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Lume Brando

25
Fev13

Brincar aos chefs / Playing chef.







































Pois é, o restaurante Entra desafiou-me e eu decidi entrar.
E é já amanhã que vou integrar a equipa do restaurante por uma noite e cozinhar pela primeira vez numa cozinha profissional (glup!).
Para além de uma vontade imensa de aprender e aproveitar a experiência ao máximo, levo comigo uma receita de sobremesa, que os clientes poderão provar...
Prometo que depois conto tudo!
E se quiserem aparecer, é só reservar mesa aqui.

//
Entra* Restaurant has invited me and I accepted the challenge.
Tomorrow I'll join the team for dinner, cooking for the first time in a professional kitchen (glup!).
Besides an huge desire to learn and enjoy the experience to the fullest, I'm taking with me a recipe for a dessert, that clients will be able to eat...
I promise I'll tell you everything!
And if you want to join us, just book a table here.


*Portuguese word for "come in".
21
Fev13

É hora do lanche! // Snack time!









































Há muito que queria fazer madalenas.
Não tanto pela receita mas pela forma amorosa destes bolinhos.

A origem do nome, no original francês madeleine, não é consensual, mas há quem diga que se deve a uma cozinheira francesa do século XVIII chamada Madeleine Paulmier.
A verdade é que estas pequenas conchas são um ex-libris da pastelaria francesa, tendo ficado ainda mais famosas depois de Marcel Proust ter contado, de forma eloquente no livro "À procura do tempo perdido", como comer uma madalena o fez regressar à infância.

Há muitas receitas de madalenas e julgo ser difícil saber qual a mais genuína, algumas incluem farinha de amêndoa ou de noz, mas trata-se sempre uma massa leve e simples de bolo, a maior parte das vezes aromatizada com raspas de limão ou laranja.

Para fazer estas, adaptei uma receita de um livrinho antigo da Vaqueiro e gostei bastante do resultado.
Como rendeu imenso e só tinha 9 forminhas de madalena, usei a restante massa em formas de papel e fiz queques normais, que os meus piratas levaram hoje para a escola.
Seja em forma de madalena ou de queque, são uns bolinhos macios e leves com um suave sabor a laranja que se devoram ao lanche.

Para uma experiência mais gulosa, e porque laranja e chocolate são uma dupla imbatível, experimente mergulhá-las em chocolate...

//


To bake madeleines has been something I wanted to try for a long time.
Not so much because of the recipe, but because they have a lovely shape.

The origin of the name is not consensual, but some say it is due to an eighteenth-century French cook named Madeleine Paulmier.
The truth is that these sweet little shells are an ex-libris of French pastries, having become even more famous after Marcel Proust has told eloquently in his book "In Search of Lost Time," how he went back to his childhood after eating a madeleine.

There are many recipes for madeleines and I think it is difficult to know which is the most genuine. Some include almond or walnut flour, but the common point is a light and simple cake batter, often flavored with lemon or orange zest.

To make these, I adapted a recipe from a Vaqueiro's book and quite liked the result.
After having filled my 9 madeleines pan, I poured the remaining batter into paper cases and bake  regular muffins that my little pirates took to school today.
Muffin or madeleine shaped, these little cakes are soft and light, with a mild orange flavor that makes us want to devour them all at snack time.

For a more greedy experience, and because orange and chocolate are an unbeatable team, try dipping them in chocolate...





























Madalenas de laranja
(adaptado do "Livro de Receitas de Pastelaria e Sobremesas" da Vaqueiro)

150 g de açúcar
75 g de manteiga ou margarina derretida
75 ml de óleo vegetal
Raspa de 1 laranja
4 ovos
200 g de farinha com fermento
Açúcar em pó para polvilhar

Ligar o forno nos 220º.
Bater o açúcar com a manteiga, o óleo vegetal e as raspas de laranja.
Juntar os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
Envolver a farinha.
Verter nas formas previamente untadas, ou em forminhas de papel e levar a cozer cerca de 10 minutos.
Polvilhar com açúcar em pó antes de servir.

//

Orange madeleines
(adapted from "Livro de Receitas de Pastelaria e Sobremesas"- Vaqueiro)

150 g of sugar
75 g of melted butter or margarine
75 ml of vegetable oil
Zest of 1 orange
4 eggs
200 g self-raising flour
Icing sugar for sprinkling

Preheat the oven to 220 º C.
Whisk the sugar with the butter, vegetable oil and orange zest.
Add the eggs, one at a time, beating well between each addition.
Add the flour.
Pour the batter into the greased madeleines pan or muffin paper cases and bake about 10 minutes.
Sprinkle with icing sugar before serving.



15
Fev13

Never too small to rock!









































O Lucas é um bebé muito à frente: na festa do seu primeiro aniversário não houve ursinhos nem patinhos, nem risquinhas azul bebé.
A inspiração veio antes de um dos seus bodies, onde se pode ler "Never too small to rock".

Lembram-se de um baby shower que mostrei aqui, com o tema do elefante? Pois é, o Lucas é esse bebé, que entretanto nasceu e já fez um ano. E uma vez mais, a mamã do Lucas convidou o LB a juntar-se à festa (obrigada Ana!)

A ideia era fugir dos temas demasiado infantis, até porque o Lucas não tem nenhum boneco ou animal preferido. Quando a mamã Ana me disse que ele adorava música e me mostrou a foto com o body rockeiro, fez-se click nas duas e sabíamos que estava encontrado o tema. Depois, foi só desempoeirar vinis antigos e procurar papéis que combinassem com as cores dos discos, enquanto a mamã Ana desenvolvia, com a sua amiga designer Sofia Oliveira, as etiquetas, os toppers dos cupcakes e os cartões para as embalagens das bolachas.

Na véspera da festa e no próprio dia, a cozinha do LB esteve imparável: daqui saíram barquinhos de chocolate e leite condensado, cupcakes de chocolate e de limão, brigadeiros, vols-au-vent com doce de ovos, bolachas de manteiga decoradas, tacinhas banoffe, espetadinhas de fruta e ainda um ruffle cake de cenoura e laranja.

Tudo empacotado e loiças bem acondicionadas, foi seguir para o local da festa, onde a mamã Ana e duas amigas (obrigada I. e obrigada C.!) me ajudaram a empratar os doces e a dispo-los na mesa.

Felizmente correu tudo bem e ainda houve tempo para fotografar antes dos convidados começarem a chegar (e antes do Lucas terminar a sua sesta!)

Depois desta maratona e das fotos descarregadas e escolhidas, resolvi enviá-las para o blog da Amy Atlas, uma das party stylists mais famosas e reconhecidas em todo o mundo.
Na sua rubrica Featured Submissions, Amy publica fotos e conceitos de festa de outras pessoas, sempre que ela e a sua equipa acham que valem a pena ser partilhados. A fasquia é elevada e por isso, ter a honra de ver um post sobre uma festa nossa no seu blog, é qualquer coisa de extraordinário.

Passados alguns dias, recebi a tão desejada resposta: gostaram e iriam publicar. Só não diziam quando...
Acabou por acontecer na sexta-feira passada e fiquei feliz, feliz, quando dei conta!
Podem ver o post da Amy sobre a mesa aqui.

Entretanto meteu-se o Carnaval, piolhos de férias, e só agora consegui fazer o post.
Espero que gostem. E já sabem: we are never too small (or too old, acrescentaria eu), to rock!

Para ficarem a conhecer melhor os mundos da mamã Ana (e do baby Lucas), cliquem aqui.

//

Baby Lucas is way ahead: at his first birthday party there were no fluffy bears or cute little ducks or baby blue stripes. Inspiration came from one of his bodies, in which we can read "Never too small to rock."

Remember an elephant themed baby shower I posted here? Yeah, that baby is Lucas, who had just turned one. And once again, the baby's mom invited Lume Brando to join the party (thank you Ana!)

The idea was to choose a not too babyish theme, as Lucas has no favorite animal or character. When mom Ana told me that he loved music and showed me a picture of him with the 'rockey' body, we both knew we had found the theme. Then I started to look for old records and wrapping paper to match the colors of the records labels, while Ana was creating, with her friend and designer Sofia Oliveira, labels, cupcakes toppers and cards for the cookies packaging.

On the party's eve and even on the day, the LB kitchen was on fire: chocolate and dulce de leche wafer boats, chocolate and lemon cupcakes, brigadeiros, sweet vols-au-vent, decorated sugar cookies,  banoffee little bowls, little fruit kebabs and a carrot and orange ruffle cake...

With all things well wrapped, including cake stands and other tableware, I rushed to the party venue, where mom Ana and two friends of her (thank you I. and thank you C.), helped me to unwrapp the sweets and put them on the table.

Fortunately, everything went well and I had some time to photograph before the guests have arrived (and before Lucas has finished his nap!)

After this marathon, with the photos downloaded and choosen, I decided to send them to the blog of Amy Atlas, one of the most famous and recognized party stylists worldwide. In its Featured Submissions, Amy presents photos and party concepts of others, wherever she and her team think they are worth being shared. The standards are high, therefore having the honor of seeing a post about a party of ours at her blog is something extraordinary.

A few days later, I received the desired answer: they enjoyed it, and they were going to feature me! But they didn't say when...

It happened last friday and I became very happy when I stumbled across the post on Amy's fb fan page!

You can see Amy's post on Lucas table here.

It was Carnival's 'big' weekend, kids were at home for school holidays, and just now I had some time to write this post. Hope you enjoy. And never forget: we are never too small (or too old, I would say), to rock!

You can follow mom Ana here.
08
Fev13

De pernas para o ar // Upside-down.








































Os kiwis têm chegado cá a casa em quantidades generosas, vindos do quintal dos meus pais.
Este ano não só há muitos, como são especialmente saborosos.
Mesmo assim, comê-los ao natural não chega para escoá-los e se há coisa que eu não consigo comer são kiwis demasiados maduros.
Já há muito que queria experimentá-los num bolo e pela sua forma e textura achei que ficariam bem numa receita de bolo invertido, tipo aqueles típicos dos anos 80 feitos com ananás e caramelo.

Simplifiquei, ou seja, não usei caramelo, e juntei à massa sumo de tangerina e pepitas de chocolate.
O resultado foi melhor do que estava à espera: a acidez e a textura do kiwi cozinhado combinou muito bem com a massa clássica de bolo e as pepitas de chocolate enriqueceram este bolo perfeito para o lanche ou pequeno-almoço.

Como ainda tenho ali kiwis, acho que vou repetir a receita já este fim-de-semana...

//

Generous amounts of kiwis have arrived here at home, directly from the backyard of my parents.
This was a very good season: a lot of fruits and very tasty ones.
Still, eating them in their natural state is not enough to consume them all, and if there is anything I refuse to eat is too ripe kiwis.
Using them in a cake has been something I wanted to try for a long time and due to its shape and texture I thought it would be a good idea to make an upside-down cake, like those typical portuguese recipes from the 80's, with pineapple and caramel.

As usual, I tried to keep it simple: I didn't use caramel, but added to the batter some tangerine juice and chocolate chips.

The result was even better than I was expecting: the sour flavor and the texture of the cooked kiwis combined very well with the classical batter of the cake, and the chocolate chips enhanced this perfect cake for tea or breakfast.

I think I'll make this recipe again this weekend, with the kiwis left...




























Bolo invertido de kiwi com pepitas de chocolate

8 kiwis médios
170 g + 2 colheres de sopa de açúcar amarelo
90 g de manteiga amolecida
3 ovos L
Sumo de 2 tangerinas pequenas
180 g de farinha com fermento
80 g de pepitas ou pedacinhos de chocolate preto

Pré-aqueça o forno nos 190º.
Unte uma forma redonda de 22 cm, forre o fundo com papel vegetal e unte também este.
Descasque e fatie os kiwis.
Forre o fundo da forma com rodelas de kiwi.
Corte em pequenos pedaços as rodelas que sobraram e espalhe por cima da base de kiwis, preenchendo os espaços entre as rodelas.
Polvilhe com as duas colheres de sopa de açúcar amarelo.
Numa taça, bata o açúcar com a manteiga. Junte os ovos, um a um.
Envolva a farinha e junte as pepitas de chocolate.
Verta na forma e leve ao forno cerca de 45-50 minutos ou até estar bem dourado e um palito sair seco do interior do bolo.
Deixe arrefecer um pouco e desenforme com cuidado para o prato de servir.
Retire o papel vegetal e deixe arrefecer completamente.

//

Upside-down kiwi and chocolate chips cake

8 medium kiwis
170 g + 2 tablespoons of light brown sugar
90 g butter, softened
3 large eggs
2 small tangerines, juice only
180 g self-rising flour
80 g of dark chocolate chips

Preheat oven to 190 ºC.
Grease a 22 cm round shape mould, line the bottom with parchment paper and grease it also.
Peel and slice the kiwis.
Make a layer of kiwi slices on the bottom of the mould. Chop the remaining kiwis and spread over the first layer, filling the spaces between the slices.
Sprinkle with two tablespoons of light brown sugar.
In a bowl, beat the sugar with the butter. Add the eggs, one by one.
Add the flour and, finally, the chocolate chips.
Spoon the cake mixture into the mould and bake about 45-50 minutes or until golden brown and a skewer comes out clean.
Remove from the oven, allow to cool a little and then turn out onto a serving plate. Carefully peel off the parchment paper and allow to cool completely.



Teresa Rebelo

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