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Lume Brando

28
Abr13

Pão para quem não tem tempo. // Bread for those in a hurry.








Fazer o nosso próprio pão pode ter tanto de estimulante e mágico, como de frustrante e desencorajador.
Falo sobretudo das horas necessárias para a massa levedar e crescer.

Pode ser que não saiba organizar muito bem o meu tempo, mas a verdade é que quase sempre que penso em fazer pão, adio a decisão logo a seguir, porque concluo que não vou poder cumprir os timings da receita.
E à noite, depois dos rapazes na cama e da cozinha arrumada, a visão de ter uma missão destas pela frente acaba por ficar turva pelo sono (ou por uma série de pequenas tarefas que não consegui realizar durante o dia).

Por isso, ainda que continue a alimentar a esperança de que haverá uma altura em que terei tempo para fazer regularmente pão "a sério", sempre que vejo uma receita que propõe atalhos ou passa à frente as fases demoradas, entusiasmo-me.
Foi o que aconteceu com este pão de espelta, que encontrei na revista Love Baking - Bread.

O resultado é um pão húmido, com sabor relativamente intenso devido à farinha de espelta (uma subespécie de trigo, com menos glúten e mais nutrientes) e uma textura rica graças às sementes e às passas.
No dia seguinte, então, estava delicioso!

//

Baking our own bread can be both exciting and magical, as frustrating and discouraging.
I'm talking about the hours required for the dough to rest and rise.

I may not know how to organize myself very well, but the truth is that almost every time I think about baking bread, I shelve the decision soon after, because I conclude that I won't be able to meet the required timings.
At night, after putting my boys to bed and cleaning the kitchen, the vision of having that mission ahead  becomes blurred by sleepiness (or a series of small tasks that I could not accomplish during the day).

So, while I keep dreaming of a time when I'll be able to make 'real bread' in a regular basis, whenever I see a recipe that proposes shortcuts or overtakes lengthy steps, I want to try it as soon as possible.
That's what happened with this spelt loaf, which I found in Love Baking Magazine - Bread.

The result is a moist bread, with a relatively intense flavor due to the spelt flour (a subspecies of wheat, with less gluten and more nutrients), and a rich texture thanks to the seeds and the raisins.
The following day, it was even more delicious!




























Pão de espelta e sementes
(Love Baking Magazine - Bread, Spring 2013)

475 g de farinha de espelta integral
1 colher de chá de fermento em pó (para bolos)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
50 g de sultanas ou passas
150 g de mistura de sementes (ex.: girassol, abóbora e linhaça)
1 colher de chá de melaço de cana
550 ml de água tépida

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Forrar uma forma de bolo inglês com papel vegetal e untar este.
Numa taça grande, colocar e misturar bem os ingredientes secos.
Dissolver o melaço na água tépida.
Juntar esta mistura aos ingredientes secos e mexer bem.
Verter para a forma e levar a cozer cerca de 1 hora ou até estar crescido e bem dourado (eu fiz o teste do palito e ao fim de uma hora este saiu seco).
Deixar arrefecer bem antes de servir às fatias.
Envolva o que sobrar em película aderente: manter-se-á fresco durante alguns dias.

//

Spelt loaf
(Love Baking Magazine - Bread, Spring 2013)

475 g wholegrain spelt flour
1 tsp baking powder
1 tsp bicarbonate of soda
1 tsp sea salt
50 g raisins
150 g mixed seeds (eg sunflower, pumpkin, flaxseed)
1 tsp blackstrap molasses
550 ml tepid water

Preheat the oven to 180º/350ºF.

Prepare a loaf pan, lining with parchment paper and greasing it.
Mix all the dry ingredients together in a large bowl.
Mix together the molasses and tepid water until blended.
Add to the dry ingredients and combine together.
Pour into the loaf pan and bake for 1 hour or until well risen.
Allow to cool, then serve in thick slices.
Wrap leftovers in cling film: it will keep fresh for a few days.

16
Abr13

Veg Pops!




Parece que a Primavera finalmente se dignou a aparecer. Viva!
Este é o tempo das festas. Há imensos aniversários de crianças nesta altura (pelo menos para os meus lados) e tenho andado a experimentar umas guloseimas mais saudáveis.
Depois das bolachas lollipop, dos cake pops e dos fruit pops (em que a banana é a rainha e o morango é o rei), achei que estava na hora dos veg pops!
São muito fáceis de fazer e contribuem para uma mesa de doces mais variada.
Neste caso usei só cenoura, mas um dia ainda vou experimentar com nabo e pastinaca, por exemplo...
Mais ideias de legumes que se possam utilizar?

//

It seems that spring is finally here. Oh yeah!
In this time of the year there are a lot of kids celebrating their birthday (at least around me),
and I've been testing some healthier treats.
After the lollipop cookies, the cake pops and the fruit pops (where the banana is the queen and the strawberry is the king), I thought it was time for veg pops!
They are very easy to make and add variety to a party table.
I used only carrots, but one day I'll try with turnips and parsnips, for example ... 
More ideas of vegetables that could be used?








































Pops de cenoura e chocolate

(cerca de 10)

1 cenoura grande
60 g de chocolate preto ou de culinária
Sprinkles, smarties mini, frutos secos picados, muesli ou outros toppings a gosto
Palitos de espetada

Levar ao lume um tachinho com água.
Lavar bem a cenoura e descascá-la.
Cortar em rodelas com cerca 1 cm de espessura.
Quando a água começar a ferver, introduzir as rodelas de cenoura e deixar cozinhar por 3 minutos.
Retirar e secar com papel de cozinha.
Derreter o chocolate e colocar num copo ou recipiente relativamente estreito e alto (mas que dê para mergulhar a rodela de cenoura)
Cortar a pontinha mais fina dos palitos (para proteger as crianças) e espetar um palito em cada rodela, mais ou menos até meio.
Mergulhar no chocolate, salpicar com os toppings escolhidos e deixar secar ao baixo (sobre uma rede por exemplo).

//

Carrot and chocolate Pops

(about 10)

1 large carrot
60 g dark chocolate
Sprinkles, mini smarties, chopped nuts, granola or other toppings
Kebab sticks

Bring water to a boil over medium heat.
Wash the carrot and peel it.
Cut into slices about 0,4 inches thick.
When the water starts boiling, place the sliced ??carrots and cook for 3 minutes.
Remove and dry the slices with kitchen paper.
Melt the chocolate and transfer it to a relatively narrow and tall glass or container  (but allowing to deep the slices of carrot).
Cut the thinner tip of the sticks (to protect children) and insert one in each carrot slice, roughly halfway. Dip in the melted chocolate, sprinkle with the chosen toppings and let dry, preferably on a rack.



03
Abr13

A bolacha que cozeu duas vezes // The twice baked cookie.









































Já tinha visto biscotti em livros, blogs, revistas... o seu aspecto rústico e os elogios que costumam acompanhá-los, há muito que tinham garantido a estes biscoitos de origem italiana um lugar de destaque na minha lista de receitas a experimentar.

Depois de ver a sugestão na edição de Março da Jamie Magazine, achei que não podia adiar mais: para além de ajudarem a pôr um travão na gulodice da Páscoa, a versão da revista, retirada do livro de John Whaite, o vencedor de 2012 do concurso "Great British Bake Off", parecia-me especialmente simples e fácil de fazer.

E porque se chamam biscotti? Porque são cozidos duas vezes (bis=2x, cotti=cozidos) para ficarem mais secos, crocantes e durarem mais. E ainda que aquilo a que chamamos normalmente 'biscoitos' não tenha de ir necessariamente ao forno por duas vezes, a verdade é que usamos esse termo para bolachas mais duras e menos doces. O termo vem do latim 'biscoctu' e já no tempo dos Descobrimentos esta técnica era utilizada para garantir a alimentação dos marinheiros.

Originais da Toscânia, os biscotti são também conhecidos por cantuccini.
Presume-se que no início os frutos secos usados fossem os pinhões e a amêndoa, mas hoje várias combinações são possíveis e a imaginação (ou o que tivermos na despensa) é o limite: a receita que segui, por exemplo, pedia alperces secos e pistachios mas, como não tinha, substituí por passas e amêndoas.

Ficaram muito bons e gostei sobretudo de comê-los a acompanhar o café.
Em Itália são normalmente servidos à sobremesa a acompanhar um copo de vin santo, onde inclusivamente se pode molhar o biscoito...

//


I've seen biscotti recipes in books, magazines, blogs... and they were on my 'to-try recipes' list for a long time.
After seeing this suggestion in the March issue of Jamie Magazine, I knew the time had come: apart from helping to put a brake on Easter excessive sugar, this version (from 2012's Great British Bake Off winner John Whaite) seemed to be particularly simple and easy to do.

Why are they called biscotti? Because they are baked twice (bis = 2x, cotti = baked/cooked) in order to be very dry, crispy and 'longer lasting'. In Portugal, what we usually call 'biscoitos' does not necessarily have to go to the oven twice, but the truth is that we use the term for tougher and less sweet cookies. The word comes from the Latin 'biscoctu' and by the time of Portuguese 'Descobrimentos', this technique was already used to ensure the survival of seamen.

Being originally from Tuscany, biscotti are also known as cantuccini.
It is assumed that at the beginning, the traditional nuts were almond and pine nuts, but today many combinations are possible and imagination (or what we have in the pantry) is the limit: the recipe I followed, for example, called for dried apricots and pistachios but, as I had none of these ingredients at home, I used raisins and almonds.

The biscotti tasted very good and I enjoyed especially having them with coffee. 
In Italy they are usually served as a dessert with a glass of vin santo, where the cookie can be drunked...








































Biscotti de passas e amêndoa
(adaptado da Jamie Magazine nº 37, Março 2013)

125 g de farinha sem fermento
75 g de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
Raspa de 1 laranja
50 g de uvas-passa ou sultanas
80 g de miolo de amêndoa com pele
1/2 haste de rosmaninho
1 ovo
1 colher de sopa de leite

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Cortar grosseiramente as uvas-passa e as amêndoas e colocar numa taça grande.
Juntar a farinha, o açúcar, a raspa da laranja, o fermento e o rosmaninho bem picado.
Misturar bem.
Noutra taça ou recipiente pequeno, bater ligeiramente o ovo com o leite e juntar aos secos.
Mexer bem com as mãos e amassar até conseguir formar-se um rolo com cerca de 22 cm de comprimento (na receita não diz para achatar o rolo ligeiramente, mas da próxima vez vou fazê-lo, para os biscotti ficarem com um aspecto mais característico).
Levar ao forno num tabuleiro forrado com papel vegetal cerca de 25 minutos ou até ficar bem dourado.
Retirar, esperar alguns minutos para não nos queimarmos e colocar sobre uma tábua. Com uma boa faca de serrilha, cortar às fatias (eu achei que as minhas ficaram muito altas, o ideal é terem cerca de 1 cm de largura). Pousar as fatias no tabuleiro, reduzir a temperatura do forno para os 130º e levar de novo a cozer por mais 10/15 minutos. Retirar do forno e deixar arrefecer antes de servir.

//

Raisins & Almonds Biscotti 
(adapted from Jamie Magazine # 37, March 2013)

125 g plain flour
75 g sugar
1/2 teaspoon baking powder
Zest of 1 orange
50 g raisins
80 g of almond kernels (with skin)
1/2 sprig of rosemary
1 egg
1 tablespoon milk

Preheat the oven to 180 º.
Cut roughly the raisins and almonds and place in a large bowl.
Add the flour, sugar, orange zest, baking powder and finely chopped rosemary.
Mix well.
In another small bowl or container, lightly beat the egg with the milk and add to the dry ingredients.
Mix well and knead with your hands until you can form into a roll about 22 cm long (the recipe says not to flatten the roll slightly, but next time I'll do it, to get the biscotti with a more characteristic form).
Bake on a tray lined with parchment paper about 25 minutes or until golden brown.
Remove from oven, wait a few minutes and put on a chopping board. With a sharp serrated knife, slice into 1 cm thick pieces (I found that mine were too thick). Place the slices on the tray again, reduce the oven temperature to 130º, and let bake for 10/15 minutes.
Remove from oven and allow to cool before serving.

Teresa Rebelo

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