: sim!

 

A partir daí, começou a gigantesca tarefa de pensar no conceito, imaginar as receitas, escolher os temas, testar as receitas, descartá-las, melhorá-las, voltar a cozinhá-las para as sessões fotográficas. Pensar nas decorações, nas mesas e nos ambientes que iria fotografar. Redigir os textos, as receitas, escolher fotografias, perceber que podia ter feito diferente ou melhor. Muitas angústias, muitas noitadas.

 

Em junho de 2016 estava o material todo entregue. O alívio durou pouco tempo, pois no final de agosto começou a saga das revisões. Leituras consecutivas, anotações, pedidos de correções. Um vai e vem de PDF's e documentos Word.

 

No iníco de outubro, o livro entra finalmente na gráfica. No dia 27 desse mesmo mês é colocado à venda nas principais livrarias de todo o país. O meu coração quase explode de alegria por ver nas minhas mãos o resultado de meses e meses de trabalho. Trabalho esse que aconteceu sempre em paralelo com uma série compromissos profissionais e de voluntariado.

 

Não foi fácil. Mas valeu a pena. O livro está lindo (sei que sou supeita mas o mérito do design é todo do Pedro Fernandes, que criou também a capa).

 

O feedback tem sido muito positivo e sinto que o livro reflete o meu estilo de cozinha e a essência do Lume Brando: receitas fáceis mas vistosas, mesas simples mas bonitas, ambientes perfeitos para receber a família e os amigos. Que, estou certa, no final irão dizer "Estava Tudo Ótimo!".

 

O livro encontra-se à venda nas livrarias e em hipermercados de todo o país, incluindo nas livrarias online.

 

Mesa_infantil_iced_mesa.jpg

 

 

 

 

21
Out16

O Lume Brando mudou de casa [Pão de Granola]

pao_granola-inteira1.jpg

 

pao_granola_mix1.jpg

 

Este é o primeiro post que faço na nova casa do Lume Brando. A partir de agora, o Lume Brando é, orgulhosamente, um blogue do Sapo.

E como está a ficar crescido,  já tem quase 12 anos, achei que estava na hora de lhe dar um domínio próprio: www.lumebrando.com

 

Antes de passar à receita - um pão de granola delicioso - quero agradecer a toda a equipa do SAPO BLOGS, que foi incansável - posso mesmo dizer que foram espetaculares - a tratar de todo o processo de migração e operacionalização do novo domínio. Ainda há algumas arestas por limar, mas agora, com tempo, iremos pôr o Lume Brando ainda mais catita.

 

Quanto ao pão, foi uma feliz coincidência, pois não tinha a certeza de quando poderia começar a publicar aqui. Como há uma frase antiga e sábia que diz que nenhuma casa é verdadeiramente um lar antes de nela se cozer pão, fico muito feliz pela primeira receita do Lume Brando, enquanto blogue do SAPO, ser um pão. Um pão de outono, rico, excelente para comer ao pequeno-almoço.

 

No domingo que passou, Dia Mundial do Pão, decidi cozer um pão de castanha mas não resultou muito bem. Ficou bonito, mas o sabor e a textura não convenceram. Quero aperfeiçoar essa receita, mas como não tinha mais farinha de castanha em casa, resolvi fazer outra experiência. Desta vez, recorri ao antiguinho Artisan Bread in Five Minutes a Day e deparei-me com uma curiosa receita de pão de granola. Achei-a perfeita para esta altura do ano.

 

Segui a receita de granola que também consta do livro e sobre esta, ao contrário do pão, de que gostei mesmo muito, tenho sentimentos contraditórios: acho que é ótima, de facto, para usar no pão, mas para comer com leite e iogurte não é, de todo, das minhas favoritas - prefiro a que irá sair no meu livro ;) e um dia destes vou experimentar fazer o pão com ela. Em todo o caso, deixo tanto a receita do pão como da granola. O pão é delicioso acabado de sair do forno. No dia seguinte continua ótimo, mas torrado é uma perdição!

 

Aproveito ainda para relembrar que o meu livro - Estava tudo ótimo! - chega às livrarias no próximo dia 27 de outubro! Em todo o caso, já se encontra em pré-venda na Wook e na Fnac. A sessão de apresentação do livro será no dia 5 de novembro, às 17h, na Fnac do NorteShopping. Ficarei muito feliz com a vossa presença!

pao_granola_inteira2.jpg

 

PÃO DE GRANOLA

Adaptado do livro 'Artisan Bread in Five Minutes a Day'

 

Estas quantidades dão para 2 pães como o da foto:

 

2 chávenas de água morna

1 pacote de Fermipan

1/4 de chávena de geleia de agave

1 colher de sopa de mel de rosmaninho

1 colher de sopa de azeite extravirgem suave

1/2 colher de café de canela em pó

1 colher de sopa rasa de sal marinho

1,5 chávenas de farinha de trigo integral

1,5 chávenas de farinha de trigo 55 sem fermento

1,5 chávenas de granola + um pouco para polvilhar (ver receita mais abaixo)

Azeite, manteiga ou spray desmoldante para untar a forma

Ovo batido para pincelar

 

Chávena: 250 ml de capacidade

 

Numa taça grande que tenha tampa, misture a água, o fermento, a geleia de agave, o mel, o azeite, o sal e a canela.

Noutra taça, misture as farinhas e a granola. Junte-as, com a ajuda de uma colher, ao líquido preparado anteriormente. Não precisa de mexer muito ou amassar (este é um no-knead bread), basta ficar uma pasta ligada.

Tape a taça, mas não feche completamente, pouse apenas a tampa, e deixe repousar à temperatura ambiente cerca de 2 horas.

Após este tempo, passe a taça com a totalidade da massa para o frigorífico, onde irá durar cerca de 15 dias, ou prepare de imediato um pão, guardando o resto da massa (a tampa deve manter-se apenas pousada no frigorífico).

Para fazer o pão, unte bem uma forma de bolo inglês não muito grande (12 cm x 22 cm, por exemplo).

Separe metade da massa com as mãos - talvez tenha de enfarinhá-las - molde-a numa bola e coloque-a na forma.

Tape com um pano limpo e deixe levedar num local ameno - se estiver frio, talvez seja boa ideia envolver numa manta polar.

Se a massa tiver estado no frigorífico, deixe assim cerca de 1h 40m, se fizer o pão a seguir à massa ter repousado as duas horas iniciais, deve precisar apenas de 1 hora.

Entretanto pré-aqueça o forno nos 190º. Pincele o topo do pão com ovo batido e espalhe uma mão-cheia de granola.

Leve ao forno durante cerca de 45 minutos.

 

GRANOLA p/ o Pão de Granola

Adaptado do livro 'Artisan Bread in Five Minutes a Day'

 

4 chávenas de flocos de aveia

1/4 de chávena de sementes de sésamo*

3/4 de chávena de frutos secos

3/4 de chávena de coco ralado

1 chávena de sultanas

1/4 de chávena de mel de rosmaninho

1/4 de chávena de geleia de agave

1/4 de chávena de azeite extravirgem suave

2 colheres de sopa de água

1/2 colher de chá de extrato de baunilha

1 colher de café de canela em pó

 

*Usei sementes de sésamo preto e são tramadas, por isso, se usarem dessas, evitem sorrir para alguém depois de comer o pão e antes de escovarem os dentes ;)

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal.

Numa taça grande, junte os líquidos, a baunilha e a canela. Mexa bem.

Envolva nos líquidos os flocos de aveia, as sementes e os frutos secos.

Leve ao forno e vá mexendo de 10 em 10 minutos. Entre os 20 e os 30 minutos de cozedura deverá estar pronta.

Retire do forno e envolva as sultanas. Deixe arrefecer e guarde em frascos.

 

 

 

 

 

 

 

09
Out16

Gulodice pura [Minipavlovas de café]




 
































Mil e uma revisões feitas, detalhes de última hora acertados, livro na gráfica. Alívio!

Para comemorar, umas pavlovas de café a que é praticamente impossível resistir - um pecado da gula assumido e de difícil arrependimento. Soube bem voltar à cozinha e preparar esta coisa boa. Nos últimos tempos, só lá tenho ido basicamente para preparar o jantar. E a correr. Com o ultimar do livro e novos compromissos profissionais a acontecerem em paralelo, tenho andado com pouco tempo para novas publicações, mas já fiz uma promessa a mim mesma: reservar algumas horas, todas as semanas, para me dedicar ao blogue. Se eu não cumprir, puxem-me as orelhas!

E o que dizer destas pequenas maravilhas? Que são uma adaptação de uma receita deste livro de Nigella Lawson e que são deliciosas. Substituí o molho toffee da receita original por molho de chocolate e café e resolvi juntar os bagos de romã, essa fruta tão bonita e sexy, que nesta época do ano nos pisca o olho da prateleira das frutarias ou dos supermercados. Foi a sobremesa para o almoço deste domingo, mas como não éramos muitos à mesa, resolvi usar parte do merengue para fazer suspiros.

Mas voltando ao meu livro: está quase, quase a chegar às livrarias (e posso revelar que terá também uma receita de pavlova!). Estejam atentos à página de facebook do Lume Brando, pois será aí que divulgarei, em primeira mão, a data e o local da sessão de lançamento, assim que estiver confirmada. Uma vez mais, obrigada por estarem desse lado: foram vocês que me proporcionaram esta aventura!















MINIPAVLOVAS DE CAFÉ COM MOLHO DE CHOCOLATE E CAFÉ E BAGAS DE ROMÃ

Para as pavlovas e suspiros
(adaptado de uma receita de Nigella Lawson)

125 g de claras de ovo (cerca de 4)
100 g de açúcar
100 g de açúcar em pó
50 g de açúcar amarelo
2 colheres de chá de café em pó instantâneo (usei dois pacotinhos de Nescafé)
1/2 colher de café de cremor tártaro

Para o molho de chocolate e café

80 g de chocolate de culinária
25 g de água
25 g de café

Para finalizar/decorar:

1 pacote de natas para bater (devem estar bem frias)
Bagos de 1/2 romã
Cacau em pó

Pré-aqueça o forno nos 130º função ventoinha.
Forre dois tabuleiros de forno com papel vegetal.
Numa taça, junte os açúcares, o café em pó instantâneo e o cremor tártaro.
Comece a bater as claras em castelo e, quando estas estiverem a fazer picos suaves, comece a juntar a mistura anterior, colher a colher, continuando a bater. Deve obter um merengue bem espesso, liso e brilhante.
Coloque um pouco de merengue nos cantos do papel vegetal e pressione contra o tabuleiro, para que o papel não fuja nem levante quando estiver a fazer as pavlovas.
Deite colheradas de merengue sobre o papel vegetal dos tabuleiros, bem espaçadas entre si, de forma a fazer cerca de 10 pavlovas pequenas; em alternativa, faça menos pavlovas e use o restante merengue para fazer suspiros - para isso usei um bico estrela largo e um saco de congelação (os sacos de pasteleiro descartáveis que costumo usar tinham acabado!).
Leve a cozer entre 45 a 50 minutos: estão prontos quando se soltarem muito facilmente do papel.
Desligue o forno e deixe a porta entreaberta.

Enquanto arrefecem, aproveite para tratar da romã, do molho de chocolate e das natas.
Para o molho de chocolate, junte os ingredientes numa taça e leve ao micro-ondas cerca de 1 minuto numa potência elevada. Retire e mexa bem. Confira a espessura do molho e, se achar muito espesso, junte mais um pouco de água ou café.
Bata as natas com a batedeira, sem açúcar, até obter picos bem firmes (quando começarem a prender, junte umas gotinhas de limão e verá que ficarão bem consistentes).

Coloque as pavlovas no prato de servir. Com as costas de uma colher, bata no topo de cada pavlova para ganhar espaço para as natas. Coloque uma boa colherada de natas, um fio generoso de molho de chocolate, os bagos de romã e, por fim, polvilhe com cacau em pó. Se sobrarem, sirva à parte o molho, as natas e os bagos de romã, para quem quiser colocar mais.




02
Out16

Outono, não venhas com pressa.

 

Receber todas as semanas um cabaz de frutas e legumes de agricultores locais, para além de uma opção económica e saudável (não são biológicos, mas pelo menos não viajaram quilómetros nem estiveram dias guardados em frigoríficos até chegarem à minha cozinha), é um desafio.

Um desafio porque nunca sabemos exatamente o que nos vai chegar. Há alguns ingredientes clássicos e que raramente falham, como as cebolas e as cenouras, mas depois a seleção nunca é igual e vai variando ao sabor das estações, do tempo e da terra.

Esta receita serviu para aproveitar as primeiras beringelas do ano e, provavelmente, os últimos tomates frescos. Sinais de que o outono está a chegar (não venhas com muita pressa, outono, afinal a primavera e o verão também chegaram atrasados).

 

Com os tomates, fiz molho. Uma dose generosa, que deu para fazer um arroz e para animar peixe estufado. O que sobrou, juntei a beringelas grelhadas neste gratinado. Uma espécie de melanzane parmigiana, mas mais simples e… sem parmesão.

 

Receita e texto publicados no Observador a 16/09/2015.

 

GRATINADO DE BERINGELA

 

Para 4 pessoas como entrada, ou para 2 como refeição principal

 

2 beringelas


2 chávenas de molho de tomate (de preferência caseiro)


1,5 chávenas de queijo cheddar ralado (ou mozzarella)


1 dúzia de tomates cereja (opcional)


Algumas folhas de manjericão


Óregãos secos


Sal

 

Lave as beringelas, corte-as às rodelas e coloque-as num passador salpicadas com sal (este procedimento irá retirar algum travo amargo que as beringelas possam ter; se tiver tempo, deixe-as ficar assim cerca de 1 hora).


Ligue o forno nos 200º.


Grelhe as rodelas de beringela, sem gordura, numa frigideira ou grelhador antiaderente.

Deixe cozinhá-las até ficarem douradas e amolecidas.

Disponha-as num prato de forno, espalhe o molho de tomate e os tomates-cereja e salpique com algumas folhas de manjericão.

Cubra com o queijo e polvilhe com os óregãos.

Leve a gratinar durante cerca de 12 minutos ou até o queijo ficar derretido e o molho estiver a borbulhar.

Sirva com pão e uma salada verde.

 

PS: o livro está avançar a toda a velocidade e o mais certo é que em finais de outubro ou início de novembro, já o possam folhear. Escusado será dizer que estou tão nervosa quanto entusiasmada!

Teresa Rebelo

foto do autor

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