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Lume Brando

29
Abr16

A primavera, finalmente.



















Gloriosa primavera.
Finalmente começamos a sentir-te. E sabes tão bem!
Ainda não vais segura, mas já vais formosa.
Confesso que ainda me surpreendo com a tua luminosidade ao fim do dia. Depois deste inverno que parecia não querer acabar, ainda estranho sair de casa sem casaco grosso ou guarda-chuva. Mas, como dizia Fernando Pessoa nos seus tempos de publicitário sobre uma conhecida marca de refrigerante, "primeiro estranha-se e depois entranha-se". E eu cá estou, pronta para usufruir das coisas boas da época entranhadas nos meus dias: a temperatura amena, a roupa mais leve, o semblante desanuviado das pessoas na rua, a vontade de planear saídas e atividades com os rapazes, um café numa esplanada, as receitas com fruta da estação.

Esta galette foi a receita que levei esta semana ao programa Olá Maria, no Porto Canal (quem segue o Lume Brando no facebook já a tinha visto, numa foto de telemóvel!) e é um brinde à minha estação do ano preferida, com morangos como protagonistas.
E apesar de rústica e tosca, esta tarte também pode ser um mimo para as mães, cujo dia se celebra já este domingo. Afinal, os filhos também nunca são perfeitos ;)


GALETTE DE MORANGOS MARINADOS EM BALSÂMICO

Para a massa:
100 g de farinhas/ fermento
50 g de farinhade amêndoa (amêndoa com pele moída)
50 g de manteigafria partida em pedaços
1 colher desobremesa de açúcar amarelo
1 ovo pequeno

Para o recheio:
500 g demorangos
2 colheres desopa de vinagre balsâmico
4 colheres desopa de açúcar amarelo
Uma mão cheia deamêndoas laminadas

Raspa de limãopara polvilhar no final
Folhinhas dehortelã para decorar


No mínimo comuma hora de antecedência, lave, seque e tire os pés aos morangos, corte-os ameio e coloque-os numa taça juntamente com o açúcar e o vinagre balsâmico. Devez em quando mexa-os e envolva-os na calda.

Entretantoprepare a massa: coloque todos os ingredientes numa taça grande e amasse com aspontas dos dedos até obter uma massa moldável. Forme uma bola achatada, envolvaem película aderente e leve a frigorífico durante cerca de 30 minutos.

Pré-aqueça oforno nos 160º ventoinha (ou 180º se o seu forno não tiver ventoinha).
Retire a massado frigorífico e estique-a em forma de círculo sobre uma superfície enfarinhadae com a ajuda de um rolo de cozinha, deve obter um círculo grande (pode ser tosco e irregular, até tem mais graça!), com umaespessura de cerca de 2 mm, no máximo. Passe a massa com cuidado para um tabuleiroforrado com papel vegetal.

Escorra osmorangos e espalhe-os na massa, deixando uma margem larga a toda a volta.
Dobreesta margem de massa para o interior da tarte.
Leve ao forno naposição médio cerca de 45 minutos. Uns 15 minutos antes de terminar a cozedura,espalhe algumas amêndoas laminadas e leve de novo ao forno.

Sirva morna oufria polvilhada com raspa de limão, decorada com folhinhas de hortelã eacompanhada de iogurte natural, mascarpone ou natas batidas.

Nota: esta não é uma tarte muito doce, os mais gulosos talvez queiram polvilhá-la com um pouco de açúcar antes de ir ao forno.

Mais receitas de galettes:
Galette de figos, amêndoas e mel
Minigalette de legumes
Petit galettes de ameixa e framboesa
Galette de ameixas e framboesas




20
Abr16

Almoço [delicioso] para 1.
















Se eu podia ser vegetariana? Podia. Se eu podia ser vegan? Não.
Seria muito, mas muito complicado, não poder comer ovos ou derivados do leite.
Se o tivesse de fazer por algum motivo sério de saúde, bom, lá teria de ser, mas a mudança iria ser bastante custosa, tenho a certeza.

Não poder comer uma omelete suculenta e rica, como esta, feita com ovos caseiros? Não quero sequer imaginar.

Ultimamente, tenho almoçado mais vezes em casa, sozinha, e se em muitos dias há sobras da noite anterior, de vez em quando tenho de improvisar algo de propósito (para não atacar os cereais ou as papas que ainda aparecem aqui por casa).

Esta omelete foi um dos pratos do dia desta semana e resultou num dos melhores almoços solitários de sempre. Rápida e deliciosa, recheada com os cogumelos shiitake prontos a comer da Casa do Chascada, um projeto de que já vos falei neste post.

Uma receita a repetir. Para um, dois, ou mais.

















OMELETE COM COGUMELOS SHIITAKE DE CONSERVA

2 ovos, preferencialmente caseiros
1 colher de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de leite
1/4 de uma cebola pequena picada finamente
Sal qb
Pimenta preta acabada de moer qb
2 colheres de sopa de cogumelos shiitake em azeite bem escorridos
Azeite para untar a sertã

Parta os ovos para uma taça média, junte o leite e bata muito bem com um garfo (o leite torna a omelete mais fofa).
Junte a cebola picadinha, a salsa também picada e tempere com sal e pimenta preta.
Unte uma sertã antiaderente com azeite (use papel de cozinha para passar o azeite e retirar o excesso; se a sua sertã tiver um bom revestimento e for mesmo antiaderente, poderá eventualmente saltar este passo).
Aqueça bem a sertã e verta os ovos. Vá vigiando, e quando já estiver cozida por baixo e já só restar uma camada fina de ovo líquido na parte superior, espalhe os cogumelos bem escorridos em metade da omolete e dobre sobre esta a outra metade, com a ajuda de uma espátula. Deixe cozinhar mais um pouco e retire com cuidado para o prato. Sirva com rúcula ou outra salada de verdes.

01
Abr16

Um bolo de tigela [e uma novidade com nervoso miudinho]

































O ano passado, os bolos de caneca fizeram bastante sucesso.
Confesso que nunca fiz nenhum mas, recentemente, vi uma reinterpretação desta tendência numa revista francesa, em que usaram taças ou tigelas (ou malgas, para quem é do norte, como eu).
Achei esta versão mais interessante pela possibilidade de serem desenformados - possivelmente os de caneca também podem ser, mas a forma e o aspecto final é capaz de não ser tão apelativo.

Há uns meses, comprei pela primeira vez uma embalagem de açúcar de coco que andava ansiosa por provar e usar e achei que uma receita 'pequena', como um 'bolo de tigela', seria a oportunidade ideal. Para além de ter utilizado o açúcar de coco na massa do bolo, fiz também com ele o molho de caramelo e resultou muito bem.

O açúcar de coco, extraído das flores do coqueiro, é menos processado que o açúcar branco, e apresenta nutrientes como potássio, ferro, zinco e fósforo e vitaminas do complexo B. Apesar de ter um índice glicémico baixo, ou seja, a sua absorção pelo organismo é mais lenta do que no caso dos açúcares refinados, é bastante calórico e deve ser usado igualmente com moderação. Gosto de usar produtos novos e gostei desta experiência - provado ao natural o açúcar tem aroma e sabor torrados característicos e é um pouco ácido, mas no bolo e no molho de caramelo não notei qualquer diferença em relação a um açúcar amarelo ou mascavado - no entanto, não me parece que vá passar a fazer parte dos ingredientes básicos cá de casa, sobretudo pelo seu preço elevado.

Quanto a este bolo de maçã, é um bolo de micro-ondas: fácil, rápido e um pouco esponjoso, mas em que a maçã e o molho de caramelo disfarçam de forma maravilhosa a técnica preguiçosa.

E antes de passarmos à receita, uma revelação com alguns nervos à mistura...

... estou a trabalhar num livro! Sim, um livro de cozinha!

Há uns tempos, fui desafiada por uma editora e, depois de muito ponderar, muito questionar e muito panicar, decidi avançar com a empreitada. Para já, só vos posso dizer que tem sido uma aventura e pêras. Pensar nas receitas, testá-las, dá-las a provar, aproveitá-las ou descartá-las e começar de novo, cozinhá-las para a sessão fotográfica, fotografá-las, escrever os textos e as receitas. E o S. Pedro que tem sido tão mauzinho? Adiar sessões, fotografar quase sem luz, acho que o making of do livro, dava outro livro...

Mas não posso negar que tem sido um desafio estimulante, que me tem ajudado a evoluir e a aprender imenso, nomeadamente sobre os meus próprios limites. Ainda não vos posso falar muito do conceito do livro, nem dizer quando será lançado, à partida será no último trimestre do ano, mas aos poucos irei revelando alguns detalhes, por isso, toca a ficar atento!

E, claro, não podia deixar de agradecer a todos os que me lêem, a todos os que experimentam as receitas que aqui partilho e me dão o seu feedback (quase sempre positivo, o que me deixa muito feliz), a todos os que de alguma forma interagem com o Lume Brando no facebook e no Instagram: sem vocês, a motivação para cuidar do blog e fazê-lo crescer nunca seria a mesma e esta oportunidade nunca teria surgido. Muito, muito obrigada!















BOLO DE TIGELA DE MAÇÃ E CANELA C/ MOLHO DE CARAMELO

Para dois bolos pequenos (tigelas c/ cerca de 10 cm de diâmetro e 7 cm de altura)

1 ovo
2 colheres de sopa de açúcar de coco
1 colher de sopa de azeite extra virgem suave ou frutado
3 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de farinha com fermento
1 colher de café rasa de fermento em pó
1 maçã média descascada e cortada em pedacinhos
1 fio de sumo de limão para regar a maçã
1 pitada de canela
1 pitada de gengibre

Para o molho:
2 colheres de sopa açúcar de coco
2 colheres de sopa de água ou mais um pouco
2 colheres de sopa de natas

Unte bem as tigelas com manteiga ou azeite e polvilhe com farinha ou use spray desmoldante (que foi o meu caso). Descasque e parta em pedacinhos a maçã, regando-a com o sumo de limão.
Numa taça, junte todos os ingredientes e envolva tudo, sem mexer demasiado.
Divida pelas tigelas e leve ao micro-ondas 3 minutos nos 700 watts.
Retire, deixe arrefecer uns minutos e desenforme com cuidado.

Enquanto arrefecem, prepare o molho: junte a água e o açúcar num tachinho de fundo espesso e leve ao lume médio. Nunca mexa: quando muito, rode a panela, para a água cobrir todo o açúcar quando este começar a derreter. Quando começar a borbulhar e a caramelizar, retire do lume e junte as natas. Mexa bem e sirva com o bolo.

Nota: apesar de ter usado farinha com fermento, juntei mais um pouco de fermento, pois acho fraco o poder levedante das farinhas já com fermento. Aliás, raramente uso farinhas com fermento, prefiro usar sem e juntar o fermento à parte, mas na Páscoa, a farinha sem fermento tinha desaparecido das prateleiras do supermercado onde fui fazer compras!





Teresa Rebelo

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