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Lume Brando

28
Mar11

O segundo bolo do B.

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Cá por casa, as festas continuam.
Depois dos parabéns cantados no colégio, chegou a vez do B. soprar as velas em família.
E já me preparo (incluindo psicologicamente!) para receber pelo menos uma vintena de crianças cá em casa no próximo sábado, que isto de ter um irmão mais velho faz antecipar a vida social dos mais pequenos...

A ideia não era fazer um bolo todo coberto.
O que eu queria mesmo era um bolo assim alto, às camadas, mas com a massa e o recheio à vista, bem vintage.
Só que decorar um bolo depois de um jantar de amigos regado a sangria de espumante é capaz de não ser muito boa ideia (mas como no dia seguinte tinha quase 40 pessoas a almoçar cá em casa, entre adultos e crianças, tive mesmo de adiantar serviço de madrugada).

O resultado foi um desejo não cumprido e uma torre de chocolate que acabou por ficar entre o estranho e o giro, ainda não decidi muito bem...

A massa é de bolo chiffon.
Tal como à Babette, esta é uma receita que me traz boas recordações.
No entanto, esta minha escolha teve menos a ver com uma viagem ao passado e mais com o tipo de massa, pois queria uma relativamente seca, que fosse fácil de cortar e rechear.
Nem tenho bem a certeza se o bolo que a minha tia tantas vezes fez na minha adolescência é exactamente igual a este. Acho que não, porque apesar deste não ter ficado mau, acho que o da minha tia era melhor!

O creme de chocolate, que usei para rechear e cobrir, é creme brigadeiro, esse sim, uma delícia aprendida no curso de pastelaria que fiz há cerca de um ano e que já publiquei aqui.

Só tenho pena de não ter tirado uma fotografia ao bolo cortado ou a uma fatia, bem imponente e gulosa, com as suas três camadas de recheio mais cobertura...

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Bolo chiffon de chocolate
(do livro "As melhores receitas com chocolate", da Impala)

Uma dose deu para duas formas redondas de 20 cm. Cortei os dois bolos ao meio e "colei" as quatro partes com creme brigadeiro, que acabei por usar também como cobertura.

280 g de farinha
350 g de açúcar
70 g de cacau em pó
150 ml de água morna
150 ml de óleo
7 ovos
3 colheres de chá de fermento
1 pitada de baunilha em pó
(não usei)

Pré-aquecer o forno nos 170º.
Untar uma forma grande (ou duas mais pequenas) com manteiga (e farinha) ou spray desmoldante (para não correr riscos, untei e forrei o fundo das formas com papel vegetal, que também untei).
Numa taça, juntar a farinha e o açúcar num monte. Abrir-lhe um buraco, verter aí o cacau previamente dissolvido na água morna e mexer bem (fica uma massa grossa, mas depois com o óleo, as gemas e as claras em castelo acaba por ficar com uma consistência normal). Juntar o óleo, o fermento e a baunilha se for caso disso. A seguir adicionar as gemas, uma a uma.
Bater as claras em castelo e envolver no preparado anterior.
Verter na(s) forma(s) e levar ao forno cerca de 30/35 minutos.
Deixar arrefecer bem antes de cortar e rechear/cobrir.

Recheio e cobertura - Creme Brigadeiro
(receita do chefe Luís Francisco - Segredos&Cozinha)

Fiz duas doses mas sobrou-me imenso!

1 lata de leite condensado
50 g de manteiga sem sal
60 g de cacau em pó


Misturar os ingredientes numa taça de vidro ou de loiça e levar ao microondas, durante três minutos a 800 W.
Mexer bem, deixar arrefecer um pouco e usar ainda morno.
24
Mar11

A pantera do B.

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Mais um aniversário cá em casa.
Desta vez o pirata mais novo, que pediu uma pantera cor-de-rosa para levar para a escolinha.

Precisamente um ano após ter usado pasta americana pela primeira vez (o resultado dessa estreia está aqui) e cerca de meia dúzia de bolos depois, continuo a ter algumas dificuldades em trabalhá-la, sobretudo no momento de cobrir o bolo com a camada principal.
As barras de pasta branca deste bolo, por exemplo, foram a solução de recurso para disfarçar um grande defeito...
Apesar de tudo, o bolo - de laranja, por dentro - ficou catita e o aniversariante superfeliz quando o viu, por isso, uma vez mais, a noitada valeu a pena!
21
Mar11

Palmier remix.

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Há uns tempos experimentei estes palmiers.
Para além de serem muito fáceis de fazer, são uma entrada que agrada também aos olhos.
Este fim-de-semana decidi variar nos ingredientes e levei esta versão para um almoço em casa dos meus pais.
Fizeram sucesso e são uma ideia muito prática para dias de festa, podendo ser servidos com diferentes recheios.
Wow factor garantido...

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Palmiers de azeitona e pimento vermelho

1 placa de massa folhada rectangular
6 colheres de sopa de azeitonas pretas sem caroço picadas
(usei do Continente, descaroçadas e às rodelas)
2 pimentos vermelhos grandes assados de conserva (usei do Lidl, em frasco)
Azeite aromatizado com orégãos qb (ou azeite e orégãos qb)
Sementes de sésamo para polvilhar

Partir o pimento em pedacinhos para uma taça.
Juntar as azeitonas picadas. Regar com um pouco de azeite de óregãos e envolver bem.
Desenrolar a massa folhada. Espalhar o recheio pela massa.
Fechar a massa, enrolando ambas as abas mais compridas da massa sob si mesmas, para dentro, até se encontrarem ao centro.
Apertar bem e envolver em película aderente ou no papel vegetal que vem com a massa.
Levar ao frigorífico cerca de 20 minutos para ficar mais firme.
Cortar às fatias e colocá-las, na horizontal, num tabuleiro anti-aderente. Polvilhar com as sementes de sésamo.
Levar ao forno pré-aquecido nos 200º cerca de 20 minutos ou até ficarem bem folhados e dourados.

Escrevo este post com um grande sorriso: primeiro porque estas fotos ficaram bonitas, comprovando que a máquina chegou como nova, depois do meu pirata mais novo a ter mandado para a assistência técnica (abençoado seguro feito quando a comprámos!). Segundo, porque foi feito no meu fantástico, adorável, lindo de morrer e há muito desejado MacBook Pro ;-)
15
Mar11

Pausa nas Astúrias.

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No Carnaval, aproveitámos a ponte e fomos os quatro até às Astúrias.
Apesar das nuvens e da neve que encontrámos pelo caminho, o sol fez-nos depois companhia durante todo o fim-de-semana.

A cidade-destino foi Oviedo, com um salto a Gijón incluído.
Apesar de Gijón ficar na costa e ter praias, gostei mais de Oviedo, com o seu centro repleto de ruas e praças dedicadas exclusivamente aos peões.

Deu para experimentar a típica sidra (confesso que nem o ritual com que nos servem a bebida - vertendo-a do alto, com o copo bem afastado da garrafa, supostamente para não perder o gás - serviu para me tornar fã).

Deu para provar algumas especialidades da cozinha asturiana, como a "fabada", parecida com a nossa feijoada, mas feita de forma mais simples e com menos ingredientes. E deu, sobretudo, para passar quatro dias inteiros com os miúdos, sem relógio, stress ou preocupações. E ver como estão a ficar crescidos, quanto mais não seja pelas intensas caminhadas que fizeram sem pedir colo.

Dias deliciosos, para mais tarde recordar.

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Rua do centro histórico com a catedral ao fundo

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Escultura de Botero numa das mais importantes artérias comerciais da cidade

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Uma das muitas praças do centro histórico

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Em Oviedo, há todos os dias mercado ao ar livre

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A "fabada asturiana"

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A Camilo de Blas é uma espécie de 'mercearia fina' com quase 100 anos. Um autêntico paraíso gourmet!

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O mercado El Fontán, bem no centro histórico, impressiona pela limpeza e organização das bancas.

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Marina de Gijón

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Medusas no Aquário de Gijón
09
Mar11

Receita fish.

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Este blog tem andado demasiado calórico.
Esta receita de peixe muito simples, inspirada nos assados "in a bag" do Jamie Oliver pretende repor o equilíbrio por estas bandas, antes que outras sugestões doces façam o seu caminho.

En papillote é como os franceses designam esta forma de cozinhar os alimentos. Prática, rápida e saudável.
O peixe (também se pode usar frango ou peru, em bifes finos), acaba por cozinhar nos próprios líquidos e com a ajuda do vapor que se cria na "bolsa", feita em papel vegetal ou de alumínio.

Quando me falta o tempo, quero cozinhar peixe e não tenho nenhuma receita planeada, esta é uma das soluções a que costumo recorrer.
E se nunca sai igual - ou porque muda o peixe ou porque mudam os legumes, conforme o que há no frigorífico e no congelador - fica sempre saboroso.
Esta foi uma das últimas variações e resultou especialmente bem.

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Peixe assado "em bolsa"
Para 2

4 filetes de peixe congelados (eu usei Panga* mas pode usar-se outro peixe branco)
1 cenoura
1/2 alho-francês
1/2 pimento vermelho
Sumo de 1/2 limão
Um bom fio de azeite
Sal e pimenta preta moída na altura
Salsa qb
Folha de alumínio

Descongelar ligeiramente os filetes (não precisam de estar completamente descongelados).
Pré-aquecer o forno nos 200º, com o tabuleiro de alumínio do forno lá dentro (ou outro tabuleiro colocado sobre a grade a aquecer).
Num prato fundo, juntar aos filetes a cenoura e o pimento partidos em juliana, o alho-francês partido em rodelas finas, a salsa, o sumo de limão, um bom fio de azeite, o sal e a pimenta. Envolver tudo muito bem.
Fazer uma bolsa em papel de alumínio com tamanho suficiente para acolher todos os ingredientes, fechando bem todos os lados (dobrando e enrolando as pontas do papel), à excepção de um.
Introduzir o peixe e a respectiva marinada na bolsa, fechar bem esse último lado, e colocá-la sobre o tabuleiro previamente aquecido.
Levar a assar durante cerca de 20 minutos.
Servir com arroz branco, por exemplo.

*O peixe panga, também conhecido por peixe-gato, tem visto a sua popularidade crescer por cá, sobretudo devido ao seu preço atractivo. A sua qualidade tem sido muito discutida, no entanto, um estudo da Deco-Proteste veio tranquilizar os consumidores.

Teresa Rebelo

foto do autor

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