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Lume Brando

25
Fev16

Um bolo para onze velas.




Esta é uma semana de festa por aqui.
O mais velho fez a sua primeira capicua. Cantaram-se os parabéns no próprio dia com os avós e os tios, festejou-se no dia seguinte com os amigos e no fim de semana haverá cá em casa o tradicional almoço de família (desta vez seremos uns 35 à mesa!)
Três bolos de aniversário, portanto.
Este foi o primeiro.

Julgo que já falei aqui que massas de chocolate não são a minha primeira opção para bolos de aniversário. Porque os bolos de aniversário querem-se altos e com alguma decoração (sobretudo se estamos a falar de uma criança ou pré-adolescente) e para mim os melhores bolos de chocolate são aqueles que se servem como sobremesa: baixos e húmidos. Mas chocolate é o sabor preferido do aniversariante, por isso tinha mesmo de ser.

Conseguir uma massa de chocolate que se adapte a um bolo alto, que dê para decorar e ao mesmo tempo seja húmida e deliciosa não é fácil. Este bolo foi por isso uma ótima surpresa.
Adaptei uma receita base de bolo de chocolate tipo chiffon, que me foi passada há vários anos e consegui um bolo intenso, húmido e bonito. O aspeto, não sendo a característica principal (para mim, o principal, é sempre o sabor) era neste caso importante. Tenho pena de não vos poder mostrar uma fatia do bolo, para verem como estava escuro e húmido.

E como o formato do bolo que escolhi já tinha um certo ar de festa, a decoração foi bastante simples, a comprovar o princípio de que "menos é mais".





















BOLO DE CHOCOLATE E AMÊNDOA

4 ovos
1 chávena de açúcar branco
1/2 chávena de açúcar amarelo
1 chávena de óleo de girassol
1 chávena de água a ferver
65 g de chocolate em pó
65 g de cacau em pó
1 chávena de amêndoa moída
1 chávena de farinha sem fermento
1 colher de sopa de fermento em pó

Chávena = 250 ml de capacidade

Para a decoração:

1 embalagem de cobertura de chocolate da Vahiné
ou 150 g de chocolate de culinária (mínimo 52% de cacau)
Sprinkles/granulado colorido


Pré-aquecer o forno nos 180º
Untar muito bem a forma, sobretudo se usar uma forma com chaminé, como neste caso, e polvilhá-la com farinha, ou então usar spray desmoldante. Eu usei spray desmoldante numa dose mais generosa do que o normal, pois como o bolo é húmido e nestas formas não podemos usar papel vegetal, não quis correr o risco de ficar com partes do bolo agarrado à forma.
Numa taça grande, bater bem os ovos com o açúcar. Juntar o óleo, mexer bem.
Adicionar a água a ferver e mexer vigorosamente.
Juntar o chocolate e o cacau - mexer bem até estarem bem dissolvidos.
Juntar a amêndoa moída, seguida da farinha e do fermento.
Verter para a forma e levar a cozer cerca de 40 minutos, mas vai depender bastante da forma e do forno. Eu usei uma forma de silicone e nestas, normalmente, os bolos cozem mais rápido. Passados 35 minutos, comece a vigiar e faça o teste do palito: espete-o no centro do bolo e, se sair limpo, está pronto.
Retire do forno, aguarde uns minutos, passe uma faca de manteiga pelos lados da forma e desenforme.
Se tiver usado uma forma de silicone, deixe arrefecer na forma, passe depois uma faca de manteiga pelos lados da forma e desenforme.

Depois de frio, pode decorar.
Eu usei uma embalagem desta cobertura que a Vahiné me ofereceu, mas conseguem o mesmo resultado, fazendo derreter em banho-maria 150 g de chocolate de culinária. Depois de bem derretido, é só espalhar com uma colher pelo topo do bolo, fazendo escorrer de vez em quando, para um efeito mais dramático. Espalhe de imediato os sprinkles coloridos (e as velas, se for caso disso), pois o chocolate seca rapidamente.


19
Fev16

A pipoca mais salgada.

















Pronto. Não resisti a fazer um trocadilho com o nome de um blog famoso.
Estou oficialmente viciada em pipocas salgadas. E eu que achava só gostar das doces, desde que há muitos anos, numa viagem aos Estados Unidos, comprei pipocas no cinema e quase que era expulsa da sala pela reação que tive quando me apercebi que não eram doces como as que comíamos cá.

A culpa desta mudança boa foi de um almoço recente com um grupo de amigas bloggers, num restaurante muito cool, ora espreitem aqui.

Logo de início, espalham umas canecas de esmalte com pipocas salgadas pela mesa e pelo que me apercebi os sabores vão variando. No dia em que fomos estavam temperadas com paprika e simplesmente adorei. Não descansei enquanto não tentei fazê-las em casa.
Depois de prontas, decidi dividi-las: numa taça juntei sal fino, paprika normal e paprika picante e às outras adicionei sal fino, pimenta preta acabada de moer e caril em pó. Tão boas!
Mas estas são apenas duas das infinitas possibilidades de transformar as pipocas num snack divertido (e viciante!). Pensem nos vossos sabores favoritos e toca a experimentar.
Sim, porque da próxima vez que tiverem amigos aí em casa, vão colocar umas minis a refrescar, vão fazer um panelão de pipocas salgadas e vai ser um sucesso!

E sabem outra coisa interessante? Fi-las com azeite e não com óleo vegetal, como é comum, e resultou na perfeição.

Bom fim de semana!
















PIPOCAS SALGADAS - DUAS VERSÕES
- Picantes com paprika
- Caril

Azeite
Milho para pipocas
Sal fino
Paprika
Paprika picante
Pimenta preta acabada de moer
Caril em pó

[Não coloco as quantidades dos ingredientes porque vai depender muito da quantidade de pipocas que quiserem fazer e do vosso gosto relativamente às especiarias].

Coloque um fundo de azeite numa panela grande e alta (usei a minha panela da sopa e rendeu imenso) - não é preciso muito azeite, basta cobrir o fundo.
Espalhe por cima o milho, fazendo uma camada compacta, mas não sobrepondo os grãos.
Tape e leve ao fogão em lume médio.
Passados alguns minutos vai começar a ouvir os estalos. De vez em quando abane a panela, com cuidado para a tampa não abrir.
Desligue e retire do lume quando deixar de ouvir estalar.
Verta metade das pipocas para uma taça ou panela com tampa e tempere com sal fino, pimenta preta acabada de moer e o caril em pó. Tape e agite bem. Prove e ajuste os temperos, se necessário.
Às pipocas que ficaram no tacho, junte sal fino, bastante paprika da normal e mais um pouco da picante. Tape e agite bem. Prove e retifique os temperos se necessário.
Se não for servir logo, guarde as pipocas numa caixa ou saco hermético.



11
Fev16

O amor está na mesa.






























Ok, por aqui não se costuma celebrar o S. Valentim.
Não fazemos nenhum jantar romântico, não trocamos prendas.
O Dia dos Namorados chega muitas vezes em forma de postal, desenhado e escrito pelos mais novos na aula de inglês (e que bom que é, ainda acharem que a mãe é a sua girlfriend!)

Gostamos de mimos sem data marcada e muitas vezes faço uma sobremesa especial, ao gosto do provador-mor.
No último fim-de-semana, o sabor escolhido foi castanha.
Fiz éclairs e profiteroles, recheei-os com creme de nata e castanha e cobri-os com glacé de chocolate e café.
Como correu tão bem mas não tive oportunidade de fotografar, decidi voltar a fazer a sobremesa, mas desta vez com um twist (ou, melhor dizendo, um atalho, para que seja ainda mais fácil e rápido fazer uma sobremesa daquelas que geram 'uaus' instantâneos).
Para além disso, a receita da massa dos éclairs já está aqui, podem sempre fazê-los, se preferirem.

Para criar esta espécie de mil-folhas, primeiro pensei em usar placas de massa folhada (um dia destes vou experimentar, com este mesmo creme), mas depois passei os olhos por uma caixa de bolachas 'belgas', que de vez em quando gosto de servir a acompanhar gelado, e achei que iam ficar muito bem numa sobremesa assim, às camadas.

E, modéstia à parte, acho que resultou mesmo. Já estou a imaginá-las a fazer de entremeio numa sobremesa com chantilly, frutos vermelhos e ganache de chocolate... omg!

Escusado será dizer que não é uma sobremesa para todos os dias. É doce e intensa, macia e crocante ao mesmo tempo.
Poderosa e reconfortante. Tal como deve ser o amor.
Amor esse que, ao contrário desta sobremesa, podemos e devemos consumir em doses generosas, todos os dias!















MIL-FOLHAS FINGIDO DE CASTANHA COM MOLHO DE CHOCOLATE E CAFÉ

Para 2

6 bolachas 'belgas' finas
120 g de doce de castanha de compra (uso este)
60 g de natas batidas sem açúcar (pesei depois de batidas)
30 g de chocolate de culinária (mínimo 52% cacau)
15 g de manteiga
1 colher de sopa de café
Cacau em pó para polvilhar


Comece por preparar o molho: leve o chocolate ao lume em banho-maria. Assim que estiver derretido, junte a manteiga e mexa bem. Por fim junte o café (ou água, se preferir). Mexa bem e reserve.
Bata as natas até obter picos firmes (a meio do processo junte umas pingas de sumo de limão, ajuda a prender as natas). Pese a quantidade indicada e junte ao doce de castanha. Mexa bem com um batedor de varas.
Coloque este creme num saco de pasteleiro munido de um bico 'estrela'.
Coloque um pouco de creme no centro do prato de servir, para funcionar como 'cola'.
Pouse uma bolacha, pressionando um pouco para agarrar o creme.
Faça montinhos de creme por cima da bolacha e pouse outra bolacha em cima. Repita, terminando com uma camada de creme.
Coloque um pouco de molho de chocolate no prato e termine polvilhando com cacau em pó.
Sirva com mais molho de chocolate à parte.

Nota: monte a sobremesa só na altura de servir, para que as bolachas não amoleçam!








03
Fev16

Descobrir: um dos verbos-resolução para 2016.

















Descobrir os meus verdadeiros limites.
Descobrir mais talentos e qualidades nos meus filhos, do que defeitos e feitios.
Fazer vir ao de cima o melhor de mim. E o melhor dos outros.
Descobrir palavras, descobrir ideias, descobrir novas formas de fazer render o dia.
Descobrir saberes e sabores. Todos os dias, aprender algo novo.
O verbo descobrir é poderoso e um dos que mais quero praticar em 2016. E parece que não comecei mal.

Uma das minhas primeiras descobertas do ano (ou foi a Ana que me descobriu a mim?!) tinha de partilhá-la convosco.
Tratam-se dos melhores cogumelos que me lembro de alguma vez ter comido.
Desafiada a ir conhecer a produção de cogumelos shiitake da Casa do Chascada, situada entre a Maia e Vila do Conde, vim de lá carregada destas coisinhas fofas que parecem saídas dos contos de fadas. Usei-os em mais do que uma receita, mas gostei especialmente desta salada morna, coroada com um ovo caseiro escalfado.
O cogumelo shiitake, apesar de parecido na forma com os cogumelos mais comuns, o 'paris' e o 'marron', tem uma textura e um sabor distintos. É mais carnudo e sabe precisamente... a carne. E como é rico em proteínas, à semelhança das outras espécies comestíveis de cogumelos, pode mesmo substituir a carne ou o peixe numa refeição, para além de apresentar outras vantagens nutritivas.

Muito versáteis, estes cogumelos ficam bem em assados de legumes, em risottos e massas, em recheios de empadão ou salteados e adicionados a uma simples salada de agrião, como esta.

A Casa do Chascada é um projeto recente, está a ser ultimado o site e a página de facebook, mas a Ana já aceita encomendas. Caso estejam interessados é só ligar o 963 266 298 ou mandar email para: anamoreira@casadochascada.com















SALADA DE AGRIÃO COM COGUMELOS SHIITAKE E OVO ESCALFADO

Para 2

250 g de cogumelos shiitake
150 g de agriões lavados e bem escorridos (uso o secador de saladas, normalmente usado para a alface - aconselho!)
1 chávena de rúcula
Algumas folhas de alface iceberg
3 ou 4 rodelas de chouriço ou 2 fatias de bacon partidas em tiras
2 ovos
2 dentes de alho
Sal e pimenta preta qb
Azeite Virgem Extra qb
Vinagre balsâmico qb
Vinho do Porto qb.
2 ou 3 hastes de tomilho fresco
2 colheres de sopa de pão ralado aromatizado caseiro

Limpe os cogumelos suavemente com papel de cozinha (mas quase que nem é preciso limpar, pois estes cogumelos nascem em troncos, não têm areia nem terra) e corte-lhes a parte mais dura do pé, que deve descartar. Parta ao meio apenas os maiores.
Numa frigideira antiaderente, coloque o pão ralado e deixe alourar, é um processo muito rápido. Retire para uma taça e deixe arrefecer para ficar crocante.
Nessa mesma frigideira, coloque um fio de azeite e quando estiver quente, junte os cogumelos, o alho picado e o chouriço partido em pedaços (ou o bacon).
Deixe cozinhar até o alho começar a dourar.
Tempere com sal e pimenta preta acabada de moer, envolva bem e junte um fio de vinagre balsâmico e outro de vinho do Porto. Junte as folhinhas de tomilho, deixe evaporar e cozinhar mais um pouco.
Se achar que ainda não estão no ponto mas estão com pouco líquido, junte um pouco de água. Retifique os temperos, se for necessário, salpique com mais algum tomilho e reserve.

Para escalfar os ovos, coloque um tacho com água ao lume e siga o método amador mais eficaz: corte dois quadrados generosos de película aderente e pincele-os com azeite.  Forre o interior de uma chávena de café com um dos pedaços de película, com o lado do azeite virado para cima. Parta um ovo aí para dentro e una bem as pontas da película aderente, formando um pequeno embrulho. Ate as pontas com um atilho dos sacos de congelação, e mergulhe na água a ferver. Repita com o outro ovo. Devem demorar cerca de 5 minutos a ficar no ponto, ainda com a gema um pouco crua.

No prato de servir, misture a rúcula, a alface e o agrião. Tempere a seu gosto.
Junte os cogumelos salteados com o chouriço ou o bacon, envolva e coloque por cima os ovos, que desembrulhou com cuidado da película aderente.
Polvilhe com pimenta preta e o pão ralado crocante.
Está pronto a comer!




Teresa Rebelo

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