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Lume Brando

19
Jul18

Vencedores do Passatempo Lume Brando & Margão

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O passatempo terminou e é hora de saber quem vai receber este bonito livro que assinala os 60 Anos da Margão! Foram 257 participações válidas através da página do Lume Brando no Facebook, e 326 na conta de Instagram.

 

Aqui estão os nomes dos participantes afortunados, obtidos via random.org, que irão ser contactados por mensagem privada. 

 

Vencedores Passatempo através do Facebook:

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Vencedores Passatempo através do Instagram:

Captura de ecrã 2018-07-19, às 15.45.35.png

Nota: nesta lista só conta o 1º nome à frente do número! Os nomes seguintes foram os amigos identificados. Nos resultados do facebook não aparecem, pois tem a ver com a forma como importei a lista de participantes de cada rede social para aplicação Random. 

 

Parabéns aos sortudos e obrigada a todos os que participaram! 

 

13
Jul18

Passatempo Lume Brando & Margão [8 livros para oferecer!]

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Hoje não trago uma receita. Na verdade, trago 60.

 

Sinónimo de qualidade em especiarias e ervas aromáticas, a Margão está a celebrar 60 anos. Para assinalar a data, decidiu fazer um livro bem apetitoso: são 60 receitas variadas, das entradas aos pratos de peixe e de carne, passando pelas sobremesas.

 

Um livro inspirador, com design gráfico cuidado e fotografias apetecíveis, que pode ser vosso, se participarem neste passatempo e forem contemplados com um dos 8 exemplares que tenho para oferecer. E como vai funcionar o passatempo? 

 

O passatempo irá decorrer em simultâneo na página de Facebook do Lume Brando e na minha conta do Instagram: irei oferecer 4 livros em cada uma destas redes sociais e as condições de participação serão idênticas:

 

No Facebook

- Ser fã da página do Lume Brando;

- Fazer like na publicação do passatempo;

- Identificar três pessoas num comentário a essa publicação.

 

No Instagram

- Ser seguidor da minha conta de Instagram;

- Fazer like na publicação do passatempo;

- Identificar três pessoas num comentário a essa publicação.

 

passatempo termina na próxima 4ª feira, 18 de julho, às 23h59.

 

Podem participar das duas maneiras e as vezes que quiserem, desde que identifiquem sempre amigos diferentes. A escolha dos felizardos será feita aleatoriamente entre todas as participações (o envio dos livros será feito apenas para moradas em Portugal).

 

Até já!

25
Jun18

Frozen yogurt de abacaxi [ou uma arma saudável contra o calor]

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Cheguei há poucos dias de uma semana de férias em Itália (uma viagem recheada de coisas boas de que vos falarei num próximo post). Saímos daqui com um tempo miserável, um início de junho em que pouco faltou para ligar o aquecimento.

 

No regresso, somos recebidos, literalmente, de forma calorosa: os termómetros marcam acima dos 30º, mas eu sinto o bafo quente como se estivessem uns 40º à sombra. Sei que depois de uma primavera tão tímida devia agradecer este calor, mas eu e as altas temperaturas não nos damos muito bem. Sobretudo quando chegam assim, de repente, sem nos dar tempo para nos habituarmos.

 

Enquanto tento mentalizar-me de que, na verdade, já estamos no verão e por isso este é o tempo certo para esta altura do ano, procuro soluções para apaziguar o desejo por coisas leves e frescas. E foi assim que surgiu este gelado de abacaxi feito apenas com dois ingredientes: abacaxi e iogurte.

 

Antes de ir de férias, tinha na fruteira um abacaxi um pouco esquecido. Para evitar que se tornasse intragável - não gosto de fruta demasiado madura - resolvi descascá-lo, parti-lo em cubos e congelá-lo. Logo se veria o que iria fazer com ele.

 

E pronto, parte dele foi usado neste iogurte gelado: uma sobremesa ou lanche saudável, que se faz num minuto e se devora noutro (se esquecermos as gomas, que só estão aqui porque achei-as mesmo fofas e a condizer com esta época do calendário).

 

Que sejas bem-vindo, verão!

 

Nota: quando este post ficou pronto para ser publicado, os termómetros fizeram-me a vontade e a temperatura desceu um pouco. Uma maravilha, até porque as férias acabaram e não é fácil trabalhar com os neurónios a derreter.

 

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FROZEN YOGURT DE ABACAXI

Para 8 copinhos (8 bolas de gelado)

 

300 g de abacaxi maduro congelado em cubos

125 de iogurte natural tipo grego (1 iogurte)

Lascas de coco e gomas para decorar (opcional)

8 copinhos de bolacha (opcional)

 

Colocar os cubos de abacaxi congelados no robot de cozinha e triturar.

Juntar o iogurte e  voltar a triturar até obter uma consistência suave (ao longo do processo poderá ser necessário parar e empurrar o que ficou agarrado às paredes do copo, voltando a triturar).

Servir de imediato ou levar de novo ao congelador.

 

Mais receitas "geladas":

 

01
Jun18

Mini-cheesecakes de cereja e framboesa [para celebrar o Dia da Criança]

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O Dia da Criança é celebrado em diferentes datas por todo o mundo. Gosto que em Portugal seja a 1 de junho porque o bom tempo costuma ser garantido (hoje, só para me deixar fica mal, a meteorologia já nos brindou com chuviscos e temperaturas pouco primaveris). Num dia de sol há mais possibilidades de oferecermos aos miúdos atividades ao ar livre e há uma atmosfera mais descontraída e brincalhona no ar.

 

Mas o Dia da Criança não é apenas um dia de brincadeira e pretexto para mimar os mais novos. É também uma data em que nos devemos lembrar que há milhões de crianças em todo o mundo que não vão poder celebrá-lo. Uma realidade que não é de agora e que levou à Declaração Universal dos Direitos das Crianças pela ONU, em novembro de 1959, mais tarde desenvolvida e aperfeiçada na Convenção sobre os Direitos das Crianças, assinada em 1989.

 

Os meus rapazes já são adolescente e pré-adolescente, mas espero que nunca abandonem algumas das melhores coisas de ser criança: a curiosidade, a capacidade de alimentar o sonho, a alegria genuína, a bondade, e até uma certa inocência, que ajuda a que o mundo pareça um lugar bem mais apetecível.

 

Apesar de não assinalarmos o Dia da Criança com pompa e circunstância - não lhes damos presentes, por exemplo - todos os anos costumo preparar uma receita diferente e partilhá-la aqui no blogue. Como esta semana me ofereceram uma caixa de deliciosas cerejas de Resende, desta vez foram elas o mote. Até porque são um dos frutos que mais associo à minha infância: quem não se lembra de brincar com as cerejas e pendurá-las nas orelhas a fazer de brincos? Eu adorava fazer isso. E a seguir comê-las, claro.

 

E depois as cerejas são tão fotogénicas, que deixam qualquer sobremesa irresistível. Estes cheesecake em versão mini, perfeitos para comer à colher, não são exceção. Vaidosos e gulosos, são uma ótima sobremesa para preparar este fim de semana. A pensar nos miúdos e não só...

 

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MINI-CHEESECAKES DE CEREJA E FRAMBOESA

Inspirados numa receita de Martha Stewart

 

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Para a base:

70 g de bolacha maria integral

30 g de manteiga derretida

 

Para o recheio

250 g de queijo creme

¾ de chávena de açúcar amarelo (ou a gosto, depende um pouco da acidez do queijo que usamos)

1 ovo L (usei um ovo caseiro e por isso ficaram tão amarelinhos ;)

1 colher de café de extrato de baunilha

1 pitada de sal

  

Para o coulis de cereja e framboesa:

70 g de cerejas descaroçadas e framboesas  (ou apenas um dos frutos)

1 colher de sobremesa rasa de açúcar amarelo (ou a gosto)

 

Pré-aqueça o forno nos 170º. Num robot de cozinha triture as bolachas e junte-lhes a manteiga derretida, formando uma espécie de areia fina húmida. Divida pelo fundo de 9 formas de papel colocadas num tabuleiro de queques – use o pilão de um almofariz para nivelar e comprimir esta base de bolacha.

Leve ao forno durante cerca de 5 minutos. Retire e deixe arrefecer.

Entretanto triture os frutos vermelhos e passe-os através de um coador fino, para obter um molho suave e homogéneo - talvez precise, a meio do processo, de empurrar o que fica agarrado na parede do copo e voltar a triturar. Junte a este coulis 1 colher de sobremesa de açúcar amarelo (ou a gosto). Reserve.

Com a ajuda de uma batedeira, misture o queijo creme com o açúcar e a pitada de sal. Junte a baunilha e o ovo e bata um pouco até estar homogéneo.

Distribua a mistura do queijo creme pelas formas de papel onde já colocou a base de bolacha. Com uma colher de café, verta algumas gotas do coulis de cereja e framboesa na superfície dos cheesecakes e, com a ponta de um palito, desenhe algumas espirais irregulares. Pode ser que não use o coulis todo, mas menos quantidade de fruta é difícil de triturar no robot).

Coloque o tabuleiro dos queques num tabuleiro de forno e encha o tabuleiro com água a ferver até cerca de metade da altura dos cheesecakes (eu prefiro encher o tabuleiro já no forno). Leve ao forno durante cerca de 30 minutos, rodando com cuidado os tabuleiros a meio da cozedura.

Retire do forno e com cuidado retire o tabuleiro de queques do tabuleiro com a água. Deixe arrefecer os cheesecake na forma sobre uma rede. Leve ao frio durante cerca de 4 horas antes de servir (a textura é muito suave e ainda que se possam comer à mão, retirando o papel, recomendo servir com uma colher.

 

Mais receitas giras para o Dia da Criança

24
Mai18

Bolo de banana, caramelo e chocolate [e a magia dos bolos bonitos]

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Há muito que não fazia um bolo alto, bonito, guloso. Normalmente faço-os para os aniversários da família, mas, ultimamente, ou não temos celebrado em casa ou outras pessoas têm ficado responsáveis pelo bolo da festa.

 

Já tinha saudades. Um bolo tem sempre algo de mágico. Símbolo de celebração, de gratidão, de mimo ou indulgência. E de desafio também. Há sobremesas vistosas, tentadoras e rebuscadas, mas o resultado final nunca me inquieta tanto como num bolo.

 

Fazer um bolo implica sempre um sentimento misto de excitação e ansiedade: será que untei bem a forma? Será que vai cozer por todo? E se fica seco? Será que vai desenformar bem e ficar perfeitinho? Depois vem a fase da escolha do prato, da decoração e dos detalhes, por mais simples que sejam. E apesar desta vez não haver nenhuma razão especial para fazer um bolo, ninguém a quem surpreender, soube-me bem olhar para o resultado final e ver que ficou tal como o tinha imaginado. Um orgulhinho bom, ainda que um pouco pateta: na verdade, é só um bolo!

 

Um bolo que comecei a magicar quando dei conta de que as bananas da fruteira estavam a ficar muito maduras (um dos sinais empíricos mais certeiros de que os dias estão mais quentes é as bananas amadurecerem a uma velocidade supersónica). Depois comecei a pensar nos sabores que tradicionalmente combinam com este fruto, como o chocolate, o caramelo, o coco... 

 

Para a massa peguei numa receita de cupcakes de caramelo do meu livro e decidi introduzir-lhe vários updates: a adição da banana e do chocolate negro, azeite em vez de manteiga, açúcar de coco em vez de açúcar normal... o recheio e a cobertura é uma mistura de mascarpone e crème fraîche adoçada apenas com o caramelo que sobrou de caramelizar as bananas, mas já explico tudo na receita.

 

Como quase todos os bolos - se não mesmo todos - este também fica melhor no dia seguinte, por isso façam-no e decorem-no de véspera, guardando-no frigorífico. Gostei tanto do aspeto final do bolo, entre o rústico e o sofisticado, que me custou imenso parti-lo. Mas valeu a pena espetar-lhe a faca: sei que sou suspeita, mas... ficou delicioso!

 

 

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BOLO DE BANANA, CARAMELO E CHOCOLATE COM RECHEIO DE MASCARPONE E BANANA CARAMELIZADA

 

Para a massa:

3 ovos caseiros

120 g de azeite extravirgem suave

1 banana madura esmagada

100 g de açúcar de coco

135 g de farinha sem fermento

1,5 colheres de chá de fermento em pó

50 g de chocolate negro picado grosseiramente

110 de açúcar de coco + água qb + 90 ml de leite morno (usei magro) - para fazer o molho de caramelo

 

Para o recheio e cobertura:

4 bananas maduras

1 fio de sumo de limão

1 colher de sobremesa de óleo de coco

2 colheres de sopa de açúcar de coco

1 ou 2 colheres de sopa de água

1 embalagem de mascarpone bem frio (250 g)

1 embalagem de crème fraîche ou natas p/ bater bem frias (200 g)

Lascas e raspas de chocolate e lascas de coco para decorar

 

Comece por preparar o caramelo para a massa dos bolos: leve o açúcar ao lume, junte um pouco de água, só para cobrir e ajudar a dissolver, e deixe caramelizar - o ideal é fazer isto num tachinho com tampa e deixar caramelizar tapado para manter a humidade; vá destapando e vigiando, sem mexer. Quando estiver a borbulhar e bem dourado, com cherinho a caramelo, retire do lume e junte com cuidado o leite morno, mexendo com um batedor de varas (vai borbulhar bastante, o tacho não deve ser muito baixo, para não se queimar).

 

Entretanto ligue o forno nos 180º e unte muito bem três formas de bolo redondas com 14 cm de diâmetro, forrando os fundos com papel vegetal e voltando a untar e a polvilhar com farinha (em alternativa, pode usar spray desmoldante).

 

Numa taça grande, bata o azeite com o açúcar e a banana esmagada. Junte os ovos, mexa bem e adicione a mistura de leite e caramelo. Envolva a farinha peneirada e o fermento. Por último, envolva o chocolate picado.

 

Divida pelas três formas e leve a cozer durante cerca de 30 minutos - vá vigiando e faça o teste do palito, para saber se estão cozidos. Passe uma faca pelas laterais das formas para soltar os bolos e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal.

 

Para caramelizar as bananas, corte-as em rodelas e regue-as com um fio de limão para não oxidarem. Numa frigideira grande antiaderente, coloque o óleo de coco, o açúcar e um pouco de água, deixe derreter e caramelizar um pouco. Junte as rodelas de banana e deixe-as caramelizar, virando-as a meio do processo - a ideia é manterem-se inteiras. Retire as rodelas com cuidado, com um escorredor, para um prato forrado com papel vegetal e aproveite o líquido/caramelo que ficou na frigideira - deve obter cerca de 2 colheres de sopa bem cheias de caramelo líquido. Deixe arrefecer.

 

Para fazer as lascas de chocolate, derreta 30 g de chocolate negro em banho-maria e espalhe-o sobre papel vegetal, alisando com uma espátula. Leve ao frigorífico até endurecer.

 

Entretanto, bata o mascarpone com o crème fraîche ou as natas (que devem ter várias horas de frigorífico) num chantilly firme, sem açúcar. Quase no final, junte o caramelo que sobrou de caramelizar as bananas e volte a bater até estar bem ligado.

 

Para montar e decorar o bolo: coloque um dos bolos no prato de servir e espalhe uma boa camada do creme de mascarpone. Espalhe algumas rodelas de banana e coloque outro bolo em cima. Repita com uma camada de creme de mascarpone e outra de rodelas de banana. Coloque em cima o último bolo, faça uma camada generosa e relativamente uniforme com o creme de mascarpone e decore com mais algumas rodelas de banana, lascas de chocolate (parta o chocolate entretanto endurecido de forma irregular em pequenos estilhaços) e lascas de coco torrado.

 

Termine com raspas de chocolate feitas na hora (se não for para servir logo, pode deixar a decoração do topo para pouco tempo antes de servir - as raspas, sobretudo, faça-as e espalhe-as apenas antes de servir, para não serem absorvidas pelo creme).

 

Mais bolos de festa:

Bolo de Oreo

Bolo tipo Floresta Negra

Bolo de chocolate branco e framboesa

Bolo de chocolate decorado com fingers e smarties

Bolo de chocolate e grão-de-bico (sem farinha nem manteiga)

Bolo de iogurte, lima e limão

 

 

10
Mai18

Massa fresca de espinafres caseira [e as coisas cronicamente adiadas]

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Conhecem bem esta maquineta, certo? Pois bem, tenho uma cá em casa. Ainda com o plástico protetor e na caixa original. Por estrear, portanto. Há quanto anos? Há uns oito, bem à vontade.

 

Quantas vezes pensei em fazer massa fresca? Várias.

Quantas vezes fiz? Nenhuma. Ou melhor, nenhuma até à semana passada e descontando o workshop de massas frescas que fiz há uns anos na Escola de Hotelaria do Porto.

 

Em todo o caso ainda não foi desta que fiz massa fresca à séria. Ainda não foi desta que estreei a máquina.

 

Infelizmente isto não me aconteceu só com a massa fresca. Há inúmeras receitas que volta e meia penso em experimentar, mas depois acabo por cair na rotina e cozinhar muitas vezes a mesma coisa. Uma vergonha para quem se diz ser viciada em livros e revistas de cozinha. Digam-me por favor que não estou sozinha! 

 

A epifania da semana passada foi fruto de ter visto um episódio do Jamie em que ele fez estes "pici" (há quem diga que não são "pici" mas sim "trofie"). Estão no livro "Receitas Saudáveis para toda a família", que eu gostava de ter, mas não tenho (pode ser que o meu Pai Natal leia este post).

 

Antes de passarmos à receita, devo dizer que a textura desta pasta que parece feijão-verde não é perfeita, fica um pouco chewy, mas é tão simples e está tão carregada de espinafres, que isso passa a ser um detalhe com pouca importância. Mas a melhor prova de que vale a pena fazê-la e repeti-la é o facto dos meus dois adolescentes a terem devorado e a terem elogiado, sendo eles atualmente os meus comensais mais exigentes.

 

A versão das fotos, servida com um salteado de legumes, foi o meu almoço no dia em que fiz a massa. À noite, servi-a com molho de tomate caseiro e foi mesmo um sucesso.

 

Agora que ganhei um pouco de alento, acho que já não falta muito tempo para desembrulhar a máquina...

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MASSA FRESCA DE ESPINAFRES FÁCIL C/ LEGUMES SALTEADOS

 

Para a massa (receita de Jamie Oliver):

300 de farinha T55 sem fermento (se tiver acesso a farinha italiana 00, ainda melhor)

200 g de espinafres baby (1 saco + 1 pouco)

 

Para o salteado de legumes:

(usei quantidades a olho, para cerca de 1/4 da massa obtida)

 

Alho

Cebola

Courgete

Pimento vermelho e amarelo

Tomate cereja

Azeite extravirgem

Vinho branco (opcional)

Piripiri em pó

Sal

Para servir: queijo parmesão, nozes/pinhões e manjericão (não tinha manjericão mas teria sido um ótimo acrescento) 

 

Para fazer a massa vai precisar de um robot de cozinha ou de um processador de alimentos, tipo liquidificador, potente.

Coloque a farinha no robot, junte as folhas de espinafres e triture até obter uma massa moldável: já está!

Retire e forme uma bola com a massa.

Enfarinhe a superfície de trabalho e vá tirando pedacinhos de massa de tamanho de berlindes: comece por fazer uma bolinha e depois estique-as até obter uma espécie de "minhoca", o que vai demorar pelo menos meia hora - se tiver ajudantes para esta tarefa, melhor!

 

Para o salteado de legumes, leve um fio de azeite a aquecer numa frigideira.

Junte a cebola e depois o dente de alho. Deixe cozinhar um pouco e junte a courgete e os pimentos cortados em cubos. De seguida adicione o tomate cereja cortado em metades. Tempere com um pouco de sal e piripiri.

Refresque com um pouco de vinho branco e deixe que os tomates comecem a murchar e a largar os sucos.

Entretanto, coloque ao lume uma panela com água e sal. Quando estiver a ferver, insira a massa e coza durante uns 10-15 minutos (achei o tempo que a receita original menciona - 5 minutos - insuficiente).

Se achar que o salteado está a ficar seco, junte-lhe um pouco de água da cozedura da massa. Prove e retifique os temperos.

Escorra bem a massa (reservando alguma água) e junte-a ao salteado, envolvendo bem e juntando um pouco mais de água da cozedura se achar necessário.

Junte um pouco de quejo parmesão ralado, envolva bem e sirva sapicado com o manjericão, os frutos secos e mais parmesão para quem quiser.

 

Mais receitas com legumes:

03
Mai18

Bolo de amêndoa [ou uma homenagem aos sabores mediterrânicos]

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Uma das coisas de que mais gosto de fazer - se calhar até mais do que cozinhar - é folhear e ler livros e revistas de cozinha. Se possível com tempo, com calma, enquanto tomo o pequeno-almoço ou tomo um café a seguir ao almoço.

 

Foi o que aconteceu no passado feriado de 1 de maio. Um dos livros em que peguei nesse dia foi um presente que recebi no último Natal, a que ainda não tinha dado a devida atenção. Falo do Nigellissima, da voluptuosa Nigella Lawson, dedicado a receitas inspiradas na gastronomia italiana, da qual Nigella é fã (já somos duas).

 

Foram várias as receitas que me ficaram debaixo de olho e este bolo - que mais parece uma tarte - só foi a primeira, porque tinha claras no frigorífico a precisar de serem usadas. Confesso que quando a provei fiquei um pouco desiludida. Algo na textura não me deixava rendida. Mas todas as outras pessoas que a comeram - e foram várias - disseram que era "deliciosa" e "viciante", por isso o problema era eu e não a tarte.

 

Na verdade, no dia seguinte comi outra fatia e já me agradou muito mais (estou em crer que quase todos os bolos e sobremesas ficam melhor no dia seguinte).

 

O bom deste bolo, para além de ser saboroso e bonito, é que é um doce relativamente saudável: a gordura é azeite, só leva farinha de amêndoa e não leva gemas, apenas claras. Claro que temos o açúcar, que usei amarelo (a receita original pede açúcar em pó), mas quem for mais radical poderá experimentar com outros adoçantes mais interessantes do ponto de vista nutritivo.

 

Ah! A Nigella usa laranja para aromatizar a tarte, mas eu preferi o limão, por adorar limão e achar que lhe dá um toque ainda mais mediterrânico. Também cortei um pouco ao açúcar...

 

Bom fim de semana!

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BOLO DE AMÊNDOA, AZEITE E LIMÃO

Adaptado do livro Nigellissima, de Nigella Lawson

 

8 claras

120 g de açúcar amarelo

Raspa de 1 limão

120 ml de azeite extravirgem suave

150 g de amêndoas moídas

1 colher de chá de fermento em pó

75 g de amêndoas laminadas

Açúcar em pó e canela em pó para polvilhar

 

Pré-aqueça o forno nos 180º.

Unte uma forma de fundo amovível com manteiga ou com azeite e polvilhe com farinha (ou com farinha de amêndoa/amêndoas moídas).

Bata as claras em castelo e quando começarem a ficar firmes junte o açúcar aos poucos, continuando a bater até obter uma mistura espessa e brilhante.

Junte a raspa de limão e de seguida vá intercalando a adição do azeite e da farinha de amêndoa/amêndoas moídas.

Verta para a forma e espalhe por cima as amêndoas laminadas.

Leve a cozer durante cerca de 35 minutos - vá vigiando, o palito deve sair seco ou apenas com algumas migalhas grossas agarradas.

Retire do forno e deixe arrefecer sobre uma rede.

Retire o aro e polvilhe com uma mistura a gosto de açúcar em pó e canela. Está pronta a servir.

 

 Mais receitas com amêndoa:

27
Abr18

Nachos caseiros [ou um viva aos fins de tarde luminosos]

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Provavelmente, quando este texto for publicado o dia vai estar cinzento e chuvoso. Afinal, estamos em abril, mês de meteorologia incerta. Mas os últimos dias foram tão generosos em termos de sol, que já só penso naqueles fins de tarde preguiçosos, que mesmo durante a semana, em dias de trabalho, permitem uma pausa de dolce far niente na varanda.

 

Uma cerveja gelada ou um copo de vinho branco fresquinho, uns petiscos, o sol a pôr-se devagarinho e não preciso de mais nada para um momento perfeito. Melhor, só se os salgadinhos ou os petiscos forem caseiros, certo?

 

Uma das minhas entradas preferidas para o tempo mais quente é o guacamole (podem clicar aqui para ver a minha receita de guacamole), servido com nachos. Acontece que estes aperitivos de compra são tudo menos saudáveis, sobretudo devido ao elevado teor de sal.

 

A boa notícia é que é muito, muito fácil, fazer nachos caseiros! Descobri isso ao experimentar uma receita de crackers de milho que a Teresa Cameira, de A Cozinha da Ovelha Negra, partilhou no Instagram.

 

A minha versão não leva sementes de linhaça moída (porque não li a receita direito e só reparei depois) e é mais condimentada, mas esta é uma receita que permite muitas variações nas especiarias e nas ervas. E é incrivelmente rápida de fazer.

 

Ficam muito saborosos e estaladiços, numa palavra: viciantes! E como vem aí o fim de semana, nem sequer temos a desculpa da falta de tempo para usar aperitivos de compra 😝

 

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NACHOS CASEIROS

(a partir de uma receita de Teresa Cameira/ A Cozinha da Ovelha Negra)

 

140 g de farinha de milho

60 g de azeite suave

60 g de água

1 colher de chá de sal fino

1 colher de chá de caril em pó (vai reforçar o tom amarelo dos nachos)

1 colher de chá de paprika fumada

1 boa pitada de pimenta preta acabada de moer

1 colher de sopa de coentros secos

 

Ligue o forno nos 190º.

Numa taça misture todos os ingredientes e forme uma bola (fica uma massa um pouco quebradiça, mas não se preocupe). Divida em duas partes.

Coloque uma das metades no centro de uma folha de papel vegetal, dê-lhe a forma de um quadrado achatado.

Cubra com outra folha de papel vegetal e estique a massa com o rolo, até obter uma espessura entre 1 e 2 mm.

Retire a folha de papel vegetal de cima, passe para um tabuleiro de ir ao forno e, com uma faca, faça marcas na massa: faça um quadriculado grande e depois marque linhas na diagonal, de forma a obter triângulos.

Leve ao forno entre 12 e 15 minutos - vá vigiando.

Retire e deixe arrefecer.

Repita com a restante massa.

Sirva de seguida ou guarde em frascos herméticos.

 

Para ver a receita de guacamole, é só clicar aqui.

 

Mais receitas de salgadinhos e petiscos:

 

20
Abr18

Obras: o resultado final [Fotos]

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Todas as fotos deste post são de Ivo Tavares, do Ivo Tavares Studio. O projeto de arquitetura foi da autoria de Ren Ito Arq. O projeto e o mobiliário da cozinha são da empresa J. Dias. Nenhuma destas referências é patrocinada.

 

O prometido é devido. Apesar de já vos ter mostrado algumas fotos da cozinha e alguns detalhes da sala, disse que um dia vos revelaria o resultado final.

 

Já tinha tirado algumas fotos assim que a casa ficou composta (esteve muitas semanas sem candeeiros, por exemplo, e continuo sem cortinados na sala), mas quando o Ren mostrou interesse em trazer cá um fotógrafo profissional, resolvi esperar pelo resultado dessa sessão fotográfica.

 

Afinal, quem sabe, sabe, e as fotos ficaram espetaculares (digamos que a casa também estava especialmente limpa e arrumada nesse dia 😆 Agora a sério, parabéns ao Ivo Tavares, pelas fotos incríveis).

 

Como fui desabafando, até chegar aqui foram precisos cinco meses de obras que pareceram uma eternidade. Depois de outros tantos meses (na verdade, mais de um ano) de projeto, orçamentação, escolha de materiais... O meu marido diz que quer voltar a fazer obras para poder pôr em prática tudo o que aprendeu neste processo. Eu digo que tão cedo não me meto noutra.

 

E, imaginem, só fizemos obras na área social do apartamento: hall de entrada, cozinha e sala. Nem sequer foi fazer uma casa. Mas pronto, não era apenas um refresh. As madeiras do hall foram todas raspadas e pintadas de branco (eram castanhas, como continua na área dos quartos 😕); o teto falso foi uniformizado e passou a existir em toda a área; as portas da cozinha, da sala e da lavandaria são novas; a cozinha é nova de uma ponta à outra (resistiram apenas os eletrodomésticos), os armários embutidos da sala também; metade da parede (à altura) entre a sala e a cozinha foi abaixo e substituída pelo painel envidraçado; o chão foi todo lixado e envernizado de novo...

 

Mas valeu a pena. Ainda faltam alguns apontamentos de decoração. Quero um quadro grande para a cozinha (parede ao lado da porta); a calha para quadros (no topo da parede da tv) ainda está sem nada pendurado; faltam cortinados e uns cadeirões, pelo menos. Mas, definitivamente, já nos sentimos em casa. E isso é mesmo bom 💛.

 

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Mais fotos aqui

 

Outros posts em que falo da cozinha e sala novas:

12
Abr18

Arrufadas sem arrufos [receita de arrufadas de batata-doce e cenoura]

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Gosto cada vez mais de fazer pão em casa. Ainda me falta entrar na aventura da fermentação lenta, da massa-mãe e do pão sourdough, mas lá chegarei.

 

Por agora vou fazendo receitas mais simples. E confesso que quando vejo alguma receita de pão daquelas que se comem com os olhos, seja numa revista em papel ou num blog, tenho de me controlar para não ir logo para a cozinha pôr as mãos na massa. E tenho um fraquinho - acho que se nota pelas receitas que tenho colocado aqui - pelos pães de leite ou pães doces. Ainda que não sejam o produto de padaria mais saudável, eu sei.

 

Foi o que me aconteceu com as arrufadinhas de batata doce que vi no Frango do Campo, o blog da querida Naida, na altura da Páscoa. Tinham um ar tão yummy. E ainda por cima levavam batata-doce, um dos meus ingredientes favoritos. Tinha de experimentá-la.

 

Ontem foi o dia. Até porque este tempo fora de tempo, com a chuva e o frio a fazerem-se de convidados todos os dias desta primavera adormecida, se aguenta melhor com o forno ligado.

 

Não fiz grandes alterações à receita original, apenas troquei 50 g de batata-doce por 50 g de cenoura (porque a minha batata-doce, assim como a da Naida, era de polpa branca e eu queria dar-lhe um tom alaranjado, o que acabou por não acontecer), e usei leite de vaca em vez de leite de soja. Ah, e vêem aquelas arrufadas com umas marcas na superfície, uma espécie de cruz? Foi para marcar as três arrufadas onde escondi um quadrado de chocolate... gulosa é o meu nome do meio, não há remédio 😆

 

Devo dizer-vos que ficaram deliciosas. A batata-doce confere uma humidade maravilhosa à massa, que fica com uma "migalha" fantástica. A repetir e a explorar as suas variantes, pois pareceu-me uma massa bastante versátil. Vem aí o fim de semana - que tal aproveitar para mimar a família com uma fornada destas riquezas?

 

Bom fim de semana!

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ARRUFADAS DE BATATA-DOCE E CENOURA

Para 9, grandinhas

 

150 g de batata doce cozida

50 g de cenoura cozida

120 ml de leite meio-gordo
40 g de manteiga à temperatura ambiente
25 g de fermento de padeiro
1 ovo
1 colher de chá de sal
30 g de açúcar amarelo
400 g de farinha
9 quadrados de chocolate (opcional)
1 ovo batido para pincelar
Açúcar em pó para polvilhar
 
Descasque a batata-doce e a cenoura e leve a cozer com um fundo de água (a cenoura demora mais a cozer, como não a coloquei a cozer antes da batata-doce, acabou por não ficar muito bem triturada, mas não fez diferença).
Triture para obter um puré. Reserve.
 
Desfaça o fermento de padeiro num pouco de água morna (aí umas 2 colheres de sopa de água).
Numa bacia, misture o puré, o leite, o açúcar, a manteiga e o fermento desfeito na água morna.
Junte o ovo, o sal e a farinha, misturando tudo muito bem.
 
Amasse um pouco até obter uma massa macia e uniforme, forme uma bola, coloque-a na bacia, tape e deixe levedar cerca de 1 hora ou até duplicar o tamanho (embrulhar a bacia numa manta ou usar esta bacia - tenho uma, oferecida por uma amiga, ajuda).
 
Com as mãos enfarinhadas, vá formando pequenas bolas - se quiser, coloque um quadrado de chocolate no interior de cada bola, rodando e fechando completamente a massa.
Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Tape com um pano e deixe levedar mais 20 ou 30 minutos.
 
Entretanto ligue o forno nos 180ºC.
Pincele os pãezinhos com ovo batido e leve ao forno durante cerca de 30 minutos ou até estarem bem dourados e cozidos. Se achar que estão a ficar escuros demasiado depressa, tape com folha de alumínio.
Para transformar os pães em arrufadas, polvilhe-os com açúcar em pó.
 
Mais receitas de pães de leite ou pães doces:
 
 
 

Teresa Rebelo

foto do autor

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